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Godale
TRABALHOS DO MESMO AUTOR
Ensaio de um Vocabulario de Estradas de Ferro 1879
Carteira do Engenheiro 1884
Viario Ferrea do Brapl. (Laoreada com a Medalha Hawkuhaw
e com a medalha de prata da Ezposì^ào Uni versai de Àntuór-
pia, eml885) 1884
Estradas de Ferro — Varios Estudos 1887
Estradas^ Caminhos e Pontes. Memoria impressa do livro com-
memorativo do 25<* anniversario do Institato Poljtechnico Bra-
zileiro 1887
Melhoramentos Materiaes. Sèrie de artigos publicados na Tri-
b una L iterai 1 889
t^
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Goo^l
Ao len Venerando km
Eim. Sr. VISCONDE DE OURO PRETO
• :
X3ZonaerLa.crena
JUSTA E SINCERA GRATIDAO
^
Francisco Picango, -^
W.273G01Ì
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AO LEITOR
MuitoB annos tenho passado a recoUier ludo que diz
respeito a estradas de ferro
Methodisando e dexenvolvendo o meu archivo, consegui
organisar o Diccionario, cujo primeiro volume entrego à
publicidade
preste livro ha fdtaSy com certeza ; mas, ainda assim,
estou convencido, presto um pequeno servigo aos collegas e
a todos que tratam de viagào ferrea.
Rio de Janeiro, 2i de Fevereiro de i89i.
Francisco PiCANgo.
Engenhairo Civil.
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\
.AJBrarVTLA.QOES
Adm • . • Administra^o.
Arch. Architectura.
Const. Construc^So.
E. de P Estrada de Ferro.
Perr Perrameuta.
Locom Locomotiva.
Mach Machinas.
Pont Pontes.
Tech Technico
:ehtlajtjìl.
Pag.
Liaha
Erro
4r
18
W = 0,12
8
82
Accesorios
17
14
Btell
83
11
Mortai
101
7
4 da frente.
182
2
;,"=A-t-/"f
183
26
de altara
178
14
Cadeira tuhnlar
181
81
Conexidade
182
6
destina
186
80
de a e
187
9
Prouiller
189
6
trasito
191
8
tal
191
19
pintadas ao
201
17
^ stignai
201 •
28
curso
224
16
halda^ao
243
10
quetaSf do lastre
267
26
267
26
S
264
15
linha
296
80
trapesodial
807
27
augmentar
817
10
expuxo
827
18
deve
Emenda
n = 0,19
Accessorìos
Steel
Mortar
2 de traz.
A" = A — /"i
da altara
Caldeira tnholar
Conecidade
destinam
e a de
Pouiller
transito
taes
pintadas; ao
— signal
do carso
haldea^So
qaetas do lastro.
S
S'
linhas
trapesoidal
agaentar
empoxo
devem
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DICCIONABIO DE ESTMDÀS DE FEBBO
A
Àbaco (Arch.) — Abaque, taiUoir. — Abacus. — Aba-
kuSy Capilal-deckplalte. — Parte superior de um capitel
de columna.
Aba do telhado (Const.) — Avant toit. — Prajecting
roof, eave. — Vordach. — Em geral, nas estagòes secunda-
rias de estradas de ferro, a aba do telhado prolonga-se e
forma alpendre sobre a plalaforma de embarque. Nunca
deve ser sustentada por columnas ou pilastras que difQcul-
tem transito dos passageiros e possam causar desaslres.
Abafar o fogo (Mach.) — Pousser Ics feux au fona. —
To batìk the fires. — Abolamplen des Feuers. — fogo é
abafado — quando ba conveniencia em tornar raenor a va-
porisacào na caldeira — pelo segainle modo: — reduz-se a
combuslào e evita-se a liragem, fechando-se as pòttas do
cinzeiro e da chaminé. Nào convem chamar lodo o fogo para
junto da fornalha, descobrindo as barras da grelha, que por
um simples golpe de ar podem se inulilisar. E' mais
seguro desviar algum fogo para o cinzeiro.
Abaixamento do nivel d'agua (Mach.) — Abaissemenl
du niveau de l^eau. — Lowering. — Fall (das SinkenJ des
Diccionarlo. 1
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ABARGADEIRÀ ABOBADA
Wasserstandef: — nivel d'agaa da caldeira deve estar
sempre manlido de modo que o tecto da fornalha e os
tubos nào fiquem descobertos, o que é assaz perìgoso.
Dando-se abaixamento, mas bavendo certeza de que a
agua ainda cobre os tubos, cumpre alimentar logo e abun-
dantemente a caldeira. fogo deve ser activado, desde que
a agua subir no vidro do indicador, para a pressào do
vapor nào abater. Si o abaixamento attingir ao ponto
perigoso, que denotare grande descuido do machinista,
sera fatai alimentar logo a caldeira, por causa de alguma
explosào fulminante. Dever-se-ha, entào, retirar o fogo,
esvasiar a caldeira ; e, quando ella tornar é temperatura
normal, alimenlal-a ; e, so depois que a agua apparecer
no vidro do indicador, reacender o fogo.
Abarcadeira [de estacas de fundagào] (Const.) —
Moise. — Horisontal tie, side beams, blinding-pieces, — Gur-
tholz, Gurt. — Pegas horizontaes de madeira que servem
para manter as estacas em um mesmo alinhamento.
Abatimento das terras (Const.) — Affaissement, to-
sement. — Sucking, settling. — Senkungj Sackung, Ein-
sinken, Sacken. — Quando se executa um aterro, as terras
extrahidas do córte crescem de volume ; isto é, occupam
um espago maior do que antes da remocao. Com o correr
do tempo, os vasios existentes no interior do aterro des-
apparecem, e dà-se entào o abatimento das terras. [Vide :
— Recalque e Crescimento de terras.]
AbVturas do espelho (Locom.) — Lumières. — Steam--
porls. — Dampfeintrittsóffnung am Cylinder. — OriQcios
por onde o vapor entra para o cylindro e d'elle sahe.
As gavetas das locomotivas sào munidas de tres abertu-
ras :— duas destinadas à admissào do vapor e uma ao es-
capamenlo. [Vide: Gavela.]
Abobada [Teclinologia da — ].
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ABOBADA E5PESSURA DAS ABOBADAS
Abobada. — VoUUe. — VauU. — Gewòlbe,^ Wólbung.
Aduella. — Voussoir. — Archstone. — Wóìbsteinj KeU-
Stein.
Chapa da abobada. — Chape. — Mortar^bed over a
vavUing. — Gewólbuberguss.
CoxiM. — Coussinet. — Springer. — Wòlbanfang^ Ari'
fangslein.
Empuxo da abobada. — Poussée de la voiìie. — Thrust
of the vault. — Schub.
Extradorso . — Extrados . — Extrados . — Bogenrù"
cken.
FècHO ou CHAVE. — Clef. — Key-stone. — Gewòlbschluss.
Flecha. — Montée, fiòche. — Pìtchy rise. — Pfeilhóhe.
Imposta. — Naissance. — Spring, — Gewòlbanfang.
Intradorso. — Intrados. — Inlrados. — Intrados.
RiNS. — Reins. — SpandreL — Wòlbzwickel.
Sobre-carga. — Surcharge. — Overcharge. — Ueberlast.
VÀo. — Porlée. — Spari. — Spannweile. — [Vide : Te-
chnologia da ponte.]
EsPESsuRA DAS ABOBADAS. — Em todas as formulas
relalivas a esle assamplo empregaremos a seguinte no-
tacào :
E, espessura no fecho.
e, espessura na imposta.
d, vào da abobada.
f, flecha do arco no intradorso.
R, raio da abobada. •
A espessura da abobada vae augmentando do fecho
para os encontros; junto a estes costuma ter 1,2 a 1,75
da espessura do fecho.
Formula de Léveillé :
E = l±Ali
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ESPESSURA DAS ABOBADAS
# •
Formula de Perronet, para abobadas de pequenos vSos :
E = 0,0347J4-0V25
Formula pratica, deduzida das melhores construcgóes
modemas, para arcos até eo"' de corda :
E = 0,82-|-0,04(i— /)
e = 1,76 E
Formula de Hnrst, multo usada pelos engeuheiros in-
glezes :
E = nj/"K"
VALORES DE n
121DICA9OB8
Para nm bó arco
Para orna serie de arcos.
Material 4a abo-
Fedra
n=0,l7
11 = 0,12
Ttìollo
n»0,22
fi = 0,26
Abobadas de arco pieno e de arco de circulo de 60°, cujo
vào {òr igud ao raio :
Formula de Dejardin, muìto empregada uà Franca :
E = 0,06J'*-0",80
Formulas de Dupuit :
Para arcos elliplicos e abalidos :
E=^0fiOyd
Para arcos de circulo :
E = 0,16l/"5~
Formula de Lesguillier, para qualquer especie de arco
E = o,2oj/ ^ + 0,10
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ESPESSURÀ DÀS ÀBOBADAS
Formula de Croizette. — Desnoyers :
E == 0,15 + 0,15 |/"2K
Formulas de Gauthey. — A formula de Perronnet dà
para as grandes abobadas, espessuras multo considera-
veis; Gauthey propoz subsliluil-a pelas seguintes: A partir
de d=16", por:
E = 0,042i = -^i
E, a partir de d! = 32", por :
E = 0,021 d + 0'»,67.
Abobadas de pontes de estradas de ferro, com aterro de
1",60 acima do fécho, seudo de pedras faceadas :
Formula de Haven :
I = ( 0,026 + 0,00838 1) d + 0»,25
Abobadas com grandes sobre-cargas. — A espessura no
fécho é dada pela seguiate formula, multo usada na Al-
lemanha e Russia :
E = 0,43 + ^ + A.
Sendo S, altura da sobre-carga, acima do extradorso.
Formula empregada nos grandes viaductos e pontes
construidos ultimamente na Franca : •
E = 0»,40 + 0,035 {d — 10).
vào livre deve estar entre 10" e 50".
N. B. — As abobadas calculadas por està nltiiDa formala sSo con-
tmidas de alvenarìa de pedra coro argamassa de cimento, tendo as adaellas
das testas de cantarla.
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6 ABOBADAS INVMTIDAS ABOBADA APAINELADA
Abobadas invertidas. — Algumas vezes empregam-se
abobadas invertidas na consolidando das taludes dos cortes.
Ha notavel exemplo d'este processo no córte de Blis-
worth. Estrada de Ferro de Londres a Birmingham, de-
scripto por Goschler nos seguintes termos : « A' meia
altura do córte foi encontrada solida camada de calcareo,
tendo 7",60 de espessura, intercalada em terra solta e
outra camada de argila de 6".
a Està ultima, sob a pressào das terras superiores e
pela acgào athmospherica,se desagregava e ameagava alluir
todo córte, bem corno as suas paredes lateraes. Para
isto remediar-se, recorreu-se a uma alvenaria (muros) de
pedras irregulares, elevada até a base da camada calcarea,
que foi consolidada por meio de contrafortes de 6", ligados
aos do talude opposto por abobadas invertidas, passando
sob a plataforma da linha.
« Por delraz dos muros coUocou-se, em contacio com
a camada de argila, drenos desaguando pelas barbacàes
dispostas na alvenaria.»
Abobadas (Empuxo) .
SR-i-y
Sendo : E, empuxo.
P, peso total da abobada.
R, raio do inlradorso.
2,éiistancia da ultima aduella em torno da qual tende
a partir-se a abobada.
j, largura de uma juuta.
peso P da abobada é igual ao seu volume mullipli-
cado pela densidade do material que a compOe.
Abobada apainelada (Arch.) — VoAte en anse de pa-
nier. — BaskeU-handle vaidt. — Gewòlbe nach der Kor-
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ABOBABA CYUNBRICA ABBICO
blinie. — E' a qae tem para seccào norraal urna curva em
aza de cesto. [Vide : Aza de cesto].
ÀBOBADA CYLINDRICA DE ARCO PLENO (AfCh.) —VoiUe
en plein cintre. — Barrel vault or semicircular vaull. —
Hablkreisfòrmige Gewólbe^ Rundbogengewólbe. — E' a que
tem para seccào normal ao eixo uno semi-circulo. Està
abobada nào serve para cobrir grandes vàos, visto exi-
gir muila altura. Exerce pouco empuxo sobre os en-
contros. [Vide : Àrcos.]
Abobada db encontros perdidos (Const.) — Vùàle à
ctdées perdues. [Vide: Encontros perdidos.]
Abobada elliptica (Arch.) — Voiìie elliptique, — El-
liptical vault. — Elliptische Gewólbe. — A que tem para
seccào normal ao eixo urna semi-ellipse. Muito empregada
em obras subterraneas e dentro de ediflciòs.
Abobada espherica ou zimborio (Arch.) — Voéte sphe-
rique, dòme. — Domical vault or cupola. — Kuppelgewólbe,
Kesselgewolbe , Helmgewlóbe.
Abobada ogival (Arch.) — VoUte ogivale. — Gothic
vault. — Gotische Gewólbe.
Abobada ou arco de ponte ( Pont. ) — Arche. —
Arch. — Bogen, Bruckenbogen. — A mais empregada é a
abobada apainelada; apresenta mais vantagens que as
ootras.
Abobada esconsa ou obliqua (Arch.) — Voéte biaise. —
Skeu>vaulling. — Schiefe Gewólbe.
Abobadar (Const.) — Voùter. — To vault. — Auswól-
ben, vberwólben, einwólben. •
Abrigo (E. de F.) — Abris, marquise. — Halt. —
HaUestelle. — Pequena estagào, em localidade de pouca
importancia commercial. Telheiro existenle em algumas
estacoes, em frente do edificio principal. Enlre o edificio
e abrigo estào assentadas as linhas ferreas.
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8 ABRm A PORTA DO ONZEIRO ACCESSORIOS DA UNHA
Abrir a porta do cinzeiro (Locora.) — Quando é ne-
cessario ventilar a fornalha, com o firn de augmeatar a
combustào, abre-se a porta do cinzeiro.
Abrir um córte (E. de F. e R.) — Percer une tranchée.
— To make a cutting. — Einen Einschnill òffnen, einen
Durch$tich anlegen. [Vide : Córte],
Acantho [Foiba de — ] (Arch.) — Acanthe. — Acan-
thus. — Akanthus. — Foiba empregada na ornamenlagào
dos capiteis das columnas corinlbia e composila.
AcgSo de companbia (Adra.) — Action, obligation. —
Share. — Anteilschein. — Urna das frac^Oes em que està
dividido capitai da companbia. Em geral, nas estradas
de ferro do BraziI, as acQòes sào de 200iJOOO cada uma.
Cada accào de direilo a uma parte proporcional da receila
liquida do capital. A essa parte cbama-se : dividendo. As
acgòes sào numeradas e fieam registradas nas companbias.
Acq5o ao portador (Adra.) — Action au porteur. —
Trans ferable share. — Anteilschein «au porteur».
AcgSo de preferencia ou debenture (Adm.) — Deben-
ture. — Debenture, debentubond. — Preferenzschein.
AcgSo nominai (Adm.) — Action nominative. — Per-
sonal'Share. — Nomineller Anteikchein.
Acgoes emittidas (Adm.) — Actions émises, — Emit-
tedshares. — Anteilscheine ausgegebene,
Accionista (Adm.) — Actionaire. — Share holder or
sloke holder. — Actionaire^ Anleilscheinbesitzer, Actienbe-
fizer.
Accender as fomalhas (Macb.) — AUumer les feux.
— To light the fires. — Anfeuern anzùnden.
Accidentado [Terreno — ] (Tecb.) — Raboteux^ acci-
dente, inégal. — Rough^ uneven^ rugged, — Uneben.
Accesorios da linha (E. de F.) — Accessoires de la
voie. — Accessorys of the line. — Kleinzeug des Oberbaues.
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ACCIDENTE
— Pegas complementares da via permanente, tendo por
firn facilitar a marcha dos trens e garantir a seguran^a do
trafego : — cruzamentos, agulhas, gyradores, etc.
Accidente (E. de F.) — Accident. — Accident. — Un-
fall
Classificacào DOS ACCiDENTES. — Eficonlros de trens :
Por trens andando no mesmo sentido. Por trens an-
dando em sentido contrario. Por causa de cruzamento de
vias. Por causas desconhecidas.
DescarrilhameìUos : i\ Inexplicaveis.
2*. Tendo por causas : Deffeitos na via permanente.
Desmoronamenlos. Neve ou gelo na linha. Obstrucgào ac-
cidental da linha. Obstruccào proposital da linha. Quéda
de ponte, boeiro on pontilhào. Gyrador aberto. Vento
forte. Ànimaes na linha. Deffeito nas agulhas. Manobra
mal executada pelo agulheiro. Ruptura de trilhos. Rup-
tura de engates Ruptura de talas de juncQào. Ruptura de
Irucks. Ruptura de eixo da machina. Ruptura de eixo do
carro. Ruptura de rodas. Trilhos mal pregados. Trilhos
deslocados. Descalgamento de rodas. Carro quebrado. Ma-
china errando a linha nos desvios. Quéda do tamanco do
freio ou da baste. Carro sobrecarregado. Parada brusca.
Partida brusca.
Acddentes sem encontro de trens nem descarriiha-
mento :
Explosào da caldeira. Explosào do cylìndro. Explosào
da camara de vapor. Ruptura do para-choque. Estfago
na fomalha. Ruptura do bra^o-motor. Ruptura do bra^o-
connector. Ruptura dos eixos. Ruptura dos aros de rodas.
Ruptura do pino das manivellas, etc. Avaria no meca-
nismo. Avaria na chaminé. Avaria no manometro, indi-
cador do nivei d'agua, etc. Obstruccào accidental da linha,
ou proposital. Outras avarias do material rodante. Quéda
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10 ACCIDENTE
de obras de arte. Carro incendiado, Quéda de grandes
pedras sobre os trens. Causas desconhecidas.
Accidente. — As inslruccOes que em seguida publi-
camos foram elaboradas pelo engenheiro Honorio Bicalho,
quando exercia o cargo de inspector geral do trafego da
Estrada de Ferro D. Fedro ii, era 1869 :
« Logo que, por qualquer accidente, seja obrigado
um trem a parar na linha, deve o pessoal proceder do
modo seguinte :
1*. chefe do trem immediatamente examinarà a
causa da parada ; e si està tiver de ser superior a cince
minutos mandare à frente e & retaguarda do trem, sem a
menor demora, guarda-freios munidos de signaes encar-
nados, que irào collocar-se a 300 bragas, pelo menos, do
trem, e alli se conservarào até serem chamados por tres
apitos da machina.
2\ Isto feito, confiarà o chefe de trem as manobras e
opera^Oes para a reparacào do accidente e restabeleci-
mento da marcha do trem ao machinista, a quem compete
executal-as e dirigil-as, secundado pelo pessoal do trem e
pelas turmas mais proximas da linha, que deverào acudir,
sem a menor demora, ao chamado que mandarà fazer o
chefe de trem do modo mais expedito e comò as circum-
stancias do accidente o exigirem.
3\ Examinarà o chefe de trem immediatamente todas
as circumslancias do accidente, de que tomarà nota, fa-
zend^ especial mencào do procedimento do machinista,
foguista e guarda-freios.
Verificare :
I. A natureza do accidente ;
II. Sua primeira causa ;
III. Os signaes que tiver apresentado o pessoal da
linha ;
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ACCIDENTE il
IV. Os apilos que tiver ouvido antes do accidente ;
V. A posiQào do machinista na occasiào em que se
deu accidente ;
VI. A posicào da alavanca de mudan^a de marcha :
VII. A posicào dos freios da machina e tender ;
Vili. A posicào do foguisla ;
IX. A posicào dos guarda-freios antes e durante o ac-
cidente ;
X. procedimento dos guarda-freios antes, durante
e depois do accidente ;
XI. numero de freios apertados antes da parada
do trem ;
XII. A distancia que o trem percorrer (em postes lele-
graphicos) depois do primeiro apito de alarma até o mo-
mento em que tiver parado ;
XIII. No caso de descarrilhamento, quaes os vehi-
culos descarrilhados e a distancia percorrida depois do
descarrilhamento ;
XIV. Qual damno causado ao pessoal do trem e aos
passageiros, com o maior detalhe, e quaes as avarias do
material ;
XV. tempo gasto com o desimpedimento da marcha
do trem.
i\ Velare o chefe de trem constantemente na segu-
ranga do trem, e attenderà aos passageiros no que fòr
compativel com sua seguranga.
Quanto às mercadorias, procederà de modo que fiquem
ellas a abrigo do tempo e sob a vigilancia constante de
guardas, até serem outra vez embarcadas.
6*. Quando a demora do trem deva ser superior a
cince vezes o tempo de percurso do trem de viajantes, do
ponto de parada à mais proxima estagào telegraphica, o
chefe de trem, entendendo-se primeiro com o machinista
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12 ACCIDENTE
sobre o tempo provavel da demora e sobre os soccorros a
pedir, mandare immediatamente a està esta^o um guarda-
freio com as commanicagOes segaintes a transmittir pelo
tolegrapho :
Era primeiro logar, ao inspector declarando em termos
eia POS, porém conscisos :
I. Qual accidente ;
n. Qual a demora que resultare para o trem ;
III. Si poderà continuar a vìagem o mesmo trem ou si
é necessaria baldeagào ; •
IV. Quaes as medidas que tomou ;
Y. Quaes as que julga ainda necessarias ;
VI. Si houve ferimentos ou grandes avarias.
Em segundo logar, communicarà à esta^ào mais prò-
xima de onde Ihe possam vir recursos o mesmo tele-
gramma que ao inspector.
Sào consideradas esta0es que Ihe podem dar recursos
as terminaes da secQào em que se der o accidente : córte,
Belém, Barra do Pirahy, Enlre-Rios.
6*^. A estagào da córte, Belèm, Barra do Pirahy ou
Entre-Rios que receber communicacào de qualquer acci-
dente, tomarà logo as medidas que as circumstancias do
accidente exigirem, guiando-se pelo que ti ver sido decla-
rado na communicacSo do chefe de trem.
Quando haja ferimentos, a estacào mais proxima de-
verà providenciar aflm de que sem demora siga um medico
para o Jogar do accidente.
Darà ao conductor ou mostre da linha mais proxima
as communicacòes necessarias para o que fór relativo ao
servico do linha.
No caso de ser necessaria baldeagào de um trem de
viajantes, recorrerà para fazel-a aos meios que tiver a seu
alcance e na carencia destes, procurarà utilisar, do modo
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ACCIDENTE 13
mais conveniente, o trem mixto que se achar mais pro-
xìmo, cuja marcha fica em caso urgente autorisada o al-
terar,
T. Picara prohibidas as muUìplicagOes de communi-
ca^des telegraphicas sobre o mesmo objecto. Além das
communicacOes aqui designadas so deverào ser feitas as
communicagdes indispensaveis, taes corno as que tiverem
rela^Só com o servilo da lìnha e do trem de baldea^So,
bem corno as que tiverem por fim communicar o adianta-
mento dos servi^os e mauobras para desimpedimento da
marcha do trem.
8^ Fica absolutameute estabelecidoque nenhum trem,
nera mesmo depois de um accidente, podere voltar à es-
ta^ao de procedencia : uma vez que esteja removido o em-
barago que leve a sua marcha, deverà continual-a para a
esta^ào de destino.
9^ No caso de ter o trem de regressar à estacào de
procedencia, so podere fazel-o mandando participar a essa
estacào, por um correio de alarma, que sera um guarda-
freio a pé ou trabalbador da linha, com bandeira encar-
nada arvorada, e mesmo neste caso so podere pòr-se em
marcha depois de ter decorrido um quarto de bora da
partida do correio de alarma,
10. chefe de trem recommendarà ao correio de
alarma, rannido da coraraunicagào, que a transraitta aos
feitores da linha e rondantes que encontrar em caminho,
OS quaes arvorardo signal verde à machina ou tr6m que
regressa e signal encarnado a qualquer movimento em
sentido contrario.
Os feitores de turmas farào subslituir successivamente
OS correios de alarma por um trabalbador de sua turma,
qual irà ale à seguinte, voltando cada um a seu ponto
de partida depois de substituido.
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14 ACCIDENTE
correlo de alarma seguirà munido de urna trombeta
para chamar trabalhadores nas casas das turmas oq cha-
mar a attendo dos rondantes.
11. Regressaodo a machina ou trem à esta^ào de prò-
cedencia, nunca poderà seguir com velocidade superior à
da marcha de um homem a pé, e apitarà constantemente;
DO caso de nào encontrar os feitores da lìnha ou rondan-
tes, apresentando signal^lgum ou signal branco, deverà
parar o trein e indagar'a causa dessa falla de signal.
Si nào ti ver sido visto pelo feitor o correlo de alarma,
deverà o trem parar e fazer seguir um trabalhador da
linha com a communica^ào e bandeira encarnada ale ao
primeiro signal que enconlrar em ordem. Este traba-
lhador seguirà até este signal ; e si nào encontrar nenhum
seguirà comò correio de alarma até à estagào, fazendo-se
substituir nas turmas successivas.
Neste caso de falla de signal, o trem ou machina em
regresso, pararà durante dez minutos e seguirà depois com
a velocidade estabelecida de um homem a pé.
Si a esta^ào onde se apresentar o correio de alarma,
tiver telegrapho interrompido, farà seguir o correio de
alarma para a esta^ao immediata, mandando ao chefe do
trem parade communicagào desta cìrcumstancia.
Sempre que o chefe de trem suspeitar interrupcào do
telegrapho, mandarà a communicacào do art. 5"* ao mesmo
tempo para as duas esta^des entro as quaes achar-se o
trem.«>
E quando tiver mandado communicaQào sómente à es«
tacào mais proxima e receber avlso de que o telegrapho
està interrompido, mandarà incontinenti a mesma com-
municaQào à estagào do lado opposto.
12. Nenhuma machina poderà ser mandada em sen-
tido opposto a um trem parado por accidente, excepto
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ACCIDENTE 15
quando islo tiver sido reguisilado pelo chefe de trem que
nesse caso deverà esperal-a, mesmo quando desembarace o
trem, ou so poderà seguir mediante as mesmas precau-
gOes do art. H.
Quando o chefe do trem parade nào tiver requisitado
machina era sentido contrario ao movimento do trem, e
entrelanto houver ordem ou conveniencia de fazer seguir
alguma nesse sentido, o agente procederà para a viagem
desta com todas as precauQdes de seguranga e velocidade
estabelecidas para o movimento das machinas em re-
gresso.
13. Nào é necessario communicagào alguma prèvia
para fazer seguir machina de soccorro da estagào de que
tiver partido o trem parado por accidente ; deve, porém,
sempre seguir com cuidado, apitando e tendo toda atten-
(ào para os signaes que faga o pessoal da linha.
14. Durante o accidente até sua reparagào conservar-
se-hào as estacOes telegraphicas constantemente attentas e
transmittirào sem demora os telegrammas com o prefixo
do inspector, que prefere qualquer oulro prefixo do modo
mais absoluto.
15. Em caso de accidente e em telegrammas de abso-
luta urgencia fica permittido aos agentes servirem-se do
prefixo especial, sendo este prefixo sómente preferido
pelo do inspector.
16. Còpia do telegramma do art. 5* sera, sem demora,
alguma mandada da esta^ào da córte ao inspector, (Siefes
de traccào, movimento, linha e telegrapho.
17. Compete ao pessoal da linha a direccào dos ser-
vifos no caso de obstrucgào da mesma por desmorona-
mento ou outra causa della dependente.
18. Compete igualmente ao mesmo pessoal reparar
immediatamente o damno causado à linha por qualquer
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16 ACCIDENTE AQO
accidente sem prejuizo do auxilio qae deva prestar ao ser-
Vigo de tracQào, para o que deverà entender-se com o ma-
chinista de modo que todos ou quasi todos os trabalhos
marchem parallelamente ao mais prompto resaltado.
19. Na falla de chefe de Irem, competem ao machi-
nista todas as attribuigOes aqui estabelecidas para aquelle
empregado.
iNSTRUcgÀo GERAL. — Quaodo nào tiver decorrido de-
pois da passagem de um trem na linba mais de dez mi-
nutos e sobrevier um segundo trem, é obrigagao restricla
de qualquer feitor, rondante, mostre de linha ou empre-
gado superior, fazer parar esse segundo trem, prevenir ao
machinista de que o trem que o precede, nào leva mais de
dez minutos de antecedencia.
Ghamo com multa especialidade a attengalo de todo o
pessoal da estrada para o que vae prescripto nesta ordem
regulamenlar, devendo observar-lhe que deve conbecel-a
perfeitamente de memoria, e que nào sera de modo algum
desculpavel qualquer falta por menor que seja em sua
execugào. »
AccumulaQSo de empregos. — Decreto n. 9015 de
15 de Selembro de 1883. Circular de 20de Agosto de 1884.
Acepilhar [— urna pega de madeira] (Const.) — Cor-
foyer. — To try-up. — Abschlichteny schlichlhobeln. — Aplai-
nar a madeira com o cepilho.
Ago (Tech.) — Acier. — Steel. — StM. Ferro mistu-
rad^'cora carbono, entrando esle na razào de 1/2 » * V2 Vo-
Mais duro, mais elastico e mais sonoro que ferro ;
tém quasi as mesmas d^usidade e fusibilidade. E' menos
tenaz e menos ductil. A sua propriedade caracteristica è
receber tempera. No estado naturai é cinzento claro.
Toma polimento e brilho. 0\ida-se menos que ferro.
melo mais simples para conbecer-se ago, é deixar cahir-
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A^ BESSEMEai AgO (Dilatacao do) 17
- — ■ — — — t I ■ . I ^
me em cima urna gotta de acido nitrico ; apresenla lego
roaDcha prela, o que ao ferro nào acontece. a^o tem
lido muìta applicalo em trìlhos de estradas de ferro e em
chapas do caldeira de locomotivas. relatorio apresen-
tado por M. W. Barlow, por parte da commissào encarre-
gada de generalisar o empregodo aco nas estradas de ferro
e em todas as construc^Oes, termina pedindo que se ado-
plem as seguintes condigOes : 1". Que o a^o seja fundido
e passado no laminador. 2\ Que o esforco supportado por
qualquer parte da construc^o, entrando o peso do proprio
metal nào seja maior que 672 toneladas por pollegada
quadrada, ou 10 kilogrammas por millimetro quadrado.
Ago Bessemer (Tech.) — Ader Bessemer. — Bessemer
steli. — Bessemer $tahl. — Obtido por um processo especial
de carbonisaQào do ferro fundido.
M. Janoyer, em sua interessante memoria publicada
no8 Atinale^des mines, t. m, anno 1872, diz seguinte :
« Descoberla alguma fez tanto barulho no mundo me-
tallurgico, comò a transforma^o do ferro fundido em aQO
pelo processo Bessemer. Està inven^ào nào ó resultado
de aprecia^s scientificas, é a paciente e perseverante
obra de um homem, cuja intuigào foi superior és espe-
culacOes da sciencia. »
Ago [Dilata^ào linear do — para 1 grào no intervallo
de zero a 100']. —A dilatagào do ago ó de ; 0,000010750
segundo Ellicot, 0,000010791 segundo Laplace e Lavoi-
sier, 0,000011040 segundo Berthoud, 0,000011000 se-
gundo De Lue, e 0,000018899 segundo Troughton.
A dilatalo do a?o temperado é de : 0,00001225 se-
gundo Smeaton, e 0,000013750 segundo Berthoud. A di-
latatilo do ago temperado a 37%5 é-de 0,000013690
segundo Laplace e Lavoisier, e a 81%2, de 0,000012396
segundo os mesmos.
Diooionario 9
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18 AgODEBOLHA AQO FUNDIDO
Ago de bolha (Tech.) — Acier bovle. — Blister sted.
— Kugehlahl. — Empregado em calcar instramentos de
ferro, raalhos, etc.
Ago de molas (Tech.) — Acier à ressort. — Spring-
sled. — Federstafd. — Na fabrica Krupp (Essen) a tempera
que melhor obtéro-se para o ago de melos é conseguida,
segando o engeoheiro civil J. G. Repsold, por melo de urna
mistura de :
42 partes (peso) de breu (colophoaio).
9 partes (peso) de sebo.
9 partes (peso) de azeite de peixe.
ago é aquecido atè a temperatura cor de rosa, depois
mergulhado na mistura, onde deve esfriar completamente.
Em seguida é tirado do liquido e aquecido a ponto de
fazer arder um cavaco Ano de pinho branco, posto em
contacto com elle. E' mais dispendioso esle processo, que
da agua para ; lem, porém, mais vantagens porque as
folhas de molas obtidas satisfazem a todas as exigencìas;
e a resistencia é considera velmente superior.
Para se temperar o ago em agua, aflm de obter-se boas
folhas de molas, deve-se aquecel-o i cor de rosa escura,
mergalhando-se depois em agua que tenha a temperatura
de 75** a 80* centigrados, dando-se a tempera acima men-
cionada.
Ago em chapa (Tech.) — Tóle d'ader. — Sheet-sted.
— PlatlenstahL
A^o forjado (Tech.) — Acier forge. — Hammered-sted.
— Schmiedestahl.
Ago fundido (Tech.) — Acier fondu. — Cast sled. —
Gassstahl. — Adquire pela tempera o mais alto grào de
dureza e tenacidade. Tem sido empregado na construcgào
dos bragos connectores, dos eixos, dos mechanismos de
distrìbuigào, e de todas as pegas moveis da locomotiva.
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AQO PUNDmO EM GADINHO AQO MALLEAVEL 19
Ago fimdido em cadinho (Tech.) — Acier fondu au
creuset. — Skillet-cast-sleel. — Tiegelgusssiaìd.
Ago laminado (Tech.) — Acier lamine, — RoUed-steei
— Wcdzstahl.
Ago malleavel (Const.) — Fer fondu. — Ingoi iron.
— Flusseisen. — Ferro preparado pela fusSo nos fornos
Marlin cu nos conversores. E' urna especie dififerenle do
ferro fundido {fonte dos francezes, cast iron dos inglezes e
Eisengus$ dos allemSes). Ha tres classes de ago malleavel :
0(0 semi'doce — ago doce — ago exlra-doce.
Apreseatemos as propriedades caracteristicas das dif-
ferentes classes.
A(o semi'doce :
Resistencia por millimetro qnadrado
ék mptnra 45 a 50 kg.
Limite elastico minimo 26 kg.
Alongamento minimo •* • . 22 a 18 o/o
Porcentagem em carbono 0,15 a 0,10 o/o
Póde adquirir cerio grào de tempera ; endurece, entào;
e perde, com o Irabalho a frio, muito alongamento. No tra-
balho a quente, para que nSo tome tempera, sào indispen-
saveis serias precaugOes. Nào é muito proprio para pontes;
emprega-se, entretanlo, nas pe^as sujeitas a fortes cargas
permanentes, nào tendo grande accrescimo accidental.
Ago doce :
m
Besistencia por millimetro qaadrado
d raptura 40 a 45 kg.
Limite elastico minimo 24 kg.
Alongamento minimo 25 a 22 ^/o
Porcentagem em carbono 0,10 a 0,05 o/^
Magnifico metal para pontes. Nào toma tempera du-
rante trabalho; nào perde nada da maleabilidade e duc-
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20 Ago NATURAL ACQUlSICiO DE UEA ESTRADA DE FERRO
tibilidade. No Irabalho a quante solda-se o necessario às
pegas fabrìcadas em forja.
A(0 extra-doce :
Besistencia por millimetro qoadrado
d raptnra 36 a 40 kg.
Limite elastico minimo 18 kg.
Alongamento minimo 30 %
Porcentagem em carbone 0,06 o/o
Presta-se ornilo a ser Iràbalhado a quenle e a frio.
Solda*se cono immensa facilidade. Muito empregado em
rebites e pe^as congeneres.
coefficiente de resistencia do ago doce, nos calculos
de pontes e oulras obras semelhantes, é de 9 kgs. por mil-
limetro quadrado, segando o Consolilo Superior de Pontes
e Cal^adas da Franca. Ha quem tome esse coefficiente corno
sendo egual a 10 kgs. por millimetro quadrado e atè
mesmo a 12 kilogrammas. E' bom lembrar que o coeffi-
ciente de resistencia pafa o ferro laminado é de 6 kgs. por
millimetro quadrado.
Ago naturai (Tech.) — Acier nalurel. — NaturaUzted.
— Schmelzstaìd.
Ago refinado (Tech.) — Acier raU^né. — Shear-sted.
— Raffinirte Stahl.
Ago temperado (Tech.) — Acier recuit ou trempé. —
Tempered-'SteeL — Gehàrtete Siahl.
Ac^usigSo de terrenos (Adm.) — Acquisition de ter--
rains. — Ground purchase. — Bentsinahme (Ankauf) eines
Grundes. — Desapropriacòos de predios e terrenos . que
sào atravessados por uma estrada de ferro. [Vide : Des^
apropriagào],
Acquisigio de uma estrada de ferro (Adm.) — Acqui-
sition d^un chemin de fer. — Purchase of a raUumìf, acqup-
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ACROTEHIO ADHERENCIA DAS LOCOMOTIVAS 21
sition of a raUway. — Besitznahme (Ankauf, Ubernahme)
einer Bahn.
Acroterio (Arch ) — Acrotère. — Acroterium. — Akro-
terium, Bilderstuìd, Giebelzinne. — Pequeno muro sobre-
posto à cornija de um ediflcio. Pedestal, mais ou menos
oraamentado, para estatua, collocado no extremo ou no
vertice de um frontào.
Activar o fogo (Mach.) — Activer le feu. — Firing
up or urge the fires. — Feuer auffrischen.
Activo (de urna corapanhia) (Adm.) — Actif. --- As-
$el8. — Guthaben einer Companie.
Adherencia (Tech.)'^Adhéren€e. — Adherence. — Adhà-
sion.
Adherencia das locomotivas. — Adherence. — Aóhe-
Sion. —Adhàsion. —Attrito de escorrega mento produzido
pelo contacto do aro da roda com o trilho. Em circums-
tancias ordinarias, sem uso de areia, ou em tempo humido,
usando-se areia, a adherencia é de 7» do peso sobre as ro-
das motrizes. Bm circumstancias favoraveis, de 7» do peso
sobre as rodas motrizes. Com os trilhos seccos e com
areia, de 73 do peso sobre as rodas motrizes.
A adherencia varia com estado dos trilhos ; é ad-
mittido seguinte : Trilhos novos, nas condigOes mais fa-
voraveis 74 ; trilhos em condigoes médias 76 ; trilhos em
mas condigòes 730 do peso que sobrecarrega as rodas mo-
trizes.
Circumstancias accidenlaes (pie diminuem a adherencia.
— Trilhos humidos, aros das rodas gordurosos, trilhos
polidos, etc.
Circumstancias que augmentam a cuiherencia. — Enfer-
rujamento dos trilhos, areia entro as rodas e os tri-
lhos, etc.
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n ADHERENGIA DAS LOGOMOTIVAS
Nicholas Wood achou para coefflciente da adhereacia :
/» = ... sobre trìlhos seccos.
/=—..• sobre trìlhos lamacentos.
/= — ... sobre trilhos gordurosos.
Na estrada de ferro do Leste (Franca), em 33 expe-
riencias acharam para f os seguiotes resultados :
3 vezes entro t © r 8 vezes entro « © ^
8 vezes entro r o - 2 vezes entro ^ e rr
C$ 9
10 vezes entro t: © « 1 vez entro ^ © jjj
Em condicóes normaes, corno jà vimos, f= ^ .
Para augmeotar-se a adberencia, quando ella està re-
duzida, derrama-se areia sobre os trilhos. [Vide : Areeiro
e paiinagàó].
Em tempo ponce homido/està entro = e -.
Em tempo hnmido / està entro y^ e-.
Com chava continaa / eleva-eo de - a r-r e baixa depois a - .
Com chuva forte /està entro ^ e =.
u •'6 7
Poirée provou que a adherencia diminue com o aug-
mento da velocidade.
Blackett, nos primeiros tempos das estradas de ferro,
foi quem reconheceu ser o peso da locomotiva sufflciente
para produzir a necessaria adherencia.
I
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ADIANTAMENTO DE DINHEIRO ADUELLÀ DE BIADEQIA 23
Adiantamento de dinheiro (Àdm.) — Avance. —
Advence money. — Geld-Vorschusse.
AdjudicaQio (Adm.) — Adjudication. — Contracl by
aìAdion. — Adjudicazion Im Licitazionsweye erstanden.
AdministragSo (Adm ) — Administration. — Admi^
nistration. — Leituny^ Administrazion.
Admiss3o do vapor (Mach.) — Admission de la vapeiir.
— Admission. — Einlrilt, Einstròmung (des Dampfes], —
Eotrada de vapor, que està na caixa de dìstribuigào cu
gavela, para o cylindro. A passagem do vapor faz-se pelas
aberturas do espeiho da gaveta, denomÌDadas de admissào.
A admissào cometa um pouco antes de priacipiar o curso
do embolo ; e termina depoìs de ter o embolo executado
parie do mesmo curso.
Adobo (Const.) — Brique sechée à rair. — Air-dried
brick, unburnt brick. — Lufìstein, Lehmziegel.
Aduella (Const.) — Voussoir. — Archstone, voussoir.
— WoWslòin, Keilstein. — Fedra cortada em fórma de
canha, empregada nar conslrucQào da aboboda. A largura
das aduellas, tomada no intradorso, deve ser de V2 a V4
da altura da chave ou fecho da abobada. Às aduellas mais
largas sào menos sujeitas a ser damnificadas pelo empuxo.
Adulila de madeira (Const.) — Voussoir en bois. —
Block arJfcingf. — Holzbogen. — Os americanos, em suas
estradas economicas, usam revestir os tunneìs com ma-
deira, até que os resultados do trafego permittam em-
prego da alvenaria. revestimenlo de madeira geralmente
é feito na fórma trapeizoidal ; mas ha casos em que a
forma de abobada é adoptada. Entào, recorrem os ameri*
canos à aduella de madeira e formam arcos que sobre si
aguentam madeiramento. numero de aduellas para
cada arco varia muito, conforme a especie de madeira, e
taDQbem conforme a sec^o do tunnel. Na Albany and
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24 ADCJELLA Iffi PLATE-BANDA AGraCIA 1» ESTAgiO
lusquehannaR. R., tun&el Webster Sammit, asadoellas de
uno arco sobem a grande numero ; em outras linhas ha tun-
neis onde existem arcos com sete aduellas. Varias eslra-
das, taes corno a Union e Central PacifiCj tém os revesti-
menlos dos tunneis formados de vìgas que assentam sobre
arcos compostos de tres fiadas de aduellas de madeira, jus-
tapostas e de jnntas cruzadas. [Vide : Tunnel de madeira].
Aduella da piate-banda. [Vide : Cunhal].
Afastamento dos dormentes (E. de F.) — EcarU-
meni des traverses. — Separalion of the sleepers. — Nas es-
tradas de ferro do Brazil, em geral, o afastamento dos
dormentes varia entre 0",80 e 1", de eixo a eixo. Nas vias
ferreas amerìcanas, na maior parte dos casos, é de 0",6i.
Na estrada de ferro Centrai of New-Jersey elle desco a
0",56 ou 0*,50 ; e, na linha de Louisville a Nashville, é
de 0",40 para os dormentes intermediarios e de 0",35
entre os de juntaseos visinhos d'estes. afastamento
entre os dormentes visinhos de juntas em falso é de 0',25.
afastamento entre os dormentes — ifàs curvas — é sempre
lomado sobre o trilho externo.
Afastamento dos eixos (Locom.) — Ecartemeni des
essieux. — PosUion of the wheds. — RadOand, Entfemung
der Achsen. [Vide : Base rigida].
Afinar o apito da locomotiva (Locom.) — ìccorder
le sifflet. — .... — Stimmen der Locomotivpfeife. — E' gra-
duar a cupula do apito, levantando-a mais ou menos,
afim 4p obter-se sons estridentes.
Agenda de éstagSo (E. de F.) — Agence. — Agency.
— Bahnhofsverwaltung. — C!omparlimento da esta^ào, onde
agente e seus ajudantes trabalham, vendendo bilhetes
de passagem e despachando mercadorias, bagagens, etc.
Nas grandes ^ta^des o agente tem escriptorio separado.
A venda dos bilhetes é feita nos postigos que dào da
r^
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AGEimS DE ESTA0O 28
agencia para o vestìbulo oq para a sala de espera > qoe
nmitas vezes é tambem vestibulo.
Agente de estagSo (E. de F.) — Chef de station, chef de
gare. — Station-master. — BahnhoftverwaUer, Stalionp-chef.
Rernlamento da £• de F. Central do Brazll :
Art. i. Os agentes representam a Adminislra^ào em
cada urna das localidades em que resìdem para todas as
rda^Oes directas e immediatas com o publico.
Ari. 2. servii das esta^Oes comprehénde :
4°. Movimento de Irens e vehiculos ;
2". Policia e transportes de passageiros ;
3"". Recebimento, guarda e expedi^ào de bagagens e
mercadorias ;
4^ Policia da esta^ào e suas dependencias ;
5^ Emprego e inspec^o dos apparelhos telegraphicos,
ficaido saa conservando a cargo do respectivo cbefe ;
6*. Inspeccào, asseio e conservalo dos edificios e do
material empregado &o servilo da estagào.
Art. 3. Os agentes tém autoridade sobre todo o pes-
soal (inclusive os telegraphistas) empregado no servìco da
esta^ào, sobre os machinistas e os conduclores de trem
em ludo que fdr relativo ao servìco dos Ireus no recinto
da estaòao, bem corno em viagem quando tiverem de Irans-
portar-se na linha para presta rem. auxilio aos trens em
casos de accidente.
Art. 4. Nenbum servii, qualquer que seja s^^^ao
a que pertenca, sera executado nas esta^Oes sem conheci-
mento prèvio dos agentes.
Os agentes sào obrigados a prestar a todos os cbefes
de servilo os auxilios que por estes forem exigidos, urna
Tez que d'abi nào provenha manifesto prejuizo ao trafego
da estrada.
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AGENTE DE ESTAgiO
Art. 5. Compete ao agente :
i\ Manter a pontualidade, ordem e disciplina em seu
pessoal ;
2^ Dividi r o servilo entre todos os empregados de
modo que cada empregado seja encarregado especialmente
d'urna parte d'elle, devendo, porém, habilitar-se no lodo
aflm de poder substituir, em caso de necessidade, qual-
quer oulro que faltar ;
3^ Dar conhecimenlo aos empregados das instrucQòes,
ordens de servilo, regulamentos que Ibes concernem, e
veriflcar si os mesmos comprehendem e executam flel-
mente essas instruc^es, ordens e regulamentos, bem corno
a applicaQào das tarifas ;
i\ Fiscalisar o consumo do carvào de pedra, do azeite,
dos impressos e de todos os materiaes fornecidos ;
5\ Velar que os empregados obrigados a andar unifor-
misados assim se conservem durante as horas do servilo ;
6\ Marcar em quadros, que serào aflSxados no escri-
plorio do agente, as horas de presenta e repouso de todos
OS empregados da esta^ào.
Esles quadros serào submetlidos à approvacào do chefe
do trafego em cada mudanga que houver no borario dos
trens.
Sera igualmente affixado no escriptorio do agente o
borario dos trens.
Art. 6. Durante as boras de repouso concedidas pela
tabella iprescrìpta no § G"" do arligo anterior, os agentes nào
pódem auseotar-se da localidade em que residem, sem au-
toriza^ao do cbefe do trafego.
• Devem, além d'isto, si se ausentarem da esla^ào, dar
ao empregado que flcar de servico na eslacào conbeci-
mento do legar a que se dirigirem, para serem immedia-
tamente cbamados em caso de necessidade.
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AGENTE DE ESTAgiO 27
Art. 7. Todo o pessoal, a excepcào dos guardas, tra-
balhadores, etc, assignarà poeto diariamente, indicando
a bora de enlrada, e o mesmo farà quando retirar-se.
Os feitores, trabalhadores, guardas e outros jornaleiros
serSo apontados em livro especial qua ficarà a cargo d'um
empregado a escoiha do ageute.
ponto sera feito em dous livros, sendo um para os
mezes de Janeiro, Mar^o, Maio, Julho, Selembro, Novem-
bro e outro para os mezes de Fevereiro, Abril, Junho,
Agosto, Outubro e Dezembro.
Art. 8. Os guardas, trabalbadores, etc, qne traba-
Iharem nas estagOes quando houver necessidade de servilo
extraordinario perceberào y,o de suas respectivas diarias
por cada bora de trabalbo.
extraordioario come^arà a ser contado das 7 horas
da tarde em diante, e ndo sera abonado sem que o agente
justiGque a necessidade que houve do mesmo e o men-
cione na parte diaria.
Art. 9. Deve o agente dar parte de qualquer mudan^a
que pretenda fazer no pessoal inferior da estagào e so de-
pois de autorizada a perà em execucào, salvo os casos em
que fór necessario fazer substituir de improviso trabalba-
dores ou guarda-cbaves ou por excessos que lenham com-
mettido ou porque tenbam faltado por qualquer motivo,
isto, poróm, no caso de nào poder ser sua ausenc'a dis-
peosada temporariamente.
Art. iO. Compete-lbe tambem propòr as mu^as e
outras penas por faltas que os empregados commetterem
em servilo, podendo sem antecedencia de proposta repre-
hendel-os particularmente.
Art. il. Os ediQcios da estrada devem, assim comò
seus arredores, ser conservados em estado de extremo as-
seìo.
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28 AGENTE DE ESTAgXO
Neohum edificio ou compartimento do mesmo póde
ser empregado em misteres differentes d'aquelles para os
quaes foi destinado.
E' protiibido criar, alimentar ou abrigar gallinhas,
pombos, porcos e outros animaes nos edificios da estrada ;
so as gallinbas poderào ser toleradas nas estagOes em
que um pateo parlicular póde ser posto à disposi^ào do
agente.
Art. 12. Às familias dos empregados em nenhum caso
devem demorar-se nas partes dos edificios destinadas ao
publico e nas plataformas.
Art. i3. Os agentes entender-se-bào directamente com
OS chefes da locomoQào, da contabilidade e do telegrapho
sobre os servi^os a cargo dos mesmos chefes e com o en-
genheiro residente sobre os servicos relativos à conser-
va^ao ordinaria da esta^ào e suas dependencias.
Art. 14. Qualquer facto que se der alheio à marcha
ordinaria do servilo deve ser immediatamente communi-
cado ao chefe do trafego.
Os agentes devem levar, sem demora, ao conhecimenlo
das respectivas auctoridades locaes todos os accidentes que
occorrerem na estrada, dos quaes resultem ferimentos ou
morte de qualquer individuo.
Art. 15. Toda a correspondencia do agente deve ser
copiada em um livro cujas paginas sào numeradas.
Està correspondencia deve ser assignada pelo agente
mesn^.
Art. 16. E' expressa mente prohibido aos empregados
das estagòes fumar nas plataformas, salas de espera, escri-
ptorios e armazens.
Art. 17. A escriptura(§o das estagdes deve conservar-
se sempre em dia e ser feita com limpeza e de accòrdo
com as ordens prescriptas.
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AC^NTfi DE EST.» DB HERCADORIAS AGUA DE ALIMENTAQiO 29
As circulares e ordens de servilo expedidas pelo chefe
do trafego devem ser convenientemente colleccionadas.
Art. 18. Os agentes devem remetter diariamente :
aj Ao escriptorìo centrai :
V. Parte do pessoal presente e ansente no dia ante-
rior ;
i'*. Parte do movimento e composiQào dos trens ;
3^. Parte do movimento de carros ;
4*. RelaQào das mercadorias despachadas que nào tém
sido expedidas ;
5*". Boletim telegraphico.
b) Ao agente da Córte :
O dinheiro arrecadado na vespera acompantiado das
respectivas guias.
e) Ao escriptorìo do ajudante do chefe do trafego:
V. Nota do movimento de carros ;
2*. Nota dos trens facullativos ;
S*. Telegrammas de carros pedidos e fornecidos.
Agente da estagio de mercadorias (E. de F.) —
Chef de gare de marchandises. — Goads-inspector. — Gtì-
terverwaller.
Agrimensor (Tech.) — Arpenteur. — Sourveyor. —
Pddmesser.
Agrimensura (Tech.) — Arpentagel — Surveying. —
Fddmessen, feldmefskumt.
Agoa (Tech.) — Eau. — Water. — Wasser. — Nem
sempre encontra-se agua perto das obras em constrQc^ào.
Muitas vezes é necessario transportal*a em baldes. Um
trabalhador, està mais ou menos calculado, gasta 2 horas
para apanhar e transporlar n'um balde, a 180" de distan-
eia, 1"' de agua.
Agua de alimentagSo (Mach.) — Eau d'alimerUation.
— Feed'Waler. — Speiseumsser. — A agua empregada na
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30 AGUA DE GONDENSAgiO AGULRAS DE MUDANgA DE VIA
alimeDtacao das caldeiras, do maximo póde conter 0,001
de materias solidas.
Ag^a de condensagio (Mach.) — Eaude condensation.
— Waster-water. — Condensationiwasser.
Agua de mjecg3o (Mach.) — Eau (Tinjection. — In-
jedion water. — Einsprilzwasser.
kgVLdi doce (Tech.) — Eau douce, eau potaUe, — Sofì
water. — SiUswasser, Trinkwasser.
Agua-raz (Tech.) — Eau de raze. — Comnon turpenr
tine-oU. — Gemeine TerpentinóL
Agua salgada (Tech.) — Eau sallée.—SaU water,
brine. — Salzwasser, Salzsoole, Soole.
Agua salobra (Tech.) — Eau saumatre. — Salziges
Wasser, Bradwasser.
Aguas mortas (Tech.) — Mortes eaux. — Stili waters.
— StUlwa$$er.
Aguas-vivas (Tech.) -^Eaux vives. — Current waters.
— Flieswasser.
Agulha de mina (Const.) — E'pinglette. — Needk,
nail, pricker^ skewer. — Ràumnadd. — Ferramenta de ca-
vouqueiro.
Agulhas de mudanga de via (E. de F.) — ÀiguiUes de
changemetU de voie. — Switch-tongue, stding-rail, slide-raiU
tongue-rail. — Weichenschieney Weichzunge, Zunge. — As
agulhas sào os priucipaes elemenlos do apparelho mu-
danga de via. Devem ser construidas com lodo o cuidado,
e m&ìiobradas com muita cautella. Requerem esmerada
conservagào e constante lubrificagào. Ha de ferro e de ago.
comprimento das agulhas varia entre 3 e 5 melros.
angulo formado pela agulha com o trilho, ao qual flca
encostada» é dado pela seguinle formula :
(Agulha recta). . . . sen. ^ = 7
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AGULHAS SmPLES 51
Sendo: a, angulo; l, comprimento da agulha; z,
somma da largura da cabe^a do trìlho e do espaco que
Gca no talào da agulha para a passagem dos rebordos das
rodas.
(Agulha carya) sen. a = -j-
Pela seguinte formula delermina-se o raio de curva-
tura [Vide : Desvios] da agulha :
Quando urna agulha se encosta a um triiho, a outra se
afifasta do trilho correspondente de O^ja. comprimento
das pontas das agulhas deve ser pelo menos de 0",100.
Dislancia entre a ponta da agulha e a ponla mathe-
matica do cora(^^.).
Formula do engenheiro Jorge Rademaker :
2/
tg.a-Htg.^
Séndo : D, distancia da ponta da agulha é ponta ma-
thematica do coraQào; I, bitola da linha; a, angulo do
coragào ; b, angulo formado pela ponta da agulha com o
trilho.
Agulhas simples (Fig. 1). — Constam de : duas la-
minas ou trilhos adelgagados, movels e presos pelos talóes
(extremidades oppostas às pontas) a um mesmo dornsente»
podendo gyrar no sentido horizontal ; tres tirantes, que
lìgam as laminas entre si, formando um todo; um tirante
de transmissao de movimento, articulado cora a alavanca
de manobra ; e, finalmente, dous trilhos conlra-agulha.
— [Vide : Mudanga de via]. Dào passagem de urna liuha
para outra.
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51
AGULHAS DUPLAS
S=3
8^9
M
w
e-
I ^
@
Mi
e
i
i
in
&
Fig. l*-tÀgnIhas simples.
Agulhas| duplas. — Conslam fde dous jogos de agu-
Ihas simples (Fig. 2), tendo tiranles de connexào e de
transmissào de moviraeiUo independentes para cada jogo.
Ddo passagem de urna linba para um ramai duplo. Estas
agulhas, corno as simples, movem-se sobre um estrado de
dormentes e longarinas dispostas iaternamente oujexter-
namente à linha. Como se ve nas flguras. em fronte dbs
Fig. — a FigTuras duplas.
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AGULHÀS, UMA FIXA OUTRA MOVEL AGULHAS DBSIGUAES 33
tirantes de Iransmissào, ha estrados, formados pelos pro-
longamentos dos dormentes, por travessas e chapas, onde
assentam as alavancas de manobra.
Agulhas, urna fixa outra movel. — Ha mudancas de
Tia, onde, no par de agulhas, urna é flxa e outra é movel.
Esla abre ou fecha o desvio ; e dà accesso a urna ou oulra
linha. systema evita o emprego de contra-trilhos mo-
veis. [Vide : Agvlhas iguaes fixan]. E' muilo pouco iisado.
Agulhas desiguaes com contra-trilho fixo. — Às
agulhas (Fig. 3) AB e ab ligam-se enlre si pelos tirantes U\
À agolba abencaixa a ponta no contra-trilho> quando n'elle
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Kg. 8 — Agnlhas desiguMf com contra-trilho fixo.
encostada. Cada agulha dà alterna ti vamente dirocco aos
vehiculos que do tronco passam para as outras linhas. A
manobra ó feita pela alavanca, cujo contra-peso obriga o
par de agulhas a tornar urna das posigOes extremas corres-
pondentes a passagem por urna ou outra linha. Quantlo se
quer conservar urna linha sempre aberta, torna-sè o con-
tra-peso fixo. Nào produz descarrilhamentos; o trem»desde
que contra-peso està livre, abre as agulhas e p<ujsa para
tronco, Sem enoontrar solu^ào de continuidade. Ó contra-
Irilho faz a roda que ameaQa a ponta da agulha lunga
tender para o eixo da linha; e deste modo evita os choques.
Diodoiuirio. 8
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34
AGULHAS IGUAES FIXAS AGULHÀ DE VIGAT
Esle syslema de agulbas nao tem grande applica^ao. As
agulhas desigoaes. sem contra-trilbo, é que saohoje maìto
empregadas nas estradas de ferro da Franca.
Agulhas iguaes fizas e contra-trilhos moveis. — E'
am systema pouco empregado. Pela figura 4 vé-se que a
alavanca de manobra faz gyrar os contra-lrilhos cr n'um
plauo horizontal e abre ou fecba a lìnha, conforme elles
se encostam a urna ou outra agulha. Nos espa^os mn se
eocaixam as pontas das agulhas aa'.
Fig. 4 — Agulhas ignses flxas • contra-trUliOB noTeia.
Agulha de seguranga (E. de F.) — AiguUle de sérOé.
— Safety mitch. — Sicherheil$ Weidienzunge. — Usada nos
Estados-Unidos pelas estradas que adoptam apparelhos
de mudan^a de via de trilhos moveis. Descripla minucio-
samente na obra de Lavoinne & Pontzen — Le$ diemins de
fer et^ Amérique, onde tambem se encontra descripto o
apparelho de mudan^a do syslema Wharton, muitissinio
util e curioso. Estes systemas ainda nào tiveram appli-
ca(ào nas estradas de ferro brazileiras.
Agulha de Vicat (Const.) — AguiUe de Vicat. — Vicat
needk. — Vicafsche Nadel. — Instrumeuto com que se re-
couhece o grào da péga das argamassas.
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AGULHA DOUDA AGULHEIRO OU GUARDA-GHAVES S5
Ag^nlha douda (Tech.) — AiguiUe affolUc—Wildneedle.
— Lav fende Compassnadel, Wiide Compass. [Vide : Bussola].
Agulha magnetica (Tech.) — Boussole, AiguUle aiman-
tèe. — Magnetic needle. — Compassnadd. [Vide: Bussola].
Agnllia volante (E. de F.) — AiguiUe volante. —
Flying switch. — Entgleiseapparat, Fliegende Weiche. —
Usada nos en tronca mentos de ramaes de bonds.
Agnlhas desiguaes (E. de F.) — AiguiUes inégales.
— Unequals switchs. — Ungleiche Zungen.
Agnlheiro ou guarda-chaves (E. de F.) — AiguUleur.
— SwiUhman^ switcher, pointsman. — Weichenwdrter. —
Empregado das esta^Oes, qua se eocarrega do servico das
agulhas. Os agualheiros devero :
1* — Examinar miaucìosamente antes e depois da
passagem de cada trem, o estado de todas as pegas per-
ICQcentes & agulba, certificando-se que todos as pegas
movediQas funccionaro sem difficuldade, que tomam eia-
ctamente seos respectivos logares e que finalmente todas
as junc(;Oes se acham perfettamente seguras pelos parafu-
sos, chaves» etc, etc.
2* — Firmar a mao sobre a alavanca das agulhas du-
rante tempo da passagem dos trens.
3* — Fazer funccionar as agulhas no intervallo da
passagem dos trens, lubrificar todas as chapas sobre as
qnaes ellas se movem, examinar o estado dos dormentes,
trilhos, juntas e contra-trilhos ; se os trilhos conservam
sua posigSo primitiva e concertar immediatamente di des-
arranjos e avarias que encontrar, ou indical-as ao mestre
de linha ou ao feitor da turma, se por si so nào puder re-
mediar mal.
4* — Arvorar a bandeira verde, sempre que se achar
na alavanca de manobra, do lado d'onde vem o trem,
salvo quando fór necessario fazel-o parar.
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36 AGULHEmOS ALARGAMENTO DA BITOLA
àguUieiros [de andaimes] (Consl.) — Troia de$ bou^
lins. — Put'logs holes. — RiisUócher. — Orificios, nas pa-
redes em coDstrucQào, onde se introduzem os pàos dos
andaimes.
àjuda de custo (Adm.) — Frais de route ou conduite.
— Conducling money. — Reisekosten, Reiseppesen^ Ron-
tengdd. — Aviso do ministerio d'Agricoltura, de 15 de
Margo de 1882.
Ajudante de pedreiro (Tech.) — Gargon magon, ma^
noduvre. — Assistant ma$on. — MauerergeseUe.
Ajustador (Mach.) — Ajmteur. — Fitter, ajuster. —
Monteur, Maschinenstdler. — Operano que monta as di-
versas pecas de urna machina.
àjustagem (Mach.) — Ajustage. — Adjusting. — Ad-
justirung^ Monlirung. — AcQào de montar as pe^as da
machina.
Ajustamento de pegas, em marceneria (Gonst.) —
Engraissement. — Adjusttnent. — Strenge Einpassen.
Ala de um edificio (Arch.) — Aile. — Wing, branche
aisk. — Flìigd. [Vide : Aza de edificio.]
Alargamento da bitola (E. AeF.)'--Surécartement
de la voie. — Amplification of the gauge. — SpurìDeitener-
tveiterung. — A bitola da linba deve ser alargada nas cur«
vas de raio inferior a i.OOO metros, e na razào inversa da
grandeza do raio. Esse alargamento nào passa de 0",030,
nas curvas de raio minimo.
Sendo : {, distancia entro eixos (a maior no mate-
rial qae percorre o trecho de linha considerado) ; p, raio
exterior das rodas dos vagOes, em metros ; t, maior altura
do rebordo, em metros ; L =/ + ^^2^ ; R, raio da curva
em metro ; g, quantidade, em metros, que o eixo do meio
dos vehiculos de tres eixos, se póde deslocar ; para todas
as bitolas, suppondo-se que o jogo de linha em alinha-
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ALAVANCA ALAVANCA DAS PURGAgOES 37
meato recto é conservado nas curvas, o alargamento deve
ser pelo menos de :
L2
e =
"8R
-g
para carros
de 3
eixos.
E de:
c =
_/r
2pt
R
para carros de 2 eixos. [Vide : Bitola estreita].
Debauve manifesla-se sobre este assurapto, pelo se-
guiate modo : « L'élargissemeat de la voie n'a pas toute
Timportaace qu'oa lui a quelque fois accordé ; il ne doit
guère étre adopté que pour les petits rayoas, et, comrae
les courbes à petit rayoa soot fraochies à petite vitesse,
son utilitó peul élre cootestée méme dans ce cas.
« Du reste, daas les courbes, la voie tend naturelle-
meat à s'elargir inseosiblemeat ; oo a méme cherché ea
certaias cas à combattre cet effet en contre-butant les tra-
verses par exemple au moyea de pieux ; il ae semble pas
que ces prócautioas soieat nécessaires ; des traverses biea
bourrées et separées du talus par une largeur suffìsaate
de ballast ae bougent pas. »
Alavanca (Tech.) — Levier. — Lever. — 'Hebel.
Alavanca da valvola de seguranga (Locora.) — ie-
vier de soupape du siìreté. — Safety valve lever. — Hebel des
Sicherheilsventils. — Pe^a de ferro que actùa sobre a val-
vula, fazendo coro que està supporte a pressào da caWeira,
calculada previameate. [Vide : Caldeira].
Alavanca das purgagoes (Locom.) — Levier de$ ro-
binets purgeurs, levier des soupapes de purge. — Bhw off
lever, bU^w-thraugh-valve-handle . — Ausbl(W)entilgriff. —
Barra de ferro com que o machiaista abre as toraeiras de
purgagao dos cyliadros.
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58 AIAVAMGADEGOTOYELLO-
•AIAVANGA DE MANOBRA
Alavanca de cotoYello (Tech.) — Levier eaudé. —
Bent kver, angle lever. — Winkdhebd, Kniehéd.
Alavanca de dìstribuigSo (Locom.) — Levier de d%$-
tribution. — Starging4ever, distributing-lever. — Steuerun-
gshebd. [Vide : Alavanca de marcha],
Alavanca de manobra da agnlha (E. de F.) — Levier
de man(Buvre. — Switch-lever. — Ausweichhebd, Weichen^
Fig. 6 — AlftTuiOA de manobra. ~ Linlia ab«rta.
hebd. — Para cada jogo de agulhas ha urna alavanca. —
A alavanca quando gyra com o contrapezo G, desloca ao
Fig. 6 a — AUTanoa de manobra. — Linba fecbada.
mesmo tempo as agulhas e o sìgnal L, e abre ou fecha a
jmha, conforme iudicam as figuras. Os trilhos eslSo r^re-
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AIAYANGA DE MARGHÀ
sentados por SS, as agulhas por kz e.o tirante de tran»-
missào por $m. À poDta m do tirante fica sob o trilho e
ìmpede o levaDlameolo das agulhas, quando o trem ter-
miDa a passagem. -^ tirante articula-se cono a alavanca.
O signal L durante o dia é urna tabolela e à noite urna
lanterna. Os americanos, em suas estradas de ferro, fazem
multo uso de alavaocas de manobras onde o centra pezo
é substituìdo por fortes molas de ago. Gonvém ter a ala-
vanca presa por meio de cadeado, quando se deseja con-
servar aberta a linha principal.
Alavanca de marcha (Locom.) — Leoier de mise en
traiti. — Starting lever. — Ankishebd. — Pe^a com que o
6 — ÀUTftnca de mardift.
A, ttlsTSAM de niArelia; a, pino de roUflo d» elsTanca, fixsdo ao estrado F; D, rapporte
do eeetor X ; b, ponto de rotarlo de barre da nareha B ; «, pnnlio da alaTanca, en
q;ae ee apoia o lingnete C por neio do cebo d, qne comprime a mola e.
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40 ALAVANCA DE BIUDANgA ALBURNO DAS ARVORES
machìnista dirige o movimento da locomotiva para frente
oa para traz, e gradua a expansào. Existem locomolivas
em gue a mudanca de marcha se faz por meio de parafuso;
e outras, onde ha o parafuso combinado com a alavanca.
àlavanca de mudanga de marcha (Log.) — Levier
de changement de marche^ levier de renversement. — Link-
lever, reversing-gear, reversing-handles — Umsteuerungshe-
bel, Hebel zum Umkehren der Bewegung. — [Vide ; Ala-
vanca de marcha.]
Alavanca do apito [Locotn.)— Levier du sifflel d^alarme.
— Whislle lever. — Hebel der Alarmpfeife, — Destinada a
abrir a valvula do apìto. E' feita de ferro balido.
Alavanca do escapamento (Locotn.)— Levier de rechap-
pemenl. — Blast-lever. — Àusblasehebel — Encontra-se nas
locomotivas america nas, coUocada na tolda. E' destinada
a mover a valvula do escapamento. Construida com ferro
batido.
Alavanca do excentrico (Mach.) — Levier de l'excen-
trique. — Gab4ever. — Excenterhebel.
Alavanca do freio (E. de F.) — Levier du frein. —
Brake lever, — Bremshebel. — A que serve para manobrar
OS freios.
Alavanca do regulador (Locom.) — Levier du régula-
teur. — Regvlator lever, slandard-lsver. — Regtdirhebel.
— Barra de ferro com que o machinista move a baste do
regulador, para abrir ou fechar a valvula do mesmo.
Alavancas de prova das bombas (Locom.) — Leviers
d'essai des pompes. — Pel cock levers. — Hebel des Probe-
hahns der Pumpe. — Destinadas a abrir as lorneiras de
prova das bombas. Ha diversas na tolda da locomotiva. Sào
de ferro batido.
Alburno das arvores (Tech.) — Aubier. — Sap-wood.
— Splint. — Nào presta para trabalhos de construcgSo.
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ALCATRlO AUCATE DE VTORACEIRO 41
Alcatrao (Tech.) — Goudron. — Tar. — Theer. —
alcatrào misturado com graxa é multo empregado na pin-
tura das longarinas e dormentes das pontes. bom al-
catrào minerai deve possuir as seguintes proprledades :
Nào conter agua. Ter para densidade 1 a 1,5, em tempe-
ratura ordinaria. Ser solido na temperatura ordinaria, mas
susceptivel de estender-se a mào. Nào perder completa-
mente a elasticidade, quando mergultiado em agua na tem-
peratura de gelo fundente ; e n'essa condi^ào apresentar
fractura negra e um tanto brilhante. Fluctuar na agua fer-
vendo e dar um precipilado de malerias arenosas. Despren-
der cheiro aromatico, quando exposto ao fogo. Ser soluvel
no petroleo e na essencia da therenbetina, e nào apresentar
mais de 7 7. de subslancias terrosas n'essa dissolucào.
Aldraba (Const.) — Crochet, loquet. — Hook, latch. —
Klinke, Drwker,
Alfandega. — Donane. — Cu^mhouse. — ZoUhaus. —
As estradas de ferro iDtemacionaes tém esta^Oes alfande-
gadas nas fronteiras.
Algaravis (Tech.) — Tuyère. — BeUows-pipe. — Duse.
— Tubo que transmitle o ar do foUes ou do ventilador à
forja. E' conico e de ferro fundido.
Algeiroz (Const.) r— Gouttière. — GuUer. — Regen-
traufe. — Cano que serve para conduzir as aguas pluviaes
cahidas sobre os telhados. Desce pelas paredes, interna-
mente ou externamente.
Alleate (Ferr.) — Pince, alicate. — Piacer, pi^ch. —
Zange.
Alicate parainutìlisarbilhetes de passagem (E. de F.)
— Pince à annuller les bilets. — RaUway tiekets pliers. —
Billet-Zwickzange.
Alicate de vidraceiro (Ferr.) — Cavoir, grésoir. —
Crumbling-iron. — Króseleiseny Fùgeeisen.
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43
AUGERGE ALIMENTARIO
Alicerce (Const.) — Fondement. — Foundation. —
Grundgemduer, Grundbau^ Fundament. — Rankioe diz qae
qaalqaer coDstruc^ilo ficaré bero supportada quando salìs-
fizer i seguiate formula :
^ \ 1 — sen. a J
Sendo : P, pressSo por unidade quadrada de superfi-
cie ; ft, altura excavada para o alicerce ; p. peso da uni-
dade de volume do terreno que tem de supportar a
coQstruc^o ; e a, angulo do talude naturai do terreno.
[Vide : Fundafóe*].
A seguinte formula de Rondelet dà o valor da carga
que um terreno compriroido póde supportar por metro
quadrado : P=9,5 Gè. Sendo : P, a carga em kgs ; G, o
peso do baiente do bate*estacas ; e, coefficiente depen-
dente da altura h da quéda do batente em metros.
QUADRO DOS VALORES DE e PARA DIFFERENTES VALORGS DE h
0",82
11,47
2- ,60
82,87
4- ,87
,66
16,20
2 ,92
84,84
6 ,20
,97
19,82
8 ,26
86,19
6 ,62
1 ,80
22,90
8 ,67
87,96
6 ,86
1 ,62
26,69
8 ,90
89,68
6 .17
1 ,96
28,02
4 ,22
41,26
6 ,60
2 ,27
80.28
4 ,66
4230
7 ,80
44,80
46,76
47,17 .
48.68
49.86
61,16
66.08
Alidade (Tech.) — Alidade. -- AUiidade. — Alhidade.
— Instrumento topographico.
AlimentagSo (Mach.) — Alimenlation. — Feeding. —
Speisung. — lotroducgào de agua na caldeira para substi-
tuir a que foi vaporisada ; e de combustivel, na fornalha.
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AUMENTAgXO ALDIENTAQIO DAS LOGOMOTIVAS 45
para manter o fogo em actìvidade. A caldeira deve coDter
a maìor quantidade possiTel de agoa, evìlando-se, porém,
que està se projecte com o vapor uo cylindro. macbi-
Dista deve saber que : 1% A quantidade de vapor proda-
zlda é tanto maior, quanto mais alto fór o nìvel d'agua.
2% Quando se alimenta a caldeira, ou se refaz o fogo, as
diminui(òes de pressào do vapor sSo menos sensiveis.
3% A agua contida na caldeira é urna reserva de forga mo«
triz para casos de difficuldade imprevistos.
Òs reservatorios da liuba podero ser espa^ados, no
maximum, de 30 icilometros, em planicie, e de 20 kilome-
tros, em montanhas. tanque de om tender deve sempre
tornar de cada reservatorìo 5"'. A quantidade d'agua que
encbe um reservatorìo deve ser fomecida em 12 horas,
para nao baver durante a noite trabalbo de bombas. As
bombas sao movidas a brago de bomem, a vapor e por
meio de moìnbos de vento. Quanto mais alto estiver nm
reservatorìo, tanto mais ligeiramente sera cbeio o tanque
do tender. Os reservatorìos sSo ìnstalados ao lado da linba,
em geral porto das esta^^es.
AlimentagSo [Apparelbo de — das locomotivas]. —
S3o indispensaveis a cada caldeira deus apparelbos de ali-
mentalo completamente independentes um do outro.
Cada apparelbo deve poder por si so fornecer toda a agua
necessarìa ao funccionamento da locomotiva. Torna-se
preciso tambem que um dos apparelbos possa alimentar a
locomotiva em repouso, para que seja mantido o nigel de-
sejado na caldeira. Os apparelbos actualmente mais aza-
dos s9o OS injectores. Outr'ora empregavam-se bombas. As
locomotivas amerìcanas em geral nSo tèm injectores.
AlimentsQSo da locomotlYa em marcha — E' feita
pelo systema Ramsbotlom, que consiste em calbas de foiba
de ferro, de 0",20 de altura, contendo agua, dispostas em
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44
ALDIENTAgXO DA LOCOMOTIVA EM MARGHA
patamares da estrada, e n'um tubo curvo que do tender
desco à calha, por simples manobra de contra-peso
Fig. 7 — Àpparelho Bamsbottom.
(Fig. 7). Coni a velocidade da machina, a agua sobe pelo
tubo e despeja-se no tanque do tender. Sondo S, a secgào
vertical do orificio que desce a calha (seccào reclangular) ;
Fig. 7 a — Calha de aUmenta^ao da locomotiva em marcha.
Q, volume d'agua que deve ser tomado, e /, o compri-
mento da calha, ter-se-ha :
'-1
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ALIMENTADOR-
-AUNHAMENTO RECTO OU TANGENTE
45
Ramsbottom dea ao seu apparelho as seguintes con-
dicSes : Q = 5- e S = 0- 0125 . • J = 400".
Para que o apparelho fuDccioDe é necessario gue a
velocidade do trem seja, pelo meaos, Igual a |/^^, sendo
h altura do vertice do tui}0 acima da calha. systema é
muito usado nas vias ferreas dos Estados Unidos.
Alimentador (Macli.) -r- Àppareil (Talimentation. —
Feeder, feeding-apparatus. — AlimerUator.
Alimentar (Mach.) — Alimenter. — To feed. — Spei-
sen, — Encher a caldeira convenientemente ; dar à for-
nalha o combusti vel necessario.
Alinhamento (Tech.) — Alignement, ^— Ligne, itrai-
ghl'line. — Einfluchtungy Abfluchtung.
Alinhamento recto ou tangente (E. F.) — Aligne-
meni droit. — Straigt. — Gerade. — [Vide : Tangente.] —
Nas exploragOes e locaQdes de estradas de ferro, ao està-
quear-se um alinhamento recto, encoatra-se muitas vezes
obstaculos, que devem ser vencidos. Supponhamos (Fig. 8)
que entro B e ha urna casa G,e tem-se de levar o alinha-
mento atravez da mesma. meio mais facil de resolver o
Fig. 8 — AlinliimentoB vectos.
problema é o seguinte : em B levanta-se uma perpendi-
cular, que mede-se até L ; n'este ponto levanta-se outra e
mede-se ale N ; de N levanta-se outra, em que mede-se
uma distancia igual a L B. Tem-se o ponto 0, sobre o qual
levanta-se a perpendicular OM, para cabir-se na desejada
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46 AUNHAMENTO RBCTO CU TANGENTE
dìreccdo BO. Fica conhecido o comprimento de BO, desde
que tem-se o de LN.
Resolve-se aìnda o problema deste modo : de B tira-se
ama linha até D ; e, n'esse ponto tira-se DH, fazendo-se o
angulo WDH= 2 DBH. Toma-se DH = DB ; e no ponto H,
tira-se HM, fazendo-se THM = DBH, para ter-se o prolon-
gamento do alinhamento BO. Si o obstaculo nào permitlir
tirar-se logo de D a linha DH, traga-se DE, fazendo-se
WDE = DBH. Cliega-se ao ponto E; e, ahi, faz-se o mesmo
que se fez no outro caso, quando se chegoa ao ponto D.
A linha BH = 2DBxcos. DBH. Si fór possivel, resolveu-
do-se problema, fazer DBH = 60*, ter-se-ha logo BD =
= DH=BH.
OuTRO CASO. — Probngar OM até P, havendo entre e
P um no etc. De M tiram-selinhas para Y e para R; tem-se
logo angulo YMR. Passa-se para a outra margem e me-
de-se o comprimento entre Y eR; e, com o transito ar-
mado em R, toma-se o angulo YRM. Resolve-s o trìangulo
YRM e tem-se o valor do lado YM e do angulo MYR. Como
MYP é supplemento de MYR, resolve-se tambem o trìan-
gulo MYP, pois se conhece o angulo em M, o angulo
em Y e lado YM. Acha-se o valor de YP ; e determina-se
no terreno o ponto P, onde irà ter o prolonga mento de OM.
Para ter-se o comprimento de MP, resolve-se o triangulo
MPY, desde que se tem o valor do lado YP e os angulos
em Y e em M.
OwRO GASO. — Medir o comprimento de um dinhamenlo
recto atravez de um rio. Prolonga-se J até X ; ahi levan-
ta-se uma perpendicular XB. De B, visa-se para J e, faz-se
mesmo angulo, visando-se para A. Tem-se JA=2 JX.
Nem sempre se póde de B fazer-se visada de igual angulo
para ambos os lados. Entao, levanta-se a perpendicular
XB e mede-se o seu comprimento. CoUoca-se o trmsito
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ALINHAMENTO CURVO OU CURVA -
-ALMA DO TRILHO
47
em B; descreve-se o angolo de 90^ = ABZ ; e marca-se o
ponto Z ; e, finalmente, mede-se ZX. Sabemos que XB é
mèdia proporciooal entre ZX e XA ; temos portanto :
zx:XB::XB:XA::
ZX
Alinhamento curvo ou curva (E. de F.) — Courbe.
— Curve. — Krùmmung, Kurve, Bogen. — [Vide : Curva].
Alinhar a madeira (Ck)nst.) — Aligner ou tringler la
eharpente. — To line-oul, to strike a line. — Schnùren^
absiÀnùren.
Alizares (Const.) — Chambrarde. — Dresnng, door-
eoie. — Thùrbehleidung, Thùrverkleidwig, Thureinfassung^
Thùrgerùst. — Molduras internas de portas e janellas.
Alliviar as valvulas (Locom.) — [Vide : Descarregar
asvdvuku].
Alongamento [Resistencia ao — ]
Sendo : %, aloDgamento por metro ; P, for$a que prò-
duz alongamento ; Q, sec^So do corpo aloogado ; E, co-
efficiente de elasticidade.
Almadotrilho(E.deF.)
— Ame du rati, tige. — Mid-
dle web of the raU, — Schie^
nensleg. — Parte B do trilho,
comprehendida entro r. cabe-
ga C e a sapata A, no typo
Vignale ; e comprehendida
entre as cabe(^s, no typo du-
pla-cabefa. A espessura da
alma de um triiho, em goral,
Fig. o^Aima do trsuio. é dada pola seguinte formu-
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4S ALMAGRE ALMOFAOA
la: d = 0,113 h. Sendo d, espessura do Irilho eft, al-
tura.
Almagre (Tech.) — Ochre rouge. — Red ochre. — Bo-
ihe Eisenocher. — Terra avermelhada ; emprega-se na pin-
tura de ediflcios, etc.
Almanjarra (Mach.) — Manège. — Course of a horse
gin, gin-race. — Rennbahn eines Peferde-Gópels.
Almofada (Arch.) — Bossage. — Bossage. — Bossen-
werk, Rauhgemàuer. — PorQào de alvenaria ou canlaria,
mais ou menos rectangular, em saliencia no paramento
de urna parede.
Almofada rustica (Arcb.) — Bo$mge rustique. — Rustie-
work. — Bàurische Werk, Opus rusticum, — A que é feita
de pedra rugosa ou de alvenaria sem sor alisada.
Almofada (E. de F.) — Coussinet. — Chair, shoe, socket,
saddle, — Schienensluhl, Stufd. — Pega de ferro fundido C,
que assenta sobre o dormente (Fig. 10) e recebe o trilho du-
Fi;. 10 — Almofad».
pla-cabeQa B na cavidade para esse firn preparada. tri-
lho é fl&ado por uma cunha A de madeira. A almofada
prende-se ao dormente por meio de cavilhas. — [Vide:
Barberot].
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ALMOFAB A DE GORAgìO ^ ALTITUDE 49
Almofada de corag5o (E. de F.) — Coussin et de crois-
sement. — Crossing-chair. — Kreuzungsslvhl.
Almofada de junta (E. de F.)—Comsinet à joird,
coussinet d^assemblage. — Joint-chair, — Verbindungsstuhl.
Almofada dupla (E. de F.) — Doubk' coussinet. —
Doublé chair. — DoppehltM.
Almofada para agulhas (E. de F.) — Coussinet de
tcdon, coussinet pour changement. — Jaw-chair. — Dre-
hstuhl, Gelenkstuhl.
Almofada tala de junta (E. de F.) — Coussinet eclisse.
— Fish'chair. — Stuhllasche.
Almofada de porta (Const.) — Panneau de porte. —
Pannd. — Thùr-Fiiilung, Thiir-Feed. — Ha portas de daas,
de quatro, de seis e de mais almofadas.
Almotolìa (Tech.) — Burette. — OU-can. — Oelcanne,
Schmiercanne. — Utensilio onde se guarda o azeite destinado
a lubrificaQSo. No tender da locomotiva em marcba deve
sempre haver urna ou duas alnootolias com azeite.
Alpendre (Arch) — Auvent. — Penlhouse, Pentice.
— Vordach, Wetterdach. — As pequenas estagOes de es-
tradas de ferro e os abrigos tém as plataformas de em-
barque resguardadas por alpeodres. Nas grandes estagOes
as plataformas acham-se dentro dos ediQcios. Os armazens
de carga tambem devem ter alpendres lateraes.
Alteamento da linha (E. de F.) — Operagào praticada
quando na via permanente existem baixas que disnivelam
OS trilhos e prejudicam a marcba dos trens, prooUzindo
solavancos e mesmo descarrilhamentos. Alleia-se a linba,
levantando-se os dormentes por meio de alavanca e
calcando-os com terra nas extremidades, atè que os
trilhos tomem conveniente posi^ào.
Altitude (Tech.) — Altitude. — Altitude — Hóhe uber
dem Meeresspiegel. — Altura acima do nivel do mar,
Diccionario
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50
ALTITUDES
Àltitades notftTeis attingidas por estradas de ferro
Metrot
Estrada de ferro de Calhào a Oroya 4778
„ „ ^ Arequipa ao lago Titicaca 4470
„ „ Cerro de Pasco (Perù) 4881
M n Yera-Cniz ao Mexico 2460
E. F. do Pacifico ( garganta de Sherman 2440
Estados-Unidos ( tunnel de Sierra Nevada 2147
Estrada de ferro do Monte Genia (antigo systema Fell) 2125
„ » de Verona a Innsbmcke 1367
Tunnel do Canada (passagem do Gnadarrona) 1860
„ grande do Monte Cenis (no moio) 1295
Estrada de ferro de Tranzenfeste a Licnz 1200
„ „ Central do Brazil 1179
„ „ àe Marat a Aorillac 1152
Tunnel de S. Gothardo 1135
Estrada de ferro de Madrid a Sarragosa 1 119
Qreat Western da Nova Galles do Sul 1115
Estrada de ferro Eio e Minas (Brazil) 1098
„ „ Cantagallo (Brazil) 1080,6
„ „ Neufchatel a Lode (tunnel de Logos) 1048
„ „ AUais a Brioude 1029
M » Madrasta (linha Bengalen) 1015
„ „ Paranaguà a Curityba (Brazil) 1010
„ ^ Santander a Alar del Bey 984
„ „ ào Caucaso 970
„ „ àe Marselha a Grap. 966
„ „ Mouchard a Neufchatel 940
Tunnel de Semring 888
Estrada de ferro Principe do Grilo-Parà (Brazil) 865
„ „ de Berna a Lucerna ..• 855
„ j, Santigo a Yalparaiso 805
„ • „ SantoB a Jundiaby (Brazil) 800,8
„ „ Baltimore a Ohio (AUegbanys) 800
„ „ S. Paulo e Bio de Janeiro (Brazil) 774
„ » do Corcovado (Brazil) 670
„ „ de EorahachaS. Gallen 675
„ „ Florenga a Bolonha 607
» „ Genova a Alexandria 400
„ „ Turim a Genova 861
„ „ Baturitó (Brazil) 208
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ALTURA DO INSTRUMENTO ALYENARIA ORDINARIA 51
Altura do instrumento [em nivelamento] (Tech.) —
Pian de niveau. — Hight-level. — Niveaiàòhe, Hóhe des
InstrumerUe$. — Altura do terreno, no ponto em qae se
comeoa urna serie de visadas, mais a do plano que passa
pelo reticulo horizootal do nivel.
Alvaiade (Tech.) — Ceruse. — White lead. — Bfei-
ìceiss, — Carbonato de chumbo. Muito empregada oa pia-
tara.
Alvenarìa (Const.) — Magonnerie. — Masonry. —
Mauerwerk, Genàuer. — Trabalho de pedra naturai ou
arliQcial, com argamassa ou sem argamassa.
Technologia das alvenarias. — Almofada. Amarra-
gào das pedras. Argamassa. Concreto. Criagào. Embasa-
mento. Embolo. Piada. Fiada ao correr. Fiada de tigào.
Forra. Junta. Lage. Lajota. Meio ticào. Pedra. Pedra de
enchimento. Perpiano. Quebrar ou amarrar juntas. Re-
boco. Rejuntamento. Resalto. Respaldo. Sapata. Talude,
sulamento, libagào. Tijolo. Taipa. Tomar as juntas. [Vide
estas palavras. ]
Alvenarias. — Especificagóes para as empreitadas de
construcgào das estradas de ferro do Estado :
Alvenaria ordinaru com argamassa. — Està alvena-
ria sera feita com pedras duras e apropriadas, de tama-
nhos irregulares, nao se admitlindo, porém, exceplo para
obras de pequenas dimensóes, para cal^os, pedras de vo-
lume inferior a tres centesimos de metro cubico e cuja
grossura seja menor que 0",15.
As pedras redondas e seixos rolados em nenhum caso
serào admiltidos ; assim tambem nSo se permittirà o em-
prego de enchimento de pedra miuda, vulgarmente dono-
minada criofào, nem o emprego de pedras com crostas ou
oulras partes em decomposigSo, devendo as pedras ser
limpas e sàs.
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SSS ALVE^RIA DE FEDRA SEGGA
As pedras serào desgalhadas e cortadas a martello, se-
gundo a feìgào apropriada, oa occasiào do assentamento.
Os leitos serào loscamente feitos a martello de modo a
^presentarem faces planas para o assentamento. Depois de
molhadas as pedras, serào assentadas em banho de ar-
gamassa e ahi comprimidas com malho de madeira, fa-
zeodo refluir a argamassa pelos lados, até tomarem uma
posì^ao» sendo em seguida calgadas com lascas de pedra
dura, de fórma e dimensdes adequadas. A obra sera mas-
sica, sem i^asio ou intersticio algum.
Quando fór exigido, a alvenaria ordinaria sera exe-
cotada por camadas respaldadas horizontalmente.
As juntas lateraes de pedras superpostas deverào ser
convenientemente desencontradas, a juizo dos engenhei-
ros, e entre as pedras assentadas de tigào ou travadouros
em quantidade tal que representem pelos menos a quarta
parte da area exterior da camada. Sempre que fór possi-
vel, OS travadonros atra vessarlo a espessura do muro, de-
vendo elles ter ordinariamente, para comprimente tres a
cinco vezes a altura.
Para compor o paramento escolher-se-hSo as melhores
pedras, as quaes serao empregadas por maneira a evitar
calcos apparentes, bem corno desigualdades pronunciadas
ou defeituosas no paramento.
Argamassa, composta de dous volumes de cai e tres
de areia.
Paoa cada metro cubico d'essa alvenaria se empre-
garào 32 cenlesimos de argamassa, e 68 centesimos de
pedra.
Alvenaria db pedra segga. — Està alvenaria sera con-
struida nas mesmas condigOes que a precedente, com a
unica differenza de nao levar argamassa, devendo, por-
tanto^ ser feita com o cuidado que està circumstancia
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ALVENÀIOA DE APPARELHO SS
exige. Em cada metro cubico d'essa alvenaria empregar-
se-hào 68 centesimos (0",68) de pedra.
Alvenaria de apparelho. — Està alvenaria sera feita
com pedras de fórma rectangular faceadas a martello cor-
tante ou a picào nos leitos e juntas lateraes, sendo assentos
por fiadas de altura de iO a 30 centimetros. A face appa*
rente sera regularmente apparelhada. traballio de lavra-
gem sera tal que os leitos e juntas lateraes fiquem sen-
sivelmente planos e pelo seu contacto no assentamento das
pedras, nào produzam juntas maiores do que 42 milli-
metros.
A altura de cada pedra sera sensivelmente ìgual à da
fiada de que fizer parte, sua largura nSo sera inferior à
altura, e seu comprimente sera de duas a ciuco vezes essa
altura, conforme a natureza da pedra, nào se admittindo,
comtudo, pedra alguma de volume inferior a tres cente-
simos do metro cubico.
As pedras serào assentadas em fiadas geralmente hori-
zontaes, salvo iodica^ào em contrario no desenho de cada
obra. Quando em paredes guarnecidas por cunbaes ou por
pilares de cantarla, a altura das fiadas de alvenaria sera
regulada pelas fiadas da cantarla connexa, de modo a
acertar as juntas horizontaes com as d'estas, podendo, en-
tretanto, subdividirem-se as fiadas de alvenaria, conforme
a altura reguladora, emMuas ou mais fiadas sensivelmente
iguaes entro entro si. Fora d'isso, as fiadas poderào ter
alturas indeterminadas e differentes urna das outrasfcom-
taoto que a de maior altora fique na parte inferior succe-
deodo-se as outras em ordem decrescente de baixo para
cima.
Nas paredes de paramento inclinado os leitos das fia-
das serào horizontaes ou normaes a esse paramento, se-
gando fór exigido.
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H ALVENARIA DE APPARELHO
As juDtas lateraes das pedras ser9o verticaes e sempre
normaes ao paramento. Às juntas verlicaes de fladas con-
secutivas serào alternadas e deverào desencontrar-se, pelo
menos, de distancia ìgual a dous tercos da altura da Qada.
Entra os melos fios e al ternada mente, empregar-se-hSo
travadouros em numero tal que apresentem na sua face
apparente, pelo menos, a quarta parte da àrea da respe-
ctiva flada.
Sempre que fór possivel, os travadouros atravessarào
a espessura do muro, devendo elles ter ordinariamente em
comprimento tres a cinco vezes a altura.
Nào tendo a parede mais de um metro de grossura, as
pedras de travamento transversai abrangerào loda essa
grossura de um a outro lado.
Quando està alvenaria fór empregada com revestimento
de outra de classe inferior, ficarà era bruto a cauda ou parte
dos travadouros que penetra na alvenaria do interior, e o
reveslimenlo sera classificado comò alvenaria de appareiho
tao sómente na espessura formada pelos meios-fios, se-
gundo fór determinado, e que geralraente sera de 0",30.
Quando empregada em angulo, deverà cada um apre-
sentar um tardoz nunca menor de trinta centimetros fora
da parie apparelhada, afim de bem se fazer a amarracào
com resto da obra.
Quando empregada em abobadas, as pedras terào a
fórma de aduellas, cujos leitos e juntas serào normaes à
superfeie do intradorso. A largura das fiadas, tomada no
sentido do arco, sera sensivelmente uniforme, mas se
houver cantaria nas testas da abobada, aquella largura na
alvenaria de appareiho ficarà subordinada à das aduellas
de testa, de modo a formar fiadas continuas.
grès que fór empregado nesta alvenaria, bem comò
em qualquer outra e nas cantarias, deverà ser de graos
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ALVENARU DE TUOLOS 8K
fioos e homogeneo e offerecer bastante resìstencia, a juizo
do engenheiro-chefe.
A alvenarìa de apparelho, fetta com argamassa com-
posta de dous volumes de cai e tres de areia.
Para cada metro cubico dessa alvenarìa empregar-
se-hào 45 centesimos de argamassa e 85 centesimos de
pedra.
Alvenarìa dk tijolos. — Os tijolos serào daros, so-
noros, bem queimados, sem serem vitriflcados, e de fórma
regulares, arestas vivas» faces planas.
Cada tijolo lerà vinte e sete centimelros (0",27) de
comprimenlo, treze centimeiros (O^^IS) de largura e seis
centimelros (0'",06) de espessura ; podendo, entretanlo,
corno concessSo, ser admitlidas outras dimeusOes quando o
engenheiro-chefe nào vir n'isso inconveniente, e corra por
conta do empreiteiro o augmento de despeza que resultar
do emprego de tijolos com dimensOes diversas das que
ficam acima estatuidas e que sào as consideradas nos pro-
jectos das obras.
Os tijolos serào bem molhados na occasiSo de seu em-
prego e serào assentados com regularidade, nào devendo
as juntas ter mais de um centimetro. No assentamento de
cada uma fiada de tijolos serào elles dispostos em meios-
flos e tiQdes que deverào altenar-se sobre duas Qadas con-
secutivas, de conformidade com o systema de amarragào
que fór prescripto pelos engenheiros e segundo o qual as
juntas lateraes dos tijolos serào regularmente collQcados,
devendo assentarem*se em linhas verticaes descontinuas.
Na construc^ào de abobadas empregar-se-ha tambem a
disposìQào em anneis concentricos, compostos sómente de
meios-fios, quando assim fór delerminado, sendo sempre
as juntas, segundo a espessura da abobada, perfeitamente
normaes à superflcie do intradorso.
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se ALVENARIA DE TUGLOS ALVENARIA DAS ABOBABAS
As paredes feitas com està alvenaria nào serSo em
geral rebocadas, e nas suas faces de paramento os tijolos
apresentarào a combina^ào cbamada cruciforme, sendo,
porém, coUocados sempre a ticào no interior das mesmas
Para cada metro cubico de alvenaria de tijolo empre-
gar-se-hao 85 cenlesimos de tijolos e 15 centesimos de ar-
gamassa.
A alvenaria de que se trata sera feìta com argamassa
composta de dous volumes de cai e tres de areia.
Alvenaria de lajóes. — Està alvenaria sere cons-
truida com lages depedra bem dura e sem argamassa, ex-
cepto quando pelas juntas puder passar terra ouagua.
Nestecaso, serào as mesmas juntas tomadas com pedras
miudas e argamassa de dous de cai e tres de areia, nSo se
pagando por isso prego algum snpplementar.
Està alvenaria sera em geral empregada em capas e
calgadas de boeiros, tendo os lajOes as dimensOes marcadas
pelos engenheiros.
Quando o engenheiro-chefe ordenar, sera està alve-
naria empregada em qualquer nutra obra, e nesso caso o
volume minimo dos lajdes sera de 25 centesimos de metro
cubico, ficando estabelecido que para cada metro cubico
de semelbante alvenaria empregar-se-hào 85 centesimos
de pedra e 15 centesimos de argamassa.
Al?enarìas [Pesos de um metro cubico] :
^Tenaria de tijolos 1.582 a 1.627 kgs.
AlYonarìa de pedra (calcarea,
granito e gneiss) 2.400 a 2.460 kgs.
Alvenaria de grès 2.000 a 2.100 kgs.
AlTenaria das abobadas (Gonst.) — Magomierie des
voùtes, — VanUing-masonry. — Gewólbmauerwerk. — Deve
ser executada com todo o cuidado.
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ÀLVENARIÀ TOSCA AMARRAQÌO DAS PEDRAS
57
AlTenaria tosca, grosseira (Const.) — Hourdage. —
Rubble-work, rubble-walling, rough-waUing. — Fdàstein-
mauerwerk. Rohmaìierwerk.
AlTenaria de tijolos (Const.) — Ma^onnerie en bri'
ques. — Brick-work, brick-masonry. — Backsteinmauertoerk,
Ziegdmauerwerk.
Alvenaria ordinaria (Const.) — Ma^onnerie enmoél'
lons bruU. — Rubble-work. -^ Fddsteinmauerwerk. Gewó-
hnliches (rohes) BruchsteinmauenoerL
Alvenaria de enchimento (Const.) — Magonnerie de
rempli$$ag ^ — Filling masonry. — FiUlmauerwerk.
AlTenaria de cantaria (Const.) — Magonnerie enpierre
de taille. — Free-stone^masonry, free-masonry, astder-stone-
wùrk. — O^M^ermauerwerk, HausteinmauerwerL
AlTenaria de apparelho irregular (Const.) — Magon--
nerie en moéllon bloqué. — Quarry-tione-work. — Brucks-
teinmauerwerk, Hackdsteinmauerwerk.
Alveo de rio (Tech.) — Lit de rivière. — River-bed. —
FlussbeU. — A velocidade dos rios depende muilo da natu-
reza dos alveos. E' de grande importancia a seguinle tabella :
NATDEEZA DO ALVEO
DO BIO
YELOCIDADBS EU MBTBOS
POR 8E6UND0S
Na saper-
floie
Mèdia
No ftmdo
Lama
Barro
Saibro
Pedras schistosas
Bocha dora
0,16
0,30
1,22
2,76
4,27
0,11
0,23
0,96
2,27
0,08
0,16
0,70
1,82
1,67
Amarragio das pedras (Const.) — Liaison des pierres.
— Stone bond. — Verband. — Modo pelo qual nas canta-
rias e alvenarìas as pedras se prendem entro si.
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SS8 AMARRAgiO DÀS PEDRAS Eai CRUZ ANDAIME
AmarragSo das pedras, em cruz (Gonst.) — Liaison
croisée. — Cross-bond. — Kreuzverband.
Amarrar as juntas nas alvenarias (Ck)nst.) — Croiser
les joints. — To toth the joinls. — Slossverband.
Amarrar [as pedras, nas alvenarias] (Const.) — Liai-
sonner. — To lay in good bond, to bond in. — Verband-
màssigvermauern, einbinden.
Amassar a argamassa (Const.) — Corroyer le mortier
— To work the mortar, to temper. — Einmachen, anma-
chen den Mòrtd.
Ameias [empregadas em ornamentagào de pontes,
edificios, etc] (Arch.) — Créneau. — Crennel. — Zinne,
Amolar (Tech.) — Aiguiser^ affiler. — To sharpen, to
grind, to edge, to whet. — Schleifen, wetzen, schàrfen.
Amortizagio do capital (Adm.) — Amortisnement da
capital. — Amortizement ofthc capital. — Amorlisazion den
Capitali.
Ancinho (Ferr.) — Ràleau. ~ Rake. — Harke. —
Ferramenta enipregada pelos trabalhadores dos alerros,
para espalhar a terra convenientemente.
Andaime (Const.) — Echafaudage. — Scaffold, stayk-
fald. — BaU'Gerust, Biihne. — Os andaimes devem ser er-
guidos com loda a seguranca. Sào formados de pàos de
prumo, travessas e laboas. Em geral os pàos sào amar-
rados com cordas ou cipós fortes. Nos muros de alvenaria
ba agulheiros, onde penetram os péos horizontaes que sus-
tentan^astaboas. Consolìdam-se os andaimes por meio de
diagonaes de madeira. Conforme a obra a execntar, o
engenheiro planeja o conveniente andaime. As madeiras
empregadas devem apresentar a necessaria resistencia,
bem comò as cordas e os outros meios de amarragào.
Andaime [Levantar um — ] (Const.) — Échafauder. —
To scaffold^ to stage. — Rusten, berùsten.
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AIO) AME VOLANTE ANEROIDE 59
Andaime volante (Const.) — Echafaudage volani.—
Flying scaffold. — Schewebende Germi, fliegende Gerust, Hdn
gegerùst.
Andar (Const.) — Étage. — Slory, stage. — Stokwerk,
Ge$chos8. — N'um edificio, é o conjunclo de comparli-
menlos sìtuados n'um mesmo plano.
Andar terreo (Are.) — Rez de chamsée. — Ground floor
^evcl of the slreet. — Erdgeschoss, Geschossim Strasseuni-
veau. — que assenta directamente sobre o solo.
Anemometro (Techn.) — Anémomèlre. — Anemome-
ter^ Windrgage. — Windmesser, Anemometer. — Apparelho
destioado a medir a intensi dade do vento.
Aneroide (Techn.) — Aneroide. — Aneroide. — Me-
tallbarometer , Aneroid. — Barometro portatil, muitissimo
empregado nos nivelamentos executados em trabalhos pre-
liminares de estradas de ferro. CompOe-se de urna caixa
metallica completamente vasia, tendo a face poslerior
delgada e elastica. Segundo a variagào da pressào atmos-
pherica, està face écomprimida e transmitle movimento a
um ponteiro existenle no quadrante da face opposta. [Vide:
Reconhedmenlo],
Condigóes que se denem observar na escolha de um ane-
roide. general EUis, a este respeito, publicou, em
nm numero do Van Noslrand^s Electric Engineering Ma-
gazine^ o seguinle : — Deve dar-se preferencia aos ane-
roides de caixa de latào, si desejar-se que sejara bas-
tantes exaclos em suas indica^òes. A placa a ($ae està
preso mecbanismo deve ser do mesmo metal da caixa,
para nào ser diversa a dilaia^So, o que dà logar a erros.
mostrador deve ter as divisOes gravadas; sendo es-
taropadas, o instrumento nào merece confianca ; e deve
ser de electro-plale, e nào revestido de qualquer metal.
iudicador deve ser fino e delìcado e estar sempre ligado
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60 ÀNGULO DE ATTfUTO ANGULO m INTERSEGglO
ao mostrador. ponteiro d3o convém ser preso ao centro
do instrumeDto, para marcar as posicOes do indicador, e
sim à peripheria. mostrador torà o numero preciso de
poUegadas ou de subdivisdes de outra especie de unidade,
por exemplo, millimetros. engenheìro deve preferir am
aneroide que tenha de 6 a 10 poUegadas (130 a 250 mil-
limetros). Tres quartos de circumferencia poderào estar
preparados de modo a fornecer leituras precisas. Nos an&-
TO%de$ de algibeira devem ser preferidos os de maiores di-
lùensòes. Às dimensOes convenientes sào : 2 poUegadas a
2 e V4 ('^0 a 56 millimetros). Quando mostrador ti ver
alguma escala àepéson de metros, deve estar graduada de
accòrdo com alguma formula corrente. aneroide deve
ter uma caixa para que caler da mSo nào desarranje
durante as observa^Oes. Sera bom que aneroide leoha
um thermometro no mostrador» além da escala, e disposto
de tal fórma que nào ^embarace de modo algum movi
mento do indicador
Angulo de attrito (Tech.) — Angle de froUement. —
Fridion angle. — ReibungsmnkeU Ruhewinkel. — For-
mado pela reaccào mutua de dois corpos em contacto e a
normal commum és superflcies apparentes de contacto.
Coefflciente de attrito é a tangente trignometrica do an-
gulo de attrito.
Angulo de avango (Locom.) — Avance angrdaire. —
Angle ofadvance. — Vorlaufwinkel. — Angulo do excen-
Irico, qge determina avango. — [Vide : Avango angrAar].
Angulo de deflezSo (Tech.) — Angle de défkxion, —
Angleo fdeflexion. — Deflexionsunnkel. — [Vide : Exploragào
e locagào].
Angulo de intersecgao (Tech.) — Angle de inierse"
dùm. — Angle of infersection. — Schneidewinkelj Inlerseo-
donminkeL
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ANGULO DE REPOUSO ANTA 61
Angolo de repouso (Tech.) — Angle de repos. — An-
gle of repose. — Ruhewinkel, Rastwinkel. — [Vide : Taltide].
Angulo de ruptura (Tech.) — Angle de rupture. —
Angle of (radure. — Reisswinkel, Abreisswinkel.
Angulo de torsSo (Tech.) — Angle de torsion. — Anr
gle fior Sion. — Torsionswinkel.
Angulo de tracgSo (Tech.) — Angle de traction. —
Angle oftr action. — Zugwinkel.
Angulo do madeiramento do telhado (Const.) —
Angle du comble. — Angle of roof. — Dachwinhely Grat-
winkel. — Varia conforme a especie de coberlura ado-
ptada.
Angulos economicos [Pontes americanas]. — Para
delerminar-se o minimum de melai necessario a urna
ponte, encontram-se na obra Le$ ponts de VAm^rique^ de
Gomolli, dados ìmporlantes, do capitulo relativo aos an-
gulos economicos formados pelos tirantes.
Annel da chaminé (Locom.) — Evasem>ent de la cha-^
mine. — Spoul. — Circulo de cobre que assenta na extre-
midade superior das chaminés de algumas locomotivas.
Annel de nm volante (Mach.) — Anneau d'un volani.
— Rim, ring. — Schwungring.
Annel ou coUar do ezcentrico (Mach.) — Bague,
collier de Vexcenlrique, bande d'excenirique. — Hoop^ strap
ofthe excentric. — Excenlrik-Ring. — Pe^a circolar de ferro
qne abraca o excentrìco e prende-se à barra do mesmo.
Annoso (Const.) — Annexe. — Annex, additiona?buiU
ding, outrhou^e. — Anbau, Anwurf. — Edificio secunda-
rio, dependente de um oulro edificio principal.
Annuidade (Adm.) — Annuite. — Annuity. — Jahres^
zahlung^ Leibrente.
Anta (Const.) — Ante, — Ante. — Ante, Echwandpfeiler.
— Pilastra collocada em angolo de parede.
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AME-PARO CANTRA A NEVE APITAR
Ante*paro contra a neve (E. de F.) — Écran para--
neige. — Snow-shelter^ snow-fence. — Schneewand, Schu-
tzioandgegm y Schneelreiben , Schneedamm. — Usado nas
estradas de ferro dos paizes em que ha ioveroos rigo-
rosos.
Ante-projecto (E. de F.) — ÀmnUproject. — Before
project. — Vorproject. — Desenhos, planlas, perfis, dados
technicos e estatisticos, constituindo projecto provisorio,
que acompanbam o pedido de concessào de urna via-
ferrea.
Anteseptico (Tech.) — ArUiseptique. — Antiseptic. —
Fàìjdnisswidnge Miltel. — Os anteseplicos mais usados na
conservagao de dormenles sào ; — Creosoto, sulfato de
cobre, bi-chlorureto de mercurio e chlorureto de zinco.
Anthracito (Tech.) -- Anthracite. — Anthracile^ blind-
coal. — Anthrazit, Kohlenblende , harzlose Steinkohle, —
Especie de carvào de pedra, de forte densidade e difficil
combuslào. Desenvolve muito calorico, e demanda ven-
tilagào adiva. Tem para peso especiflco 4,4 e 1,6. Possue
0,90 de carbone. Muito applicado em forjas e fomos.
Apagar a cai (Const.) — Èeindre la chaux. — To
slack lime, to slake. — Den Kalk lòschen. — Impregnar a cai
viva com certa quantidade de agua, de modo que de pò
fique reduzida a pasta propria para o fabrico da argamassa.
Apara de madeira cu caTaco (Const.) — Copeau. —
Chipy shaving. — Spari.
Aipertar os freios (E. de F.) — Server les freins. —
To shul the brakes. — Bremsen anzienhen. — Manobrar os
freios de modo que os cepos ou sapatas, altritando as rodas
das locomotìvas e dos carros, facam o trem parar ou dimi-
nuir a marcha.
Apitar (E. de F.) — Siffler. — To pipe, to whislle. —
Pfeifen, rufen. — A locomotiva deve apitar na partida, ou
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APITO APPÀRELHAR AS PEDRAS 63
quando quizer avisar alguem que esteja aa lioha oa es-
pantar algum animai, ou quando fór necessario apertar ou
soliar OS freios do (rem, e quando se approximar de urna
esta^ào, de urna curva, de um córte longo, etc.
Apito (Locom.) — Sifflet (Talarme, sifflel à vapeur. —
Steam-whistle. — Dampfpfeife. — Apparelho com que o
roachinista faz signaes accusticos. Està coUocado sobre a
camara do vapor, e tem urna alavanca que vae dar à
tolda. E' manobrado pelo macbinista.
Apito [sìgnal] (E. de F.) — Coup de sifflet. — Steam-
whistle signaL — Pfeifensignal. — Sibilo produzido pelo
apito da locomotiva. Tom as seguintes significa^es : Um
apito prolongado : altengào, quando o trem està em mar-
cila ; partida, quando estacionado. Dom apitos curtos e se'
guidos : apertar freios. Um apito breve : soltar freios.
Muitos apitos curtos e repetidos : alarme, perigo na linha.
Apitos prolongados e repetidos : pedido de machina.
Aplainar a madeira (Consl.) — Raboler le bois. — To
piane wood. — Hobeln, abhobeln.
Apontador (Adm.) — Pointeur. — Tims keeper. —
Bauschreiber. — Empregado das officinas ou das obras em
construcoào, que verifica a presenta do pessoal.
Apontar (Adm.) — Pointer. — To take the mm's tims.
— Anschreiben. Tomar o ponto dos trabalhadores, etc.
Aposentadoria (Adm.) — Governo Pro visorio dos
E. U. do Brazil concedeu direito de aposentadoria a todos
OS empregados de estradas de ferro do Estado. Sào^con-
di^s indispensaveis para obter aposentadoria : i% trinta
annos de servigo effectivo ; 2% absolula incapacidade phy-
sica ou moral para continuar no exercicio do emprego.
Apparelhar as pedras (Const.) — AppareUler les pier-
res. — To mark-out stones. — Steine verreissen und far
die Versetzung behauen.
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64 AI^ARELHO AI^ARELHO MOTtHl
Apparelho (Locom.) — Àppareil, — Apparatus. — Ap-
parai, Zurù9tung. — Conj aneto de pe^as indispensa veis ao
funcclona mento de qualquer orgào da locomotiva.
Apparelho da ezpans9o (Mach.) — Àppareil de la de-
tenie. — Expansion-gear. — Expamionsvorrichtung.
Apparelho da gaveta (Mach.) — Àppareil du tiroir.
— Slide valve gearing. — Schiebermechanismus. — [Vide :
Gaveta],
Apparelho de alimentaQ3o (Mach.) — Àppareil ali-
mentaire. — Feeding apparatus, feed-apparatus. — Speise-
Apparat, FuU-Apparat, Waiserzuleitung. — [Vide: Bomba
e injector],
Apparelho de Stephenson (Mach.) — Coulisse de Sle-
phenson. — Doublé eccenlric, linkmotion, Stephmson's link^
motion. — Stephenson' sche Coultssenstencrung, stephenson^ sche
Coulisse, Stephenson' sche Steuerrahmen. — [Vide : Corre-
diga].
Apparelho de tracg3o (E. de F.) — Àppareil de tra-
clion. — Tradive-apparatus. — Zugapparat. — Cada carro
OQ vagSo tem na fronte e atraz um apparelho de traendo
elastico, qae evita os solavancos produzidos pelos bruscos
puchòes das correntes de engate e attenua os choques, tao
preiudiciaes ao material rodante. apparelho compOe-se
de hastes de trac^ào manidas de para-choques, de molas
e de correntes de seguranca ou tendores.
Apparelho motor (Mach.) — AppareU moteur. — Mo-
ving apparatus. — Triebwerk. — Conjuncto de pecas que
actùam sobre as rodas motrizes e produzem o movimento
da locomotiva. Consta do seguinte : cylindro e embolo ;
orgàos de transformagào do movimento de vae e vem do
embolo em movimento circular das rodas ; distribaicdOi
que faz passar o vapor alternativamente sobre as duas
faces do embolo; e apparelho de mudanga de marcha.
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APPARELHO PARA APANHAR AS BRAZAS AQUAREIXA 65
Apparelho para apanhar as brazas (Locom.) — Ap-
pardi pour arréler le$ flammèchet. — Spark-catcher. —
Punkenfànger. — Especie de peaeira coUocada no alto das
chaminés. Ha algons apparelhos especiaeSi porém pouco
Qsados.
Apparelho para queimar a fumaga (Locom.) — Ap-
pareil pour bréler la fumèe, fumivore. — Smoke consuming.
— Rauchverbrenner. — Usado nas ostradas metropolita-
Das sQblerraneas.
ApproTagio dos estatutos ( idm.) — Approbation det
tiatius. — Statuti approbation. — Genehmigung der S(a-
ttOen.
Appro¥a$3o dos estudos (E. de F.) — Approbation
det itudes. — Survey approbation. — Genehmigung der Stu-
dien. Sem està approvando do governo nào póde ter co-
meco a construcQào da estrada.
Aquarella (Tech.) — Aquarelle. — Aquarell, limning,
water-colour-painting. — Aquarell, Gemàide mit Wasser*
farben.
Corea eenreiieleBAes das plantas e desenliofi de estradai
de ferro, em aquarella
STerras a escarar. • . Gomma-gatta.
( Cor de rosa, feita com
E8pa9oaaterrar...| ^^^.^^
Ì Tosca Cor de rosa, feita com carmim.
Decantaria. VermelhSo vivo de carmim. ^
D tii ilo ^ VermelbSo e nankin, e riscos mais carregados
" ( da mesma cor.
!Em elevalo. Terra de sienne fraca.
Em córte.. . . { '^^^^ ^® ■^®'*°® carregada com tra^os
*" ( de sepia.
/ Emelera^Eo. Aznl da Prassia, darò.
Ferrobatilo....Jgjj^^^y^^ ^^ ( A«nl da Prussia, claro com tra^os da
( '" ( mesma cor forte.
Dlooionario S
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66 AQUECEDOR
Cidades e viUas atraTes-
i Em elevalo. Azal da Prossia e carmim claro.
Ferro fQndido...< ^ , . ( Aznl da ProBsia com tra^s da meama
( .••• ^ ^^^ ^^^ forte.
i Em eleva^io. Gomma-gutta e carmim.
Bronze e cobre.< g .^ ( llesma cOr com tra^os de terra de sienne
f •••• ^ queimada.
/ Nankin fraco com o tra^
Edificios particolares. < forte em baizo e à di-
( direita.
EdifldoB pubUcos ... MesmatìnU, mai. torte
( e tambem os tra^os.
sadas por estradas ^ pgrte do edifidio qae ( Amarello sobre o fondo
tem de recaar ( cinsento das caaaa.
f Parte da via sobre a^
qual tem de avanzar > Cor de rosa claro.
as coDBtrac^es )
Terras lavradas. — Gomma-gatta, carmim, um poaoo de nankin.
Terras bnmidas. — A mesma cOr repassada de acni fraco.
Vinbas. — Nankin, carmim, sepia, azol da Prossia em pouca qnantidade.
Prados. — Azol e gomma-gatta, dominando a primeira.
Florestas e Bosqnes. — Mesmas tintas, predominando a gomma-gatta.
Pomares. — Verde e amarello entro o dos prados e o das florestas.
Terras em poosio. — Verde claro com toqaes de amarello e carmim.
Capoeiras. — Verde e amarello claros.
Terras incoltas. -— Verde e carmim claros
Arèas. — Gomma-gatta e carmim.
Terrenos estereis. — Verde bago, feito de azol, gomma-gatta, sepia e
nankin, com claros de azal oa do c6r de arda.
Vazas. — Nankin com nm poaco de carmim e sepia.
Prados bomidos. — Azal paro e claro sobre a cor dos prados.
Pantanos — Verde prado para as partes seccas, e azal para as molhadas.
Lagòas. — Azal e malto poaco nankin.
Bios, rìbeiros e lagòas. — Azol da Prossia poro.
Mar. — Azol com om poaco de gomma-gotta.
Àquecedor [de carros de passageiros]. (Tech.) —
Chaufferette. — Foot-Warnier, foot stove. — Fusswàrmer,
Feuerkieke. — Nas estradas de ferro do Brazil, o àquecedor
nao tem emprego. Goscbler Irata detalbadamente d'este
assumpto, em sua importante obra sobre estradas de ferro,
referindo-se às linbas européas.
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AQUECER ARAME DE IATXO 67
Aquecer (Tech.) — Chauffer. — To heal. — Heizen,
wàrmen.
Aquecimento da agua de alimentagSo (Mach.) —
Chauffagedereaud'alimentation. — Heating ofthe feed-water.
— Vorwàrmen de$ Spei$ewas$ers.
Aquecimento das estagdes (E. de F.)—Chauffage de$
gares ou stcUions. — Statiom heating. — Heizung der Bah-
nhofslocalitàlm. ladispensavel nos paizes frios.
Aquecimento por meio de areia (Tech.) — Chauf-
fage au sable. — Heating by sand. — Warmsandheizung.
Aquecimento por meio do gaz (Tech.)* — Chauffage
au gaz. — Heating by gas. — Gc^heizung.
Aquecimento por meio do ?apor (Tech.) — Chauffage
à la mpeur. — Heating by steam. — Dampfheizung.
Aqueducto (E. de F.) Boeiro, em Portugal.
Ar (Tech.) — Air. — Air. — Lufl.
Ar comprimido (Tech.) — Air comprime. — Com-
pressed^ir. — Camprimirte Lufl. — ar comprimido tem
sido Yantajosamente applicado corno motor de locomotivas
e de perfaradores de rocha. Presta ausilio extraordinarlo
aos trabalhos de faodaQSo de pontes; e serve para ventilar
OS tunneis extensos, onde sempre o ar està mais ou menos
viciado. — [Vide : Locomotiva de ar comprimido].
Ar viciado (Tech.) Air vide. — Foul air.— Schadliche
Luft.
Arabescos (Arch.) — Arabesques. — Arabesk. — Arabeske.
Arame de ago (Const.) — FU d^acier. — Sted-wire.
— StaUdraht.
Arame de ferro (Const.) — FU de fer. — Iron wire.
— Eisendraht. — arame de ferro farpado é muilo usado
para cercas de estradas de ferro.
Arame de lat3o (Const.) — FU de laiton. — Bras^
swire. — Mesnngdrahtj TombcMraht.
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68 ARBITRAMENTO ARCHITBGTURA
Axbitramento (Adm.) — ArbUrage. — Arbitration. —
Schiedsspruch.
Arbitro (adm.) — Arbilre.— Arbiler. — Schiedsrichter.
Aranha ou enclicpietagem (Mach.) — Dédic, dent de
loup. — Paul, pa^f poli. — Sperrklinke^ Stellklinke.
Arcada (Arch.) — Arcade. — Arcade. — Arcade. —
Sèrie de arcos, assentados sobre pés-direito oq columnas,
susteotando a parte superìor de am edificio. Muito applicada
DOS porticos de esta^Oes e tambem nos grandes armazens.
Aos encontros de orna arcada coDvem dar-se espessura qua
resista ao peso dos arcos e aos empuxos lateraes. Os pi-
lares ou pés*direito devem resistir sómente ao peso, porque
OS empuxos horizontaes se destroem mutuamente, desdo
que é mesmo o peso de todos os arcos.
Architectnra (Tech.) ArchUccture. — Architeclure. —
Baukunst, Archiledur. — A archilectura dos ediQcios das
eslradas de ferro deve ser sìmples, modesta, economica,
elegante e apropriada.
Gitemos, corno precetto utillissimo, as seguinles pala-
vras de Emilio Level :
<( Les chemins de fer ont une architecture propre ;
mais ce n'est point par le détail mesquin de jeux de cor-
niches, d'ornementations imperceptibles, que doit étre
exprimé Timposant appareil du commerce et de l'industrie;
c'est par l'ensemble et Tharmonie des masses Une seule
impression reste au voyageur et se photographie dans sou
souvenir, celle de la proportion generale ; les détalls, il
n'a pas le lemps de les percevoir. Aussi aurait-on le plus
grand tort de s'y arréter et d'y consacrer la moindre
somme d'argent. Dorénavant, l'amour propre de l'ingénieur
ne consisterà plus à élever de superbes édifices, mais seu-
lement à rechercher, par tous les moyeos possibles, le boa
marche absola. »
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ARGHTTRAVE ARGO 00
Architrave (Arch.) — Architrave. — Architrave. —
Architrav, — Parte inferior do enlablamealo. Biffare con-
forme a ordem a que perlence.
Archivolta (Arch.) — ArchivoUe. — ArchivoU. — Archi-
volte. — Arco composto de molduras mais ou menos com-
plicadas ; contorna ex terna mente as aduellas da abobada
e termina sobre as impostas.
ArchÌYO (Adm.) — Archive. — Ardiive. — Archive.
Archivista (Adm.) — Archiviste. — Archivisi. — Ar-
chivar.
Archete (Tech.) — Flambeau. — Torch. — Fakel. —
Haito empregado nos trabalhos noctarnos.
Arco (Arch.) — Are, arche. — Arch, arching. — Bogen,
Maver Bogen. — Abobada que cobre um espago de pe-
queno fundo. Arma^ào curvillinea de ferro ou madeira
deslinada a cobrir am espaQO.
EmPUXOS DOS ARGOS :
T'- ir'sen^pX
K»X2(2-co,.p)-K»(l-co,.p)-1^4^-^
^ K (2 — C08. p) + l - 2 coi. p ^
empoxo vertical é igual ao peso do arco e da sobre-
carga. ^
Seudo : T\ empuio horìzonlal do arco com sobre-
carga; T, empuxo horizontal do arco sem sobre-carga;
A, empuxo horizontal devido à sobre-carga; &, angnloque
a junla, sobre a qual quer-se calcular o empuxo, faz com
a verllcal; r, raio do intradorso do arco; K, quociente do
raio do extradorso pelo raio do intradorso ; W, peso da
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70 ARGOS DE FEERO ARCO INVERTIDO
unidade de volarne da materia que compOe o arco; A,
altura da sobre-carga; W\ peso da unidade de volume da
sobre-sarga.
Sobre o tra^ado dos arcos, vide : Sonnet, Diaionnaire
de Mathématiques appliquées.
Arcos de ferro (Const.) — Arcs m fer. — Iron arches
Eisen Bo-gen. Formulas de Molesu)orth :
_ LS. _. S* ,
T = -g^ V=-^....emgeral.
t = y T* + P
Sendo : T, esforgo no centro do arco; (, esforgo em
um ponto x; L, peso total do arco; l, peso entro o centro
do arco e o ponto x; V, seno verso; S, vào do arco.
Arco alteado (Arch.) — Are exhaussé, are surhaussé.
— Surmounted arch. — Gehursiete; gestelzte, uberhóhle
Bogen.
Arco apainelado (Arch.) — Are en anse de panier. —
Basket-handle-arch Corbbogen, Gedrùckter Bogen. — E' o qne
mais convém às pontes de pedra.
Arco composto (Arch.) — Are eomposé. — Compound
arch. — Gemisehte Bogen.
Arco de arrimo, de descarga cu de reforgo (Const.)
— Are de soulènemerU^ are en décharge. — Believing-areh.
— Emlastungsbogen .
Arqp d? descarga (Const.) — Are em décharge. —
Discharging-areh. — EnUaslungsbogen.
Arco de pùa (Ferr.) — Vilebrequin, vrUle à argon. —
Fly-drill, Crank-brace. — Brustleier, Faustleier.
Arco invertido (Const.) — Are à Venvers. — Inverted
arch. — Um^gestùrzter Bogen. — [Vide : Abobadas inver-
t%da$].
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ARGO DE ORGULO -
•AREA
71
Arco de circulo [ComprìmeDto do — de raio R e cor-
respondente ao angulo a.*"] :
e = 0.0174582926 a R.
Sondo : G, comprimento.
TABELLA DOS GOMPRIMENTOS DOS ARGOS PARA RAIO 1
!•
0,017458292520
1'
0,000290888909
1"
0.000004848137
!•
0,084906585040
2'
0,000581776417
2"
0.000009696274
8-
0,052859877660
8'
0,000872664626
8"
0.000014644410
4*
0,069818170080
4'
0,001168552885
4"
0,000019392547
6*
0,087266462600
5'
0,001454441048
6"
0,000024240684
6*
0,104719756120
6'
0,001745829262
6"
0.000029088821
r
0,122178047640
r
0,002086217461
7"
0,000033986958
8*
0,189626840160
8'
0,002827106669
8"
0,000088785094
9*
0,167079682679
9'
0,002617998878
9"
0,000048638281
Arco pieno (Arch.) — Are en plein cintre. — Perfecl
arch, iemidrcular arch. — Halbkreisformige Bogen, Rundbo-
gen, volle Bogen.
Arco rampante (Arch.) — Are rampant. — Rampant
arch, rmng arch. — Einhùflige, geschobene,sleingende Bogen.
Arco esconso (Arch.) — Are biais. — Asken arch,
skew-arch. — Schiefe Bogen.
Ardosia (Const.) — Ardoise. — SlcUe. — Schie fer Stein ^
Schiefer, — ^Tém lido applicagào em coberturas de ediflcios.
As ardoslas empregadas n'esse misler tèm para espes-
sura 0",003. peso de um melro quadrado desia cobertura
éde 25 kilos. A inclina^So dos telhados de ardosia deve ser
de fb" a 30^ A estagào de Jequitaia, na Estrada d» Ferro
da Bahia ao S. Francisco, é coberta com este material.
Area (Tech.) — Aire. — Area. — FlàcheninkaU^ Fla-
chenraum.
Areas DE FiGURAS PLANAS E cuRVAS. — Triongulo .
A =
base X altura
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71 ARfiAS
Omdrado: k^=a^. Seado: a Jado do quadrado.
Rectangulo :A = aX&; a eb lados do rectangulo.
Polygono regular qualquer:
A = -5-a«Xcotg.4 A=^E^X8en.^
4 n M n
A = nr^ tg. — A a= -jT nar
a = 2B8eii. ~ = 2rtg.-^ = 2 I / ^ r.
« « \/ f^ cotg. —
Sondo: a, lado do polygono; n, numero de lados do
polygoDo; R« raio do circulo circamscrìpto ; r, raio do
circulo inscrìptoj; A, area do polygono.
Circulo:
e*
A = jcr» = ^
Seodo : r, o raio ; e, a circumferencia.
Segmento de circulo :
A = Y (^ n — Ben. «) •= y (0,017463298 a - sen. tf)
5» + f>
Sendo : a, angulo centrai em gràos ; i = V2 corda ;
f, flecha ; r, raio.
&ctor cif ctrfar :
Parabola
A = 5^ Jtr» « 0,00872665 ar»
A-|5/
Sendo : 1, corda ; f, flecha
£Htpie; A=c6x. Sendo: e e 6, semi-eixos.
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AREAS EQUIVALENTES 73
Cylindro (soperflcie carva) : A=2xrft. Sendo : /i=al-
lura ; r, raio,
Cone : A = Tcr |/ r^ + h^ = -Krs. Sendo: «, lado do cone.
Tronco do con«: A=«ir(R + r), Sendo: i, lado do
tronco; R, raìo maior; r, raio menor.
Egphera: A=4wr^. Sendo : r. raio da esphera.
Calotte: A = 2xrfe. Sendo: A, altura ; r, raìo.
Zona espherica : A = 2xr/i.
Areas equivalentes — Nos calculos de cuba^ào, afim
de facilitar o Irabalho da avaliagào das areas, reduz-se
OS polygonos a triangulos equivalentes.
Sopponhamos quadrilatero ABCD (Fig.ll). Una-se a
ponto D ao ponto B e pelo ponto G tire-se urna parallela a DB
qua no ponto E corlarà o prolongamento de AB. Ligue se o
ponto E ao ponto D. triangnlo AED terà urna area equi-
valente ao quadrilatero ABCD. Temos : ABCD=ABD+BCD
e AED= ABD + BED.e tirando-se do ponto C a perpendi-
cular CH sobre BD, vé-se que os triangulos BCD e BED
s3o equivalentes por terem a base commum e a mesma
altura ; logo : Area ABCD = area AED.
B
Fig. 11 — Ireas eqiiÌTal«ntM.
Na pratica as linhas cbeias da figura sao tragadas a
nankin, as pontuadas a carmim, e as ponlilhadas podem
ser dispensadas, sepdo apenas marcado o ponto E com o
auxilio de um esquadro.
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71 AREAS DOG PERFIS TRANSVERSAES
Reduzir um polygono irregtdar qudquer a um triangtdo
de area equivalente.— Temos o exagono ABCDEF (Fig. i2).
Por D tire-se urna parallela i recta imaginariaCE^e marque-
se ponto H na recta EF ; uDindo-se esse ponto ao ponto
C, exagono ficarà reduzido ao pentagono ABGHF. Por H
lire-se orna parallela a CF, que cortarà o prolongamento
de AF em L. Ligando-se este ponto ao ponto C, ficarà o
pentagono ABGHF reduzido ao quadrilatero ABCL. Final-
mente, pelo ponto C, tirando-se urna parallela à recta
imaginaria LB, cortar-se-ha o prolongamento da linha AB
no ponto M; e unindo-se esse ponto ao ponto L, o quadri-
latero ABCL ficarà reduzido ao triangulo de area equiva-
lente AML.
Areas dos perfis transversaes [AvaliagSo graphica
das — ]. — Enconlra-se na Revista de Estradai de Ferro^
de mar^o de 1886, o seguinte trabaiho do engenbeiro G.
B. Weinschenck :
« Os perfis transversaes sào geralmente reduzidos a
triangulos, dos quaes se medem a base e a altura, cujo
semi-producto dà a area.
Ha porém outro processo, que dispensa todo o calcalo
numerico :
Reduzido o perfll a um trapezoide cdef (Fig. i3), tome-
se no compasso um multiplo da unidade de madida em-
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AREAS DOS PERFIS TRANSVEUSAES
75
pregada, v. g. : 20", e de um dos cantos, por exemplo e.
descreva-se um arco de circulo.
^Fig. 13. — AvalU^So graphics das areM.
Tire-se a tangente TT a]este circolo, passando pelo
canto, diagonalmente opposto, e; tire-se ec, e pelos outros
cantos defdiS linhas M e ff parallelas a ec, e 10 ve-
zes comprimento d'f dà em metros qaadrados a area,
por que :
Area cdef= f'd'e = 1/2 fi x 20 = 10 fd\
Quando o raio a R do circnlo é maior do que ec, nSo
se póde tramar a tangente; porém, n'este caso, reduz-se o
raio, por exemplo, à metade, e entào a metade da linha
/^d'XlOdarà a area. '
Fig. 14 — AvaliftfSo graphica daa areM.
Determina-se tambem a area descrevendose (Fig. 14)
de d, com um raio 20 vezes maior que a unidade, uro
circulo, marcando-se n'elle um ponto f e tirando -se /jT
parallela à diagonal ec.
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76 AREAS (4TAUACX0 dab— )
Dez vezes a anteprojec^So ec da diagonal te sobre fi
de a area da Fìg. tijt^.
Fig. 16 -- ÀTulia^io graphica dts «reM.
Nos quadrilateros enlrelacados (Fig. 15], a conslruccào
mais abaixo dà a differenza das areas dos dous triaogulos
c/t e dei; està differenga =^^10 d/' ; emquanto que a area
de cada uro é representada por 10 x af e iOxad'.
Julgamos dispensavo! a demonstra^ào d'estes processos
por ser facillima. erro que se commetle por elles nào
excede ao limite admissivel e é inferior ao do processo
geralmente usado, tendo a vantagem de serem menos sq-
jeitos a erros e mais expeditos. »
Areas [Avalia^ao das areas extremasdas seccdes Iraos-
yersaes] :
A «= (/ + «A) A + 7 i Y r; ; . i,
^ ' 4 C08. (a — ^)co8.(a + ^)
Seiido : A, area da sec^o ; a, angulo do talade ;
6, angulo da inclinacao do terreno ; I, largura da pla-
taforma da estrada ; A, cota vermelha ; n, rela^ào da base
para altura do talude. Està formula foi empregada pelo
conselbeiro C. B. Ottoni para calcolar o movimento de
terras da estrada de ferro de Porto* Alegre a Uragoayana.
Outra formula muito empregada : A = Ift + nA\
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AREAS (ridocqXo das-*)
77
Areas [Reduc^do das — extremas dos prìsmas a tra-
pezios regulares, segundo o engenheìro Hermillo Alves].—
modo pratico de empregar o processo de reduccào das
areas extremas dos prismas dos trapezios regalares nos tra-
balhos de avaliacào de movimento de terras é o seguinte :
Prolongam-se os doas lados AC e BD (Pig. i6) qae limi-
lam laladamento dos cortes ou aterros, até o cruzamento
Fiff. 16 — B«diie^o dftfl anat » trtpetiot.
em 0. Faz-se centro n'esle ponto e com o raio OC (o
menor dos dous lados) marca-se sobre OD o ponto K. Com
am pequeno esquadro levanta-se ama perpendicular em E,
e com uma escala de reduzidas dimensOes determina -se o
meio de OD. Fazendo-se centro n'esse ponto, qaejna fl-
gura està marcado por um pequeno circulo, e com o raio
igaat à metade de OD, determina-se o ponto G. Com o
raio OG murcam-se, finalmente, os ponlos E e F, por onde
se faz passar a linha EF parallela à base AB ; e assim
obtemse o trapezio regular ABFE, que, comò se ve pela
demoDStra^ao, é equivalente ao primitivo ABDC.
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78 ARE4S DOG PEEtFIS TRAN3TERSÀES DAS ESTRABAS
Dbmonstra(ao : — Comparando na figura os dous tri-
angalos OGD e OGK, o prianeiro rectaogular em G e o se-
gando em K, ler-se-ha :
OD OG
OG " OK
ìstoé, OG sera urna mèdia proporcional entre OD e OK
eOG* = ODxOK (a).
Comparando depoìs os dous outros triangulos OCD e
OEF e comò dous triangulos que tém um angulo commum,
estao entre si comò o producto dos lados d'esse angulo,
ter-se-ha :
OCD oc X OD
OEP OE X OF
mas : OE = OF = OG comò raios do mesmo circulo e
OC = 0K, pelo que
OCD OK X OD
OEP Qoà
mas, sondo OG*=OKxOD (a), teremos : OCD=OEF
e supprimindo-se de cada um d'estes triangulos a parte
commum ÀOB, teremos finalmente ABCD=ABFE. Este
processo é mais rapido do que o geralmente usado de re-
duzir-se, por opera^Oes successivas, a seq^o a um trian-
gulo.jCom alguma pratica, consegue-se fazer a reducgao
de cada figura em menos de um minuto.
Areas dos perfis transvenaes das estradas. — For-
mulas do engenheiro Jorge Rademaker.
Sendo : x, a area do perfil ; y, a cota vermelha ; I, a
largura da estrada ; a, a inclioagào do terreno ; 6, o an-
gulo dos taludes da estrada com a horizontal.
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AREÀS DOS PERFIS TRANSVERSAES DAS ESTRADAS
79
!• Caso : perfU està lodo era corte ou em aterro.
Fig. 17 — !• OMO.
jr=-
tgb
Fazendo-se n'esta equa^ào a = 0, teremos :
/
x =
(r+Y*g-*)'
-ig.b
tg.b 4
2* Caso : Parte do perfU e$ti em corte e parte em aterro.
x =
Fig. 18 — 2» caso.
2tg.a(tg. ^— tg.a)
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80 AREA OU PATBO AREEIRO OU GAIXA DB ARQA
3 • Caso : perfU, corno no caso anterior, é triangtdar,
nmasmba$eé igud a largura da estrada. K o perfil
iutermediario enlre os dos primeiros casos.
_ /* te. a te. b
ià (tg. b'-tg.a)
Fig. 19 — 8* OMO.
E' necessario calcular o valor de y correspondente a
este perfl].
No triangulo EFB, temos : EF = EB tg. FBE ou
Àssim, quando y fór maior qne -^ tg. a, empregar-se-
ha a formula do l*" caso ; e, quando fór menor, empregar-
se-ha a do S*" caso.
Area ou pateo (Arch.) — Cour. — Court. — Hof. —
Deve ser calQado, cimentado ou revestido com asphalto.
Deve receber os raios solares e nào ter humidade.
Areeiro ou caixa de areia (Locom.) — Boite à sable,
sablien — Sand-box. — Sandbtichse. — Apparelho supple-
mentar da locomotiva. Composto de urna caixa (onde se
colloca a areia] com dous tut)os que descem ale porto dos
trilbos. macbinista por meio de uma alavanca dà ou
evita a sahida da areia. A caixa do areeiro compOe-se das
seguintes pegas : base, tope, tampa, corpo, valvola, ala-
vanca, barra da valvula e flange do cano. A areia usada
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AREEmO OU GAECÀ DE AREIA
81
pelas locomotivas, tem por firn augmentar a forga da adhe-
reDcia ; deve ser la vada, peneirada e enxuta em appare-
Ibos especiaes ; nào póde ser argilosa, nem conter gr^os
de mais de 0*,008 de lado. areeiro assenta sobre a cal-
deira ; quasi sempre junto à chaminé. Em geral as loco-
molivas sào dotadas de um so. Algumas, porém, corno as
empregadas em servi^os de roanobras nas estacdes, onde a
liDha està quasi sempre mais ou menos lubriflcada, pos-
saem dous (Fig. iO). E' nas rampas fortes e nos tanneis,
geralmente humidos, que maior numero de vezes o machi-
nista vé-se obrigado a lan^ar mào da areia, para a locomo-
tiva nào patinar. Nas passagens subterraneas o consumo
da areia sóbe a proporgOes elevadas ; Conche, referin-
do-se a este assumpto, consigna em seu importante tra-
balho — Voie, malériel rovlarU et eix^loiMion technique des
chemim de fer, as seguintes palavras : « Sur certaines li-
gnes à fortes rampes et à grand trafic, dans le souterrain
de Giovi, par exemple, onTemploie em masses telles qu'il
faut fréquemment débiayer la voie d'excès de sable que
la traction y a accumulò. A la traversée du SemriDg, la
coDSommation annuelle du sable s'élève à 2.000 mètres
cubes ».
"Fìg, 20 -^ Locomotiva com dois areeiros.
emprego da areia tambem serve para augmentar a
potencia dos freios, e facilitar as paradas do trem. Os ma-
chinistas devem com parcimonia fazer uso da areia, que
atirada aos trilhos em grande quantidade póde prejudicar
DlcoionArlo.
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Bì AREIA AREIAnNA
as pegas da locomotiva. Sobre as agulbas, nas entradas
das estagOes e nos comecos de ramai, jàmais deve ser
aberto o areeiro.
Areia (Const.) — Sable. — Sand. — Sand. — A em-
pregada na prepara(^o das argamassas deve ser de rio ou
de mina, tendo o grào fino e igual— de 0'",004 a 0",0005.
Deve tambem ser aspera ao tacto e isenta de materias
terrosas, vegetaes, mica, talco, etc. Convèm, sempre que
fór necessario, ser peneirada e lavada. No concreto empre-
ga-se areia mais grossa. seu emprego, no fabrico das
argamoisas, tem varios flns : ì% Subdividir a cai ou o ci-
mento. 2% Facilitar a combina^ào. Os intersticios proda^
zidos pelos gràos da areia dào franca passagem ao acido
carbonico, que penetrando na massa produz o carbonato
de cai. 3% Endurecer a argamassa de cai. i\ Filtrar a
agua contida na argamassa.
Classificacao das areias, segundo Vicat: — Àreia fina,
quando o diametro de cada grào nào passa de 0",001. —
Àreia médiaj quando nào passa de O"", 003. — Àreia grossa,
quando nSo passa de 0"',005. Acima d'este diametro, a
areia toma o nome de saibro. Vicat recommenda que nas
argamassas hydraulicas se empregue de prefereocia areia
fina, em falta d'està a mèdia e em ultimo caso a grossa.
Areia de Mina (Const.) — Sable de fouUle, sable de sa-
bUmnibre. — PU-sand. — Gruben Sand, gegrabene Sand.
Areia de rio (Const.) — Sable de rivih^e. — River-side^
sand.xr- Flussard.
Areia movediga (Const.) — Sable mouvant. — Skifling
sand. — Triebsand, Treibsand, Flugsand, Wellsand.
Areia viva ou guUosa (Const.) — Sable boulant. —
Quick-sand. — Schwimmsand
Areia fina (Const.) — SabUm. — Fine-sand. — Schemr-
sand,Tunehsand.
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AREUGROSSà ARGAMASSA 85
Areia grossa (Const.) — Gro$ mble. — Coarse-sand. —
Grobsand.
Arejar (Tech.) — Àérer. — To air. — Lùften.
Arenoso (Tech.) — SabUmneux. — Sandy, graveUy.
Sandig. — Que conlém areia.
Aresta (Tech.) — Aréte. — Edge, arris. ~ Kante.
Aresta viva (Arch.) — Vive aréte. — Full edge, tharp
edge. — Scharfe KarUe.
Aresta de abobada nervura (Arch.) — Aréte de voùte
— Groin. — Grat.
Argamassa (Censi.) — Mortier. — Mortai. — Mortela
Mauerspeise. — Pasta de cai e areia e algumas vezes ci-
mento e nnesmo barro, misturada com agua, servindo
para ligar as pedras.
Technologia das argamassas : Agua. Amassar a arga-
massa. Apagar a cai. Areia. Argila ou barro. Gal. Gal
apagada. Gal de marisco. Gal gorda. Gal hydraulica. Gal
magra. Cimento. Gèsso. Leile de cai. Péga. Pozzolana.
Tramar a argamassa. [Vide estas palavras].
Efpecificafóes para empreitadas de construc^So das
eslradas de ferro do Eslado :
« As argamassas serào sempre preparadas debaixo de
coberta eoxuta e em taboleirosde madeira. Sua Iritura^ào
e mistura deverào ser perfeitas, podendo o engenheiro-
chefe exigir, para tal fim, o emprego de apparelhos meca-
nicos, sempre que o ornamento da obra em que ellas tive-
rem de ser usadas exceder de 10:000^000. j
As argamassas serào compostas de cai e areia, cai e
areia e cimento, cimento e areia, e cimento puro (Arga-
massa de cimento puro. Argamassa de volumes iguaes de
cimento e areia. Argamassa de dous volumes de cimento
e tres de areia. Argamassa de um volume de cimento e
dous de areia. Argamassa de um volume de cimento e tres
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84 ARGAMASSA
de areia. Argamassa de um volume de cimento e qualro
de areia. Argamassa de volumes eguaes de cai e areia.
Argamassa de dous volumes de cai e tres de areia. Arga-
massa de uro volume de cai e dous de areia. Argamassa
de um volume de cai e tres de areia).
A cai sera de pedra, sempre da qualidade igual é da
melhor que houver. Qualquer porQào de areia, que a cai
coDliver em mistura, sera descontada do volume d'essa
cai e levada em conta na dosagem da argamassa que com
ella se tiver de fazer.
A areia sera de grào fino e igual de quatro millimetros
a ciuco decimillimetros de grossura, conforme o flm a que
fór destinada, a juizo dos engenheiros, aspera ao tacto e
perfeitamente expurgada de materias terrosas, mica, talco
e vegetaes.
Para que so se empreguem areias u'estas condi(des, o
empreiteiro as maudarà peneirar e lavar sempre que os
eugenheiros exigirem.
cimento sera da melhor qualidade a juizo dos enge-
nheiros, e segundoas necessidades da obra se empregarà ci-
mento de péga rapida, demorada cu medianamente rapida.
cimento sera uovo e nào deverà ter sido molhado,
recusando-se todo aquelle que depois de molhado houver
sido triturado para de novo ficar reduzido a pò.
cimento Portland de l*" qualidade sera empregado
de prefereucia nas obras, nào se admillindo cimento algum
que, ft5o comprimido, pese menos de 1.300 kilogrammas
por metro cubico, ou que deixe de residuo mais de 20 7»
de seu peso em uma peneira de 900 malhas por centime^
tro quadrado.
Se engenheiro-chefe entender conveniente sujeitar o
cimento a experiencias de resistencia, sera rejeitado tqdo
aquelle que, preparado puro em argamassa, apresente à
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ARGAMASSA 85
ruptura por tracQào urna resisteDcia iDferior a 18 kilo-
grammas por centimetro qaadrado, depois de sete dias de
féita a argamassa, a qual deve flcar immersa em agua du-
rante seìs dias. >>
Argamassas [composicào das — ] : Argamassa de duas
partes de cai, duas de barro e urna de areia :
r cai... 0-\584
1 metro cubico . . . < barro 0»\634
(areia , 0»\267
Argamassa de duas partes de cai, duas de fcarro, urna de
areia e urna de cimento :
!cal 0«»\444
barro 0»\444
areia 0"\222
cimento 0"\222
Argamassa de urna parte de cai e urna de areia :
, ^ ,. (cai 0"5,666
1 metro cubico. . . . < . ^ /^^«
( areia 0»^666
Argammsa de urna parte de cai e duas de areia :
. ,. (cai 0»\444
1 metro cubico ... < . ^ ,' ^„
( areia 0"^888
Argammsa de dvm partes de cai e tres de areia :
. .. (cai 0-5582
1 metro cubico.... < ^ ,' ^
( areia 0"^800
Argam>assa de urna parte de cimefUo, urna de cai e um>a
de areia :
/cai 0«\444
1 metro cubico. . . . | cimento 0"3,444
(areia 0«^444
Argamassa de urna parte de cim^ento e urna parte de areia :
- . , . ( cimento 0"S666
1 metro cubico.... < /.»•»/,/,«
( areia 0»5,666
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86 ARGAMASSA AEREA ARGAMASSA FLUIDA
Argamas$a de urna parte de cimento e dua$ de areia :
- . ,. (cimento 0"^444
1 metro cubico.... < ^-,\.«^
( areia 0"%888
Argamoisa de urna parte de cimento e tre$ de areia :
, . ,. (cimento 0»\888
1 metro cubico.... < . ,«iV^.^
( areia 1"»\000
Recommenda mos aos que desejarem minuciosas infor-
magOes sobre este assnmpto, a magnifica obra do enge-
nheiro Duquesnay : Calcaires, chaux^ dmsntSy mortier$.
Argamassa aerea {Ck)nsl.) — Mortier aérien. — Àerial
mortar. — Luftmórtel. — A que nào faz péga em obras im-
mersas.
Argamassa de péga lenta (Const.) — Mortier à pri$e
knte.-Slowly hardening mortar. —Langsam binderule MórteU
Argamassa de péga rapida (Const.) — Mortier àpri$e
rapide. — Quicldy hardening mortar. — Schnell bindende
Mórtel.
Argamassa de barro ou terra (Const.) — Mortier à
terre. — day mortar^ cob mortar. — Lehmmórtel.
Argamassa de cai e areia (Const.) — Mortier de
chaux et sable. — Mortar nuiid from lime and sand. — Kcd*
handmórtel^ Kàlkmòrtel.
Argamassa de cai e pò de tijoUo (Const.) — Mortier
à chaux et à chamotte. — Mortar made of lime and brick-
dust, — Ziegdmàdmòrtel.
Argamassa de cimento (Const.) — Mortier de cimsnt.
— Ciment mmtar — Cemmtmórtel. [Vide : Cimento].
Argamassa hydraulica (Const.) — Mortier hydrau-
lique. — Hydraulic mortar. — Hydratdische Mórter^ Wasier-
mórtd. — A que faz péga em trabalhos immersos.
Argamassa fluida (Consl.j — Codis. — Grout. —
Dìinne Fugennmtel. Serve para tornar juntas de pedras.
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ARGILA-
• ARO DE RODA
87
Argila (Const ) — ArgUe.— day.— Thon, Tópfererde.
— Tem grande applicagào no fabrico de tijolos, canos,
telhas, eie. [Vide : Barro],
Argola de ferro (que aperta o cabo do martello dos
ferreiros) (Ferr ) — Abras. — Helve'h4)op. — Taustring
des Hammert.
Armazem (E. de F.) — Hangar, magasin. — Store-
home — Magazin, Waarerdager. — Os soalhos dos arma-
zeos devem estar a l'',120 acima da superQcie dos trìlhos.
Convém aos armazens de mercadorias ter portas de correr
e plataformas em ambos os lados. As abas dos telhados
devem se proloogar e formar alpendres. A carga maxima
sobre o soaiho pode ser de 1*^,5 por metro qoadrado.
Armazenagem (Adm.) — Magasinage. — Store rent
— Lagerzim. — Nos regulamentos de todas as estradas de
ferro encontram-se instrucgOe^ relativas a este assumpto.
Aro de roda (E. de F,) — Bandage, bande d^une roue.
— Wheeirtyre, tire. — Radreifen, Bandage, Kranz. — An-
Fig. 91 — Aro d« roda.
nel de ferro ou ago, mnnido de rebórdo, que contorna as
rodas das locomotivas e dos carros. Ha sem rebordos.
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ARQUEAR ASNÀ DE TESOURA
Depois de um percorso de 15.000 a 35.000 kilometros,
segundo a qualidade do melai, os aros das rodas apre-^
seotam urna depress9o de 0",010. Convém detempos a
tempos passal-os no torno, aflm de ficarem planas as su-
perficies de rolamenlo. A largura dos aros deve ser no ma-
ximo de 0''J51 e no minimo deO'^.lS; e a espessara no
meio de 0"',04 a 0",06. [Vide : Conecidade da$ rodai].
Arquear (Const.) — Cinter. — To bend. — Biegen.
Arranca-estacas (Consl.) — Machine à arracher pieux.
— Stake-pdkr.-^Pilotenamziehmaschine. — Machina com-
posta de um cabrestante e algumas pe^s complementares.
Arrancamento de estacas (Const.) — Arrachement de
pieux ou pUotis. — Withdrawing. — Ausziehen.
Arranca-pregos (Ferr.) — Tire-clou^ arrache-clou. —
NaiUclaw^datCydaW'iJorench. — NagelamzieheryNùgdzieher.
Arrematagdes de servigos a cargo do ministerio
d'Agricultura.— Decreto n. 2.926 de 14 de Maio de 1862.
Arruela (Tech.) — Randeìle. — Washer. — Unterlgs-
Scheibe. — Annel de metal ou de outra materia.
Arruela do apito (Locom.) — Rondelle du sifflet d^a-
larme. — Whùtle washer. — Scheibe, Unterlagsscheibe, Bolz-
enblechy MuUerblechderpfeif.
Armala do eixo (Locom.) — Rondelle de Fessieu. —
AxU tree washer. — Axenrscheibe. — E' de ferro. CoUo-
cada no comedo da manga do eixo.
Articula$3o (Mach.) — Articulation. — ArticuUuion.
— Gele^k. — Ponto de uniào de duas pecas que tém mo-
vimento. Nas locomotivas as articula^des sSo feitas por
meio de pinos.
Articulado (Tech.) — Articulé. — Joinled, artimlated.
— Gelenkigy gelenkt.
Asna de tesoura (Const.) — Arbaletrier. — Principal-
rafler. — Hàngewerksstrebe, Bindersparren des Pfettendachs.
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ASPHALTO ASSENTAMENTO DA liNHA
— Pe^a inclìnada de urna tesoura de madeiramento. Às
duas asDas formam a tesoura, que sostenta a cumieirn, e
se apoìa sobre a linha ou nivel.
Asphalto (Tech.) — AsphaUe. — ÀsphaUum. — AsphaU.
— Mistura de calcareo bituminoso, alcatrào minerai e
areia. Emprega-se no revestìmento do solo, em pavimentos
terreos servindo de armazens, em pateos, etc.
Assemblèa geral de ama companhia (Àdm.) — As-
semblée generale d'une compagnie. — General meeting of a
company, — Generalver$ammlung einer Companie GescUschaft.
— Nas coropanhias de estrada de ferro, as$emhléa geral é
a reuniào de accionistas, na sède da companhia, em nu-
mero legai, regular mente convocada. A' assemblèa geral
compete : 1% Discutir e deliberar sobre contas e relatorios
da directoria e sobre os pareceres do conselho flscal ;
2% Eleger a directoria e o cqnselho flscal ; 3% Resolver
sobre todos os assumptos do interesse social.
Assentador de linha (E de F.) — Po$eur de voie. —
PUOe-layer. — Schienenleger. — Trabalhador que faz parte
da turma encarregada do assentamento da linha.
Assentamento da linha (E. de F.) — Pose de la voie.
— Laying the line. — Oberbavlegung. — Operagào que tem
por Gm assenlar o material Gxo de urna estrada de ferro,
observando-se todos os preceìtos de solidez e seguranga.
CompOe-se das seguintes operagOes parciaes : Distribuir os
dormentes ao longo da piata-forma. Fixar os trilhos sobre
OS dormentes. Àltear a linha, collocando-a de accordo
com as declividades estabelecidas para cada trecho. Socar
lastro junto aos dormentes, nas extremidades d'estes.
Puchar a linha, dando-lhe os aliuhamentos marcados no
projecto. Ligar os trilhos por meio das talas de juncgào.
Lastrar a linha de accòrdo com o perfil typo. Sobrelevar o
trilho exterìor nas curvas. Dar alargamento nas curvas.
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90 ASSENTAR A LINHA ATERRO
Concordar as deciividadcs/Assentar as agulhas, gyrado-
res, etc. Quando a linha è de Irilhos de dupla cabega,
enlre a 1' e 2* operacào, assentam-se as almofadas.
Em um dia de 9 a 10 horas de servico podem ser assen-
lados 500 melros de via permanente, havendo na turma o
seguinte pessoal : 1 meslre de linha, 16 trabalhadores para
transportar Irilhos, 4 para furar dormenles, 4 para parafu-
sar as talas, 8 para pregar os grampos, 1 feilor para nivelar
a linha, 15 trabalhadores para socar o lastro sob os dor-
mentes, e 15 para lastrar os intervallos enlre os dormentes.
Assentar a linha (E. de F.) — Poser la voie. — To
lay down the raUs, — Schinen oder Oberbaulegen.
Assoalhar (Consl,) — Plancheyer.—Toplank. — Fuss-
bodenbeìdeiden, Fmsbodeììlegung . — Assentar o soalho.
Astragal (Arch.) — Astragak. — Astragai. — Astra-
gal, Halsring, Reif, Ring, Stab. — Moldura do entablamento
de urna ordem architectonica.
Atarrachar (Tech.) — Visser. — To screw. — Eimch-
rauben, zuschraubeny anschrauben. — Abrir rosea em um
cylindro de metal, para servir de parafuso.
Aterro (E. de F.) — Remblai, terrassement. — Embank-
meni, earth-bank. — Erddamm, Shuttdamm, Auflrag, Aufs^
chùtttmg. — A formagào de um aterro depende muito do
terreno em que elle assenta. Si oste é solido bastante e
tem pouca inclinaQào transversai, forma-se o aterro por
meio de camadas successivas e da mesma espessura. Com
as chwas dà-se o recalque das terras e flca o trabalho
seguro.
Quando, porém, o terreno dà de si, nào aguentando o
peso do aterro, vaese deitando terra até que cessem os
abatìmentos e flque o aterro na altura necessaria. Ha casos
em que toma-se indispensavel formar no terreno uma
plataforma de troncos de madeira ou galhos de arvores,
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ATMOSPHERA 91
Oxada ao sólo por estacas, e sobre ella assentar o aterro.
Quando o terreno tem grande inclinaQào transversai, fazem-
se degràos no solo e sobre elles, entào, assenta-se o aterro ;
està precaugào evita os escorregamenlos. Deve o engenheiro
fazer sempre o possivel para que o aterro Qque ligado flr-
memente ao solo. Quando o terreno é humido, convem
dessecal-o por melo de poQOS lateraes ou vallas, fora dos
pés dos taludes, cbeios de pedras, formando unoa especie
de drenagem, para depois erguer-se o alerro por meio de
camadas successivas e parallelas. Muitas vezes é indispen-
savel escorar os pés dos taludes por meio de estacas de ma-
deira. Na estrada de ferro de Santo Amaro os aterros sào
consolidados deste modo.
Na forma^àodos aterros deve se evitar : lodo, lurfa,
terra vegetai, emfim, todos os materiaes que com facili-
dade impregnam-se de agua.
engenbeiro quando projecta uma estrada de ferro
deve fazer o possivel para que haja compensa^ào entre
os aterros e os cortes. Quando a terra das cortes nào
ebega para formar os aterros, fazem-se empre$timo$ ; e,
no caso contrario, bavendo excesso de terra, fazem-se
depositot. alarga mento dos cortes é sempre o emprestimo
preferivel, quando nào ba grande transporte; quando o
corte é baixo e extenso convem fazer-se os emprestimos
lateraes ao aterro. [Vide: Terraplenagem]. Os aterros devem
ser feitos com materiaes isentos de troncos, raizes e ramos
de arvores. •
Nos aterros formados de terras muito arenosas, convem
revislir os taludes com uma camada de 0",15 a 0",30 de
terra vegetai. [Vide : Talude$ e descarga de terras],
Atmosphera (Tech.) — Àtmosphhe.'- Atmosphere. —
Atnmphdre. — As locomotivas em geral marcbam com a
pressSo de 8 a 10 atmospheras.
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92
ATigADOR ATTRIBUigOES
CoiiTersio de pressdes em atmospherss
X3'
Kilogramma
Libra» ingle-
Golamn»
Colnmna
Temperai, do
§.
por
sas por
de U^renrio
X/ V« l&UAlAf.
▼apor d'agna
1
centimetro
qaadrado
pollegada
qnadrada
em
millimetros
d ainia ein
millimetros
t>m gràoa
centigrados
1
1 083
14.7
760
10.83
100.1
2
2.066
29.4
1520
20.66
121.4
8
8.099
44.1
2280
30.99
135.1
4
4.182
58.8
8040
41.32
145.4
5
5.165
73.5
8800
51.65
153.1
6
5.198
88.2
4560
61.98
160.2
7
7.281
102.9
5320
72.81
166.5
8
8.264
117.6
6080
82.64
172.1
9
9.297
182.8
6840
92.97
177.1
10
10.880
147
7600
103.80
181.6
11
11.868
161.7
8350
113.63
186.0
12
12.896
176.4
9120
123.96
190.0
18
18.429
191.1
9880
134.29
193.7
14
14.452
205.8
10640
144.62
197.2
15
15.495
220.6
11400
154.95
200.5
16
15.528
285.2
12160
165.28
203.6
17
17 561
249.9
12920
175.61
206.6
18
18.594
264 6
13680
185.94
209.4
19
19.627
279 3
14440
196.27
212.1
20
20 660
294
15200
206.60
214.7
21
21.693
308.7
15960
216.93
217.2
22
22.726
823.4
16720
227.26
219.6
23
23.759
888.1
17480
237.59
221.9
24
24.792
852.8
18240
247.92
224.2
25
25.825
867.6
19000
258.25
226.3
80
80.960
441.0
22800
309.90
2B6.2
Atigador (Mach) — Tisonnier, pique-feu. — Poker. —
Feuereiseriy Schiireism.— Especie de garfo de ferro coni que
foguisla aviva o fogo, revolvendo o combustivel.
Ati$ar fogo (Mach) — Pousser le feu, — To kindle
the firef^— Dos Feuer schùren. — Operacào pralicada pelo
foguista, quando a pressào do vapor està abatendo.
Atrazo na circulagSo dos trans. — E' expressamente
prohibido aos machinistas, ainda em caso de atrazo, aug-
mentar a marcha regolamentar dos trens.
Attribuigdes (Adm.) — Attributions. — Powers.— Gè-
bahrkreisj Attribute. — As atribuigOes do pessoal das es-
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ATTRITO AVANgO ANGULAR 05
tradas de ferro acham-se descriminadas em regulamentos.
especiaes para os diversos cargos.
Attrito (Tech.) — Frottement. — Rubbing, friction. —
Beibung — Porga qua se desenvolve enlre dous corpos
qoe se eDContram, e que aetùa taDgeDcialmente à superficie
de contacio, ofTerecendo certa resistencia ao escorregamento
de um dos corpos sobre o outro.
Coeffleientes de attrito
Alyenaria de pedra Becca 0,6 a 0,7
„ com argaroassa homìda 0,74
Madeira sobre pedra cerca de 0,4
Ferro lobre pedra 0,7 a 0,3
Madeira sobre madeira 0,5 a 0,3
Madeira sobre metal 0,25 a 0,15
AlTenaria sobre argila secca ; 0,51
Alvenaria sobre argOa bumìda 0,33
Terra sobre terra 0,25 a 0,10
Terra sobre terra, areia secca, argila e terra
misturada 0,38 a 0,75
Terra sobre terra, argila bumida 1
Terra sobre terra, argila molbada 0,31
Terra sobre terra, seixos e cascalbo 0,81 a 1,11
Attrito de escorregamento (Tech) — Frottement de
gli$9ement. — Friction ofsliding. — Gleitende Reibwng.
Attrito de rolamento (Tech) — Frottement de rovk"
meni. — Friction ofrolling. — Wàlzende, roUende Reibung.
AutorisagSo (Adm.) — Autorisation. — Licerne. —
BeunUigung. •
AvaliagSo (Adm,) — Évaiuation, estimation. — Esti-
nìote. — Schàtzung, Abschàlzy/ng. — As avaliagòes sao
feitas por peritos de reconhecida idoneidade.
Avango angular (Loc.) — Numero de gràos em que
se anticipa a marcha do excentrìco, da marcha rela-
tiva do embolo. Produz maìor espansào e economia.
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U AVAWgO DA GAVETA AVENTAL DA MACHINA
Avango da gaveta (Locom.) — Avance du tiroir. —
Lead ofthe slide. — Voreilen de$ Schiebers. — Adiantamenlo
do movimento da gaveta em relagào ao embolo.
Avango linear (Locom.) — Avance lineaire. — Linear
advance. — Geradlinieger. — Vorlauf. — Projecgao do arco
que mede o avanco angular.
Avaria cu damno (Tech.) — Avarie, domnuige. — Ave-
rage, damage.— Haverie, Schaden — Nas locomotivas em
marcha as mais frequentes sào: — Avaria dos eixos. Dà-se
geralmente no espaco de calcagem (portée de caiogfej^quando
eixo é recto; e no cotovello, quando é de manivella. A
avaria n'um eixo motor ou conjngado obriga a machina a
parar. Sondo n'um eixo conductor, obriga a machina a
marchar lentamente (depois de ser erguido o eixo avariado)
ale à primeira estagào. — Avaria dm roda». Quando uma
roda se descalga do eixo, convém nào continuar com a
machina em marcha. mesmo se deve fazer quando se
dà ruptura n'um dosarosdas rodas. — Avaria dos excentri -
COS. Quando se rompe um celiar, continua-se a marcha da
machina, até à primeira estagào, trabalhando sómente um
cylindro. — Avaria das molas e da suspensào. E' rara e pe-
rigosa. A machina tem de parar, quando se dà. — Avaria
dos tubos. Dà-se frequentemente. machinista por melo de
tampòes obstrue o tubo avariado, aflm de que a agua da
caldeira nào tenha sahida. — Avaria dos embolos. Quando
produz grandes fugas de vapor, a machina nào póde func-
cionat embolo tem de receber concerto, o que so se faz
na ofQcina e, portante, a machina ha de ser rebocada. —
Avaria na gaveta. Produz fugas de vapor; e muitas vezes a
gaveta nào funcciona por causa de algum corpo extranho.
E' necessario, n'este caso, esperar a machina de soccorro.
Avental da machina (Locom.) — Tablier du tender. —
Hinged pUUe beteween the mgine and tender. — Briicke des
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AVISO OU PORTARIÀ BADAME d5
Tenders. — Chapa de ferro que serve para cobrir o espago
eiistenle entre a machina e o tender, e permittir pas-
sagem segura aos foguìstas. E' presa à machina por meio
de dobradigas.
Aviso OU portaria (Adm.) — Avis. — An order signed
by a minister. — Ministerialerlass. — Acto do governo as-
signado pelo ministro.
Aza de cesto (Arch.) — Anse de panier. — Basket-
handle-arch. — Korbhenkelbogen. — Arco composto tragado
com um numero impar de raios.
Aza de um edificio [Vide: Architectura]. — Aile. —
Wing. — Flùgel — Porgào em saliencia é direita e à es-
querda da face prìncipal de um edificio.
Azeitar, lubrificar com azeite (Mach.) — HuUer. —
To oU. — Oelen. [Vide : Copos d& azeite].
Azimuth (Tech.) — Azimuth. — Azimulh or Bearing.
— Azmuth. — Angolo que urna horizontal qualquer fórma
com plano vertical que passa pelo eixo magnetico da
agulha. — [Vide : Exploragd4)].
Azinhavre (Tech.) — Verdet, vert-d^-gris. — Verdigris.
— Grunspan. Camada esverdeada quo se fórma sobre o
cobre; oxydo de cobre.
Azul da Prussia (Tech.) —Bleu de Prusse, bleu de
Berlin. — Prussian blue. — Berliner-blau.
B
Badarne (Ferr.) — Bec-£àne. — Kind of chizel, mor-
tize chizel. — Meissel, Stemmeisen. — Ferramenta de car-
pinteiro ; especie de formào.
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96
BAGAGEM BALANgA DAS MOLAS
Bagagem (E. de F.) — Bagage, — Baggage. — Gepàck.
— Nas larifas de todas as eslradas de ferro enconlram-
se detalhadas instruccOes sobre bagagens.
Bagueta (Arch.) — Baguette. Saguete. — Stab, (Vier-
tel-Hdb). — Moldura architectonica.
Bailéo (Const.) — Andaime suspenso. Emprega-se
quando a altura da obra nio permìlte prumos. E' formado
de taboas e cordas.
Baixas na linha (E. de F.) — Tassements. — Settlings.
— Senken, Setzen des Oberbauss. — DepressOes na piata-
forma da estrada, produzidas pelas chuvas. [Vide : Alteor
mento da linha].
Balanga (Tech.) — Balance. — Balance^ scale. — Wage.
— Apparelho de pesar.
Balanga de contra-peso (E. de F.) — Pont à bascule, 6a-
lance-bascule. — Weigh-bridge. —
Bnkkenwagi% Si ì tf^isfìumge . — ^Nas
estacùes de mcrcadorias ha balan-
fas eni que a simplex passagem da
carga pelo estrado, faz corri qtie o
peso fìque registrailo no mostrador
graduado. A figura 22 represeuta
apparelho do syslema Dujour,
que nào passa de um forte dyna-
mometro. Ila outras balanps de
contra-peso ; està, porem, recom-
III menda-se por ser automatica-
w
^
m
Fig. 22 — BalaD9a de contra-peso do systema Dujour,
Balanga das molas (Locom.) — Balancier des res-
sorts. — Springs balance levar. — Balancier der Trag-
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BALANCIM BALAUSTIUDA 97
Federn. — Pega da locomotiva americana ; tem por firn
equilibrar a tensào das molas. E' de ferro em barra.
Por meio de urna chavela fica ligada, — pelo centro
— a um supporlo, sondo este fixado ao longerào. — A's
extremidades da barra prendem-se tirantes, tambem por
meio de chavetas, que recebem as extremidades de duas
molas.
Balancim (Mach.) — Balancier. — Side-lever, balance,
beam — Balancier ^ Wagdfalken^ Wagbaum.
Balango da distribuigio (Locom.) — Balance de la
distribulion. — Rocker arm. — Schieberarm. — Em cada
lado das locomotivas americanas enconlra-se um destes
balangos — Eixo de reduzidas dìmensOes, contendo duas
manivellas a 180** e trabalhando n'um supporto que ó fl-
xado por parafusos ao longerào. Ao cepo do quadrante arti-
cula-se a manivella interna, transmiltindo seu movimento
oscillatorio à outra, que por sua vez arlicula-se à baste da
gaveta, transmiUindo-lhe igual movimento. Està disposigào
nào so tem a vantagem de communicar o movimento do
quadrante à gaveta, comò tambem faz corno que se obte-
uba grande curso para a gaveta com barras de excentrico
reduzidas.
Balango das valvulas de seguranga (Locom.) — Ba-
lance de» soupapes de darete. — Safety valve balance. —
SUherheitsverUilwage. — Pega do apparelho das valvulas ;
garante a pressào sobre as mesmas.
Balango do jogo (Locom.) — Balance dujeu. — Truck
swing balance. — Fedembalan>cier des Vordergestelles. —
Pe$a dos trucks que facilita a passagem da locomotiva nas
curvas de pequeno raio. E' de ferro fundido e recebe o
piào do truck.
Balaustrada (Arch.) — Balustrade, garde-fou. —
Balustrade, balmtrade-parapet. — Balmtrade, óelànder
Dicci(miirio. 7
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98 B/klAUSTRE
(Brmtlehne). — Serie de balaastres. Usada nas estacOes
de 1* classe, em pontes, eie-
Balaustre (Arch.) — Balmtre. ~ Balmter, bannister.
— Dockdy Gelànderdocke, Zwergssàule, Balmter. — Pequena
columna oa pilar de pedra. ferro ou madeìra, de fórma
mais ou menos orDaroenlada.
BaldeagSo (E. de F.) — Trambordemerd. — Tramhijh
meni. — Umladung. — Mudanga de passageiros ou mer-
cadorias de um (rem ou de um carro para outro.
Baldwin [Locomotivas de — ]. Rarissima é a via ferrea
brasileira de alguma importancia que nào possue loco-
motivas da conhecida fabrica de Baldwin. Os nossos en-
genheiros manìfestam verdadeiro enthusiasmo por tao eie-
gantes e poderosas machinas.
Vamos dar ligeira noticia da fabrica e dos diversos
typos de locomotivas ahi conslruidas. A fabrica està si-
tuada em Brood-Sreet, Philadelphia, — Estados-Unidos ;
occupa uma area coberta superior a 3.642 hectares. Este
notavel estabelecimento teve bem curioso principio : em
1825, ourives joalheiro de nome Mathias W. Baldwin,
associando-se a um machinista, lembrou-se de fabricar
ferramentas para encadernadores e cylindros para estam-
pagem de chitas e outras fazendas. Envolvido na nova
industria, Baldwin entregou-se ao estudo da mecanica ;
e, cheio de aplidào naturai, conseguio delinear e exe-
cutar uma pequena machina fìxa a vapor, que a^plicou
a seuseafazeres particulares. Os compatriotas de Baldwin,
conhecendo as vantagens de seu invento, flzeram-lhe
grande numero de encommendas; e o joalheiro, afim de
satìsfazel-as, tornou-se machinista.
Quando o mundo foi surprehendido pela maravilhosa
descoberta de George Steephenson, o antigo ourives ame-
ricano estudou-a profundamente. Em 1831, conseguio
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BALDWIN 90
coDStruìr um modelo de locomotiva que foi exposto e mui-
lissimo aprecìado.
No Gm d'esse mesmo anno, a directoria de urna es-
trada de ferro dos arredores de Philadelphia, encomraen-
dou-lhe urna pequena machina appropriada ao Irafego
diminuto. Para conslruil-a, teve o fabrìcante de lutar com
grandes diflSculdades, visto fallarem-lhe as precisas ferra-
mentas, e nào haver operarios adestrados n'esse genero de
servilo; comtudo, em 23 deNovennbro 1832 foi entregue
a locomotiva Old Iron sides.
Fig. 23 — Primeira locomotiTa oonstrnida por Baldwin.
Como se ve (Fig. 22), a Old Iron $ide$ tinha i rodas,
e rebocava seu tender tambem de 4 rodas. Està machina
que, prestou serviQos por espaQO de 10 annos» apresentava
as seguintes condi^es :
Peso 6,078kg8.
Diametro daa rodas motrizes 0<",872
Diametro doe cjlindros 0*,24l
Carso dos embolos. 0",457
Diametro da caldeira 0",761
Numero de tabos 72
Diametro dos tubos Q^JOBI
Comprimento dos tabos 2",133
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100 BALDWIN
Os cubos das rodas eram de ferro fuudido; os raìos
e as cambotas, de madeira ; e os aros de ferro forjado.
estrado da machina tinha longerOes exteriores. A
velocidade da Old Ironsides subiu a 48 k. 280 ra. na expe-
riencìa a que foi sujeita. sea casto nào passou de
3.500 doUars.
magnifico resultado obtido porBaldwin,fezcomque
seu nome fosse logo conhecido na grande Republica.
Nova encommenda foi-lhe enderegada, e desta vez por
urna estrada importante da Carolina do Sul. Em 1834,
(Fevereiro) estava prompta a scgunda locomotiva fabricada
por Baldwin. Muitissiroo aperfeìcoada. Apresentava a meta
manivdla (privilegio de Baldwin), que melhorou as coa-
diQòes da caldeira. Pela experiencia, reconheceu o fabri-
cante que o material empregado na construcgào das rodas
da Old Iron side$ nào dava bom resultado; lembrou-se,
entSo, de usar do bronzo de sino na execucào das rodas
motrizes da nova locomotiva ; e assim o fez. Està medida
foi de mau exito ; e jàmais em outras locomolivas empre-
garam-se rodas desse metal.
Fig. 21 — Locomotiva constniida em 1834.
A presenta do truck e oulvos melhoramentos tornaram
a machina muito vantajosa para o trafego em linhas de
fortes curvas ; e na fabricagào de novas machinas o seu typo
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BALDWIN
101
foi por alguns annos conservado, varìando apenas os
detalhes.
Em 1835 construìu-se o primeìro edificio da fabrica, o
qual hoje està occupando o centro do estabelecimento e
serve para depositos, casa das caldeiras, etc.
De 1842 data a locomotiva Baldv^in de 6 rodas conju-
gadas, dàs qoaes suo niotrizes as 4 da frente. Foi nesle
typo que appareceu pela prìnìeira vez os dous invenlos
americanos : o limpa-trilhos, que resguarda a machina ; a
tolda, que resguarda o machinista. Està locomotiva, pe-
sando 12 toneladas, tao lìsongeiros resultados obteve, que
tornou-se typo muìtissimo procurado pelas companbias.
A evoluQào deu-se tambem na chaminé.
Fig. 26 — Looomotiya de rodas coi^ngadas, 1842.
Em seguida damos o typo de 1846, tendo oito rodas
conjugadas; n'esse tempo jà o peso das macbinas attingia
a 18 e 20 toneladas. ^
Em nossas estradas de ferro o typo de 8 rodas conju-
gadas nào é multo vulgar ; lem sìdo preferido o typo Con-
solidation do qual adiante damos a figura.
typo que hoje està muito espalhado pelas nossas
estradas de ferro, o de 4 rodas conjugadas e truck de
4 rodas, appareceu em 1845. Emquanto que nas outras
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103
BALDWIN
locomotiva$, corno se ve pelas figuras, os cylìndros sào
ÌDclinados, n'esta elles se apresentam em completo bori-
zontalismo.
Fig. 36 — Locomotiva de 8 rodas coigngadu, 1846.
A locomotiva de grande velocidade para passageìros
construida em 1848, para a Vermond Central RaUroad,
possuia um par de rodas molrizes com l'",980 de diame-
tro, collocado por detraz da fornalha. Os cyliodros tinham
para diametro 0'",43S,e o curso dos embolos era de 0^508.
Fig. S7 — Looomotiya da Vermont Central Rml-road,
A sua velocidade, rebocando um trem, attingia a 96 k.
558 m. por bora.
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LOCOMOTIVAS BALDWIN
103
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LOCOMOnVAS BALDWIN
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LOCOMOTIVAS BALDWIN
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LOCOMOTIVAS BALDWIN
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LOCOMOTIVAS BALDWIN
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Pm
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LOCOMOTIVAS BALDWIN
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LOCOMOTIVAS BALDWIN
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LOGOMOTIYAS BALDWIN
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BALDWIN ili
Na classiflcacào das locomotivas a fabrica de Baldwin
emprega as leltras C, D, E e F, para determinar o numero
de rodas motrizes. A leltra C, indica que a locomotiva tem
4 rodas motrizes conjugadas. A lettra D, indica que lem
6 rodas motrizes conjugadas. A lettra E, indica que tem
8 rodas motrizes conjugadas. A lettra F, iodica que ha
10 rodas motrizes conjugadas.
Empregam-se os numeros 4, 6, 8, 10 e 12, antes das
leltras, para indicar o numero total de rodas da machina,
entrando as dos trucks. Assim : 10 D, quer dizer que a lo-
comotiva tem 6 rodas conjugadas e um truck de 4 rodas.
Um ou mais algarismos, em seguida aos que indicam
numero total de rodas, indica o diametro dos cylindros,
a saber :
8 indica cylindros de 7 poU. (0^,178) de diametro
10
n
»
de
8
r»
(0m,203)
12
»
lì
de
9
n
(0ra,203)
14
w
n
de
10
n
(0«',254)
16
n
»
de
11
n
(0^1,279)
18
n
TI
de
12
n
(0m,305)
20
n
n
de
13
n
(Oni,330)
22
»
n
de
14
n
(On»,356)
24
r
n
de
15
ti
(0«>,381)
26
n
n
de
16
n
(0ni,406)
28
n
r>
de
17
w
(0n»,433)
30
r>
ri
de
18
n
(0m,467)
82
n
n
de
19
n
(0ra,483)
84
n
n
de
20
n
(0^,508)
36
n
r
de
21
n
(0^,533)
38
n
n
de
22
n
(0»n,558)
Exempliflquemos : 8— 26 C, indica uma locomotiva de
8 rodas, tendo 4 rodas motrizes conjugadas, e cylindros
de 16 poUegadas (0",406) de diametro.
A fracgàoVi» addicionada ao numero e leltra, indica que
ha um truck em cada exlremo da locomotiva. 8—26 Vi C,
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112 BALDWIN
' indica urna locomoliva de 8 rodas, tendo 4 conjuga-
das, cylìndros de 16 pollegadas (0",406) de diametro, e
um truck de 2 rodas em cada extremidade.
Si em vez da fracgào Vi està Vsi é que a machina é do
niodelo Forney, tendo o truck atraz da fornalha.
8 — 26 ^3 C, indica ama locomotiva de 8 rodas, tendo
4 motrizes conjugadas cylindros de 16 pollegadas de dia-
metro e truck de 4 rodas atraz da fornalha.
Um numero em seguida à designalo da classe, con-
forme se encontra em cada locomotiva, dà o numero de
classe d'essa locomotiva, e fornece a desìgnagào individuai
da niesma, em rela^ào ao numero de conslrucgào. Assim
8—26 G 5, quer dizer a quinta locomotiva da classe
8—26 C.
No Brazil, a primeira remessa de locomotivas Baldwin
foi recebida pela Estrada de Ferro D Fedro II, em 1863.
Uoia das mais curiosas locomotivas d'està fabrica, exis-
tente em nossas estradas de ferro é sem duvida a Amarilio,
que vence uma rampa de 10 7o no ramai da Alfandega
da Estrada de Ferro de Baturité. *
Està possante machina-tender està em actividade desde
Setembro de 1878; faz, além do servilo da grande rampa,
as continuas manobras da estacào centrai, e jàmais neces-
sitou sèria reparacào. As suas condicòes technicas sào as
seguintes :
« Typo Pentland, 6 rodas eoi^atradas
Diametro dos cylindros 0^,800
Carso do8 embolos 0™,400
Diametro das rodas 0^,825
Base rigida 2m,312
Peso total da machina em serrilo. kgs. 18,573
Capacidade do tanqae lits. 2271,5
* Este ramai foi snbstituido por oatro de menor declividade.
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BALIZA BANQUETA DA PLATAFORMA H5
Baliza (Tech.) — Jalon. — Stake, pole. — Absterkpfahl,
Stab, Baafte.— Vara de 2 metros de altura, pintada de
branco e de encarnado, servindo para o engenheiro ver a
verlical que passa pelo ponto que tem de visar.
Balizamento (Tech.) — Jalonnage, jalonnement. — ....
— Abstecken.
Balizar (Tech.) — Jalonner. —To mark out. — Abs-
tecken ausslerken.
Banco de carpinteiro (Const.) — Éiabli, banc de char-
peìUier. — Carpenlers bench, — Hobelbank.
Bandeìra de porta (Arch.) — Fenétrelle. — Sky4ight.
— Oberlichtfenster einer Tliùre. — Vidraca rectangular ou
semi-circular, coUocada no alto da porta.
Bandeiras [sìgnaes] (E. de F.) — Drapeaux. — Flags.
— Fahnen (Signalfahnen). — As bandeiras empregadas comò
signaes sào : Branca (paz). — Verde (cautella). — Encar-
nada (perigo).
Bandeirola (Tech.) — Banderole. — Bake. — Bake,
Aussteckstab, Fàhnchen — Baliza munida de bandeira en-
carnada, servindo para as visadas feitas ao longe.
Banho de argamassa (Const.) — Bain de mortier. —
Morter-bath. — Mórtelbad, Mórtelbett.
Banho de concreto (Const) — Coidage de beton, bé-
torinage. ~ Concreling. — Belongrùndung Betonb^t.
Ban(][ueta do lastro (E. de F.) — Accotemenl. — Side-
space, — Bankelt, — Orla comprehendida enlre a borda
exlerior do trilho e a crisla do lalnde do lastre. Eth goral
lem de O^jRO a i metro de largura.
Banqueta da piata-forma (E. de F.) — Banquelte. —
Drifì'Way, — Bankett, Berme. — Nos aterros,éa orla com-
prehendida enlre o pò do lalude do lastro e a crista do
aterro. Nos cortes, è a orla enlre o pé do lalude do lastro
e a vallela. Costuma ler 0",5 de largura.
Diooionario. 8
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114 BANZO BAROMEraO
Banzo [Mesa de viga de ponte, em Portugal].
Barberot [Syslema — ]. — As almofadas de ferro fun-
dido causam grandes estragos à cabeca inferior do trilho.
Barberot procurou supprimil-as, sustentando o trilho por
melo de duas pegas de madeìra, coUocadas conlra elle, en-
talhadas do dormeDle e n'este flxadas por meio de para-
fusos. Ao principio o systema (Fig. 48) teve grande accei-
tasSo ; depois foi abandonado por causa das dimensOes
das pecas de madeira e pela difQculdade que havia em
mantel-as apertadas durante muito tempo.
Fig. 48 — Systema Barberot.
Couche manifesta-se deste modo sobre o assumpto :
<( On ne peut, aujourd'hui surtout, songer à attribuer dans
les voies un róle essentiel à des pièces de bois d'une très-
peiite sectìon, sujettes à se fendre et à se délériorer d'au-
tant plus rapidement que Tétendue relative de leurs sur-
faces est plus grande.
C'e»t ainsi que Texperience n'a pas confirmé les espe-
rances qu'avait fait concevoir une disposition ingénieuse
due à un ingénieur frangais, M. Barberot».
Barometro (Tech.) — Baromèlre. — Barometer. —
Lufldruckmesserj Wetlerglas, Barometer. — Inslrumento
que serve para medir as pressOes atmosphericas. — [Vide :
NivdamerUo barometrico e aneroide].
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BAROMETRO
115
CoiiTersio em miillmetros
das alturas dos
BarometroB
ingrlezes e francezes expressas em pollegradas
Barom. inglez
Barom. inglez
Barom. francez
Barom. francez
NI ìh.
.a
P*l ìm
..
NI Hi.
•■
NI lii.
■■
230
584. 19
27
685 79
23
622 61
26 4
712 84
1
58«.72
1
688. 33
1
624.87
5
715.10
2
589.27
2
690 87
2
627 12
6
717.86
8
691.81
B
693.41
3
619 38
7
719 61
4
594.85
4
695.95
4
631 64
8
721. 86
5
596 89
5
698.49
5
6o3.90
9
724.12
6
599.43
6
701.03
6
636.15
10
726 88
7
601. 97
7
703. 57
7
638.41
11
728.63
8
604.51
8
706 li
8
640 66
27
730.89
9
607.05
9
708.65
9
642.92
1
733.15
24
609 59
28
711.19
10
645.17
2
736 80
1
612.18
1
713.72
11
647.43
3
737.66
2
614.67
2
716.27
24
949.68
4
739.91
8
617.21
3
718 81
1
651.94
5
742.17
4
619.75
4
721.35
2
654.19
6
744.42
5
622.29
5
723.89
3
656 45
7
746.68
6
624 83
6
726 43
4
653.71
8
748.94
7
637 87
7
728 97
5
660.96
9
751.19
8
629 91
8
731.51
6
663.22
10
753.46
9
632 48
9
734 05
7
665 47
11
756.70
250
634.99
29
736. 59
8
667.73
28
767.96
1
637.53
1
739.13
9
6^9 98
1
760.22
2
640.07
2
741.67
10
672.24
2
762.47
8
642.61
3
744.21
11
674.49
8
764.73
4
64515
4
746.75
25
676.75
4
766 98
5
647.69
5
749.29
1
679.01
5
769.24
6
650.23
6
751. 83
2
681.26
6
771.49
7
652.77
7
754.37
8
683.52
7
773.76
8
655.81
8
756.91
4
685.77
8
776.01
9
657.85
9
759.45
5
688 03
9
778.26
26
660.39
30
761.99
6
690 28
10
780.52
1
662.93
1
774. 53
7
692.54
11
788.77
2
665.47
2
767.07
8
694 80
29
785.03
8
668.01
3
769.61
9
697.05
1
•787.29
4
670.55
4
772.15
10
699.31
2
789.54
5
673.69
5
774.69
11
701 5i
3
791.80
6
675.63
6
777 23
26
703)82
4
794 06
7
678.17
7
779.77
1
706.07
5
796.31
8
680.71
8
782 31
2
708 33
6
798 67
9
683.25
9
784.85
3
710.59
7
800 82
K.
B. — ils alti
ina do
barometro ii
tglez aio am pollega
daa e decimoa, aa do
baromu
tro f^ancex
bm pollei
{adas e linha
«.
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m BAROMETRO PORTATIL BARRANO)
Barometro portatil (Tech.) — Baromètre porlalif. —
Portable barometer. — Reisebarometer.
Barraca (Tech.) — Barraque, — Hul, lent, — Zdt. —
Nos trabalhos de exploracao muitas vezes os engenheiros
residem em barracas. que sào feilas de lonas.
Barra de engate (Locom.) — Barre d*attelage, — Drag-
bar. — Kuppelstange. — Barra de ferro, munida de olhaes
nas exlremidades, que serve para ligar o tender a ma-
china. Urna das exlremidades passa por baixo do estrado
da tolda e ontra por baixo do tender. Os olhaes e oriQcios
dos estrados sào atravessados por pinos. A barra de en-
gate póde se romper; ha, por isso, lambera correnles de
seguranga.
Barra de excentrico (Mach.) — Barre d'excentrique.
— EccerUric rod. — Excentrikstange. — Barra de ferro ou
de aco que transmilte o movimento do excentrico à ga-
veta. Tem um extremo engastado no coUar do excenlrico
e outro arliculado ao quadrante da distribuigao.
Barra de ferro (Tech.) — Barre de fer. — Iron bar.
— Eisemtab.
Barra de ferro fundido (Tech.) — Barre de fonte. —
Casl'iroìfìrjoist. — Gusseisenstub Gusseisenbarren.
Barra de grelha (Locom.) — Barreau de grille. —
Pire bar. — Roststab. — [Vide : Grelha].
Barra de marcha (Locom.) — Barre de marche. —
Startinfarm. — Steuerhebelarm. — Transmilte o movi-
mento dado à alavanca de marcha, para variar a expansào
ou inverter o movimento da machina. Tem um extremo
arliculado na alavanca de marcha e outro oa manivella do
eixo do contrabalaoco.
Barranco (Tech.) — Ravin. — Revine. — Abschùsnger
Rand (eines Ufers, Erdstures).
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BARRETA BASALTO H7
Barreta (E. de F.) — [T'ala de juncgào, em Portu-
gal].
Barrica de um muro (Consl.) — Ventre iTun mur. —
Bend ofa wall. — Wandausbanchnug,
Barrillete (Ferr.) — Valet d'établi. — HoldfasL —
Klammerhaken, BarMiaken. — Pega de ferro em fórma de 7,
cono que os carpinteiros e marciaeiros fixam as obras
sobre banco de Irabalho.
Barro (Consl.) — Especie de argila.
Barro de tijolo (Const.) — Terre à brique. — Brick-
clay. — Ziegellehm.
Barrote ( Consl. ) — Solive. — Joist. — Balken. —
Pega de madeira que entra na formacào dos soalhos.
Assenta sobre vigas ou frechaes, ou fica engastado na pa-
rede. Recebe na parie superior as taboas do soalbo.
Barrote do tecto (Const.) — Lambourde du plafond. —
Ceiling-joisi, ashler-joist — Fehllram, Blindlram, Deckens^
chalungshalter.
Barrote [que suslenta a beira do telhado] (Const.) —
Coyau. — EaveS'lath. — Aufschiebling, Traufhaken.
Barrote falquejado (const.) — Solive de brir^. — Trunk-
beam. — Behanter Balken.
Barrote serrado (Const) — Solive sciée. — Saw-beam.
— Gesàgter Balken.
Barrote mostre de um soalbo (Const) — Doubleau. —
Binding-joiit, — Mittelbalken, Brettklotzer.
Barrotes dispostos para tabique (Const.)— ^Colom-
bage. — Framed-partition. — Fachwerk.
Basalto (Tech.) — Basalte. — Basali. — BasaU. —
Pedra composta de augito, feldspatlio e ferro magnetico.
De cor azul quasi preta, é de grande dureza. Empregada
em obras hydraulicas, fundagòes, eie. peso de 1 metro
cubico é de 3.200 a 3.600 kìlogs.
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118 BATE-ESTAGAS BATERU DE GYRADORES
Bate-estacas (Const.) — Sonnette. — Pile-driver, pile-
erigine, ram-engine. — Rammey Rammaschine, Pfahlein-
treibmaschine. — Machina destinada a cravar estacas de
fundacSo.
Bate-estacas de aranha (Const ) — Sonnelte à déclic.
— Pile driver engine, with pincers. — Kunslramme, Klin-
kenramme, FaUioerk, — baiente é de ferro fundido e pesa
de 500 a 800 kgs. A quéda é de S-.S a T'-^S. E' mauo^
bra^o por quatro operarios.
Bate-estacas de corda (CoDSt.) — Sonnetle à tiraude.
— Riìiging-pile' erigine. — Zugramme, Lauframme, Schlag-
werk. — baiente é de 300 a 1.000 kgs., de ferro fundido
cu de madeira. N'este segando caso deve ter cullar de ferro
nos dous extremos. A polìa da corda, de madeira ou ferro
fundido, lem O^jS a 0",6 de diametro.
Bate-estacas a vapor (Const.) — Sonìiette à vapeur.
— Steam-pile-driver. — Dampframme. — bate-estacas
Nasmyth tem um baiente que peza de 1.000 a 2.500 kgs.
Altura da quéda O^.S a 1 metro. Dà 75 a 100 pancadas por
minuto.
Batente ou macaco [peso do bate-estacas] (Const.) —
MoìAon. — Ram. — Rammbàr.
Batente de porta (Const.) — Battanl de porte, vanr
tail. — Door-leaf. — Thùrflugel. — Parte movel de urna
porla.
Batgr ou sócar a terra (Const.) — Damer, — To ram,
to beat down. — Rammen, feslstampfen, eins-tampfen.
Batida (Const.) — VoUe. — TaUy. — Hitze. — Sèrie
de pancadas, sobre a cabe^a das estacas de fundagào, da-
das pelo batente do bate-estacas.
Bateria de gyradores (E, de F.) — Batterie deplaques
— Tumtable range. — Dr^eheibebatlerie. — Nas esta§Oes
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BÀZE DO TALUDE-
-BAZE RIGIDA
110
ligam-se as linhas parallelas por meio de baterias de gy-
radores, corno se ve na figura 49.
Quando ha entre-via bastante, emprega-se bateria re-
cta ; quando é pequena, recorre-se entào à bateria obli-
qua. Os gyradores dào passagem aos vehiculos de urna
linha para outra. A manobra consta das operacOes se-
guintes : Collocar o vehiculo no gyrador, dar movimento
a este, e passar o vehiculo para a outra linha. [Vide : Gy^
rador].
Fig. 49 — Bateria de gyradoreB.
Baze do talude (E. de F.) — Base du lalus, — Base
of the slope. — Bóschungsanlage. — ProjecQào horizontal
do talude. [Vide : Talvde].
Baze rigida (E. de F.) — Base d'appui, empàtement
des essieux accouplés. — Rigid wheel base. — Steife Base der
Triebràder^ Steifer Radstand der Triebràder. — Distancìa
entro os eixos fixos exlremos de um vehiculo.
Na tabella que em seguida apresentamos, para R, raio
das curvas empregados na estrada de ferro, encontra-se d,
a baze rigida maxima dos vehiculos.
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120 BENGH-MARGK -
BIBUOGRAPHIA DE EST. DE FERRO
Bitola de l'-.iSfS
Bitola de l»
Bitola de C»,75
R=16Ò
i — 3,*20
in
R-- 80
i=-2,00
R= 60
i= 1,6
K = 200
i = 3,60
R=100
^ = 2,40
R= 80
d= 1,0
R. = 250
i-4,00
R=150
i=-3,20
R=100
d=^ 2,5
R-300
^=-4,40
R = 200
d = 3,60
R=-B75
^=-5,00
Pela seguinte formula de Molesworlh determina-se a
base rigida maxima do material rodante :
W = ^ R=9WG
Sendo : R, raio mìnimo das curvas ; W, base rigida
maxima ; G, bitola da estrada.
Oemprego dos trucks diminuede multo a base rigida
das locomotivas e dos carros. [Vide : Bogie e Bissel],
Bench-marck ou marco de referencia (Tech.) —
Point de repère, borne-repère. — Bench-inarck, — Kreuzp-
fahU Bindepflork, Markzeichen. — Ponto fixo ao solo e de
nalureza immutavel, ao qual se refere um nivelamento.
De kilometro em kilometro deve se collocar um bench-
marck, pelo menos.
Berbequim (Ferr.) — Vilebrequin, drille à argon. —
Hand'brace, breasl-borer , — Brustleier, Draujbohrer. —
Ferramenta destinada a furar madeira ou ferro, dando
movimiMito rotativo a urna broea ou pùa.
Bibliographia de Estradas de Ferro :
Adhémar. Constractlon des tramways, 1872.
A guàio. Systèine pour franchir les fortes rarapes, 1873.
(*) Americo dos Santos (José). Or^amentos para estradas de ferro.
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N. Bt --Todos OS aatores brazil«iro8 trazmn o signal (*).
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Revista de Engenharia (quinzenal), fundada em 1879 pelo enge-
nbeiro civil Francisco Pican^o. No 1^ semestre de 1880 foi dirigìda por esse
engenheiro e pelo engenbeiro civil José Americo dos Santos, que de Jalbo
em diante continaou so na direc^ào.
Revista de Estradas de Ferro (mensal), fandada em 1885 pelo
engenbeiro civil Francisco Pican^o.
Revista do Instituto Polytechnico Brafileiro (annaal), fandada
em 1867.
#
Bevistas Estrangeiras
Revista de Obras Publicas e Minas (portagaeza), Lisboa.
Revue generale des chemins ^^ /er (franccia), Paris.
Annales de ponts et chaussées (franceza), Paris.
Moniteur des chemins de fer (franceza), Paris.
Annales des travaux publics de Belgique (franceza), Broxellas.
American raiUroad journal (ingleza), New-York.
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BIGO DE GAZ •
• BILHETE DE PÀSSÀGEM
127
Rail-road Gaifette (ingleza), New- York.
Railway News (ingleza), Londres.
Railwqy Times (ingleza), idem.
Engineer (ingleza), idem .
Engineering (ingleza), idem .
Railway Gaiette (ingleza), idem .
Archiv fUr Eisenbahnwesen (alleraa), Berlim ■
Monitore del Strade ferrate (italiana), Tarìm.
Bico de gaz (Const.) — Bec à gaz. — Gas-burner,
bumer. — Brenner, Gasbrenner.
Numero de bieos neeessarios & lllamina^jio d^am espa^^o
(Dados qne podem sertir de baze para o calcolo)
Snperflcie do
OBpafo em U*
Altura do
espa^o em M.
Nomerò de
bicos de gas
A torà do8 bicos
acima do solo
em M.
22
4
2 - 3
2,0 — 2,2
82
4,5
5 — 6
2,2 - 2,5
56
6,4
9-12
2,5 — 2,8
100
7,0
16 — 20
2,8 - 3,4
156
9,5
25-80
3,4 - 4,0
246
12,6
40-45
4,0 - 4.6
350
14,0
60 - 70
4,6 - 5,3
480
15,5
100 — 120
6,3 — 6,0
Bifurcagao cu entroncamento (E. de F ) — Bifurca-
tion. — Bifurcalion or forking, — ZweiteUung, Abzwei-
gung. — Ponto da estrada de ferro para onde convergem
duas linhas. E' servìdo por agulhas. ^
Bigorna (Tech.) — Bigorne, enclume. — Anvil. — Ambos.
Bilhete de passagem (E. de F.) — Billct de voyage. —
Ticket. — FahrbiUel, Fahrkarle, — Todo o bilhete tem as
seguinles indicafOes : Nome da estrada. Letra e numero
da serie. Designacào da classe. Pre^o. Nome da esta^ao
que expede. Nome da estaQào de destino.
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128 .
BILHETE DE IDA E VOLTA -
B1SSEL
Bilhete de ida e volta (E. de F.) — Billel d'aller et
retour. — Return ticket. — Returbillet, Rikkfahrkarte.
Bilhete de tram de recreio (E. de F.) — Billet de
train de plaisir. — Excursion-train ticket. — Vergnùgungs-
fahrbillel (karte).
Bilheteria (E. de F.) — Bureau des bUlels. — Ticket-
olJìce, — Billetenverkauf, Bllletencasse. — Comparlimento
da estacào onde se vendem os bilhetes de passagem. Deve
possuir armarios convenienlemente repartidos, de modo a
facilitar a procura dos bilhetes de qualquer estagào da lìnha .
Bimbarra (Ferr.) — Anspect. — Handspike, bar, spake
— Spake, Aandspake, Spillbaum, Windeb. — Alavanca de
grandes dimensOes, propria para o trabalho de remo^^o
de fortes pezos. '^
Bissel cu chanfro (Tech.) — Biseau. — Sloped edge.
Schràger Abschnitt (Abgeschàrfle Kante). — Corte ou secfào
inclinada, em diagonal.
Bissel [Articualcào de — ] (E. de F.) — Quando o pino
do bogie està collocado, iiao no sea centro de figura, mas
Fig. 60 — Arti<m1a9So do Bissel.
oa • 66, eixos articnlados em k el, concorrendo pan o centro da cnrra.— PO. eixo trans-
▼erdal do Tehicnlo. Os ponfcos ) e k devem ser sitaados a iguul distancia dos eizos
das TOdas e do eixo transversal do Tehicalo.
em um ponto siluado sobre o prolongamento do seu eixo
longitudinal, o bogie é de articulagào de Bissel. Peb flgura
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BITOLA BITOLA ESTREITA 129
vé-se quanta vantagem apresenta està disposìgSo na pas-
sagem dos carros e machinas em curvas de pequenos raios.
Bitola (E. de F.) — Largeur de voie, — Gange. —
Spurweite. — Largura da linha entra trilhos.
No Brazil enconlram-se estradas de ferro com as se-
guintes bitolas : l-,60, l-,44, l-,40, l-,20, IMO, 1-,
0",95, 0",76, 0",60. A estrada de ferro de Mauà, actual
1' sec^ào da estrada de ferro Principe do Grào-Parà, leve
para bitola i',68 ; mais tarde foi reduzida a i metro.
Sobre o assumpto bUola o leitor encootrarà maior numero
de informagOes no artigo — Variedade de bitolai nas eitradas
de ferro, no livro — Varios Estudos, do engenheiro Fraii^
cisco Picango.
Nos Eslados-Unidos a bitola normal é de 1 ",435 /Stan-
dard gauge); afóra està, encootram-se as seguintes : i",830»
l-,678, l-,525, l-,474, . l-,449, 2-,068, 0-,915 e
0-,763.
Na Europa a bitola normal é tambem de 1",435. Acìma
d'està, em diversos paizes, eslSo adoptadas as seguintes,
comò maximas :
Inglaterra. . . 2m,ia3 Irlanda 1«,680
Hollanda .... 2^,183 Escossia lm,676
Hespanha... Iin,7d6 Basila. lm,628
Em algumas colonias inglezas, as bitolas maximas das
estradas de ferro sdo as seguintes :
Canada im,680
India ingleza Ì^fi76
AuBtralia 1^,600
Bitola estreita (E. de F.) — Voie élroile. — Narrow
gauge. — Enge Spur. — A que nào tem mais de 1",20.
No Brazil nào ha mais estradas de ferro de bitola larga
em construq^ào ; e é provayel que tao cedo d'ellas nSo
Diooionmrlo. 9
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ISO 6IT0LA LARGA SLOGO
precisemos. As vantagens da bìtola estreita, quando o
trafego nào é grande, estao muitìssimo conbecidas ; nSo
ha necessidade de tratar d'este assumpto.
alargamento da bilola nas linhas estreitas é dado
pelas seguintes formulas :
6000
A = — ^ 10, quando o raio minimo = 150".
A = — ^ 10, quando o nuo mimmo =» 100™.
Sendo : A, o alargamento e R, o raio da curva. [Vide :
Alargamento da bitola.]
Bitola larga (E. de F.) — Vote large. — Broad-gauge.
— Breitspur. — A que é superior a 1",20. A maior ató
boje adoptada altinge a 2",133.
Bitola [Regna] (E. de F.) — Gabari d'écartement. —
Permanent way gauge. — Schahlone oder Spurlehre. — Me-
dida empregada pelos trabalhadores da via permanente
para verìGcarem se a linha tem a largura determinada.
Bitume (Tech.) — Bitume. — BUumen. — Erdpech.
— Materia empregada nas conslruccOes civis e na compo-
sicào de alguns vemizes.
Block-systema (E. de F.) — Block-système. — Block
system. — Blocksyslem. — Proteccao dos Irens em marcba
pela divìsào da linba em seccOes fechadas ou seccOes suc-
cessivas, em cada uma das quaes dois trens nào podem se
achar ao mesmo tempo. A primeira applicagào do Block-
systema foi feita em 1844, sobre uma secgào de via unica
da estrada de ferro Eastern Counties, de Norwick a Yar-
mouth.
Bloco (Const.) — Bloc. — Block, log. — Bloé. — Pe-
dalo de pedra naturai ou artiScial, de forma cubica e gè-
Talmente de grande dimensOes.
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BOGA DE TUNNEL BOEIRO 131
Boca de tunnel (E. de F.) — [Vide : Entrada de tun-
mi]
Boeiro (E. de F.) — Aquedttc, ponceau de rigole, buse,
daht. — Culvert. — Durchlasg. vào ou abertnrà do boeiro
é calculado segundo informagOes e seguado os signaes
deixados no terreno pelas cbuvas. Ha boeiros de alvenaria
de pedra secca, e de alvenarias de tìjolos ou pedras com
argamassa, e lambem de madeira. Quando o fllele d'agua
a vencer é muito diminuto, empregam-se tubos de ferro
fundido ou de barro vìdrado etn vez de boeiros.
boeiro compòe-se de : Paredes laleraes. Alicerce ou
sapala. Calgada. Capa ou abobada e alas. — A cal^ada
deve ser impermeavel, e ter declividade bastante para nào
demorar a passagem das aguas. As dimensOes das paredes
variau) conforme os typos. As alas servem para nào deixar
as lerras do pé do alerro obstruirem as bocas dos boeiros.
Delermina-se o comprimenlo de um boeiro pela se-
guinte formula :
l = 2(p'¥ hr)
Sendo : l, comprìroento da calcada ; p, semi-largura
da plala-forma da estrada ; r, cotangente do augulo de
inclinaQào dos taludes.
Quando os taludes tem a inclina^ào de ^, a formula
reduz-se a :
l^2p +Sh
#
Ao comprimente achado pelas formulas, convém jun-
tar 0",4 a 1 metro, segundo as alturas dos aterros.
Quando o terreno, sobre o qual vae ser construido o
boeiro, é inclinado de i millimetros por metro, usam-se
as seguintes formulas (Fig. 51) :
/" « ^±±j2l
rh
ri l + ri
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i32
BOEIRO
As alturas das bocas sào dadas pelas formalas segaiates :
h'^h-h l'i A" = A + n
Comprimento do boeiro horizontal, quando o aterro é
em tangeate» e z o angulo que o eixo do boeiro inter-
cepta coni a per-
pendicular sobre a
..^ estrada :
f-1^
2hr
008. f
Tambemseob-
tem comprimeQ-
Pig. 61 -Boeiro. jo dos bocìros e
dos poQlilhOos pela segainte formula :
L =
P + 8,06 H
1— »/4tWlg.^ B
Sendo : L, comprimento medido horizontalmente ;
P, largura da plataforma da estrada ; H, altura do alerro
acima da capa ou da aresta superior do extradorso da abo<-
bada ; B, inclina^ào do terreno.
Nem sempre, durante a construc^So da estrada, s9o
construidos todos os boeiros indìspensaveis ao escoamento
das aguas. As chuvas torrenciaes mostram depois os pon-
tos qi2e devem ser munidos de boeiros, e, tambem, mos-
tram OS vàos que elles devem ter.
engenheiro Alfredo Lisboa, modiflcando as formulas
de Kayen, obteve as seguiutes, com que se calculam as
espessuras dos arcos e encontros dos boeiros e pontilhOes :
d = (0,25 + 0,08 /) [/ l + 0,2 H
b « (0,10 + 0,56 |/"r+ 0,06 h {Ti) (1 + 0,03 H)
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BOORO ABERTO BOEIRO DUPLO 133
Sendo : d^ espessura media do arco ; b, espessura me-
dia do encoDtro ; I, vào do boeiro ou pontilbào ; h, altura
do pegao ; e H, altnra do aterro acima da aresta superior
do extradorso da abobada.
N. B. — Às abobadas calculadas por estas forroulas
devem ser construidas de alvenaria de apparelbo e arga-
massa de cimento, sendo a pedra — granito ou outra tao
dura e resistente. Com alvenaria de tijolo, d deve ser aug-
mentado de 0,2 a 0,3 de seu valor; e com alvenaria
ordinaria de pedra e argamassa de cimento, poderse-ha
arugmentar de 0,25 a 0,35 de seu valor.
Boeiro aberto (E. de F.) — Àqueduc. — Ctdvert. —
Offenes Objed^ 0. Durchlasi. — Construido em aterro de
pequena altura. Emprega-se n'elle a alvenaria ordinaria
de pedra ou de tijolo.
Boeiro de capa (E. de F.) — Aqueduc à datles^ dalot. —
... — Decheldohle, Gedeckter, Durcìdass. Empregado quando
aterro passa de certa altura. vSo póde ser até de
1 metro. N'este caso as lages terào 1",40 de comprimento
e 0",30 de espessura.
De alvenaria de pedra secca ou com argamassa sào
construidos os alicerces e as alas. De alvenaria de lajOes,
a cal^^da e a capa. Quando nào ha multa pedra perto da
obra, as paredes podem ser feitas com alvenaria de tijolo.
Boeiro de pedra secca (E. de F.) — As paredes devem
ter para espessura 0,6 a 0,7 de altura. A espessura
minima sera sempre de 0",30. As lages que formam as
capas destes boeiros, nos de 1 metro de vào, que^sào os
mais largos, tem i",40 de comprimento; e, para qualquer
vào, sempre 0",30 de espessura.
Boeiro duplo (E. de F.) — Dovble daht. — Culvert. —
Dappeldohle^ DoppeUer, Durchlass. — que tem dous
canaes.
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134 BOEIRO EM ARGO BOEIRO SIMPLES
Boeiro em arco (E. de P.) — Aqueduc voAté, aqaeduc
en plein cintre. — Vaulted culvert. — Geicólbter Durchla$s.
— boeiro em arco é escolhido quando a altura do alerro
nào permilte boeiro aberto, nem o vào da obra admitte
boeiro de capa.
Na construcgào do boeiro em arco convém observar o
seguinle : Empregar alvenaria de aparelho nos angulos e
aduellas ; na caicada ou sapala, alvenaria de lajOes ; nos
alicerces e nas paredes, alvenaria ordinaria ; na parte
interna da abobada, alvenaria ordinaria com argamassa
de cimento. A abobada deve ser revestida de uma chapa
de argamassa de cimento e areia,
Boeiro em escada (E. de F.) — Dahl à rcdents. —
Stpes culvert, — Stappelformiger Object, Treppenformiger
Darchlass. — boeiro era escada tem a calgada inclinada,
segundo a declividade do terreno ; e a capa constituida
por lajOes, que formam resaltos sobre as paredes laleraes.
Formula de Mercadier, dando o comprimento e a al-
tura dos resaltos em funccào da declividade da cal^ada :
2/
n-'-^in-Dp
Sendo : x, o comprimento de um resalto ; y, a altura;
n, numero de resaltos ; /, comprimento horizontal me-
dido entre o melo da plalaforma da estrada e a boca do
boeiro; p, declividade por metro da calgada.
Boeiro multiplo (E. de F.) — Aqueduc à plusieurs
ouvertures. — Multipled culvert. — Durcìdass met mehrereny
Ojfnungen. — que tem muitos canaes.
Boeiro simples (E. de F.) — Aqueduc, dalot. — Cul-
vert. — Dohle, Durchlass, Rigolenbrùcke, Object. — que
so tem um canal. Pode ser de capa, de arco, ou aberto.
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BOEmOS DE MADEIRA -
-fi^LMAlSN
135
Boeiros de madeira (E. de F.) — Aqaeducs m char^
'pente. — Wooden cuivert. — Holzdohle, — Usados nas mais
modestas eslradas de ferro dos Estados-Unidos.
Bogie (E. de F.) — Bogie. — Bogie. — Bewegliches
VordergesteU der locomoliven, Wendeschemel. — Pequeno
carro de seis, de quatro oa de duas rodas, sobre o qual
assentam as caixas dos vehiculos. Gyra livremeate sobre
um pino. Invento americana, hoje adoptada tambem no
material rodante das vias ferreas europòas. Nos Estados-
Unidos espaQamento entro os eixos de um bogie é mui-
tas vezes de 1 metro e quasi nunca passa de 2 melros ; na
Franca tem ehegado a ser de S^^SS e, mesmo, de i'^fiO.
Pela figura vé-se que as cavilhas ce dos bogies do carro
passam livremente na curva media mm, que as linhas aa
e bb convergem para o centro da curva e que o eixo tran-
sversai do vagào pq converge igualmente para o mesmo
ponto. Podem portante os dous bogies lomar todas as posì-
(Oes determinadas pela curvatura da estrada, sem que o
eixo transversai do vehiculo deixe de ser normal àlinba.
Nas locomolivas tambem empregam-se bogiesT [Vide :
Jago da locomotiva],
Bolmann [Systema —]— Ponte americana composta
de viga recta, armada de montantes de cujas extremidades
ìnferìores partem lirantes e contra-tirantes que vào ter aos
encontros.
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136 BOLMANN
L, peso total distribuido sobre a viga ; N, numero de
malhas; W = -^, peso sobre cada monlante ; S, vào to-
tal ; a, b, distancias do ponto de suspensào do monlante
aos encontros; R', comprimento do tirante; r' compri-
mento do conlra-tiranle ; D, altara do monlante.
Fig. 68 — System» Bolmann.
Esforgo do tirante = -^ x -^. Estorco do mon-
tante = W. Esforco DO alto, ao centro =-|g- Esforco do
contra-lirante = ^^ x -^.
Os montanles trabalham por compressào, os tirantes
por traccào. Em geral : D = -y-.
Na obra de Commolli, sobre pontes americanas, o ieilor
encontra detalbado esludo sobre este systema.
Yamos transcrever a autorisada opiniào de Lavoinne
e PoDtzen sobre o assumpto : « Le systèmè Bolmann,
doni le principal avantage consiste dans la tiansmìssion
dìrecte des charges aux points d'appui, exige, pour
étre suffisamment économique, de faibles porlées, et une
hauteur de fermes relativement considérable ; à roesure
que le nombre de divisions croìt avec la portée, il s'alour-
dit considérablement.
<i En^outre, les poingous ayant, par suite de Tinégalité
de longueur des tirants» une certaine tendance à s'in-
cliner sous l'action des surcharges ou des variations de
temperature, on ne parvienl à remédier à rei inconvénient
qu'en interposant, entre le point de concours des tirants
^l le $ommet du poin^on, une coqrte bielle ; il s'ensuit
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BOMBA CU SIGNAL EXPLOSIVO BOMBA CENTRIFUGA 157
que le tablier se trouve dans des condilions à peu près sem-
blables à celles d'un pont suspeodu tenu par des haubans.
« La difficulté de régler convenablemeot la tension de
ces haubans de manière à obtenir une égale répartition
des charges, difficulté qui s'accroìt avec ieur multiplicité,
concourt avec l'isolement des poìn^ons à y accroilre le
danger des oscillalions longitudinales» que détermine le
passage des charges. On a essayé d'y porter renaède eu
interposant entre les poingons des tirants disposés en dia-
gouales, mais on arrive alors à faire que ies tirants prin-
cipaux ne travaillent plus comme le supposerait la théorie
et que le poids de l'ouvrage est considérablement aug-
menté. )>
Bomba ou signal explosivo (E. de F.) — Pélard. —
Detonating-signal. — KnoUsignal, Petarde. — Usado nos
dias de nevoeiro, quando do treno nSo podem ser vislas as
bandéiras ou lanternas. Colloca-se sobre o trilho; e as
rodas da locomotiva a fazem detonar.
Bomba (Mach.) — Pompe. — Pump. — Pumpe. —
A quantidade d'agua que as bombas fornecem, è dada
pelas seguintes formulas :
Bombas de e£feito sìmples. Q =
Bombas de eflfeìto daplo. Q a
60X4
nd^T:
60X2
Sondo : Q, quantidade d'agua em metros cubicos por
segundo ; d, diametro interno do cylindro da bomba ; A,
curso do embolo; n, numero de passeios duplos do embolo
(ida e volta), por minuto ; v, velocidade do embolo por
segundo, no maximo = 0",481 e no minimo = 0",157.
Bomba centrifuga (Mach.) — Pompe centri fage, pompe
à force centri fuge. — Centrifugai -pump. — Centri fìigal-
pumpe. — Usada para encber reservatorios, etc..
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138 BOMBA DE AUMENTAgiO BONDS A VAPOR
Bomba de alimentagSo (Locom.) — Pompe dimen-
taire, pompe (Tcdimentation: — Feed pump. — Speisepumpe.
— Por meio de um pequeno embolo ligado ao apparelho
motor da locomotiva» a bomba de alimentacào recebe mo-
vimento. A locomotiva tem duas bombas, assentada cada
urna sobre um dos longeròes.
Nos imporlanles artigos do engenheiro Gustave Ri-
chard — Notes sur la construction des locomotives — encon-
tramos as seguintes consideragOes, dignas de transcripgao:
« Les pompes soni presque abandonées pour Talimen-
tatioD des locomotives ; leur rendement ne dèpasse guère
60 7q- Il est vrai que, sur une pente où elles agissent
comme freins, leur Iravail de refoulement est toul gagnè,
mais c'esl une economie, dans la plupart des cas, insigni-
fianle. La pompe ne semble donc pouvoir étre préférée à
Tinjecteur, malgré sa complication, son entretien plus
onèreux et son impossibililé de marcher sans la locomo-
tive méme...»
Bomba de duplo effeito (Mach.) — Pompe à doublé
effet. — Double-ading pump. — Doppelt wirkende pumpe.
Bomba de incendio (Mach.) ^ Pompe à feuouà in-
cendie. — Fire engine, fire-squirt.— Spritze, Feuerspritze,
Lóschspritze, — Nas eslacSes e nas officinas de estradas de
ferro deve sempre haver d'esles apparelhos em estado de
fuDccionarem.
Bgnds (E. de F.) — Wagons des rues. — Street cars.
— Stroisenwaggoris. — Carros das estradas de ferro de
tracQào animai.
Bonds a vapor. — A fabrica de locomotivas de Bal-
dwin tem conslruido bonds a vapor de dous lypos : l\ com
machinismo dentro do proprio carro, em um dos extre-
mos; :2% com o machinismo em um pequenìno carro, que
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BONECA OU CHAPUZ BOTÀO
1^
à semelhaiìQa das locomolivas se prende ao bond por
meio do engate.
X Brooklyn-Cily rail-road company foi a prìraeira a
empregar bonds a vapor, que foram postos em servilo no
mez de Selembro de 1877. Ao principio empregou o pri-
meiro typo e depois, por conveniencia, passou a empregar
segundo, que deu melhor resultado.
Fig. 64 *— Bonds a rapor — 2* typo.
Cada bond a vapor de Baldwin faz o servi(^ de 16
animaes. Os fabricaotes garanlem que o pequenìno carro
a vapor puxa dois bonds carregados, em rampa de 3,8 •/••
Boneca cu chapuz (Const.) — Tasseau, chantignole. —
Bracket, trussel. — Leiste, knagge^ Frosch. — Pequena pega
trapezoidal de madeira que, fixada sobre a asoa, suslenla a
terga [Vide : Madeir amento].
Borracha (Tech.) — Caoulchouc, gomme élastique. —
Elasticgum, gum-elastic, india rubber. — Kautschuk^ Gummi
dasticum, Federharz.
Borracha vulcanisada (Tech.) — CaoiUchouc volcanisé
— Vidcanized caoulchouc. — Vulkanisirte Kautschuk.
BotSo (Marh.) — Bouton. — BuUon, Uud, pin. —
Knopf, Handgriff. — Pequena pega metallica, servindo
para articular duas oulras pegas [Vide : Pino].
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140 BOTlO DA MANIVELLÀ BRAgO
BotSo da manivella do excentrico (Mach.) — Boulon
de la manivelle de rexcentriqae, — Eccentric-gaihpin. —
Warze der ExcetUrihUange.
Botaréu — [Vide Contra- forte].
Botequim (E. de F.) — Buffet. — Refreshment room.
— Restaurazionj Buffet. — Ha nas grandes estagOes e
mesmo nos trens que percorrem distancias considera-
veis.
Bowstring (Pont.) — Bowstring. — Bowstring. — Bom?-
string. — Este systema de pontes é pouco usado em es*
tradas de ferro.
Viga composta de um arco, de urna corda, de di-
versos moutantes, e de tirantes que se cruzam.
Fig. 65— Systema Bowstring.
Sào de Molesworth as seguinles formulas. Sondo : T»
empuxo no vertice do arco, em toneladas; S, vào da viga
em pés ; R, flecha do arco, em pés; L, peso total distri-
buido, em toneladas ; X, distancia de um montante para
centro da viga, em pés ; N, numero de malhas em que
arco està dividido pelos monta ntes.
T. ^S
8B
Empuxo em outra qualqaer parte do arco « l/ T^ + l -g- 1 X^
Maxima tensSo de nm montante ■- -|7-, mais on menos.
Braga (Tech.) — Brme.— Fathom.— Faden, Klafier,
EUe. — Medida do antigo systema, corresponde a 2",20.
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BRAgAINEIRA BRAQO GCHWBGTOR 141
Bragadeira (Consl.) — Bride. — Flange, curbing. —
Bindeeisen. — Pega de ferro que liga o extremo da asna à
linba. [Vide : Madeir amento].
Bragadeira das molas (E. de F.) — Bride des ressorts.
— Springs bridle. — Pega de ferro que abrada as folhas
das molas das locomotivas, dos tenders e dos carros.
Brago connector (Locom,) — Bielle d'accouplement. —
Coupling-rod. — KuppeUlange. — Pega que liga as rodas
entro si tornando-as conjugadas, afim de haver uniformi-
dade de movimento entre todos os eixos e de augmentar a
adtierencia da machina. (Fig. 56).
m
Fig. 66'— Bra^oB eonneotor e notor.
braco connector a rlicula-se ao pino da manivella
da roda, por meio de estropos munidos de bronzes e
chavelas.
E' de ferro forjado ou ago. Secgào rectangular. Mais
delgado que o brago molor, por supportar menor pressào.
Reforgado no centro por causa do comprimento.
Na flgura as letras e os numeros tem as seguintes si-
gniflcagOes : A, brago motor; B, brago connector (razeiro;
C, segundo brago connector, (ainda pode haver S"" e 4*) ;
i, cabegas da fronte dos bragos connector e motor ;
i, cabegas de traz; 3, estropos ; 4, bronzes ; 5, cbavetas.
A seguinte formula ài a relagào existente eotre o cy-
lindro e o brago connector :
e » 8,84 D
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i 42 BR Ago MOTOR BROGHA
Sendo : C, comprimenlo do braco connector ; D, dia-
metro do cylìndro.
Brago motor cu puchavante (Locom.) — Bielle mo-
trice. — Conneding-rod. — Kurbelslange. — Pega que tran-
smìtle movimento do embolo ao eixo motor.
Em qualquer locomotiva, uma das extremidades do
brago motor està sempre articulada i cabeca do embolo,
por melo de um pino. A outra extremidade, porem, arli-
cula-se, por melo de estropo munido de bronze e chavela,
à manivella do eixo, quando a locomotiva é de cylìndros
internos ; e, quando os cylindros sào externos, articula-se
ao pino da roda motriz, [Vide a figura de brago connector].
E' de ferro forjado ou ago. Em geral tem secgào rec-
tangular; o de secg«1o circular està quasi abandonado.
brago motor deve ter pelo menos cinco vezes o com-
primento da maoivella. Em algumas locomotivas esse
comprimento chega a ser de 2'',60.
Breu (Const.) — Brai. — Tar, pitch. — Fòhrenharz,
— Composto de alcatrào, sebo, etc. Tem diversas appli-
cagOes nas industrias.
Brita (Const.) — Pierre cassée. — Broken-slone. — Schlà-
gdschotter. — Fedra quebrada. Usada em lastro de estradas
de ferro, em concreto e macadam.
Britar a pedra (Const.) — Cas$er la pierre.— To crush
stone, to break stone. — Sehlagen, Kbpfen den Stein. —
Quebrar a pedra. Ha macbinas de britar.
Bròca (Ferr.) — Pointerolle, mèche. — Drill, fleureul. —
Bohrer (Slein-Holz-Eisen). — Ferramenta de ago; serve
para furar metal, pedra e madeira.
Brocador (Ferr.) — Alésoir. — Drilling-bity Borer. —
Behrer.
Brocha (Tech.) — Broi$e. — Brmh. — Qruut, Pinsel.
— Especie de pincel de grandes dimensOes.
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BRONZE BUJXO 145
Bronze (Tech.) — Bronze. — Bronze. — Bronza. — Liga
de cobre e estanho em proporgOes variaveis. Tem grande
applicacàono fabrico de pe^as de machina, etc.
Bronze phosphorado.— E' muilo empregado para ga-
vetas de locomotivas, tendo a seguinte propor^ào :
Cobre phosphorado (9 •/• de phosphoro) 8,50
Cobre puro 77,85
Estanho 11,00
Zinco 7,65
100,00
Bronzo do brago connector (Locom.) — Coussinet de
la bielle (TaccouplemerU, — Conìiecting-rodrbearing . — Fliir
geUlangenlager, Kuppdstomgenlager. [Vide: Bra^ connector]^
Bronzes das caixas da graza (Locom.) — Coussinels
des boites à grame. — Axle^ox bearing. — Schmierbiich-
senlager, Lagenchale, MetaUeinlage, Bronzefuller. — Pe^as
de bronze enì conlacto das quaes trabalham as mangas
dos eixos. Sào alojados dentro das caixas da graxa.
Bronzear (Tech.) — Bronzer. — To bronze, to braze-
over. — Bronziren.
Bucha (Tech.) — Tape. — Busft, plug. — Slóppd. Dich-
tungskorper.
Bucha de mina (Const.) — Bourre. — Wad. — Min-
entchluss.
Bucha de sobreposta (Locon).) — Bague de presse
étoupe. — Stuffing box, washer. — Stopfbiidise. — PeQa de
bronze que, guarnecendo o interior da sobreposta, faz com
que està esteja sempre em contado com a baste do embolo.
Bujao (Tech.) — Tampon.— Plug.— Pfropfen.— Pe-
daco de madeira de forma tronconica, que serve para tapar
orìficìos, comò os tubos das caldeiras, quando se ava-
rìam, etc.
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144 BUJiO DE LilVAGEM BUSSOLA
BujSo de lavagem da caldeira (Locom.) — [Vide :
Orificio de hvagem].
BujSo fusivel ou de seguranga da caldeira (Locom.)
— Bouchon fusible, bouchon à vis. — Lead plug, mud plug.
— Schraubenpropfen, Sicherheitspropfen^ Schmelzpropfen. —
Especie de batoque de chambo ou de oulro metal fasivel,
collocado DO céo da fornalha da locomotiva, em contacto
com a agua da caldeira. Quando a agua se vaporisa toda
(o que so pode se dar por grande descuido), o bujào fusivel
flca a descoberto e derrete-se, deixando o orificio livre ;
entào vapor da caldeira cae na fornalha e apaga o fogo,
evitando deste modo explosOes. Nào inspira confianga ;
incrustado» nem sempre o fogo consegue derretel-o.
Buraco de mina (Const.) — Trou de mine. — Shaft.—
MinerUoch^ Minenòffnung. — [Vide : Cavoucó].
Buraco de visita da caldeira (Mach.) — Trou d^homme.
— Man-hole. — Mannloch. Nas locomotivas, està na frente
da caixa da fumaga. Tem porta, que o fecha hermetica-
mente, e que é bastante grande, afim de permittir a entrada
do machinista ou do operarlo para fazer a limpeza dos
tubos eas repara^Oes necessarias. [Vide: (^imdafumaga].
Buril (Ferr.) — Burin. — Cross cut chissel. — Meissd.
Bussola (Tech.) — Boussole. — Compass. — Compass
Bussole. — Nos reconhecimentos empregam se bussolas
inglezas. (Fig. 57).
tamanho da agulha varia de 0",107 a 0",130; as
de msnor comprimento tem pouca forga magnetica.
Uma bòa bussola deve apresentar as seguintes condi-
{5es : Ter o peào exacta mente no centro do circulo gra-
duado. Ter a oductos das semi-sommas das àreas pelas dis-
tancias, e finalmente na columna de observacOes especifi-
ca-se a qaalidade do material extratiido, o seu volume, ob-
tido pela somma dos volumes parciaes e o transporte
mèdio, que se acha corno passamos a esplicar.
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GADERNETA DB MEDigOES MENSAES 157
TRANSPORTfi MEDIO
E calculado a vista do perQl longitudinal, pelos cenlros
de gravidade dos volumes de terra eicavados e deposi-
tados.
Àssim é que na parte eicavada do corte n. 3 (Fig. 58)
centro de gravidade se acba mais ou menos no ponto
qoe fica na est. 21 + i5. Da mesma maoeira o centro de
gravidade do aterro, feito com as terras extrahidas dessa
parte do corte, Oca no ponto 0\ isto é na est. 23 + 3 ; a
distanciaentre ospontos e 0,,isto é, 28 melros^representa
transporte mèdio procarado. Procedendo identicamente
para o corte n. 4 e o aterro em 25 + 15 e 27 + 14 con-
tiguo, achamos os dous cenlros de gravidade 0" e 0"\
CQja distancia de 39 metros representa o transporte mèdio
do volume de terra escavada d'esse corte.
BHPRBSTIMOS E VALLAS
Para os emprestimos dispOe-se o calculo exactameute
comò para os cortes, mudando apenas o titulo. As vallas,
porém, soffrem urna pequena modiQcagao, que consiste em
desenhar na columna das ireos um quadrilatero represen-
tando uma secche, que sera a mèdia de todas as que foram
medidas no terreno. N'essa secfào escrever-se-ha em cada
um dos lados a sua dimensào. A columna das semi-smnmas
fica em branco, escreveodo-se o compri mento total da valla
na colurooa de distancias.
Dispostas as notas segundo o modelo que esposemos e
effectuados os calcuios, compete ao engenbeiro residente
extrahir o resumo que sera enviado ao escriptorio centrai
e pelo qual sera feito o pagamento ao empreiteiro. Ha diflfe-
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158 CADER. DE MEDigÒES FINAES CADER. DE NIVELAMENTO
rentes lypos de folbas de resumo ; apenas damos a que se
segue, e que é empregada em diversas estradas do Brasìl.
A sua disposìQào dispensa qualquer explica^ào :
ESTRADA DE FERRO DE
Mef de de i8...
Situalo mensal dos traballìos execatados na residencia
da soc^ao
TRÀBALHOS PBEPABATORIOS
ESCAVAgOES A CÉO ABEETO
Est. N* a Est. N«
1
è 1
!■!
Terra
Fedra
scita
Pedreira
Transportes
meoios
(Contin«a9Ìo)
OBEAS DAETE
TBABALHOS
DIVEB808
ObsenrafSes
1
l'I
Quant
id. «m 1
netros
s
f
•1
o
Quant
td. em 1
?
n«tro$
1
Gaderneta de medigdes finaes. — Goulem os dados
para f avalia^ào dos servigos de terra, terminados em
urna residencia. As medigOes devem ser rigorosas, aflm
de achar-se com a exaclìdào possivel o movimento de
terras.
Gaderneta de nivelainento(Tech.) — Carnet pourni-
vellement. — Levelling field hook. — Nivellirbuch. — Vamos
dar modelo mais adoptado. — [Vide : Nivelamento].
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GADERNETÀ m RESIDENGIA
150
Caderneta de nlTelamento
Estacas
Yisadas
Altura da
Cotas
Grade
Ob8er?a95e8
6M
-h 1,816
67,316
66,000
Em ama baraùna
0,966
66,860
l
1,482
66,883
2
1,226
+ 1,046
67,135
66,089
8
2,996
64,140
4
2,177
64,968
5
1,840
65,796
6
1,182
+ 1,466
67,408
66,068
7
0,907
66,601
Caderneta de residencia. — A estrada a construir esU
sempre dividida em secgOes, e eslas por sua vez e^tSo divi-
didas em residencias de 8 a i2 kilomelros. As residencias
sào entregoes a profìssioDaes que recebem o nome de enge^
nheiros residentes.
Como guia paraos trabalhos, os engenheiros residentes
recebem do escriptorio centrai ama caderneta, contendo
todos OS dados necessarios. Pelo modelo vé-se que està
caderneta compde*se de 8 columnas : i% Estams. 2% Ali-
nhamentos. 3% Cótas do terreno, estes dados sao extrahi-
dos das cadernetas da locagao. 4* Golumna. Gmde,
fornecido segundo as condicOes do terreno e as instrucQòes
recebidas. 5*, As cótas do projecto, calculadas em reldgSo
ao grade. — [Vide: Cotas vermelhas], 6% Os cortes. 7', Os
aierros (deduzidos das cótas do projecto, e do terreno).
8% ObservacOes, cótas e posigOes dos BM (bench-marks),
e determina(ào dos PP (pontos de passagem).
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160
GADERNETA DE RESIDENC3A
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GADERNETA DE SBO^OfiB TRANSVERSAES GADUGIDADE 161
Gademeta de secgdes transversaes (E. de F.) —
Carnet pour projìU en travers. — TranvenaU profiU field
hook. — Onerprofilbuch. — Vamos dar o raodelo.
I
Esqnerda
— 5«
-1- 8"
16-
— 8«
6-
16»
+ 8*
10-
+ 2-
90"
20-
+ 6«
10-
4- 4»
16-
— 8«
20-
pq
44
45
+ 10
Direita
— 5"
— 3*
— 5»
15-
15»
16-
— 5*»
— 4»
— 5*
10-
20»
10-
— IS"
— 8*
— 4«
6-
10-
26»
f
s
Escrevem-se os numeros das estacas na columna do
meio e para cada lado registram-se em fórma de fracgào as
inclìoagOes (dos muneradores) e as distancias (nos deno-
minadores).
signal + quer dizer : sóbe.
signal — quer dizer : desco.
Gaderno das obrigagdesou condigdes geraes do con-
trato(Adm.] — Cahier des charges. — Conditions of contraete
— Bedingnisshfi.
Gadinho (Tech.) — Creuset. — Crucible. —Tiegely Sch-
mdztiegel. — Yasìlha onde se fundem rnetaes ; é db plom-
bagìna ou de terra refractaria.
Gaducidade (Adm.) — Décheance. —Forfeiture. — Ver-
jahnmg, Ablauf des Termines, — Nas clausulas que acom-
paDhan; o decreto de coocessào de urna estrada de ferro,
eslào sempre descriminados os motivos que produzem a
caducidade.
Dlooioiimiio.
11
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i(» GA1BR0 GAIXA DA PUMAgA
Gaibro (Consl.) — Chevron, — Rafler. — Rafler, Spar-
ren, Rafer. Pega do madeiramento, onde se preDdem as
ripas. — [Vide : Madeiramento].
Gaibro cintrado (Const.) — Chevron cintré. — Arched
rafler. — GekriimnUe Sparren.
Caixa d'agua (Tech.) — Caisse à eau, reservoir. —
Water-tank. — WasserKasten — [Vide: Reservalorio e tanque].
Gaixa de areia(Locom.) — Róite à sable, sablière. —
Sand box. — Sandbuchese. — [Vide : Areeiro].
Gaixa de carro ou de wagSo (E. de F.) — Cai$^ de
volture ou wagon. — Rody. — Wagenkasten,Waggonkasten. —
E' de madeira oa de chapas de ferro. Assenta sobre o es-
trado, onde se flxa por meio de cantoneiras de ferro. Nos
carros de passageiros, em goral, é de dupla parede e duplo
tecto, na primeira classe. Às reparti^Oes dos comparti-
mentos pódem ser feìtas de madeira ou de papel-carlào.
Gaixa de destribuigao ou da gaveta (Locom.) — Rot-
te à tiroir. — Slide box. — Dampfkasten, Dampfhuchse,
Sehieberkasten. — Gaixa dentro da qual trabaiha a gaveta.
Pelos conductos recebe o vapor emittido pela caldeira ; e,
após, pelas aberturas de admissSo, o introduz no cy-
liudro. As macbinas de cylindros externos tém duas caixas
de dìstribuiQao ; as de cylindros inlernos apenas tém uma.
Gaixa de escada (Const.) — Cage d^escalier. — Stoir-
case. — Treppenhaus. — Espago entro paredes, dentro do
qual se desenvolve a escada.
Caixa de estopa (Mach.) — Rotte à étoupe. — Stuffing
box. — Stopfhuchsc.
Gaixa de ferramentas (Tech.) — Coffre d^outUs. — Tools-
box. — Gezàhkasten, Gezeugkasten.
Gaixa da fumaga (Locom.) — Rotte à fumèe — Smoke
box. — Rauchkamm^er, Rauchkasten. — Caixa que recebe
OS gazes produzidos pela combustào na fomalha da loco-
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GÀIXADA GRÀXA
163
motiva. Esses gazes passam pelos tubos, entrain na cairn da
fumaga e depois sàem pela chaminé.
A caixa da fumapa deve ser forte bastante para suppor-
tar a pressào athraospherica e para agaentar a chaminé,
que nem sempre é leve. Tem mais
ou menos o comprimento dos cy-
lindros. E' fechada na frente por
uma porta de dimensOes taes^qae
possa ser facilmente retirada para
fazer-se a limpeza dos tubos. Em
algumas macbinas, as caixas da
fumaga tem no fundo uma porta
por onde se reliram as cinzas.
diametro da caixa da fumala é
igual ou maior que o do corpo
cylidrico da caldeira.
A placa dos tubos MM (Fg. 60]
é rebitada à caixa da fumaca, e
fecha a caldeira L por meio do an-
nel em cantoneira ww. Em baixo
de bb ha um espaco F, onde as
brazas se deposi tam. Na fronte
da caixa da fumaca depara-se a
porta do buraco de visita da cal-
deira, com competente puchador g. A chapa vv fórma
a frente da caixa da fumala, e no allo da caixa assenta a
chaminé P.
Caixa da graxa ou do jogo (Locom.) — Botte à graisse,
botte à huUe. — Axle box, journal box, grease-box. — Schmier-
biichse. — Recipiente, coUocado nos carros, vagOes e loco-
motivas ; n'elle trabalham as mangas dos eixos das rodas;
e contém materia lubrificante para evitar o aquecimento
dos bronzei.
Fig. eo — Calx» da ftimaf a.
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164
CAIXA DE PARACHOQUE CAIXiO
Anligamente as caixas de graxa eram constmidas com
ferro fundido, nào so para as locomotivas corno para os
carros ; hoje, nas locomotivas de estrado exlerno, sào de
ago Bessemer, e, nas locomotivas de estrado interno, sào
de ferro fundido e muitas vezes de bronze.
Fig. 61 •— Caixa do jogo pira labrifica^Zo com azeite.
Caixa de parachoque (Locom.) — Botte de choc. —
Buffer gland. — Caixa dentro da qual trabalha o para-
choque. Por meio de parafusos està flxada à travessa da
fronte da locomotiva.
Caixa de valvula (Mach.) — Botte à sòupape. — Valve
casing, valve box. — Ventilgehàuse, Ventilkasten,
Caixa do jogo (Locom.) — [Vide : Caixa da graxa].
Gaix9o [de fundagàoj. (Const.) —Caisson. — Caisson.
— Kasten, Senkkasten, Versenkkasten. — Nas fundacOes de
ediflcios empregam-se» quando o terreno nào é solido,
caixOes, formados de 4 estacas ligadas na parte superior
por 4 travessas, tendo paredes de taboas de 0",05 a 0",08
de espesura, que déscem na excavacào e penetram no ter-
reno resistente. A altura de cada caixào oào passa de 5 a
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GAIXiO DE ÀR GOMPRIMIDO 165
7 metros; collocando-se uns sobre oulros, póde se attingir
à profundidade de IS'^.S a 14 metros. Depois de asseo-
tados, elles sào cheios de concreto até o nivel do leogol
d'agoa» e d'abi para cima com pedras brutas. Ligam-se as
alvenarias dos caixOes por meio de abobadas.
Nas fundacOes hydraulicas, quando a profundidade
d'agua é de l'^.S a 6 metros, em leito de pedra, ou havendo
pequena camada de vasare venta joso o emprego'de caix5es
de madeira sem fundo, que, depois de assentados, tor-
nam-se estanques por meio de argila ou concreto.
Apresenlemos as dimensOes de alguns caixòes empre-
gados em diversas obras :
Ì Altura 4m,8
Comprìmento 88<n
Largura na baze 6a>
Talude das faces 1.6
l Altura 6m a 8«n
Viaducto de Point de Jour < Comprimento 40™
( Largura 8"> a lOm
^Altura 5nJa 5m,8
No S. Lourengo de Montreal. . . < Comprimento 60<°
f Largura 30°^
Ha tambem caixòes de dupla parede, sendo o espaQo
entre os paredes cheio de argila.
Jà se tem empregado caixòes de ferro.
Caix5o de ar còmprimido. — [PrescripgOes do medico
americano Dr. Smith sobre os trabalbos de funda^ào].
— trabalhador deve : V, Nào descer ao caixaof estando
em jejum. 2^ Alimentar-se o menos possivel com carne ;
tornar muito café quente. 3% Àgasalbar-se bem ao sahir do
caixào. 4% Deitar-se, ao terminar o trabalho e passar a
i* bora depois da sahida do caixàoem completo repouso.
5% Nào fazer uso debebidas alcoolicas. 6% Dormir durante
a notte 8 horas pelo menos. 7°, Ter o ventre livre quando
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tee GÀIXILHO DA GRELHA GAL HYDRAUUGA
trabalhar. 8% N9o descer ao caixSo tendo qualquer indis-
posi(ào.
Gaudard diz que 2 ou 3 athmospheras de pressào nào
prejudicam a saude, evitando-se o trabalho no tempo
quente.
Gaixilho da grelha (Locom.) — Cadre de la grille. —
Armacào de ferro de 0'",04 de esquadrìa, que era sire-
cebe OS extremos das barras da grelha.
Gaixilho de janella (Const.) — Chassis. — Sash ter. —
Thùr Gestell. — Armagào que recebe os vidros. Póde ser de
madeira ou de ferro. E' composto de : pinaziosy pecas bori-
zontaes extremas; cogoeiras, pe^s verticaes extremas; e cor^
dóes ouboquUhas, pecas interiores eslreitas que se cruzara.
Cai (Const.) — Chaux. — Lime — Kalk. — Pò mais ou
menos branco, obtido pela calcina^ào de carbonatos e sub-
carbonatos de cai : — pedras calcareas, conchas, maris-
cos, etc. Entra na composì^ào das argamassas.
Gal area (Const.) — Nào fazpégaem trabalhosimmersos.
Gal apagada (Const.) — Chaux éteirUe. —Slacked lime.
— Gelóschte Kalk. — [Vide: Apagar a cai].
Gal gorda ou rica (Coosl.) — Chaux grasse. — Rick
Kme, fot lims. — Fette Kalk. — K aerea e mais ou menos
pura. Encerra tragos de magnesia, argila e oxido de ferro.
Absorve agua, eom grande rapidez, na raz3o de 3,2 a 3,5
de seu peso. Cresce muito com a extinccSo, propriedade
que dà-lhe o nome de gorda. Augmenta até tres vezes seu
volume primitivo. Com agua fórma pasta branca e pega-
josa. Ao hydratar-se desprende calór a ponto de por a
agua em ebuli^ào.
Gal hydraulica (Const.) —Chaux hydraulique. — Hy-
draulic lims, water lims. — Hydraulische, Kalk, Wasser-
kalk. — Faz péga dentro d'agua 6 ou 8 dias depois de
empregada. Contém de 20 a 25 7o de argila,
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GAL MEDIAMENTE HYDRAUUGA GALgAM. DE MADEIRA 167
Gal mediamente hydraulica.— Gonlém de 13 a 20 Vo
de argila. Faz péga no firn de 15 dias. Completa o enduri-
meolo no firn de 6 mezes.
Gal iminentemente hydraulica. — Gonlém de 25
a 30 Vo de argila. Faz péga no espago de 2 a 4 dias.
Gal limite. — Gontém de 35 a 40 7« de argila. Faz
péga dentro d'agua quasi instantaneamente ; mas, depois,
fende-se e pulverisa-se.
Gal magra cu pobre (Gonst.) — Chaux maigre. —
Meager lime. — Magare Kalk. (Graukalk.) — E' mais ou
menos hydraulica. Gontém materias extranhas. Toda cai
hydraulica é magra.
Gal de marisco (Gonst.) — Chaux de coquilles ou Si-
cailles. — Shell lime. — Muschelkalk. — Obtida pela cal-
cinagao de concbas, de mariscos, etc.
Gal viva ou nSo extincta (Gonst.) — Chaux non éteinte
— Unslacked lime. — Ungelocschier Kalk. — A que sahe
do forno e nào levon agaa\ E' solida, branca, caustica
anhydra e de quente sabor. Tem para densidade 2,30.
Segando Yicat, as diversas especies de cai se classi-
ficam, conforme os calcareos d'onde foram extrahidas
contèm mais ou menos oxidos, pelo segninte modo :
r. Gal gorda. 2\ Gal magra. 3*, Mediamente hydrau-
lica. 4^ Hydraulica. 5% Eminentemente hydraulica. 6\ Gal
limite.
Galgamento deladrilhos (Coùst.)—Carrelage. — Flag
pavement. — Fliessenpflaster. — Reveslimento do iólo por
meio de ladrilbos de marmore, de pedra ou de terra
cozida.
GalQamento de madeira (Gonst.) — Pavéenboi$. —
Bbck pavement. —Klotzpflaster. — E' vantajoso nas pontes
que dào passagem a carro^as, por diminuir de muito a
carga do taboleiro.
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leS GALgAMENTO Iffi FEDRA CALCAREO DE PURBEGK
Galgamento de pedra (Const.) — Pavé en pietre. —
Storie pavement. — Steinpfkiter. — Póde ser de pedra
bruta ou de parallelepipedos.
Galgamento de tijolos (Const.) — Pavé en briques. —
Brick, pavemera. — Backsteinpflaiter. — Revestimento do
sólo feilo a tìjolo e argamassa de cimento.
Galgar ferramenta (Tech.) — Gamir d!acier,acérer. —
Edge with sted, to steel. — VerslàMen. — Guarnecer a
ferramenta com ago, aQm de avivar-lhe as propriedades
cortantes e perfurantes.
Galgar urna estaca de fundàgSo (Const.) — Saboter
un pieu. — To shoe a pile. — Einen Pfafd beschuhm. —
Collocar urna sapala de ferro na extrenoidade inferior da
estaca, afln) desta poder perfurar o sólo facilmente.
Galcar um desenho (Tech.) — Calquer. — To cownter
draw. — Durchzeichnen, pamen (bamen), durchpamen, cai-
quiren. — Copial-o por meio de papel transparente.
Galcareo (Const,) — Calcaire. — Calcareomjime-stone.
— Kalkitein. — Pedra que sob a acgào do fogo se reduz a
cai.
Galcareo conchylifero (Const.) — Calcaire conchylien.
— Shell lime stone. — Muschelkalk.
Galcareo de traii9Ì$3o (Const.) — Calcaire de transi-
tion. — Tramition limestone. — Uebergangs Kalk.
Galcareo grosseiro (Const) — Calcaire gros$ier. —
Coarse lime stone. — Grober Kalkstein.
Galcareo lacustre (Const.) — Calcaire lacustre. — La-
custral lime-stone.
Galcareo de Portland (Const.) — Calcaire de Portland.
— Portland lime Oone. — Portlander Kalkstein.
Galcareo de Purbeck (Const.) — Calcaire de Purbeck.
— Purbeek lime itone. — Purbeckkaìk.
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CALCAREO SEUC060 CALDEIRA DE LOCOMOTIVA 169
Calcareo silicoso (Consl.) — Caicaire silicem. — Sir
liciom lime $tone. — Kiesselkalk.
Galceteiro (Tech.) — Paveur. — Paver. — Pflasterer.
— Trabalbador que fazou endireita calQamentos.
Galgo ou cunha [de segurar os triihos de dupla cabega
Das almofadas] (E. de F.) — Coin de coussinet. — Key or
wedge of chair. - Schienemtuhlkeil. — [Vide : Almofada],
Galdear (Tech.) — Souder. — To shingìe, lo weld —
Schweisien. — Ligar dous ou mais fragmenlos de ferro aque-
cidosa calor branco,pela percussao oupela simples pressào.
Caldeira. — Chavdière. — Boiler. —Kes$ely Pfanne. —
Espago onde é gerado o vapor ; onde se armazena ar
comprimido.
Caldeira a vapor (Mach.) — Chaudière à vapeur. —
Steam boiler. — Dampfkessel, KesseL — Espago fechado,
nas machioas, onde a agua se transforma em vapor.
Urna boa caldeira deve satisfazer as seguintes condi-
gOes: 1% Ter a necessaria superficie de aquecimenlo. 2% Ter
a grelha desenvolvida» e com barras delgadas, dando
entro si franca passagem ao ar. 3\ Ter fornalha espagosa,
porém nào muito comprida, o que se torna inconveniente
para manter o fogo em piena actividade.
PressSo sob a qual deve funccionar urna caldeira :
"--^
A espessura das chapas de ferro das caldeirastl vapor
é dada pela seguinte formula : E= 1,8 D(N — 1) + 3.
Sendo, n'estas formulas: E, espesura em millimetros ;
D, diametro da caldeira em metros; N» numero de ath-
mospheras do vapor no interior da caldeira.
Caldeira de locomotiva (E.deF.)— E' tubular, cylin-
drica e geralmente horizontal. Formada de chapas de ferro,
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170
CALDEIRA DE LOGOHOTIVA
k.
^
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CALDEIRAS GÀLDEIRAS DAS LOGOMOTIVAS 171
eoja espessara d3o passa de O^'^OIS. dQO, nas caldeiras»
nSo apreseota vantageas, pela falta de homogeneidade.
Tem-se a espessura da parede da caldeira locomotiva
pela seguiate formula :
Sendo : E, espessura; D, diametro da caldeira em centi-
metros ; p, pressào eflfectiva do vapor em athmospheras.
A caldeira compòe-se das seguintes partes : fornalha,
corpo cylindrico e tubos, e caixa da fumaca. diametro
do corpo cylindrico varia entre l" e 1",40 ; e o compri-
mento, entre S^^S e 5". As chapas da caldeira sào rebi-
tadas ; e os rebites cravados a quente.
Com calòr, produzido pelo fogo da fornaiha, a cai*
deira dilata-se ; e, por isso, ella deve ter uma de suas ex-
tremidades flxadas à caixa da fumala e o corpo cylindrico
assentado sobre supportes quo permiltam franco desloca-
mento.Os supportes sào de chapas de ferro, presas aòs lon-
gerOes. Entre os supportes e o corpo da caldeira convem col-
locar laminas de latào, aflm de facilitar o escorregamento.
Galdeiras [Ensaio das — ]. As caldeirassào ensaiadas
cu experimentadas a frio, por meio de bomba, deprensa
hydraulica ou de compressào. Devem ser submettidas a
pressào tripla da resisteocia nominai que tém de supportar
quando queotes. fim da experieocia é reconhecer se o
metal apresenta defeitos e si a crava^ào nào deixsPfugas
pelos rebites.
Caldeira [GuarnigOes da — ]. Sào pe^as complemen-
tares : — lorneiras de prova, de descarga, valvula de
seguran^a, manometro, iodicador do nivel, etc.
Galdeiras das locomotivas [Limpeza das — ^j. As cai-
deiras das locomotivas dovem ser limpas ou lavadas sóde-
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172 GALDEIRAS (OxiDAgAO das— ) GALDEIRAS
pois de 12 horas de completo resfriamenlo. Alimpeza, cm
geral, execDta-se em 4 horas. Nesta opera^ào gastam-se
de 15 a 20 melros cubicos d'agua.
A E. de F. de Paris-Lyon-Medìlerraneo prescreve lava-
gens regula menta res de 12 em 12 dias e lavagens supple-
mentares se o numero de kilometros percorrìdos pela
machina, anles dos 12 dias, é maior que o marcado pela
formula :
3.600
N = '
CP
Sondo : N, numero de kilometros percorrìdos depois
da ultima lavagem ; C, consumo mèdio de carvào por kilo-
metro ; P, peso mèdio em grammas do deposito deixado
depois da evaporagào da agua empregada na alimentaQào.
Galdeiras [OxydaQào das — ]. Ordinariamente é cau-
sada pelas aguas da alimentagào, que sào mais du menos
carregadas de sulphato de ferro ou de aluminio. Toma-se
multo perigosa por enfraquecer os metaes e dar lugar a
explosOes. Previne-se por melo de leite de cai, de carbo-
nato de soda, ou mesmo por urna lamina de zinco em sus-
pensao. emprego do condensador é mais efficaz.
Os phenomenos de oxydacào manifestam-se junto
da linha d'agua e com certa regularidade ; algumas
vezes, porém, ha grande numero de picadas ou corro-
sOes — menores ou maiores, que se desenvolvem de prefe-
rencia com o repouso da caldeira.
O^ago fundido ((ìessemer de Crewe) é o metal que mais
resiste é oxydam. As caldeiras das locomotivas facil-
mente se oxydam por causa da alta pressào, das fadigas,
dasparadas nas estacOes, etc.
Galdeiras [Volumes nas — occupado por agua e por
vapor]. — Segundo Bourne o volume total da caldeira póde
se dividir em 3/4 para agua e 1/4 para vapor.
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CALDEERA CYUNDRICA CALOR ESPECIFICO 173
Segando Robert Armstrong, deve ter- se : 1/2 para
aguael/2 para vapor.
Galdeir^ cylindrica (Mach.) — Chaudière cylindrique
— Cylindrical boiler — Walzenkessel.
Galdeira horizontal (Mach.) — Chaudière horizontale
— Horizontal boiler — Horizontalkessel.
Gadeira vertical — (Mach.) — Chaudière verticale —
Vertical boiler. — Verticalkessel.
Galdeira telescopica (Locom.) — Chaudière telescopi-
que — Telescopical boUer — Telescopischerkessel. — A que è
formada de chapas juxtapostas, e que vae diminuindo de
diametro de uma extremidade para outra. Muito empre-
gada nas locomolivas amerìcanas.
Gadeira tubular (Mach ) — Chaudière tubuhire. — Tu-
bular boiler — Ròhrenkessel, vielróhrige Dampfkessel^ Dam-
pfwagenkesseL — A que è atravessada por tubos. Inven^ào
de Marc Seguin. Nas locomotivas nào se empregam outras
caldeìras. Os tubos sao cercados pela agua da caldeira e
atravessados pelos productos da combustào.
numero de tubos das caldeiras das locomolivas
varia de 100 a 300, tendo cada um de 0",030 a 0-,050
de diametro interno. Os tubos, corno facilmente se com-
prebende, augmentam de muito a superflcie de aqueci-
meulo. Antes de baver a caldeira tubular, a locomotiva
nào apresentava grandes vantagens ; nào era machina de
verdadeira utilidade.
Galdeireiro (Tech.) — Chaudronnier — Copper^mith,
boiler- maker — Kupferschmied, Kessekchmiedy Kesselmachery
Kesselarbeiter. — Artista que trabalha em caldeiras e n'ou-
tras obras de chapas de ferro.
Galor (Tech.) — Chalear — Heat — Wàrme,
Galor especifico (Tech.) Chaleur spécifique — Spedfic
heat — Specifische Wàrme, Eigenwàrme. — calor espe-
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174
CALORIA
ciBco d'am corpo é o numero de calorias necessarias para
elevar de 1 grào a temperatura de 1 kìlogramma d'esse
corpo. ,,
Calor espeeifleo dos eorpos simples (Wnrtz)
CORPOS
Alaminio.......
Antimoiìio
Arsenico
Bismatho
Boro (a 2380)....
Bromo (solido). • ,
Cadmio
Calcio
Carbono (a 600**)
Cerio
Chumbo
Cobalto
Cobre
Didjmio
Enzofre
Estanbo
Ferro
Gallio (solido)...
GlQCÌiiio(a800«).
Indio
lodo^
Indio
Lanthano
Caler es-
pecifico
2148
.0508
0814
0308
.866
0848
0667
167
46
4479
0314
1067
0952
04563
1776
0562
1138
079
0506
0569
0541
0326
04485
COBPOS
Lithio
Magnesio
Manganez •••.
Mercnrìo (solido)
Molybdeno....
Nickel
Onro
Osmio
Palladio
Pho8phoro(entre 7 e 30*»}
Platina
Potassio
Prato
Bhodio
Bnthenio •
Selenio
Silicio (a lOOo)
Sodio
Telluro
ThaUio
Tungsteno
Zinco
Zirconio
Caler
especifico
0.9408
0.2499
0.1217
0.0319
0.0722
1092
0.0324
0811
0.0593
0.1895
0.0324
0.1655
0.0578
0.0580
0.0611
0.0762
0.202
0.2934
0.0474
0.0836
0.0334
0.0956
0.0660
Calorìa (Tech.) — Calorie. — Caloria. — Calorie. —
Unidade de calor. Quanlidade de caler necessario para
elevar de 1 grào a temperatura de 1 idlogramma de agua.
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GAMADÀ DE ARGÀMASSA GAMISA DA GALDEIRA
175
Kunero de calorlas produMdas pela eombastSo eompleta de
1 klUog. de Tarias substaneias
(Debray, 1866)
C0M6UTISY£I8
CALORTAS
Lenha secca (com 25 a 30<>/o d'agna)
Lonha deasocada Delo calor • . .
2.800ad.000
4.000
5.200 a 5.400
6.800a7.000
7.200a8.600
8.000
Tnrfa de bfta analidade
Coke...
Garròes de Dedra ••
Garvao de lenha
Gamada de argamassa (Const.) — Conche de mortier.
— Coating. — Mórtelbett.
Gamada [de terreno] (Tech.) — CouchCy assise —
Groundncill, straturrij layer.—Schicht, Erdschicht.
Gamada ou demSo de emboQo (CoDSt.) — Conche
d'endnit, — Skin ofplaistering. — Mórtelverpntzlage.
Gamada de lastre (E. de F.) — Conche de ballast. — Bed.
— Ueberbettung, Schotterbett. — [Vide : Lastro].
Gamara de vapor (Mach.) — Chambre de vapeur. —
Steam room or chest. — Dampfraum. — [Vide : Cupola].
Gambota de roda (Tech.) — /ante. — Felly. — Felge,
Radfelge — Parie circular da roda, onde se prendem os raìos
e sobre a qual é Gxado o aro.
Gamii^o de ferro. — [Vide : Estrada de Ferro],
Gamisa exterior da caldeira (Mach ) — Chemtie ex-
térieure de la chatuOère. — Steamrcase. — Aussere^ Kessel^
bekleidung. — Nas locomolivas é feila com folhas de ferro
de 0",002 a 0",003 de espessura, e de tal modo coUo-
cada sobre a caldeira, que os rebites d'està nào a toquem
em ponto algum. OQm da camisa é evitar as perdas de
caldr. Citemos, sobre o assumpto» a opiniSo do engenheiro
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176
GANGELLA-
^GANTARIA
Gustavo Richard : « On peul dire que Ton a essayé, pour
envelopper les cbaudìères et les condaìtes de vapeur,
presqae toutes les substances possibles. Qaelques unes oDt
donne, sur les chaudières fixes, des bons résultats, mais
on se contente, en general, pour les locomotives, d'une
simple lame d'air prise entro le corps de la chaudière et
l'enveloppe constituée par des feuilles de tòle ou de laiton
supportées par des petites coroières. »
Cancella (E. de F.) — Barrière. — Gate. — Barrière,
Sperrbaum. — Portào collocado na passagem de nivel.
Fig. 63 — Cancella.
Cancella automatica (E. de F.) — Barrière automati^
que, — Aviomatic railway gaie. — Automatischer Sperrbaum.
Canhamo (Tech.) — Chanvre. — Hemp. — Hanf. —
Piantando cujas Qbras se fazem cabos.
Cannelura de urna columna (Àrch.) — Cannelure. —
Finte. — Schafirinne, Canal. — Cavado mais ou menos
largo e profundo no fusto de algumas columnas.
Cantarla (Const.) — Pierre de tqille. — Ashlar, frees-
tone.—Haustein. — Fedra de construc^ào, em goral granito,
tendo as faces apparentes trabalhadas com mais ou menos
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CAOTARIA 177
arte. Ha tres especies, a saber : — desbastada, quando cor-
tada a picào; lavrada, quando a escopro; e escodada^
quando a escoda.
KSPEaFICAgÙES SOBRE CANTARIAS PARA AS EHPRBITADAS DE
CONSTRUCgiO DAS ESTRADAS DE FERRO DO ESTADO :
<( A cantarla sera formada de pedras lavradas a picdo
e escopro, tanto nas faces apparentes, comò nos leitos,
sobre-leitos e juntas. Essas pedras serào assentadas em
argamassa de cimento puro, nao devendo apresenlar
jÙQlas de mais de cinco melimetros (O^'.OOS) de espes-
sarà.
Nas faces apparentes da cantarla, quando se achar de-
clarado nos projeclos ou os engenheiros exigirem, o em-
preiteiro deixarà almofadas rusticas, apeoas desbastadas a
picào, lavraudo-se a escopro unicamente um filete nunca
mais largo de dous centimelros (0",02) para cada pedra,
em Tolta das arestas e juntas apparentes.
As cantarìas serào assentadas de modo a cruzar sem-
pre a parte mais extensa de urna pedra com a mais curta
da pedra seguinte, tendo-se, além d'isso, o maiorcuidado
em que as fiadas fiquem com os leitos e juntas exatameote
comò indicar o projecto da obra.
Essas pedras, quando empregadas para angulosearcos
de testa, nào poderào ter menos de vinte e dous centesi-
mos de metro cubico. •
Todas as pedras de angulo deverao apresentar um
lardoz nunca inferior a 20 centimetros (0°',20) fora da
parte canteada, aGm de bem se fazer a sua amarraQào
com resto da obra.
A cantaria sera medida seguudo as suas dimensOes
effectivas e à vista do projecto, excluindo-se o tardoz, que
modonario. 13
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178
GANTONEIRA
sera incluido Da alvenaria coDstruida de combinac^o com
a mesma canlaria.
Para cada melro cubico de cantaria empregar-se-hào
Doventa e cinco centesimos de pedra e cinco centesimos
de argamassa. )>
Gantoneira (Ctonsl.) — Carnière. — Angle-iron. —
Winkeleisen, Winkelschiene. — Pega de ferro, em fórma de
angalo diedro de 90^
Gantoneiras de lados ignaes
Largura do
Bspessnra
Peso do metro
Largura do
Bspessiira
Peso do metro
lado. em mlUi-
mèdia em
eorrente em
lado, em milli-
mèdia em
eorrente em
metros
milUmetroB
kilogrammas
metros
miUim«tros
kilogrammas
ao
3V«
0.88
60
5
4.54
20
4V4
1.20
60
7
6.14
22 ^p
8 V4
1.10
65
7 V4
6.50
22 Va
4»/.
1.45
66
9 V4
8.50
25
8V4
1.80
70
7 V4
7.25
25
4V4
1.70
70
10 V4
10.76
27
3V4
1.55
76
7%
8.50
27
4»/4
1.95
75
11
11.99
80
4V,
1.80
80
7 7.
9.25 .
30
6V4
2.25
80
Il
12.60
35
4V»
2.85
90
10
13.17
85
6 Va
8.10
90
15
18.88
40
6
2.85
100
11 V,
16.50
40 "^
6
8.45
100
16 V2
23.25
45
6V4
8.60
HO
11 Vi
18.50
45
7V4
4.40
110
15 Va
24.50
50
6
4.25
125
11
20.60
50
8
5.60
125
17
80.50
55
«'A
5.00
55
8V4
6.25
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GAirrONEIRAS DA8 VIGAS •
GARGA
179
CantoneirM desliriutes
li
8>
o
Sa
e .
O 0,
I
1
i3
26X40
26X40
80X46
80X46
86X66
86X66
40X60
40X60
40X60
40X60
46X65
45X65
4
6V2
4^/4
6 3/4
6 Va
6 Va
7 Vi
5V2
8 Va
6 Va
8 Va
1.90
2.60
2.60
8.60
8.60
6.60
8.76
4 75
4 00
6 00
6.10
6.00
80
80
80
80
95
95
60X
60 X
60X
60 X
60 X
60 X
70 X 110
70 X 110
80 X 100
80 X 100
80 X 120
80 X 120
8
10
7
11
8
10
8
12
9
18
9
16
&
e
11
I
7.60
9 00
7.26
11.00
9.00
11.20
11.00
16.60
12.00
16.60
18.00
22.06
Gantoneiras das vìgas em duplo T, das pontes de
ferro. — A espessara C, enconira-se (pouco mais ou me-
nos) pela seguinle formula : E = 10 4- 0,06 L.
Sendo : E, espessura em millimetros ; L, vào, ou dis-
lancia da ponte entro os eocontros ou entre pegOes.
Gapeamento (Const.) — Couronnemet, chaperon. —
Orowing, top^ caping^ coping. — Haube, Mauerabdeckung^
Abdach. — Parte superior de um muro, etc.
Gapitel (Arch.) — Chapiteau.— Capitai chapitrel,cha-
piter. — Capitai^ Sdidenknauf, Knauf, Kopf. — Parte su-
perior de uma columna ; assenta sobre fuste.
Gapoeira. — Especie de vegetagào que succede às der-
rubadas.
GapoeirSo de machado. — Gapoeira deseuvolvida.
Garga (Tech.) — Charge. — Loadj burden, charge. —
Lasty Ladung.
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180 CARGA ADDiaONAL CARIATIDE
Carga addicional (Tech.) — Charge additionelley sur-
charge. — Overcharge. — Ueberlast.
Carga de mina (Tech.) — Charge. — ChargCy shot. —
Ladung (der Schtm).
Carga de ruptura (Tech.) — Charge de rupture. —
Rupture charge, breaking load. —Bruchladung. — E' inde-
pendenle do comprimenlo do prisma e proporcional à sec-
00 tr«insversal do mesmo. Para o ferro forjado, por mìl-
limelro quadrado, é de 30 a 40 kgs. ; para o ferro em bar-
ras, de 40 kgs. ; para o ferro em chapas, de 30 a 35 kgs.;
para o ferro fundldo, de 11 a 13 kgs. ; para o ago, de
75 kgs. ; para o bronze del6a23 kgs. ; para o latào, de 10
a 12 kgs.; para o zinco laminado, de 5 kgs.; para o chumbo
laminado, de l^«f-,35 ; para a pedra, de 14 a 80 kgs. ;
para o tijolo, de 8 a 20 kgs. ; para o gèsso, de 4 a 11 kgs. ;
e para a argamassa, de 4 a 15 kgs.
Carga de seguranga (Tech.) — Charge desécurité. —
Safety charge^ safety load. — SicherheitslasL— Para o ferro
forjado, por millimetro quadrado, é de 5 a 10 kgs. ; para
ferro em barra, de 6 a 10 kgs. ; para o ferro em chapas,
de 5 a 8 kgs.; para o ferro fundido, de 2 a3 kgs. ; para o
aco. de 12 a 18 kgs. ; para o bronze, de 3 a 6 kgs.; para
zinco laminado, de 0,8 a 1,2 kgs.; para o chumbo lami-
nado, de 0,2 a 0^» ,3 ; para a pedra. de 1,4 a 8 kgs. ;
para o lijolo, de 0,7 a 1,6 kgs. ; para o gesso, de 0,3 a
0,7 kg. ; para a argamassa, de 0,3 a 1 kg,
Carga da valvola de seguranga (Mach.) — Charge
de la soupape de sarete. — Safety valve load. — Geioicht des
Sicherheitsventik. — [Vide : Valvula de seguranga].
Cariatide (Arch.) — Cariatide. — Caryatide. — Karyati-
de. — Figura de mulher empregada muilas vezes na archi-
tectura grega, em substituigào da columna, para aguentar
entablamentos, etc.
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CARIMBO DA CALDEIRA CARRO 181
Garimbo da caldeira (Locom.) — Timbre de la chau-
dière. — Brand of boiler. — KesselstempeL — Placa de
laido flxada na caldeira, ioclicando a pressào maxima,
em kilogrammas por cenlìmelro quadrado, ouem alhmos-
pheras, que ella póde supportar. Nas caldeiras das loromo-
tivas carimbo varia enlre 8 e 10 kgs. Excepcionalmente
empregam-se pressOes altingindo a 12 alhmospheras, que
nào lem dado bons resuUados.
Garmin (Tech.) — Carmin. — Carmine — Carmin-
rothe Carmin. — [Vide : Àquarella].
Garpinteiro (Tech.) — Chaiyentier. — Carpenter. —
Ziemmermann. — Operarlo que faz Irabalhos de madeira,
empregando pregos. Quando emprega sómenle colla e pa-
rafusos, é marcineiro.
Garregador de bagagem ou de carga (E. de F.)
— Facteur. — Railway-forter. — Packtràger.
Garregador de pedra (Const.) — Bardem. — Stone-
carrier, kraft-man. — Steintràger.
Garretao ou cruza-vias (E. de F.) — Chariot trans-
porteur, chariot de service. — Travelling-platform, traverser,
sliding^laltform. — Schiebebiihne. [Vide : Cruza-vias].
Garrinho de rnSo (Coiisl.) — Brouette. — Wheel-bar-
rovo. — Schubkarren, Laufkarrcn. — Muito empregado nos
trabalbos de terra.
Garro (E. de F.) — Voiture, waggon. — Carriage,
waggon. — Wagen. — Caracteres dos carros de estradas de
ferro : — l%PosÌQào da caixa sobre as rodas. 2%E«istencia
de rebordos nos aros das rodas. 3'',Parallelismo dos eixos,
quando nào se emprega bogie, truck, ou articulacào de
Bissel. 4% Rodas presas aos eixos, fazendo com que estes
gyrem tambem. 5% Conexidade dos aros das rodas.
Qualquer que seja o firn a que se destina, o carro
compde-se sempre das seguintes partes : caixa, estrado.
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Ì8S CARRO DE PASSAGEIROS
caìxas de graxa, eixos, chapas de guarda, molas de sas-
pensào, rodas, para-choques e apparelhos de traccào. —
[Vide eslas palavras].
comprimento dos carros deve ser determinado de
modo a poderem passar os carros nascurvas mais fortes da
liaha a que se destina. — [Vide : Baze rigida]. A largura,
nào deve ser maior que duas vezes a bitola da liuha, para
que nào Ihes falle a indispeusavel estabilidade.
Carro de passageiros (E. de F.) — Voiture à voya-
geur$, — Passengerscarriage. — PersonerUramportwagen. —
Ha dous systemas : inglez e americano.
Systbma inglez : Cada vehiculo divide-se em varìos
compartimentos separados, com porlinholas nas paredes
longitudinaes. A altura dos carros varia de 1"J5 a 2", 30;
e a largura, de cada compartimento, de l",24a 2",30.
comprimento de cada carro depende do numero de
compartimentos que elle tem.Gada passageiro tem direito a
um logar com as seguintes dimensOes (no minimo] 0",45
de largura e 0",65 de fundo. espa^o entre os assentos
è de 0",5.
Ha carros de 1\ de 2', de 3' e, até mesmo, de 4'
classe. conforto é relativo às classes.No Brazil, em geral,
ha so duas classes de carros.
A grande vantagem do carro inglez é permittir maior
utilisagào de superGcie, e apresentar meuos peso morto
por passageiro. comprimento da caixa, scodo relativa-
mente lì^queoo, facilita a manobra nas estagOes. Em geral
cada carro tem dous eixos.
Nos paizes quentes o carro inglez é iatoleravel. Apre-
senta, entre outros, os seguintes incovenientes : dificul-
dade e perigo na entrada e sahida ; prisào do passageiro
n'um pequeno espa^o ; perigo deabrir-se a portinhola, em
viagem ; fatta de latrinas ; mi ventilagào e pouca luz ;
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CARRO DE BAGAGEM
185
perigo para o pessoal, qoe tem de andar pelos estribos,
quando o trem està em marcha, etc.
Systema americano:
Os carros s^o nnuito lon-
gos ; assentam sobre bo-
gles; lem corredor longi-
tudinal, e entradas nos
extremos, dando para as
plata-furmas. Ha tres ty-
pos differentes, a saber :
de corredor centrai e um
sócompartìmento; de cor*
redor lateral e varios com-
partimentos, que se comr
municam com essecorr^
dor; e de corredor centrai
e compartimentos late-
raes, tendo portas para o
corredor.
carro amerìcaDO è
arejado, espa^oso e darò;
permitte sèria fiscalisa-*
Qào; dà segura entrada e
sahida aos passageiros e
torna facillima a circula-
Cào dos empregados des-
de um extremo do trem
ao outro extremo.
Carro de bagagem
(E. de F. ) — Fourgon,
waggon à bagage. — Lag-
gagM)an. — Packwagenj
Gepackwagen.— N'este carro, além do compartimento des-
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184 CARRO DE GARGA CARRO PARA CARViO
tinado às bagagens» ha geraltnente um outro para o cbefe
do Irem.
Carro de carga (E. de F.) — [Vide : Vagào].
Carro correlo (E. de F.) — Wagon poste — Post-
ijoaggon. — Post wagm.
Carro de lastre (E. de F.) — Wagon d'ensablement. —
Ballast wagon. — Kieswagen, Schotterwagm. — Tem as
paredes da caixa moveis e baixas, aOm de facilitar a ma-
nobra.
Carro dormitorio (E. deF.) — Vagon-lit. — Sleaping-
car. — Schlafwagm. — Nesle carro, os iogares deslinados
aos passageiros transformam-se facilmente em leitos.
Carro de soccorro. — E' do regulamenlo para fiscalisa"
(do da seguran^a, conservagào epolicia das estradas de ferro
seguiate arligo : « Governo podere exigir que no logar
do deposilo das machinashaja constantementeum carro com
todos OS inslrumentos e preparos que forom necessarios,para
occorrer promptamente a qualquer accidente ; e bem assim
machinas de soccorro ou de reserva, em estado de poderem
immediatamente partir, nos pontos que forem designados
pela administragào. A' està incumbe eslabelecer as regras
que se devem seguir nos casos de pedido de soccorro e de
partida das machinas para prestal-os ».
Carro freio (E. de F.) — Wagon frein. — Brake-van.
— Bremswagen.
Car]Q3 guindaste (E. de F.) — Grue roulante. — Rail-
way crane , travelling. — Bewegliche Krahn. — [ Vide :
Ghindaste].
Carro para gado (E. de F.) — Wagon à bestiam. —
CaUlewaggon. — Viehwagen.
Carro para transportar carvSo de pedra (E. de F.] —
Wagon à houUle. — Goal waggon. — Kohlenwagen.
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CARRO PLATAFORUA GASA DE GUARDAS 185
Carro plataforma ou descoberto (E. de F.) — Wagon
a plat&'forme découverte. — Open good$ waggon. — Block-
wagen, Louoryy offerte Guterwagen.
Garroga (Const.) — TorrJbereau, camion, — Cart, tUting-
cari. — Schuttkarreny Kippkarren. — Empregada no tran-
sporle de terras.
Garroga de mSo de duas rodas (Const.) — Brouette à
deux roues. — Handn^rt. — Slosskarren, Handkarren.
GarvSo (Tech.) — Charbon — Goal — Kohle.
GarvSo de pedra, hulha (Tech.) — Charbon de terre,
houille. — Black coaly pit cool, coal. — SteinkohlCy Sch-
warzkohle.
Combustivel geralmente usado naslocomotìvas. Gonlèm
de 75 a 88 7o de carbone. E' solido, prelo, ìnflammavel e
brìlhante. carvào de pedra divide-se em : graxo ou gordo
que arde com longa chamma, amoUece com o calór, e des-
prende 8.600calorias por kilogramma ; e, secco ou ma^o,
que desprende por kilogramma perlo de 7.300 calorias.
carvào gordo é menos vantajoso ; seu uso conlinuado es-
traga as barras da grelha. — [Vide : Coke e ArUhracito].
Em goral 1 kilogramma de carvào de pedra vaporisa
de 4 a 9 kilogrammas de agua.
Nas locomotivas, 1 kilogramma de carvSo de pedra de
1' qualidade produz 8 kilogrammas de vapor. Um metro
quadrado de superficie de aquecimenlo consome em 1 bora
5 kilogrammas de carvào ; logo, produz n'esse tempo 40
kilogrammas de vapor. Um metro quadrado de superficie
de grelha, em 1 bora, consome 230 kilogrammas de
carvào; logo, produz 1.840 kilogrammas de vapor, n'esse
tempo. A relaQào entre a superficie da grelha de a e aque-
cimento é de 1:46. vapor trabaiha com 10 atmospheras.
Casa de guardas (E. de F.) — Mamn de gardes.—
Gmrds-home. — Pequena casa conslruida junto à pas-
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186 GÀSGALHO GÀVALLETE
sagem de nìvel, servindo de habita^o ao guarda can-
cella.
Cascalho ( Const. ) — Gravier. — Gravel, rubble. —
Kies, GruSy Gries, grobe Sand. — Fragmentos de pedras pon-
leagudos, irregulares e duros. Bom material para aterros
e para lastro.
Càstanhos dos parallelos [Locom )—Taquets desglis-
sières. — Slide giude fulchrum. — Gleitschienennuss, — [Vide :
Parallelos].
Catraca (Feri-.) — Rochet. — RacK ratch. — Ratsche,
Zahmcheibe. — Ferramenta para furar chapas de ferro ou
de outro metal.
Cauda de um contraforte (Const.) — Queue d!un con-
tre-fort — Tail ofa counterfort. — Stirriy Schweif, Vor-
derseite eines StrebepfeUers.
Cauda do trem (E. de F.) — Artière du convoy. —
Backward. — Riickwarts rangirt. — Parte posterior do
trem.
Cauda [ir na — do trem] (E. de F.) — Aller en arr^e
du train. — To go backward. — Ruckwàrts anhàngen.
Cautella [Signal]. (E. de F.) — RélarUÌ9$ement. — Caih
tim. — Camion. — Durante o dia : — bandeira verde ;
a noite : — luz verde.
Cava de emprestimo [que fica depois de ser a terra
levada para o aterro]. (E. de F.) — Giambre d*emprunt.
— Sidecrcutting-place. — Seitenentnahmeplatz. — Deve ser
feita de modo a nào estagnar asaguas da chuva.
Cava de fundagSo (Const.) — FouUle. — Trenchingy
Digging. — Fundimngsgrube, — Buraco dentro do qual é
construido o alicerce.
Cavallete (Const.) — Chevalet. — Treale. — Dock,
Geru$t, Gestell. — Nas estradas de ferro economicas dos
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CAVALLO-VAPOR GAVILHA DE GABEgA GHATA
187
Estados Uoìdos oscavalletes sao muìto empregadosna cod-
struc^ào de viaductos, substituiDdo lougos aterros. (Fg. 65)
Fig. «6 — Oaralletes.
Cavallo-vapor (Tech ) — Cheval-vapeur. —Horse-po-
wer. — Pferdkraft. — Forga capaz de elevar 75 kgs. a al-
tura de um metro, em um segando de tempo.
Cavar o terreno (Gens.) — Fouiller le terrain. — To
' rake-up the ground, to digup the earth. — Den Boden auf-
graben, durchìvuMen.
Cavar os alicerces (Const.) — Frouiller ou creuser
les fondemerds. — To dig the dUches for fotmdatiom.—Den
Grand graben, die Grundgrdbm ziehen.
Cavilha (Tech.) — Chevilley boulon. — BoU, pin. —
Stuvbolzeny Bolzen. Especìe de parafuso. ^
Cavilha farpada (Tech.) — ChevUle barbette. — Spike-
fuiUy rag-bolt. — Bartnagel.
Cavilha com porca (Tech.) — Boulon à écrou. — Boli
and nut. — Bolzen und Muttery Schraubenbolzen.
Cavilha de cabega chata (Tech.) — Boulon àtéte piale.
— Flat-headed bolt. — Fìachkopfige Bolzen.
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188 GAVILHA DE GABBgA DE DIAMANTE GAVILHAR
Gavilha de cabega de diamante (C. de F.) — Boidon
à téle de diamant. — Diamond'headboU. — Diamantkopf-
bolzen. ~ Usada na pregacào dos Irilhos sobre os dormen-
les. Deve ser introduzìda a chave de parafuso. Quando fa-
zem aste servilo a martello^ conhece-se logo, por causa do
achatameoto do diamante, que è urna pequena penta, em
forma de pyramide, collocada na cabeca da cavilha.
Gavilha de cabega quadrada (Tech.) — Boulon à téle
carré. — Sifuare-headed-bolt. — Bolzen mit viereckigem Kopf.
Cavilha de cabega redonda (Teoh.) — Boulon à téle
ronde ou à champignon. — Round-headed bolty boss headed
bolt — Flachrundkòpfige Bolzen.
Gavilha de chaveta (Tech.) — Boulou à clavette. —
Eye-bolt, Eye-bolt and key, cottar-bolt. — Splintbolzen.
Gavilha detarracha (Terh.) — Cheville vissée, — Screw
plug. — Schraubenholzen.
Cavilha fixa (Tech.) — Cheville fixe, — Steady pin. —
Fixer Bolzen.
Gavilha de argoUa (Tech.) — Cheville à boucle. —
Ringbolt. — Ringbolzen.
Gavilha de gancho (Tech.) — Cheville à eroe. — Hook
bolt. — Hakenbolzen.
Gavilha inestra (Tech.) — Cheville ouvrière, — Joint-
bolL — Schlussnagel, Spannnagel [Vide : Pino].
Cavilhas de engate das correntes de seguranga (E.
de F.) — Boulons d'attaché des chatnes de séreté... —
Schraukenschwengel der Sicherhcitsketten.
Gavilha de ferro [Para prender columnas] (Consl ) —
Goujon. — Gudgeon. — Versenkler Bolzen.
Cavilhamento (Const ) — Chevillage — Spiking, boi-
ting. — Verbolzinug.
Gavilhar (Tech.) — Cheviller. — Io fcotó, to peg. —
Verbolzen, Zusammendubeln.
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CAVOQUEmO CENTRO DE GRAVIDADE 189
Gavouqueiro (Tech.) — Carrier. — Quarry-man. —
Steinbrechcr. Minenbohrer. — Trabalhador dejpedreira.
Caximbo (E. de F.) — [Vide: Corte].
Centrar o instrumento (Tech.) — CerUrer. — To cen-
tre. — Centriren. — Collocal-o na verlical. Todas as ve-
zes que se arma o Irasito è ìndispensavel central-o.
Centro de ago [do torno] (Tech.) — Pointe. — Center.
— Spitze, Kómer.
Centro de gravidade (Tech.) — Centre de gravite. —
Centre ofgravity. — Schwerpuncty Mittelpunct der Schwere.
— centro de gravidade de urna recta està no meio ; o
de un) triangulo està na intersecQdo das rectas que partenì
dosangulospara o meio dos lados oppostos ; o de um pa-
rallelogrammo està na ìnterseccào das diagonaes ; o do
circulo està no centro ; o de um prisma està no meio da
linha que liga os centros de gravidade das duas bazes ; o
de um cylindro està no meio de seu eìxo ; o de uma es-
phera està no centro ; o de uma semi-esphera, està sobre
seu eixo a 3/8 a partir do centro; o de um cóne ou de uma
pyramide qualquer està a 3/4 a partir do vertice, sobre a
linha que o liga ao centro de gravidade da baze.
Centro de gravidade das locomotivas [Segundo Mo-
lesworth]. Sendo : C, distancia horizontal da linha do
centro de gravidade para o eixo motor; L, carga sobre as
rodas da fronte ; T, carga sobre as rodas de traz ; /, dis-
tancia entre o eixo da fronte e o eixo motor; t, di«tancia
entro o eixo de traz e o eixo motor; B, baze rigida da ma-
china; W, peso total da machina, tem-se :
w
madido a contar do eixo da fronte.
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100 GÈO Dà FORNALHA CÉRCA
QaaDdo Tt é maior qae LI, tem-se :
medido a contar do eixo de traz.
Estas formulas referem-se a machìnas de 6 rodas, com
eixo motor no centro. Em machiùas de 4 rodas, si L
excede a T, a distancia horizonlal do centro de gravidade,
medida para o eixo de traz = -5-. Si T excede a L, a dis-
tancia medida para o eixo da frente = ^. Si T = L, o
centro de gravidade està collocado a meia distancia, entre
OS dous eixos.
Céo da fomalha (Mach.) — del du foyer. — Fornace
crown, furnace place top. — Feuerbuchsendecke, Feuerun-
g$decke, Deche. — Parte da caldeira que recebe directa-
mente a chama da fornallia. Munida de bujào fusivel.
Gepilho (Ferr.)— Robot à boudin. — Rou/nd-plane. —
Stabhobel, Rundstabhobel. — Ferramenta de carpinteiro e
ma rei nei ro.
Cepo de rebaixo (Ferr.) —Bouvet à rainure. — Groo-
ving-plane. — Nulhhobel. — Ferramenta de carpinteiro e
marciueiro.
Cepo cu tamanco do freio (E. de F.)—Sabot du frein.
— Brake-shoe, — Bremsklotz, Bremsschuh, Bremsbacke. —
[Vide : Freio].
Cèfca (E. de F.) — Clóture, haie. — Hedge, [enee. —
Hecke, Zaun. — As estradas de ferro do Brazil nào sào com-
pletamente cercadas ; so nos pontos em qae exisle gado e
perto dos logares povoados encontram-se cércas. Estas
devem ser bem constraidas ; no caso contrario serào de
effeito negativo; darào entrada aos animaes e, depois,
quando os trens se approximarem, difficultarSo a sabida,
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(MCA MORTA CÉRCA VIVA
101
^
=5
IBS
7 997<;
B
wsm
¥
9M
9M
M
As cercasmaisempregadas na linha sào as de forquìlhas
e troncos brutos, as de montantes ou estacas (Fg. 66 C),
tendo na parte superior urna tra vessa, e as de estacas se-
paradas e dnas ou mais travessas,
~° ° °^ lypo A. Nas estacòes empre-
gam-se cercas do typo B.
As madeiras das cércas devem
ser de lei, tal corno: araribà, ìpé,
graùna, angico, massaranduba,
aroeira, etc.
Os montantes sSo fincados de
0",5; téra 1",5 de altura e
0'",15X0'",15 de esquadria. As
Iravessas devem ter a mesma es-
quadria, e 6 a 7 metros de com-
prìmento; sào presas aos mon-
tantes por meio de bragadeiras,
pregos, ou a rame de ferro.
Nas estagOes, convem ^er pintadas ao longo da linha a
madeira deve ser sómente falquejada.
Tambem sào muito usadas as cércas de Irilhos velbos.
Cèrea morta (E. de F.)—Haie morte.— Fence ofrod.
— Todte Zaun, Ruthenzaun. — A que é feita de troncos
de arvore ou de estacas e travessas.
Cèrea viva (E. de F.) — Haie vive. — Quichet hedge.
Lehendige Hecke, Heckenzaun. — Forraada pelo entrela-
jamento de cerlos vegetaes dycotìledoneos que teriSem a
se esgalhar. — Entre os vegetaes mais uzados no Brazil,
para este firn, existem o maricà e o molungù.
Do Regvlamento para a fiscalisagào da seguranga, corner-
vofào e policia das estradm de ferro extra himos o seguinle:
« Art. 49. Todo o occupante de um terreno (seja ou nào
propriedade) que confinar com a estrada de ferro, e estiver
Fig. 66 — GdrcAS.
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i9S CÉRCA DE ARAME FARPADO CHAMINÉ
d'ella separado por urna cérca de espinhos, por elle feita
para seu uso, é obrigado a dobral-a urna vez peranno. Na
épooa propria o guarda do dislricto o avisarà, e nào se co-
melando servJQo em Ires dias, participarà ao chefe da
esla^ào mais proiima, o qual farà por escripto segunda
ìnlìmaQào, marcando o prazo de cinco dias.
Art. 50. Fìndo o segundo prazo terà a admìnisiragao
da estrada o direitode mandar fazer o servico por conta
do omisso e de cobrar d'elle executivamente a despeza que
com isto fizer.
Art. 51. Os ramos e os galhos cortados serào todos
langados para a parte do domioio particular, ao qual per-
lencencerào, salvo si a cerca tiver sido feita pela Admìois-
tragào da estrada de ferro. »
Cèrea de ararne farpado (E. de F.) — Clóture en fi! de
fer barbellé. — Steel barb fence. — Zaun am Eisendrath mit
Gegempitzen, — E' muilissimo empregada. As farpas afu-
gentam o gado, que tanto gesta de se coQar nas cércas, des-
truindo as.
Cerne da madeira (Tech.) — ùmr du bois. — Heart-
wood. — Kern, Kemholz, — Parte resistente da arvore.
É d'onde se extrahe a madeira que se emprega nas cons-
trucgOes, em dormentes, etc.
Ghaminé (Looom., eie.) — Cheminée, — Chimney. —
Schornstein, Rauchschlot, Esse^ Osse. — Nas locomotivas, as
chaminés de fórma cylindrica sào de fulhas de ferro ; as
de fórrfta conica, de ferro fundido,ou do chapas. Guardam
as seguintes proporQOes : Chaminés cylindricas :
s 1 S"
S--8. ^-''^'
Chaminés conicas :
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CHAMINÉS DE OFFICINAS 195
Sendo: S', seccào total dos labos da caldeira; S", sec-
cào constante nas chaminés cylindricas e seccSo minima
nas chaminés conicas ; S, secgào do venlilador.
A chaminè da locomotiva tem no alto uma tampa mo-
vedica, que permilte fechal-a, para interromper a tiragem,
nas occasides de parada.
A chaminè é de tiragem forcada pelo jaeto de vapor
que se escapa dos cylindros. Està invengào e a da caldeira
tubular tornaram a locomotiva muilissimo poderosa e
capaz de prestar os relovantes servìgos que todos conhe-
cem. A seccào da chaminè de tiragem forgada póde ser
quatro vezes menor que a da chaminè de tiragem na-
turai.
Ha vendo tiragem forcada, a machina queima, em igual
tempo, ciuco vezes mais combustivel do que pela tiragem
naturai ; logo a caldeira produz multo mais vapor.
Chaminés de officinas.— Velocidade com que os prò-
duclos da combustalo se desprendem da chaminè :
= 6.28j/_
(T — ^
md + 0,016 (H + /)
Sendo : V, velocidade expressa em metros ; T, tempe-
ratura, em gràos cenligrados, dos gazes quentes na cha-
minè ; t, temperatura do ar ambiente ; d, diametro ìnfe-
rìor ou lado do quadrado do oriflcio superior da chaminè,
em metros : H, altura da chaminè a partir da greiha ;
I, comprimento percorrido peios gazes quentes da greiha
até à base da chaminè, em metros.
Nas chaminés de tijolo, tem-se em goral T — < = 285\
A.seccào do orificio è igual ù superficie li vre da greiha.
volume dos gazes expellidos é em mèdia 2*/* vezes
maior que o do ar que entra na greiha.
Dicoionario. 18
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104 CHAPA OU FOLHA DE METAL CHAPA DE ARGAMASSA
Substiluindo-se : T, t e V pelos valores numericos
médios, tem-se :
H = 10,3 4-^'''-^'
16,8 d — /
diametro interior da base da chaminé é determinado
pela formula :
D = 4 + 0,017 H
Tambem,em vez de empregar-se a formula, póde-se dar
ao fusle da chaminé um taludamento exterior de ^ a -^,
e interior de -^.
GSiapa OU folha de metal (Tech.) — Tóle. — Piate,
sheet. — Blech. — Na pagina seguinle da mos a tabella dos
pesos das chapas de diversos metaes.
Ghapa de ago (Const.) — Tóle (Tacier. — Steel-plale,
sheet-steeL — Stahlblech.
Ghapa de ago fundido (Consl.) — Tóle d'acier fondu. —
Cast-steel-flate. — Gussstahlblech.
Ghapa de ferro (Const.) — Tóle en fer. — Sheet tron,
ironnplate. — Schwarzhlech.
Ghapa de argamassa das ahohadas (Const.) — Chafe
de mortier. — Mortar bedover a vaulting. — Mórtelaufguss,
Gemlbiiberguss. — Tem por fim garantir as alvenarias con-
tra as filtragOes das aguas. Costuma ser de 0'",30 a O^JO
de esp^sura. A chapa applica-se depois da retirada dos
simples e depois do completo recalque da abobada.
Nas abobadas de revestimento dos tunneis a chapa
deve ser de argamassa de cimento puro ou de cimento
e area.
Antes de assentar a chapa, dever-se-ha picar as juntas
da alvenaria do extradorso da abobada. Convém que a
chapa seque lentamente.
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GHAPA DE GUARDA •
- GHAPA DOS TUBOS DA GALDEIRA ld5
Peso em kilogrrammas, de nm metro quadrado das ohapas de
diTersos metaes
15
w
1
o .
1
<
1
8
è
1
7.78
7.25
7.87
8.90
6.90
11.40
2
16.66
14.60
16.74
17.80
13 80
22.80
3
23.84
21.75
23.61
26.70
20.70
33.20
4
31.12
29.00
31.48
35.60
27.60
46.60
6
38.90
86.25
39.35
44.60
34.60
67.00
6
46.68
43.50
47.22
63.40
41.40
68.40
7
64.46
60.76
65.09
62.30
48.30
79.80
8
62.24
68.00
62.96
71.20
65.20
91.20
9
70.02
66.25
70 83
80.10
63.10
102.60
10
77.80
72.60
78.70
89.00
69.00
114.00
11
85.68
79.75
86.67
97.90
75.90
126.40
12
93.86
87.00
94.44
106.80
82.80
136.80
13
101.14
94.25
102.81
115.70
89 70
148.20
14
108.92
101.50
110.18
124.60
96.60
169.60
15
116.70
108.75
118.05
133.60
103.60
171.00
16
124.48
116.00
125.92
142.40
110.40
182.40
17
132.26
123.26
133.79
161.30
117.30
193 80
18
140.04
130.50
141.66
160.20
124.20
206.20
19
147.82
137.75
149.63
169 10
181.10
216.60
20
156.60
145.00
167.40
178.00
138.00
228.00
Ghapa de guarda (E. de F.) — Plaqm de garde. —
Axle-guarde^horn piate. — Achsenhalter. — Nas locomolivas,
sào destinadas a receber as caixas da gra\a,e a resguardar
OS longeròes dos eslrados. Nos vagòes, sào as pe^as que
servem para fixar e guiar as caixas de graxa.
Ghapa dos tubos da caldeira (Mach.) — Plaque de
tubes^ plaque tvhulaire. — Tube piale. — Ròhrenplatte. —
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4Ò6 CHAPADÀO OU PLANALTO CHAVETA
Face da caldeira onde se prendem os labos. Fórma urna
das paredes da caixa da fumaga.
Chapadao ou planalto (Tech.) — Plateau. — Table-
land. — Fìachland, — Exlensào mais ou menos plana no
alto de montanbas.
Ghapa de supporta da caldeira (Locom) . — Plaque
support de lachaudière. — Boiler holders piale. — KesseUrù-
gerplatte. — [Vide : Caldeira de locomotiva].
Ghapa supporto dos parallelos (Locom.) — Plaque
support des glissières. — Slide guide piale. — StiUzplattc des
SchUiUens. — [Vide : Parallelos].
Ghapuz. — [Vide : Boneca].
Gharneira (Tech.) — Charnière. — Hinge or Turning
joirU. — Scharnier, Gelenk, Gewinde. Especie de dobra-
diga.
Ghave das talas de juncg3o (E. de F.) — Clef à four-
che. — Fork wrench. — Gabelschraubenschlùsì^el, Gabelschlùs-
sei. Aquella com que o assentador da linha aperta ou
desa perla as porcas dos parafusos das talas de juncQào.
Ghave ou fècho de abobada. (Consl.) — [Vide: Aboba-
da]. —Fedra ou aduella do meio, quefecha ura arco, uma
abobada ou uma plate-banda.
Ghave de mudanga de via. (E. deF.) — [Vide : Agulha].
Ghave de parafuso. ( Const. e mach.) — Tournevis,
clef à vis. — Screw key, screw-wrench, screw spanner. —
SchraubpnschlùsseL
Ghave ingleza. (Const. e mach.) — Clef anglaise, clef
universelle. — Coach-wrenk, morikey-spanner. — Englische
Schraubenschlùssel, Universalschraubenschlussel .
Chaveta (Mach ) — Clavette. — Cutter, peg. — Keil,
Schlùssel,SplÌ7UjClavette. — Nas locomotivas ha as seguintes
chavetas : da baste do embolo, da polla do excentrico,
do eixo, do embolo, dos bragos connectores, eie.
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CHAVETA E CONTRA-CHAVETA CHEFE DE DIVISXO 197
Ghaveta e contra-chaveta (Mach.) — Clavette et cantre-
davelte. — Gib ani coteor. — Keil und Lósekeil.
Ghaveta dupla (Mach.) — CiaveWc doublé. — Spring
key. — Doppelkeil
Ghaveta fendida (Mach.) — Clavette jendue. — Slit-culter
— Gespaltene, KeiU Gespaltene davette.
Ghavetas [Prender com — ] (Consl.) — Claveter. — To
hey, — KeUen. festkeilen.
Ghavetas [Acgào de collocar—] (Coast.) — Claoetage.
— Ceyinq. — KeUverbindung.
Ghefe da contabilidade (E. de F.] — Chef de la com-
ptabilité, — Comptroller. — Chefder Conirollirabteilung, der
ControUe. — que dirige o servilo da contabilidade.
Ghefe da locomogSo (E. de F.)^-Chef du matériel et
de la traction. — Leiter der Zugfuhrung, — Engenheiro
encarregado do material rodante e das officinas.
Ghefe da linha. — [Vide : Efigenheiro recente].
Ghefe de divisSo [Regulamento da via permanente da
E, F. Central.] — chefe de divisào terà a seu cargo:
1% A conservagào da linha, das obras de arte, edificios
e linha telegraphica ; a^", A execugSo das obras novas
dentro dos limites de sua divisào; 3% servilo de levanta-
mento de plantas, nivelamento e mais trabalhos necessa-
rios a organisacào dos projectos de obras novas, grandes
reparaQdes e modiflcagOes da liuha ou obras de arte ; 4%
exame mensal da escriptura^ao da divisào, do estado dos
meteriaes em deposito, da linha telegraphica e daf obras
de arte ; 5% A fiscalisacào e guarda dos depositos flliaes
do almoxarifado ; 6% Sera responsavel pela policia da linha
e seguranga da circulacào dos trens dentro dos limites da
divisào. 7% Terà sob suas ordens os mestres de linha, o
armazenista e mais pessoal necessario ao servilo da divi-
sào, com OS quaes se entenderà directameote ; 8% Exe-
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198 GHEFE DE SECgÀO CIMENTAR
catara o servilo segando as instrucgOes e plaaos fornecidos
pelo chefe da linha.
Ghefe de secgSo (Adra.) — Chef de sedion. — Section
engineer. — Sektionschef, Seklionsingenieur. — Engenheiro
encarregado da construccSo de am trecho da estrada.
Chefe domovimento (E.deF.) — Chefdu mmvemenl.
Superintendent of tramporlationj massager. — Betriebsdi-
rector. — Engenheiro encarregado do movimento dos trens
de passageiros e de cargas.
Chefe do trem (E. de F.) — [Vide : Conduclor do trem].
Chela das aguas (Tech.) — Crue des eaux, — Rising of
water. — Schwellen des Wassers.
Chela [Grande — de um rio] (Tech.) — Grande crue
d'une rivih'e. — High water. — Hochwa$ser eines Flu^ses,
— A plataforma da linha deve estar, pelo menos a, 0",600
acima das graodes cheias.
Chumbo (Tech.) — Plomb. — head. — Elei. —Metal
molle, de 11,45 de densidade, fuzivel a 340% de cor
acinzentada, maito maleavel, brilhante ao raspar-se
laminavel a martello, e o menos tenaz dos metaes empre-
gados nas construc(des civis.Em contactocom o ar oxyda-se
facilmente e perde o brilho. Tem grande numero deappli-
cOes.
Ghumho em folhas (Const.) — Plomb en feuiUes. — Sheet
lead. —BlaUblei, Bkiblech.
Chumbo lamlnado (Const.) — Phmb lamine. — Rolled
lead. — Walzblei.
Chumbo em rèlo (Const.) — Plomb en rouìleau. —
Sheel'-lead in role, — Rollbei, Rollenhlei.
Glmalha (Arch.) — [Vide : Comija].
Cimbre (Const.) — [Vide: Simples].
Cimentar (Const.) — Cimenier. — To cemsnX. — Mil
Cemmt [hydrauleschem Kalk) ausslreichen, verkitten oder
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CIMENTO CIMENTO ROMANO 190
mauern. — Revistir urna alvenaria com argamassa de ci-
mento.
Cimento ( Const. ) — CimenU — Cemerd. — CemerU.
— Especie de pò que, misturado com agua, com agua e
cai cu com agua e areìa, produz argamassa hydraulica.
Ha cìmeotos Daturaes, comò as pozolanas, o trass, eie ; e
artificiaes, denomìDados: cimento romano, dePortIaDd,etc.
A areia faz com que elle perca um pouco a for^a adhesiva.
cimento é tanto mais forte, quanto mais fino. Deveser
convenientemente embarricado, e nào apanhar humidade
alguma, aQm de nào perder sua hydraulìcidade.
Cimento de péga lenta (Const.) — Ciment à prise
lente. — Slowly taking cement. — Langsam bindende Ciment.
— cimento de pèga lenta, amassado em pasta consis-
tente, deve supportar sem depressào a agulha de Yicat,
depois de immerso pelo espago de 4 horas no minimo, e
10 horas no maxime. cimento de péga lenta é mais van-
tajoso que o de péga rapida.
Cimentò de pèga rapida (Const.) — Ciment à prise
promple. — Quictìy taking cement. — SchneU blindende Ce-
ment. — cimento de péga rapida, amassado em pasta con-
sistente, deve supportar sem* depressào a agulha de Vicat,
depoìs de immerso pelo espaco de tempo de 5 minutos no
minimo, e 25 minutos no maximo. Empregado quando se
quer urna construcgào immediatamente estanque.
Cimento de Portland (Const.) — Ciment de Portland.
— Portland cement. — Portland Cement. — Fabi^cado na
Inglaterra. Compòe-se de. pedra calcarea queimada, mista-
rada com igual porcào de argila. Tem péga lenta. Adquire
grande dureza.
Cimento romano (Const.) — Ciment romain. — Ro-
man or Parker^s cement. — Rómische ijementy roman Ca-
meni, Parker's Cement, patenl Cement, englische Cement.
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200 aMENTO DE FERRO CLAUSULAS DO CONTRATO
— E' fabricado na Inglaterra (lambem chamado de Par-
ker, ou inglez) com urna especie de marne calcareo que
possue sìlica. E* de péga rapida. Duas partes deste cimenlo
com tres deareia produzem magniQca argamassa hydraulica.
Cimento de ferro. (Mach.) — M ostie de fer. — Iron
rust cemerU. — Eisenkitt.
Gintel (Tech.) — Compas à verge. — TrammeL — Slan-
genzirkel.
Ginza (Tech.) — Cenare. — Ashes. — Asche.
Ginzeiro. (Mach.) Cendrier. — Ash piL —Aschenkas-
ten, AschenfaU. — Nas locomotivas, està coUocado sob a
fornalha ; recebe as ciozas e brazas que passam pelos es-
pa^os comprehendidos entro as barras da grelha. E' mu-
nido de porta, por onde se faz a lìmpeza e se deixa entrar
ar para activar a combustào na fornalha.
CirculagSo dos trens (E. de F.) — Circulalion des
trains. — Trafic, — Verkehr.
Gisalhamento (Tech.) — Cisaillement. — Shearing. —
Abdreùken, Abscheeren. — Debauve, sobre cisalha mento,
apresentaasseguintesconsideracòes : «Imaginaiumasec(ào
transversai d'um corpo e duas forgas parallelas à està
secQào, dìrìgìdas em sentido contrario e actuando uma à
direita e outra à esquerda da seccào, tende a se produzir
uro escorregamento no plano da secgào, é o que se chama
cisalhamento».
Claraboia (Const.) — (EU de bwuf. — BuWseye window.
— Ochsej^uge. — Abertura envidrapada, no allo de uma pa-
rede, no telhado, etc, para deixar penetrar a luz.
Classe (E. de F.) — Classe. — Classe. — Classe. — Nas
estradas de ferro do Brazil em geral ha duas classes. Nas
da Europa ha trez e mesmo quatro, comò na Allemanha.
Clausulas do contrato (Adm.) — Clauses du conlract. —
Clauses of the conlract. — Bedingungen des Contractes.
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OilNOMETRO OU CLISIMETRO COCHE DE PEDREIRO 20!
Glinometro cu clisìmetro (Tech.) — Clinomètre. —
Slope level, clinometre, clisimeter. — Klinotneter, Bergwage.
— InsIrumeDtotopographìco destinado a medir a inclìna-
Qào de urna lìnha.
Empregado na tomida das secQOes transversaes de ex-
ploragào de estrada de ferro.
Cobertura (Const.) — Couverture. — Roofing. — Einde-
ckung. — [Vide : Telhado],
Cobra (Tech . ) — Cuivre. — Copper. — Kvpfer, — Metal
que tem muìlas applica^Oes nas industrias. Vemelho ama-
rellado; brilhanle.quandolimpo. Tem para peso especifico
8,7 a 8,95. Funde-se na temperatura 1. 049*^,5. Liga-se a
muilosoutros metaes, formando o bronze, o latào, etc.
Cobra laminado (Tech.) — Oaivre lamine. — Sheel cop-
per. — Gewalzte Kupfer.
Cobrir a linha [com o signal] (E. de F.) — Couvrir la
vaie. — To block-ilignal — Absperren die Bahn.
Cobro da gaveta (Mach.) — Recoìwremenl. — Lap of
the slide valve, cover, overlap. — Deckflàche des Schieben
Ueberhppung de$ Schiebers. — PorgOes dos rebordos da ga-
veta que excedem, no meio do curso, as arestas das
aberturas do espelho. Serve para interromper a entrada do
vapor no cylindro era um ponto dado o curso do embolo,
continuando este a ser impellido, até terminar o curso.
pela acQào expansiva do vapor. Ha cobro interno e externo.
Formulas relativas à locomotiva :
Cobro interno = 0,012 D
Cobro extorno = 0,065 D
Sendo: D, diametro do cylindro.
Coche de pedreiro (Const.) — Auge. — Boss.—Kal-
kkasten, Mòrteltrog.
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202 GOFRE DO TENDER GOLUMNAS DE FERRO FUNDIDO
Cofre do tender (Locom.) — Goffrè dutmder .— Caixa
na parte posterior do tender, onde se guarda m as ferra-
mentas necessarias a machina.
Coivara. — Disposigào em monticulos das arvores e
dos cìpós abalidospara a queimada.
Coke (Tech,) — Coke. —Coke.— Koc, Cofc.— Carvào
de pedra carbonisado. Nào produz fuma^^a ao queimar-se.
melhor coke para locomotìvas deve ser compacto,
puro, poiico sulfnroso; e deve, lambem, produzir pouca'
cinza, de 6 7o a 8 7o no maximo.
Golhér de cavoqneiro (Consl ) — Curette. —Scraper.
— Krdtzer, Raumlóffel.
Colhér de pedreiro (Const.) — Truelle.— Trowel. —
Kelle, Maurkelle.
Colhér de pedreiro [Para rebocare rejuntar] (Const.)
— Riflard. —ParÌ7irtool,jointing4rowel. — Fugkelle.
Colla. (Consl.) — Colle. — Glue. — Leim.
Colla de peixe (Const.) — Colle de poisson. — hin-
glass, fish-glue. — Hausenblase, Fischleim.
Collar do ezcentrico. — [Vide : Annel do excentrico].
CoUar papel [Para desenhar] (Tech.) — Coller le
papier. — To me the paper. — Papier leimen.
Columna. (Arch.) — Colonne. — Column. — Saule. —
Parte principal de urna ordem. E' composta de : base, fusto
e capitel. — [Vide : Ordem architectonica].
Columnas de ferro fundido [Carga de ruptura das].
— Coliftnnas cheias :
P = 10.676-
/1.7 •
Columnas òcas :
43.6 -. 4»8.6
P = 10.676 •
/1.7
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GOLUMNAS DE FERRO FORJADO E FUNDIDO 203
Sendo : P, carga de ruptura em kilogrammas ; de d\
diametros exterior e interior em cenliroetros; {, altura em
centimetros.
diametro das cheias é dado pela seguinte formula :
j^2 _ /p^844 L^P -h 54. 76 P*-»\ ^ 74?
, ^ / K 844 L^P-h 54.76 Pn
\ 10.000 / "^
100 000
Golumnas cheias, de ferro fundido — (Formida de
Love) :
V_ R
S
1.45 +
.0037(4)'
Sendo : ^, carga por unidade de superficie ; R, coef-
ficiente de seguranQci ; l, altura da columna ; d, dia-
metro.
Golumnas de ferro forjado e de ferro fundido —
(Formidas de Tredgold). — De ferro fundido :
230 D^
1.24D2 4- 0.00039 L^'
De ferro forjado :
267 1)*
1. 24 D^ + 0. 00034 L^
Sendo : R, resistencia à compressào ; d, diametro ; L,
altura. •
Estas formulas tem applicagào : l^ Nas columnas cujo
comprimento excede a trinta vezes o diametro, ofiferecendo
ferro fundido uma resistencia de 40,000 kilogrammas
por centimetro quadrado; 2% Suppondo R=Vs do peso de
ruptura ; 3*, Dando-se a resultante das pressOes segundo
uma geratriz e nào segundo o eixo da columna.
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204
GOLUMNAS DE FERRO FORJADO E FUNDIDO
(Formulas de loi^e).— Ferro fundido:
0.68 4-0.1
Para colnmnas cnja altura /t,em centime-
tros, varia de 4 a 120 yezes o dia-
metro dj em centimetros.
n < Para h entre 6 e 30 vezes i.
Ferro forjado :
P = T'h'Vt ) ^^^'^ ^ comprehendido entre 10 e 180
1 .55 + 0.0005 l-j-\ ) vezps d.
85 f 0.04-
Para h comprehendido entre 5 e 30 ve-
zes d.
Sendo : P, peso de ruptura em kilograramas ; R, resis-
tencia maxima da columna.
Colnmnas de ferro (segando Oppermann)
.
£'2
g
II
li
o
i
CABGAS DK
SEGUBAN^À EM KILOGS.
Si
li
si
p
r
u
1?
com qae se p6de
cnj
carregar a
M alturas s
i
ft metros
8 colnmnas
&o:
oheiaa
3 metros
4 metros
6 metros
8 netros
50
2.000
15
2.000
1.160
760
80
5.000
36
11.000
7.000
4.500
3.000
1.900
100
7.800
56
23.000
15.000
11.000
7.650
4.500
120
ll.tOO
82
42.000
30.000
20.000
14.000
9.000
140
15.400
111
69.000
50.000
36.000
27.000
16.000
160
20.100
145
96.000
78.000
60.000
47.000
26.000
180
26.400
183
135.000
107 000
82.000
65.000
40.000
200
31.400
226
275.000
146.000
120.000
93 000
60.000
220
38.000
275
132.000
191.000
i:»9.000
130.000
86.000
240
45 200
330
290.000
245.000
205 000
172.000
122.000
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COLUMNAS OCAS DE FERRO FUNDIDO COMBUSTIVEL 205
Golumnas ocas de ferro fundido — (Formulas de
Love) :
RS RS'
P =
1.45 + 0.0037 l-^y 1.45 ^0 0037 l-^V
Sondo : P, carga maxima ; r, coefQciente de seguranca
= 1.250 kilogrammas; I, altura da columna ; d, diametro
da columna ; l\ altura da parte òca ; d\ diametro da parie
òca ; S^ seogào da columna supposta cheia ; S\ secgào do
vasio.
Golumnata. (Arch.) — Colonnade. — CoUmnade. —
Sàubnhalle. — Serie de columnas.
Gomboio (E. de F.) — Convoi. — Convoy. — Bohn-
ziig.Eisenbahnzug, Wagenzug.Zug. — Serie de carros rebo-
cados por uma locomotiva.
Coinbast3o (Tech.) — Combustion. — Combustion. —
Verbrennung. — Nas locomotivas, segundo Rankine, o
peso de combustivel queimado, por bora e por metro
quadrado de grelha, varia entre 196 kilogrammas e 600
kilogrammas.
A combustào depende multo da tiragem, ou quanti-
dade de ar que atravessa o combustivel na unidade de
tempo. •
Gombust3o espontanea (Tech.) — Combustion spon-
tanée. — Spontaneom combmlion. — Selbstverbrennwig, Sel-
bstentzùndung.
Gombnstivel (Tech.) — Combustible. — Fuely coìnbustir
ble. — Brennmaterial, Brennstoff. — combustivel mais
usado pelas locomotivas é o carvào do pedra.
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COMPOSigÀO DOS DIFFERENTES COMBUSTIVEIS
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COMBUSTIVEL COMPARTIMENTO DORMITORIO 207
QnaBtidftde de Tapor prodnzido na ealdeira pela eombustio de
1 Ulogramma de eada combastlyel
Tnrfa ordinaria 1 ,8 a 2 kgs.
Tarfa carbonisada 2,8 a 3 „
Madeira secca ao ar 2,7 „
Madeira secca ao fogo 8,7 „
Caryào de madeira ordinario 6,6 „
CanrSo de madeira secca 6^0 „
CarrSo de pedra, qnalidade inferìor. ... 6,0 „
Carvao de pedra, bòa qnalidade 6,5 „
Coke 7,0 „ .
ClassiflcaQio dos eombnatlYeis
!,,. ... ( Anthracito, holha, linhito,
Mineraes sokdos i ^ «
( torfa.
Minerai liquido. | Petroleo.
Yegetaes | Torfa em forma^So, lenha.
ÌSoUdos I Ck>ke, carvao de madeira.
^ . . , ( Alcatrao e mais carbnretos
^ ( de hydrogeneO.
Gazosos Hydrogeneo. oiydo de car-
( bono, etc.
Gombustivel [Distrìbaicào do]. — A camada de com-
bustivel sobre a grelha, para ser queìmada coro proveìto,
nào deve passar de 0'",25 a 0",30.
GommissSes de estudos para a redacQSo e projec-
tos de yias ferreas, etc. — Instruccdes de 22 de Feve-
reiro de 1868.
Gompanhia. (Adm.) Compagnie. — Company. — Gè-
seUschafL •
Compartimento. (Arch.) — Appartemmt. — Compart-
ment. — Wohnraum.
Gompartimento de vagSo. (E. de ¥.) — Comparti-
men. — Compartment. — Waggonabteslung.
Gompartimento dormitorio (E. de F.) — Coupé Ut. —
Bedtcompartinhent, deeping coupé. — Schlafcoupé.
/ Digitizedby Google
208 COMPASSO COMPETENaA DOS GOVERNOS
Compasso (Tech.) — Compas. — Callipers^ dividers. —
Zirkel.
Compensagao das declividades (E. de F.) — Bden-
cement des pentes. — Balancing of grades. — Ausgleichen
der Ger falle.
Còmpetencia do governo federai e dos governos
dos estados em materia de viag3o ferrea. — E' de 26
de Junho de 1890 o seguinle decreto :
« Considerando que o desenvolvimento que vai tornando
a viacào ferrea em lodo o territorio da republica exige que
sobre as respeclivas concessOes seja claramente descrimi-
nada a còmpetencia do governo federai e a dos governos
dos Estados Unidos do Brazil;
Considerando que as disposicOes da circular n. 2 de
16 de Janeiro, de 1873 e as do regulamento que baixou
com decreto n. 5561 de 28 de Fevereiro de 1876, regu-
lando està materia, devem sor modiQcadas, nào so para
attender aos inconvenientes que na pratica tém ellas ma-
nifestado, mas tambem para serem adoptadas à organi-
sacào actual do paìz ;
Decreta :
Art. 1% E' da exclusiva còmpetencia do governo fede-
rai a concessào de linhas ferreas nos seguintes casos :
I. — Quando ligarem as capilaes dos estados à sède do
governo federai, conciliando os interesses economicos da
naQào com o de estreitar os lacos politicos da Uniào.
IL — Quando estabelecerem communicacào entro o
territorio da republica e dos paìzes limitroplies, satisfa-
zendo os interesses internacionaes.
III. — Quando preencherem flns estrategicos em re-
lacào à defeza nacional ou se dirijam directamenle as
fronteiras ou a pontos estrategicos convenientemente esco-
Ibidos.
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GOMPETENGIA DOS GOVERNOS 200
Paragrapho unico. — Às estradas de ferro comprehea-
dìdas nas tres hypotheses deste artigo farào parte de um
plano geral de via^ào, que sera organisado para servir de
base às respectivas concessoes.
Art. 2^. E' da competeocia do governo de cada eslado
a concessào de linhas ferreas no respectivo territorio, tendo
por firn ligar centros populosos ou regiOes productivas
quer às linhas de viagào goral, quer a portos situados no
proprio lìttoral.
§ l^ Se as linhas tiverem de prolongar-se no territo*
rio de um eslado visinho, aconcessào dependerà de accòrdo
entro os governos dos estados interessados.
§ 2^ A competencia dos governos dos estados para
decretar a construccao de linhas ferreas no respectivo ter-
ritorio fica sujeita às seguintes restriccOes, em relagao à
viaQào geral.
a) Se a lìnha ferrea constitair prolongamento de outra
lìnha devialo geral, a concessao so poderà ter legar prece-
dendo declara^o expressa de desistencia do governo federai.
b) Se constituir ramai da via(ào geral, dependerà de
accòrdo com o governo federai, quanto ao ponto de entron-
camento e bitola da linha.
e) Se entroncando em uma linha da viagao geral ou
cruzando-a, demandar um porto ou ligar-se a outra linha
particular, a concessao so poderà ter logar com expresso
consentimento do governo federai.
Art. 3*. Fora dos casos previstos nos artigos prece-
dentes, o governo federai so poderà decretar a construcgao
de linhas ferreas no territorio de um estado, quando fòr
necessario ligar, ao systema de viagao geral ou a um porto
de mar, os estabelecimentos militares ou induslriaes pelo
mesmo governo custeados e ainda quando tiver de satis-
fazer interesses fiscaes nas fronteiras.
Dlooloiuàrto. 14
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210 COMPOUND
Se porém bouver convenìeDcia para o estado em effec-
tuar a construcgào da mesma linha para satisfazer a Gas
economicos, a iatervenQào do governo federai se limitarci
a auxiliar a construcgào da linha, mediante accòrdo esta-
belecido
Art. i\ governo federai podere prestar auxilio a
qualqaer estado na construc^ào das lìnhas da compe-
teocia deste, quando Ihe faltarem recursos para fazel-o.
Esse auxilio, porém, so sere prestado quando solici-
tado e se limitari aos meios indirectos de que nSo resul-
tarem onus directos ou defloìtivos para a Uniào.
Art. 5\ governo federai poderà entrar em accòrdo
para a construc^ao das linhas de sua exclusiva competen-
cia com OS govemos dos estados, resalvados os interesses
geraes a que essas linhas tém de prehencher. »
Compound. [Locomotiva] — Melhorar a ulilisa^o do
vapor nas machinas motrìzesé o fim do systema Compound,
que se caracterisa pela ac^So successiva do mesmo vapor
em dous cylindros de dìametros differentes, segundo o
principio de Woolf.
Nas machioas de Woolf os cylindros sào de pontos mor-
tos concordarUes; nas do systema Compoìmd sSo de pontos
mortos discordarOes ; e n'ìsto consiste a differen^ capital.
systema Compoìmd apresenta as seguintes vantagens :
A expansSo em cylindros succesivos permitle diminuir as
perdas de vapor devidas à condensa^ào interior. Realiza-se
urna exyansSo total consideravel, prolongando a admissào
em cada cylindro, podendo-se fazer a distribuigào em ma-
goificas condì(óes com os simples apparelhos em uso nas
locomotivas.
vapor é admittido no pequeno cylindro, onde tra-
balha com expansdo determinada ; e depois, em vez de se
desprender na atmosphera, possuindo ainda forga elastica.
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COMPOUND SU
passa para o cyliadro maior, onde acaba de se expaDdìr,
produzìDdo trabalho. Ha completa utilìsagào da forQa elas-
tica ; e portanto, para um mesmo trabalho, economìa de
vapor e de combusti vel.
Além d'isto, os esforgos produzidos sobre os embolos e
OS mechanismos lem maìor regolarìdade ; e ssio multo me-
nores as dìfferengas de press3o, exercidas sobre os embolos
e as gavetas.
lyestes factos resulta melhoramento na marcha dos
citados orgàos e em suas condi(^es de durabilidade e
conserva^ào.
systema Compound foì habilmente applicado is loco-
motivas por Mr. Mallet, que as fez eonstruir para a estrada
de ferro de Bayonne a Biarrilz, a qual a presenta trechos
muito suaves e trechos de declivìdade de 1,5 7oi em
grandes extensOes.
Hr. Mallet quiz ter um so typo para as machinas que
deviam percorrer ora as fracas, ora as fortes declividades ;
por isso adoptou o pequeno e o grande cylìndro. Ha occa-
siOes em que faz-se trabalhar, o vapor em expansdo de um
cyliDdro, no outro ; nas fortes rampas funccionam os dous
cylindros em expansSo e escapamenlo directos.
As locomotivas Compound de Mallet so differem das
outras por ter oscyliudros desiguaesepela gaveta de demar-
rage que os communica.
Demarrage é o arranco dado pela locomotiva na occa-
si3o de pór-se em movimento. •
A gaveta de demarrage tomou cste nome por servir para
augmentar a potencia da machina, quando està quer
vencer um esforgo considera vel e momentaneo.
As locomotivas Compound, da E. de F. Bayone a Biar-
ritz, com a velocidade de 32 kilometros por bora, rebocam
trens de 50 toneladas (nào comprehendendo o peso proprio)
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212 COMPOUND
em rampas de 4,2 e 1,5 7o- Elias foram construidas pela
fabrica Cremot e apresentam as seguintes condicOes :
SeiB rodas, sendo qaatro conjugadas.
Superficie da grelha 0^^9198
Largura da fomalha ... l^ ,024
Comprìmentodafomalha 1^ ,800
Diametro mèdio do corpo cylindrico l^ fiOO
Coroprimento total da caldeira 4"> ,408
l nomerò 125
Tobos < comprimento 2™ ,440
( diametro mèdio 0^ ,043
i d08 tubos 4lma,l75
Superficie de aquecimento< da fomalha 4™',75
f total 46in«,925
Sagua im^870
vapor Om^,88o
total 2^3,250
PressSo e£fectiya nacaldeira 10^*-
Capacidades dos tanques 2^3,200
Gapacidade da caixa de combustivel 0^^)808
Diametro do cylindro da direita 0°> ,400
Diametro do cylìndro da esquerda 0™ ,240
Curso doB embolos 0^ ,450
Comprimento do bra90 motor 1°> ,350
Distanda de eizo a eizo dos cylindroa 1°> ,910
... . , j (conjugadas 1^,200
Diametro dasrodas j ^^^ J^ ^„ ^^
Afastamento interior dos longeròes ì^ ,270
Afastamento dos eizos eztremos 2^ ,700
Comprimento da machina entro para-choques 6™ ,380
Altura da chaminé, acima dos trilhos 4°) ,000
/ fimccionando o systema
_,^ e,^ , 1 Compound LlOO^gs.
Esforco de traccSo. ..•..<-, . , .
^ ^ \ fimccionando o systema
( ordinario 2.300kg8.
T, , ,. (vazia 15.500kg9.
Peso da machina \ ^„,^^^ 19.500kgs.
Bitola da linha ira,460
Na iDgla terra, Webb lambem fez applicacào do systema
compound à locomotiva, construindo urna com tres cy-
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GOMPOCND 213
lindros : — dous pequenos, do mesmo diametro, collo-
cados fora do estrado, e ura grande, de capacìdade ìgual
à somma dos dous pequenos, coUocado no centro da
machina, sob a caixa da fumaga.
A machina tem dous eixos motores independenles ; o
de traz movido pelos cylindros pequenos ; e, o da frenle,
pelo grande.
Por meio de combinacòes no mechanismo da distri-
bui(ào, póde-se fazer trabalhar separadamente cada eixo
motor, admittindo dìrectamenle o vapor em cada um dos
Ires cylindros; por meio do despositivo compound, póde-se
alimentar o cylindro grande com o vapor escapado dos
cylindros pequenos.
A importante fabrica de Baldwin conslruiu uma loco-
motiva do systema Compound para a Baltimore-Ohio Rail-
road, e desde Outubro de 1889 tem a refenda locomotiva
estado em servilo.
Fig 67 ' Locomotiva Compoand, de Baldwin.
E' munida de 4 cylindros: — um par em cada lado,
sendo os de alla pressào coUocados por cima dos de baixa,
na mesma linha. As hastes dos embolos dos cylindros de
pressòes diflferentes acham-se presas à mesma cruzeta, que
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214 GOMPRBSSiO GOMPRESSÌO DE FERRO FUNDIDO
trabalha em parallelos formados de 4 barras. e tem bragos
il^ìe aos embolos se prendem. Àmbos os cylindrosde cada
lado actuam^^re am so brago motor. Apresenta as se-
tes dimensSes :
Diametro do cylindro de alta presaSo. ... 12 poi.
Diametro do cylindro de balza pre^sSo. . . 20 poi.
Belalo do volarne do cylindro de Alta
pressSo para o de balza pressao 1:2, 77
Carso do8 embolos 24 poi.
Diametro da caldeira ^ 58 poi.
Comprimento da grelha. \ 108 poL
Largnra *da grelha \ 84 poi.
Altara intema da fomalba na fronte \ 68 ^4
Altnra intema da fomalba atraz l ^ V^
Namero dos tabos S51
Comprimento dos tabos 11 pés e ko poi.
Diametro dos tabos fi poi.
Peso total 106.48aUb.
Peso sobre as rodas motrizes,em servilo. . 75.61 6 \lib.
Peso sobre o jogo dianteiro, em servilo . . 88.965 i^b.
Diametro dasro das motrizes 66 p<
Base de rodas motrizes 7 pés e 6 poi
Altara do centro da caldeira acima da ca-
bota do trilbo 7 pés e V^ poL
Capacidade do tanqae 8,500 galSes
Està locomotiva apresenta sobre as outras urna eco
mia de combastivel de 25 Vo*
Em servilo de trem expresso o embolo faz 1.500 pés u
por minuto. V
Gompressào (Tech,) — Comprmion. — Comprmion.
— Zmammendrackang, Zmammmpresmng. 1
Gompressào do ferro fandido e do ferro forjado. —
(Formulas de Hodgkinson e Love), — Ferro fuadido : ^
r = L (0,01 19 — y 0,000125887 — 0,0000000246 F)
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GOMPRIMENTO VIRTUAL 215
Ferro forjado :
PL
1621281
SeDdo : r, encurtameDto das barras comprimidas, em
centimetros ; L, comprimento das barras ; P, esfor^o de
eompressào em kilogrammas.
Gomprimento virtual. (E de F.) — Um kiiometro de li-
nha em tangente e patamar, ou por outra — um kUometro de
linha horizontai e recta — é o termo de comparagào entre
dois ou mais tragados de estradas de ferro, relativamente
ao Irabalho mecanico das locomotivas.
Redazir o comprimento real de urna via ferrea — com
rampas e curvas — a um comprimento flcticio completa-
mente tìorizontal e recto, em que o trabalho a desenvolver
cm igualdade de velocìdade, para transportar urna tone-
lada de peso bruto, seja o mesmo, é acbar o comprimento
virtual da referida via ferrea.
comprimento virtual relativo ao trabalho mecanico,
é mais importante ; e d'elle trataremos.
Ha tambem comprimentos virtuae$ relalivos — às des-
pezas do Iransporte propriamente dito, às despezas de
tracco, às tarifas e às velocidades, etc.
quociente da divisào do comprìmente virtual pelo
comprìmente real é chamado coefficenle virtual.
Quando se estuda o tragado de urna estrada de ferro,
muitas vezes ha duvidas sobre as vantagens que at)reseDtd
a linba, seguìndo uma ou outra direcQào.
N'estes casos, correr diversas variantes, avaliar as dif-
ficuldades da construcgào de cada uma,e depois reduzir os
comprimentos reaes a virtuaes, é dever do engenheiro que
projecta, si quizer obter resultado capaz de guial-o na
escolha da linba definitiva.
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316 GOMPRIMENTO VIRTUAL
Sobre comprimento virtual o que ha de melhor, é o
notavel trabalho do eDgenbeiro Cbarles Baom, quefoipo-
blicado em um dos nameros dos Annales de$ PonU et
Chaus$ées. De tao importante monographìa extrabire-
mos OS dados indispensaveis à organisa^o do presente
arligo.
engenbeiro Ghega foi quem primeiro empregoa o
termo comprimento virttuil, em urna memoria pnblicada
em 1844, sobre as vias ferreas de Baltimore e Obio.
Representando por : — a rampa da linba ; I, compri-
mento real ; z, somma dos angulos centraes das curvas.
divida por 360^ Ghega encontrou para expressào do com-
primmto virtual total (V), levando em conta as rampas e
carvas :
formula expressa em pés inglezes.
comprimento virtaal relativo is rampas é :
'(-- ^)
280 representa o peso da carga bruta do trem que corres-
ponde a ama resistencia igual a unidade.
Quanto ao comprimento virtual devido às curvas»
expresso por 1 .256 z, em pés inglezes, Ghega obteve-o
por experiencias emprebendidas em 1842.
Os t)rincipaes resultados destas experiencias pódem
ser assim resumidos :
Se r fòr a resistencia em uma sec^o rectilinea em
patamar, a resistencia supplementar a ajuntar a r, no caso
d'està sec^So ser em curva, sera :
Para um raio de 400 pés inglezes, ■^\ para um raio de
200 pés inglezes, r.
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GOMPRIMENTO VIRTUAL 217
Estas ultimas resistencias referem-se a circunsferencia
inteira da curva.
Na memoria de Baam, tambem se enconlram formulas
de Claudel, de Kocb, de Lindner e de Stocker. D'estas as
mais simples sào as de Stocker.
Elle admiUe que a resisteucia em rampa, por tonelada
de machina, é tripla da de uma tonelada dos vehiculos.
Nas curvas suppOe a resistencia por tonelada de machina
dupla da de uma tonelada de vehiculos.
Eis a formula de Stocker, em rampa e curva.
Em declive e curva
V,^v(l4-0.8S6M-hO 00372 IP+ ^''''^^^-^'^ ).
Sondo: V^. comprimento virtual; V, comprimentoreal;
M, rampa ou declive em millimetros : R, raio da curva.
Agora passemos ao methodo de Baum.
Considera-se um trecho em rampa e curva e desig-
nasse por : L, comprimento real do trecho ; aL, o ac-
crescimo do comprimento virtual devido à rampa ; &L, o
augmento do comprimento virtual devido à resistencia da
curva ; V, o comprimento virtual total do trecho.
Obtem-se a seguinte igualdade
L' = L + aL + ^L
OU
L' = L(l + a + ^).
Depois determinam-se os coefQcienles a e 6, entrando
em calculo €om a influencia da rampa, resistencia dos
vehiculos, resistencia do tender, resistencia da machina,
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218 GOMPRIMENTO VIRTUAL
resìsteDcia do Irem inteiro (vehiculos e machinas), rela^o
entre o peso morto e o peso do rebocador e rela^So entre
a velocidade e a rampa e chega-se ao seguiate valor de a
em fQDC^So de / (declividade da rampa em millimetros) :
^ 189,81 4-0.0468/^ — 0.00087 7^
^ ~ 486,6 — 8,66 / + 0.0698 /* — 00081 P
887
e substìtuìndo-se n'esta equa^ào / por —, sendo r o raio
da curva em metros, encontra-se o valor de 6 :
82.787+ 116. 694 r
b =
48.649 — 7166 r ^ 486,6 r«'
E substituindo-se uà formula os coeficientes por seus
valores. obtem-se :
T' = l/i 4. 189,81 +0.0468/^-0.00087 7»
\ 486,6 — 8.65 7 + 0.0698 7* — 0.00081 /»"*■
82 787 + 116. 594 r \
"^48.549 — 7166 r + 436,6 H/*
Por melo d'està formula póde-se calcular o compri-
mmto virimi relativo à resistencia opposta por um trecho
de linba qualquer, em rampa / e em curva de raio r.
eogenheiro Baum, afim de facilitar a procura do
comprimefOo virtual relativo ao trabalho mecanico a desen-
volver, calculou os valores de a para rampas de 0,1 de
millimetro a 30 millimetros, fazeudo variar a rampa de
decimo ^de millimetro a decimo de millimetro ; e tambem
calculou OS valores de 6, desde o raio de 100 metros até o
raio de 7,000 metros.
Cumpre notar que em declive, o coefficiente a é seusi-
velmente igual a zero.
Para curvas de raio maior de 7.000 metros, o coeffi-
ciente b é nullo.
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GOMPRmEEO'O VIRTUAL
210
Tabella dos Talores de a
H
>
H
U
1^
a
pi
jil
1^
0.1
O.OSi
6.1
9.900
19.1
4.937
18.1
8.396
94.1
12.676
0.9
064
6.9
9.941
19.9
4.968
'8.9
8.889
91.9
19 751
0.8
0.096
6.8
9.989
14.3
5.099
18.8
8.458
948
19.897
0.4
o.m
6.4
9.893
19.4
f.O.H
IH 4
8.518
94.4
19.908
0.5
0.189
6.'i
9364
19.5
5.143
18.5
8.584
94.5
19.978
0.6
0.195
6.6
9.406
19.6
5 195
18.6
8.650
946
13.054
0.7
0.998
6.7
9.446
19.7
5.947
18J
8.716
24.7
18.130
0.8
0.961
6.8
9.488
19.8
5.999
18.8
8.788
94.8
13.906
0.8
0.994
6.9
9.580
19 9
6.351
18.9
8.850
94.9
18.989
1.0
0.897
7.0
9.579
13.0
6.404
19.0
8.917
95.0
18.858
1.1
0860
7 1
9 614
13.1
5.457
10.1
8.965
95 1
18.434
li
0.393
7.9
9.656
11.9
5.511
19.9
9.a54
26.9
13 500
1.8
0.496
7.8
9.608
1?.8
5.565
19.3
9.194
25.3
13.511
1.4
0.460
7.4
9.741
13.4
5.619
19.4
9.195
55.4
18.687
1.6
0.4<»4
75
9.784
13.5
5.678
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955
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1.6
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13.6
5.797
19.6
0.340
95.6
18.817
1.7
569
7.7
9.870
13.7
5 78J
19.7
9.418
25.7
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1.8
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9.918
13.8
5.837
19.8
9.486
95.8
18.991
1.9
0630
7.»
9.956
13.9
5.89Ì
19.9
9.950
959
14.048
5.0
0.6«4
8.0
8.000
14.0
6.947
90.0
9.6<4
96.0
14.195
5.1
0.699
8.1
3.074
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5.«
0.734
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8.0«
14.9
6.057
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«.8
0.76»
88
3.139
14.8
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8.17H
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96.5
14.518
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8.6
3.265
14.6
6.979
90.6
10.068
966
14.696
5.7
0909
8.7
3.310
14.7
6.835
90.7
10.149
96.7
14.678
9.8
0.945
88
3.355
14.8
6.891
90.8
10.916
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14.7.59
9.9
0.881
8.0
8.40a
14.9
6.447
jO.9
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14 841
8.0
1.017
90
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6.508
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15.1
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91.1
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97.1
15.009
89
1.089
9.9
3.536
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91.9
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9.4
3.628
16.4
6.781
91 4
10.660
97 4
15.970
8.6
1.198
9.5
3.674
16.5
6.788
91.5
10.734
97.5
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8.6
1.985
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3.790
15.6
6.846
91.6
10.806
97.6
16 449
3.7
1.979
9.7
3.766
15.7
6.904
91.7
10 882
97.7
15.540
8.8
1.308
9.8
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15 8
6.969
91.8
10 956
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15.689
3.9
1.346
9.9
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15.»
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91.9
11.030
97.9
15.795
4.0
1.883
10.0
3.907
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7.078
99.0
11.104
28.0
15.821
4.1
1.4Ì0
10.1
8954
16.1
7.186
92.1
11.178
98.1
15.919
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1.458
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4.U01
16.9
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4.8
1.406
10 8
4 1*48
16.3
7.9.59
93.3
11.327
98.3
16.119
4.4
1.584
10.4
4.096
16.4
7.810
n.4
11.402
28.4
16.929
4.5
1.57Ì
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4 144
16 5
7 858
9».5
11.476
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16.396
4.6
1.610
10«
4.199
16 6
7.496
«.6
11.551
96.6
^16.482
4.7
1.648
10.7
4.940
16.7
7.486
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11.625
98.7
•16.543
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11.775
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16.760
6.0
1.764
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7 791
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11.995
99.1
16 982
6.9
1.849
11. U
4 48:ì
17.2
7 780
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12.000
99.9
17.095
5.8
1.881
11.3
4.585
17.8
7.869
91.8
19.075
99.8
17.906
6.4
1.990
:1.4
4.585
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7.957
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11.6
4.«85
I7.C
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5.7
9.010
11.7
4 785
17.7
8.078
98.7
19 875
997
17.656
5.8
9.080
11.8
4.7»*
17.8
8.139
938
19.450
29.8
17.769
68
9.190
11.9
4885
17.M
8.901
93.9
19.595
99.9
17.88?
6.0
9.160
19.0
4.886
18
8.963
94.0
12.601
80.0
17.996
Digitized by VjOOQ IC
220
GOMPRIMENTO VIRTUAL
Tabella dos raleres de b
uì
W
ul
w
1^
ì4
Rampa
equi-
ralente
Yalores
de b
metros
milim.
metros
mUim.
metros
milim.
liK)
6.81
9.984
710
1.98
0.409
1.640
0.919
0070
110
5.85
9.100
790
1 91
0.396
1.660
0.916
0.069
190
5.55
1.980
730
1.18
0.389
1.680
0.913
0.068
130
5.95
1.869
740
1.16
0.381
1.700
0.911
0.067
140
G.OU
1.761
750
1.14
0.874
1 790
0.908
0.o67
IW
4.79
1.684
760
1.19
0.867
1.740
0.906
0.006
160
4.59
1.606
770
1.10
0.360
1.760
0.904
0.066
170
4.40
1.534
780
1.08
0.363
1.780
0.909
064
lf*0
4.24
1.479
790
1.06
0.346
1.800
0.900
0.064
JOO
4.10
1.490
800
1.04
0.340
1.8M
0.198
0.063
900
3 97
1.370
810
1.09
0.3:^
1.840
0.196
0.068
910
8.84
1.394
890
1.00
0.897
1.860
9.194
0.069
990
8.79
1.979
880
0.986
0.S91
1.880
0.199
0.069
980
3.60
1.936
840
0.970
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1.900
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0.061
940
8.69
1.90S
860
0.955
0.310
1.990
0.1886
0.060
950
3.44
1.176
860
0.930
0.304
1.940
0.1870
0.060
960
8.84
1.140
870
0.916
0.999
1.960
0.1860
069
970
8.95
1.106
880
0.900
0.994
1 980
0.1846
0.058
980
8.17
1.078
890
0.886
0.988
9.000
0.1880
0.068
990
8.08
1.049
900
0.870
0.989
9.050
0.178
0574
800
8.01
1.017
910
0.850
0.977
9.100
0.173
0.0558
810
9.99
0.98M
990
0.835
0.970
9.150
0.168
0.0599
390
9.86
0.960
930
0.810
0.964
9.900
0.164
0.0596
890
9.78
0.938
940
0.796
0.958
9.960
0.160
0.0610
340
9.79
0.916
960
0.780
0.959
9.300
0.166
0«0600
850
9.66
0.894
960
0.760
0.947
9.860
0.159
0.0490
860
9.60
0.874
970
0.746
0.941
9.400
0.149
0.0480
870
9.59
0.851
980
0.780
0.936
9.460
0.146
0.0470
880
9.46
0.897
990
0.710
0.931
9.500
0.143
0.0460
990
9.40
0804
1.000
0.690
0.994
9.650
0.140
0.0450
400
9.84
0.783
1.0-20
0.660
914
9.600
0.187
00489
410
9.98
0.769
1.040
0.696-
0.904
9.660
0.184
0.0498
490
9.83
0.744
1.060
0.00
0.195
9.700
0.1315
0.0419
480
9.18
0.797
1.080
0.68
0.186
9.760
0.1990
0.0411
440
9.13
0.709
1.100
0.66
0.178
9.800
0.1965
0.0403
4-10
9.08
0.699
1.190
0.535
0.171
9.8r0
0.1940
0.0396
460
9.03
674
1.140
0.51
0.165
9.P00
0.1915
U.0388
470
1.98
0.r,57
1.160
49
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9.950
0.1190
0.0889
480
1.04
0.044
1.180
(».47
0.151
3.000
0.1170
0.0376
490
l.H»
0.697
1.200
0.4.S
0.144
3.100
0.1195
0.0300
500
l 85
0.613
1.290
0.43
0.188
3.900
106
0.0334
510
1.81
0.599
1.910
0.41
0.139
3.300
0.104
00383
590
1.78
0.688
1.960
0.39
6.195
3.400
0.101
0.0396
530
1.75
0.577
1.980
0.37
118
8.500
0098
. 11317
640
1.79
0.566
1.300
o.-ò^
0.119
3.600
0.095
0.0309
550
l.tìO
5.%
1.390
0.33
0.106
3 700
0.099
0.03«I0
560
1.65
0.545
1.340
0.315
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3.800
0.089
0.0991
570 •
1 69
0.^35
1.360
0.300
«^096
3.900
086
0989
580
4.r>9
0.695
1.880
0.985
0.099
4.000
0.088
0.0979
590
1.56
0.514
1.400
0.970
0.(189
4.100
0.080
0.0963
600
1.58
0.504
1.490
0.26S
0.086
4.900
0.078
0.0965
610
1.49
0.493
1.440
0.960
0.083
4.800
0.076
0.0947
690
1.46
0.489
1.460
0.966
0.089
4.400
0.074
0.0940
690
4.43
0.471
1.480
0.950
0.080
4.500
0.079
0.0934
640
1.40
O.460
1.600
0.945
0079
4.600
0.070
0.0998
650
1.87
461
1.690
0.940
0.077
4.700
0068
7.0999
660
1.84
0.443
1.540
0.9H6
0.076
4.800
0066
0.0917
670
1.33
0.434
1.560
0.939
0.075
4.900
0.064
0.0908
680
1.90
0.496
1.580
0.998
0.078
6.000
0.068
0.0900
690
1.98
0.418
1.600
0.995
0.079
6.000
0.086
0.0117
700
1 96
0.410
1.690
0.999
0.071
7000
0.019
0.0038
Digitized by VjOOQ IC
GOMPHIMENTO VIRTUAL 221
AppLiCAgAO DO METHODO DE BAUM ! — Para achaf-se o
comprimerUo virtud mèdio de urna linha, procura-se o
comprimento virtual n'um sentido da linha, depois no
outro sentido e, finalmente, tira-se a mèdia d'esses dous
comprimentos.
Seja L comprimento total da linha AB.
De A para B tem-se : io, o comprimento dos trechos
em tangente e patamar ; Ir, o comprimento dos trechos
em rampa ; Ii, o comprimento dos trechos em declive ;
le, comprimento dos trechos em curva.
A expressào do comprimento virtual no sentido AB
sera :
No sentido BA, ter-se-ha :
Estes comprimentos sào estabelecidos, admittindo-se
que comprimento virtual de um trecho em declive é igual
ao de um trecho do mesmo comprìmente em patamar.
Sommando esses comprimentos virtuaes, ter-se-ha o
comprimento virtual mèdio Li; :
OU •
EquaQào que assim se traduz :
Obtem-se o comprimerUo virtìml relativo a resistenda de
urna linha de estrada de ferro ^ sommando ao comprim>ento
real da linha :
Digitized by VjOOQ IC
233
GOMPRIMENTO VIRTUAL
i*» — accrescimo do comprimento devido i raiitmcia
das curvas.
2^ — A semi' somma dos dongammtos de comprimmto
decido d$ rampai e dedives, equiparados estes ds rampas
para o caiculo das resistencias.
Os coefQcioDtes aeb encontram-se dbs tabellas, que
\i apresentamos.
Quanto ao coefficiente a\ procara-se na tabella corno
se fosse a.
Para terminar este trabalho vamos fazer urna appli-
cagSo do methodo.
Seja ama linha de 32 k., 900 m.; tendo em patamares
20 k., 063 m., e em tangentes 14 k., 905 m.
seguinte qnadro de o desenvolvi mento das carvas
de diversos raios empregadas, bem corno o alongamenlo
proveniente do comprìmente virtaal.
Baloduenr-
TM
DeseiiTolTi-
mento
dMcaryM
Yalores de b
Alongamento do
compri-
mento Tirtoal
m.
400
600
700
850
1.660
1.650
2 000
m.
906
1.847
5.672
4.826
2.824
1.849
2.571
788
0.604
0.410
0810
0.076
0.069
0.058
m
709,4
678,9
2«825^
1. 496,0
176.6
98.0
149,1
To
bai
5.628,5
accrescìmo total do comprimento virtual devido às
curvas altinge a 5 k., 628",5.
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GOUPRIIIENTO VIRTUAL
m
Agora apresentemos o quadro das rampas.
DeeUvidAdes
Coaq^rimeiito
dM
nmpas
ValoreB de o
Aecresdmo do
comprl-
mento Tirtnal
Bm.
m.
m.
6
2.000
1.764
8.628
10
1 662
8.907
6.464,4
12.6
2.841
6.148
12.089,8
10
494
8.268
4.081,9
20
860
9.684
8.871,9
To
tal
29.476,0
Finalmente vejamos os declives :
GompriMento
d08
d60UT68
Yalor68 de a
Aecresdno do
eompri-
mento virtMl
10
18
20
m.
1.000
2.000
8.000
8 907
8.263
9.684
m.
8.907
16.626
28.902
To
tal
49.886
Semi-somma dos accrescimos das rampas e declives :
comprimento virlual total da linha é a seguinte somma :
Comprìmento real da linha 82k.900"
Aceresdroo do comprimento virtaal das corvas 6k,628",3
Accreseimo do comprimento yirtoal das rampas e decliyes . 89k,406".6
Comprimento Tirtoal total 77k,984-,0
771984"
Coefficiente virtual da linha. . = ^^ ' ^, = 2,841
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nà GOMMDNIGAClO SEM BÀLDEàC^O ETG.
Em geral o engenbeiro que està constraindo urna
via ferrea procura todos os melos de economisar ; lan^a
mào de fortes rampas e de curvas de peqaenos raios, afim
de vencer as dìfficuldades apresentadas pelos accidentes
do terreno, sem lembrar-se que laes economias na cods-
truc^o acarretam immensas e continuas despezas ao
Irafego futuro da linha.
Deve haver a maìor parcimonia no emprego das ram-
pas e curvas ; e um estudo comparativo das despezas do
trafego é que serve de guia ao profissionai director dos
trabalhos.
comprimerOo virtual, n'estes casos de duvida, presta
grandes servi^os ; com elle decidem-se as questdes ra-
Clonalmente.
GommunicaQSo sem baldagSo e sem ponte entre as
estradas de ferro separadas por um curso d'agua
(E. de F.) — Comtmmication par bateaux d vapeur portant
les wagons. — Fìoating railtoay. — Quando os cursos d'agua
sio mui largos, é de custo elevadissimo a construcQào de
pontes para transpol-os. Procurou-se, afim de evitar a
dupla baldea^ao das mercadorias e a immobilidade do ma-
terial rodante, empregar o navio a vapor, tendo em seu
convéz duas ou mais linhas, que recebem os trens, commu-
nicando-se com as das margens por roeio de plata-formas
moveis no sentido vertical ou no inclinado, de accordo
com regimen mais ou menos variavel das aguas, com
fluxo.e refluxo das marés, quando estas se fazem sentir.
Este meio é de um pesado estabelecimento e penoso
trafego. Àpezarde todos os inconvenientes tem se mantide
em algumas estradas de ferro. Existem na AUemanba,
1% sobre o Elba, entre Hobnstorf e Lauenbourg. 2% so-
bre Rheoo : — entre Rubrovt e Homberg ; — entre
Dinger-brucke e Rudesheim ; — em Grietbansen, estrada
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GONGBSSÌO GONGESSOES DE ESTRADAS DE FERRO »(
qoe liga as redes rheoanas e hollaadezas ; — enlre Rbein-
hausen e Hochfeld ; — entre Benel e Bonn.
Nos Estados Unidos, a mais antiga foì estabelecida
sobre o Susquebannab, para o servilo dos trens entro
Philadelpbia e Baltimore. FuDCciooamoutras, sobre o Gon-
necticQt e sobre o Delaware em Pbiladelphia ; bem corno a
que une o Greal-Western Canadaense à E. de F. Central do
Michigan. Na bglaterra, sobre o Tyne, em Sbields, e a
mais notavel, sobre o golpho de Fortb (Escossia). leitor en-
contraré detalhado estado, sobre este assumpto, na obra de
Conche: Voiematérieleroulant, etc. tom. 1% pag. 267 a 277.
C(mce883o (Adm ) — Concmion. — Conce$$Ì4)n. — Dc-
wiUignug.
Goncessionarìo (àdm.) — Concessionaire. — Conces*
$ionary. — Aewiìlignugserwerberj Concesinàr.
GoncessSes de estradas de ferro. — Primeiro Con-
gresso de estradas de ferro do BrazU — é de parecer :
I. — Que OS estudos difinilivos sejam eiecutados pelo
Governo e o seu casto fa^a parte, depois, do capital da
empreza a que fòr concedida a estrada.
II. — Que a concurrencia tenha por base aquelles estados
e verse sobre o prazo de duraQào da concess9o, a taxa de
juros da garantia, oa a importancia da subveagào kilome-
trica.
III. ~ Que sejapreferida a proposta que offerecer maìo-
res vanlagens, independentemente do systema de favores
IV. — Qae d3o mais se conceda isenf^o de direitos de
importagào para os materiaes e combustivel precisos para
a estrada».
GoncessSes de estrada de ferro (Àdm.) —
Lei n. 101 de 31 de Outabro de 1835
Lei Q. 641 de 26 de Janho de 1852
Diodonario* 16
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gongbssOes
Lei n. S397 de 10 de Setembro de 1873
Decreto n. 6561 de 28 de Ferereiro de 1874
Decreto n. 6995 de 10 de Agosto de 1878
Decreto n. 7959 de 29 de Dezembro de 1880
Decreto n. 7960 de 29 de Dezembro de 1880
Circalar de 8 de Novembro de 1881
Ayìbo de 17 de Agosto de 1881
Aviso de 15 de Dezembro de 1882
GoncessSes [Clausulas technicas que acompanham as —
de eitradas de ferro]. — Estudose projbcto. — Os trabalhos,
a que se obrigam os emprezarios, consistem principal-
mente : 1% No reconheciraento das regiòes, por onde tenha
de passar a linha ferrea, com o firn de determinarem-se apro-
xìmadamente os pontos obrigados de passagem, e colhe-
rem-se todos os dadose informa^Oes, que possam determinar
a escolha dos valles, quo devam ser estudados. 2% No
tra9ado de uma linha de ensaio, que se approxime o mais
possivel da directriz da via ferrea, medìndo-se as distancias
com a maior exactidào, e tomando-se nào sómente os
angulos de deQexSo das linhas com o tbeodolito, mas
lambem o rumo magnetico de cada uma. 3'', No nivela-
mento longitudinal de todos os pontos da linha tra^ada,
usando-se para esse fim dos instrumentos mais exactos,
c^mmummente empregados nos Irabalhos de estrada de
ferro. 4% No levantamento de sec^des transversaes em
numero sufficiente para a determinagào da configura^ao do
terreno em uma zona nào menor de 80 metros para cada
ladodalii^baestudada. 5% Na determinagào da longitude e
latitude dos pontos mais notaveis, sìtuados nas linbas es-
tudadas ou nas suas proximidades, e bem assim de todas
as confluencias dos rios e de todos os povoados, que conta-
rem 10 ou mais fogos, empregando-se nas observacOes os
inslrumentos da maior exactidao. 6% No apanhamento de
dados sobre a popuia^ao, cultura, rlqueza mineralogica e
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GONGESSOES 227
outras circumstancias interessantes das zoDas, que tenbam
de ser directamente servidas pela via de communicacao
projectada. 7% Na constraccào das plantas e perfis das
liQhas estadadas, e na organisaQào dos orcamentos e me-
morìas descriptivas dos projectos.
So se reputarào conduidos os trabalhos» quando esti-
verem em poder do Ministro da ÀgricuUura os seguiotes
documenlos, qùe os emprezarios se obrìgam a apresentar :
1% Urna pianta goral na escala de 1:400, da linha ferrea, a
qua! iodicarà os gràos e raios de curvatura, e nalla sera
representada, por curvas de nivel equidistantes de tres
metros, a configurammo do terreno sobre urna zona nào
menor de 80 metros para cada lado. A pianta deve indicar
oscampos, matas virgens, sólos pedregosos, etc, compre-
bendidos nas zonas exploradas, e, sempre que fór possivel
as divisas das propriedades particulares ou terrenos devo-
lutos ou nacionaes. 2%Um perfll longitudinal, na escala de
1:400 para as alturas da linba ferrea, com indicagào da
extensào e taxa das declividades. 3% Perfis transversae^ na
escala de 1:200 dalinba ferrea, em numero sufficiente para
a determiaQSo dos volumes das obras de terra. 4% Planos
geraes na escala de 1:200 das obras d'arte mais notaveis,
exigidas na construc^ao de linbasferreas. 5°, Um orca mento
goral do custo de cada linba ferrea, com indicagào das
quantidas de obras e dos precos de unidade. 6% Urna rela-
Qio das estacdes, com as distancias intermedias dos
pontos de partida. 7% Urna relagào dos boeiros, coA as res-
pectivas dimensdes, posicào na linba e quantidades de obra.
8% lima relacao das pontes, viaductos e ponlilbOes, com
indìcagào das principaes dimensOes, posiQSo na linba e
systema de construcgao. 9% Tabella dos calculos das dis-
tancias médias de transporte dos productos das escavaQdes
em cada divismo da linba. 10% Tabellas das quantidades
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2^ CONCRETO
de cada natureza de produclos das escayaQdes com as res-
pectivas distancias médias de transporte. 11% Tabella dos
aliDhamealos, com indicacào dos respectivos desenvolvi-
meotos e dos gràos ou raios de curvaturas. 12% Tabellas
das declividades, com indicando das respectivas taxas e
exteDQOes. 13% Cadernos, coatendo os resuUados das ob-
servaQOes astronomicas e os calculos feitos para a determi-
nagao das latitudese loQgitudes. 14% Memorìas explica ti vas
e justiflcativas dos projectos apresentados. 15% Dm relato-
rio goral de todosos trabalhos executados, pelosemprezarios
contendo dados e informagOes sobrea popula^ao, producete
clima, etc, das regiOes exploradas, e quaesquer esclareci-
mentos enoticias, que possam interessar aoestabelecimento
das vias de communicacào projectadas. Este relatorio sera
acompanhado de um mappa goral, na escala de 1:100000
das regiOes mais proximas das llnbas exploradas.
Concreto (Const.) — Beton — Concrete, beton — Be-
Um, Grobmortel, SteinmórteL Mistura de argamassa hy-
draulica com pedras britadas.
Composito dos eoneretos nuds iisadM
M de cimento.
Para fonda^des em secco ... < 2 de areia.
f 6 de pedra britada.
Ìl,6 de cimento.
2,6 de areia.
4,0 de pedra britada.
^ ^ 1,0 de cimento.
Para abobadas de pontes. . . < 2,5 de areia.
( 8,5 a àfijìe pedra britada.
E' ìndispensavel que a pedra britada seja dura, aspera
e de arestas vivas. Cada pcKlago de pedra deve passar, em
todos OS sentidos, em um annel de 0",4 a 0",6 de dia-
metro. Antes de ser mìsturada com argamassa, a pedra
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GWGRETO 229
deve ser molhada. Geralmente 100 partes de concreto
compOem-se de 92 partes de pedra britada e 46 partes de
argamassa de cimento e areia.
ESPEOFIGAgOBS RELATIVAS AO CONCRBTO^ PARA AS EMPREITADAS
DB CONSTRUG0O DE ESTRADAS DE FERRO DO ESTADO
« concreto sera feito com pedras de grande dureza
qnebradas, de modo que passem em todos os sentidos por
um annel de quatro centimetros de diametro, e mistnradas
com argamassa composta geralmente de cimento e areia,
mas que podere ser de composiQào diversa.
A pedra necessaria sera extrahida das pedreiras ou das
jazidas de cascalho naturai, sondo entendido que os seixos
d'està procedencia nSo flcam isentosde ser quebrados,
quando tenbam calibro superior ao taxado.
Os seixos e fragmentos de pedras para composiQào do
concreto serSo expurgados de todos os detrictos, materias
terrosas e outros corpos estranhos, devendo para esse fim
serem cuidadosamente lavados.
A mistura da argamassa e do pedregulbo sera feita em
betoneiras ou à mSo, conforme exigirem os engenheiros.
Em todo caso a mistura sera perfeita e so sera empre^
gado concreto depois de flcarem as pedras completa-
mente envolvidas de argamassa.
emprego do concreto torà logar seguidamenfe à sua
preparando e sera inutilisado todo aquelle que deixar de
ser empregado no mesmo dia.
concreto sera assentado por camadas borizontaes, de
20 a 40 centimetros de espessura, e dentro de caixa ou
caixào que deve revestir as paredes da cava de fundacào,
onde sera comprimido enquanto estiver fresco.
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250 GONCURRENGIÀ GQNDENSAgXO
A immersSo do coDcreto far-se-ha pelo processo que os
engenbeiros approvarem e com todas as cautelas necessa-
rìas para evitar a dilui(ào ou deslavamento da argamassa,
Nào se devera empregar qualquer camada antes de haver-se
varrido e extrahido a borra depositada sobre a anterior
(e igualmenle a do fundo).
assentamento do concreto sera tambem pratìcado a
secco, se assim fór determinado pelos engenbeiros. Cada
urna camada sera assentada sempre em condigOes de fazer
liga com a anterior, e se està estiver solidificada sera pri-
meiramente picada, varrida, bumedecida e coberta de
uma camada de argamassa para entào receber a oovsr
camada de concreto.
Nas fundagOes bydraulicas o empreiteiro evitare com o
maior cuidado a acQào de correntes d'agua através da
massa fresca do concreto.
A construcQào da alvenaria por cima do concreto so
poderà come^ar depois de verificar-se a solidificagào d'este,
devendo primeiramenle varrer-se e molbar-se com agua a
sua superficie. Para cada metro cubico de concreto em-
pregar-se-bào oitenta centesimos de pedra quebrada e
cincoenta centesimos de argamassa. )>
Goncurrencia (Adm.) — Concurrence. — Competetion.
— Offendiche Versteigerung,
Goncorrente (Adm.) — Concurrent. — Competilor. —
Mitbenerber.
GondensagSo (Tecb . ) — Condemation . — Condemation.
— Condensation, Condensirung. — Condensagào do vapor.
Sendo : V, volume d'agua necessaria i condensando
de um certo peso ; P, em kilogrammas, de vapor ; t, tem-
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GONDENSADOR GONECIDADE DAS RODAS 231
peratura do vapor a condensar ; t, temperatura da agua
frìa ; f, temperatura da mistura condensada.
Gondensador (Tech.) — Condenseur, condensateur. —
CondemeVj condensatore condensing-vessel. — (Jondemator,
KuMgefàss.
Gonducto de vapor (Locom.) — Tuyauàvapeur. — Steam
pipe. — Dampfrohr. — Tubo que dà passagem ao vapor,
que està armazenado na cupula ou camara, para os cy-
lindros. E' de cobre ou de ferro fundido. Segundo Radin-
ger, deve ter para seccào -35-, sendo : S, a secQào do em-
bolo e e a velocidade do mesmo, em melros, por segundo.
GoQvém evitar colovellos nos conductos de vapor. À sec^ào
determinada pela formula é um tanto grande; póde-se tor-
nal-a menor. Ha conductos internos e conductos externos.
Gonductor de trabalhos (E. de F.) — Conducteur. —
Gerh ofthe works. assistant enginMr. — Ingenieur-Aisisteni.
Conductores do trem (E. de F.) — Estes empregados,
bem comò os chefes do trem, sào encarregados dos se-
guintes servigos : arrecadar os bilbetes dos passageiros ;
fiscalisar os passes livres ; alojar os passageiros nas classes
a que tiverem direito, presta ndo-lhes todas as informa-
cOes ; nào deixar a lotagào dos carros ser excedida ; pro-
hibir a entrada de animaes nos carrós dos passageiros ;
fiscalisar servilo das cargas e de bagagens.etc.,etc.
Gonecidade das rodas (E. de F.) — Conicité des ban-
dages. — Conical form of wheel tyres, — Conisohe Form
der Radreifen. — A superflcie de rolamento dos aros das
rodas, em geral, tem a conecidade de -^. Em algumas
vias ferreas da Europa, a conecidade é de -^ e mesmo
de ^. Debauve aconselha a de -^. Nos primeiros tempos
das estradas de ferro foi de -i- .
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232 GONES DAS PONTES GONSERVAglO DA VIA PERMANENTE
Alguns engenheiros tem procurado dispensar a cone-
cìdade das rodas, assentando os trilbos verticalmente ;
ìsto, porém, faz com que os rebórdos attritem os trilbos,
augmentem o esfor^o de traendo, estraguem a linba e
descalcem os dormentes. A conecidade é uniforme, quando
a superficie de rola mento é gerada por urna recta ; e va-
riada, quando gerada por urna linha quebrada.
Gones das pontes (E. de F.) — Cones de raccorde-
meni des ponU, quarts de cortes — ... — Boschungs Kegd.
— Quartos de cone, formados pelos aterros, junto aos en-
contros das pontes. Sao empedrados até certa altura.
Gones-testemunhas (E. de F.) — Témoins. — Pyra-
mides truncadas que se deixam nos cortes, afim de facilitar
a cuba^ào das terras.
Goiyugamento das rodas (Locom.) — AccouplemerU
des roues. — Coupling. — Kuppelung. — Feilo por raeio de
braco conneclor; serve para augmentar o poder adherenle
da locomotiva e regularisar o movimento.
Gonnector (Locom.) — [Vide : Brago connector.]
Gonservag3o da via permanente ^. de F.) — ErUre-
tien de la voie. — Maintenanee of the permanerà way. —
UrUerhaltimg der Bahn. — As turmas da conservagào tém os
seguintes deveres : Manter o perfil-typo da linha, desfa-
zendo as depressOes da piata-forma. Remover as terras e
outros materiaes provenientes dos desmoronamentos. Ga-
rantir ^inclina^ao dos taludes dos cortes e aterros. Man-
ter fixa a bitola da linha nas tangentes; e, nas curvas, com o
devido alargamento. Manter a sobrelevagào das curvas.
Conseguir a mais completa fixa^ào dos trilbos sobre os
dormentes. Mudar os dormentes que estiverem em mào
estado. Examinar constantemente o estado das obras
d'arte ; e reclamar as necessarias repara^Oes. Garantir o
bom funccionamento das agulhas. Deseccar a piata-forma
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GONSOUDAgìO DOS TÀLUDES 235
da lìnha, conservando as valletas sempre desobstruidas.
Gapinar o Ietto da estrada, principalmente junlo aos trilhos
afim das locomotivas nào patinarem quando cbover, etc.
GonsolidagSo dos taludes (E. de F.) — Comolidalion
de$ talm. — Slopes consolidaiion. — Bóschungwerskheriing.
— Consiste em preservar o terreno^da acgàodasaguasin-
teriores de flUra^ào, e abrigar os taludes centra as influ-
encias atmospberìcas.
Os taludes se consolidam com trabalhos de arrimo e
deseccamento; do prìmeiro caso estào os methodos CoUinp
Chap&rm, os revestimentos de alveDaria de pedra secca,
banquetas, muros de arrimo, tunneis, etc ; no segundo
caso estào os melhodos Sazitty, drenagens, etc.
Banquetas nos taludes. — Por meio de banquelas
equidistantes abriga -se muitas vezes os taludes dos cortes
centra a accSo da chuva. Espagadas de 3a 4 metrosem
altura, tém as banquelas 0",8 a l"" de largura. Quando sào
distinadas a diminuir a velocidade das aguas, flcam dis-
postas horizontalmente e no sentido do comprimente do
talude. Quaodo tém por fim diminuir o volume das aguas
sao inclinadas na razào de O'^.IS por metro e dispostas
em rampas e centra rampas de 0",02 a 0",03 por metro.
ponto de eocontro das rampas e contra-rampas é
sempre n'um canallete de alvenaria, que conduz as aguas
às valletas lateraes do córte.
Algumas vezes sào as banquetas revestidas de cama-
das de terra vegetai, de O'^^SO de espesura, gramlidas.
E' costume proteger a crista dos taludes dos cortes com
uma banqueta de 0'°,30 de altura, que de 10 em 10 melros
de passagem às aguas para canalletes de alvenaria.
AIethedo Daigremont. — Diflfere do Sazilly, por em-
pregar, em vez da cal^ada de tijolos e argamassa bydrau-
lica> tubos de drenagem.
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334
GONSCOOAgXO DOS TALUDE5
Hbthodo Sazilly. — SuppOe corno causa dos desmoro-
namentos a ac(ào das aguas ìnteriores de filtra(9o. Consta
de canalletes, dirigìdos segando o plano de separagào das
camadas permeaveis e impermeaveis, dirìvaDdo as aguas
ìnteriores e produzindo o
deseccamenlo dos laludes
dos cortes.
Previnem-se os desmo-
ronamentos, abrindo no
talude (Fg. 68 I) um canal-
lete A ou abcd (Fg. 68 II)
penetrando 0",12 no mas-
sico de argila. A largura
crfdeveterO-,35aO-,40.
Dà-se ao fundo do canal-
lete urna declividade de
O^^a, calfando-se com ti-
jolos e argamassa hydrau-
lica. Enche se depois o ca-
nallele com pedra quebra-
da ; cobre-se-o com leivas
ou pedras chatas; e compieta-se o talude com terra
soccada. As rampas longitudinaes das sargetas, dispostas
em direc^óes contrarias, formam pontos baixos, onde as
aguas se encontram. Decada ponto destes, parte urna bar-
baci do (Fg. 68 II) desaguando n'um rego calgado que,
pelo talude, desco à valleta do córte. As barbacàs em
mèdia, sSo distanciadas de 50 metros entre si; e, para serem
dispensadas, é bastante estabelecer em cada ponto baìxo
e sobre a propia superficie do talude (Fg. 68 III) um
empedramento, descendo até à valleta. Applicam-se sobre
empedramento, leivas ; e cobre-se tudo com terra bem
soccada.
Fig. 68~Methodo Saxilly.
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rX)STRUm CONTABBLIDADE 235
Quando o talude comp5e-se de camadas superpostas
de argila, areia e marne, estabelecem-se diversos canal-
letes, cada um para a sua camada (Fìg. 68 III).
Methodo CoLLiN. — Suppòe corno causa dos desmoro-
narnenlos a acQào da gravidade ; toma a acgào das aguas
corno secundaria. Consiste em conlrafortes de pedra secca,
dispostos segundo as linhas de declive maxinìo, distan-
ciados entro si de 8 a 10 melros e ligados, ou nào, por
abobadas de alvenaria.
Mkthodo Chaperon. — Toma comò causa dos desmo-
ronamentos a ac^ào das aguas. Consiste em amparar os
taludes com muros de pedra secca, refor^ados por contra-
fortes.
Methodo Bruère. — E' modificacào do methodo Sa-
zilly. tendo de mais conlrafortes de terras soccadas»
nascendo de um plano inferior à superficie de escorrega-
mento e preservados por muros de pedra secca, destì-
nados a deseccar as terras. Sobre este assumpto recom-
mendamos ao leitor a importante obra de Bruère — Traile
de consolidation des tdus. — [Vide: Revestimmto dos
talvdes].
Construir (Tech.) — Batir. — Ta build, to construct.
— Bauen.
ConstrucQSo (Tech.) — Comtruction. — Building. —
Bau.
Consumo da machina (Locom.) — Consomation de la
machine, — ÌVaste ofengins. — Verbrauck der Tocmnotive.
— Casto de carvào, de agua, de lubrificantes, de es-
topa, etc, feito pela locomotiva.
Contabilidade (Adm.) — Comptabilité, — Accounts. —
Control — Nas estradas de ferro è a repartigào que arre-
cada a receita e fiscaliza a despeza.
Digitized by
Google
236 CONTAS DE CUSTEIO CONTRA-FORTE
Gontas de custeio das vias-ferreas quo gozam de
garantia de juros do Estado. — Circular de 3 de Agosto
de 1883.
Gontas [Exame de — que tiverem de ser pagas pelo
Thesouro Nacional.] — Circular de 15 de Outubro de 1868.
Gantadoria (Adm.) — Contróle, — Comptrolling office.
— Control oder Rechnv/ngsabteilung.
Gontador do trafego (E. de F.) — Contrólmr de l'ex-
ploitation. — Comptroller. — Betriebscontrolor.
Gontra balango (Locom.) — Essieu de changement de
marche. — Lifting shaft — Gegenhebel.
Gontra chavèta (Tech.) — Contre cbvette. — Gib. —
Hakenkeil, Gegenkeil.
Gontra fècho (Const.) — CorUre-clef. — Counter key.
— Gegenkeel, — Aduella da abobada ou arco, contigua à
chave ou fecho.
Gontra feito (Const.) — (Joyau. — Furring, eaves-lath.
— Amfschiebling, [Vide: Madeir amento.]
Gontra-forte de montanha (Tech.) — Contre- fori. —
Les$er chain of mountains. — Seitliche Amzweigung der
Gebirge Seiten àuslàufer.
Gontra-forte (Const.) — Contre-fort. — Butress. —
Strebepfeiler. — Massigo de alvenaria, encostado a um
muro de arrimo, tendo por firn augmentar a estabilidade
da construcQào. Quando o muro é muito elevado ligam-se,
algumas vezes, os contra-fortes por noeio de sóries paral-
lelas de aliobadas. Os contra-fortes podem fazer completa
ligagào com os muros a que estào encostados, ou ser
independentes, quando de pedra secca.
Se OS contrafortes ligamse ao muro, para determinar-
se a espessura d'esse muro, calcula-se separadamenle o
momento de estabilidade do muro que corresponde a um
contra-forte, considerando este fazendo parte do muro, e
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GOMTIA-FORTE EH GAUD A GOMTIA SVELAMENTO 237
calcnla-S6 o momento da parte comprehendida entre doos
contra-fortes, juntam-se esses dous momentos e iguala-se
à somma do momento do empnxo calculado para o com-
prìmento do prisma correspondente ao intervallo compre-
hendido entre doas contra-fortes.— [Vide : Claudd.^For-
mule$, tables, etc].— Nem sempre, nos muros de arrimo, é
possivel encostar contraforte sobre o paramento externo.
Quando os contra-fortes forem externos, deve se tomar
todas as precau^des com a ligagSo das alvenarias, pois o
empoxo das terras tende a produzir forte disjunccSo entre
elles e o moro. Convém ligar entre si os contra-fortes ìnter-
nos por meio de arcos de descarga; as terras fazem pressào
sobre estes arcos e garantem a solidez da constrocgao.
Gontra-forte em cauda de andorinha (Const.) —
Contre-fort à queu d^aronde. — Dove tailed counterfort. —
Schwalbemchwanzpfeiler.
Gontra-forte em talude (Const.) — Contre-fort en
tolta. — Escarped cov/nterfort. — Schràge oder verjùngte
StrebepfeUer.
Gontra-forte yertical (Const.) — Contre-fort verticale
— Yertical cowOerfort. — Grade Strebepfeiler.
Gontra-frechal (Const.) — Pe^a de madeira parallela
ao frecbal, onde se pregam os extremos dos caibros do ma-
deiramento.
Gontra-marcha (Locom.) — CorUre marche. — Counter
march. — Ruckgang. — A locomotiva so em casos* excep-
cionaes deve andar para traz, o qne causa estragos no me-
chanismo.
Centra mola (Locom.) — Ressort du pùlon. — Paeking-
tpring. — Gegenfcder. — [Vide : Embolo].
Centra nìvelamento (Tech.) —Verification du nivelle-
meni. — LeveUing verification. — GegenniveUement. — Se-
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238 GONTRA PESO DA GAYETA CONTEA PRESSiO
guado nivelamento, execotado com o firn de verificar a
exatiddo do primeiro.
Contra peso da gaveta (Mach.) — Contre poids du
tiroir. — Slide^dvebdanceweigìU.—Schiebergegen^e^
Contra peso da valvula de seguranga (Mach.) —
Contre poid$ de la sovpape de sarete. — Safety valve weighl.
— Siclieihett9omtUbela$ttmg.
Contra pezo das rodas (Locom.) — Contre poid$ des
roue$. — Cotmterbalance weights. — Gegengewicht der Trie-
bràder. — Massa metallica qua se adapta is rodas mo-
trizes das locomotivas, tendo por firn equilibrar a veloci-
dade da mauivella e do brago coDuector.
Contra peso do ezcentrico (Mach.) — Contre poid$ de
Vexeentrique. — EccerUric balance weight. — Gegengewicht
des Excmtriks, Excentrik Gegengewicht.
Contra porca (Tech.) — Contre écrou. — Jum-nnly
lock-nut. — Stellemutter, Gegenmvtter. — Pega de ferro que
evita que a porca desande.
Àpertam-se couvenientemente as porcas dos parafosos
das talas de juncgào com arruelas de ferro de 0'°,002 de
espessura,corladas, corno se v6 na figu-
ra, pelas linhas abcd. Depois do parafuso
apertado, levauta-se urna das porgdes
cortadas da arruela e faz-se com que ella
comprima a porca. No fim de algum
FI e9-cintra Icmpo parafuso està barabo; aperta-
se-o de novo ; e comprime-se tambem a
porca com a outra porgSo cortada da arruela, se a primeira
estiver inutilisada. Este systema dà magnifico resultado.
Contra pressSo (Mach.) — Contre pression. — Back
pressure. — Gegmdruck. — embolo quando termina o
curso, volta eencontra o vapor escapando-se ; dà-se n'esse
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CONTEA TIRANTBS CORAgiO 259
inomeDto a conira-pressào, cujos effeitos sào neutralisados
pelos avancos.
Contra tirantes (Pont.) — Contre-tiges. — Contre-tiges
Gegenzugstangen. — Pe^s incIinadas,opposlasaos tirantes.
Contra trilho (E. de F.) — Cantre rati. — Rail-gmrd
Zwang$chiene. — contra-trilho fica pela parte interna da
linha e distanciado do trìlho de O^'^OSS. Serve para gaiar
as rodas das locomotivas e dos carros e para evitar des-
carrilhamentos. Tambem, corno nas passagens de nivel,
serve para resguardar o trilbo contra os cboque das rodas
das carrogas, etc. Ha contra trilhos nas niudancas de via
(agulhas), nos cruzamentos, nasponles, nas passagens de
nivel, etc. As exlremidades do conlra-lrilho sào curvas
para dentro da linha, aflm de facilitar a entra dadas rodas.
Contra vapor (Mach.) — CorUre vapeur. — Steam emr-
ployed to reverse an mgine. — Gegendampf, Ruckkehrs--
dampf. — Mudanfa brusca da accào do vapor para inver-
ter a marcha da locomotiva. Quando a machina està com
pouca velocidade, comò nas manobras das estagQes, o
emprego do contra vapor nào apresenta cnidado; em
viagem de trem, com velocidade regolar, ba,porém, perigo
e so em caso extremo deve se langar mSo de tal recurso.
Contrato (Adm.) —Contrai. — Contract. — Contrakt.
Gontratos celebrados. — A viso de 16 de Dezembro de
1867. Aviso de 30 de Janeiro de 1885.
Contratos [Folta de comprimento de]. — Aviso de 30 de
Janeiro de 1885. "*
Copo de azeite (Locom.) — Godet graisseur. — OU
cup. — Odbiichse, Schmierbéchse. — Vaso de cobre ; der-
rama azeite, às gottas, por meio de mecha, naspe^as que
exigem continua lubrificagSo.
CoragSo (E. de F.) — CcBur, croisement. — Crossing^
Frog. — Kreuzung. — Na mudanga de via, no ponto que
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S40
GORAgiO
as duas liohas se encontrampara formar urna so, e, tambem
no crazamenlo de via obliquo, eraprega-se o coragao, que é
composto da porUa do coragào (Fg. 70) assentada no ex-
tremo do espa(;o a e das patos de lebre AB, CD. Aos lados
assentam-se contra trilhos mn, mn. Ha coragOes, formados
de uma so pega, de ferro fuodido e de ago fundìdo. Quando
a penta è separada, faz-se-a de ferro forjado.
Fig. 70 — Corallo.
angulo do coracào é expresso por sua tangente tri-
gonometrica. Diz-se coragào de 1/10, quando a tangente
do angulo è 1/10. Ha coracòes de 1/12,5 que sào empre-
gados*" nos desvios das estacOes. Os de 1/8 e 1/7 sào
usados nos desvios duplos e nas curvas divergentes.
A penta mathematica (imaginaria) é o vertice do angulo
formado pelo prolongamento das faces verticaes externas
do corano. A penta real ó arredondada e um tanto grossa,
afim de resistir aos choques dos trens que sobre ella tran-
zitam.
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GORAgiO DE MOIA GORDEL Ui
Na pagina 31 , encoDtra-so a formula do engenbeiro
Rademaker para calcolar a distancia entre a porUa mathe-
matica do corofào e a ponta da agulha.
Yamos dar outra formula para actiar essa distancia,
deduzida por Deharme :
L =
Sendo: L, dislancia procurada; b, bitola da linha; a,
angulo do coragào.
GoragSo de mola (E. de F.) — Croissement à ressort. —
Spring frog. — Automatisches Herzstuck.
Cordas [Rijeza das — ]. — As cordas ao curvarem-se
sobre os tambores, polias, etc, exigem certo esforgo que
é dado pela seguinte formula :
Sendo : R, rijeza da corda ; Q, carga ; dj diametro do
cylindro onde se enrola a corda ; A e B, coefficientes en*
contrados na tabella à pag. 242.
CordSo de communicaQSo [entro os vagOes]. (E.
de F,) — Corde de commv/nication. — ... — Alarmischnur.
— Corre pelos teclos dos carros de passageiros e por
cima dos vagdes de carga. Deve estar sempre ^m bom
estado.
GordSo de pedra [nos muros, nas paredes.] — Corde
en saillie. — String cov/rse. — Steinrisalit.
Gordel (Const.) — String, carpenter^s chdkAine. —
Cordeau. — Zimm^sehnw. — Uzado pelos pedriros e car-
pinteiros.
Dlooionarlo. 16
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m
GORINTHIA
Tabella para ealeular a rljeza das eordas
s
«a
9
§
i
C0RDA8 BRANCAS
C0RDA8 ALOATBOADAS
li
^1-
II
h
r
9
metroB
kUogrs.
Irilogrs.
metros
kilogrs.
kflogra.
6
0,0089
0,010604
0,002178
0.0105
0,021201
0,0025180
9
0,0110
0,022621
0,003267
0.0129
0,041148
0,0087695
12
0,0127
0,038848
0,004356
0,0149
0,067814
0,0050260
15
0,0141
0,069585
0,005446
0.0167
0,097712
0,0062825
18
0,0155
0,084731
0,006534
0,0183
0,188339
0,0075390
31
0.0168
0,114288
0,007628
0,0198
0,183193
0,0087955
24
0,0179
0,148256
0,008712
0,0211
0,234276
0,0100620
27
0,0190
0,186632
0.009801
0.0224
0,291586
0,0113085
80
0,0200
0,229419
0,010890
0,0236
0,866125
0,0125650
88
0,0210
0,276616
0,011979
0,0247
0,424891
0,0138215
86
0,0220
0,328223
0,018068
0.0268
0,500886
0,0150779
89
0,0228
0,384240
0.014157
0,0268
0,583108
0,0163844
42
0,0237
0,444667
0,015246
0,0279
0,671559
0,0176909
46
0,0246
0,609508
0,016335
0,0289
0,766237
0,0188474
48
0,0254
0,578760
0,017424
0,0298
0,867144
0,0201039
51
0.0261
0,652407
0,018518
0,0308
0,974278
0,0213604
64
0.0268
0,780474
0,019602
0,0816
1,087641
0,0226169
67
0,0276
0.812961
0,020691
0,0326
1,207281
0,0238734
60
0,0283
0,899888
0,021780 0,0334
1,883060
0,0251299
Gorinthia (Arch.) — [Vide: Ordem corirUhia].
Cornija (Arch.) — Comiche. — Cornice. — ObergesimSy
Kranzgesims Kranz. — Parte superior do eatablamento de
urna ordem archìteclonica.Em geral chamam de cornija ou
cimalba o coroameuto das paredes exleriores dos ediQcios,
a parte que recebe a aba do telbado ou a platebaoda.
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GORGA DA ESTRADA DE FERRO GORRECgìO 245
A altura da cornija deve ser de 1/15 da altura total da
parede quo encima.
Nos ediflcios dasestradas de ferro, convéra empregar-se
cornijas simples e raramente de cantarla.
Tambem ha cornijas em portas, janellas, divisào de
andares, etc.
Goròa da estrada de ferro (E. de F.) — Couronne
du chemia de fer. — Top. — Banhkrone, — Espa^o da pia-
ta-forma, confìprehendido entra os eitremos das ban-
quetas, do lastre.
Goròa de rolamento do gyrador (E. de F.) — Cou-
ronixe de roulement. — Roller path. — Drehkrone. — [Vide :
Gyrador].
Corpo cylindrico da caldeira (Mach.) — Corps cylinr
drique de la cliaudière. — Barrel of boiler. — Cylindrische
Kesselcórper. — [Vide: Caldeira de locomotiva].
Corpo de bomba (Tech.) — Corps depompe. — Pump-
barrel. — Pumpencylinder.
Corpo de igual resistencia (Tech.) — Corps d'égale
résistence. — Body of the slrongest form. — Kórper von
gleichem Widerstand.
Corpo do raio da roda (E. de F.) — Corps du rais. —
Body ofthe spoke. — Mittelstiick der Speiche. — Parte do
raio entre o cubo e a cambota.
Gorrecg3o da refracg3o atmospherica (Tech.) —
Correction de la réfraction atmospherique. — Cffrrection
for réfraction. — Ansgleichen der Refraktion. — Nos nive-
lanoentos de estrada de ferro nio è necessario fazer-se a
correcQSo do erro devido à refracgào atmospherica e à
curvatura da terra ; comtudo vamos dar a seguinte ta-
bella, sendo : d, distancia do nivel i mira, e e, altura a
subtrabir da que a mira indicar.
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UÀ
CORREDigA CORREIA
Tabella da eorrecQio da refrain^ atmospheriea
d
e
d
e
d
m
580
e
d
e
140
o!ooi
m
o!o09
o"o23
m
800
0r044
160
0.002
380
0.010
600
0.024
820
0.046
180
0.002
400
0.011
620
0.026
840
0.048
200
0.003
420
0.012
640
0.028
860
0.050
220
0.003
440
013
660
0.030
880
0.053
240
0.004
460
0.014
680
0.031
900
0.066
260
0.006
480
0.016
700
0.083
920
0.058
280
0.005
500
0.017
720
0.035
940
0.060
800
0.006
520
0.018
740
0.037
960
0.063
320
0.007
540
0.020
760
0.089
980
0.065
840
0.008
560
0.021
780
0.041
1000
0.068
Gorrediga (Locom.) — Coulisse. — Slide-valve. — Cou-
lisse^ Fùhrung. — [Vide : Distriiruigào].
Gorrediga [De — ] (Tech.) — A' coulisse. — Sliding. —
Scfditten.
Gorredigas das caixas do jogo (Locom.) — Glissières
des boUes à graisse. — Frame ligs. — Gleilbahn der Sch-
mierbiichse.
Gorredor (Arch.) — Couloir. — Passage. — Laujìreppe.
— corredor deve ser evìtado o mais possivel.
Gorreia (Tech.) — Courroie. — Strap, belt. — Riemen.
— Formula dando o diametro das correias de transmis-
sdo:
^ 1500 F
±j =
V
Sendo : L, largura da correia em centimeiros; F, forga
em cavallos a transmitir ; v, velocidade da correia, em
centimetros, por.segundo.
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CORRENTE CORTA-FRIO 245
Corrente (Tech.) — Chaine. — Chain. — Rette.
Corrente de medigSo (Tech.) — Chatne d^arpenteur.—
Surveryors-chainSy landrchain. — Messkette, Rette. — E' de
ferro ; tem 20 metros de comprimenlo. Quando se loca urna
curva, em vez dosarcos, medem-se as cordas de 20 metros ;
ha um desfalque, que é dado pela seguiote formula :
Sondo : e, comprimento desfalcado ; /*, flecha do arco ;
e» comprìmento da corrente.
Corrente de engate (E. de F.) — Chjdne (Tattelage.
— Coupling chain. — Ruppelkelte.
Corrente de seguranga (E. de F.) — Chatne de udrete.
— Chek chain. — Sicherheits Rette. — Estascorrenles, desti-
nadas a garantir a ligagào dos carros, quando ha rompi-
mento no engate, nào inspiram confian^a. Às estradas que
ainda as empregam, collocam sómente urna, que Oca a
direita do engate. E' facto observado que duas, uma de
cada lado do engate, nào dào bom resultado, principal-
mente nas curvas de pequenos raios.
Correnteza (Tech.) — Courant, rapide. — Current^vio-
lentstream. — Stromschnelle. — [Vide : Alveo].
CorrimSo de escada (Const.) — Garde fon. — Rail-
ling. — Stiegenrampe.
CorrimSo do passadigo (Locom.) — Nas locomotivas,
sào as pecas lateraes, parallelas à caldeira» onde^s foguis-
tas se agarram quando vào da tolda à travessa da fronte.
Corta-frio (Ferr.) — Ciseau à froid. — Cold-chisel. —
KaUmeissel. — Especie de talhadeira forte e curta com que
se corta o ferro, sera este ir ao fogo. Ferramenta muito
usada pelo pessoal da conservacào da via parmanente
para cortar trilhos, etc.
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346
GORTA-GELO •
-CORTE
Corta-gelo, corta neve (E. de F.) — Tranche giace,
chasse-neige. — Ice flange. — Eisraumer. — Apparelho que
revesle a freiile da locomotiva, nospaizes frigidos, durante
inverno. E' rannido de um esporào, que vae cortando e
desviando o gelo ou a neve. (Fig. 71).
Fig. 71 — Còrta-gelo on c6rU nere.
Gortar a madeira ou serrar no sentido do compri-
mento (Const.) — Refendre le bois. — To cleave timber, to
rive. — Holz treunen, Klóben.
Córte (E. de ¥.)—Tranchée, déblai.— Cutting.— Eins-
chnitt, Durchstich, Durchschlag. -^ Escavagào feila no ter-
reno para dar passagem a estrada de ferro.
No córte.que póde ser trabaltiado a picareta e pà, quando
nào é mirilo alto, coraega-se a escavagào, fazendo-se uma
cava ao longo, com as paredes verticaes, si a terra tem
bastante cohesào, e com a largura que deverà ter a piata-
forma da estrada. A terra vae sendo transportada era carri-
nhos de mào, em carrogas empurradas por homens ou
puxadas por anìmaes ou em vagonetes que rodam sobre
trilhos. Estes meios de transporte dependem da importan-
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Google
CORTE
247
eia do trabalho. Depois de aberta a cava» de urna boca a
outra, dà-se a inclinagào aos taludes.
Quando o córte é bastante alto, para facilitar o trabalho
faz-se a excavagào em diversos planos, mas de modo que
OS trabalhadores Dào se atrapalhem.
Para remover maior cubo de terra, mais facilmente,
emprega-se o processo dos caximbos, que consiste no se-
guinte : Abre-se no córte um vào de 0"',6 de cada lado,
BE e MA (Fig. 72 — I) em toda a altura (n'esse vào deve
a b
B £ MA
Elers^So
Fig. 72 — Caxiinbo,
Pianta
poder trabalhar um homemj.Na parte inferior do córte faz-
se umacava entreae 6 ; depois a certa distancia (Fig. 72 — II)
abre-se no alto um fosso HF, que se vae aprofundando.
Manda-se dous trabalhadores ficarem na parte superior do
córte, nos pontos D, C, e outros tirar os pontos de apoio
a e 6, que sustentam o prisma. Os trabalhadores da parte
superior devem observar com toda a attengào o S(Jlo, a ver
se fende ; e, é menor racha, devem avisar os que trabalham
erobaixo, para fugir.
Si depois da cava inferior aberta, o macisso nào dér de
si, a turma subire para junto do fosso HF e com alavancas e
bimbarras farà o prisma se afifastar da posigào primitiva e
cahir, esboroando-se.
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348
CORTE CORTE EM GÀIXÌO
Nos cortes de terra as turmas devem ter de 12 a i4
trabalhadores e 1 feìtor. Os trabalhadores de picareia
flcam na fronte cavando a terra; os de enxada, em se-
guida, reuDindo-a em montes; e os de pà, enchendo os
carros. Quando a terra do córte nSo tem bastante cohesào*
vae-se-o rampando com o talude que mais se approxime
do definitivo.
Nos grandes cortes empregam-se escavadores. — [Vide :
Descarga].
Cortes notETeis de Estradas de Ferro
Designa^ào dos
Cortes
Estradas de Ferro
Metros cabi-
cos escavados
Tring
Londres a Birmingbam
1.100.000
1.000.000
860.000
700.000
700.000
646.000
690.000
500.000
470. OÒO
460 000
400.000
882.000
839.528
250.000
260.000
210.000
140.000
Galdebueh
IJlin a AoflTsbarflr
Tabatsofen
Londres a Brigbton
Cowran. ....... . .
Newcastle a Carlisle
Lonpe
Paris a Bennes
Blisworth
Londres a Birmingbam
Paris a Strasbnrflro.
f^oincY* ...••..
Port-sur-Yoime.. . .
Yakecshan
Clamart
Paris a Lyon.
Nortb Midland
Versailles (margem esqnerda). . . .
Nortb Midland
Normanthon
BriollAv
Mans a Ancrera
Malaonay # . t • * ^ . • •
Ronen ao Havre. •
Dockenberg
Leste (Franca) • .
Lvon a Avìimon
Harfleur
Ronen ao Havre •..•...
Córte em caixSLo. — E' assim denominado o córte
que nSo està rampado. córte em pedra póde se conser-
var sempre com as suas paredes verticaes.
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CORTE EM FEDRA GOTA VERMELHA 249
Córte em pedra (E. de F.) — Tranchée en pierre. —
Rock excavation. — Steineneschnitt. —A exiraccào da pedra
éfeita a polvora ou a dynamite. Nas rochas compactas, as
minas devemterdediainetro0°',04 a0°,6 ede profuodidade
0",60 a 2",50. A carga sarà de 0,50 a 1,5 kilogrammas
de polvora. Nas rocbas schistosas, o diametro das minas
deve ser de 0",03 e a profundidadeestar entre 0",30e
0",50. A carga é de 125 grammas de polvora. A extracgào
de 1°' de grès necessita 280 grammas de polvora e a de
1"' de granilo ou gneiss, 800 grammas.
Para extrair-se 1"' de granito ou gneiss sSo necessarias
de 120 a 280 grammas de dynamite.
Córte longitudinal (Tech.) — [Vide: Sec(ào UmgittJh
dinal].
Córte rampado (E. de F.) — Trwnchée taludée —
Sloped cutting — Gebòschter Einschnitt. — que tem as
paredes covenientemente inclinadas.
Córte transversal (Tech.) — [Vide: Sec(ào tram-
ver$al].
Cota de partida (Tech.) — Cote de départ. — Dattm.
— Ausgangshòhe. — Altura do ponto em que cometa
um nivelamento.
Cota de um desenho (Tech.) — Cote d^v/n demn. —
Figured dimemion. — Massbezeichmmg, Rote. — Numero
indicando a dimensao do objecto representado.
Cota do terreno (Tech.) — Cote du nivdlement. —
Elevaiion. — Terrainhóhe. — Altura do terreno em rela-
(ào ao plano de comparando.
Cota vermelha (E. de F.)—Cote rouge. — ... — jKun-
shóhe. — Differenza de altura entre o terreno e a linha do
grade. Quando o terreno està mais alto que o grade ha
córte ; quando està mais baixo, ba aterro. — [Vide Cader-
neta de re$idencia'\.
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250 GOTAR UM DESENHO GRAMPTON
Cotar um desenho (Tech.) — Coler un dmin. — To
letter a pian, to tvrite. — Koten einschreiben.
Gotovello de um eixo (Tech ) — Conde d'un essim. —
WincL — KurbeL
Gouceira (Mach.) — Crapaudine. — Stop, hearing,
stepbrassy step-bearing. — Spurlager, SpurplcUte, Spurs-
cheibe.
Gougoeira (Consl.) — Pranchào de madeira de lei ou
pinhode Riga, tendo para esquadria 0",22x0"*,076.
Coxim [de abobada] (Consl.) — Coussinet. — Sprin-
ger, springingslone. — Ànfànger, Wólbanfang^ Anfangs-
tein, Kàmpferstein. — Fedra que termina o pé direilo e
recebe a primeira aduella do arco ou adobada.
Grampton [Locomotiva do systema — ]. Caracterisa-se
pelo grande diametro das rodas motrizes (2",10 a 2",30),
pela coUocacào das mesmas atraz da caìdeira, por ter o
centro de gravidade da caldeira multo baixo,e, finalmente,
por gastar muito pouco combustivel. E' dotada de grande
base rigida; nao passa em curvas de pequeno raio.
A Crampton appareceu em 1843. Nas primeiras expe-
riencias que fez, rebocou em rampas fracas trens de
80 tons., com a velocidade de 82 kilometros, por bora, e
um trem de 50 tons., com 99k,7, de velocidade.
A locomotiva Crampton recebeu ultimamente notavel
modifica^ào. engenheiro Flaman, da Gompanhia da E.
de F. do Leste da Franca, coUocou um segundo corpo
cylindrico sobre o primitivo, em urna das machinas d'este
typo,estabelecendo entro elles trez communicacOes degran-
des diametros. Prendeu as extremidades de traz dos dous
corpos. cylindricos à extremidade da frenle da fornalha.
Augmenlou immensamente o tamanho da caldeira, sem
augmentar a base da locomotiva. crescimento foi em
altura. No antigo typo, a chaminé nascia no plano em
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CRAMPTON 351
gue terminava a caldeira ; no typo modiflcado, esse plano
foi ultrapassado pelo segando corpo cylindrico.
A flgura 73 mostra perfeitamente o invento de Fla-
man, guanto a caldeira.
6m',49 passou
a 9ma,72
84m«,64
n
„ ll|m«,44
90»na,00
n
„ 12im«,l6
4^3,178
n
„ 6ni3,066
3«»3,03l
n
„ 4m*,488
Fig. 73 — Locomotira Crampton, com caldeira Flaman.
Apresentemos a compara^ào enlre o lypo primitivo e o
modiQcado, notando-se gue, por causa do peso, o com-
primento da primitiva caldeira soffreu urna reducQào de
IO-/-:
a fi • j (da fornalha, de. .
Sapeincie de aque- \ , ^ , '
. . <d08 tabos, de... .
cimento /^^, ^
\ total, de
Capacidade total da caldeira, de
Volarne d'agna, em ordem de marcha de
Volnme d'agua atilìsayel até qae o nivel
des^a a 0"i,06 acima do céo da for-
nalha da antiga caldeira e a Oi°,10
acima do céo da fomalha da caldeira.
riamando 0^^666 „ „ ^l^^fiSS
A potencia da caldeira augmentou de 45 7o> ^ ^ facul-
dade de funccionar, sem receber nova alimentagào, cres-
ceude 1287o. peso adherente da machina no antigotypo
era de 13 tons., 700; no modiflcado é de 16 tons., 400.
corpo cylindrico inferior da caldeira è completa-
mente atravessado por tubos ; o superior, de menor
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253 GREMALHEIRA GIUSTA DE UM ATERRO
diametro, póde levar agua até meia altura, e d'ahi para
cima, ser o reservatorio de vapor. Da cupola destaca-se o
conducto de vapor, que pouco adiaoie bifurca-se e desce
ale OS cylindros.
Para os trens expressos è de grande vantagem a
Crampton modificada. Nas experiencias que fez, apresentou,
rebocaodo grandes trens, uma velocidade de 82 km. por
bora. Economisa 9 •/• de combustivel, relativamente ao
typo nào modiflcado.
Gremallieira (Tech.)— Crémaillère. — Rack, tooted-
rack. — Zahmtange. — Barra de ferro dentada. Elemento
principal das vias ferreas dos systemas Riggenbach,
Abt, etc.
Creosoto (Tech. ) — Creosote. — Creosotdy kleosote. —
Kreosot. — Multo empregado comò anteseptico na prepa-
ra^ào de dormentes, nos paizes em que ha abundancia de
carvào de pedra.
Grescimento ou aug^ento da cai [depois dBeaUincgào]
(Const.) — Foisonnemmt de la chaux. — Growing, increasing
of the lime. — Gedeikeriy Wachsen de$ Kalkes, BWien.
Grescimento das terras (Const.) — Foisonnement de$
terres. — Swell of the ground. — Aufgehen, AufqaeUenj
Wachsen der Erde. — As terras, ou materias escavadas,
crescem na seguiate porcentagem : Areia esaibro, de 1/2 7o
do volume primitivo ; barro, de 3 7o ; marne, de 4 a 5 "/•;
argila dura, de 6 a 7 •/• ; rocha, de 8 a 12 Vo.
Grfag3o (Const.) — Alvenaria de pedras miudas e ar-
gamassa, servindo de enchimento aos vSos deixados pelas
pedras mais volumosas. Seu uso é prohibido em trabalhos
de estrada de ferro.
Grista de um aterro (E. de F.) — Créte d^tm remblai. —
Top of an embankment. — Dammkrone. — Parte superior
de um aterro.
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CRUZ DE SANTO ANDRÉ GRUZAMENTOS DE ESTRADAS 255
Cruz de Santo André (Const.) — Croix de saint André.
— St. Andrews cross. — Andreaskreuz, Kreuzband. — Dis-
posìcSo de pegas de madeira ou de metal, em forma de X.
Cruza vias (E. de F.) — Chariot de service. — Tra-
velling platform, traversar, sliding plaiform. — Schiebebii*
hne. — Nas officinas e nos deposilos de carros e locomoli-
vas ha sempre grande numero de linhas ferreas parallelas
e para fazer-se passagem dos vehiculos de urna daslÌQhas
para outra, emprega-se o cruza-yias» especie de carretto
que percorre» dentro de uma valla, urna linha perpendi-
cular às oulras. estrado do carretto està no mesmo nivel
das linhas pararellas, e lem sobre si um trecho de trilhos,
onde assenta o vehiculo, quando necessita mudar de
linha.
carrelào ou cruza-vias é de ferro ou de ago. Compri-
mento=aH-0",4, sondo: a,distancia entre eixos extremos
do maior vehiculo a transportar. Emgeral,os cruza-vias
de locomotiva e tender tém 12 metros, e os de caros 4 a
7 metros. A valla tem no maximo O^^S de profundidade.
Ha tambem cruza-vias sem valla, com rodetesinteriores
ou exterìores, que sào usados nas linhas que estào fora dos
depositos e das officinas.
Gruzamentos de estrada de ferro com mas e estra-
das de rodagem. — Nas clausulas que acompanham os
decretos de concessào de vias ferreas encontra*seo seguinte:
«Os cruzamentos com as ruas ou caminhos publicos pode-
rSo ser superiores ou quando absolutamente se nao passa
fazer por outro modo, de nivel, construindo, porém, a
companhia, a expensas suas, as obras que os mesmos
cruzamentos lornarem necessarias, flcando tambem a seu
cargo as despezas com os signaes e guardas que forem pre«
cisos para as cancellas durante o dia e a noite. Torà nesso
caso a companhia o diretto de alterar a direcQao das ruas
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254 (21UZ4MENT0 DE VIA CRUZAMENTO RECTO
ou caminhos publicos, com o flm de melhorar os cruza-
mentos ou diminuir o seu numero, precedendo consenli-
mento do governo, e, quando fór de diretto, da Intenden-
cìa Municipal, sem que possa perceber qualquer taxa pela
passagem nos pontos de intersecQSo.
Em todos OS cruzamentos superiores ou inferìores com
as vias de communica^des ordinarias, o governo levi o
direito de marcar a altura dos vSos dos viaductos» a lar-
gura destes e a que deverà haver entre os parapeitos, em
relaQào as necessidades da circulacSo da via publica que
Bear inferior.
Nos cruzamentos de nivel, os trilhos serào collocados
sem saliencia nem depressSo sobre o nivel da via de com-
municag<1o que corta r a estrada de ferro, de modo a nào
embara^ar a circulagào de carros ou carroQas.
eixo da estrada de ferro nào deverà fazer com o da
via de communicagào ordinaria um angulo menor de 45\
Os cruzamentos de nivel terào cancellas ou barreiras
para vedarem» durante a passagem dos Irens, a circuIa(^o
da via de communica^ao ordinaria, si està fór nasproximì-
dades das povoagOes ou tao frequentada que se tome ne-
cessaria està precau(^o, a juizo do governo, podendo este
exìgir, além disto, uma casa de guarda ^.
Gruzamento devia (E. de F.) — Traversée de voie. —
Crossing, — Bahnkreuzung. ^-Enconlvo de duas linhas
ferreas. Ha rectos e obliquos.
Gnftamento recto (E. de F.) — Travessée de voie à
angle droit. — Crossing of a righi angle. — RechtwinHige
Bahnkreuzimg.—ks linhas se encontram, formando angu-
los de 90^
Si cruzamenlo é no mesmo nivel, torna-se necessario
cortarem-se os trilhos de ambas as linhas, aQm de haver
espa^o para a passagem dos rebordos das rodas. (Fig. 74).
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CRUZAMENTO OBUQUO
35S
Si crazamentoé feito ero niveis differentes, levanta-se
urna das liDhas de modo que os rebordos das rodas possano
passar por cima dos trilbos da outra linha, sem tocal-os.
Fig. 74 — Crazameoto recto, no mosmo nirel.
Como se ve na figura 75, sómenle em urna das liohas,
ha solucQdes de cootinuidade.
^
t
fi — s
■fl
^
e
s
e
e
Fig. 75 — Cratamento recto, em niyeis differentes.
Cruzamento obliquo (E. ùeF.) — Traveriée devoie
oblique, — Oblique crossing. — Schràge Bahnkreuzv/ng. —
As duas linhas se enconiram em angulo menor de 90^
craza menlo obliquo apresenla seis soluQdes de coDtinuidade :
duas, DOS coragOes exiremos; e quatro, nos coragOesin-
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386
GRUZETA GUBAgXo
termediarios. Estes qualro coragOes, com os limpa-trilhos,
formam o principal appareiho do cruzameoto obliquo.
(Figura. 76).
Fig. 76 — CrQxamento obliquo.
Cruzeta (GoDst.) — Pe^a de ferro qae, nas tezoaras
do madeirameDto prende as asnas ao pendural.
Gruzetas (E. de F.) — Nivelletes. — ... — Absehkreuz:
— Jogo de estacas muoidas de taboletas, com que os as-
sentadores da linha fazem o nivelamento da mesma.
Gubag3o (E. de F.) — Cubature, cubage. — Cubature.
— CubatWj CubmrenJnhaUsbeaimmung. — Sórie^de opera-
^es feitas com o fim de conhecer-se o movimento de terras
de uma linha ferrea, etc.
Nas eslradas de ferro as cubacOes sào feitas em tres cir-
cumstahcias diversas : 1% No aote^projecto, para reco-
Dhecer-se o custo provaveU approximado, da terraplena-
gem ; 2\ Durante a construc^o (nos fins dos mezes) para
serem pagas as presta^des aos empreteiros ou para veri-
flcar-se o andamento dos Irabalhos ; 3*, Na conclusào dos tra-
balhos,para ajustarem-se definiti vascontas e conhecer-se o
custo exacto da terraplenagem. Nos i"" e 2^ casos emprega-se
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CUBAgAO
257
processo da sem-soinma dos dreas extremas pela dist ancia
que OS separa. Por exemplo : Eotre a estaca A e a estaca B
ha 20 metros. Faz-se a cubaQào, sommando-se a àrea da
estaca A com a da estaca B, mul-
tiplicando-se depois por 20 e, fi-
nalmente, dividindo-se producto
por 2. Este processo nào é rigo-
roso ; resullado, apresenta-se
desfalcado, apezar de satisfazer.
Demonslremos comò existe falla
de exactidSo.
Sejaro os trapezias ABGD e
EFGH as sec^Oes das estacas 10
e H de uma certa linha (Fg. 77).
Fa^amos por DG passar um
plano parallelo ao leito da estra-
da, que cortaré a secfào EFGH
segundo MN. Por D e G fagamos passar oulros planos ver-
ticaes parallelos ao eixo da estrada, cortando o trapezio
EFGH, segundo MR e NU.
Teremos o prisma ABGDEFGH decomposto em :
Pig. 77 — Cubafio.
1 prisma qaadrangnlar ABCDEFMN
1 cnnha BUMNDC
2 pyramides trìaDgolares
RMHD
1 e
' UNGC
Chamemos : S'. . . area ABCD
S... area EFGH
a... area BMH
a'. . . area UNG
b,.. area MNRU
Pela figura, vé-se que
S' = S
}- b i a ^ a'
(1)
Diocionario-
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V» CUBAgiO
volume, pelo melhodo das éreas extremas, é:
V=^D (2)
Em vez de S', pondo-se o seu valor, teremos :
S-^S + b-^a + a'
2 t
OU
b a ^ a}
V = DS-f ^-D+?-Ì^D (8)
prìsmoide, porém, flcou dividido em 1 prisma, 1 cuDha
e 2 pyramides, cujos volumes sSo :
prisma = SD
b
conha *» — ^ D
a + a!
pyramides = — - — D
A somma destes volumes dar-nos-ha o volume total do
prìsmoide:
V=SD + -^D+ ^-|^'d (4)
Comparando as equaQóes (4) e (3), nota-se que aquella tem
sobre està um excesso de :
Do segundo membro da equagào (2) subtrahindo-se este
excesso, ter-se-ha a formula simpUflcada, representando
exacta mente o volume, do prìsmoide:
'- (^^-^)'>
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CUBAgXO CUBO DE RODA 259
Nas medifoes flnaes emprega-se a formvla prismoidcd :
V=A±S_±^XD
o
Sendo: V, volume do córte ou aterro ; S e S', àreas
das seccOes extremas; D, distancia entre as seccOes;
M, àrea da urna seccào mèdia.
Està formula é a que dà resultados mais exactos.
CubagSo [Correelo a fazer-na— dos cortes e aterros em
curva].— Sendo: C, correccào; h, cota vermelha; T, r,p,
K e h'\ comò indica a figura 78 ; e j, anguio de deflexào
da curva:
e = ± [-^/^ (/• + /") + -^p (/^'-/i")]-|- (^' + n sen. ^
A correcQao é sommada quando o talude maior està no
lado convexo da curva» e subtrahida, quando està no lado
concavo.
Fig. 78 — CorrecfM da cnbafSo.
GubagSo previa (E. de F.) — AvarU-métré. — ... —
Vorkubiren. — A que se faz a vista dos desenhos, antes
do trabalho executado.
Cubo de roda (E. de F.)—Moyeu. — Wheel hvb, sotck. —
Nabe, Radnube. — Pesa, contendo o orificio centrai das
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260 CUmADA CUPOLA
rodas dos carros e das locomotivas, onde penetra o eixo.
Em geral é de ferro fandido.
Gumiada [de serra] (Tech.) — Fatte. — Summit. —
Bergspitze.
Gumieira (Const.). — Fattage.—Ridge piece.— Firap-
fette, Firgtràhmen. — Parte maiselevada do madeirameoto.
Assenta sobre os vertices das tezoaras.
Gunha de trilho de dupla cabega (E. de F.) — Coin
de raU. — Wedge ofrail. — SchienemtuhlkeU. — [Vide : AU
mofada].
Gonba de encontro do tender (Locom.) — Nas loco-
motivas americanas ha urna pe^a de ferro fandido com este
nome, servindo para fazer com que o tender ande sempre
uoido i machina, evitando os choques prejadiciaes ao en-
gate.
Gunhal ;(Const.) — Claveau. — Arch itone of Uraight
ardì. — WóVbAein xm scheitrechten Bogen. — Adaella de
piate-banda.
Ganhas das caizas (Loc.) — Nas machinas america nas,
entro a caixa de graia e o mancai do longerSo, ha pe^^s de
ferro fandido, denominadas cunhas das caixas, qae servem
para nSo deixar o escorregamento das caixas damnificar os
longerOes.
Gunhar [os trilhos de dapla cabega nas almofadas]
(E. de F.) — Coincer let raUs. — To wedge the raiU. —
Schiene^ verkeilen.
Cupola do apito ( Locom. ) — Cloche du sifjlet. —
Whistle cup. — Pfeifengalke.
Gupola (Locom.) — Dòme, chambre de vapeur. — Sleam
room, che$t. — Dampfraum. — Espa^o onde se armazena o
vapor secco ; esté collocado em cima da caldeira. Tem para
diametro O^^fi a 0",8 e para altura cerca de O^^Q. — [Vide
figura 62].
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GURSO DO EMBOLO GURVAS 261
As machiuas que percorrem linhas pouco incliDadas,
pódem dispensal-a.
Da cupola partem os tubos que transmittem o vapor aos cy-
liodros. Sobreascupolasassentamas valvulasdeseguran^a.
Ha locomotivas que tém duas cupolas de vapor. Quando
se adopta està disposi^ào, colloca-se a valvula de regulador
na cupola da frente, o que diminue o comprimeoto do
conducto do vapor.
Couche emitte a seguiate opiniào sobre este assumpto:
«A vrai dire, son utilité est douteuse. La grande vitesse
dont la vapeur y est animée ne permet pas d'attribuer
une influence sérieuse à Vaccroissement de Thanteur de la
prise de vapeur au dessus du niveau de Tean. Le dòme
angmente il est vrai le volume de vapeur, mais mdme avec
les diamètres qu'on lui donne aujourd'bui» cet appoint
est presque insigniflant.
Quoi quii en soit, les cbaudières sans dómes sont
maìntenant des exceptions....»
Curso do embolo (Mach.) — Course du piOon.—Stroke,
throw. — Hub, Kolbenhub Hulblànge^ Hubhóhe, Spid. —
Caminho total que descreve o embolo. Igual ao dobro do
comprìmenlo do brago motor ; e tambem igual ao diametro
do circulo que descreve a manivella.
Nas locomotivas. — (Formula franceza) C = 1,57 D.
Sendo: C» curso do embolo e D, diametro do cylindro.
Curva (Tech.)— Courbe. — Curve. — Curve, Krutnme
Linie, Bogen. — [Vide : Raio minimo da$ curvas eJ/Kagào],
Gurvas [Differenza em comprìmento entro o trilho ex-
. terior e o interior nas — ]
Scodo: D, differenza; a.simi-largura da linha; R,raiò
da curva ; C, comprìmento dos trìlbos.
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J62 CURVAS CURVAS PARABOUCAS
Curvas [Influencia das — segando Launhardt]. — A
resistencia por toDeiada de tram póde ser admittida corno
constante em cada natureza de trem. Na passagem de urna
curva de raio r, o accresci mo de resistencia e, para todos
OS trens, é dado pela formula :
e = i^ — 0,002
que é Dulia para um raio de 850 metros.
Se L é comprimente da curva, em kilomelros, e A o
angulo centrai, em graós, o accrescimo de traballio resis-
tente do trem de peso P, é dado por :
PcL = P /ilZii — 0,002 l\
ou
PcL = P (0,00003 A — 0,002 L)
accrescimo de trabalho, e por tanto de despezas, re-
sultante das curvas de urna via ferrea, póde-se entào ava-
llar, addiccionando de um lado os angulos centraes das
curvas e, do outro, seus desenvolvimentos, exclusào feita
de todas as curvas de raio igual ou superior a 850 metros.
Curva do indicador (Mach.) — Courbe de rindicaiear.
— Diagram of the indicator. — Indicator curve. — [Vide :
Irdimdor].
Curva reversa (E. de F.) — Courhe el contre-courbe
— Reversed curve. — Gegencurve. — Entre os deus ramos
da curvj^ reversa deve haver sempre um alinhamento recto
de 100 metros.
Curva composta (E. de F.) — Courbe composée. —
Compound curve. — Gemisehte Kurven. — [Vide: Locagào],
Curvas parabolicas (E. de F.) — Courbes paraboli-
ques. — Parabolische Kurve, Einfahrtskurve, Ausgleichkurve.
— [Vide : Locagào].
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GURVAS DE NIVEL S63
Gunras de nivel (Tech.)— Courbes de niveau. — Con-
tour lines. — Horizonlalkurven. — Projec^ào das ialer-
sec(Oes do terreno com urna sèrie de planos horizontaes,
equidistantes de um, dois ou mais metros. Por meio das
carvas de nivel é que se obtem o relevo do sólo na faiia
em que deve ser implantado o tracado da estrada de ferro.
Na linha de expiora^ào, levaotam-se norraaes a todas
as estacas do nivelamenlo, para ambos os lados, e com
exteasOes de 60 a 100 metros, conforme o terreno é mais
ou menos accidenlado. A clinometro nivelam-se estas nor-
maes [secfòes tran9ver$ae$).
Com as cótas do ni vela mento longitudinal e com as
sec^eslransversaes, sào nas plantas construidas as curvas,
de nivel. N'este trabaiho, adopta-se o processo graphico»
em que as seccOes sào desenbadas em pape! quadricnlado ;
e, depois, as distancias em que passam as curvas,sào trans-
portadas para a pianta ; ou adopta-se o calculo, pelas ta-
bellas destinadas a esse firn.
Entro as tebellas, conhecemos a do engenheiro José
Americo dos Santos, muitissimo pratica. Tivemos occasiào
de trabaihar com o auxilio da mesma ; sabemos quanto é
vantajosa. processo graphico é muito moroso.
Nos limites d'este livro nào podemos desenvolver con-
venientemente assumpto ; recommendamos ao leitor a
Memoria sobre a tabella para a marcagào das curvas de nivel
nas plantas de e$lradas de ferro, do engenheiro José Americo
dos Santos.
Os pontos de passagem das curvas de nivel entro duas
estacas sào achados pela seguinte formula :
•*" e — C"
Sondo : C, a cota da primeira estaca; C", a da seguin-
te; C", a da curva de nivel ; d, distancia entro as estacas.
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264 CUSTEIO DAS ESTRADAS DE FERRO CYLINDRO A VAPOR
Gusteio das estradas de ferro. — Nas clausulas qua
acompanham os decretos de concessào das vias ferreas en-
coDtra-se o seguiate :
« As despezas de custeio da estrada comprehendem as
que se fizerem com o trafego de passageiros, de mercado-
rias, com reparos e conservasse do material rodante, offlci-
nas, estagOes e lodas as dependencias da via ferrea, taes
corno armazens, ofQcinas, depositos de qualquer nalureza ;
do leito da estrada e lodas as obras d'arte a ella perten-
centes )>.
Gusto kilometrico (E. de F.) — Prix kilomélrique. —
Kilometer cost. — KUometerpreis. — No livro Varios estu-
dos publicaraos um traballio sobre o custo kilometrico de
nossas vias ferreas e concluimos o seguiate, quanto às
linlia de bitola estreita : — Custo kilometrico mèdio das
estradas perleaceates a companbias brazileiras que lem
capital garantidoe subvengOes kilometricas : 37;509$527.
Gusto kilometrico mèdio das estradas pertenceates a com-
paahiasestraageirasque tem capital garaatido: 56:503$257.
Custo kilometrico mèdio das estradas perlencentes a com-
panbias brazileiras que nào tém garantia de juros —
23:972$451. Esles tres custos médios fornecem — a
media do custo kilometrico das nossas esUadas de bitola
estreita — 3G:328«533.
governo nas novas concess5es com garantia de juros,
calcula custo kilometrico das linhas em 30:0008000.
Gylindro a vapor (Mach.) — Cylindre à vapeur. —
Sleam cylinder. — Dampfcylinder. — Caixa cylindrica, de
ferro fundido, dentro da qual trabalba o embolo. Tem na
face espdho, onde estào as aberturas do escapamento e
da admissSo do vapor.
E' munido de fundo e tampa, pe^as parafusadas no
cylindro de modo a toraal-o eslanque. fundo tem um
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CYLINDRO A VAPOR
205
oriflcio por onde passa a baste do embolo. Nas locomoti-
vas, OS cylindros sào quasi sempre borizoDtaes, raramente
inclinados.
Fig. 79 — Cylindro, OaréU de distrìbnifSo e gnvnd^ZeB (da looomotiTa).
A, Embolo. B, Cylindro, D, D, Baste do embolo. 1, Cylmdro. S, Tampa. 8, Fando. 4, Goberta
da fronte, fi, Goberta de trox. t, Sobreposta do Cylindro. 7, Bacha da Sobrepotta do Gy-
lyndro. 8, Kevestimento de roadeira. 9, Camisa. 10. Calza da gavéta de distribuii.
11, Tampo da Caiia da Oavdta de distrìbni^So. 1S, Sobreposta da gardta de dÌ8trìbQÌ9&o.
13, Bncna da Sobreposta da Oavéta de distribnifio. 14, Bobretampa da Caixa da Oardta
de distrìbnicSo 16, Camisa da OaydU de distribnifSo. 18, Oaréta de dÌBtribaÌ9Ìo. 17, Baste
da Gayfita de distriboifSo. 18, Janta da Tampa da Caiza da Oavéta. 19, Supporto do Tubo
de Lubriiicaf ao do QyUndro.
comprimento do cylindro é igual ao curso do embolo
mais a espessura d'este. volume depende lamèem do
diametro do embolo. Na locomotiva Decapod, a maior
que trabalba em estrada de ferro brazileira, o curso do
embolo é de 0",660 e o diametro do cylindro de 0"',559.
Nas locomotivas, o cylindro tem camisa de madeira.
GoDvinha que estivesse dentro de outro de foiba de ferro
ou mesmo de (erro fundido, e que entre os dous houvesse
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166 CYUNDRO A VAPOR
urna corrente continua de vapor, parlindo da caldeira,
afim de impedir quaiquer condensagao no cylindro motor.
Formulas aconselhadas por Debauve: — Chamando-
se D diametro interno do cylindro, expresso em milli-
metros, sua espessura e (em millimetros) :
.-«^^
A espessura da lampa = e. Diametro dos parafusos da
tampa = e. Numero d'esses parafusos = 3 -i--^. Largura
do colar do cylindro e das tampas = 2 e. Espessura do
collar=-3- e.
Espessura do cylindro. — Formula de Tredgold:
( 4Pxiy \ , ,
\ 420 (D — 6,6) / "^^
Sondo: E, espessura do cylindro em centimetros;
P, pressào do vapor em kilogrammas sobre um centimetro
circular; D, diametro interno em centimetros.
Espessura do metal dos cylindros das locomotivas. —
Formula de Mdesworlh:
4000^ 2
Sondo : T, espessura do metal em pollegadas. D, dia-
metro do cylindro em pollegadas. P, pressào do vapor em
libras cpr pollegada guadrada.
Diametro dos cylindros das machiuas de alta pressSo :
y 0,89 VI
Sondo : D, diametro; V, velocidade do embolo; C, forga
em cavallos vapor ; P, pressào effectiva do vapor na caldeira.
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CYLINDROS EXTERNOS DADO 267
Diametro dos cylindros das locomolivas. — Formula
recommendada pela MaHer Mechanics Association :
Vi
■ lor- ™<=
Hbpl
Sendo : d, diametro do cylindro, em mìUimetros ;
W, peso adherénte, em kilogrammas ; D, diametro das
rodas molrizes, em miiiimelros; C, coefficiente d'adhe-
rencia; p, pressào na caldeira, em kilogrammas; I, curso
do embolo, em millimetros.
coefficiente de adherencia lem os valores seguintes :
-T— para locomotÌTas de passageiros.
C = ( -r-^r=- para locomotiyas de cargas.
\ 4)!s0
.--rr-para locomotiyas de manobras nas estacSes.
4,5U
Cylindros ezternos (Locom.) — Cylindres extérieurs. —
Exlernal cylinders. — Àussencilinder. — CoUocados aos la-
dos da caixa da fumala.
Cylindros internos (Locom.) — Cylindres inlérieurs.
— Internai cylinders. — InnencUinder. — Fundidos em
uma so poca ; coliocados sob a caixa da fumala.
D
Dado (Arch.) — De. — Die. — Wùrfel. — Parte do
pedestal de uma ordem architectonica, comprehendida
entro a base e a cornija.
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208 DADO DAMNOS E AVARIAS
Dado [dormente de pedra] (E. de F.) — De en pierre.
— StonC'bbck. — Steinwurfel, Stuhlstein. — Especie de sup-
porto isolado. Nos primeiros tempos das estradas de ferro,
OS dadoB de pedra foram multo empregados; hoje quasi
Dào tem appiica^ào.
Nas vias ferreas brazileiras nunca assentou-se linha
sobre taes supportes.
Em algumas estradas allemàes encontram-se dados com
as seguintes condicOes: base quadrada, de 0",5xO",5
ou rectangular, de 0",75 x 0",5; espessura de 0",25 a
0",40; espacamento de eixo a eixo de 1 metro, a l',25.
Nas juntas os dados, em geral rectangulares» tem para
comprimento 0",90.
Asseotam-se os dados com uma das faces parallela-
mente ao eixo da lioha, ou na diagonal.
Tém grande dura^So ; mas o assentamento e a conser-
va(ào reclamam serios cuidados.
A pedra dos dados deve offerecer multa resistencia ao
esmagamento e nào ser sujeita o decompdr-se facilmente.
Damno (Adm.) — Dommage. — Damage. — Schaden,
Be$chàdigung.
Damnos e avarias [causados às estrada de ferro em
trafego].— Regulamenlo para a fiscalisa(jào da seguranga,
conservaQSo e policia das estradas de ferro :
« Art. 26. E' prohibido:
1% Fazer cavas em legar donde as chuvas possam
le\'ar as» terras para as valletas de esgoto da estrada de
ferro; 2% Atulhar as valletas por qualquer modo; 3% En-
caminhar para a estrada de ferro aguas pluviaes ou quaes-
quer outras; 4% Vedar de qualquer modo o escoamento
da estrada de ferro; 5*, Depositar materiaes ou outros
objectos, quer na estrada de ferro quer em logar donde
possam correr ou rolar para ella; 6<>, Piantar arvores,
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DARDO DE JUPITER DEGUNAgìO DA AGULHA 269
cujas ramagens cubram qaalquer porgào do recinto da
estrada de ferro; 1\ Deixar aoimaes mortos à flor da terra
a menos de cem bragas de distancia dos trilhos exleriores.
Penas: multa de cincoenta mil réis, e obrigagào de
reparar o damno causado.
Art. 27. E' tambern prohibido, e se reputare crime,
ainda que do damno causado nào resuite desastre: l'^, In-
troduzir de proposito aoimaes dentro do terreno occu-
pado pela estrada de ferro; 2% Gortar as cércas para
lenha ou para qualquer flm, sem que seja uà època de
dobrai-as» e sempre em presenta de um guarda da estrada;
3"", Arrancar a grama ou outras plautas dos laludes.
4'', derrubar os postes e marcos; 5^ Destruir do todo ou
em parte qualquer obra pertenceate à estrada de ferro.
Penas : multa de cem mil réis, além das mais em que
incorrerem segando o codigo criminal. »
Dardo de Jupiter (Const.) — [Emenda de madeira].
— TraU de Jupiter. — Skew tabled scarf. — Doppelte.
Dar mesmo nivel (Cons.) — Affleurir.-^To level
— Ausgleichen.
Debenture [Acgào de preferencia] (Adm.) — Debenture.
— Debenture. — Debentur.
Decintramento (Const.) — Décintrement. — Striking,
taking-down a centre. — Abrùsten^ Wegnelmen, Abrùstung
etnei Bogengeriistes.
Decintrar (Const) — Décintrer. — To itrike. — Lehr-
bogen-abrùsten. — Retirar os simples de um arco ou
abobada.
DeclinagSo da agulha magnetica (Tech) — Variation.
— Variation. — Abioeichung. — [Vide: Bussola].
DeclinagSo da agulha magnetica em urna epocha
dada, no Rio de Janeiro. — Formula de Bellegarde:
D=0M3« — 0^.00035 r.
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270
DECLIVE-
- DEaiVIDADE
Formula de Scholt : D=0%282 + 0\ ì 395 e+0%00054 1'
Formala deCruls: D=3^8^+^0^85sen (0%8t— 18%9).
£m todas estas formulas, t exprime o numero de aonos
decorridos enlre a epocha considerada e 1850. Os valores
positivos de Dindicam declinacòes occidentaes.
Declive (E. de F.) — Pente. — Gradient. — Gefàlle. —
Trecho de linha em descìda.
Declividade (Tech.)— Déclivité. — Declivity. — Gefàlle.
— A declividade, por metro, de uma rampa é dada pela
seguinte formula :
D:
d
Sondo : D\ a declividade total da rampa ou a differenza
de nivel eulre os pontos extremos, em melros; (i, distancia
horizontal gue separa os pontos extremos, da rampa;
D, declividade por metro. A declividade total flca determi-
nada pela formula : D' = Dd.
TabeUa de transforma^ das rampas on deeU?idades metrieas
em ineUnaQOes angrulares
Bampa
IiicIinft9Ìo
Bampa
Inclina^io
Bampa
InclinafSo
por
em
por
em
por
em
metro
grioB
metro
gr4o8
metro
grioB
0->,006
0-17' 10"
0»,055
3- 8' 60"
0-,105
5<»59'30"
,010
85
,060
8 26
,110
6 16 30
,015 «
51 30
,065
3 43 10
,115
6 83 40
,020
1 8 40
,070
4 20
,120
6 50 30
,025
1 26
,075
4 17 20
,125
7 7 30
,080
1 43 01
,080
4 34 30
,130
7 24 20
,085
2 20
,085
4 51 30 .
,135
7 41 20
,040
2 17 30
,090
5 8 80
,140
7 58 10
,045
2 34 40
,095
5 25 30
,145
8 15 5
,050
2 51 40
,100
5 42 30
,150
8 31 50
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DBGUVIDADE MAXIMA
m
Tabella de trasfonna^jio das i]ieliiia99es angnlares em
deeliTldades on rampas metrieas
li
li
BampM
em
metros
li
Bampts
em
metros
fi
li
Bftmpss
em
metros
lì
li
Bampas
em
metros
0M6'
0-^00486
8»80'
0-,06n6
10«
-0,17683
26«
€-,48773
80
0,00873
4 00
,06998
12
,21256
28
,53171
45
,01309
4 80
,07870
14
,24983
80
,57735
60
,01746
5 00
,08749
16
,28675
82
,62487
l 30
,02618
600
,10510
18
,32492
34
,67461
2 00
,03492
7 00
,12278
20
,36397
36
,72654
2 80
,04366
8 00
,01454
22
,40403
38
,78129
BOO
,05241
900
,15888
24
,44528
40
,83910
Declividade maxima (E. de F. ) — Dédivité maximum.
— Maximum gradient. — Maximalge falle. — Nas estradas
de ferro de primeira ordem estào adoptadas as seguintes
declividades maximas : era terreno plano 0,5 V» ; em ter-
reno pouco ondulo 1 V» ; em terreno montanhoso 2,5 •/••
Nas estradas de segunda ordem a declividade maxima
póde ir a 3 •/• e mesmo, no maximum, a 4 7©-
Nas linhas actualmente em trafego ha exemplos de
rampas muitissimo inclinadas, onde as iocomotivas desìi-
sam sem 9uxilio de cabos, nem de cremalheiras, nem
de trilhos centraes, etc.
Entre as princìpaes rampas, destacam^se asencAitradas
nas liohas : ,
De Turim a Genova, de Bayonne a Toulouse, de Bell's
Gaps, de Midland (na Maurìcia), etc., com declividades
de 3 7, a 3,7 7,.
De Ecballoos a Lausanne, de Iquiqae, de MoUendo a
Puno (Perù), etc, com 4 7.-
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272 DEGUVIDADE MAXIMA
De Enghien a Montmorency, de Poli a Tiflis, etc,
com 4,5 •/••
Da Binghan Canon, com 4,5 Ve
De Einsildem a Woedersweil, de Calbào a Oroya, etc.,
com 5 7o-
Do Colorado Central Railroad, com 5,2 Vo.
Das Wasatch and Jordan Valley Railroad, Pillsburgo
a Sommervile, eie, com 5,4 Vo.
Da American Forif, com 5,6 Vo.
Da Summit County Railroad, com 5,7 Vo.
Da Jefferson and Indianopolis Railroad, com 6 Vo-
Da Philadelpliia a Columbia, com 6,7 V».
Da Ulliberg, com 7 V».
Da Tavaux-Pontsóricourl, com 7,5 Vo-
Dedimdades maximas das estradai de ferro do Brazil. —
Foram empregadas: a de 0,5 7o na E. F. Macahé a Campos ;
A de 1,25 Vo nas estradas de ferro do Recife ao
S. Francisco, Bahia ao S. Francisco e Ramai Bananalense;
A de 1,5 Vo nas estradas de ferro Barào de Araruama,
Campos a S. Sebastiào e Rio a Magé ;
A de 1,8 Yo nas estradas de ferro de Sobral, Baturité,
Prolongamento de Pernambuco, Caruarà, Prolongamento
da Bahia, Central do Brazil e Taquary a Cacequi ;
A de 2 Vo nas estradas de ferro do Limoeiro, D. The-
reza Christina, Bragan^a, Santo Amaro, Juiz de Fora ao
Piau, Recife-Olinda e Beberibe, Oeste de Minas, Soroca-
bana, &. Leopoldo, Paulista e S. Carlos do Pinhal ;
A de 2,18 Vo na E. F, Conde d'Eu ;
A de 2,5 Vonas estradas de ferro Nalal a Nova Cruz,
Santos a Jundiahy (trecho ordinario), Bahia e Minas, Santa
Isabel do Rio Preto, Ramai de Canlagallo e Santo Antonio
de Padua ;
A de 2,75 Vo na E. F. Bragalina ;
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DEGUVIDADES 375
A de 2,80 Vo oa E. F. Ituana ;
A de 2,90 V» na E. F. Nazareth ;
A de 3 7o nas estradas de ferro Paulo Affonso, Mo-
gyana, Rio e Minas, Paranaguà a Coritiba, Rio Grande a
Bagé, Rezende a Aréas, UoiSo YaleDciana, Rio das Flores
e Sant'Anna ;
A de 3,33 % nas estradas de ferro Central da Bahia e
Caiangà ;
A de 3,5 7o na E. F. Vassourense ;
A de 4,1 Vo na E. F. Rio d'Ouro ;
A de 8,3 Vo no Irecho do systema Fell da E. F. Can-
tagalio ;
A de 9 7» na antiga rampa do Ramai da Alfandega, da
E. F. de Balurité, systema ordinario ;
A de 11 Vo nos planos inclinados da E. F. de Santos a
Jundiahy ;
A de 15 7o no trecho do systema Riggenbach da E. F.
Principe do Grào Para ;
A de 30 Vo na E. F. do Corcovado (systema Riggen-
bach)
Declividades [Concordancia das — ] (E. de F.) — Rao-
cordement de$ déclivités. — Concordance of the grades. —
tJbergangsgefdUe. — A urna rampa nunca deve seguir um
declive, e vice versa ; de permeio deverà sempre haver um
patamar ; ainda assim, a passagemdarampapara opatamar,
si fòr muito pronunciada, sera submettida a sua ve transi-
Qào. mesmo se farà em relagào às rampas deMeclivi-
dades desiguaes, quando se acharem uma após outra.
methodo para concordar declividades, empregado
pelo engenheiro Nordling nas lìnhas da rede centrai de
Orleans (Franga), ó o mais expedito possivel: — Consiste
n'uma sèrie de rectas de 10 meiros de comprimento, ven-
cendo cada uma 0"',001 de rampa, e ficando o conjuncto
DIoolonario. 18
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274 DEGORAgiO DENTE DE RODA
de todas sobre os trechos a concordar. Exempliflqaemos :
Sejam um patamar e urna rampa de 0",010. polygono
de coDcordancia sera de 9 lados igaaes, em 90 metros de
comprimento ; isto é, 45 metros sobre a rampa e 45 metros
sobre o patamar. As lerras irSo, com a simples passagem
do trem de lastro, transformando-se de polygono em pa-
rabola. — [Vide : Patamar].
DecoragSo (Arch.) — Décoration. — Decoration. —
Architectonischer Schmuck. — Os ediQcios das estradas de
ferro devem ter decorafào simples e economica, porém
artistica.
Decreto (Adm.) — Décret. — Decree. — Erlass. — Acto
assignado pelo chefe da nagào.
Deflez3o (Tech.) — Déjlexion. -r^ Deflexion. — De/fec-
zion. — Em dous alinhamentos que se encontram, deflexào
ou angulo de deflexào é o angulo formado pelo segundo
alinhameoto com o prolongamenlo do primeiro* — [Vide :
Exploragào e Locagào],
Degrào de escada (Const.) — Marche, degré. — Step
ofstair. — Stiegemtufe. — Compóe-se da parte horizontal
capa — e da verlical — pé. A somma das larguras d'estas
pegas varia entro 0",43 e 0",48, conviodo que a capa
lenha de 0-,30 a 0",32 eopéde 0-,13 a 0M6. (Vide a
tabella à pagina 275).
Degrào de angulo (Const.) — Marche d'angle. — Dia-
gonal step. — RadiaUtufen, Winkelstufen.
Degrào ^patamar (Const.) — Marche palier. — Lan-
ding step. — Ruheplatz.
Degrào recto (Const.) — Marche droite. — Flyer. —
Gerade Stufe.
Demolir (Tech.) — Demolir. — To demdish. — Abbrechen.
Dente de roda (Mach.) —:Z)en( de roue. — Tooth. —
Radzahn.
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DENTE DE SERRA DEPOSITO DE GARVXO
275
Fropor^es dos degrios. — Indlea<}5e8 de HOTHES
Altura
em
centimetroB
Largura '
ero
oentimetros
Indica^des
R
47
Facil de subìr^ fatiga na descida.
10
42
Maito soave, quer na sobida, quer na descida.
13
42
Fatiga 08 joelhos.
13
87
Soave.
15
37
Fatiga om pooco os joelhos.
16
34
Soave ; fatiga, si ha moitos degràos.
17
34
Moito soave.
18
31
Sobe-se facilmente, correndo.
21
26
Incommoda.
24
24
Moito &tigante.
26
23
Qoasi sem applicalo.
Dente de serra (Tech.) — Dent de scie. — Saw4ooth.
— Sàgezahn.
Dependencias.— [Vide : Annexos].
Deposito de carros (E. deF.) — Remise à voitures. —
Waggor^shed. — Wagenschuppen. — Ediflcio destinado a
abrigar os carros de passageiros. Deve ter facil commu-
Dicagao com és linhas principaes da esta^So em que se
acha. Deve ter portas tao amplas corno as dos depositos
das locomolivas. Entro as linhas consecalivas do deposito,
deve ha ver um intervallo de 4",4 a 5',70. Enlre as linhas
extremas e as paredes do deposito, convem haver 3 metros
de intervallo. O comprimento interior necessario para um
carro de I" é = I" + 2",5 ; para 2 carros = 2 /■ + 3' ;
para 3 carros = 31"" + 3",5.
Deposito de carvSo [nas eslacOes] — (E. de F.) —
Fosse à houiUe. — Coal-piU — Kohlenplalz, Kohlenrampe.
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276 DEPOSITO DE LOCOMOTIVAS DERRUBADA DAS ARVORES
Deposito de locomoti^as (E. de E.) — Remise à lo-
comotives. — Locomotive home. — Locomotivremise, Loco-
tivsohuppen, Maschinenham. — Estes edificios tém portas
com 4", 80 de altura ou mais,e largas de 3", 35 pelo menos.
As janellas sào amplas e descem até perto do sólo ; os
caixìlhos sSo de ferro. madeiramento do telhado, perto
das chaminés das locomotivas, està a 5",8 pelo menos,
acima dos trilhos. Entre os trìlbos ha cavas de traballio
com 0",7 a 0",85 de profandidade. Ao redór de cada lo-
comotiva deve ficar um espago livre para o servico.
Os deposilos sào providos abundantemenle de agua.
Para urna locomotiva de i"é necessario um comprimento
interior do deposito de ^ + 3" ; para duas locomotivas
2 Z^+S™ ; para 3 locomotivas 3 /"-i-S". Nunca se collocam
mais de 3 locomotivas umas atraz das outras, a nào ser
que haja portas nos dous extremos da linha.
A distancia entro os eixos de duas linhas consecutivas
é de 5" a 5",5 ; e, do eixo da linba à parede do deposito, de
3",25 a 3'",50. chào dos deposilos é calgado a podra ou
ladrilhado.
numero e a grandeza dos depositos de locomotivas se
determinam,para cada estrada, de modo que possam center
3/4 das locomotivas da mesma estrada.
Ha depositos retangulares, munidos de cruza vias ; de-
positos polygonaes em rotunda, em mela rotunda ou em
quarto^de rotunda, etc. As rotundas e suas fracgOes saio
munidas de gyradores. Todos estes depositos tém nos te-
Ihados chaminés ou aberturas para a passagem da fumala
e do vapor.
Depositos [de terras que sobram dos cortes]. —
(E. de F.) — Dépót. — Spoil-bank. — Seilenablagerung.
Derrubada das arvores (Tech.) — Abatage des arbres.
— Felling oftrees. — Ausdung.
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dbsapropriaì;1o 277
Desapropriag3o ( Adm. ) — Expropriation. — Expro-
priazion.
DBSAPROPRIACÀO DE TERRRNOS E PREDIOS PARA ESTRADAS
DE FERRO.
Primeiro Congresso das Eslradas de Ferro do Brazil é
de parecer :
I. — Que a Lei n. 816, de 10 de Julho de 1855, e
Regolamento que, para a sua execugào, baixou com De-
creto n. 1664, de 27 de Outubro do mesmo anno, carecem
de urgente revisào no sentìdo :
i\ Da resolugào do Governo, sobre consulla do Conse-
Iho de Estado, publicada em Aviso de 10 de Fevereiro de
1871.
2\ Da dootrina do Aviso de 16 de Novembro de 1857,
quanto às funcgOes dos arbitros e processo de julgamento.
II. — Que muìto convèm que na refórma da Lei de des-
apropriagòes para eslradas de ferro e seu regulamento :
r, Se eslabelecam nórmas legaes para facilitar e ga-
rantir a occupagào temporarìa do sólo e a sua utilisacào nas
obras durante a coustruccào da estrada ;
2% Se Orme claramente si rendimento do predio, que
deve servir de base a avaliagào, comprehende, ou nào a
importancia de decima ;
3°, Se determine que, na avaliagào dos predios*rbanos
vulgarmenle aqui denominados cortigos, a importancia de
vinte vezes valor locativo calculado sobre a decima seja
maximo, e nào minimo, a que possam cbegar os arbitros,
afim de que estes effectivamente atteudam ao valor real
desses predios, tendo em vista a sua construcQào, duragào
provavel e estado de conservacào ; flcando, além disso,
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278 DESBASTAR A MADEIRA DESGALgAR A UNHA
bem eDteodido quo do mesmo valor locativo se deduzirà o
da decima ;
4% Se declare expressamente si, na avaliagào do quan-
tum da indemnisacSo por terrenos, ou predios, póde ou
nao, DOS casos de traosacgào amìgavel, ser dispensada a
outorga da mulher quando o proprietario fór casado, visto
que — a questuo de aliena^ào do bem ji estando vencida
pelo Decreto de approvando das planlas, que nos termos
da Lei considera desapropriados em favor da estrada os
terrenos e predìos designados nas mesmas plaotas, — so
se trata de liquidar o quantum da indemnisa^So devida ;
5% Se determine que, nas desapropriacdes e indemni-
sa(Oes, quando fór parte a fazenda publica, geral ou pro-
vinciale a nomeagào do 5*" arbitro, seja feita pelo Juiz da
causa ;
6% Sejam modiflcadas as nórmas do processo de des-
apropriagào e indemnisa(ào e fixados prazos para os jul-
gamentos, afim de tornar-se effectivamente sumroario o
processo, corno determina a Lei )>.
DESAPROPRlAgAO DE TERRENOS E PRfiDIOS
Lei D. 616 de 10 de Julbo de 1855.
Decreto d. 353 de 12 de Julho de 1845.
Decreto n. 1664 de 27 de Outubro de 1885.
Aviao de 16 de Novembro de 1857.
Desbastar [a madeira] (Tech.) — Kbaucher. — To
piane. — Abhobeln.
Descalgar a linlia (E. de F.) — Operando praticada ao
nivelar-se a linha. Consiste em retirar a terra de sob os dor-
mentes, emquanto estes, a6m de dar-se aos trilhos a con-
veniente posiQào, sSo alteados ou rebaixados. Tambem se
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DESGANSO DA GRELHA DESGARRILHAMENTO 270
descalga a linha por occasiào de mudanga de dormentes,
assentameDto de coracOes, de agulhas, etc.
Bandeiras vermelhas sào collocadas a 500 metros para
cada lado do locai em gue estes servicos se acham em via
de execugao, aflm de avisar os trens em marcba.
Descango da grelha (Mach.) — Sommier. — Bearers,
— Rosttràger (Rostbalken).
Descarga (F. de F.) — Déchargement. — Teaming^ut.
— Abladen. — A descarga das terras, nos grandes aterros,
è feita pelo metbodo inglez ou pelo methodo francez.
Mbthodo inglez. — A terra é IraDsportada em vago-
netes, sobre via-ferrea. Na ponte do aterro forma-se um
plano inclinado de i metro» com dormentes, munido de
para-choque. vagonete, ao chegar ao plano inclinado,
encontra o para-cboque e automaticamente vira a caixa e
despeja a terra,
Methodo francez. — A descarga é feita em cima de nma
ponte movel de madeira. A ponte tem urna das extremi-
dades assentada sobre a ponta do aterro, e a outra sobre
um cavallete, cnja baze é munida de rodetes. Està ponte
vae avancando na razào do crescimento do aterro.
Descarrilhamento (E. de F.) — Déraillement, deraiir
ment. — Gelting off the rails. — ErUgleisung, Entgleisen. —
Accidente commum nas estradasde ferro; difficil de pre-
ver-se e tambem de eviter-se.
descarrilbamento póde ser de resultados funestos ;
em geral n3o apresenla perigo. ^
Sào cansas de descarrilhamento:— rupturas do mate-
rial rodante, rupturas do material flxo, objectos coUocados
sobre a linha, etc.
iNSTRUCgÓES REGULAMENTARES DA E. DE F. CENTRAL DO
BRAZIL, RELATIVAS A DKSCARRILHAMENTOS : — AO primcirO
abaio produzido pelo descarrilbamento, o machinista deverà
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,^_-^:.
380 DESGARRILHAMENTO
fechar rapidamente o regulador, e apitar a freios. fo-
guìsta a portare o freio do tender.
Estes movimenlos devem ser feilos, por assim dìzer
instioclìvaroente e sem procurar-se reconhecer o accidente.
E' dever de ambos procurar diminuir a velocidade da
machioa e nnnca livrarem^se do perigo, saltando ; devem
conservar-se am na plataforma e outro no freio, afim de
evitarem que o tender, subindo sobre a machina, possa
apanbar-lhes as pemas.
machinista, tendo às suas ordens o foguista, e o
pessoal do trem e da linha, é o encarregado da direc(ào
dos trabalbos necessarios ao encarrilbamento.
No caso de acbar-se isolada a machina, o machinista
mandare collocar signaes de parada a dista ncias convinien-
tes adianle e atraz; quando fór um trem, este cuidado com-
petirà ao chefe do trem.
Antes de come^ar os trabalbos para o encarrilba-
mento, deve machinista estudar a posigSo da locomotiva,
tender ou wagào e resolver qual a manobra necessaria
para o prompto encarrilbamento.
Locomotivas: — As manobras a fazer para levantar urna
machina, dependem das circumstancias do accidente.
Deve-se comegar por separar o tender da machina, a
menos que o primeiro nao tenha Qcado na linha e que a
machina nào tenha senào um ou dous pares de rodas fora
dos trilhos e a pequena distancia. Quando fór impossivel
tirar o jyno de uniào ou fazer recuar o tender, corta-se a
barra de uniao. Depois desarmam-se as pegas que estorvam
a manobra, taes comò o limpa-trilhos, tubos de alimenta*
Qào, etc.
Separado o tender da machina, o machinista esami-
nare primeiramente a fornalha. Se a fornalha e os tubos
nào estiverem sufficientemente cobertos d'agua e se a ma-
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DESGARRILH^MENTO 281
china nSo tiver injector, vera se nào ha meio de alimen-
tar, fazendo funccionar a machina com as rodas motrizes
snspensas.
Deverà, segundo a gravìdade do descarrilha mento,
cobrir o fogo com lerra ou area, ou entao tiral-o.
No caso em que a machina nào lenha senSo um ou deus
pares de rodas na area e a pequena distancia dos trilhos,
e que o tender tenha Scado na linha, o machinista proce-
derà do seguinte modo :
Calcara por baixo,comcunhas demadeira,as caixas de
graia dos 3 eixos, para que as rodas sigam o movimento
da machina quando se levantar. Calcara tambemporsi as
caixas dos eixos extremos, para que a flexào das molas nào
fa(a abaixar a machina de um lado, quando se levantar do
outro e para nào quebral-as.
Quando nào ha senào um eixo, o de diante, ou, algumas
vezes, dedelraz, sahido da linha, colloca m-se um ou dous
macacos de calraca debaixo da travessa de diante ou de
detraz ; levanta-se a machina até que os resaltos estejam
um pouco acima dos trilhos, fazendo-a caminhar para
estes por meio do parafuso de chamada do macaco de ca-
traca.
Quando nào houver macaco de catraca à disposiQào do
machinista, servir-se-ha dos macacos simples, procedendo
do seguinte modo : Levantarà a machina com um ou dous
macacos, inclinaudo-os ligeiramente para o lado em que
ella deve-se deslocar transversalmente, e empurrarJdo-a la-
teralmente com um outro macaco.'
Antes de emprehender-se uma manobra desta natureza,
deve se calcar com cuidado as caixas de graxa e as rodas
sobre os trilhos para que nào se desloquem para diante ou
para traz ; procurar-se-ha assentar os pedaQOs de madeira
sobre os dormentes da linha, dispondo-os de modo a nào
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DESGARRILHÀMENTO
eslorvar quando se tralar de collocar os macacos ou liral-os,
logo que estiverem do firn de seu percurso.
Quando a machina estiver um pouco distante, sera
melbor suspender por meio de macacos as rodas, collocar
por baixo d'ellas trilbos planos qae repousem sobre os da
linba e sobre outros postos debaixo e concbegados, lubri-
fricar as partes que produzem attrito e com macacos levar
a macbina ao seu estado naturai.
Se eixo da machina estiver obliquo a linba, sera
preciso sempre leval-a a urna posigSo parallela antesde por
OS trìlhos atravessados.
Todas as vezes que urna machina, tender ou wagào
descarrilhar deve ser, antes de se por em movimento, com-
pletamente examinada, afim de certiflcar-se que nada se
desarranjou ou quebrou ; limpar depois todas as partes
que tem sido cobertas de area, fazel-a marchar lentamente,
observando o jogo de todas as pe^as do movimento, e tirar
da linha todos os materiaes que foram necessarìos aos tra-
balhos.
Tender. — Para um tender descarrilhado as pres-
cripQdes sào as mesmas que para a machina.
Wagào. — Quando o machinista vir que em um trem
existe um wagào descarrilhado, deverà apitar a freios, re-
gular a rapidez da parada, segundo a posigào que o wagào
occupa no trem e segundo o declive da parte que elle per-
corre.
No c?so, por exemplo, em que o wagào descarrilhado
fór ultimo, deverà parar com a maior promptidào possi-
vel; a mesma cousa se praticarà em um trem multo leve,
em que o ultimo wagào esteja com o freio apertado.
machinista deve ser multo prudente quando o wagào
descarrilhado estiver no principio ou no meio do trem,
para os trens de viajantes; sobretudo deve assegurar-se
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DBSGARRILHAR DESENHO 283
antes de parar completamente, de que os freios collocados
atraz eslào bem apertados, afim de evitar que o wagào que
està fora do trilho, nào seja comprimido violeotameute por
duas forgas actuando em sentido contrario.
Depois da parada, o machinista entendendo-se com o
chefe do trem àcerca das medidas de seguran^a e de soc-
corro, comegarà a suspeosào do wag9o, procedendo da
mesma maoeira que para a machina.
Quando um eixo estiver torcido ou partido, ou quando
nAo se susliver mais nas bra^adeiras, poder-se-ha muitas
vezes fazer andar o wagào descarregado, collocando a extre-
midade avariada sobre um outro wagào, levando o seu car--
regamento. Reune-se entào mui solidamente os para-chó-
ques e as travessas dos dous wagOes.
Se OS dous eixos estiverem inutilisados, sera enlào
preciso carregar o estrado com a caixa em um wagào
plano ».
Descarrilhar (E. de F.) — Dérailler. — To gel off the
raiU. — Entgleisen. — Sahir a machina ou o carro fora
dos trilhos.
Desengatar (E. de F.) — Décrocher. — To unhook. —
Abhaken, loshakeriy aushàngen.
Desenhista (Tech.) — Dminateur. — Draughtsman. —
Zeichner.
Desenho (Tech.) — Dessin. — Dramng, drafting. —
Zeichmmg. — Nos Irabalhos de estrada de ferfo os de-
senhos constam de: 1% Pianta geral oa escala de 1:4000
da linha ferrea com indicaQào dos declives e raios de
curvas, na qual se figure os accidentes do terreno n'uma
zona de 80 metros de cada lado do eixo da linha
Nesta pianta se indicam os Umites das propriedades
territorìaes^ as terras nacionaes devolutas comprehendidas
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2Si DESENVOLVDfENTO DBSPEZA KILOMETRIGA
na zona estudada e bem assìm os campos, maltas, pedrei-
ras, etc.
2"", Perfil loDgitudìDal na escala de 1:4000 para as dis-
tancias horizontaes, e na de 1:100 para as verlicaes, com
iodicagào das cotas dos declives e rampas.
3% Perfis transversaes na escala de 1:200 dos princi-
paes pontos e em numero sufficiente para determinar-se o
movimento de terra.
4% Planos geraes na escala de 1:200 das principaes
obras de arte, que tenbam de ser construidas na estrada.
Desenvolvimento (E. de F.) — Développemenl. — De-
velopment. — Entwiìdmig, Alwiìdung. — Distancia contada
sobre a directriz. Entro dous pontos, quanto maior é o de-
senvolvimento tanto menor é a declividade adoptada.
Desmonte de pedras (Tech.) — Abalage. — Cutting-
down. — Steinbrechen.
Desmoronamento (E. de F.) — E'botdement. — Land-
slip, — Abrutschung. — Escorrega mento de terra dos ta-
ludes de córte ou alerro. Geralmenle è motivado por
acgOes atmospbericas. Ainda sào causas : a inclinacào
muito forte dos taludes,a natureza das terras,a disposigào
das camadas, a natureza e a inclinaQào do sólo.
Despacho livre de objectos importados para uso de
quasquer emprezas : — A viso de 10 de Outubro de 1872.
Despeza (Adm. )—Frais, dépeme. — Expensc—Aus-
gabe, Spesen.
Desp&a de conservagao (E. de F.) — Frais d'eìUre-
tien. — Expen$e ofmaintenance, — Unterhaltungskosten.
Despeza de custeio [Reducgào das — nas estradas de
ferro do Esiodo],— A\i^o de 22 de Setembro de 1883. Aviso
de 24 de Novembro de 1884.
Despeza kilometrica (Adm.) — Dépeme kilomàrique.
— KUometric expense. — KUometerkosten,
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DfiSPEZA DO TRAFEGO DESTOGAMENTO 385
Despeza do trafego, por kilometro de linha. —
Formula de Culmann :
K^a + br i- Er -+- Fr -h [e + Kr -^{jr-^xr) Zl ^^ "^ ^'' ^
'- -^ ^ — r — r
N'esta formula a + br representam as despezasgeraes;
r, a rampa ; Er, a despeza das estacOes ; Fr as despezas
dos trens ;
a despeza de tracQào; r a resistencia por tooelada, igual,
em mèdia, a 6 kilogrammas ; z, o coefficiente de adheren-
cia igual, em mèdia, a 0,16.
Si M designar o peso da machina, nM o peso total a
transportar, e T o peso do trem, -^ indicare o numero
de trens por anno, e Culmann faz :
nM _ (r-hr') w
T ~":f — r— r*
Para os diversos coefficientes, Culmann calcala os va-
lores por meio dos dados obtidos no trafego das linhas.
Deseccar um córte (E. de F.) — Dessécher une tranr
chée. — To drain a cutting. — Trakenlegung des Einsch-
vnttes, — [Vide : Drenagem, Valletas, etc]
Despregar (Consl,) — Déclouer. — To unnq^l — Los-
nageln.
Destocamento (E. de E.) — Défrichement. — FeUing^cle-
aring. — Ausrodung. — Os troncos e raizes encontrados
no terreno em que se vae assentar um aterro, devem ser
arrancados completamente, quando o aterro tiver menos
de um metro de altura ; sondo mais alto, é bastante que
OS troncos sejam cortados rentes ao sólo.
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286
DESVIO
Um trabalhador gasta 1 bora para destocar utn metro
quadrado. Està mais ou menos calcQlado que a extracQ3o
de um tronco de arvore, cojas raizes se deseDvolvam
por 9"2, gasta 14 horas de servifo de um trabalhador.
Desvio (E. de F.) — Évitement, vaie d'évUement. —
Siding, siding-way. — Ausweichegleis. — Linha que està
ligada a outra pelos extremos, onde tem agulhas, appa-
relbos de mudanga de via.
Em todas as esta^Oes ha desvios parallelos i linha prin-
cipale servindo para dar passagem aos trens que marcham
em seutido contrario e, tambeoi, para tornar possivel as
manobras dos mesmos trens. N'um desvio ha sempre as
agulhas, o coraQào, a curva, a alavaoca de manobra, e os
contra-trilhos. Ao tratar das agulhas» fallamos em agulha
recta e agulha curva : agora explicaremos a razao de ser
d'està differenza : — Si ambas as agulhas forem rectas
(Fg. 80) nos pontos ef bavera angulos, que difficultarào a
marcha dos trens. Curva-se eotào a agulha que encosta
em e e deixa-se a outra recta, porém curvando-se o trilho
onde ella encosta. raio de curvatura é determiuado pela
formula indicada à pagina 31.
^,i
Fig. 80 — DesTio.
As curvas dos desvios, nas estagOes onde passam trens
mui longos, costumam ter raios de 300 metros, quando a
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DESVIO 387
bitola da linba é de 1",435; e de 90 e 50 metros, quando
a bitola desce a 1 metro e a 0",75.
engenheiro B. Weinscheack determinou as formulas
que adìante apresentamos, chamando: a, angulo que faz a
agulba com o trilbo, ao qual se encosta ; a angolo do
corayào; U comprimento da agulha ; b, metade da bitola da
linba ; r, raio da curva do desvio ; h, comprimento do trecho
recto aotes do coragào ; z, somma da largura da cabega do
trilho e do espago para o rebordo no talào da agulha;
AC (Fg. 80) abscissa da ponta mathematica do coragào ;
f=GL==LH=comprimento da tangente da metade da
curva; AB= abscissa da intersecgào das duas taugenles;
BL=ordenada d'este ponto;a; e j/ coordenadas dequalquer
ponto da curva do desvio :
b — f -f ^ C08. a — h Ben. a
' 2 Ben. V2 (« — ^) 800- Va (* + ^) '
Se valor de r fór achado pequeno de mais, tpraar-se-ha
menores para a eh. Determinado r, seguem-se :
f = rtg. Val» — ^); AB = / eoa. a
BL = f+tseu. a ; AC = AB + ^ sen. a + [t -{• h) cob. a
Para locar a curva, calcule-se para varios valores de
a; OS 1/ corrospondentes por:
^ x(x + 2rBen.a) 1 P jc (jc 4- 2 r aen. aH
-^^^ HrcoA.a 2rco8. ^L 2 r eoa. a J
Ck)Dtando-se, porém,as abscissas sobre a tangente HL,
tem-se :
-^ 2r ^\2r/ 2r ^ \ 2r / (2 r)»
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288 DESVIO
Sendo dado o comprimeDto de AC, segue-se :
_ (AC + f cotg. a — b cotg. V2 «) 86n. a
~" l — CO8. (a — a)
L . i. 1/ f CO8. a — CO8. a
/r = ^ cotg. Va « ^ ^ •
sen. a sen. a
Se A fór achado oegalivo, é necessario diminuirò
valor de AC.
Sendo duas vias parallelas e d a distancia de seus eixos
tem-se (6g. 80) :
sen. a
AP = 2 AB + LL' C08. a
CD = AF — 2 AC = i cotg. a — 2 ^ cotg. Va «•
Havendo pouco espa(o, estarà dado AF; h sera nullo
e aogulo JSG=a — a é geralmeole menor do que o an-
gulo formado em S com SO e urna linba passando por S e
normal sobre HH', de maneira que a curva passa além da
ponte do coracào. Neste caso tem-se :
b — ^ -^ b COS. g Q_
""^ sen. Va (* — à) sen. Va (« 4- <») ~" S *
Introduzindo-se as grandezas auxiliares :
A = (J — 2 f ) COS. a — AF sen. a
• B = (i — 2 f ) sen. a + AF cos. a
B
tem-se :
cos.(y-S)=y/^Y> HH' = 2rtg.(9-5)
r = r tg. Va 5 ; AB = f cos. a
AC = AB -h ^ sen. a + r cos. a ; BL = f + ^ sen. a.
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DESVJO MORTO DIARIO DE SERMQO m
No caso ero que o desvio i esquerda nSo exista, póde-
se escolher raio da curva, por exemplo = /; o angulo
centrai da inesma é= «, tem-se :
t = r' tg. -—- a; LB' =^
^ 2 sen. a
1F= AB + *' -H ((^ -BL)cotg. a; HH' =LL' — (^ + O-
No Manud do engenheiro de 6$tradm de ferro, do eage-
Dbeiro WeiQgabenck, ainda se eocontram muitas outras
formulai interessanles sobre diver^ps caso» particulares
de desvios,
DesYio morto (E. de F.) — Voie en cul-de-^ac. —
Todtes Gdeis. — ^ Communica-se com a liaha principal
apenas por um iado. Serve para receber carros, vagSes^etc.
DÌ9g^onal ou mio frauceza (Const,) — Aisselier. —
Struty brace. — Franzosische Strebe. — Pega de raadeira
que fortifica a emenda de duas outras peQas. Empregada
DOS madeiramentoSy etc.
Diagramma do indioador (Mach.) — Courbe de l'in--
dieateur. — Diagram of indicalor. — Schema de» Indica-
tors. — Representacào graphica do modo pelo qual a
gayéta distribue o vapor, emquanto se dà o curso do embolo.
E' tra9ado pelo indicador de Watt. Dà a pressào do vapor
sobre o embolo em qualquer pouto do seu curso. Mostra o
avanzo da gavéta e o ponto em que està córta a entrada do
vapor para o cylindro. ^
Diamante de vidraceirq (Ferr.) — DiamarU. — Wri-
tind diamond. — Glaserdiamant.
Diario de servigo (E. de F.) -^ Cada residencia de es-
trada de ferro em construcgào deve ter um livro denomi-
nado Diario de servigo, numerado e rqbricado pelo enge-
nheiro pbefe.
Diooioxuuio 19
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290 DIFFERENgA DE NIVEL DILATACAO DOS TRILHOS
engenheiro resideale no diario lancarà todos os dias
asseguiutesnotas: Eslado da atmosphcra. Trechos da linha
onde se trabalhou. Numero de trabalhadores e operarios
presenles em cada especie de obra. Andamento do sor-
vico, etc.
Differenga de nivel (Tech.) — Difference de niveau. —
Difference in eleoation. — Hòhenunterschied. — Entre dous
pontos, è obtida por melo do nivelamenlo.
DilatagSo (Tech.) — Dilatation. — DUaMion. — Àus-
dehmmg. — A dilatagao ou conlracoào de urna barra pris-
matica, para urna variacao de temperatura de t gràos, é:
P=atSE.
Sondo: P a for^a ; a, coefficiente de dilalacào ; E,
modulo de elaslicidade; S, sec^do da barra.
DlIata<}ào de algans eorpos entre 0* e 100<» (Wurtz)
Nomea dos oorpoa
Dilatasse
Nomee dos eorpos
Dilatasse
* 0.0000
A50 11500
Aco temnerado ' 1 92.^0
Granito •
• 0.0000
08625
17182
10720
04260
05502
04928
08969
03520
29680
Latao
Bronzo . .
Chnmbo
18492
28484
17182
21780
Marmore branco
Marmore preto
Tijolo ordinario
Tiiolo dnro . . • . •
Cobre vermelho
Estanho
Ferro
11821
11100
14010
Vidro em tubos
Pìnho
Ferro fandido
Gesso
Zinco •
1
* Poe-se 0.0000 antes de cada namero da colamna; assim para o a^o, lé-se . 000011600.
DilataQ9o dos trilhos. — Os efifeitos da dilatagào dos
trilhos sào evitados, dei\ando-se certa folga (O'",001 a
0",006) entre as ponlas dos mesmos trilhos. Nào haveodo a
folga necessaria, a linha fica deformada.— [Vide : Trilhos].
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DIRBCTORIA DE UMA COMPANHIA DIRETTOS 291
Directoria de urna companhia (Àdm.) — Direction
d^une compagnie. — Direction ofa company, board ofa. —
Direccion einer GesdUchaft.
Directores [AltribuigOes dos — das estradas de ferro
do Estado.] — E' da exclusiva competencia do director:
§ 1*, A direcgSo goral de todos os servi^os. § 2% A no-
mea^o de todos os empregados da estrada, que nào com-
petir ao governo. § 3°, A organizagào ou approva^ào dos
regulamentos e instruccOes para os diversos servi^os da
estrada. § 4% A organiza^ào das condicdes geraes, especiQ^
cagOes e tabellas de pregos para as obras, fornecimentos e
quaesguer trabalhos. § 5"", A autorizacdo das despezas
dentro dos creditos destinados aos àervi^s a seu cargo.
§ 6% A interprelacào das tarifas e as provìdencias relativas
ao desenvolvimenlo da renda da estrada. § T^ A decisSo
das reclamacdes concernentes ao servilo da estrada. § 8% A
celebralo de contratos deservigos, eessdes, fornecimentos
e ajuste com particulares. § 9\ A celebracào de contratos
OQ ajnstes com as companhias e emprezas de transportes,
para o estabelecimento de trafego mutuo, uso commum de
estagOes, permutas e outros. § 10, A imposiQào de penas
aos empregados, de conformidade com as disposigOes deste
regulamento. § 11, A adopgào de quaesquer medidas ten-*
dentes à disciplina, seguranca, economia e desenvolvi*
mento do trafego da estrada.
Directriz (E.de F.) — Directricey axe. — Directrix. —
Richtung. — Na exploragao, a directriz é a linhaYormada
pelos alinhamentos rectos, que se ligam dous a deus pelos
extremos.
Direitos [IsencSo de—]* —Lei n. 2237 de 3 de Maio de
1873. Aviso de 3 de Dezembro de 1869. Aviso de 22 de Ou-
tubro de 1872. Circular de 17 de Abril de 1871. Circular de
30 de Marco de 1875. Circular de 3 de Novembro de 1880.
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m DISCO DISCO DA VALVULÀ
Sobre este assumpto eis o quo se encontra no § 4% da
1" da^ oku^plas 4 que se refdre decreto n. 7759 de
29 de Dezembro de 1880 :
a governo concede : Isen^^o de direitoi de imporla-
Qào sobre os triihos, naachinas, instrumentos e mais
objeclos destinados & conslruccào (da estrada de ferro),
bem comò 9obre carv&o de pedra indispensavel para as
ofQcinas e cpsteio da estrada.
a Està ìsengào nfio se farà effecliva emquanto a com*
panhìa nào apresentar no thesouro nacional, qii na the^
souraria de fazenda da provincia, a reia^ào dos sobreditos
objectos, especificada a respeclìva quantidade e qualidade,
que aquellas reparticOes flxarem annualmente conforme
as ìnstruccOes do mipisterio da fazenda.
«Gessare p favor, Qcando a companhia sujeila & res-
tituito dos direitos que teria de pagar, e a multa do dobro
d'esses direitos, imposta pelo ministerio da agricultura»
commercio e obras publicas, ou pelo da fazenda, se provar
que ella alienou, por qualquer titulo, objectos importados,
Sem que precedesse licenza d*aquelles ministerios, ou da
presidencia da provincia, e pagamento dos respectivos di**
reitos ».
Disco (E. de F. ) — Disqm. — Disc. — SigmUcheibe.
— Signal avan^ado nas estagdes de estrada de ferro. Com-
pòe-se de um poste de madeìra ou ferro, tendo na parte su-
perior urna peoa em fórma circular,collocada verticalmente.
Os éìscos sào assentados fora das agulhas e servem
para avisar aos machinistas se a llnha està ou nào livre.
A' noile, para os discos serem vistos, ha pharóes brancos e
encarnados ; os prlmeiros indicam — via livre, os ultimos
— via empedida.^- [Vide : Signal].
Disco da ¥al¥ula (Mach.) — Siège de la soupape. -^
Valve sealing. — VeniiUcheile.
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DISCO DO PARA^floeuÈ — DifltlufltngXo m
Diico do para-choque (E. de P.)— Disque du tampon.
— Buffer disc. — Puff&rscheibe. — [Vide: Para-choque].
Dìstribui$Bo (Much.) — IHstriftttìion* — Stóam distri-
bution. — Dampfverteilung. — Operacao que determina 6
regularisa a eotrada e a siahida do vapor nos cylìndros.
vapor entra» acluando alternativamente sobre tima e
outra face do embolo ; e sae, depois de produzir o desejado
movimento. — [Vide : Abertwas do espelho].
Està operaQào é executada pelo apparelko de distribuii
fào^ que foi inventado por Slephensoo, e compOe-se daS
seguioles pe^as : ei\o •— excentrìco — celiar do excen-
Irico — barra do excentrico interna — barra do excentrico
externa —quadrante da dlstrìbuigao ou corredica — stìs-
pensào do quadrante — gale — suspensorio do quadrante
— mani velia do contrabalango — supporto do òootraba-*
lango — barra da marcha — manivella de oscillagfio do
quadrante— mancai da oscillagao do quadrante— baste da
valvula . — [Vide : Stephemon] .
Hoje, além da distribuigào de Stephemon, ha tambem ad
de Goocbi de Àllan, etc.
Proporcòes mèdias das ditribulcOes : — excentrlcidade
0-,050 a 0",080; cobro exterior 0",015 a 0'",030 ; cobro
interior a 0",010 ; angulo de avanco da gavéta 10" a 35\
Nas de Stephenson e Gooch, a corredila è em arco de
circulo ; na de Allan é rectilinea.
N'esta ultima a varìaQào do avanzo é menor. raio de
curvatura da corredila de Stephenson é igual ao^ompri^
mento da barra do eccentrico ; na corredioa de Goocb, esse
raio tem comprimento igual ao da baste da gavéta.
RefefindO'se aos apparelbod de diisiribuioào emprega-
dos nas locómotivas, o engenheiro Gustavo da Silvéira,
escreveu o seguinte : « A preferencla dada ao syslema de
Stephenson provém do encurtamento da distancia entro o
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204 distribuiqAo das logomotivas
centro de osciilaQào da gavéta e o eixo dos excentricos,
proprìedade està que permitte trabalbar com barras de ex-
centrico muito curtas ; o que é sempre vantajoso e em
certos casos indispensa vel, em consequencia do pequeno
espa^o livre entre os cylindros e o eixo das rodas motrizes.
a Eotretanto este systema de distribuigào offerece sérias
difQcaldades de construcQào por causa da fórma da corre-
dila, que é um arco de circulo, tendo para raio o com«
prìmento das barras do excenlrico, e a execucSo de pegas
curvas de grande raio é extremamente difQcil. Àlém disto
este systema apresenla um outro inconveniente que» em-
l)ora nào tenha a importancia que Ibe atlribuem alguDS
coDStructores, nào deixa de prejudiear a bòa utilisaQào do
vapor. Elle consiste na desigualdade dos avanoos lineares
da gavéta para os differentes gràos de distensSo, que se
traduz em perda de trabalho motor pela compressào.
«K verdade que este inconveniente póde ser facilmente
removido com o emprego de aogulos de avaugo desiguaes ;
mas, entao, se o avanzo linear tornar-se quasi constante
para a marcha para diante, a marcha para traz se faz em
pessimas condigdes, porque n'esse caso a varia^ào do
avan(;o é ainda maior n'esse sentido.
« systema de Àllan faz desapparecer até certo ponto
estes inconvenientes.
a Combinando a eleva^ào da corrediga com o abaixa-
mento simultaneo do ponto de articulagSo da barra de
tracgSo, ^Ue permitte o emprego de uma corredila recta e
dà avan^os quasi constantes, porém desiguaes, para os dous
sentidos da marcha.
a A escolha judiciosa dos differentes elementos da dis-
tribuiQào : excentricidade, angulos de avanzo, relaQào
dos braQos da alavanca da suspensSo, etc., permitte redu-
zir ao minimo a variagào do avanzo para os differentes
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DISTRIBUigìO DE STEPHENSON DIYISAS DE TERRENO 2g5
gràos da distensào e para os dous sentidos da marcha.
« Assim, debaixo d'esles dous pontos de vista, o sys-
lema de Allan apresenta urna superioridade incontestavel
sobre o de Stephensou ; mas em absoluto nào se póde
dar preferencia àquelle syslema, porque ao lado d'essas
vantagens està o inconveoiente de exigìr urna barra de
tracQào muilo longa, o que traz corno consequencia o
afastamenlo do centro de oscillagào da gavéta do eixo dos
excentrlcos».
DistribuigSo das locomotivas. — RelacOes approxi-
madas :
Angolo de avango = 80 gràos
Ayao^o linear das gavétas = 0,018 d
Cobro interior das gaì^ètas = 0,012 d
Cobro exterior das gavètas • . . . «= 0,065 d
Diametro dos ezcentricos =0,16 d
( Belalo do coroprì-
Abertara de admissao < mento para a altnia =6,91
( Sec0o = 0,000182 P
^Belafào da largura
Abertura de escapamento l para a altura = 8,66
(Sec^So =0,000287P
ÌComprimento = 0,08 |/^P
Largura =0,04^^P
Superficie. ....... = 0,0012 P
Sondo : d, diametro do cylindro a vapor e F, superfi-
cie total de aquecimento.
DistrìbuigSo de Stepbenson (Locom.) — Coulisse de
Slephenson. — Doublé eccentric. — Stephemon's Coulisse. —
E' a mais adoptada nas locomotivas americanaseinglezas.
DeYidendo { Adm. ) — Dividende, — Dividend. —
Dividende.
Divisas de terreno (E. de F.) — Regulamenlo do go-
verno : art. 5% Nas divisas de terreno occupado por urna es-
trada de ferro ninguem podere edificar senào muro ou pa-
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DOBftADI^A --- ftOftMÈOTE
Tede sem porta ou janeUa ; deimr beirada de telhado para a
parte da estrada de ferro ; nem correr para e$ta as aguas
plwmen que cahirem sobre o mesmo telhado ».
DobradiQA (Tech.) *— Chamière. — Tufning joird. —
Anget,
Dorica (Arch .) — Dorique — Doric. — Dorisch . — [Vide :
Ordem architectonicas].
Dormènte (E. de F.) — Tramrse. — Sleeper. — M-
wellen. — Pega de madeira ou ferro que serve de supporle
eoa trilhos. Os dormenles sào assenlados sobre a plataforma
da estrada, seguudo a normal ao eixo da lìnha, nos alinha-
mentos rectos, e, segando a direccào do raio, nas curvas.
Na Inglaterra, os mais exagerados dormentes lem as
seguintes dimensOes : 3" x 0".30xO'",15.
Na Foranea, chegam a ter S^JSxO'-.aOxO-^ie.
Na Belgica, lem 2",70x 0",24 X 0",14; e na Prus-
sia, 2"30 X o-.a? X 0»,18.
Gstas ditneusOes referem-se a dormentes de bitola larga.
As madeiras geralmente empregadas sào o pioho e o
cartalbo^ que recebem preparagdes antisepticas.
Nbs Estados Unidos, os dormentes repulados de
1* classe tém para altura 0",15a 0",17,para largura 0*,20
a 0",27 e para comprimenlo 2", 40 a 2",60, nas linhas de
1",435 de bitola, e 2-,60 a 2",70 nas linhas de 1",525 de
bitola. Nas linhas de 0^^,90 de bitola, o comprimenlo é
de 1",80.
Nas fias ferreas brazileiras os dormentes sào quasi
sempre de secQ<1o reclangular. Na Europa, para se aprovei-
tar a madeira, empregam-se dormenles de secgOes — re-
ctangular, circular, semi-circular, trapesoidial, etc.
A face do dormente que assenta no laslro deve ser
plana ; e a face superior, nos pontos em que recebe a sa^
pata do trilho ou a almofada, deve ser achatada.
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D0AME9rr£ 297
lastre é soccado dpenas nas extremidades do dor^
mente^sob as porcòes em gue assentam os trilhos. A sócca
no meio torna o dormente bambo.
Fig. 81 ~ Yarias Bec^Zea de dormenies de madeira.
Sob a oarga de 13 T> o dormente exerco sobreo lastre
urna pressào, por centimetro quadrado, de 2 kllogrammas.
Està pressào eleva-se aie mesmo a 5 kilogrammas quando
a sócca do lastro é mal fella.
Madeiras do BnuU proprias para dormentes
Sao de 1^ classe as segointes:
Aderno Astronium-commune
Cangerana Cabralea-cangerana
Canella capitào-mór Nectandra^myriantha
Canella preta Nectandra^mollis
Garaóoa parda Melanoxylon»brauna
Jacarandà-tan Machcerium-incorruptibile
Ipè-tabaco i Tecoma-insignis
Oleo vermelho MyTOspermum»erythréxilon .
Pinna
Sapucaia LecythiS'grandiflofh
Sobrazil ErythroxUon-aureolatum
Sacupira Rowdichia'virgililoides
Tapinhoaa Sylvia-navalis
Em 2^ classe — estao qualificadas as que seguem :
Angelini pedra Andira sp,
Angelini amargoso A ndira-v ermi fugo
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206 DORMENTE
Araribi rosa Centrotrolobium-robustum
Arco de pipa . ErythroxUon'Utilissimum
Cabicma. Dalbergia-nigra
Catocahen Rhopala-^dulis
Canella parda Nectandra-spectahilis
GrosBahy azeite Moldenhavera-floribunda
Modtabyba Zollernia-spectabilis
Oity Moquilea-tormentosa
Urncorana Hieronima'alchronioides
Finalmente, em 8a classe, encontram-se :
Oanell^ amarella Nectandra'tiitidula
Canella sassafras Mespilodaphne-sassa/ras
Grapiapunha Apulea-prcecore
Goarabù Peltogyne-macrocarpus
Mangal6 . . Pedraltea'etythrinefollia
Massarandnba Mimusops-ellata
Merìndiba Terminalia-merindiba
Oleojataby Hymenea'mirabiUis
Peroba rosa Aspidosperma'peroba
Duralo media dos dormentes nas prinelpaes estradas
de ferro do Brazil
Batorìté 6 annos
Prolongamento Pemambaco 4 „
Prolongamento Bahia 5 „
CentraldoBraxa ! v!"!' '?*, 1 "
( bitola estreita 4 „
Taqoary a Caoeqoi 5 „
Becife ao S. Francisco 8 ,,
Limoeiro 6 „
Central d'Alagòas 4 „
Bahia ao 8. Francisco 7 „
Central da Bahia 5 „
S. Paolo e Eio Janeiro 6 „
Santos a Jandiahj 5 „
Bio Grande a Bagé . ... 4 „
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DORMENTE
200
Bimensllfes dot dormentes, eie., nas prlnelpaes tIas ferreas
brazileiras
ESTBÀDAS DE FERRO
Dimensdes dos
dormentes
comp.
larg.
altara
2*00
o"l8
0*14
2 00
0.16
0.12
2.00
0.16
0.12
1 80
0.16
0.12
2.66
0.20
0.14
1.86
0.18
0.14
1.70
0.20
0.12
1.86
0.20
0.12
2.60
24
0.12
2.00
0.28
0.12
1.80
0.16
0.14
2.00
0.20
0.14
2.00
0.20
0.16
1.80
0.20
0.14
2.00
0.20
0.16
2.90
0.27
0.16
2.00
0.18
0.16
1.70
0.18
0.14
2.00
0.20
0.11
2.00
0.14
G.12
2.00
0.20
0.16
1.86
0.28
0.11
1.87
0.17
0.18
1.90
0.20
0.14
2.00
0.16
0.14
I
è
d
H
li
Baturitó
Prolongamento de Pernambaco
Camarù
Prolongamento da Bahia. . .
^ ^ , ^ « .,(bitola larga.
Central do Brazil^.^ , ^ .^
(bitolaeetreita
Taqoary a Caceqai
Conde d'Eu
Beeife ao S. Prancisco {a)..
Limoeiro
Centrai d'AlagOas
Central da Bahia
Carangola.
Rio e Minas
S. Paulo e Rio de Janeiro
SantoB a Jondiahy (a)
Mogyana
Rio Grande a Bagé
Santo Amaro
Nazareth
Borocabana
S. Leopoldo
Valenciana
Macahé e Campos
Rio Claro
(a) mUU larga.
0.83
0.83
0.88
0.83
0.80
0.80
0.86
0.90
0.90
0.90
. • . •
0.86
0.76
0.90
0.80
0.82
0.76
0.83
0.66
0.80
0.76
0.86
T
28.0
86.0
86.0
26.0
101.6
27.0
22.0
21.1
66.9
38.6
22.0
80.0
27.0
28.0
28.0
62.0
24.0
88.1
26.6
9.0
28
18.0
Nas condicdes para fornecimento de dormentes, convém
levar maito em conia o seguiate : as madeiras escolhidas
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800 DORMENTES (DesLOCAMEifTO Dos—)
serao ds repulddas de primeira qualldade. Os dorinetttes
devem ser : — rectos, bem serrados, tirados do cerne das
arvores, e isemptos dos deffeitos conhecidos pelas denomi-
na^oes : — nós cariados, fendas, ventos, brócas, etc.
Os dormentes recebidos durante a construc^eio de urna
via ferrea devem ser convenientemeote empilhados e abri-
gados em ranchos, atéque se proceda ao assentamento da
linha. Expostos às iotemperies,estragam-se com facilidade,
racbam e nào recebem bòa pregagào. E' costume serem os
dormentes, depois de recebidos, marcados com as iniciaes
da estrada.
Dormentes [Deslocamento dos — ] (E. deF.) — W-
placement des traverses. — Nas curvas de pequeno raìo os
dormenles, algumas vezes» tendem a se deslocar. Quando
esle facto se observa, é costume escoral-os por meio de
estacas cravadas externamente, junto de suas eitremida-
des> e augmentar o numero de grampos.
Occasiona, o deslocamento, nao serem os trllhos cut-
vados convenientemente ; a elaslicidade procura tornal-os
rectos.
Em varias estradas de ferro o proprio lastro serve Aé
escóra aos dormentes.Citemos oseguinte trecho deCoacbe:
«Dans les courbes de 114 niótresdu chemim de Sleier-
dorf, on a eu recours à un autre moyen. C'est la butée du
ballast lui méme qu'on a cherché à opposer plus complé-
tement a la poussée des mentonnets ; dans ce but, les troìs
traverses* du milieu, sur les sept qui supporlenl chaque
rail sont boulonnées sur une longrine inférieure, placée
suivanl Taxe de la voie, et qui ne peut se déplacer sans
refouier le ballast par Tune de ses faces latérales. y^
Dormentes [Carbonìsacao superficial dos—] (E. de F.)
— Flambage des traverses. — Processo usado por algumas
vias ferreas da Europa para preservar os dormentes contra
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DORMENTE m EBQUADdlA -
DORMENTE DE FERRO
SOt
as causas exteriores de apodrecimento. A companhìa d'Or-
léans (Franca) faz este serviQo com apparelhos apropria-
dos de Hugon ede Ravazé; e lem carbonjsado as superficies
de cerca de um milhào de dormentes.
Dormènte de esquadria (E. de F.) ~ Travene équar-
rie. — Sqmre sleeper. — Schwelle im quadrai.
Dormente de ferro (E. de F.) — • Traverse en fer. —
Iron sleeper. — Eisenqrier schwelle. — Ainda nào recebeu
deQnitiva applicagào. Exislem diversos systemas. Entre
OS mais empregados, estào o de Post e o de Vauihe-
rin.
Na figura 82 ha urna sec^ào longitudinal do dormente
Posi, coni dous trilhos assentados, e urna sec^ào de
junla de um d'esses dormentes, munido o trilho de taias
de junc^So e flxado ao dormente por parafusos e porcas.
Fìg. 82 « Yarios typos 4o dormentes de ferro.
Damos tambem o desenho de um trilho assentado
sobre os dormentes Vautherin. Este typo é urna especie de
coche invertido, corno em geralsào quasi todos.
A figura tambem traz varias secgóes de dormentes
muilo usados nas vias ferreas da Europa.
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302 DORMENTE DE JUNTA DRAGA
No Brazil ainda nào forani empregados dormentes
de ferro. Tivemos na estrada de ferro de Mauà supportes
de ferro isolados ; e ainda os ha na 1' secgào da estrada
de ferro de Sanlos a Jundiahy.
Entre os typos de dormentes de ferro espalhados na
Europa, sào dignos de nota os seguintes: Berg e Marche^
Harmanfiy Heindl, Webb^ Severac, Bernard^ Paulel e Lava-
lette, etc.
Os dormentes de ferro téin side até hoje usados so-
mente com o Irilho Yignole. Às dimensOes variam entre
2",2 a 2",6 de comprimenlo, 0-,24 a O',30 de largura
na base, 0',05 a 0", 10 de altura. Pesam de 45 a 50 kilo-
grammas. Tambem ha dormentes de a^, iguaes aos de
ferro.
Dormente de junta (E. de F.) — Travene dejoint. —
JoirU Aeeper. — Slosschwelle.
Dormente intermediario (E. de F.) — Traverse inter-
médiaire. — Intermediate sleeper. — Zuvischenschwdle.
Dormente redondo (E. de F.) — Ronditi de voie. —
Round sleeper. — Rundschwelle.
Dormente de 8ecg9o simì-circular (E. de F.) — Tra-*
verse demi ronde. — Half-round sleeper. — Halbrundsch-
ivelle.
Dormente de escada (Const.) — Limon d'escalier. —
Notch board. — Treppenbaum. — [Vide : Escada].
Dosagem das argamassas (Const.) — Dosage des mor-
tiers. — Vroportion of ingredients for mortar. — MórteU
dosirung, — [Vide : Argamassa].
Doucina ( Arch. ) — Domina. — Cyma^eda. — Ho-
hekehle. — Muldura archìtec tonica.
Draga (Const.) — Drague. — Drague. — Baggermas-
chine. — Apparelho deslinado é limpeza e à escavalo dos
fundos dos rios^ lagos, mar, etc.
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DRAGAGBM DRENAGEM DI PLATAFORMA 303
Dragagem (Const.) — Dragage. — Dredger. — Bagge-
rung.
Drenagem (Consl.) — Drainage. — Drainage, — Dre-
nirung. — Para que as raizes dos vegetaes nào obsiruam
OS tubos de dronagero, empregam-se os seguiotes meios :
1% Eovolvem-se as juntas dos lubos com algas maritimas.
2% Cobrem-se esses lubos coni escórias de carvao de pedra.
3°, Envolvem-se os tubos com ciiizas de carvao de pedra.
Estes meios sào usados nas estradas de ferro da Alle-
mauha.
Drenagem da plataforma (E. de F.) — Drainage de la
piata-forme. — Nos cortes nera sempre as valletas lateraes
garantem o deseccamento da plataforma da linha ; ha cir-
camstaDcias que exigem completa drenagem.
exemplo mais nota ve! de córte drenado nas nossas
estradas de ferro é o da garganta do Joào Àyres, lilstrada
de Ferro Central do Brazil, serra da Mautiqueira.
Na escavagào encontrou-se vaza ; construiram-se duas
fortes muralhas de pedra de 360" x 3* x 7" na maxima
altura, parailelas e dentro do córte, acompanhadas de val-
letas de alvenaria de predra e cimento.
A plataforma foi deseccada por um dreno, segando o
eixo da linha, nm pouco abaixo donivel desta, e tendo
473",4e0-,6x0",6.
As drenagens de cortes mais notaveis, segundo Con-
che, sào : Córto Montégu (E. de F. de Paris a Strasbourg,
K. 356). Comprimento do dreno : 240 metros. Cifcle La-
neuville (mesma E. de F., K. 358,9). Comprimento do
dreno 300 metros. Córte Saint Phlin, (mesma E. de F.)
dous trechos : um de 441 metros e outro de 418 metros
de comprimento. Duas fìias de drenos. Córte Marainviller :
659 metros scudo, 202 metros com uma Aia de drenos e
457 metros com duas.
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304 DRENAGEM A POSTERIORI DUPLA VIA
Srenagem a posteriori de M. Iialanne. (G. daP.) —
Oppermann em seu Traile compiei des chemim de fer éco^
nomiques, sobre este assumpto, insera a segointa nolicia :
ìk Au chemia de Blesmes a Gray, on a applique ui) nou-
veau système da drainage qui avait été iodiqué par
M» Lalanne, ingénieur eo chef, direclaur des travauK au
cbamin de fer de Voue$t (Suisse).
Ce système de drainage consiste à percer le talus de
trous faits avac une tarière^et a y enfoncer une file de drains
de O^.OS à 0'",05 enQlés sur une perche en bois, que Ton
relire ensuite avec précautìont en laissant la file de drains
dans le trou. Pour que ce cbapelet de drains ne se dislo-
qoe pas, les manchoqsqui garnisseut les joints soni réliés
entro eux par un fil de fer Qxé mx drains et aui man-
cbons extrémes» et simplesnoent enroulé sur les manchons
interroédialres »,
Dreno ou draiu (Coust.) — Drain.— Brain. — Trocken-
rohre, dren.^ Canallete subterraneo, cheio de pedras, eie.
Dualina (Tech.) — Dwdine, — Dualine. — Dualin. — »
Esplosivo menos forte que a dynamile ; compOe-se de :
NitroglyceriDa 50 */o
Sftlitre 20
Serriigem (tratad» por acidos diloidos e por
solarlo de hydrato de sodio) , 80
100
Dupla oabega [do Irilho do systema ^Fell] (E. deP.)
— Douìkle champignon. — Doublé headed. — Doppelkòpfige
Schiene.
Dupla tracQio (E. de F.) — Emprego de duas loco-
motivas para mover um trem. Usada sómente em casos
extraordinarios.
Dupla via (E. de F.) — Doublé vote. — Doublé line. —
DoppeUinie.
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DUPLO T DYNAMTTE 305
Duplo T (Const.) — Doublé T. — Doublé T. — Doppel
T. — [Vide: Ferro duplo T].
Durometro ( E. de F. ) — Durómètre. — Apparelho
destinado a medir com precisào a dureza das cabegas dos
trilhos.
principio em que se baséa consiste, segando Conche
« ... à comparer les quanti lés dont un foret à doublé Iran-
chant de 0^,010, chargé d'un poids Constant (10 kilog.),
pénètre après un méme nombre de tours (50) dans la cróule
du rail à essayer et dans une lame d'acier fondu lamine
prise par étalon ».
Duty. — Expressào empregada pelos engenheiros in-
glezes. Designa o trabalho de urna machina, em pés4ibras
por libra de carvào consumido
dtrfj/das machinas mais perfeitas regula serde200.000
a 700:000 pés- libras ; mais ou menos de 60:000 a 210:000
kilogrammetros por 1 kilogramma de carvào.
Dynamite (Tech.) — Dynamite. — Dynamile. — Dina-
mite. — Esplosivo empregado na arrebentagào de rochas.
A dynamite é encontrada no mercado em cartuxos
cylindricos, de papel consistente ou pergaminho, pesando
cada um cerca de 200 grammas, e tendo para diametro
0",025 a 0-,030 e para compriraento 0^,100 a 0",120.
Ha diversas especies de dynamite, a saber :
Dynamite Boghead. — Entra a nitroglycerina na razao
de 60 a 62 V^ ; e o absorvente empregado é a cinza. E' de
base inerte.
Dynamite branca. — Entra^ a nitroglycerina na razào
de 70 a 75 7o ; o absorvenle é a terra silicosa. E' de base
inerte.
Dynamite Chevalier. — E' de base inerte. Comp5e-se
de 70 Vo de nitroglycerina e de 30 7o de carbonato de
magnesia.
Diooionario. SO
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306 DYNÀMOMETRO
Dynamite da colonia. — CompOe-se de 30 a 35 y^ de
nitroglycerina e de 60 a 65 7o de polvora de mioa. E'
cinco cu seis vezes mais energica que a polvora ; toma-se
porém mais dispendiosa.
Dynamite de trauzl. — Composigao :
Nitroglycerina 73 %
Algodào polTora 25 %
Carvao 2%
E' de base activa. Detona em contacio com a agua.
Dynamite nobel. — Ha tres especies, que sào conhe-
cidas pelos ns. 1, 2 e 3.
^ . - j , ( Nitroglycerina 75 a 77 %
CompoBicaodan. 1 T,.,. ^ "^ ^^ ^^',
^ ^ (Silica 25a23%
( Nitroglycerina 60 %
Composito da n. 2.. . . . . .< Silica 10%
( P<5 de madeira e salitre 40 %
( Nitroglycerina 35 %
Composigao da n. 3 < Carv5o 6%
f Azotato eoo/o
As de ns. 1 e S sao de base inerte, a de n. 3 é de base
activa.
Dynamite gomma. — Tambem invenlada por Nobel.
Nitroglycerina absorvida por algoddo polvora. E' o mais
energico dos explosivos industrìaes.
Dynamite vermelha. — Entra a nitroglycerina na razào
de 66 a 68 7o ; o absorvente é o tripoli. E* de base
inerte.
Dynamometro (Tech.) — Dynamomètre. — Dynamo-
meter. — Krdflemesscr, Dynamomeler. — Geralmente se
emprega para medir a for^a de traccào das locomotivas o
dynamometro indicador de Watt.
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EBULUgiO EIXO DE RODA 307
E
EbuUigSo (Tech.) — Ébullition. — Ebullitiorif boiling.
— Kochen, Sieden. — A temperatura de ebulli^ào da agua
é de 100* cenligrados ou 212° Fahrenheit.
Edificio (Arch.) — BdlimenL — Building. — Gebàude,
Bauwerk. — Nas estradas de ferro a conservagào dos edi-
flcios està a cargo da via-permanente.
Um edificio para ser bem conservado deve : receber
franca venlilaQào, escoar facilmente as aguas pluviaes, ter
prompta substituicào das pegas avariadas, ter a pintura
renovada de tempos a lempos, possuir paredes perfeila-
mente embo(;adas, nào apresentar gotteiras no telhado,
estar com o soalho isenìpto de buracos e saliencias, estar
com as vjdragas sempre limpas, manter as fechaduras,
trincos, dobradigas, ferrolhos, etc, era bom funcciona-
mento.
Eixo (Tech.) — Axe, arbre, essieu. — Axis, shafiy axle.
— Achse, Mittelinie^ WeUe, Wellbaum.
Eixo de roda (E. de F.) — Essieu. — Axle. — Achse,
Radachse. — diametro dos eixos de ago das locomotivas
é dado pela seguiate formula : d = oj iJ^qdT
Nos cubos, no caso das mangas exteriorfs ; e nos
mancaes, no caso das mangas interiores.
Sondo : d, diametro em millimetro ; Q, peso sobre o
eixo, em kilogrammas; D, diametro da roda em millimetros.
diametro dos eixos nos carros de passageiros nào
deve ser menor de 0°,H5. Nos vagOes demercadorias,
depende do peso bruto que elles tèm de augmentar.
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308 ECCO DE RODA
Para eixos de ferro de 1* qualidade póde-se admiUir as
seguintes dimensOes :
Diametros dos eixos
Garga em IdlogrEmmas
nas mangas
nos cnbos
8800
0,066
Oin,100
6500
0,075
0m,115
8000
0,086
0m,130
10000
0,096
0ni,140
3 1
Comprimente da manga = 1 ^ a 2 -^ do diametro.
Quando os eixos sào de ago fundido, a carga póde ser
augmentada de 20 7o-
Diametro dos eixos dos carros. — Formulas de Wóhler :
y 0,034
d = 3,375 v/0,783 ql + (2,75 |/T+ 0,142 ^ + 10) r
Sondo nas duas formulas : q^ carga do eixo, em centi-
metros; r, rato da roda em millimetros ; l, distancia do
meio da maqga do eixo ao ponto do meio da roda mais vi-
sinha, em millimetros ; f, comprimento da manga do eixo.
diametro das mangas dos eixos dos carros é dado
pela seguinle formula : D = 0,73 d.
Sendo : D, diametro da manga ; d, diametro do eixo.
comprimento varia entre 1,75 d e 2,25 d.
Pela seguinte formula se determina a carga de ruptura
de uma manga de eixo de vagào :
2c
Sondo : C, carga de reptura, em kiiogrammas ; R, es-
for^o maximo por millimetro quadrado de secgào da manga
do eìxo; r, raio da manga; e, comprimento da manga.
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EIXO DA FRENTE EIXOS pONVERGENTES 309
Numero de eixos das locomotivas. — As primeiras
tiveram dous. Em 1842, por causa do grande desastre da
estrada de ferro de Paris a Saint Germain, come(jaram a
ter tres e mais eixos.
Ha grande perigo na ruptura de um eixo de locomo-
tiva em marcha; e quando ella tem apenas dous o descar-
rilhamento torna-se inevitavel. Mesmo assim, aiuda hoje
ha inuita locomotiva de quatro rodas, prestando magniQco
servilo. E' que diflìcilmeute dar-se-ha a ruptura de um
eixo, quando a machina fór ìnspeccionada com todo o
cuidado antes de sahirdo deposilo.
No servigo das estagOes e nos trajeclos com velocidade
menor de 40 kilometros por hora, a machina de dous eixos
Gonjugados póde ser utilisada com vantagem.
Ha locomotivas ate de 5 pares de rodas conjugadas,
comò, por exemplo, a Decapod.
Eixo da frante (Locom.) — Essim d^avarU. — Leading
ade. — Vorderachse.
Eixo da manivella (Locom.) — Axe coudé, essieu coudé.
— Cranked axle. — Kurbelachse. — Empregado nas loco-
motivas de cylindros internos. diametro é dado pela
seguinte formula:
D = 0.82»?^Q/|/l-h(^)'
Sondo: D, diametro do eixo no melo: Q, carga sobre
a manga do eixo; P, pressào sobre o pino da manivella ;
I, dista noia do meio de uma roda ao melo da manga do eixo ;
L, dislancia do meio de uma mauga ao meio da manivella.
Eixo da traz (Locom.) — Essieu d^arrière. — Trairding
axle. — HirUerachse.
Eixos convargantas dos carros (E. de F.) — Eixos
isolados, cuja ligagào com o vehìculo permitte a inscripcào
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510 EKOS DE TaàNSiaSSiO ELEVAglO
'
radiai em todas as curvas admissiveìs, até um mnxvmm
determiDado. Nào sào convergentes os eixos dos bogies de
quatto rodas e seis, e tambem aquelles cuja folga ou jogo
das mangas nas curvas nào passar de 0"',005, medido na
caixa da graxa, segundo o comprimento do vehiculo, e a
partir da posilo mèdia.
Eixos de transmissSo (Mach.) — Arhret àe traìmm-
sùm. — diametro é dado pelas seguinles formulas :
Em ferro fondido :
Em ferro forjado: i = 14l/ —
Sendo: d, diametro doeixo em centimetros; F, forca
a transmiltir em cavallos vapor ; n, numero de voltas por
minuto.
Eixo de urna ponte (Pont.) — Axe d^un pont. — Axis
ofthe bridge. — Brùckmmittellinie. — Linl)a longitudinal
imaginaria que passa pelo centro da ponte.
Eixo motor (Locom.) — E$sieu moteur. — Driving axle.
— TriebachCy Treiba4)hse. — Recebe directameote a accào
do braco motor. Deve ser o mais carregado, o mais adhe-
rente. Nas machinas de quatro rodas, o eixo motor està
sempre atraz; e, nas de seis, està no meio. eixo da
frente, quando nào ha truck, é destinado a dirigir a ma-
china; nas curvas fatiga-se muito; geralmente tem rodas
de menor diametro que os das rodas dos outros eixos.
Elasticidade (Tech.) — Elasticité. — Elasticity. —
Ela$iicitdi. — [Vide a tabella da pagina 311].
ElevagSo (Tech.) — Élévation. — Elevation* — Stan-
dris$, Aufrisy. — Representagào da fachada de um edificio,
de ama obra d'arte qualquer, etc.
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ELO DE CORRENTE OU CADEIA EMBOLO
311
Coeffleientes de elasticidade de dlTersos metaes, em kUogrammas
por millimetro quadrado
METAES
COBFFICIENTES
TraofSo
OH
compressSo
Cisalhftmeikto
Ferro
Folha de ferro
Ferro em fio
Ferro fimdido
A90 cementado
A(o fondldo
A90 em fio
Serti
recosido...
Cobre em fio
LatSo
Latao em fio
Bronze (18 cobre, 1 estanho).
Zinco moldado
Chmnbo
Ghumbo em fio
Estanho
20000
17500
20000
10000
22600
27600
28000
10700
10700
12000
6400
9870
6000
9500
500
700
4000
7500
7500
8750
8440
10812
4012
4012
2400
2587
8662
187.5
262.5
1600
Elo (de corrente cu cadèa) (Tech.) — Ckaimn ou
anneau. — Link. — Gliedj Gelenk.
Embogar (Const.) — Enduire. — To plaster. — Abput-
zen. — Reveslir a alvenaria com urna camada de argamassa.
Embogo (Const.) — Enduit. — Plasteringy plaister. —
AbputZy Verputz. — Revestimento de argamassa nas alve-
narias.
Embolo (Mach.) — Piston. — Pistorirrod. — KoWen.
— Pega que se nìove dentro do cylindro de bomba oa
dentro do cylindro a vapor.
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512 EMBOLO A VAPOR EMISSlO DE ACgSES
Embolo a vapor (Mach.) — Piston à vapeur. — Steam
piston. — Dampfkolben. — vapor actuando sobre as duas
faces do embolo produz o movimeoto de vae-o-vem recti-
lineo do brago motòr.
embolo da locomotiva compóe-se de : corpo, prato,
baste, molas e contra molas.
A altura do embolo é geralmeote igual a 1/6 do seu
diametro. A velocidade do embolo das locomolivas é dada
pela formula de Molle$worth :
66,0226 SM
^■" D
Sondo : V, velocidade do embolo, em pés, por minuto ;
S, curso do embolo, em pés ; D, diametro das rodas motri-
zes em pés ; M, milbas percorrìdas pela machina, em 1 bora.
Avaria do embolo. — Quando — em marcha — que-
bra-se um embolo, urge parar immediatamente a locomo-
tiva e praticar as seguintes operagOes : 1', Desarmar o
brago motor ; 2\ Collocar o embolo bem no fundo do
cylindro ; 3% Desmontar os anneis e as barras do excen-
Irico ; 4*, Fixar, solidamente a corredica no ponto morto ;
5*, Abrir as torneiras de purgar do cylindro que estiver
com embolo quebrado; 6*, Trabalhar, finalmente, coro
outro cylindro, evitando, porém, por a alavanca de mar-
cha no ponto morto.
Embolo da bomba (Locom.) — Plongeur. — Pump
plìmger.m— Plungerkolben.
Emenda de madeira (Const.) — A^emblage. — Joi-
ning, joint, framing oflimòers. — Holzverbindung.
Emendar (Const.) — Assembler. — To make a joint, to
joint. — Verbinden.
EmissSo de acg5es (Adm.) — Émission de obligations.
— Emmion. — Aktienausgabe.
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EMPEDRAMENTO EBfPRESTIMO DE DINHEIRO 31$
Empedràmento (Const.) — Calcamento feito coni pe-
dras. E' costarne empedrar o leilo da estrada, das val-
las, etc, quando a oatureza humida do terreno exige. As
pedras empregadas n'esle trabaiho devem ler de cinco
millesìmos a cinco centesimos de metro cubico ; e sào bati-
das a malho de calceteiro.
Os taludes que nSo ofiferecem resisleocia à ac^ào das
chuvas devem flcar empedrados. De 0",30 é a espesura do
empedràmento, que deve ser rejuntado ou nào, conforme
as circumstancias.
Empena (Const. ) — Pignon. — Cable. — Giebel. —
Parte triangular da parede de um edificio, onde assenlam
a cumieira e os péos ioclinados conbecidos por empenas.
Empenar (a madeira) (Const.) — Gauchir. — To warp,
to cast, to wind — Sich werfen, Sich ziehen.
Empilhamento dos dormentes (E. de F.) — Empilage
des traverses. — Stacking-up the sleepers. — Aufstaplen der
Schwellen. — Deve ser feito de modo que o sol e a chuva
nào estraguem os dormentes.
Empregado (Adm.) — Employé. — Ofjicer. — Beamte.
Empreitada em globo (Adm.) — Entreprise à forfait.
Jolhwork. — Pamchalunternehmung.
Empreitada por sèrie de pregos (Adm.) — Traile sur
serie deprix. — .... — Unternehmung mit Einheitspreise.
— [Vide : Especificagóes].
Empreiteiro ( Adm. ) — Entrepreneur. — Jshher. —
Unternehmer.
Emprestimo (de terras) (E. de F.) — Emprunt. —
BarroW'pit or side-<ulting. — Seitenentnahme {von Erde)
[Vide : Aterro].
Emprestimo de dinheiro ( Adm. ) — Emprunt. —
Barrow. — Anleihe
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3^4 EMPREZA EaNCONTRO
Empreza (Adm.) — Entreprise, — Enterprise, — Un-
ternehmung.
Empuxo (Const.) — Pousée. — Thrust or pressure of
earth. — Erddruck. — Esforco produzido por urna abobada
sobre os encontros, ou por um aterro sobre os muros de
arrimo, etc.
Empuxo horizontal de um arco (Const.) — Poussée
horisontale d'un are. — Thrust of an arch. — Seitenschub,
Horisontalschub des Bogens. — [Vide : Arco].
Encaixe (Const.) — Mortaise. — Mortise. — Zapfen^
lodi.
Encanamento (Locom. ) — Conduit d*eau. — Supply
pipe. — Wasserróhren. — Tabos de ferro ou cobre que
conduzem a agua do lanque do tender para a caldeira da
machina.
Encarregados das manobras e composigSo dos
trens (E. de F.) — Employés proposés à la composition des
trains et manwuvres. — Yard despatchers. — Verschiebedi-
enstbeamte.
Encarregado dos signaes (E. de F.) — Chargé des
signaux. — Flagman of a railway. — Signalwàrter.
Encasque (Const.) — Eachinìento de fragmentos de
pedras, de tijolos e de telhas, com argamassa, tendo por
firn regularìsar o paramento de urna parede.
Encerado (E. de F. ) — Bàche, prelart. — Tarpaulin.
— Deckelbezug, Theertuch. — As mercadorias Iransporta-
das em ftirros descobertos sào preservadas do sol e da
chuva por meio de encerados.
Enchamel e trainai (Const.) — Paus a prumo e incli-
nados dos fronlaes de tijolo e dos tabiques.
Encontro (Pont,) — CuUe. — Abutment. — Landpfei-
ler, ^iderlager am Ufer. — Massino de alvenaria onde
assenta a extremidade da ponte*
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ENrX)NTRO 315
EsPESSURA DOS ENCONTROS. — Formulas de Léveillé
Para arcos plenos :
25 d 0,866 d
E = (6.60 + 0,162 <0^^ -0,26i + e
Para arcos abalidos :
E = (0,83 + 0,212 <0 1/-5- X
H ^-J+T
Para arcos apainelados (anse de panier).
Formula pratica. — Deduzida das melhores construc-
9des modernas :
E = 0,40 i r/-ir- + 0,5 / + 0,20 A
Sondo, em todas estas formulas : E, espessura dos en-
contros ; d, aberlura do arco, e espessura da abobada no
fecho; /*, flecha do arco; h, allura do pé direito,ou distan-
cia vertical entro a parte superior das fundacOes e a ira-
posta do arco ; H, distancia vertical entre as fundagOes e a
superstruclura da ponte.
Na abobada elliptica, faz-se d=ia para o grande eixo
e 6 = /* para um meio do pequeno eixo.
Espessura do encontro em abobadas de arco plbno.
— Formula de Dejardin :
Sendo : r, raio da abobada ; e, espessura no fècho.
Està formula tem applicagào nas abobadas de raios
maiores de l^^S.
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316 ENGONTRO
Formulas de Lesguillier. Em abobada de arco pieno :
E = |/^D(0,60+0,04H)
Encontro de abobada de arco de circulo :
E = |/"D [0,60 + 0,10 (-S_ ~ 2) + 0,04H]
De arco apainelado (anse de panier) :
E = |/"D[0,6 +0,05 l-y 2) +0,04H]
Sondo : E, espessura do encontro ; D, abertura da abo-
bada; f, Qecha; H, altura do encontro.
Formula de Edmond Roy:
E = 0,20+0,30(R + 2e)
Sondo: R, raio da abobada; e, espessura no fécho.
Para encontros supportando grandes sobrecargas, na
Russia e AUemanha empregam a seguinte formula :
Sondo: E, espessura do encootro; (i,abertura da abobada;
f, flecha =y nas abobadas de arco pieno; h, altura dos en-
contros ; S, altura da sobrecarga, em terra, acima do ex-
tradorso no fécho.
Quando empuxo produz escorregamentò do encoa-
tro sobr? a sapata das fundacOes, emprega-se a formula :
^= fhs '
Sondo : d, espessura do encontro ; G, peso da metade
da abobada e da sobrecarga por unìdade de comprimeuto
em sentido transversai ; f, coefficiente de attrito, que
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ENCONTRO DE PONTE ENGATE 317
varia de 0,5 a 0,75 ; P, empuxo horizontal ; h, altura
mèdia do encontro ; s, peso de !"• do encontro ; e, coef-
ficiente de seguranca = 2.
Encontro de ponte de viga recta. — Muro submettido
ao empuxo das terras quo suslenta, à pressào vertical pro-
veniente da parte da viga que n'elle se apoia e, Anal-
mente, submettido a seu proprio peso.
A espessura é dada pela seguinte formula :
e =
[/ (0,75 P -
P»+1.6;?(B|-Pr)
0,76/7 — A^ 1/ (0,75 P-A^)^ ^ hd(p,7bp-\'hd)
Sondo : R, expuxo das terras ; P, pressào vertical da
viga ; p, resistencia por metro quadrado da alvenaria ;
h, altura do encontro ; d, vào da viga ; y, espago entro o
ponto de apoio da viga e o paramento exterior do encontro
(o maior possivel) ; e, espessura do encontro.
Encontros da caldeira (Locom.) — •.. — Fraine clamps.
— Kesselhcdter, Kesseltràger. — Pe?as em que se apoiam os
longeròes. Acham-se flxos à caldeira, aos lados, na parte
que corresponde à fornalba. SSo de ferro fundido.
Encontro de trens (E. de F.) — Rencoìitre, coìlision.
— Shock, railway-collision. — Zusammenstoss von Zùgen.
— [Vide : Accidente].
Encosta [A meia — ] (E. de F.) — A demi coté. — Half
way up the hill. — An der Lehne.
Engate (E. de F.) — Atlelage. — Railway coupling. —
Kuppelung. — Apparelho destinado a ligar deus vehiculos
entro si.
Engate (por meio de correntes) (E. de F.) — Attelage
au mayen de chatnes, — Chain coupling. — Kettenkuppelung.
Engate (por meio de tendores) (E. de F.) — Attelage
aux tendeurs. — Patent coupling. — Schraubenkuppelung.
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318 ENGATE ENGEP^EIROS FISGABS
Engate (E. de F.) — Bovion d'attelage. — Drag-bolt
or drauygear. — Kuppelvn^sbolzen. — Que une urna Loco-
motiva ao tender.
Engenharia (Tech.) — Genie. — Engineering. — /n-
genieurwesen.
Engenharia civil (Tech.) — Genie civile. — Civil en-
geneerin^. — Civilingenieurwesen.
Engenheiro (Tech.) — Ingénieur. — Engineer. — In-
genieur.
Engenheiro chefe (E. de F.) — Ingénieur en chef. —
Chief engineer. — Chef Ingénieur. — Engenheiro que di-
rige a coDstruccào ou os esludos de urna via ferrea.
Engenheiro Civil (Tech.) — Ingénieur civil. — CivU
engineer. — Civil Ingénieur.
Engenheiros Fiscaes — (Instrucgóes de 22 de Agosto
de i86i). « Os engenheiros fiscaes deverào remetler ao
governo imperiai na Córte ou aos presidentes das respe-
ctivas provincias.
Art. 1\ Um relalorio mensal e descriplivo do estado e
andamento de lodas as obras em construccào na via ferrea
e da conservagào e reparos operados na parte da linha
aberta ao trafego.
Cora este relalorio serao enviadas igualmente as se-
guinles pecas :
l^ Um mappa que indique em medidas dopaiz todoo
trabalho execulado em obras de terras, alvenaria, via per-
manente, e que sera subslituido no fim de cada trimestre
por um perfll longitudional de toda a linha em construcgao
indicando adiantamenlo obtido nas ditas obras ;
2°, Um mappa do movimento da parte da lioha em tra-
fego, e receitas realizadas por estafòes, natureza e quanli-
dade de mercadorias, especie de tarifas, numero de via-
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ENGENHEIROS FISGAES 310
jantes por classes» namero de treos e mìlhas percorri-
das, etc.
3% Um mappa de despezas para cada ramo especial de
servigo, com as porcentagens respectivas da receila e des-
peza miliar.
4% Um quadro de todos os accidenles que se derem
durante o mez na estrada de ferro ou em suas dependencias,
corno sejam os casos de morie, ferimentos, choques e
descarrilhamenlos, etc., referindo em observacOes geraes
quaes as providencias dadas para reprimil-as ou evilal-as
em conformidade da circular de 16 de Julho de 1861.
Ari. 2% Um relatorio semestral,no qual serào mencio-
nadas lodas as irregularidades encontradas, quer na con-
tabilìdade cenlral da via ferrea ou de cada unSa de suas
reparligOes, quer nas pecas justificativas das conlas da ga-
rantia apresentadas ao governo, e particular mente quaes.
as som mas que por indevidos lancamentos devem ser sub-
Irahidas das ditas contas.
Este relatorio sera acompanhado do balango da receita
e despeza do semestre, de conformidade com as contas
apresenladas, fazendoporémmencào das sommas a sub-
Irahir, e da copia de loda a correspondencia trocada entro
OS engenheiros fiscaes e os agentes das companhias acerca
d'essas sublracgOes.
Art. 3% Um relatorio circumstanciado, que deverà ser
enviado até 31 de Janeiro de cada anno, do estado dos tra-
balhos de construccOes e reparagòes, receilas, despezas,
melhoramentos obtidos, eie, nodecursodeannoanterior.
A esle relalorio serào annexos os seguintes documentos.
§ 1% Um mappa descriplivo de todas as obras execu-
tadas duranle o anno, e das que ficam por concluir, acom-
panhado de copias dos planos das mais importantes e jà
construidas.
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320 ENGENHEIRO RESIDENTE ENROGAMENTO
§ 2°, Uro quadro recapitulalivo dos dozes mappas do
anno concernente ao movimento, receitas, despezas geraes,
despeza miliar, porcentagem, accidentes, etc.
§ 3% Um mappa do estado do material flxo, offlcinas,
trem rodante por especie, numero de vehiculos e repara-
COes importanles n'elles operadas.
§ 4% Uro balango demonslrativo do emprego do capila!
das companhias, com designando da natureza dos diversos
artigos adquiridos, despezas de administracào etc.
Art. 4%Nas vias ferreas onde tem o governo igualmente
direi to de inspeccionar o emprego do capital, deverào os
engenheiros fiscaes, com a exactidào possivel» declarar em
seus relalprios mensaes quaes as sommas despendidas por
aquella verba.
Ari. 5% Os engenheiros fiscaes proporao em seus rela-
torios OS melhoramentos que se fìzerem necessarios para
a bòa marcha e regularidade do servilo das estradas de
ferro
Art. 6% Os engenheiros flscaes darào immediatamente
conhecimento ao governo de quaesquer circumstancias
notaveis occorridas nas estradas de ferro, e infrac^oes ou
abusos commettidos por suas admìnistracgSes, tendo par-
ticularmente em vista a observancia dos regulamentos,
inslrucgOes ou conlratos jà approvados ».
Engenheiro residente (Adm.) — Ingénimr chef du
service de hntretien et de la mrveillance. — AssistarU engir
neer. — Bahnerhallungsingenieur. — Encarregado da con-
servalo da viapermanente.
Enrocamento (Const.) — Enrochemmt ou Empierre-
ment. — Enrockment. — Packwerk. — Conslruido para pro-
teger os pegOes das pontes, os enconlros d'estas e dos pon-
tilhOes, bem comò o pé dos aterros banhados pelas aguas.
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ENSAIO DAS GÀLDEIRAS ENTRADA DE CURVA 521
As pedras empregadas nos enrocamentos devem ter de
Gioco centesimos de metro até um metro cubico de
volume.
Ha eDrocamentos de pedras jogadas e de pedras arru-
madas. Um metro cubico de eurocamento de pedra jogada
gasta 1,05 metros cubicos de pedra, e 1 bora de servigo
de um trabalbador.
Ensaio das caldeiras (Mach.) — Épreuve des chaudiè-
re$. — Boilers trial. — Kessdversuch.
Enseccadeira (Const. ) — Batardeau. — Coffer-dam.
— Fangdamm, Fangedamm. — Tapagem demadeira, cons-
truida dentro d'agua, hermetìcamente fechada. Dentro da
enseccadeira executa-se a construcQào de pegOes» etc.
Entablamento (Arch.) — EntablemeTU. — Entablature.
— Gehdlk, Hauptgesims. — Parte superior de uma ordem
architectonica. CompOe-se da architrave, do friso e da cor-
nila.
Entablamento de uma porta cu de umajanella
(Arch.) — Entablement d'une porte ou d'une fenélre —
Plain mouìding. — Thùr-oder Fensterverdachung.
Entalhamento dos dormentes (E. de F.) — Sabolage,
entaillage des traverses. — Jagging-out the slepers. — Ein-
kerben der Schwellm.
Entelhar (Const.) — Poser les tuiks. — To lay the tiks.
— Dachziegd einhàngen legen.
Entrada de córte (E. de F.) — Entrée de tranchée. —
Cutting enlrance. — Anfang des Einschnitles. •
Entrada de curva (E. de F.) — Entrée de courbe. —
E' de muita vantagem para o servilo da conservagào da via
permanente que nas entradas de curvas baja postes com
taboletas, indicando o raio da curva e a sobre-levagSo
do trilho exterior, bem comò a bitola com o seu alarga-
mento.
Dicoionario Si
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GoK)gle
322 ENTRADA DE TUNNEL ESBOgO
Entrada de tunnel (E. de F.) — Entrée de tunnel.
— Tunnel entrance. — Ànfang des Tunnels.
Entrar na estagSo, estacionar (E. de F.) — Garer.
— To shunt. — Slationiren, AnhaUen, Verbleiben.
Entra columnio (Arch.) — Entre colonnement, — Inter
columniation. — Sàulenweite, Sdulenabntand.
Entregar ao trafego (E. de F.) — Livrer à la circuita-
tion. — To submit to the trafjic. — Dem Verkehr ùbergeben.
Entreperfil(E. ieF.)Entreprofil —....—Zwischmprofil.
Entre-via (E. de F.) — Entre-voie. — Intermediale
ipace. — Zwischenraum. — Nas estradas de ferro dos di-
versos paizes, varia entre 1",80 e 2",50. Na Estrada de
Ferro Centrai do Brazil lem 2 metros.
Entroncamento (E. de F.) — Embranchemenl. —Branche
road. — Zweigbahn, Nebenbahn. — Ponto da linha em
que se destaca nm ramai. Quando o trecho se destaca de
um ramai, denomina-se sub-ramai.
Entroza (Mach.) — Engrenage. — Toothed wheel-work
— Zahnràderwerk, Triebwerk.
Entulho [de obras demolidas] (Const.) — Gravois. —
Rubbish. — MuImj MuUj Kalkschutl.
Envernizar (Const.) — Vernir ou vemisser. — to polish
with sheU4ae. — Mit Schellack poliren.
Envidragar (Const.) — Poser les vilres. — To glaze. —
Yergloien.
En]^ada (Ferr.) — Biche. — Mattock or hoe. — Er-
dhaue.
Enxó (Ferr.) — Herminette. — Adze. -^ Dàchsel.
Enxofre (Tech.) Soufre. — Sulfur. — Schwefel.
Epura (Tech. ) Epure. — Design in full size. — Scha-
blone.
Esbogo [Rascunho] (Tech.) — Croquis, — Sketch. —
Entwurfy Skizze.
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ESGADA ESGALA 523
Escada (Const.) — Esco/ter. —Stairs. -^Treppe, Stiege.
— [Vide : Degrdó],
Escada de caracol (Consl.) — Escalier en limafon. —
Cocìde stairs or helical slairs. — Wendeltreppe mit ringfór-
miger Spindelmauer.
Escada de ida e volta (Gonst.) — Escalier à deu%
rampesalternatives. — Two flighted stairs. — Doppellreppenj
SchleiferUreppen.
Escada de rnSo (Consl.) — Echelle. — Ladder. —
Ldter,
Escada exterior (Consl.) — Escalier hors d'omvre. —
Weel stairs. — Freitreppen.
Escada suspensa ou geometrica (Const.) — Escalier
su»pendiL — Fliers or geomelrical stairs. — Freitragende
Wendeltreppe,
Escada interior (Const.) — Escalier dans oeuvre . —
Inner stairs. — Innentreppe, Iniiensliege.
Escala (Tech.) ÉcheUe. — Scale. — Scala, Maassstah.—
Nos Irabalbos de estrada de ferro, as plantas, perfis, eie,
devem ser desenhadas nas seguintes escalas :
Pianta de explora^ao V4000
i> ^1 1 i. j* 1 :■ 1 «> ( distancias horizontaes Viooo
Perfìl longitudinal de exploracSo.J ... .. //*^
^ ^ ( distancias yertioaes V^qo
a - ^_ j , » ( distancias horizontaes Viooo
Sec^Ses transversaes de exploracào . < ,. ^ . . 1/
*^ ^ ( distancias verticaes Vaoo
Pianta de locarlo ^ . V4000
T>.^i j 1 r ( distancias horizontaes V4000
Perni de locacào < .. , . _^. ,,
' ( distancias verticaes V200
Q^^- . j 1 » ( distancias horizontaes Vioo
Secgdes transversaes de locacào..< .. ^ . _^. //
{ distancias verticaes Vioo
Projectos de obras d'arte Vaoo
Perfil typo da estrada Vico
Pianta geral da linha V4000
distancia horizontaes V400
Perfil longitudìnal da llinha ^ ,. . ,. .,
* ' distancias yerticaes V4000
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324 BSGALA DE PRBSSiO £SGOPRO
Escala de pressSo (Mach.) — Echelle de pression. —
Scale of pressure. — Pressionsscala.
Escapamento (Mach.) — Echappement. — Blast, escape
of steam. — DampferUweickung. — Sahida do vapor depois de
haver trabalhado nos cylindros. Faz-se por um tubo que
vae ter à chaminé, aproveitando-se o vapor para activar a
tiragem e a combustào.
A seguinle formula de Zeuner lem por firn mostrar
que peso de ar aspirado por um peso de vapor, é
independente da pressào sob a qual esse vapor sae do
escapamento :
1/ 5./L±
A
u-^m
+ 1
Sondo: A, peso de ar aspirado; V, peso do vapor;
e, secQào minima da chaminé; t, sec^ào minima de escoa-
mento dos gazes atravez dos lubos da caldeira ; e, secQào
do tubo de escapamento; D e D', pesos da unidade de
volume do ar na pressào atmospherica da occasiào, e da
mistura gazosa, na caixa da fumaca ; a;, um coefficiente
empirico, variavel de uma locomotiva para outra, dimi-
nuindo quando t augmenta.
Escapola (Tech). — Clou à crochet. — Tenter-kook, —
Bartnagel.
Escavador (Const.) — Escavateur. — Scraper. — Ex-
cavalor. — Grande machina empregada nas escavagdes de
cortes e de tunneis.
Escoda (Ferr.) — Boucharde, marteau bretté, laye. —
Granulater hammer, denteled pick-axe. — Stockhammer,
Zahnammer. — Martello dentado de canteiro.
Escopro (Ferr.) — Ciseau. — Chisel. — Meissel
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(
ESOONSO ESFORgO DE TRaC^XO 325
Esconso (Tech.) — Biais. — Oblique, skew. — Sch-
rag, schief.
Escora (Const.) — CorUre-fiche. — Brace or struL —
Strebe.
Escoramento (Const.) — Etaiement. — Propping, slay-
ing. — Absteifung.
Escorregamento dos terrenos. (E. de F.) — Glis-
sement des terraim — Landrslip. — Erdrutsch. — [Vide:
Desmoronamenló].
Escorregamento dos trilhos (E. de F.) — Glissement
des rails. — Sliping of the rails. — Fortschreiten der
Schienen. — Evila-se por meio de talas de junc^ào espe-
cìaes.
Escorar (Consl.) — Etayer, — To prop^ to stay. —
Absteifen, abfangen, aòspreizen.
Escriptorio (Adm.) — Bureau. — Office. — Schreibstube,
AnU, Bureau.
Escriptorio de reclamagòet (Adm.) — Bureau de
reclamatiom. — Reclamations ofj^ce. — Bureau fur Re-
clamationen, Reclamatiomamt.
Escriptorio para despachos de bagagem (Adm.) —
Bureau pour rinscription de bagage. — Baggage -office. —
BagagenbefòrderungnamU
Escriptorio para despachos de cargas (Adm.) —
Bureau de tnéssageries, — Freight-offlce. — Guterbefórde-
rungsamt.
EsforQO (Tech.) — Effort. — Strain. — KrafUumerung.
Esforgo de compressSo (Tech.) — Efforl de com-
pression. — Compression strain. -^ Druck krafìdusserung.
Esforgo cortante (Tech.) — Effort tranchanl. — ... —
Scheerkraflàmserung.
Esforgo de tracg9o (Tech.J^j- Effort de traction. —
Traetion strain or tradive pofper. — Zugkraftàusserung.
, * «
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396 ESEORQO DE TRACgXO DE UMA LOGOM. B5MAGAMENT0
Esforgo de tracgSo de urna locomotiva :
-, 0,65 Pi^/
E = 5
Sondo: E, esfor^ de trac^ào desenvolvido Da cambota
das rodas motrìzes, em kilogrs. ; P, pressSo effectiva do
vapor sobre os erabolos ; D, diametro das rodas molrizes ;
dy diametro dos cylindros ; I, ciirso dos embolos.
Esforgos permanentes aos qaaes se póde submelter
OS materiaes, nas construcgOes:
Metaes x ^ "F ^^ ^^^^ ^^ ruptura
Madeiras W ^ T ^ ^
Pedras 16 ^ ^ ^ *
Argamassas • • • -^ 21 ^ » ^
Esgotamento (GoDSt.) — Epuiss&ment. — Discharching
ofuxUer, — Entleerung.
Esmagamento (Const.) — Ecrasement. — Crashing. —
ZerdrOcken.
EsBfAGAMBNTO DOS MATERUES : Soguodo Rondelot e
outras auloridades, esmagamento em um millimetro
qoadrado é produzido, nos materiaes abaixo coDsignados,
pelos seguìntes pesos :
Basalto 20 Kgs.
Granito .... 4a7
Mannore 8a6
Calcareo doro 6 a 10
Calcareo molle la2
Tyolo Buperior. 0,6
Argamassa snperìor 0^76
Argamassa ordinaria 0,25
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BSMERIL ESPELHO DA GAYETA 527
Na pratica, para maior seguranga, entra-se em calcalo
com a decima parte destes pezos.
Esmeril (Tech.) — Emeri. — Emery, — Schmirgd. ,
Espago de montagem ou de calgagem (Locom.) —
Portée de calage. — Key-bed, lenghl of key. — Keilflàche,
— Por^ào do eixo que flca dentro do cubo da roda.
Espago nocivo (Locom.) — Espace nuisible. — Capaci-
dade existente entro o fondo do cylindro e o embolo,
quando este chega ao firn de seu carso. Evita o cheque
do embolo centra a tampa do cylindro.
EspecificagSes [de contratos, etc] (Àdm.) — Às espe-
cificagdes para uma empreitada de construc^ào de estrada
de ferro deve conter os seguintes capitulos, detalhada-
mente desenvolvidos, a nào deixar duvidas no espirito
nem na perspicacia dos empreiteiros :
Capitalo I. — Trabalhos preparatorios.
Capitalo II. — Movimento de ter ras.
Capitalo III. — Alvenarias e cantarias.
Capitalo rv. — Argamassas, concreto, embogos, etc.
Capitalo V. — Tanneis.
Capitalo VI. — Consolidagao dos taludes.
Capitalo VII. — Via permanente, cércas, etc.
Capitalo Vili. — EstagOes e edificios.
Capitalo IX. — Transporte de material, etc.
Capitalo X. — Assentamento da linha telegraphica e
telephonica.
Capitalo XI. — Assentamento da saperstractHra das
obras d'arte.
N. B. — A estas especificagSes acompanha sempre a
tabella de pregos por unidade, organizada segando a loca-
lidade em qae se tem de construir a estrada.
Espelho dagaveta (Locom.)— Siège du tiroir. — Slide
face. — Schieberspiegel. — Nos cylindros das locomolivas,
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328 ESPELH06 DÀ FORNAMHA ESTAGA DE FUNDAgXO
é a parte em quo se acham as abertaras de escapamento
e admissào. A gavéta trabaiha dentro da caixa de distri-
buìQào, em contacio com o espelho.
Espelbos da porta da fornalha (Locom,)— • —
Door register. — Feuerlhurspiegel. — Orificios de diametro
peqneno, abertos na porta da fornalha, para facililar-
Ihe a ventilaQào.
Espeque (Const.) — Étai. — Prop. — Sleife.
Espera [de torno] (Tech.) — Chariot de tour. — Slide
test. — Drehbank-Schlitten.
Esperas cu dentes (Const.) — Pedras on tijolos qne
ficam na extremidade de nma parede para mais tarde for-
mar a amarragào com outra parede.
Espig3o (Const.) — Pe^a do madeiramento dos te-
Ihados que nSo sSo de duas aguas. Parte do encontro dos
frechaes, no angulo do edificio, e vae ter ao extremo da
cumieira, junto ao laroz.
Esquadria (Const.) — Équarissage. — Sqmre. — fle-
chteekig, Winkelrecht.
Esquadria falsa (Tech.) — Béveau. — Bevel-mle or
bevel square. — Schràgmass, Schmiegwinkel.
Esqoadro (Tech.) — Équere. — Sqmre. — WinkeU
lieneal, Dreieck.
Esqoadro de agrimensor (Tech.) — Équerre ^arpen-
teur. — Cro$s-staff. — Winkelmessinslrument.
Esquadro do regulador (Locom.) — . . . — Lafting-
shaft $pKng. — Regulirvorrichtìmg. — Pepa que nas loco-
motivas america nas transforma o movimento horizontal
da alavanca em movimento vertical da valvola.
Estaca de fundagSo (Const.) — Pieu. — Pile. — Pfahl.
— Nas espedficafòes para empreitadas de construcgào
de estradas de ferro encontra-se o seguinte, sobre estacaria
para funda^Oes :
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ESTAGA DE FUNDA^IO 320
« sólo sobre que tiverem de ser assentadas funda-
56es nas diversas obras, taes corno viaductos, pontes, pon-
tilhOes, boeiros, etc, sera estaqueado quando o enge-
nheiro-chefe entender conveniente.
A cabeQa de cada estaca sere armada de urna braga-*
deira ou annel de ferro, que depoìs poderà servir em
outras ; a extreroidade inferior sera agugada e calgada
com urna ponteira do roesmo metal.
Às estacas serào cuidadosamente collocadas nos pontos
que forem marcados ou prescriptos pelos engenheiros,
devendo ser bem alinhadas, destorcidas e aprumadas. Às
que tomarem posigào defeituosa serào arrancadas e sub-
stituidas ou collocadas de novo, se nào estiverem estra-
gadas.
cravamenlo marcharà do centro para a peripherìa
ou vice- versa, conforme determinar o engenheiro chefe. .
As percussòes serào dirigidas com tal certeza, segundo
OS eixos das estacas, que estas nào possam ser desviadas
da devida direcgào, nem torctdas ou partidas por urna
pancada em falso.
Considerar-se-ha cravada urna estaca quando nào en-
terrar-se mais de 0'",01 por applicagào de dez pancadas
de um macaco de 600 kilogrammas, cahindo de S'.eO de
altura, ou'por applicagào de 30 pancadas do mesmo ins-
trumento, cahiudo de {""^^O de altura.
Nào obstante, seis dias depois de cravada a estacaria
de cada fundagào> sera ella submettida a uma Ifutida igual
àquella com que as estacas houverem manìfestado a nega
e, se està tiver sido falsa, continuar-se-ha a operagào até
chegar a nega verdadeira.
Depois de reconhecìdo que uma eslacada està conve-
nientemente cravada no terreno, aparar-se-hào as estacas
de modo que seus topos fiquem oertos em um mesmo
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330 ESTAGA DE FUNDAgiO
plano horizoDtal, que sera determinado pelos engenheiros.
Pagar-se-hào as estacarias por metro de estaca eoter-
rada pelos pregos que comprehendem, aléra do custo das
estacas» as despezas de seu transporte até ao lugar da
obra, as de preparal-as e decepal-as, e ainda o custo do
mais que é necessario para a execugào das estacarias.
Se engenheiro-chefe nào preferir que as estacas
sejam cobertas immediatamente por um massico de con-
creto» e adoptar o systema de grado coroando as mesmas
estacas, serào os topos d'estas ligados e cobertos por um
engradamento formado com linhas de madeira de lei,
presas com entalhos às testadas das estacas e consolidadas
com travessas da mesma secgào, nnìdas à meia madeira e
cavilhadas nas linhas, reunindo as testas das estacas exte-
riores ou de contorno com uma especie de caixilho goral,
em que terminarlo tanto as linhas corno as travessas.
Todas estas pegas horizontaes de madeira, que consti-
tuem engradamento, repousarào sobre as testas das es-
tacas e sobre o massame que encher os intervallos d'estas,
deixando entro si casas vazias, que se encherào de con-
creto batido com o maior cuidado, para que una e faga
corpo com o massame inferior.
Pagar-se-hào os engradamentos por metro corrente de
viga assentada pelo prego que compreheude, além do
custo da madeira, de seu transporte até é obra e de sua
preparagao, o da armagSo e assentamento das grades. »
DuMBWo DE UMA ESTAGA DE FUNDAgÀo. — Formula
de Perronnet: D = 0",24 + (L — 4) 0,015.
Sondo : D, diametro da estaca, em metros ; L, compri-
mente da estaca, em metros.
topo de uma estaca cravada até a nega supporta
com seguranga uma pressào de 30 a 60 kgs. por centi-
metro quadrado.
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ESTACA DE FUNDAgÀO
331
Diametros e eargras de segaran^a das estacas
D
cent
C
kUgs.
D
cent.
C
kilgs.
D
cent
C
kUgg.
10
2 500
20
10.400
30
23.000
12
3.800
22
12.800
32
26 600
16
6.800
26
16.200
36
31.600
18
8.400
28
20.000
40
41.000
CRAVAgÀo DAS ESTACAS DE FUNDAgio. — Formulas de
Brix. — Nào levando em conta a compressibilidade da
madeira :
e (Q -^ q)"
^ 1 (j^hq
^ m p (Q + ^)2
e (Q + q)^
Q^ nhq
P-1^
T =
m
P (Q -f- q)''
mpT (Q 4- q)^
Q-^ hq
Sondo: Q, o peso do macaco do bate estacas, em kgs.;
q, peso da estaca, etn kgs. ; /i, altura da quéda do macaco
em millimetros; m, coefficiente de seguranga, segando
Eytelwein = 4 ; P, a maior carga em kgs. qq^ a eslaca
póde supportar sem cravar-se ; p = — , carga admissivel
em kgs. ; e, profundidade em millimetros de que a estaca
se deve cravar na ultima pancada do macaco (nega);
e\ eravamo em millimetros correspondente a urna pancada
do macaco ; T, profundidade telai de cravafào, em milli-
metros ; n, numero de pancadas.
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333 E8TAGA DE FUNDAgXO
Quando Q = 9, o macaco do bate-estacas actùa mais
yantajosamente possi vel.
Se se emprega uma proIoDga (faux^ieu) do peso (f,
tem-se :
^ ■" m e' (Q + qy {q' + q)^
. 1 (j'hqq'^
m p{Ct + qr tó' + q?
q é tanto maior quanto e' é menor.
Formulas de Redtenbacher: — Levando-se em conta
a compressibilidade da madeira :
Profundidade de cravagao por pancada :
aB\Q+ ^ 2E "/
Sendo : R, carga que a estaca póde supportar por mil-
limetro quadrado de secQào ; a, secgào da estaca em millì-
metros quadrados; /, comprimento da eslaca em niìlli-
metros ; E» modulo de elaslicìdade da materia de que a
estaca é constituida.
emprego de estacas de madeira é vantajoso quando
se verifica existir no locai em que se vae fazer fundagào
grande esptssura de terreno molle sobre camada de terreno
firme, apresentando, porém, terreno molle consistencia
indispensavel ao apoìo latterai das estacas.
Nas funda^Oes de pontes, as estacas sào cravadas com
um espacamento entro si de 0",75 a 1",5.
Nas fundagòes de obras destinadas a pequeoas sobre
cargas, espacamento póde altingir a 2 metro$.
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ESTÀGA ESTAGA AUXILIAR DB rOVELAMENTO 355
comprimento das eslacas ebega muitas vezes a no-
ta vel Dumero de metros; vejamos alguns exemplos: Na
ponte de Leivorno as estacas foram cravadas de 12 me-
tros. Noviaduclo de Voulzie, cravaram-se diversas com
24 metros. Na estrada de ferro de Cornwall ha viaductos
sobre estacas de 25 metros.
De 400 a 600 kgs. por centimetro quadrado é a carga
de esmagamento de urna estaca ; e a decima parte, 40 ou
60 kgs. por centimetro qnadrado. é a carga que a estaca,
batida e segura centra a flexào lateral, póde supportar.
Perronet é de opiniào que urna estaca supporta a
carga de 25 toneladas, desde que se nega a enterrar-se de
mais deO",01, depois de uma batida de 30 pancadas,
produzidaspor um macaco de 600 kgs.,equéda de 1",20,
ou depois de uma batida de 10 pancadas, com igual ma-
caco, e quéda de 3",60.
mesmo Perronet, em Neully, assentou 51 toneladas
sobre estacas de 0",33 X 0",33 de secgào transversal.
Cravou, porém, a estaca até é nega de 0"",005 depois
de uma batida de 25 pancadas de macaco de 600 kgs. e
quéda de 1°*,40.
Segundo Sauily, as estacas supportam com seguranga
quarenta tonelladas, desde que a nega é de 0^,042 por
batida de 10 pancadas de macaco de 750 kgs. e quéda
de 4 metros.
Estaca [Annel de — ]. — Quando se orava uma estaca
colloca-se no tòpo superior um annel de ferro batido para
receber as pancadas. Este annel tem geralmente 12^,50.
Estaca [Sapata ou ponteira de — ]. — As estacas que
sào cravadas em terreno onde ha pedras, levam no tòpo
inferior uma sapata pontuda de ferro, pesando geralmente
15 kilogrammas.
Estaca auxiliar de nivelamento (Tecb.)
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354 ESTAGA DE MUDANgA ESTAQÌO
Estaca de mudanga (Tech.) — K' assira chamada a
estaca que serve de estaQJo no nivelamento composto.
Estaca de parafuso (Consl.) — Pieu à vis. — Screw-
pile, — Schraubmpfahl. — Estaca de fuodagao munida de
parafuso de ferro, Da ponta. E' era vada por meio de rolagào.
Estaca de pregt) (Tech.) — E' assira chamada a es-
taca que serve de estagào ao transito.
Estaca fi^ccionaria.— A que nas medi^Oes representa
menos de 20 metros, ou um raultiplo de 20 melros mais
alguDS metros ou partes do metro.
Estaca inteira (E. de F.) — A medicào é fella nas
exploraQdes e locagOes de estradas de ferro» fìncando-se
estacas de 20 era 20 metros; ostacas ioteiras sào as mul-
tiplas de 20 metros.
Estaca intermediaria (Nivelra.) — Points inlermé-
diaires.
Estaca numerada (E. de F.) — Pieu nun^eroté. —
E$take marked wUh a number. — Nummerpfahl (pflóck),
Estacada (Const.)—Estacade,—Estockad.-'Pfahlwerk.
— Serie de eslacas de fundagào cravadas no terreno.
EstagSo (E. de F.) — Gare, slcUion. — Station or piai-
form. — Station, Bahnhof. — Ponto da linha era que os
trens parara para tornar ou deixar passageiros, cargas,
aniroaes, eie. As estagOes devem serapre estar assentadas
era pataraares e langentes.
Techi^logia da estaqào. — Abrigo. Ageocia. Arma-
zera. Bilheterìa. Botequim. Gorreio. Deposito de bagagem.
Deposilo dos carros. Deposito das locomolivas. Escriptorio
do telegrapho. Escriptorio do agente. Estagào. Latrina.
Miclorio. Para-choque. Parada. Piata-fórma de cargas.
Piata-fórma de passageiros. Postigo da venda de bilhetes.
Rampa de embarque dos aniraaes. Sala de espera. Vesti-
buio, etc. — [Vide eslaspalavras].
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ESTAgiO 535
CLASSIFICAgÀO BAS ESTA5ÒES, SE6UND0 GOSCHLER. —
Todos OS typos pódem ser classiflcados pelo seguiate
modo : Paradas. Estagóes secundarias. Esta(óe$ principaes.
Bifurcafòes. Grandes estagòes de passageiros. Grande» estar
(óe$ de carga. Goschler assim explica a sua classiflcao^o :
« A primeira classe contém as esta^Oes consagradas priu-
cipalmente ao servilo de passageiros; a segunda compre-
bende as esta^des onde o servilo de passageiros està
aDoexo ao de cargas ; a terceira renne os typos em que o
trafego por sua importancia exige a divìsào dos servi^os
em varios ramos, e installa(des especiaes ; as ultimas, em-
fim,compOem-se das esta^Oes excepcionaes,que apenas sào
encontradas nos pontos de parlida das grandes linhas ou
nas cidades de primeira ordem».
As estaQòes, comò é naturai, estào sempre nas proxi-
midades das estradas de rodagem.
Gonvém attender-se o mais possivel ao seguiate prin-
cìpio : edificio principal da eaagào deve ficar do lado da
localidade que ella tem de servir y e d esquerda do caminho
seguido pelos passageiros que se dirigirem d^essa localidade
para a estagào.
espacamento mèdio entro as estaQdes das estradas
de ferro é funcQdo do maior ou menor grào de desen?ol-
vimento das zonas que as linhas atravessam.
territorio brazileiro é immenso e pouco povoado,
de modo que ha longos trechos de vias ferrea^ passando
em terras onde nSo existem nucleos coloniaes, nem villas,
cidades, etc. Isto faz com que muitas vezes seja consi-
deravel a distancia entre duas estaQdes de urna mesma
estrada.
Gumpre notar que a parte do Brazil onde se desen-
volvem quasi todas as vias ferreas — a zona do litoral —
é a mais habitada.
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336
fiSTAgXO
Kunero e espa^amento medio entre as esta^dles das prindpaes
estradas de ferro do Brazil
ESTADOS
Ceari
B.Gnuid6 do Norie
Parahyba
Pemambaco
AlagOas
Bahia ...
Rio de Janeiro
S. Paulo:
Santa Gatharìna. .
B. Grande do Sol.
Minas Qeraes
ESTBADAS DE FEBBO
Buturité
Sobral
Natal a No?a Cruz
Conded'EQ
BedfeaPalmareB.. .. ..
Prolong, de Pemambaco. .
Limoeiro
Central
Paolo Affonso
Central
Nazareth
Santo Amaro
Central do Brazil <
Bio d'Ouro
St. Isabel do Bio Proto. .
Principe do Grìlo-Parà . . .
Macahé a Campos
S. Antonio de Padoa
BarEo de Aramama
S. Paulo e B. de Janeiro. .
SantoB a Jundiahy
Pauliata
Bio Claro
D. Thereza Christina. . . .
Bio Grande a Bagé. .....
Bio e Minas
15
6
13
14
18
10
15
11
8
29
5
5
84 (bl)
l(b.e)
11
7
12
9
9
4
15
18
SO
18
7
15
11
s
s
m
3 f
km
8.4
23.8
10.1
9.3
7 8
11.4
6.9
8.8
16.5
10.3
5.8
9.0
8.4
20.0
6.5
12.3
8.4
12.0
11.6
13.3
16.5
8 2
12 7
14.2
19.3
15
17
5I
109
129
121
121
125
103
96
88
116
288
34
36
725
20
65
74
92
96
93
40
232
139
243
241
116
280
170
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ESTAQiO 337
A classiflcdQào das estaQdes é feita de accordo com a
affluencia de carga e passageiros. Nào segue urna lei
absoluta; varia para cada estrada. As grandes vias ferreas
lem estacOes de 1', 2*, 3' e 4' classes, aléna das parada$\
as lìnhas menos importantes tém 2' e 3* classes apenas.
Nas economicas vias ferreas da Europa, taes corno a
de Eskbank a Peebles, Escossia, o servilo das eslagòes é
feito por um unico empregado ; os destìnatarios e expedi-
tores das mercadorias enviam pessoal para as manobras
dos wagòes (carregamento, descarga, engate no trem, des-
engale, etc.).
Descrevendo este servilo, M. Bergeron manifesla-se
pelo seguiate modo :
« A imi, le pvhlic étant appelé à [aire lui méme une
partie du cervice des gares, la compagnie du chemin de fer
oblient une economie comiderable dans son personnel. »
Vamos traduzir algumas consideragOes do engenheiro
Emile Level sobre as estradas de ferro agricolas dos Es-
tados Unidos, que sào oiuito applica veis às linhas identicas
do Brazil :
<( Os Està dos Unidos possuem linbas agricolas onde o
trafego se eflfectua com grande simplicidade. Vé-se ahi
trens que comsigo carregam o pessoal, os agentes neces-
sarios ao movimento, e que apresentam certa analogia
com um navio completamente equipado. pagamento das
passagens faz-se nos trens; os trabalbos de con«ervaQào,
expedigào, carregamento, descarga e recepcào das merca-
dorias estào, comò na Escossia, a cargo do expedilor ou
do destinatario. E' no carro das bagagens que se faz o
expediente de escripla. »
As linhas agricolas nào tém estagòes e sim plata-
formas muuidas de abrigos, de simples alpendres.
Diooioaario. 32
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338 ESTAQiO INTERMEDIARIA ESTAES DA FORNALHA
comprìmento das linhas de urna eslacào depende
do comprimento dos Irens que ella recebe.
Segando as clausulas que regulam as concessOes de
nossas eslradas de ferro geraes, as eslagOes devem conler
«... sala de espera, bilbeteria, accommodaQào para o
agente, armazens para mercadorias.caixas d'agua, latrioas,
mictorios, rampas de carregameolos e embarque de ani-
maes» balangas, relogios, lampeòes» desvios, cruzamentos,
cbaves, signaes e cércas.
<( As estacOes e paradas terào mobilia apropriada.
« 0$ ediflcios das estagdes e paradas terSo ao lado da
linba urna plataforma coberta para embarque e desem-
barque dos passageiros.
a As estacOes e paradas terào dimensOes de accordo
com a sua importancia. »
EstagSo intermediaria (E. de F.) — Station intermé-
diaire. — Intermediate station. — Zwischenstation.
EstagSo de mercadoria (K. de F.) — Gare de mar-
chandises. — Good$ station. — Gulerhalle^ Gulerschuppen.
EstagSo telegraphica. — Os apparelhos de urna es-
lagào lelegraphica corapòem-se de: ipilha do systema
Ledanché, (formada de varios elementos, conforme a dis-
lancia a que lem de ir oslelegrammas). 2 bussolas (galvano-
metros). i manipulador. i receptor. i commutador. 2 parar
raios. Campainhas de aviso (systema Paure).
Estae da tolda (Locom.)-- House estays. — Schulzdack-
stander. ^
Estaes da caldeira (Locom.) — Entreloises. — Boiler
stays. — Stehbolfsen.
Estaes da fomalha (Locom.) — Entretoises. — Pire box
stays. — Querbolzen der Peuerbiichse.
-y^
2^
P
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ESTAE8 DA FRENTE ESTATISTICA
Sendo: I, distancia enire os eixos dos eslaes; ft, a
maior pressào admissivel sobre chapasda caldeìra ; p, pres^
sào effectiva do vapor em athmospberas; e. espessura das
chapas da caldeira em centimetros.
Estaes da frente e de traz da caldeira (Locom.) — ...
— Braces to smoh box and frame.
Estaes do limpa-trilhos (Looom.) — ... — Cow-catcher
$tays. — Kreuzriegel der Rahnràumers (amerik.)
Estanho (Tech.) — Elain. — Tin or pewter. — Zinn.
— Empregado no fabrico da solda e no reveslimento do
ferro e do cobre. A cbapa delgada de ferro, coberta de
leve camada de estanho^é o que se chama folhade Flandres.
Estaqueamento (E. de F. ) — Piquetage. — Picket-
work. — Verpfàhlung. — As linhas de exploragào sào esla-
queadas de 20 em 20 melros.
Convém collocarla além d'essas estacas, oulras ero
todos OS accìdentes notaveis do terreno atravessado (bar-
rancos e leitos de rios e riachos, eie.)- Sào eslacas frac-
cionarias.
As collocadas de 20 em 20 melros — estacas irUeiras,
Na locacào, os alìnhamentos rectos sào eslaqueados de
20 em 20 metros. bem corno as curvas de raio superior a
180 metros; e as curvas de meoor raio, de 10 em 10 metros.
Estaquear (E. de F.) — Piqueter. — To stake otrf. —
Abpflócken, Abslecken (eine BahrUinie) .
Estatistica (Adm.) — Stali$tique. — Estatistic. — Sta-
tistik. •
Primeiro Congresso das Estradas de Ferro do BrazU
reconhecendo a Decessidade de se uniformisarem as esta-
tistìcas do trafego das estradas de ferro, daudo-lbes ao
mesmo tempo a precisa minuciosidade, é de parecer que :
I. — Muito convem que, além das tabellas geraes e
especìaes de receita e despeza, movimento de passagei-
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340 E5TATISTIGA
ros, etc, e de outros serviQos, neohuma estrada de ferro
prescinda de apresenlar tabellas especiaes da utilisagào dos
Ireos e vehiculos no transporte de mercadorias, passagei-
ros, etc , devendo nessas tabellas ser consignados os se
guintes dados :
ì . — Percurso kilotnetrico mèdio de um via-
iante de V classe /"< -= ^'
2. — Idem idem de 2* classe /^ = —^ —
3. ~ Idem idem de atnbas as classes .... /a = ^^
4. — Idem de 1 tonelada de bagagens, ou
encommendas /^ = —^*—
5. — Idem idem de animaes 75 = —Ìl-
^5
6. — Idem idem de mercadorias /« = -A—
^«
7. — Numero mèdio de vehiculos por trem
kilometro sr^=—~-
8. — Idem idem de viajantes por trem kilom. ^^ „ _f[3_
^< + e,
9. — Idem idem deloneladas de mercadorias
(inclusive animaes) por trem kilometro . . g^==.^ii±Jà
10. — Idem idem de viajantes de 1' classe
por carro kilomelro a, = — ^_
et
H. — Idetìa idem de viajantes de 2* classe
por carro kilometro Aa = ^^
12. — Idem idem de toneladas de mercadorias
por wagào kilometro carregado /i3 = _:^«_
13. — Idem idem por wagào kilometro carre-
gado e vasio *4 = ——-
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ESTEIO ESTOPIM 541
14. — Rejafào por cento entre o percurso dos wagOes
vasios e o percorso total dos wagOes vasios e carregados.
15. — Relagào por cento entre o percurso dos lugares
ofiFerecidos e o dos occupados.
16. — Rela§ào por cento entre o numero de toneladas
kilometros de mercadorias e a capacidade dos wagdes (car-
regados e vasios).
II. — Para uniformidade das estatisticas; devem as
emprezas organisar annualmente deus quadro estatistìcos
segundo os modelos A * e B, junlando-lhes a maior
còpia possi vel de informacOes sobre as condicOes technicas
da sua estrada e remettel-os, dentro dos primeiros mezes
de cada anno, a Secrelaria do Ministerio da Agricullura.
Commercio e Obras Publiras, onde serào archivodos».
A secrelaria d'Agricuitura lem por diversas vezes ten-
lado organisar a estalistìca das estradas de ferro do Estado
e das que tém garanlia de juros. Nada conseguiu até hoje.
Toma-se indispensavel a organisagào d'esle servilo,
som qua! sera impossivel a boa gerencia das vias ferreas.
Os quadros estatistìcos apresentados nos ultimos rela-
torios do ministerio da Agricultura, por muito complì-
cados, appareceram quasi que em branco. Urge estabelecer
quadros mais praticos.
Esteio (Const.) — Étai. — Prop. — Steife.
Estiva [Pequena ponte usada nos caminhos de ser-
vilo.] (E. de F.) — Passerelle. — Foot-bridge. — Ufufhràcke.
Estopa (Tech.) — Étoupe. — Tow. — Werg, Abwerg.
Estopim (Teclì.) — Méche (TeloupiUes. — Quick match.
— Zùndfadeii, Stoppine.
^ quadro A, por ser mnito grande, nSo transcrevemos ; contém 08
seg^inteR detalhes: Desigtia^ào das verbas da nECRiTk^ (Renda or-
dinaria e rendas extraordinarias ) e DbsignacÀo^ da despeza —
( Administra^ao^ trafego^ telegraphoy locomoqao e via-per^
manente). quadro É, està oa pag. 342.
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543
ESTÀTISTICA
Quadro do perenrso kilometrieo das uiiidades do trafef o,
material e tremi
DESIGNAgÀO
Locomotiyas
Trens de paMageiros.
„ mixtos
„ oargas
„ especiaes de viajantes ....
Total doB trens
Passageiros de 1* classe (inclasiye os
transportes gratis)
Passageiros de 2* classe (iDclasiye os
transportes gratis)
Total dos passageiros. . . .....
Bagagens e encommendas
Animaes
Mercadorias e carros
Carros de yiajantes de 1* classe...
2« n ...
Total dos carros de viajantes
Wagdes de bagagem
„ animaes
„ mercadorias, carregados.
„ „ Yazios....
f, „ carregados e
yazios ...
Total dos i^hicalos
Capacidade de carregamento dos wa-
gdes (em toDeladas-kilometro, dia-
poni?eis)
Logares offerecidos aos yiajantes :
de !■ classe
de 2* classe
Total dos logares offerecidos
QUANTIDADE8
M. (numero)
h n
h n
h n
h n
B.
^4 (tonelad.)
^6 n
PERCORSO
TOTAL
M' (kilomet.)
^2 ti
c
^2 »
^3 = ^1 + ^3
d, n
d, .
et n
^a n
63 = e^ 4- «a
«7 »
«8 — ^6 -^ «7
E. „
H. „
/a n
L = /< + /a
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ESTRADA DE RODAGEM 543
Estrada de rodagem (Tech.) — Rovte. — Road, way.
— Strasse. — Em todos os paizes, as vias ferreas com-
pletam-se com as estradas de rodagem. E' que eslas
attingerli aos pontos menos accessiveis, ramifìcam-se em
muUiplas direcQdes, e fazem convergir para as estradas
de ferro grandes eleroentos de Irafego.
Nera sempre os pequenos centros pódem manler urna
linha ferrea, mesmo de condicòes muitissimo economicas;
e, sendo-lhes iiidispensavel abrir franca passagem aos
productos necessarios a vida, a estrada de rodagem é a
melhor soluQào do problema.
Na America quasi nào ha verdadeiras estradas de ro-
dagem. Nos Estados Unidos a locomotiva foi rompendo as
mattas virgens e comsigo introduzindo a colooisagào e o
progresso. No Brazil tem havìdo menos desenvolvimento
na viaQào ferrea» e, mesmo assim, nunca se tratou sèria-
mente de outras vias de communicagào artificiaes, que» a
nào ser a Uniào e Industria^ nos Estados do Rio de Janeiro
e Minas Geraes, e a Graciosa, no Parane, nào existem.
Ha cargueiros, veredas, picadas, emflm, tudo, menos
estradas de rodagem em condigOes satisfactorias.
À Europa herdou de seus antepassados habitantes
uma completa réde de estradas de rodagem, que assombra
a moderna engenharia pelo criterio com que foi conce-
bida, pela solidez que apresenla, e pelos excellentes ser-
vìqos que ainda hoje presta ao movimento cynmercial
interno das nacOes.
E' tao evidente o auxilio preslado à viagào geral dos
paizes europeus pelas estradas de rodagem» que a con-
servagào das mesmas fórma no velho continente um dos
ìmportantes ramos de servilo, demandando machìnas
especiaes e bastante curiosas.
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344 ESTRADA DE FERRO
Estrada de ferro (Tech.) — Chemin de fer, vote ferree.
— Rail-road, railway. — Eisenbahn, Schienenweg. —
caracterìsiico da estrada de ferro sào os trilhos, sobre os
qnaes deslisam os vehiculos.
Ha eslradas de ferro de traccao animai, de Iracgào
eleclrica, de lrac?ào a vapor, de trac^ào hydraulica, e
algumas em que o peso dos trens que descem produz o
movimento dos trens ascendentes.
Os systemas em uso sào os seguintes : de locomotivas
de sìmples adherencia; de locomotivas com auxilio de
cremalheira, com auxilio de Irilho centrai, com au&ilio de
cabo; e o systema de planos inclinados e machinas fìxas.
No Brazil, além do systema ordinario, e do grande
numero de estradas de ferro de tracQào animai ou bonds,
ha linhas do systema Riggenbach — (estrada de ferro do
Corcovado e do Principe do Grào-Parà) ; do systema Fell
— (estrada de ferro de Cantagallo) ; e planos inclinados
— (estrada de ferro de Santos a Jundiahy).
Consta que em breve teremos o systema electrico gal-
gando a serra da Tijuca.
Das estradas de ferro do Brazil, sào de bitola de 1",60
as seguintes : Central do Brazil, até a estaQào de Laffayette,
Santos a Jundiahy, Bahia a Àlagoinhas, e Recife a Pai*
mares.
Tem bitola de 1",44, a estrada de ferro de Ja ragna ao
Bebedouro; de l^jiO, a estrada de ferro do Recife a
Olinda e Beberibe; de l'",20, a estrada de ferro de Ca-
xangé; de I^.IO, a estrada de ferro Uniào Yalenciana e
a estrada de ferro Cantagallo.
De 1" de bitola sào todas as outras, menos — aMacahé
a Gampos, a Barào de Araruama e a Campos a S. Sebas-
tiào, que tém 0°^,95 de bitola ; a Oeste de Minas, que tem
0",76 ; e a Vassourense e a Descalvadense, que tem 0",60.
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ESTRADÀS DE FERRO DO BRAZDL 345
Extensio em trafego dms «stradas de ferro dog Estados Unidos
do Bradi, em 1890
Estado do Para
\ m
Estrada de Eerro de Bragan9a 59,000
Estado do Ceard
Esmrada de Ferro de Baturìté 109,000
„ „ do Sobral 129,000
Estado do Rio Grande do Norie
Estrada de Ferro do Natal a No?a Craz. . . 121,000
Estado da Parahyba
Estrada de Ferro Conde d'Eu 189,000
Estado de Pemambuco
Estrada de Ferro do Becife a S. Francisco 125,000
Prolongamento da de S. Francisco 146,000
Estrada de Ferro de Carnaró 72,000
n „ de Cazangà 20,000
„ „ do Recife, Olinda, Beberibe 12,000
„ » do Limoeiro 141 ,000
Estado das Alagòas
Estrada de Ferro de Jaragaà ao Bebedooro 10,000
„ n Central das Alagoas 88,000
„ „ de Paulo Affonso 116,000
Estado da Bahia
Estrada de Ferro da Bahia a S. Francisco 123,000
Prolongamento da Estrada de Ferro da Bahia • 322,000
Estrada de Ferro de Santo Amaro 36,000
Eamai do Timbó 83,000
Estrada de Ferro Central da Bahia 815,500
„ „ de Nazareth 34,000
„ „ Bahia e Minas . . 142,000
Estado do Espirito Santo
Estrada de Ferro de Itapemerim 70,000
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346 ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL
Estado Federai
k m
Estrada de Ferro Central do BrazU ^ 896,688
„ „ Rio d'Owo 65,500
„ » do Corcoyado 4,000
„ „ do Norte 46,000
Estado do Rio de Janeiro
Estrada de Ferro Principe do GrSo-Parà 92,000
„ „ de Cantagallo 178,400
Ramai de Cantagallo 69,000
Liga^So da Leopoldina e Soinidoaro 92,600
Ramai de Macahé 146,518
Estrada de Ferro Macahé a Campos 96,000
„ „ BarSo de Aramama 42,000
„ „ Campos a S. SebastiSo 20,100
„ „ Santo Antonio de Padaa 98,000
„ „ Carangola 288,000
„ „ de Maricà 38,000
„ » de Rezende a Arèas 29,000
„ „ Santa Izabel do Rio Proto 74,800
» „ Sant'Anna 88,000
„ „ Uniào Valendana 64,000
Ramai Bananalense 18,000
Estrada de Ferro Rio das Flores 86,664
„ „ Vassoorense . . . , • 6,600
Estado de 5. Paulo
Estrada de Ferro de Santos a Jandiahy 189,000
„ „ S. Paulo e Rio de Janeiro 282,000
„ „ Paolista 250,000
„ „ Itoana.... 212,000
„ „ 8. Manoel 41,200
» ^ n Mogyana 775,000
„ „ Sorocabana 222,000
„ Bragantina 52,000
„ „ Rio Claro 265,000
„ „ Tanbaté a Tremembó 9,000
„ „ Descalvadense 14,000
„ ^ S. Vicente 20,000
„ „ Santo Amaro 9,000
1 A Burada dt Ptrro Centrai do BtomìI tem su» orlgem no Estodo Federai; mu
4Mtiitol?»-M p«los Bstodot do Blo de Jentiro, S. Paolo o Miiiai Oeraot.
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fiSTRADAS DE FERRO DO ESTADO 547
Estado de Minas Geraes
k m
Estrada de Ferro Leopoldina 768,818
„ „ Rio e Minas 170,600
„ „ Oeste de Minas 820,000
„ „ do Piào 61,000
Estado do Paratia
* Estrada de Ferro de Paranag^uà a Coritiba 111,000
Estado de Santa Catharina
Estrada de Ferro D. Thereza Christina 116^000
Estado do Rio Grande do Sul
Estrada de Ferro S. Leopoldo 48.000
y, „ Rio Grande a Bagó 288,000
„ „ Taquary a Cacequy, 306,000
„ „ Qoarahim a Itaqay 176,600
ExtensSo total em trafego 9.866,788
[Vide : Historico da estrada de ferro,]
Estradas de ferro do Estado [Glassìflcacào das — ]
— Pelo decreto n. 9417 de 25 de Abril de 1885, as es-
tradas de ferro do Estado flcaram classiQcadas pelo se-
guiate modo :
Estradas de /^ ordem. — As que tiverera um movi-
meato de trafego superior a 30.000.000 de toneladas-
kilometro por aono.
Estradas de 2*^ ordem. — As que tiverem movimento
de trafego de 5.000.000 a 30.000.000 de toueladas-kilo-
metro por anno, •
Estradas de 3^ ordem, — As que tiverem movimento
de trafego de 1.000.000 a 5.000.000 de toneladas-kilo-
metro por anno.
Estradas de 4*" ordem. — As que tiverem movimento
de trafego ìnferior a 1.000.000 de toneladas-kilometro
por anno.
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348 ESTRADA DE FERRO DE TRACgiO ANTMAL ESTRIBO
Estrada de ferro de tracgSo animai, bondes (E
(le F.) — Chemin de fer des$ervi par de$ chevaux. — Tram-
way. — Pferdebahn.
Estrada estrategica (Tech.) — Chemtn stratégique. —
Strategie rail-road. — Slralegische Bahn.
Estrado [dos carros e locomotivas] (E. de F.) —
Chassis, cadre, bali. — Frame. — Gestell, Dampfwagm-
gestell. — Parie da locomotiva onde assenlam os supportes
da caldeira, a fornallia, eie. Compòe-se de longeròes e
Iravessas. Os longeròes pódem ser de chapas de ferro de
0™,03 de espessura oq de ferro chato. Ha tambem de
madeira guarnecidos de chapas de ferro e algumas vezes
de chapas de ago.
Na travessa da freote do estrado sào fixados os para-
choques e os apparelhos de tracgào, e o limpa-trilhos,
na locomotiva americana.
Ha estrados interiores, oxteriores e duplos, conforme
as rodas fìcam collocadas. No estrado duplo as rodas
gyram enlre os longeròes, que tambem sào duplos.
prolougamento do estrado fórma a piata-forma da
tolda do machinista.
Os estrados dos vagòes pódem ser de madeira, de
ferro ou mixtos. CompOem-se de longeròes, de travessas e
de cruzes de S. André.
estrado do tender è tambem composto de longeròes
e travessas de ferro; n'elle assenta a piata-forma, onde
estào OS lanques e os deposìtos do combustivel.
Estrado de ponte (Pont.) — Tablier, — Bridge-floor.
— Brikkenbelag, — [Vide : Taboleiró],
Estribo (E. deF,) — Marche'pied,— Tread. — Fusstritt.
— Pega de ferro, flxada ao estrado da machina ou do
tender, servindo para dar accesso aos machinistas e
foguistas.
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ESTRIBO OU SUSPENSORIO EXCENTRICO DUPLO 549
Estribo OU suspensorio (CoDst.) — Ferragem pregada
ao pendural e abragando o olivel, na tesoura do madei-
ramento.
Estropo (Locom.) — Téle de bielle. — Sirop. — Bra^a-
deira de ferro, fixada por parafusos aos extremos do brago
conneclor e motor. — [Vide: Brago motor].
Estucar (Coosl ) — Plàlrer. — To plaster or to plaisier.
— Gipaen, vergipsen, verstucken. — Guarnecer um tecto
ou urna parede com estuque.
Estudos de um projecto de estrada de ferro (Adm.)
— Études d'un prò jet de che min de fer, — Pr eliminar y
work$ of a railway. — Eisenbahnstudie.
Estuque (Const.) - Stuc. — Stucco. — Sluck.
EvaporagSo (Tech.) — Évaporation. — Evaporation.
— Verdampfung, Evaporirung.
Eventuaes (Adm.) — Faux-frais, éventuels. — Even-
tuals. — Mehrauslagen. — Nos orcamentos de estradas de
ferro ó costume dar l) 7o do valor total para eventuaes.
Excentricidade (Tech.) — Excentricité. — ExcentricUy.
— Excentricitàt .
Excentrico (Locom.) — Excenlrique, — Eccentric. —
Excenlrik, Excenier. — Peca de metal da locomotiva, cujo
centro de figura nào corresponde ao centro de rotaQào,
tendo por firn transfurmar o movimento circular continuo
em rectilineo alternativo. Compòe-se de disco, annel e
barra. Serve para transmittir movimento às valvulas de
distribuicào, às gavetas. •
diametro dos excentricos, nas locomotivas, è dado
pela seguinte formula : D' = 0,15 D.
Sendo : D', diametro do excentrico ; D, diametro do
cylindro.
Excentrico duplo (Locom.) — Doublé excentrique. —
Link motion. — Doppelexcenter. — As locomotivas antiga-
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350 fXPAMSiO EXFLORAglO
mente tiDham um so excenlrico para cada gavéta ; isto
difficultava as manobras.
Foi engenheiro americano Hawlhorne quera leve,
em 1837, a idèa de empregar dous excentricos flxos : —
um que determina a marcba para a frente, outro que de-
termina a marcba para traz.
ExpansSo(Macb.) — Détente.expansion. — Expamion.
— Expansion. — Propriedade do vapor muitissimo apro-
veitada nas locomotivas.
Oapparelbo de distribuiQào tem o poder de inter-
romper — em um ou mais pontos do curso do embolo —
a admissào do vapor no cylindro. Quando se dà a inter-
rup^o, vapor que jà està no cylindro expande-se e
actua sobre o embolo* completando o curso. Quando o
embolo, depois, cometa a voltar, o vapor escapa-se.
ExpansSo variavel (Locom.) — Détente variable. —
Variable expansion. — Verànderliche Expansion. — Quando
vapor é sempre cortado no mesmo ponto do curso, a ex-
pansào é flxa ; quando é cortado em differentes pontos,
é variavel. As locomotivas sào macbinas de expan-
sào variavel, segundo os gràos em que foi calculada a
distribuiamo.
ExpedigSo (E. de F. ) — Expédition. — Dispatch. —
Expedition, Absendung.
Experiencia (Tech.) — Expérience, épreuve. — Experi-
mera, trial, proof. — Probe. [Vide : Prova].
Ex^oragSo (E. de F.) — Études. — Sarvey. — Explo-
ration. — Escolha, entre dous pontos extremos, da zona
mais vantajosa para o tragado de uma via-ferrea. A Ex-
plorafào consta de tres operacòes: — T, Tragado do eixo
poljgonal sobre o terreno. 2\ Determinagào das alturas
de todas as estacas do eixo polygonal. 3', Topographia
do terreno até 80 ou 100 metros para cada lado do eixo.
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f
EXPLOfilO EXPRESSO S5i
Na !• opera§ào emprega-se o transito de Gurley ou de
YouDg. eixo deve sujeìtar-se i declividade maxima
adoptada ; deve ser tragado de modo a dispensar o mais
possivel grandes trabalhos de terra, lunneis, eie, e deve
coDter curvas em que nào haja raio inferior ao minimo
marcado nas instrucgOes.
Os dados colhidos n'esle servilo sào registrados em
caderneta. — [Vide : Cadbmeta de exploragào].
A 2* operagào — nivelamento longitudinal do eixo —
e execulada com o nivel de Gurley. — [Vide : Caderneta
de nivelamento].
A 3* operagào — tomada de secfOes Iransversaes — ó
execulada a pantometro e clinometro. — [Vide : Caderneta
de secgòes tran$ver$ae$].
Sómente a pratica ensina ao engenlieiro as regras in-
dispensaveis à escolha do terreno por onde deve passar
uma linha de exploragào. — [Vide: Reconhecimento].
ExplosSo (Mach.) — Explosion. — Explosion. — Zers-
pringen oder Bersten eines Ke$sels. — Nas locomotivas rara-
mente dà-se explosào, visto as caldeiras serem munidas
de todos OS apparelhos preventivos — valvulas, mano-
metros, tubos indicadòres do nivel d'agua, etc, — e visto
tambem serem as machiuas minuciosamente examinadas
antes de entrar em servigo.
Vamos dar as causas principaes de explosào da cai-
deira : Falta de alimentagào ; excesso de pressao, nào
podendo fanccionar a valvola de seguranga ; ^teilo de
construcgào ; incrustagOes e grandes depositos ; estrago
pelo uso prcAongado, etc, etc. — [Vide : AbaixamerUo do
nivel d'agua].
Expresso (E. de F.) — Rapide, exprès. — Express-
train. — SchneUzuy, Eilzug. — Trem directo entre duas
esta^Oes.
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3K2 EXTD^GClODAGÀL-' — ^ EXTRADORSO
Extincgao da cai (CoDSl.) — Extinction de la dmux,
— Slacking oflime. — Emlóschung, Lo$chen des Kcdkeg. —
Operando execulada quando. se quer reduzir o calcareo
qaeimado z cai. Ha tres processos de extinc^o :
l^ Extincfào ordinaria. — Regam-se as pedras calci-
oadas e por meio de um rollo de madeira ou ferro redu-
zem-se a pò. Evita-se que a agua faga pasla.
2". Extiru^ por immersào. — CoUoca-se a cai viva
dentro de cestos e mergulham-se estes, por algans iaslan-
les, dentro d'agua
3^ Extiru^ expoTOanea. — ExpOe-se a cai viva ao
ar livre. A humidade vae sondo absorvida, e as pedras.
calcinadas vSo se reduzindo a pò.
A cai exlincta nàodeve flcar exposta ao ar livre ; deve
ser convenientemente guardada.
Extradorso (Const.) — Extrados. — Exlrados. — Ex-
trados, Aussenflàche eines Gewólbes. — Superficie externa
da abobada.
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DICCIONARIO
ESTRADAS DE FERRO
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DICCIONARIO
ESTRADAS DE EERRO
Sciencias e Artes Àccessorias
ACOMPANnADO DE UM
VOCABOLARIO EM FRANCEZ, INGLEZ E ALLEMiO
POR
FRANCISCO PICANgO
(NATURAL do B8TADO DO RIO GRANDE DO 8UL)
Sngenheiro Civil,
Bacharel em leienoUB phjrioM • mathematiou. Bedaeior da Bmtitta d$ BtiraJai d9
Ftrro^ Fandador da Kmista dt Bngtnharia^
Membro effectiTO do Institato Polyieclinico Brasileiro,
Laureado com a Hodalha Hawkihaw. Sodo bonorario do Club de Eogenbaria,
CoUaborador da SecfSo BrazUeira na EzpOBÌ9Ìo Uaiversal de Antaerpia,
Laiareado oom a Hedalba de Prato da meana expoiiiclo.
Membro da Commisero ExecntlTa da Primeira Bxposi92o de Caminbos de Ferio
Bruileirott etc., «lo.
VOILiTJli^E II
RIO DE JANEIRO
Imprbnsa a vapor H. LOMBAERTS & Comp
7 — rua dos ourives — 7
1892
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AO LEITOR
Com esle segundo volume completo a publica^o do
DiccioDario de Estradas de Ferro.
Por falla de xilographos, deixo de dar algumas figuras.
Fiz pomvely porém, para tornar o texto comprehensivel,
mesmo iem esse grande atixiliar.
Pego aos Collegas que corrijam e augmentem o meu
trabalhOy desculpando às lacunas de urna primeira edifào.
Terei immenso prazer, dar-me-hei por muilo recom-
pensadOy se esle modesto limo [ór o ponto de partida de uma
importante obra, organisada por dislinctos profissìonaes.
Rio de Janeiro^ 2i de Fevereiro de i892.
FUANaSCO PlCANCO,
Bngenbeiro Civil.
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ei?:r-a.t-a.
»g.
Linha
Krro
Emenda
1
17
Degossir
Degrossir
]3
18
diametro interno
diametro externo
IB
19
diametro extemo
diametro interno
47
10
eixo fino
eixo fizo
112
13
pressSo
pressao, de ezpansào variaTel
e sem condensag&o
129
5
cinter
cìntrer
154
3
Niche
Man hole
165
25
nÌTelamento
Os niyelamentos
184
33
Magico
Ma88Ì90
190
7
oa
08
214
25
1—0,1306/
1—0,00186/
219
15
piò droits
piédroits
297
16
nas de bitolade
nas de
299
18
comprimente; L
comprimento L
802
8
estatisticas
estaticas
304
9
Contra-frio
corta-frio
N. B. — No volnme I, i pagina 171, substitna-se a formula:
pela seguinte :
100 ^
1000 ^
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digoionàbio de estbàdàs db fbbbo
F
Face plana do cylindro (Mach.) — Bande du cylindre.
— Cylinder face or cylinder's back piate. — Cylinderdeckel.
Fachada (Arch.) — Fagade. — Front of a building. —
Front, Fagadcy Aussenseite. — Nos ediflcios de estradas
de ferro, principalmenle nas eslacòes, as fachadas devem
ser elegantes e sempre dotadas de sentido moral. Os cara-
cterislicos princìpaes sào os amplos portOes e o grande re-
logie cercado de emblemas apropriados.
Fachada lateral (Areh.) — Fagade de cóle. — Side-
face, flank-front. — Seitenfront, Seitenfagade.
Fachada principal (Arch.) — Fagade principale. —
Principal'front or main-face, — Hauptfagade.
Fachina (Const.) — Fascine. — Fascine. — Faschine.
— Meio de preservar os pés dos laludes dos alerros, da
ac(jào das aguas, composto de galhos de arvores. E' mais
usado na engenharia militar.
Falquejar a madeira (Const.) — Degossir le bois. —
To bavlk or lo rougìi-hew. — Bewaldrechlen.
Falsa estaca (Const.) —Fausse pieu. — ... — Fehlge-
gangener Pfahl. — [Vide : Prolonga\
Diooionarlo
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FALSA NEGA FEITOR
Falsa né^a (Constr.)— Fausse réfus.— . . . —FaUche
Versagung. — [Vide : ?féga].
f also-olivel. — Pega da tesoura de um madeiramento
parallela ao oli vai.
Fasquia [laboa delgada] (Const.) — Tringle ou ais. —
Board or baUens. — Di4e, Bohle.
Fazer partir um trem (E. de F.) — Lancer un train.
— To start a train. — Einen Zug ablassen.
Fazer péga [a argamassa] (Const.) — Faireprise. —
To harden. — Erhàrten. — [Vide : Argamassa], .
Fechadora (Const.) — Serrare. — Look. — Schloss.
Fècho de abobada (CoDSt.) — Clef de la voéle. —
Crown, key-stone. — Schlusstein.
Feitor (E. de F.) — Chef d!equipe. — Fore man ofroad
repairs. — Vorman. — ^ào do regulamenlo da Estrada de
Ferro Central do Brazil os seguinles artigos, determinando
as obrigacOes do feilor :
<( 1% Percorrer todas as manhàs seu distficto, exami-
nando minuciosamente o eslado dos Irilhos, juntas, dor-
mentes, lastro, taludes, chaves, passagens de nivel e obras
de arte. Marcar os logares em que haja necessidade de
reparacdes urgentes, afim de n'ellas empregar de prefe-
rencia a sua tarma, emquanto nào receber dos superiores
ordens contrarias. A' tarde, antes de dei\ar a linha, farà
outra visita, veriflcando se tudo se acha em bom estado
e se nào bo necessidade de tomar alguma providencia para
assegurar a marcha dos trens durante a noile. 2% Apertar
OS parafusos que affrouxarem, levantar as juntas dos .
trilhos que abaterem, calgal-os e compor o laslro na fórma
das instruccOes que Ihe forem dadas. 3% Cuidar dos es-
gotos, desobstruir as valletas e fazer todos os Irabalhos
necessarios para evitar que as cbuvas eslraguem o leito
da estrada. 4% Remover toda a vegela^ao do leilo da es-
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FETTOR 3
Irada, das valletas lateraes, boeiros e poiiles. 5% Con-
servar sempre rogadas as margens da linha e bem assim
as pìcadas por onde passa a linha telegraphica, de modo
que OS galhos nào toquem nos flos. 6% Arrecadar as fer-
ramenlas e utensìlios do uso de sua turma, pelos qmes
sera pecuniariamente responsavel. 7% Ter sempre presente
no servico a bitola da linha e regua de nivelar com suas
pertengas. 8% Conservar a boa ordem e moralidade no seu
pessoal, dando parte quando houver insubordinados para
serem puuidos. 9% Ter a linha desempedida vinte minutos
aotes da bora da passagem dos trens de tabella ou dos que
forem annunciados. 10, Ter sempre no servilo as cader-
nelas de ponto e de viso. H, Acudir promptamenle com
toda sua gente, quer de dia quer de noite, aos cbamados
dos empregados do Irafego, em qualquer ponto em que
sua presenta fór necessaria. 12, Mandar rondar a linba
por um trabalhador de sua conflanga, pela manbà, antes
da passagem do prime! ro trem, e depois, segundo as
instrungOes que Ibe forem dadas pelos cbefes de divisào,
por intermedio dos mestres da linha. 13, Os feitores exa-
minarào em suas visitas a linha telegraphica, com a
mesma attengào que a via ferrea e farào reparar imme-
diatamente qualquer avaria ou desarranjo, empregando
OS objectos de reserva deposi tados nas subdivisOes ou nas
lurmas. Assignalarào sem demora ao mestre de linba,
cbef(^ de divisào ou agente da estagào mais proxima as
reparagOes que nào puderem fazer. 14, Logo que qualquer
feitor receba aviso de haver perturbagào no telegrapbo,
deve, se possivel fór, percorrer seu districto examinando
attentamente a linha telegraphica e, se nào encontrar a
causa da perturbagào, transmitlirà o aviso à turma se-
guinte, onde o feitor procederà da mesma fórma até à
turma immediata e assim por diante. feitor que des-
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FELDSPATH FERRO
cobrir a perturbagào se conformarà com as disposigòes do
artigo antecedente. 15, Para as inspec(8es que seflzerem
na linha telegraphica, deverào estar munidos de urna
escada quealcance a extremidade superior do poste, afim
de que possam verificar se as cruzetas ou ferragens, bem
corno OS isoladores, estào bem seguros e se os fios estào
bém presos. 16, Logo depoìs de urna tempestade deverào
OS feitores inspeccionar a linha telegraphica.. 17, Se al-
guma turma deixar o servilo à noite, Beando a linha em
estado que nào permìtta aos trens andarem com a veloci-
dado regulamentar, o feitor deverà collocar n'esse logar
uno homem de sua conQanga para arvorar, i passagenl
dos trens, o signal verde. »
Feldspati! (Tech.) — Feldspalh. — Feldspar or felspar.
— Feldspath. — Silicato duplo de alumioio e de um alcali.
li' riscado pelo qaarlzo, e risca o vidro. Tem para peso
especiflco 2,763 no maximo. Brilhante, branco, amarello
ou vermelho.
Femea da porca (Const.) — Taraud. — Screw tap. —
Schneidbohrer.
Fenda da caldeira (Mach.) —Fuite. — Leakage. — Leck.
Ferragem (Tech.)— Ferrure, ferremenl. — Iron-work.
— Eisenbeschlag.
Ferramenta (Tech.) — OutiL — Tool. — Werkzeug.
Ferrar urna estaca de fundagSo (Const.) — Saboter
une pieu. — To shoe a pile. — Collocar-lhe uma sapata
de ferro, para que ella melhor perfnre o terreno.
Ferreìro (Tech.) — Forgeron. — BlacksmUh, — Schmied^
Hammerschmied.
Ferro (Tech.) — Fer. — Iron. — Eisen. — Melai
mais empregado nas iodustrias. Peso especifico 7,783.
Entra em fusào a 130*^ do pyrometro Wedgewood, ou
a 10.393'» centigrados.
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FERRO ACERADO FERRO EM ^-
Ferro acerado (Tech.) — Fer aciéreiuc. — Steely iron.
— Feinkorneisen.
Ferro cli|Lto (Tech.) — Fer méplat. — Flat-iron. —
Flacheism. — Para acharse o peso dos ferros chatos —
para um melro de complimento — multiplica-se a largura
pela espessura e o total por 7^,788.
Ferro corrugado (Tech.) — Fer corrugué, tóle corrtir
guée. — Corrugated iron, — Runzeleism. — Empregado
em coberturas.
Ferro de plaina (Tech ) —Fer de rabot. — Piane iron.
— Kobeleisen.
Ferro de pua (Tech.) — Cintre. — Center-bit or centre'
bit. — Bohrklinge.
Ferro de soldar (Ferr.) — Fer à souder. — Soldering-
iron. — Lótheisen.
Ferro em barras para triihos (Tech.) — Fer en barres
pour les rails. — Rail-iron. — Paketirtcs Schieneneisen.
Ferro em barras (Tech.) — Fer en barres. — Iron in
bars. — Zaineisen.
Ferro em C (Tech.) — Fer àC. — C iron. — C eism.
Ferro em chapas (Const.) — Tóle. — Sheet iron. —
Eisenblech.
Ferro em folhas ondulado (Const.) — Tóles ondidées.
— Empregado em coberturas de armazens de mercado-
rias, etc.
FOLHAS DE FERRO ONDULA DAS/ DA FUNDIQÀO DE MONTATAIRE
Dima, das folhfts Altnra da onda Larg. da onda
Grandes ondula^des. .... Qm, 854X2^,000 0^,082 0^,166
Médias „ .... 0m,740X2m,500 0^,028 0ni,1865
Pequenas ^ .... 0^,500 XI"™, 100 0^,018 0^,076
«
Ferro em-|- (Censi.) — Fer en barres faconné en+. —
-^-iron. — Kreuzeisen.
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FERRO EM LAMINAS EERRO EM U
Peso das ehapas de ferro, por metro qaadrado
Espessura das ehapas
Peso em kilogs., se-
Peso em kilogs , se-
em milliroetros
gando G. Wanderley
gando Oppennann
V4
Va
1,947
3,894
1
7,78
7,788
2
16,676
23,364
3
23,34
4
31,164
38,940
6
38,90
6
46,68
46,728
7
64,46
54,616
8
62,24
62,304
9
70,02
70,092
10
77,80
77,880
11
85,58
. 85,668
. 12
93,36
92,456
13
101,14
100,234
14
108,92
109,032
16
116,70
• 116,820
16
124,48
124,608
17
132,396
18
140,04
140,184
19
147,972
155,760
20
155,60
Ferro em laminas (Tech.) — Fer en lames. — Iron
piate. — Gewalzte Eisenblech^ Walzblech.
Ferro, em laminas, forjado (Tech.) — Fer en lames
forge. — Hammered iron-plate, — Hammerblech,
Ferro em duplo T (Const.) — Fer en T doublé. —
Doublé T iron. — DoppeUT-eisen.
Ferro em T (Const.) — Fer enT. — T iron. — T-eisen.
Ferro em U (Const.) — Fer àU. — U iron. — U eisen.
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FERRO EM V FERINO LAMINADO
Ferro em V (Const.) — Fer en V. — V iron. — V eisen.
— Empregado em cumieiravS, etc.
Ferro fibroso (Tech.) — Fer fihreux. — Fibrom iron.
Sehnige Schmiedeisen, Zugeisen. — Entra na fabrica^slo da
alma e da sapala do trilho Vignale.
Ferro forjado (Tech.) — Fer forge. — Wrought-iron,
hammered iron. — Hammer eisen, Schmiedeisen. — Balido,
em estado rubro, sobre a bigorna ou no martinete. Cin-
zento claro. Textura nervosa. Dotndo de grande lenaci-
dade, que varia segundo o grào de pureza do metal. Os*
ferros de superflcies forjadas oxidam-se menos facilmente
que OS de superflcies limadas.
Ferro fundido (Tech.) — Fonie. — Casl-iron. — Gus$-
eisen. — E' combinado com urna certa quantìdade de car-
bone, nos trabalho^ dos fornos allos. Tem grande numero
de applicacòes nas pecas sujeitas a compressào.
Ferro galvanisado (Tech ) — Fer galvanisé. — Calva-
nized iron. — Galvanisirte Eisen.
Ferro guza (Tech.) — Gueuse. — Pig-iron. — Ganx^
Flosseisen.
Ferro laminado (Tech.) — Fer lamine. — Rolled-iron.
Walzeisen. — que é passado no laminador. Mais homo-
geneo que p forjado^ tem mais elasticidade e cohesào,
e mais resìste aos esfor(^s de tracQào. Bastante usado
na confecQào de columnas ócas, onde as laminas reunem-
se por meio.de rebites, e no fabrico das cabegas do trilho
Vignale.
ClassiBcaQào geral dos ferros laminados das forjas da
Franca (segundo Oppermaan) com as dimensOes de cada
aniostra.
Primeira classe. — Carrés. de 18 a 61 (millimetros) ;
lìonds : de 21 a 68 ; Ptats: de 40 a 115 sobre 9 e mais ;
Plats: de 27 a 38 sobre He mais.
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FERRO QUADRADO FERRO ZORÉ
Segunda classe. — Carrés: de 12 a 17 (millimetros) ;
Gros carrés : de 62 a 81 ; Ronds: de 14 a 20; Gros ronds:
de 69 a 81 ; Plats: de 40 a 115 sobre 6 a 8 e mais; Gros
plals: de 120 a 162 sobre 12 e mais.
Terceira classe. — Carrés: de 9 a 11 (millimelros); Gros
carrés: de 82 a 95 ; Ronds: de 9 a 13 ; Gros ronds: de 82 a
95 ; Banddeltes : de 20 a 36 sobre 4 1/2 e mais ; Aplatis : de
40 a 115 sobre 4 1/2 e mais; Plats: de 120 a 162 sobre 7
ali; Piale bande demi-ronde: de 27 a 40 sobre 7 e mais.
Quarta classe. — Carrés: de 6 a 8 (millimetros); Gros
carrés: de 96 a 108; Ronds: de 6 a 8; Gros ronds: 96 a
108; Bandelettes: de 14 a 18 sobre 4 1/2 e mais; Aplatis:
08 sobre 3 1/2 e mais ; Piate bande demi ronde: de 16 de
18 a 1 a 25 sobre 7 e mais.
Ferro quadrado (Tech.) — Fer carré. — Square iron.
— Walzeisen, Quadrateisen.
Ferro redondo (Coust.) — Fer rond. — Round-iron.
Rundeisen.
Ferro semi-redondo (Tech.) — Fer demi rond.—Half-
round iron. — Halbrundeisen.
Ferro relaminado (Tech) — Ferro veiho, trilhos, etc,
passados no forno e no laminador. E' muito superior ao
ferro laminado, pois que a nova fusào augmenta-lhe as
antigas propriedades. Usado no fabrico de trilhos. A in-
vencào pertence ao industriai inglez Baine.
Ferro [VergalhOes de — ]. — Ferro de maior bitola en-
contrado no commercio. Tem para seccào transversai
0'",13x0",13 ou nas medidas inglezas 5 pollegadasX5
poUegadas. Tambem ha vergalhóes redondos, tendo para
diametro do circolo da seccào transversai : 0'",13.
Ferro Zoré (Tech.) — Fer Zoré. — Zoré-iron. — Zore
Eisen. — CoUeccao de ferros laminados, fabricados pelo
industriai Zoré. Apresenta fórmas variadas.
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TABELLA DOS FERROS QUADRADOS
Tabella dos ferrds qnadrados desde O^^OOl até O^^llO de grossara,
eom sea peso por 1 metro de eomprimento
1
00
fi
B
1
1
i
1
i
s
o
5
5
S
mUl.
kil. gr.
mìU.
kil. gr.
mill.
kil. gr.
ì
008
38
H 246
75
43 806
2
031
89
11 806
76
44 983
3
070
40
12 451
77
46 176
4
125
41
13 092
78
47 382
5
195
42
13 738
79
48 666
6
280
43
14 400
80
49 843
7
382
44
45 078
81
51 097
8
498
45
15 771
82
52 367
9
631
46
16 479
83
53 632
10
779
47
17 204
84
54 952
11
942
48
17 944
85
66 208
12
1 121
49
18 699
86
57 600
13
1 816
50
19 470
87
58 947
14
1 526
51
20 257
88
60 310
15
l 752
52
21 059
89
61 689
16
l 994
53
21 876
90
63 088
17
2 251
54
22 710
91
64 486
18
2 523
55
23 559
92
65 918
19
2 811
56
24 423
93
67 358
20
3 115
57
25 303
94
68 815
21
8 435
58
26 199
95
70 287
22
8 769
59
27 110
96
71 774
23
4 120
60
28 036
97
73 262
24
4 486
61
28 979
98
74 776
25
4 868
62
29 937
99
76 330
26
5 265
63
30 911
100
77 880
27
5 677
64
31 900
101
79 445
28
6 106
65
32 884
102
81 026
29
6 550
66
33 925
108
82 623
30
7 009
67
34 900
104
84 236
31
7 484
68
35 012
105
85 863
32
7 975
69
37 079
106
87 506
33
8 481
70
38 161
107
89 165
34
9 003
71
39 259
108
90 839
35
9 540
72
40 373
109
92 529
36
10 093
73
41 602
110
94 235
37
IO 662
74
42 647
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10
FERROS REDONDOS •
• FERROLRO
Tabella dos ferros redondos de li°,001 até 0(n,100 de diametro,
com sea peso por 1 metro de eomprlmento
©
6
a
5
©
1
2
5
1
kU. gr.
Cj Diametro
£
min.
kil. gr.
min
kil. gr.
2
024
35
7 496
68
28 294
3
055
36
7 930
69
29 133
4 ,
098
37
.8 377
70
29 983
5
158
38
8 836
71
30 846
6
220
39
9 807
72
31 721
7
300
40
9 791
73
32 548
8
392
*4l
10 280
74
33 508
9
496
42
10 794
75
34 119
10
612
43
11 314
76
36 343
11
740
44
11 846
77
36 280
12
881
45
12 391
78
37 228
13
1 034
46
13 048
79
38 189
14
1 199
47
13 517
80-
39 162
16
1 377
48
14 098
81
40 147
16
1 506
49
14 692
82
41 144
17
1 768
50
15 296
83
42 154
18
1 983
51
15 916
84
43 176
19
2 209
52
16 546
85
44 210
20
2 448
53
17 183
86
45 256
21
2 698
54
17 813
87
46 315
22
2 962
55
18 510
88
47 380
23
3 237
56
19 189
80
48 469
24
3 525
57
19 881
90
49 563
25
3 824
58
20 458
91
50 671
26
4 136
59
21 200
92
51 791
27
4 461
60
22 028
93
62 923
28
4 797
61
22 769
94
54 067
29
5 146
62
23 521.
95
65 224
30
5 507
63
24 286
96
•56 393
31
5 880
64
25 063
97
57 574
32
6 266
65
25 863
98
58 644
83
6 664
66
26 664
99
59 972
34
7 074
67
27 468
100
61 190
Ferrolho (Const.) — Verrou ou loquet. — latch or
boU. — RiegeU
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FERRO-VIA OU VIA-FERREA FLECHA il
Ferro-via ou via-ferrea (Tech.) — Chemin de fer. —
Rail-road. — Eisenbahn. — [Vide : Estrada de ferro],
Ferrugem (Tech.) — Rouille, — fiusì. — Rosi. — Per-
oxido de ferro hydratado. Camada de pò Ano e vermelho
escuro, que ataca o ferro quando exposlo ao ar Bumido.
^A ferrugem corroe o ferro. Preserva-se o melai conlra os
seus effeilos e presenga por meio de pinturas a eleo.
Fiada [de pedras ou de tijolos] (Const.) — Assise.—
Course. — Schicht, Lage.
Fianga (Adm.) — Cautionnemenl . — Security. — Kau-
zion. — Circulares : de ii de Janeiro e de 12 de Novembro
de 1880.
Ficba (Tech.) — Fiche — Countcr. — Messpflock. — Baste
de ferro empregada pelo medidor para eslicar a corrente.
Filale [fazeuda para fazer as bandeiras de signaes].
— Etamine, — Bunfing. — Fahnentuch.
Filete (Arch.) — Filet ou lislel. — Fillet. — Leislchen.
Filtro do tanque do tender (E. de F.) — Panier à
fiUre. — Coue de cobre, munido depequenos oriflcios, que
deìxa passar a agua vinda dos reservalorios, e detem os
corpos estranhos.
Fio de ferro. — [Vide: Ararne de ferro].
Fio de rosea do parafuso (Tech.) — FUlel du vis. —
Screw thready Schraubenschneide.
Fio telegraphico (Tech.) — FU télégraphiqtie. — Tele-
graph-wire, — Telegraphendraht.
Fiscalisag3o (Adm.) — Surveillance. — . . . — Aufsicht.
— [Vide; Engenheiro fiscal].
FiscalisagSo das emprezas de viagSo ferrea. —
Aviso de 11 de Janeiro de 1883 ; Decreto n. 8947 de 19
de Maio de 1883.
Flecha [devida a flexào] [Tech.]— Flèche^—DefkctiQn.
PfeU des Durchbuges.
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12 FLBCHA DE ABOBODA OU DE ARCO FLEXAO
Às flechas da curva torà para as diversas dìsposiQOes
de vìgas e cargas sào dadas pelas seguintes formulas:
/•= 1- ^^ i ^^^ engastada por rnn extremo e carregando no outro
^ "3 EI (opesoP.
- _ _!_ PP ( Viga assentada sobre deus apoios e carregada no meio
•^ ~" 48 EI ( com peso P.
-__ _1_ PP ^ Viga engastadd pelos eztremos e carregada no meio com
192 EI
( Viga eni
(o peso P.
^_ 6 pl^ ( Viga assentada sobre dons apoios e carregada onifor-
384 EI ( memento de p por metro corrente.
._ 1 pl^ i Aiga engastada pelos eztremos e carregada unifomie-
•^ "~384 EI (mente de p por metro corrente.
Sendo : h momento de inercia ; E, modulo de elasli-
cidade.
Valores médios de E por metro quadrado :
Carvalbo 900.000.000
Ferro fundido 10. 000. 000. 000
Ferro 20.000 000. 000
Ago 22.000.000.000
Flecha de abobada ou de arco (Const.) — Flèclie ou
montée. — Rise or pitch. — Bogenstkh^ Pfeil.
FlexSo (Tech.) — Flexion. — Flexure. — Biegv/ng.
riex3o [Resistencia a — ] — Formula geral para as
vigas submetlidas à flexào :
M = R —
f
Sendo: M, momento de ruptura da viga ; R, coefQcienle
de resistencia a flexào; I, momento de inercia da secgào
da viga ; z, distancia da fibra mais alongada ou da mais
comprimida à Qbra neutra.
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PLEXÀO
15
Yalores praticos de B por millimetro qaadrado
Desìgna^ào dos materiaes
Carvalho
Pinho vermelho
Vigas arroadas
Vigas de ferro
Vìgas de ferro fandido
Vigas de a^o
COEFFiaENTB DE
raptura
6 a 7 kg.
5 a 6 „
3 a 4 „
30 a 40 „
20 a 25 „
60 a 80 „
segoran^a
0,6 a 0,8
0,6 a 0,7
0,8 a 0,5
6 a 10
2 a 8
12 a 20
Yalores de— -para differentes see<^oes
Sec^o da viga
I
Z
Z =
Qaadrado de lado = e
C3
6"
0,118 c3
bh^
6
bh^
24
0,l9r3
^i«=0,0982i
82 D
BH3 — ^/i3
bH
e i
vt
6
2
0,58r
à
2
D
2
D
2
H
2
Lozango de lado = e
Bectangulo = bxh
TrianguloSJ^^r = ^J
^ Moaltara=:^)
Semi-circalo de raio = r
Circalo de diametro = d ,
Annel circukr dej '^''"»«*" "J*™*» = ^|. . .
( „ externo =d)
( diametro menor = d )
Duplo T, sendo : H, altura total ; h, aitar**
entre as faces iateraas das raesas ;— , es-
peflsara da alma ,
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14
FLEXiO: VALORES DO MOBfENTO M
TaloreB do momento M
I— VI6A8 CARRE6ADAS DB UM PESO P
Disposi^ào da viga e da carga
Viga engastada por um extrerao e carregada no outro .......
Viga descansando sobre dous apoios e carregada no meio
Viga descansando sobre dous apoios e carregada em um ponto
qualqner
Viga descansando sobre dous apoios e carregada em dous pon-
tos symetricos
Viga engastada por um extremo, apoiadn pelo outro e carre-
gada no meio. •
Viga engastada p«lo3 extremos e carregada no meio
M:
P/
P/
4
Pmxn
/
?m
3P/
P/
8'
Yalores do momento M
II — VI6AS CARREGADAS UNIFORHEUKflTE DO PESO ;?— POR HETRO CORRENTE
Disposiglo da viga e da carga
Viga engastada por um extremo e livre pelo outro. .
Viga assentando sobre dous apoios
Viga engastada por um extremo e apoiada por outro
Viga engastada pelos extremos
Viga assentada sobre tres apoios eqnidistantes
Viga assentada sobre qaatro apoios equidistante^. . .
Mi
p!1
2
»
PJl
8
Pji
Ì2
02
PlL
90
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FLUCTUADOR FORQA MOTRIZ DE UMA QUEDA D'AGUA 15
Fluctuador (Tech.) — Fbtteur. — Water-gauge. —
Schwimmerj Wasserstandsmesser.
Foguista (Locom.) — Chauffeur. — Stoker or fire man.
— Feuermann. — Compete ao ìfoguista : Alimentar o fogo,
^pertar o freio do tender. Puxar o fogo. Piear o fogo nas
estagOes. Limpar os tubos, caixa da fumaca e chaminé. La-
var a caldeira e o tender. Finalmente, coadjuvar ao machi-
nista em tudo.
Fogueiro (Tech.) — Em Portugal assim é chamado o
foguista.
Folha ou chapa de ferro (Tech.) — Tóle. — Iran piate,
sheet^rjon. — Schwarzblech.
Folha de Flandres (Tech.) — Fer blam. — Tin piate.
— Weissblech. — Folha de ferro revestida por uma camada
de estanho.
Folha de serra (Ferr.) — Lame de scie. — Saw-blade.
— Sàgeblalt.
Folha mestra da mola (Tech.) — E' a principal, a
maior ; a que recebe o esforgo das outras folhas.
Folle (Tech.) — Soufflet. — Bellows. —Blasebalg, Gè-
blasé.
Fonte. — Em Portugal, é por este nome conhecido o
ferro fundido.
Forga (Tech.) — Force. — Power. — Kraft.
Forga de tracgSo (Mach.) — Force de traclion. — Tra-
div^'power. — Zugkraft.
Forga em cavallos (Mach.) — Force en chevaux. —
Borse power. — Pferdekraft
Forga motriz de uma quéda d'agua. P= — ^~-
Sendo: P, forga, em cavallos- va por; Q, volume d'agua,
em metros cubicos, por segundo; H, altura da quada, em
metros.
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16
FORJA FORMULA PRISMOmAL
For^a dos honiMitf, dos càTftllos-ftnimaes e dos caTallos-Tapor,
em kilogrametros
Forfa nominai em
homens e cavallos
Valor nmo dos ho-
Valor mèdio dos ca-
Valor real dos caral-
mens emkilogra-
metros
Tallos-animaeif em
kilogrametroB
los-Tapor em kilo-
grametros
1
7
45
75
2
14
90
150
8
21
185
225
4
28
180
300
6
•35
225
875
6
42
270
450
7
49
815
525
8
56
860
600
9
63
405
675
10
70
450
760
11
77
495
825
12
84
540
900
13
91
585
975
14
98
680
1.050
15
105
675
1 115
16
112
726
1.200
17
119
765
1.275
18
126
810
1.350
19
188
855
1.425
20
140
900
1.500
25
175
1.125
1.875
80
210
1.850
2.250
85
245
1.575
2 625
40
280
1.800
3.000
45
815
2 025
8.375
60
850
2.260
8.750
60
420
2.700
4.500
70 ^
490
3.150
5.250
80
560
3 600
6.000
90
630
4 050
6 750
100
700
4 500
7 600
200
1.400
9 000
15.000
Foqa (Tech.) — Forge. — Forge or sinitKs fire. —
Schmieie.
Formao (Ferr.) ~ Fermoir. — Chissel -^ Slemmeisen.
Formula prismoidal (Tech.) — Formule prismoidde.
— Pri$moidal formula, — Prismoidale FormeL — [Vide :
Cubagào].
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FORNALHÀ FORNALHAS DE LOCOMOTIVAS 17
Fomaiha (Mach.) — Foyer, boite à fea.— Fire-box. —
Feuerkasten.Feuerbiichse. — Onde sequeima o combustivel.
Fomaiha [Porta da— ]. — Porte du foyer, — Aberlara
para introducgào do combustivel na foraalha. Em geral é
ovai ; ha tambem circolar, quadrada, e com os cantos arre-
dondados.
Fomalhas de locomotivas. — Na Europa ssse duplo ponto de vista*
reconhece-se logo quanto ella sóbe de importancia.
E' sob esse duplo ponto de vista que os suissos tém
sido levados a preferirem o freio Heberlein ao Westing-
house. Afflrmam elles que de suas experiencias tem resul-
tado que o freio Heberlein apreseuta todas as vantagens,
ao mesmo tempo, dos freios automaticos e dos nào auto-
maticos, isto é, rapidez e energia da acQào quamdo toruam-
se necessarias, caso dos automaticos, e moderabilidade,
caso dos nào automaticos.
Em favor dos freios nào automaticos foi citado o
exemplo da Estrada de Ferro Norte-Francez, onde exctusi-
vamente se emprega, e com bastante successo, o freio
Hardy, talvez o mais barato de todos.
Urna cousa notàmos e que nos fez bastante impressào :
ó que informando a maioria que empregava o freio Wes-
tinghouse, este pareceu entretanto ter perdido muito da
aureola com que atò boje se tem imposto.
Com effeito a sua fatta de moderabilidade, que é vicio
capital, tem levado os engenheiros a experimentarem outros
typos.
Sem querer ir mais longe do que tao competentes au-
torìdades que se fizeram ouvir, lembraremos entretanto
aos nossos collegas. pois que* no Brazil o Weslinghouse
parece ter ganho os fóros de nec plus ultra; 1*, o exemplo
do Norte-Francez, nào querendo saber de freios automa-
ticos; 2% exemplo da Suissa, com suas estradas de fortes
rampas, onde o freio Heberlein parece, até certo ponto, ter
satisfeito o maior numero de condicdes de um bom freio.
delegado do governo francez apresentou um quadro
graphico do resultado das experiencias feìtas ultimamente
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FREIO 35
em Franga, na réde do Eslado, com diversos freios, onde
tambem se nota que o primeiro lugàr nào cabe ao Wesling-
house, e que, se n'aquella réde nao se faz a sua substi-
tuic^o por outro, é unicamente pela despeza jà realizada
all'i em larga escala, pois que tambem, levados pelo enthu-
siasmo que a principio despertou o Westlngbouse, os en-
genheiros francezes o applicaram em larga escala.
Para um paiz comò o nosso, onde o emprego dos freios
contìnuos ainda nào tem Udo largo desenvolvimento, nos
parece que as adminislragdes das estradas de ferro antes
de multo se engajarem em uma vìa de despezas, devem
procurar utillsar a experiencia alheia e nào deixarem-se
levar unicamente por um preconceito, qualquer que elle
seja, ou por um enthusiasmo talvez excessivo.
N'essa ordem de idéas, nos parece que a nossa Estrada
de Ferro D. Fedro li preslària assignalado servigo a todas
as outras vias ferreas do paiz, adquirindo, experl menta ndo
e publicando os resultados de diversos typos de freios, jà
que d'ella partio a corrente, no Brazil, a favor de um, sem
duvlda excellente, mas adoptado sem competigào com todos
OS outros typos reconhecidos bons na Europa. Se o resul-
tado confirmar aquella primeira inspiragào, tanto melhor;
se nào confirmar, tempo sera ainda de parar a corrente e
encaminhal-a para mais vantajosa solugào.
E' questào que muito importa, pois que se a seguranga
deve primar, maior prìmor sera quando està se reunir à
economia, qualidade dupla que nem todos os freios
realizam. y>
Forca retardatriz do freio de locomotiva em
TANTOS POR cento DA DO PESO TOTAL DO TREM. — Valor
mèdio d'està forga é dado pela seguinte formula :
F = 0,66 -~- +1001
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26 FREIO
Sendo : F, forga retardatriz durante urna parada de
I melros de comprimento, com urna velocidade v era kilo-
metros por hora; i, rampa ou declive era raillimelros
por metro.
TaABALHO ou forca viva ABSORVIDA PELOS FREIOS :
P5=^-^(V2-.V2)_/Q5±-1.QS
Sendo : P, resistencia creada pelos freios em kilogram-
mas ; s, exlensào da estrada sobre a qual actùa a resis-
tencia P, em metros; —, rampa; Q, peso do trem, em
kìlog., comprehendidos a machina e o tender; gf, accele-
ragao da gravidade; V, velocidade supposta do trem, em
melros por segundo; v, velocidade mudada ou modiflcada,
em melros por segundo; f, coefficienle de resistencia para
a machina, tender e vagOes sobre urna linha em patamar
e langenle. signal positivo do ullimo termo do segundo
membro da equa^ào refere-se às descidas; o negativo, às
subidas. Este ultimo termo desapparece nos patamares.
Para os freios occasionarem parada completa, é preciso na
formula fazer-se v = 0.
Resistencia que o attrito de escorregamento dos
carros munidos de freios oppòe ao movimento do trem,
quando os freios se acham apertados a ponto de impedir
GYRO DAS RODAS. — Formula de Poirée :
R=P/-35V-f 0,35V2
Sendo: R, resislencia; P, peso total do carro munido
defrèio; /, coefflciente deatrilo: 0,13 para trilhos hu-
midos e 0,30 para Irilhos muilo seccos. Quando se calcula
a carga que póde serarrastada por urna locomotiva, faz-se
f=0,ì7; V, velocidade em metros, por segundo, com-
prehendida enlre 5 e 22 melros.
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FREIO ELECTRICO FREIOS (Tamahcos oo cèpos dos— ) 27
Formula de Bochet :
R = P
IH- 0,08 V
R, P e V tèm os mesmos volores que na fòrmula pre-
cedente ; b = 0,31 para trilhos muilo seccos e 0,14 para
trilhos molhados. A neve e as folhas seccas, na Europa,
fazem muitas vezes 6 = 0,010 e raesmo 6=0,008.
Freio electrico (E. de F.) — Era traballio escripto sobre
a Exposifào Universal de Paris de 1878, enconlramos estes
interessa ntes apontamentos :
«... le frein électrique Achard (syslème frangais) a
été essayé par plusieurs corapagnies; malgré certaines
qualités, son empiei ne saurait se généraliser comme celui
des freins à vide, à cause de son principe moleur lui-méme.
En eflfet, Tapplication de Télectricité à la manoeuvre des
freins n'esl pas sans inconvénients et bon nombre d'ingé-
nieurs hésitent à employer un agent aussi capricieux qui,
tantót agit bien, tantót n'agit pas, et dont, dans tous Ics
cas, il est Irès difficile de régler Tefifel. En résumé, le
frein Achard peut étre un bon frein quand il fonclionne;
mais, ainsi que dans beaucoup d'appareils où Télectricité
est employée comme moteur, on n'est jamais certain à
priori de son fonclionnement. »
Freios [Tamancos ou cépos dos — ]. (E. de F.) — Sabot
de frein. — Brake-block. — Bremsklotz. — Pecas de madeira,
ferro fundido ou aQO fundido, que attritam sobre as rodas
dos carros e das locomotivas e produzem a parada, quando
freio està em ac^ao. A materia para tamancos de freio
que tem dado melhor resultado, é o aco fundido; a
madejra produz nos aros das rodas depressOes desiguaes
e, tambem, facilmente se estraga. espago entro o aro
da roda e o tamanco do freio, quando o trem està em
marcha, deve ser de O'",005 a 0",006.
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28 FRETO DE PARAFUSO FRONTÀO
Freio de parafuso (E. de F.) — Frein à vis, — Screio-
brake. — Schraubenbremse. — Movido a mào.
Freio dynamometrico (Mack). — Frein dynamomé-
trique. — Dynamometrical brakex — Bremsdynamoter. —
ÀpparelUo destinado a medir o trabalho das machinas.
Freio de Navier :
60X76
Sendo: R, raio da polia; N, forca em cavallos-vapor;
P, peso collocado no plateau; Q, teiisào indicada pelo dy-
Damometro; n, Dumero de vollas por minuto.
Freio de Prony :
L«~-n(PX4 + QX^)
N = 0,0014n(PXtf-i-QX^)*
Sendo : Q, peso complessivo do apparellio ; fc, distancia
do centro de gravidade do «pparelho ao centro de rotacào ;
P, peso collocado no plateau; a, dislancia de P ao eixo de
rotaQào; n, numero de voltas por minuto; L, trabalho em
kilograramelros por segundo; N, forga em cavallos-vapor.
Prete (Adm.) — Fret. — Freight. — FracU. — Quanlia
que se paga pelo transporte de mercadoriase animaes.
Frizo (Arch.) Fme. — Frize. — Frieze. — Parte cen-
trai do enlablamento de urna ordem architeclonica.
Frontal (Censi.) — Parede formada de alvenaria de
lijolo e de pecas de madeira cruzadas em diversas direc-
COes. Os lijollos sào assentados de modo que a sua largura
forme a espessura da parede.
Frontao (Arch.) — Fronton. — PedimerU, — Giebel.—
Ziergiebel. — Peca architectonica de fórma triangular,
circular, etc.» que encima a fachada dos edìflcios. Assenta
sobre a cornija.
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FUGA DE AGUA OU DE VAPOR DA CALDEIRA FUNDAgOES 29
Fuga de agua ou de vapor da caldeira (Mach.) —
Fuile d^eaii ou de vnpeur. — Leakage, — Dampfoder Wasse-
reni weichung. —Sd^hià^ do vapor pelas rupturas ou inters-
ticios (las caldeiras, cylindros e outras pegas das locomo-
tivas. As fugas devem ser tomadas com maslique, quando
forem pequenas ; e, sondo grandes, a locomoliva deve
entrar em reparagào nas officinas.
Fuligem (Mach.) — Suie. — Soot^ chimney-sool. —
Schorustcinrmi, Kienruss.
Fulminato (Techn.). — Fulminate. — Fulminate. —
KnaUsaure Salz.
Fumaga (Techn.) — Fumèe. — Sm^ke. — Ranch. —
[Vide : Caixa da fuìnaga].
Fundagio (Pont.) — Fondatimi. — Foundation. —
Grùndungy Fundamentirung. — Serie de Irabalhos exe-
cutados com o firn de sustentar urna construcQào.
Technologia DAS FUNDAgòEs: Alicerce, abarcadeira,
arranca-estacas, bate-estacas, batida, caixào, cravar urna
estaca, enseccadeira» estaca, estaca de parafuso, estaca
calgada, eslacaria, falsa nega, grade, longarina, macaco
do bate-estacas, nega, poco, prolonga, respaldo, sapata de
estaca, sólo, sub-sólo, sonda, sondagem, terreno, vasa,etc.
— [Vide estas palavras].
Fundag5es [Terrenos de—]. — A resistencia dos ter-
renos é muito variavel ; elles, porém, classificam-se
em: — lerrenos incompressiveis e compressi veis. Nos
incompressiveis ha duas classes: —1', rochas de lodas
as especies. Resistem às infiltragOes ; 2% terras consis-
tentes e areias, quando limitadas por muralhas, enroca-
mentos, estacadas, etc. Nào resistem às infiltragOes. Nos
compressiveis, que formam urna so classe, eslSo : terrenos
argilosos, terras vegetaes, pantanos, mangues, eie. Os
terrenos de 1* classe sào os que mais vantagens apre--
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30 FUNDAgÒES
seDtam para receber as fundacOes de urna construccào. Os
de 2* classe reclamam obras de sustentacào, garantìado a
necessaria estabilidade. Os compressiveis sSo pessimos e
s6 por extrema necessidade devem receber fundapOes, que
ahi sempre requerem trabalho muitissimo dispendioso.
A carga por metro quadrado, que deve aguentar, sem
soffrer depressao alguma, um bom terreno de fundagào, é
de 30.000 kgs. Solidifica-se um terreno compressive! ou
por meio de pedras ou de estacas.
FnndaQ5es [Altura das]. — E' necessario que as fun-
dagOes cheguem a urna profundidade tal, qué as aguas
nào possam nunca exercer sobre ellas acgào corrosiva.
Nas fundagòes em terrenos de areia e argila, quando a
profundidade a cavar é muito grande, para que as obras
nao fiquem por pre^o muito elevado, alarga-se a sapata
dos alicerces, formando-se degràos. A profundidade
necessaria a excava^^o em que tem de assentar um
alicerce, é dada pela seguinte formula :
h =
,[.^(45o-4-)J
Sondo: h, altura da cava; K angulo de attrito do
terreno; p, peso de 1"' do terreno; p\ peso de 1°* do
alicerce; q, peso que o alicerce supporta por 1"*.
Fundag5es [Carga de segurancja das]. — Em argila
compacta, marga, areia e cascalho, em goral, é de 300 a
600 kgs. por decimetro quadrado. Na ponte de Gorai,
sobre areia compacta, a carga attinge a 902 kgs. por
decimetro quadrado; e, no viaducto de Loch-Hem, sobre
cascalho, chega a 4.011 kgs. Em fundo de rocha, a carga
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FUNDAgiO COM ENSECADEIRA FURAR 31
de seguranca tem attingido a 1,474 kgs. por decìmetro
quadrado.
Fundagao com enseccadeiw (Pont.) — Fondation à
bàlardeau. — Foundation by coffer-dam. — Grùndung mit
Spundwanden.
FundagSo em caixSo (Pont.) — Fondation en caisson. —
Foundation by caisson. — Fundinrug mil caissons. — [Vide :
caixào].
FiindaQ3o por esgotamento (Pont.) — Fondation par
épuisement. — Foundation by dredging. — Fundirung mil
Trakenlegung.
FundagSo por meio de ar comprimido (Pont.) —
Fondation par l'air comprime. — Compressed air foundation.
— Fundirung miltelst comprimiter Lujì.
Fundag3o sobre concreto (Pont.) — Fondation sur
beton. — Foundation on conerei. — Beton fundirung.
FundagSo sobre estacas (Poni.) — Fondation sur
pUotis. — Foundation on piles. — Fundirung auf Pfahlm.
— [Vide: Esfaca de fundagào].
FundagSo tubular (Ront.) — Fondation tubulaire. —
Tabular foundation. — Brunnenfundirun^g.
FundigSo (Techn.) — Fonderie. — Foundry. — Sch-
melzhiilte, Giesserei, Giesshaus.
Fundidor — (Techn.) — Fondeur — Fonder, smelter.
— Giessery Schmelzer.
Fondir (Tech.) — Couler. — To cast. — Giessen.
Fundo de custeio (Adm.) — Fond de roulement, —
Floating capital. — Betriebskosten.
Fundo de reserva (Adm.) — Fond de reserve. —
Reserve capital.
Fundo de um rio (Techn.) — Fond d'urte rivière ou
d^un jleuve. — Bottom afa river. — Grand eines Flusses.
Furar (Tech.) — Percer. — To drill — Bohren.
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5J FUSXO FUSO
FusSo [de duas companhias de estradas de ferro]
(Adm.) — Fusion. — Fusion (of the raiUway companies). —
Fusion^ Vereinigimg.
Fuste (Archn.) — Fét. — Shaft of a column. — San-
lenschaft. — Parte da columna comprehendida enlre a
base e o capilel. Na ordem dorica grega o fusle assenta
sohre a cornija do pedeslal; a columna nào lem base.
Fuzo [A — ].— George Slephenson conslruiu a sua pri-
meira locomotiva — a Blucher, em 1814. Foi, porém, em
1829 que o distìncto industriai apresentou a Fuzo ao
concurso de Rainhill, aborto pela directoria da E. de F. de
Liverpool a Manchester. A Fuzo venceu todas as suas
corppelidoras, ganhou o premio de 10.000$000 (de nossa
moeda), entrou em servilo e foi depois vendida a outra
empreza, e depois a outra, até que, pertencendo a
M. Thomsom, passou às màos de Roberto Stephenson, que
em hoora de seu pae offereceu-a ao Museu de Ken-
singtoQ, onde actualmente è um simples objecto de
grande curiosidade. Apresenta as seguintes condi^des :
Diametro dos cylindros 0",900
Carso dos embolos 0">,410
Diametro das rodas motrizes 1",450
» » » conductoras 0"^,980
Peso da machina em serrilo 4^,50
» do tender em servilo 8^ ^25
Comprimento 1",820
^^^^ » Diametro l-,OaO
Superficie da grelha Ott'jSS
ì> de aqaecimento total lOn^,?
Numero 25
Diametro 0»,076
«, 1^ :■ ,:■ . t Noi
Tabos da caldeira. . < ^.
Os cylindros acham-se inclinados a 45'. As rodas,
sondo de madeira, lem aros de ferro. Os tubos que alra-
vessam a caldeira sào de cobre. (Vide flg. 4).
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GABINETE GARANTIA DE JUROS 33
Os excenlricos, quando a machina trabalhava, eram
accionados por hastes, que o machinisla facilmente mano-
brava, aflm de mudar o senlido da marcha.
A Fu^o fui a \ocotùolì\di ponto de partida de todas as
oulras, que, apezar de muitas alteracOes nos detalhes,
ninda guardam os primitivos caracterìsticos.
G
Gabinete (Arch.) — Cabinet. — Cabinet. — Cabinet.
Galeria (Arch.) — Galene. — Gallery. — Galene.
Galeria de avango — [Vide : Tunnel].
Galerias de madeira contra a neve (E. de F.)— Gale-
ries en bois. — Snow sheds. — Schneeschutzdach. — Usadas
nas estradas de ferro dos Estados-Unidos.
Gancho de tracsSo (E. de F.)— Crochet.— Clap, hook.
— Hàkchen, Haken. — Peca de ferro, flxada às Iravessas
dos yehiculos, onde se engatam as correnles, as barras
de trac(So ou os tendores. E' munido de molas.
Garantia de jiiros (Adm.) — Garantie d*intérét. —
Gtmranlee of interest. — Zinsengaranlie.
Garantia dk juros, subvencào kilometrica e outros
FAVORKS PECUNIARIOS AS ESTRADAS DE FERRO. — PrìmeirO
Congresso dos Estradas de Ferro do Brazily é de parecer que :
I. — Comquanto de todos os meios que o Estado póde
empregar para animar as emprezas de estradas de ferro,
seja, em goral, a garantia de juros o que mais vantagens
offerece, devem, lodavia, ser mantidos tambem o da sub-
vencào kilometrica a titulo de emprestimo, o da co-parli-
cipagào dircela na execucào das obras e oulros ; cabendo
Dioolonarlo 8
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54 GARGANTA
ao governo a escoiha de um desses melos pard cada caso
especial, tendo em vista o interesse publico, o futuro
provavel da empreza, a maior ou menor difQculdade de se
levanlar capitaes para ella e o pedido de concessào que
por ventura Ihe fòt feito.
II. — Para a concessao, quer da garantia de juros,
quer da co-participagào na faclura das obras, quer ainda
da subvenQào kilometrica e oulros favores pecuniarios,
muilo convém que o governo fixe a natureza e caracler
dos documentos que devem ser apresentados para de-
monstrar-se o trafego provavel da estrada e urna renda
liquida de 4 Vo pelo menos.
III. — Garanliado-se juros, o capital sobre o que elles
tenham de ser contados so deve ser definitivamente
fixado é vista das despezas feilas bona fide até um ma-
ximo pre-estabelecido.
IV. — A taxa dos juros garantidos nào deve exceder
i da renda dos fundos publicos.
V. — Tanto para o calculo do capital a ^ubvencionar,
corno para o do maximo a garantir, deve ser flxada,
em cada contracto, urna tabella dos precos de unidades
das obras, materiaes, etc, approvada pelo governo, e que
variare para cada concessao, segundo o tempo em que se
tiver de construira estrada; servindo tambem a mesma
tabella, no caso de garantia de juros, para mais tarde
computar-se o capital efifectivamente despendido e que
deverà gozar em definitiva dessa garantia.
VI.— Convém que o governo adopte um systema fiscal
que, sem tolher a bem enlendida liberdade de accào das
emprezas concessionarias, de mai^ garantias de sua jusla
e proficua applicagào aos actos das mesmas emprezas.
Garganta (Tech.) — Col, gorge. — Narrow-passage. —
EinscUllung^ Gebirgssallel. — Passagem de um valle para
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GARLOPA ■
•GAVETA
35
oulro; depressào na crlsta de urna cadeia de monlanhas.
Observa-se, geralmente, que nas garganlas o terreno sóbe
para dous lados oppostos e desce para dous oulros.
Garlopa (Ferr.) — Varlope. — Long piane. — Rauli-
bank, Fiighobel. — Especie de plaina de carpioteiro.
Garlopa [Meia] (Ferr.) — Dermi-varlope, — Jack piane.
— Kleine Rauhbank.
Gato (Consl.) — Hook. — Haken. —Widerhaken.
Gato de tesoura (Consl.)— Doublé eroe— Safety-hook.
— Doppelhaken.
Gavèta (Locom.) — Tiroir. — Slide valve, slide. —
Schieber.—Ve(}di applicada pela pressào do vapor centra o
Mastici
Fig. 1 — Oavéta de dÌ8tribuÌ9ao« cyliadro e giiarni9?e9 (da locomotiva.)
A, Embolo. B, Cyliadro. D, D, Haste do ombolo. 1. Cyliadro. 3, Tampa. 8, Faado 4, Coberta
da freote. 5. CoberU de traz, 6, Sobreposta do Cyliadro 7, Bucha da sobreposta do Cy-
liadro. 8, Bov«8timeato de madeira. 9, Camisa. 10, Caixa da gaySta de distribaÌ9Ìo .
11, Tampo da Caixa da Qavéta de distriboifao. 12, SobrepoKta dagaréta de distribai^So .
13, Bucha da Sobreposta da QavSta de distribuifio 14, Sobretampa da Caixa da Garéta
de distribofSo. 15, Camisa da GaySta de distribal^ao. 16, Gavéta de dL8ÌribaÌ9Ìo. 17,
Hadte da GaT^ta de di8)ribaÌ9Ìo, 18, Junta da Tampa da Caixa da Gavota. 19, Sapportt
do Tabo de LabriflcafSo do Cylindro.
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36 GAXETA GIGANTE
espelho do cylindro (Fig. ì) e movendo-se na caìxa da
gavéla (Fig. 1), fechando conslantemente a aberlura do es-
capamento e abriado alternalivamente cada urna das aber-
turas de admissào. excentrico é que determina o mo-
vimento rectilineo alternativo da gavéta.
Formulas francezas, relativas a gavétas de loco-
molivas :
c = 0,68 D e = 0,03 yn
L => 0,82 D L = 0, 4 j/TT
S « 0,59 A S = 0,0012 H
Angolo de avanzo 80®.
A = 0,013 D
Sondo: C, comprimenlo da gavéla; L, largura da
gavéta ; S, superficie da gavéta ; A, avanco linear. —
[Vide : Distribuifào das locomolivas].
Gaxeta (Tech.) — Gamiture d'etoupe. — Gasket. —
Werg. — Tranca de mialhar. Empregada nas machinas,
guarnecendo as hastes que atravessam oriQcios, com o
fim de evitar a passagem do vapor nos mesmos. A pega
que aperta a gaxeta toma o nome de — sobre-posta. Ga-
xelas metallicas sào as formadas por pe^as de metal, subs-
tituindo a tranga de mialhar, tambera sào chamadas —
gaxetas de palente.
Gaz (Tech.) — Gaz. — Gas. — Gas. — Um bico de gaz
de illuminafào queima por bora 75 litros de gaz (em
mèdia). — [Vide: Bico de gaz].
Gesso (CoDSt.) — Plàtre. — Gypsum, plaster. — Gips^
Gj/p5.— Sulphatodecal. Peso de um metro cubico = 2340
kilogrammas.
Gigante (Ctonst.) — Contre-fort, éperon. — Counter-
fort, buttress. — Slrebefeiler. —[Vide: Controrforte].
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GIZ GRAMINHO 37
Giz (Tech.) — Graie. — Chalk. — Kreide.
Gneiss (Tech.)— Gneiss. — Gneiss. — Gneiss^ Gneuss.
— Fedra tendo a mesma composigào que o granito —
(quarlzo, feldspatho e mica) ; diflfere, porém, por apre-
sentar aspartes constituìntes em camadas parallelas.
Godet (Tech.) — Godet. — Coloure-saucer, ink-bowi —
Tuschschàlchen. — Palavra franceza. Pires em que se
desmancha a tinta para o desenho de aquarella.
Goiva (Ferr.) — Gouge. — Gouge. — Gutsche.
Goivadura (Tech.) — Goujure. — Groove. — Fcdz,
Purché.
Groivete (Ferr.)— Bouvet. — Grooving-plane. — Ntk-
thobel — Ferramenta de carpinteiro.
Gomma arabica (Tech.) — Gomme arabique. — Ara-
bine-gum. — Arabische Gummi.
Gromma gute (Tech.) — Gomm^ guti. — Gamboge. —
Gummigutti.
Gronzo (Const.) — Gond. — Hinge-joint. — Bandliaken.
— StiUzhaken,
Gothico (Arch.) — Gothique. — Gothic. — Gothisch.
Gradeamento ou grado de fundag5es (Const.) —
Grillage. — Grillage. — Rost.
Grado (E. de F») — Déclivetés et pdiers. — Grade. —
Gradient. — Palavra ingleza empregada pelos engenheiros
do Brazil. Indica a sèrie de patamares, rampas e declives
que constituem a plalafórma da estrada de ferro.
Grammagem ou plantio (E. de F.) — Gazmnage, ga-
zonnement, — Sod-work. — Rasenbekleidung.
• Grammar (os taludes dos aterros) (E. de F.) — Gazon-
ner. — To sod. — Berasen.
Graminho (Ferr.) — Traceret, trusquin. — Scriber. —
Reissspitzej Reisssahle. — Ferramenta de carpinleiro.
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38
GRAMPO GRAO da CURVA
Grampo (E. de F.) — Crampon de raiL — Iron rail
cramp. — Schienen-nagel. — Os grampos empregados para
flxar Irilhos Vigìiole sobre dormenles, sào de ferro batido.
Os prismaticos, terminando em cunha, apresenlam mais
vanlagens que os redondos; em igual volume e compri-
mento, tém 1,28 vezes mais superfìcie. A espessura dos
grampos varia entre O^jOlS
a O^OiO. A cabeca, que
segura a sapata do trilho,
lem 0"',013 a O^^OIS de
comprimenlo e 0'",0I8 a
O^OSO de espessura.
peso de um grampo varia
entre 225 e 480 grammas.
Na fig. 2; a lelra E eslà
sobre a cab*eca de um gram-
po, e a letra D sobre a ca-
Fig. 2 -Grampo iJeQa do um parafuso.
Grampos de almofadas. — Os que prendem as almo-
fadas aos dormenles. Tém 0",i60 a 0", 175 de compri-
menlo e 0",014 a 0^,016 de espessura.
Grandes reparagSes (E. de F.) — Grosses réparatiom.
— Repairings large. — Ansgedehnte Reparationen.
Granito (Tech.) — Granite. — Granii. — Granii. —
Rocha ignea. Compòerse de feldspath, quartzo e mica.
Massa crystallina. Ha granilos de grào grosso. Quanto A
cor, em geral é cinzento, algumas vezes rosado, e rara-
mente esverdeado. E' muilissimo empregado em canlarias
e alvenarias.
Grào (Tech.} — Dégré. — Dcgree. — Grad.
Grào da curva (E. deF.) — Dégré de courbe. — Degree
ofcource. — Absleckgrad der Curve. — [Vide: iocafòo].
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GRAPHOMETRO GRAVTOADE 39
Graphometro (Tech.) — Graphomètre. — Graphomeler.
— Graphomeler, Winkdmesser. — Inslramento de medir
angulos no terreno.
Gravidade (Tech.) — Gravile, pensateur. — Gravity.
— Schwerkraft . — Schwere .
Grayida.de [Accelera^ao da — ao nivel do mar no Rio
ie Janeiro] :
fi^=: 9V8764 log. ^=0,9906780
2 ^ = 19^,67628 log. 2^=1 ,2917080
--= 0V0217 log.— «0,0098220—10
-L- = 0-,061086 log. -^ = 8,7082920 — 10
l/— = 0-,81964 log. l/— = 9,5045610-10
l/-i-^= 0-,22602 log. |/y~ = 9,8641460 - 10
Gravidade [Variacào da — com a lalitude] :
^= 9,780 78 + 0,050 821 sen^ L
Scado : gf, gravidade; L, latilude.
Gravidade [Varia^ào da gravidade com a altitade] :
^ R — 2/r
^-{^*)
Sendo: g, valor da gravidade no nivel do mar; gf',
valor da gravidade correspondente i allitude h; R, raio
da terra ; h, altitude.
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40 GRAIA GRELHA
Grua (Tech.) — Graisse. — Tdlow, grease. — Sch-
wierc.— Lubriflcante multo usado no material rodante das
estradas de ferro.
Grelha (Mach.) — Grille. — Pire gale. — Feuerrost. —
Parte da machina onde se queima o combuslivel.
Grelha de locomotiva. — E' quasi sempre horizonlal.
Em algumas locomotivas que tèm eixo passando sob ?
fornalha, a grelha é um tanto inclinada. As barras dai
grelhas sào de ferro ou de ferro fundido. espaco enlie
ellas costuma ser de 0",003 a 0",015, conforme o con-
bustivel queimado pela machina Às dimensOes das barms
da grelha e o espagamento entro ellas depende do con-
bustivel que a machina queima. A grelha deve dar franca
passagem ao ar; a seccao livre deve ser a maior possivel.
A relagào entre a somma dos orìflciosea secQào total da
grelha, nas locomotivas, é de 3/8 a 1/2. Em algumas
locomotivas americanas as barras das grelhas sào tibos
de ferro, onde ha circulacSo d'agua, que evita os màos
efifeitos da alta temperatura desenvolvida pelo aotra-
cito.
FORMULAS RELAT1VAS A GRELHAS DE LOCOMOTIVAS :
Para carvSo-em grandes pedras E =: -— — -
Para carvSo em pedraa miudas R =
1 F V
Para carvSo em grandes pedraB B ==
Para carrSo em pedras miudas B =
I-OOOO
P V
16000
Sondo: R, superficie da grelha em metros quadrados;
B, quantidade de combustivel queimado na grelha em
kgs. por bora; F, for^a de tracgào necessaria para rebocar
um comboio (machina, tender e vagOes) sem levar em
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GRÈS GRUA HYDRAUUCA . 41
conta OS attritos da machina; v, velocidade do (rem, em
metros, por segando.
Vamos dar ainda algumas formulas francezas :
L= 0,114 j/nr"
A = 0,013 H
F = 0,08 |/" H
Sondo: G, comprimenlo da grelha da locomotiva;
L, largura da grelha; A, area da grelha; F« dìstancia
entre a grelha e a primeira carreira de tubos; e H, super-
ficie de aquecimento.
Grelha de machinas fixas de offiginas :
860 V
Sondo : S, superficie livre da grelha para o consumo
de 100 kgs. de combustivel por hora, era metros qua-
drados; Q, duplo do volume de ar theoricamente neces-
sario para queimar 100 kgs. de combustivel, em metros
cubicos; V, velocidade, em segundo de hora, do ar quo
penetra na fornalha, em metros.
Grès (Tech.) — Grès. — Sandstone. —Sandstein. — Fedra
formada de areia agglutinada. Emprega-se em alveoarias.
Greta (Tech.) — Grotte. — Grotto. — Hóhle. — Grande
depressào do terreno.
Grua hydraulica (E. dft F.) — Grue hydraulique d'ali-
mentalion. — Appareiho de alimentacao das locomotivas,
coUocado nas estagOes, tendo forma de columna. E' de
ferro fundido. Deve fornecer l"'* de agua por minuto e ter
as bocas de descarga, pelo menos, a ^",850 acima do
nivel dos trìlhos. Convém estar a pequena distancia
(13 a 14 metros) dos fossos de limpeza das locomotivas.
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42 . GUARDA-CANCELLA GUARDA DOS TUNNEIS
Guarda cancella (E. de F.) — Gar de barrière. — Gate-
keeperj barrier-waiter. — Barrière Wàrter. — Os guarda-
cancellas devem: Conservar as cancelins francas ao
publico, mas fechal-as com promplidào cinco minutos
antes da passagem dos irens oq quando esles forem
assignalados. Nào consentir que ninguem atravesse a
linha emquanto as cancellas estiverem fechadas. God-
servar sempre limpo o espago comprehendido entro os
trilhos e conlra-trilhos. Transmiltir ao guarda da cancella
immediata/ por meio das sinetas, o aviso da approxi-
ma^o de qualquer trem ou machina, segando as ins-
trucQòes que receber.
Guarda chaves. — [Vide: Agulheiro].
Guarda da linha ou ronda (E. de F.)— Carde ligne. —
... — Bahnwàchter, — Traiwlhador que percorre a linha,
observando-a attentamente, afim de verse ella estànos casos
de ser circulada pelos trens. Assim que o ronda descobrir
algum defeito na linha deve communicar ao feitor da
turma.
Guardas das pontes. — [Vide : Parapeilos].
Guarda dos tunneis (E. de F.) — Os guardas do tunnel
devem: Percorrer o tunnel, segundo as instruc?Oes ministra-
das pelo chefe de divisSo e approvadas pelo chefe da linha,
antes e depois da passagem de cada trem, veriflcando se
ha algum embarago a circulagao, removendo-o sem
demora e devendo arvorar o signal encarnado sempre que
veriflcar a existencia de obslaculo que nào tenha podido
remover. Fazer signal aos trens, coUocando-so na bocca,
do lado donde devem vìr e é direita do machinista. Exa-
minar diariamente durante as horas de menos transito, se
OS trilhos, dormentes, parafusos, grampos, eie, estào em
perfeito estado ; se nas abobadas ou pés direitos apresen-
tam-se desaggregagOes de argamassa ou fendas que de*
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GUARDA-FREIOS 43
nolem movìmenlo na alvenaria; se naquelles quo sào
perfurados em rocha ha algum fragmento de pedra que
ameace cahir; se nos cortes, à eotrada do tunnel, ha
iadìcios de desoioronanfiento, etc.
Guarda freios (E. de F.) — Carde freins. — Brake man.
— Bremsen Wàrtar. — Empregado do trem, que manobra
OS freios. Deve obedecer coin presteza aos signaes dados
pelo machinista.
Regulamento da E. deF. Central do Brazit.— Art. 1% Os
guarda-freios devem achar-se na eslacào pelo menos urna
bora antes d5 partìda do trem para que estìverera desig-
nados. Art. 2% Em cada treni bavera um guarda-freio
chefe escolbido d'enlre os guarda freios mais bybilitados
e morigerados. Art. 3**, Os guarda-freios chefes sào obri-
gados a h\tev o mesmo servigo que os outros guarda-freios
e sào responsaveis pelas fallas dos mesmos se nào as cora-
municarem ao conductor do trem na primeira estagào em
que trem parar. Art. 4% E' dever dos guarda-freios:
§ 1% Examinar com cuidado, antes da parlida dos trens,
se OS freios funccionam bem e estào em bom estado, azei-
tal-os engatar os carros, preparar as caixas d'agua e os
lampeOes, ajudar a limpeza dos trens e collocar a corda de
signal ; § 2% Apertar e alargar os freios, attendendo, com
maior cuidado e promplidào, aos signaes que, para esse
flm, Ihes der o machinista por meio de apitos da machina,
sendo um apito o signal de apertar e dous apitos
signal de alargar; § 3**, Prestar .lodos os servigos
que Ihe forem ordenados pelos conduclores de trem,
e ajudar nas estàcòes, sob as vistas dos agentes e
dos conduclores, o servilo de bagagem, mercadorias,
manòbrase quaesquer outros que Ihes forem delerminados
relativos ao trem. Art. 5% Durante a viagem velarào
incessantemente sobre o trem, examiaando com cuidado
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44 GUARDAFREIOS
se ludo vai em ordem, e, caso assim nào seja, ou descon-
fiarem que possa haver perìgo na conlinuacào da marcha
do trem, darào signal ao machinista por melo da corda e
aperlarào immediatamente os freios sem esperar pela
ordem do machinista. Art 6% Os guarda-freios chefes
devem examinar anles da parlida do trem :
ì\ estado completo dos freios; 2% Se a porca
trabalha bem nos parafusos ; S'', Se todos os pinos e
contra-pinos se acham em seus lugares ; 4^, Se as do-
bradigas dos cepos estào em bom estado e se estes tém
grossura bastante para impedirem que o ferro da dobra-
dica venha tocar na roda, quando apertado o freio; 5% Se
se acbam em seus lugares os estaes dos cepos e das bra-
cadeiras, com os compelentes parafusos e pinos.
Devem tambem examinar o estado dos engales e das
lanternas de signaes e lauternas que sào necessarias.
Darào immediatamente parte ao conductor chefe do trem
das irregularidades, fallas ou defeilos que encontrarem.
Ari. 7% Os guarda-freios serào responsaveis por todas
as avarias que sofifrerem os freios, bem corno pelas
descravagOes que sofifrerem os aros das rodas, prove-
nìentes de terem sido arrastadas por excesso de aperto
dos freios, sendo-lhes expressamente prohibido, sob pena
de severa punigào, apertar os freios ale aquelle ponto.
Art. 8% Os guarda-frios chefes sào responsaveis pela boa
illuminagào e conservagào dos signaes da cauda do trem.
Art. 9% Os guarda-freios chefes devem sempre trazer
comsigo: 1% Um exemplar do presente regulamento;
2% Um dito do regulamento de signaes; 3% Um temo de
baodeiras ; ì% Urna lanterna com vidro encarnado b
outra com vidro verde ; 5**, Urna caixa com phosphoros ;
6% Um apito. Art. 10, Nas esta^Oes em que o trem parar
OS guarda-freios chefes deverào percorrer o trem lodo para
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GUARDA CADO GUARITA 45
examinarem OS engates. Ari. H, Os lugares que devem
occupar os guarda-freios bem comò o servico especial
que compete a cada uin serào designados pelo guarda-
freio chefe, de accòrdo com o condutor do trem e o
agente da eslagAo de parlida. Art. 12, E' probibido aos
guarda-freios: i\ Esperar que o Irem se ponha em marcha
para tomarera seus lugares; 2% Conservar de pé sobre a
tolda dos carros durante a viagem ; 3°, Abandonar seus
lugares durante a viagem ; 4% Andar descalgos e inde-
centemente vcstidos ; 5% Usar de vestimentas ou objectos
encarnados; 6% Conversar com os passageiros e empre-
gados da estrada ; 7% Fumar nas plata-fórmas das esla-
fOes e nos trens. Art. 13, Nas estagòs em que permane-
corem, os guarda-freios sào subordinados ao respectivo
agente e obrìgados a fazer todo e qualquer servigo, que
Ihes fór ordenado pelo mesmo agente. Art. 14, Cada
guarda-freio deve trazer sobre a listra do bonnet o nu-
mero sob qual estiver matriculado no escriptorio do
trafego.
Guarda gado (E. de F.) — Carde bestiaux. — Caltle-
guard. — Obras construidas na via permanente para
abrigar o gado, na passagem dos trens.
Guarda lama (Locom.) — Carde evolte. — Spess-herr.
— Radschale, Raddeckel.
Guarda trilho (Locom.) —Chassepterre. — Life guarde
[eler. — Schienenràumer. — Bahnràumer. — Chapas de
ferro que, nas locomolivas da Europa, descem a té porto
dos trilhos, para desviar as pedras, eie, que estiverem
sobre os mesmos. limpa -trilhos americano é multo mais
vantajoso.
Guarita (E. de F.)—Cuerite de garde. — Watchbox. —
Wachthàuschen (ùr Bahnwiirler. — Pequeoa casa onde
se abriga o guarda cancella, eie.
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46 GUARNigOES DA CALDEIRA GUINCHO A VAPOR
Guarnigoes da caldeira (Locom.) — Conjuncto de
apparelhos e pepas que garaolora o soguro e bom fanccio-
namento (la caldeira: — manometro, torneiras de prova,
indìcador do nìvel d'agua, vàlvula de segQraaca, bujào
fusivel, eie.
Guia da baste da gaveta (Locom.) — Guide de la
tige du tiroir. — Slide valve guide? — Sehieberfùhrung .
Guilherme (Ferr.) — Guillaume, rabot feuilleret. —
Rebate-plane. — Falzhobel. — Ferramenta de carpìnteiro.
Guincho (Tech.) — Treuil. — Winch. — HaspeL — Ap-
parelho de sospender cargas. A seguinte tabella dà o tempo
necessario para elevar por meio de um guincho um metro
cubico de cantaria a diversas alturas.
Àltnras Horas IGnatos
2 metros 10 20
4 » Il 40
6 » 13
8 ju 14 20
10 » • 15 40
12 » 17
16 » 19 40
20 » 22 20
24 » 25
30 » 29
A seguiate formula:
t = ioli 20' ■\-{a — 2) 40'
de tempo necessario para a elevacào de 1™' de can-
taria, sendo a a altura da elevdeào. guincho occupa
ciuco trabalhadores : Ires para lingar e igar e dous para
receber as peAas e assenlal-as.
Guincho a vapor (Tech.) — Treuil à vapeur. — Sleam
winch. — DampfhaspeL
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GUINDASTE GYRADOR 47
Guindaste (Tech.) — Grue. — Grane. — Krahn. —
Grande apparelho de suspensào de cargas. Os guiridastes
fixos das estagOes de estrada de ferro pódem sospender
ale 15 toneladas, e os moveis ale 10 toneladas. — Sobre
esle assumplo recommendamos a obra de Goschler —
Entrelien et exploitation de$ chemins defere a Gollection
Bazaine.
Guindaste a vapor (Tech.) — Grue à vapeur. — Steam
orane. — Dampfhrahn.
Guindaste de eixo fiao (Tech.) — Grue à pivot fise, —
Fixeó-stUe-crane. — Sldnderkrahn, Drehkrahn.
Guindaste hydraulico (Tech.) — Grue hydraulique. —
Watcr-crane . — Hydraviische krahn.
Guindaste locomovel (Tech.) — Grue roulante. —
Moveable orane. — Fahrkrahn.
Guindaste para levantar vagoes (Tech.) — Grue
pour sovlever les wagons. — "Waggon-hoist. — Wagen-
anfzug.
Guindaste rotatorio (Tech.) — Grue à pivot mobile. —
Sleam orane with moveable pivot. — Krahn mit beweglichem
zapfen.
Gusano (Tech.) — Ver de mer. — Sea worm, teredo
navalis. — Schiffsbohrumrm. — Pequeno animai maritimo,
que ataca as estacas de fundacào, eie.
Gyrador (E. de F.) — Plaque tournanle, pont tournant.
— Turnplate, turntable keeper. — Drehscheibe. — Apparelho
qac serve para effecluar a passagem de urna locomotiva
ou de um carro de urna linha para oulra. Ha gyradores
de madeira, empregados nas manobras internas das està-
COes, bem comò de ferro fundido, que sào muito sujeilos
a estragos, produzindo descarrilhamentos. Os que lem
provado melhor sio os de chapas do ferro balido e de
aco. Esles empregam-se muilas vczes nas manobras
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48 HASTE DA BALANgA BASTE DA GAVÉTA
extemas. diametro do gyrador em goral é de 5 a
6 raelros. Quando, em officinas, quer-se um gyrador qua
sirva para manobras da locomotiva com o tender, emprega-
se a ponte gyratoria de 12 a 17 metros de comprimeli to.
Todas as semanas devem ser os gyradores engraxados nas
coròas de rola mento, e lubriflcados com azeite nos eixos
dos rodetes e no pido. A linha do gyrador e as margens da
cava por elle occnpado devero ter sempre igual nivel. A se-
guinte formula dà o comprìmento do diametro do gyrador:
-V^^^)
Sondo: D, diametro do gyrador; L, comprimenlo do
triiho sobre o gyrador; b, bitola da linha.
H
Haste da balanga (Locom.) — Tige de la balance —
Safety valve rod. — E' de ferro. Tem um extremo preso à
alavanca de seguranga, e o outro preso à balanga. Des-
tina-se a fazer com que a alavanca carregue ou descar-
regue a valvula.
Haste da cupola do apito (Locom.) — Tige de la cloche
du sifflet. — Whistle dome rod. — Assenta verticalmente
ao corpo do apito. No extremo superior Gca atarrachada a
cupola, que póde subir ou descer, afinando o som do
apito. E' de ferro.
Haste da gaveta (Locom.) — Tige du tiroir. — Serve
para transmittir as oscillagoes do baiando a gaveta. E' de
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HASTE DA VALVULA DO REGULADOR BASTE DO EMBOLO 40
ferro. Àrticula um dos e&tremos ao baiando da distri-
buigào e lem o outro fìxado à guia da gavéla, por meio de
chavela.
Baste da valvula do regulador (Locom.) — Tige de
la soupape da régalaleur. — Transmilte o movimento do
esquadro do regulador à valvula. Enconlra-se nas loco-
molivas americanas. Àrticula um dos extremos ao es-
quadro e fixa outro na valvula.
Baste do embolo (Mach.) — figa du piston. — Piston-
rod. — Kolbenstange. — Pega destinada a transmitlir o
movimento do embolo ao brago motor. Tem fórma cylin-
drica. Deve ser de ferro forjado ou de ago.
Formulas relalivas à haste do embolo:
P TcDa
D'-^
4R5
piz
Seado : s, secQào da baste ; P, pressalo total do vapor
sobre o embolo ; R, coefficiente de resistencia do metal
empregado na haste; D, diametro do embolo; p, pressSo
do vapor que o embolo supporta por centimetro quadrado ;
D\ diametro da baste do embolo.
Quando a haste do embolo é solicitada à flexào por
seu proprio peso, é necessario juntar-se ao valor D' o
seguinte accrescimo :
2R ^[/4B^ +
Sendo: d, peso do metro cubico do noetal; I, compri-
mento da haste ; N, peso da haste.
Dioolonarto
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50 BASTE DO PARACHOQUE IIISTORICO DAS EST. DE FERRO
Nas locomotivas convém augmenlar um pouco os
valores D' e D".
Oulra formula para determinar o diametro da hasle:
y 100
Sendo: d, diametro da baste do embolo; a, superficie
do embolo, em cenlimelros quadrados; 6, pressào do
vapor, em kilogrammas, sobre cada centimetro quadrado
da superficie do embolo.
A hasle do embolo tem uma das extremidades fixa ao
corpo do embolo e a oulra ao braco motor; atravessa a
lampa do cylindro na sobreposta. (Vide a fig. de cylindro).
Baste do parachoque (E. de F.) — Tige de choc. —
Buffer rod. — Bufferstange. — [Vide: Parachoque].
Baste do regulador (Locom.) — Tige du régulaiear.
— Regulator rod. — Transmitteo movimento da alavanca
do regulador à valvula. E' de ferro redondo.
Bistorico geral das estradas de ferro. — Na estrada
de ferro ha dou» elementos dislinctos : a via permanente
e a locomotiva. Estudemos a evolucào de cada um d'elles,
na ordem cbronologica.
Sabe-se que para diminuir o allrito na remoQào das
grandes massas, dos obelisc(Js, etc, os egypcios, na mais
remola anliguidade, flzeram uso de liras de ferro, assen-
ladas ao sólo, onde rodavam enormes carretOes e lóros
rolicos de madeira.
Sabe-se, tambem, que os romanos e os carthaginezes
flzeram identicas applicacòes, afim de conseguir a mobili-
sagSo de suas pesadas machinas de guerra.
So multo mais tarde, entretanto, leve ingresso na in-
dustria esse elemento de transporle, que recebeu o nome
de trilho.
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HISTORICO GERAL DE ESTRADAS DE FERRO
51
Em 1550 foi pelsr primeira vez empregado o vagonete,
bem corno o Irilho de madeira, nas miuas de carvào de
pedra da Inglaterra.
Beaumontem 1630, melhorando o servico das minas de
New-Caslle, ìntrodiizio os wagOes aperfeìcoados. Em 1700
comecaram a ser os Irilhos protegidos por chapas de ferro.
Papin, em 1690, pensou na applicagào do vapor à
tracQào de um carro ; em 1758 o Dr. Robison, depois pro-
fessor da universidade de Glascow, leve a mesma idèa.
Ben Curr, em 1766, fabricou, na Inglalerra, para o
Irabalho das minas, os primeiros trilhos de ferro fundido,
que nào tinbam mais de um metro de comprimento, e
assenta vam sobre longarinas de madeira.
Em 1768, Cugnol, ofQcial do exercito francez, con-
struio primitivo carro a vapor- Em 1769 fez os pri-
meiros ensaios do carro, em urna estrada de rodagem,
na presenca de varios generaes francezes e do ministro da
guerra de Luiz XV, sondo muito encorajado pelo invento.
A macbina de Cugnot (Fig. 3) compunha-se de um es-
trado sobre tres rodas. Na fronte, que era arliculada ao
resto do carro por uma cavilba, estavam a caldeira, a
fornalha, a roda molriz e o mechanismo motor.
Fig. S*— Locomotira de Cagnot
Este carro tinha o grande inconveniente de nào pos-
suir reservatorio ; n'um quarto de bora gastava a agua da
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52 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
caldeira, e, depois, via-se obrigado a parar,afim de rece-
ber nova provisào. Cugnot prelendia melhoral-o ; veìo,
porém, a Revolucào Franceza, e a commissào de salvagào
publica quiz destrail-o e transformal-o era armas de de-
feza. A esla barbara resolu^ào oppuzeram-se os officiaes de
arlilharia, e conseguiram salvar ^ machina, que, nào apre-
sentando vantagens praticas, foi reraettida para o conser-
vatorio de artes e officios de Pariz, onde se acha actual-
raente corno objecto de curiosidade.
Em 1784, James Watt, depois de muitas experiencias
sobre o vapor, descreveu urna engenhosa machina, ba-
zeada nas referidas experiencias, e apresentou o melo de
applical-a aos carros. Tal projecto nào chegou a ser reali-
dade, por causa da difQcil conserva^ào da machina, que
era de baixa pressào. Walt, porém, tirou privilegio para
sea invento.
Em 1789, Jessop inventou o trilho saliente e as almo-
fadas assentadas em dados de pedra. John Burkinshaw,
em 1820, com o auxilio do laminador, inventon o trilho
dupla-cabe^a, de ferro, de 4 a 5 metros de comprimeoto.
Em 1800 Olivier Evans, cidadào americano, pro-
pagador das machinas de alla pressào, fez, com successo,
funccionar nas ruas de Philadelphia um carro a vapor.
Evans foi quem formulou, antes de qualquer outro, o mais
exaclo juizo a respeito do futuro da locomotiva, dizendo :
<( Tempo vird em que se ha-de viajar de urna cidade a outra,
nos carros movidos a vapor, com velocidade superior d dos
passaros, Passageiros, partindo de Washington pela ìnanhà^
poderào almogar em Baltimore, jantar em Philadelphia
e celar em Nova-York.
Trevithick e Vivian, em 1801, tambem construiram
carros a vapor. Viram, desde logo que nas estradas de
rodagem apresentavam pouco resultado. Em 1804 ex-
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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 53
perimentaram um dos seus carros na estrada de ferro do
Merthyr-Tydwil, no paiz de Galles. Com a velocidade de
8 kìlometros por bora, elle rebocou 10 lonelladas.. Foi a
primeira applica^ào de um carro a vapor sobre Irilhos,
inicio da locomotiva ! carro, porém nào podia galgar
pequenas rampas, faltava-lhe pezo para produzir adheren-
eia... e por esse motivo foi abandonado.
Comegou, depois d'islo, a invengao dos artificios para
se obler a desejada adherencia. Blenkinsop, em 1811,
propoz collocar-se ama cremalheira ao longo da linha,
sobre 'a qual corresse uma roda dentada da locomotiva.
resuUaclo obtido nao foi satisfactorio.
Em 1812 Edward e Chapmann tiraram privilegio para
uma locomotiva de quatro eixos e oito rodas, sendo a
iforga motriz transmiltida de um para outro eixo por
meio de correntes de connexào.
Brunlon, n'essa mesma epocha, ìmaginou uma lo-
comotiva com pernas na parte posterior, que apoiando-se
ao sólo, em posicSo mais ou menos iDclinada, faziam o
vellicalo mover-se. Gordon executou a burlesca idèa.
Blackett, em 1813, procedendo a experiencias, reco-
nheceu que o pezo da locomotiva e o attrito dos trilhos eram
sufflcìentes para produzir a indispensavel adherencia.
Em 1814, Jorge Stephenson, antigo operarlo e en-
genhciro das minas de Killingwortb, ainda nào apro-
voltando a notavel descoberla de Blackelt, construio a
sua primeira locomotiva— a Blmher^ — multo compll-
cada, tendo engrenagens e cadelas sem flm para utilisar
a adherencia de todas as rodas. Em 1815 Stephenson
engendrou outra locomotiva mais aperfeigoada.
Hackworth, em 1825 construio a locomotiva Royal
George, onde substituio a cadeia sem flm pelo braco
connector.
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54 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
A 27 de Selembro de 1825 foi inaugurado o trafego
de passageiros na primeira estrada de ferro da Inglaterra
e do mundo, linba de Slockton a Darlington, coni 25 ki-
lomelros de extensào.
Houve verdadeira alegria durante a ina uguracao d'està
via-ferrea ; formou-se um trem composto do seguinte
modo: — Locomotiva, dirigida por Jorge Stephenson ; seis
carros, com carvào de pedra e farinha de trigo; um carro
fechado, com a directoria e os proprietarios da estrada de
ferro; vinte e um (Jarros abertos, completamente replelos
de convidados ; e, finalmente, seis carros com carvào de
pedra.
Um arauto — a cavallo e de estandarte — precedia o
trem ; muitos cavalleiros, a lodo o galope, o acompanha-
vam ; e o povo enchia as margeos da estrada, saudando^
a passagem da locomotiva.
Stepbeoson, ao partir, deu pouca for^a à machina ; o
arauto por algum tempo desempenhou seu papel, cheio de
nobre orgulho. De repente, Stephenson fez-Ihe sìgnal para
sahir da lioha ; e a locomotiva come^ou a deitar
15 milhas por bora... Araulo e cavalleiros ficaram muitis-
simo distanciados ; e o trem seguiu, sem novidade, ale
DarlingtoQ.
peso do trem, com a carga e os 450 convidados,
attingia a 90 toneladas. A locomotiva custou £ 500.
Em 1828, Marc Seguin tirou privilegio para a caldeira
tubular, que muito augmentou a superficie de aque-
cimento da locomotiva.
Emquanto, na Franca, Seguin fazia tao importante
descoberta, na Inglaterra, Henry Bootbi lembrava a mesma
a Jorge Stephenson. É o que se póde chamar — coindden'
eia scientifica. N'aquella epocha as communica^des eram
difficeis, Booth com cerleza nào leve noticia da descoberta
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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 55
feita na Franca. As altenQdes estavam todas volladas para
a locomotiva; nào foi de espantar as idenlicas desco-
berlas.
Roberto Stephenson ( filho de Jorge ) aproveilou o
escapamento do vapor dos cylindros para augmentar a
liragem da chamìné, que ficaria prejudicada, visto sereno
mui pequenos os dìametros dos tubos da caldeira, rela-
tivamente ao comprimento dos mesmos.
Com estes extraordioarios meltioramentos, a locomotiva
elevou ao quintuplo a sua for^a.
Por esse tempo jà estava em construccào a estfada de
ferro de Liverpool a Manchester, autorisada pelo par-
lamento inglez em flns de 1828.
A directoria da importante empreza, desejando es-
colher com lodo o criterio o melhor meio de tracgao para
OS comboios, resolveu abrir um concorso, onde seriam
inscriptas as locomotivas que apresentassem as seguinles
condigOes: Queimar a fumaga, desprendida pela combus-
tào na fornalha. — Ter para peso 6 loneladas. — Rebocar
regularmente urna carga de 20 toneladas, comprehen-
didas tender e as provisOes, com ama velocidade de
16k'',6 por bora, e uina pressào de vapor nunca maior
de 50 libras.
Esse programma foi espalbado por toda a Inglaterra;
e concurso de Rainhill realisou-se em 6 de Oatubro
de 1829.
Apresentaram-se as seguintes locomotivas: a Fuso, de
Jorge Stephenson ; a Novidade, de Braithwaite e Erickson ;
a Sem Rivai, de Timothy Backv/orlh ; a Perseveranga,
de Brustal.
A Fuso foi a vencedora ; e flcou sendo o ponto de
partida das actuaes locomotivas, que ainda guardam os
seus tragos caracleristicos. — [Vide : Fuso].
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S6
mSTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
A Nomdade nSo tinha caldeira tubular. Podia rebocar
apenas 7 toneladas. Nào dea resultado.
Fig. 4» Locomotiva F%90
A Sem Rivai tinha na caldeira apenas um tubo. Nào
possuia molas de suspensao. No firn de algiunas viagens fi-
cou inutilisada. A Perseveranga nSo salisfezo programma.
Fig. 6 — Locomotiva Ufotidade
coDcurso de Raiahill veio firmar a primazia da
estrada de ferro com locomotivas, sobre todos os outros
meios de locomoQSo terrestre.
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HISTORICO GERAL DAS ESTRÀBAS DE FERRO
57
Desde entào comegou a serie de aperfeìgoamentos.
Os detalhes foram estudados debaixo de lodos os
ponlos de vista; e a estrada de ferro chegoa rapidamente
ao estado de prestar ulilissimos servicos à Humanidade.
rw
Fig. 6 — LocomotiTa Sem Rivai
A 15 de Setembro de 4830 foi inaugurada a E. F. de
Liverpool a Manchester. Houve extraordiuario enlhu-
siasmo e compareceram os mais notaveis personagens da
Inglaterra. Infelizmente dea-se um accidente, que eniuctou
acto. deputado Huskisson, por imprudencia propria,
foi colhido por urna das locomotivas, quando estava entre
OS trilhos, na estagao de Parkside. Està morte causou
certo panico no povo e Servio de argumento aos rotineiros
contra o importante invento.
Roberto Peel, conhecendo a prodigiosa forca do novo
agente de progresso, exclamava no meeting de Tamvort,
em 1834 : « Apressemo-nos, apressemo-nos I É indispeo-
savel cortar a Inglaterra de um extremo ao outro de com-
municacOes a vapor, se quizermos manter no mando o
nosso lugar, a nossa superiorìdade ! »
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hS HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
A rolina, apezar de ferrenha, foi vencida; e a Grà
Bretanha, em pouco tempo, cobrio-se com a mais com-
pleta rede de via-ferreas.
Em 1831, inaugurou-se a primeira estrada de ferro
dos Estados Unidos da America.
As outras naQOes acompanharam este movimento,
ainda que lentamente ao principio.
A Franga inaugurou a sua primeira estrada de ferro
em 1832, linha de Saint-Etienne a Andrezieux.
Nesle prodigioso paiz, a estrada de ferro encontrou
forte opposigào. Quando na Inglaterra os industriaes prò-
curavam resolver o problema, Charles Dupin, membro
da Academia Franceza, demonstrava, n'uma curiosa me-
moria, apresentada ao Instituto, a improficuidade da lo-
comotiva, concluindo pelo seguinte absurdo : « Lc« roiie«
tourneront sur place, et ne déinarreronl pus».
Thiers, em 1835, na tribuna do parlamento francez,
brada va : Il n*y a pas aujourd'hui huii ou^ dix lieaes de
chemins de fer en constr action en France et, pour mon
compte^ si on venati m^assurer qu'on ferait cinq par année^
je me tiendrais pour fori heureux. Il faut voir la réalité: car
méme en supposant beaucoup de succès aux chemins de fer, le
développement ne serait pas ce quc hn avait suppose.
E depois, distincto Thiers, ainda dizia a uns enge-
nheiros que o foram procurar : Vous voulez que je propose
aux chambres de vous concéder le chemin de Rouen, je ne
le ferait cerlainement pas: on ms jetterai au bas de la
tribune.
Quanlas vezes, mais tarde, Thiers se arrependeu de
pronuncìar-se tao erroneamente I
A Belgica, depois da Inglaterra, foi a potencia eu-
ropèa que melhor comprehendeu o alcance da estrada de
ferro. Perdonnet, um dos mais illustres engenheiros da
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HISTORICO GERAL DAS ESTRÀDAS DE FERRO
Franga, referindo-se aos belgas, leve a nobre franqueza de
dizer: <<LesBelges,nos premiers maitresdans Tari decons-
truìre les cbemios de fer, ont été aussi deputs quelques
anoées de bien utiles auxiliaires podr nous dans la
construction de dos graudes lignes». Em 1834. esse pe-
queno reino, decretoa a creagào de sua grande rede; em
1835 inaugurou a lìnba de Bruxellas a Mallines.
leitor, DO quadro por nós organisado e que em
seguida apresenlamos, lerà a introducgào da via ferrea
DOS diversos paizes do mundo :
8.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
U.
15.
16.
17.
18.
]9.
20.
21.
22.
23.
24.
26.
Paixet Datu da inangnn^Io
Injsrlaterra 27— Setembro. 1826
Estados-Unidos
Franca
Belgica
AllemaDha
Cuba
Russia
Hollauda ,
Italia
Suissa
Dinamarca
Jamaica «...
Hespanha
Mexico
Perù
Chile;
India Ingleza
Noruega
"Brazil .•..,..
Portagal
Victoria (Oceania)
NoYa Granada
Snecia
Nova Galles do Sul
Egjpto
1831
1832
5-Maio
1835
Dczenìbro.
1835
Agosto...
1837
Abrii
1838
Setembro.
1839
Outubro . .
1839
Julho
1844
Setembro .
1844
NoYembro.
1845
Outubro..
1848
Outubro,,
1850
Maio
1851
Maio
1852
Abril
1863
Julho ....
1853
0— Abril
1854
Julho
1854
Setembro .
1854
Janeiro...
1855
Fevereiro .
1855
Maio •
1855
Janeiro...
1856
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60
mSTORlCO GERAL DAS BSTRADAS DE FERRO
26.
27.
28.
29.
80.
31.
82.
83.
34.
85.
36.
37.
88.
'89.
40.
4i.
42.
48.
44.
45.
46.
47.
48.
49.
50.
51.
52.
53.
54.
55.
Australia Meridional ...
Costa Bica
Goyana Ingleza
Grecia
Cabo da Boa E8peran9a
Qaeensland (Oceania). . . ,
Tarqnia
Tnrqaia da Asia ,
Manricia
Algeria
Paraguay ;
Repablica Argentina. . . .
Nova Zelandia
Ceylao
Venezuela
Jaya
Abril...
Dezembroc
Fevereiro .
Janho.. ..
Julbo
Oatubro . .
Dezembro.
Maio
Agosto...
Outubro , ,
Dezembro.
Dezembro.
Outubro, .
Fevereiro,
Agosto...
Agosto...
Fevereiro .
Fevereiro .
Setembro .
Novembre.
Janeiro...
-Junbo....
Taiti *.
Bepublica do Uruguay
Tasmania (Oceania)
Honduras
Japio
Australia Occidental
China (U vez) 80
Nubià
Siberia Mar^o. . . •
Uba Hawaù
Dha Maou'i
Guatemala Junho. . .- .
Equador
China (2» vez) 20— Novembro.
1856
1858
1858
1860
1860
1860
1860
1860
1862
1862
1863
1863
1868
1865
1866
1867
1868
1869
1871
1871
1872
1874
1876
1877
1878
1879
1879
1880
1881
1886
Na China, em 1876, os inglezes inauguraram urna
pequena via-ferrea; pouco depois o governo chìnez a
resgalou e mandou destruil-a, por ser elemento perigoso
para o Celeste Imperio.
Em 1886 foi inaugurada outra pequena estrada de
terre; até hoje nào consta que fosse destruida. Parece que
progresso perfurou aflnal as muralhas da China.
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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
61
Apresentemos agora a mais recente estalislica das es-
tradas de ferro do mundo. Alcanfa ao anno de 1886.
Actualmenle o numero de kilometros em trafego està
augmentado e póde-se fazer idèa approximada d'esse aug-
mento, desde que se saiba que de 31 de Dezembrp de
1883 até 31 de Dezembro de 1886, o accrescimo foi de
70.306 kilometros. E' naturai que o augmento — de 31 de
Dezembro de 1886 até hoje — seja relativo àquelle.
BXTENSÀO EM TRAFEGO DAS ESTRADAS DE FERRO DOS DIVBRSOS
PAIZES, EM 31 DB DEZBMBRO DE 1886
Kilometrot
1. Estados-Unidos 222.010
2. Allemanha 88.264
3. Franca 88.845
4. Inglaterra 81.106
5. Eassia. 27.855
6. Austria 28.890
7. India Ingleza 20.728
8. Canada 17.800
9. Australia 14.148
10. Italia 11 .888
11. Hespanha 9.809
12. Brazil 7.669
18. Succia 7.277
14. Mexico 5.750
15. Eepublica Argentina 5.500
16. Belgica '. 4.582
17. HoUanda 2.865
18. Sdssa ; 2.797
19. Colonia do Cabo * 2.795
20. Chile 2.695
21. Algeria e Tunisia 2.312
22. Dinamarca 1.965
23. Boumania. 1.940
24. Cuba 1.600
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HISTORICO GERAL DÀS ESTRADAS DE FERRO
25 Portagal *. 1 .577
2f>. Noruega 1.562
• 27. Egypto 1 .500
28. Turquia, Bulgaria, etc l 'SOi
29. Perù 1 .309
80. India Holiandeza 1 .070
di'. Russia Transcaspiana ] .060
82. Japào 692
83. Uruguay 656
84. Grecia 615
85. Mauricia, ReuniSo e Senegal 492
36. Servia 473
87. Asia Menor 400
88. Cejlàe 289
89. Colombia 265
40. Natal 160
41 . Venezuela é 153
42. Rep. S. Domingos \ 80
43. Equador 79
44. Paraguay 72
46. Bolivia 70
46. Malasia « 45
47. Goyana Inglcza 85
48. Porto Rico 18
ExtensSo total 512.505
Nesle quadro o Brazìi lem logar bem honroso; acima
de si estào apenas as mais poderosSs nacòes do mimdo.
Relativamente ao continente americano, occupa o terceiro
logar: e, na America *do Sul, occupa o primeiro.
Para terminar o bistorico geral das estradas de ferro,
vamos dar lìgeiros aponlamentos sobre as notabilidades
DA LOGOMOCÀO TERRESTRE A VAPOR :
AcHARD. — Engenbeiro. — Inventor de um systema
de freios eleclricos, que ainda nào tiveram definitiva
applicagào. Na Exposicao de Paris, de 1855, pela primeira
vez appareceu o freio eleclrico ; que depois d'isto tera side
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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 63
muito modificado. A Companhia dm'estradas de ferro do
Leste.'Adi Franga, lem feito grande numero de experiencias
presididas pelo proprio Àchard, tirando resullados bem
salisfactorios.
Agudio. — Engenheiro italiano. — Inventor de um
systema de viàs ferreas, constituindo engenhosa combi*
nagao do plano inclinado de machina pana com p caho tele-»
dynamico e o trilho centrai Urna das mais nolaveis appli-
cacOes do syslema Agudio é a estradi de ferro da Superga,
na Italia.
Alexandre Mitchell. — Engenheiro americano. —
Projectou a primeira locomotiva do typo consolidation,
que foi construida nas ofBcinas de Baldwin, em 1866.
AvEJjNG E PoRTER. — Constructorcs inglezes. — In-
venlores de uma das mais aperfeigoadas locomotivas de
estrada de rodagem.
Aix\N. — Engenheiro inglez. — Inventor da corredila
de fórma recta.
Andraud. — Engenheiro francez. — Inventor do .sys-
tema de vias ferreas eolicas e da primeira locomotiva de ar
comprimido.
Arnoux. — Engenheiro francez. — Inventor do ce-
lebre systema de trens articulados que funccionaram na
linha de Paris a Orsay.
BooTH. — Industriai inglez que na Inglaterra in-
ventou a caldeira tabular, ao mesmo tempo que na
Franga Marc Seguin apresentava igual invencào.
Braithwaite. — Engenheiro inglez. — Com o seu
compatriota e collega Erickson construiram a locomotiva
Novidade, que entrou no concurso de Rainhill, efifectuado
a 6 de Outubro de 1829.
Bruèrb. — Notavel engenheiro francez. — Muilo se
distiuguiu em trabaihos de consolidacào de taludes.
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64 HISTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DB FERRO
Brunel (filho). — Um dos mais emioentes engenheiros
inglezes. — Constructor da E. de F. de Londres a Bristol,
onde applicou a grande bitola de a^j^lSS. Inventor do
tri! ho conhecido por bridge rail.
Brunel (pai). — Engenheiro francez, que emigrou
para a Inglaterra e ahi se immorlaiisou pclos seus tra-
balhos de estradas de ferro.
Brunton. — Constructor inglez. — ImagiDOU urna loco-
motiva coro pemas na f^rte posterior, além das rodas quo
devia possuir. As taes pernas, apoiando-se ao sólo em
posigào roais ou menos inclinada, faziam o vehiculo
mover-se. Gordon executou a burlesca idèa de Brunton,
nào tirando resultado favoravel.
BuRR. — Engenheiro inglez. — Inventor de um sys-
tema de pontes mixtas de ferro e madeira.
BuRSTALL. — Mecanico inglez. — Constructor da loco-
motiva Perseveranga, que apresenlou-se para o conaarso de
Rainhill; porém nelle nao tomou parte, visto nào satisfazer
às condicOes do programma.
Chaperon. — Distinclo engenheiro francez. — Notavel
pelos seus Irabalhos e processos de consolidagao de
laludes.
CoLLADON. — Engenheiro suisso. — Inventor dos per-
furadores movidos a ar comprimido, empregados nos
trabalhos do immenso tunnel de S. Golhardo.
CuGNOT. — Engenheiro francez, a quem se deve a
primeira applicagào do vapor à locomogao terrestre.
Baldwin. — Ourives americano. — Tornou-se notavel
constructor de locomotivas, fundando urna das mais
importantes fabricas da grande republica dos Estados-
Unidos.
Bayard de la Vingtrie. — Engenheiro francez que
com seu collega e compatriota de Vergés inauguraram a
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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 65
_
primeira estrada de ferro italiana, em 1839 — linha de
Napoles a Nocera.
Battio (allemào) — (Vide Koslling).
Beaunier. — Engenheiro francez, que em 1823 ob-
teve a concessào da mais anliga estrada de ferro da
Franga : — Saint Etienne a Andrezieu,
Bell. — Engenheiro francez. — Invenlor de um sys-
lema de locomolivas destinadas às vias ferreas de triiho
centrai (syst. Fell), tendo por caracterislico percorrer
rampas de grande declividade e curvas de mui pe-
queno raio.
Belpaire. — Engenheiro belga. — Distinclo por muitos
molivos e principalmente pela grelha de locomotiva que
inventou e que tem o seu nome.
Bessemer. — Conhecido metallurgista inglez, que em
1858 propoz ao director da North Western RaUwayo
emprego de trilhos de ago fundido ou de ago Bessemer.
Actualmente quasi todas as estradas de ferro do mundo
empregam trilhos d*esse metal.
BicALHO (Honorio). — Engenheiro brazileiro. — No-
ta vel por sua vastissima illustracào technica. Autor do
importante Irabaiho — Largura das eslrados de ferro e
resislencia dos trens. Fallecido a 5 de Maio de 1886.
Blacket. — Engenheiro inglez que — anles de oulro
qualquer, — teve a verdadeira idèa do valor da adhe-
rencia da locomotiva^sobre os trilhos.
Blenkinsop. — Engenheiro inglez. — Em 1821 con-
slruiu uma locomotiva munida de roda dentada e que se
movia sobre trilhos e cremalheira centrai.
Bollman. — Engenheiro americano. — Autor de um
sy.4ema de pontes de ferro.
CooKE. — Mecanico inglez, que em 1808 empregou
pela primeira vez a machina fixa a vapor e o cabo na
DiooionaMo 5
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HLSTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
traccao de wagòes, na estrada de ferro das minas de
carvao de Urpeth, em Birlley-Fell, no condado de Du-
rham.
Cooper. — Mecanieo americano, a quem se deve a
primeìra locomotiva construida nos Estados-Unidos.
A machina de Cooper era imilaQào da que Horacio
Alien trouxe da Europa; foi encommendada pela Com-
panhia Baltimore and Ohio Rail Road.
Church. -^Mecanieo inglez que, em 1838, conslruiu
a primeira locomotiva-tender. Cumpre notar que no con-
carso de Rainhill, em 6 de Outubro de 1829, apresentou-se
a machina Novidade, de Braithwaite e Erickson, que em
si mesma carregava as provisOes de agua e de carvao.
Crampton. — Mecanieo inglez. — Constructor do typo
de locomotiva que se distingue por ter a roda motriz, de
grande diametro, collocada por de traz da caldeira. A pri-
meira dessas locomotivas capazes de realisarem velo-
cidades considera veis, foi construida em 1851, nas offi-
cinas de Roberto Stephenson, na Inglaterra.
Daigremont. — Engenheiro francez. — Notavel pelo
systema de consolidagào que applicou nos trabalhos de
terra da E. F. de Mulhouse.
Desbrière. — Engenheiro francez. — Inventor dos
anneis que tém o seu nome e que servem para combater,
na via permanente das estradas de ferro, o escorregamento
dos trilhos.
Denis. — Engenheiro francez. — Constructor da mais
antiga estrada de ferro da Allemanha.
DoDD. — Mecanieo inglez que em 1815 ajudou
George Stephenson a aperfeicoar a sua primeira locomotiva.
Eambs. — Engenheiro americano. — Inventor do sys-
tema de freios continuos de vacuo mais usados nos
Estados-Unidos.
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fflSTORICO GERAL DAS ESTRÀDAS DE FERRO 67
Eduardo Mac-Donnkl. — Industriai inglez, que muito
se distinguiu no 4)rimeiro periodo da viacào ferrea da
Inglalcrra, sendo director da réde irlandeza.
Engerth. — Engeuheiro austriaco. — Inventor da loco-
motiva para as forles rampas da E. F. do ScBmmering.
A locomotiva Engerth lem o tender de algum modo soli-
dario com a machina ; porèm os dous vebiculos sdo ligados
por uma articulacào que permitte a passagem em curvas
forles. As rodas do tender sào conjugadas com as da
machina por melo de eugrenagens, ficando o peso total
aproveitado para a adherencia. A locomotiva foi modi-
Qcada ; e hoje jé nàó tem engrenagens.
Fairlir. — Engenheiro inglez. — Inventor da locomo-
tiva a trucks arliculados de eixos duplos. Partidario decìdido
e propagandista das estradas de bitola estreita.
Fell. — Engenheiro americano, que em 1863 applicou
trilho centrai em High-Peak, porto de Manchester, a
uma rampa de 0,083. Depois o mesmo engenheiro ap-
plicou systema, t[ue entào tomou o seu nome, a E. F.
do Monte Genis.
FiNK. — Engenheiro americano. — Autor de um sys-
tema de pontes de ferro.
Flachat. — Engenheiro francez. — Notavel por seu
systema de locomotivas e por outros melhoramentos que
ìntroduziu na utilhagem das estradas de ferro.
FowLER. — Engenheiro inglez. — Inventor da poha,
que tem o seu nome, muito empregada nos planos in-
ciinados.
Galy-Gazalat. — Engenheiro francez. — Inventor de
um notavel apparelho, especie de carro a vapor, destinado
a percorrer as estradas de rodagem. apparelho foi cons-
truido pouco depois de 1819; n'elle se fizeram varias
viagens.
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68 HISTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
Geddes. — Engenheiro inglez. — Com o seu collega e
compatriota Saint* Àlvord, conslruiram o mais antigo
plarà-road; o qual foi estabelecido no Canada, em 1837,
ligando Salina a Central Square.
Geigy. — Industriai suisso. — Um dos introductores
da estrada de ferro na Helvecia.
Gerstner. — Engenheiro austriaco. — Projectou e
construiu a mais antiga estrada de ferro da Russia, —
iinha de S. Pelenburgo a Tsarkoeselo — com 27 kilome-
tros.
GiFFARD. — Mecanico inglez. — Inventor do conhecido
apparelho (injector) empregado na alimentagao das cai-
deìras das locomotlvas.
Girard. — Engenheiro francez. — Inventor do systemn
de vias ferreas hydraulicas.
GoscHLER. — Engenheiro allemào. —Autor de varios
melhoramentos inlroduzidos na industria das estradas de
ferro e de um magniQco tratado de conservaQào e trafego
de vias ferreas. •
Greaye. — Mecanico inglez. — Inventor dos dormentes
de ferro fundido que os francezes denomina m cloches cn
fonte ejio Brazil chamam-se panellas.
Guerin. — Engenheiro francez. — Autor de um sys-
tema de freios automaticos.
GuRNEY. — Mecanico inglez. — Constructor de um
carro a vapor que funccionou de 21 de Fevereiro a 22 de
Junho de 1831, na estrada de rodagem de Glocester a
Chellenham. carro fazia 4 viagens diarias, com velo-
cidade de 3 a 4 leguas por bora, transportando em cada
uma — 36 passageiros.
Hamond. — Mecanico francez.— Constructor de um
carro a vapor que em 1834 percorreu as pricipaes estradas
de rodagem da Franca.
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HISTORICO GERAL DAS BSTRADAS DE FERRO CO
Harding. — Engenheiro inglez. — Autor de urna im-
portante e conbecida formula sobre resistencia de trens.
Hardy. — Engenbeiro inglez. — Inventor de um sys-
tema de freios continuos nào automaticos, empregados
com \erdadeiro successo na E. F. Norte-franceza. freio
Hardy è talvez o de menor custo.
Harisson. — Industriai inglez. — Director da estrada
de ferro de Liverpool, a quem se deve o grande Concuno
de RainhUU onde a locomotiva Fuso de G. Stephensm foi
vencedora.
Harrisson. — Constructor inglez, que em 1844, pri-
meiro que outro qualquer, empregou o ferro laminado do
fabrico de pontes.
Harvey. — Engenbeiro americano, que em 1866 con-
cebeu o primeiro projecto de estrada de ferro aerea para
a cidade de Nova York.
Heberlein.— Engenbeiro suisso. — Inventor de um
systerna de freios continuos automaticos mui preconisados
pelos engeùbeiros suissos, por se preslarem com bastante
energia em casos de accidentes, e, com a necessaria
modera(ào, na descida das rampas, onde regula a marcba
dos trens. delegado suisso, no Congresso Intemadonal
de Eslradas de Ferro (Belgica), communicou que nas vias
ferreas de sua patria o freio Heberlein prestava melbores
servigos que o freio Westinghouse.
Hkusinger von Waldegg. — Engenbeiro allemào. —
Inventor de um systema de via metallica, empregado no
Hannover, dando resultado pouco satisfactorio.
Horacio Allen. — Engenbeiro americano, a quem se
deve a introducalo da locomotiva nos Estados Unidos,
em 1829. A macbina que Alien trouxe da Inglaterra, foi
construida por Foster & C, de Stowrbridge, e tinba
caldeira tubular vertical;
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70 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
HowE. — Engenheiro americano, autor de um systema
de ponles, onde predomina a madeira.
James Watt. — Habilissimo mecanìco inglez. — Em
1784 tirou privilegio de urna locomotiva, que nào chegou
a executar.
Jessop. — Conslructor inglez. — Lembrou-se, era
1789, de asseutar os trìlhos em dados de pedra, por meio
de almofadas de ferro fundido. Eoi lambem o inventor
das rodas com rebordos.
John B. Jervis. — Mecanico americano. — Em 1832,
construiu a primeira locomotiva de caracter americano
bem definido. A machina foi executada nas ofQcinas de
Westpoint, e serviu na E. F. de Mehawk ao Hudson.
John Birkinshaw. — Mecanico inglez. — Em 1820
descobriu os meios de fabricar no laminador, trilhos de
qualguer fórma ou typo. Autor do trilbo de, dupla cabe^a.
Kennedy. — Engenheiro inglez. — Serviu de juiz no
celebre Concurso de Rainhill, em 6 de Outubro de 1829.
Knight. — Engenheiro americano. — Em 1828 em-
prehendeu a construc^ào da E. F. de Baltimore a Ohio, a
primeira via ferrea inaugurada nos Estados-Unidos da
America.
Koerting. — Engenheiro allemSo. — Inventor de um
systema de freios.
KosTUNG. — Engenheiro allemào. — Com o seu com-
patriota Battig inventaram um systema de via-metallica,
que em 1867 foi ensaiado na E. F. do Wurlemberg, na
extensào de 1.965 melros, em uma das liuhas compre-
hendidas entro Aalen e Goldshofe» com rampas de 0"',010
e curvas de raios variando de 900", 5 a 300 metros.
ensaio nào deu bons resultados.
Laidlaw. — Engenheiro inglez. — Promotor das pri-
meiras estradas de ferro de bitola estreita do Canada.
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HISTORIGO GERAL DÀS ESTRADAS DE FERRO 71
Laignel. — Engenheiro francez. — Propozum syslema
de material rodante, tendo por firn diminuir a resistencia
dos treos na passagem das curvas. systema tem tido
bom exito em linhas de fabricas, officinas, etc.
Lalanne. — Engenheiro suisso. — Inventor do systema
de drainagem a posteriori, empregado na consolidacào dos
taludes.
Larmanjat. — Engenheiro francez. — Inventor de um
systema de estradas de ferro que se distingue por ter
apenas um trilho.
Lechateuer. — Engenheiro francez. — Multo conhe-
cido por suas experiencias sobre resistencia de trens, etc.
LiNviLLE. — Engenheiro americano. — Autor de um
systema de pontes de ferro.
LocK. — Engenheiro inglez. — Muito se distinguiu no
primeiro periodo da viagào ferrea da Inglaterra.
LoTz. — Mecanico francez. — Constructor de urna lo-
comotiva de estrada de rodagem.
LouGHRiDGE (americano). — Inventor de um systema
de freios de ar comprimido, empregado nas linhas da réde
— Baltimore e Ohio, dos Estados-Unidos.
Luiz Favre. — Engenheiro suisso. — Autor do gigan-
tesco projecto do tunnel de S. Gothardo. Elle deu comego
aos trabalhos de perfuragào em 1872 ; dirigiu o servico
por muito tempo, fallecendo pouco antes da inauguragào
do tunnel.
Marc-Seguin. — Engenheiro francez. — Inventor da
caldeira tubular, que deu grande impulso à locomoQào a
vapor; e constructor da primeira estrada de ferro da
Franga.
Marsh. — Engenheiro americano. — Projectou em
1857 a E. F. do Monte Washington, nos Estados-Unidos.
Systema de cremalheira centrai.
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72 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
Mathieu. — Engenheiro francez. — Mqì conhecido
por seus Irabalhos de estradas de ferro.
Maua (Visconde de). — Industriai brazil^iro, que em
1854 ioaugurou a mais antiga via-ferrea do Brazil, da
qual foi concessionario. Falleceu em 1889.
Medhurst. — Engenheiro dinambrquez. — Foi quem
prinfìitivamenle imaginou o systema de vias ferreas almos-
phericas, em 1810.
MoLiNOS. — Engenheiro francez. — Molinos e Pron-
nier inventaram um systema de freios de emprego muitis-
simo vantajoso nos planos inclinados.
Murdoch. — Mecanico inglez. — Em 1784 fez um
modelo da locomotiva de James Watt, de quem era aju-
dante.
Naff. — Engenheiro suisso,que com Riggenbach cons-
truiram a E. F. do Monte Rigi.
Olivier Evans. — Mecanico americano. — Fez func-
cionar com successo nas ruas de Nova York, em 1801, um
carro a vapor.
Oppermann. — Engenheiro francez. — Conhecido por
seus multiplos trabalhos sobre estradas de ferro.
Ottoni. — (Conselheiro C. B.) — Engenheiro brazi-
leiro, que mais lem contribuido para o desenvolvimento
da viagào ferrea brazileira ; a seus esforgos se deve a E. F.
Central do Brazil. Decano da engenharia brazileira.
Pambour. — Engenheiro francez. — Conhecido por
suas experiencias sobre a resistencia do ar, por sua im-
portante formula, eie.
Pecquer. — Inventor francez de um systema que
emprega o ar comprimido para mover as locomotivas.
Pettit. — Engenheiro americano. — Autor de um
systema de ponles de ferro.
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HISTORIGO GERAL DÀS ESTRADAS DE FERRO 73
Pierre Simons. — Engenheiro belga. — Consiractor
da mais anliga estrada de ferro da Belgica- — Bruxellas a
Malines — inaugarada em 1835.
PiNKUs. — Engenheiro inglez, que de 1834 a 1839
conseguiu melhorar as valvulas empregadas no syslema
de vias ferreas atmospliericas.
Post. — Engenheiro americano. — Autor de um sys-
tema de pontes de ferro.
Prati. — Engenheiro americano. — Invenlor de um
systema de pontes de ferro.
Rammel. — Engenheiro inglez. — Constructor da es-
trada de ferro pneumatica, que desde Agosto de 1864
funcciona no palacio de crystal de Sydenham, porto de
Londres.
JRamsbottom. — (inglez). — Inventor dos apparelhos
de alimentar as locomotivas em marcha.
Rastrick. — Engenheiro inglez. — Um dos juizes do
concurso de Rainhill, effectuado em 6 de Outubro de 1829.
Rebouqas (Antonio.) — Engenheiro brazileiro. — Dis-
tincto propagandista das estradas de ferro de bitula estreita.
Redtembacher. — Engenheiro alleniào. — Muilo co-
nhecido por suas formulas.
RmDER. — Engenheiro belga. — Construclor da E. F.
de Anvers a Gand, urna das mais antigas de bitola estreita.
RiGGENBACH. — Eugenheiro suisso. — Construclor da
notavel E. F. do Monte Rigi.
RoBisoN. — Malhematico inglez. — Em 1759 sug-
geriu a idèa de applicar-se o vapor à locomogào terrestre.
Nào executou seu pensamento.
RosEN. — Industriai sueco. — Concessionario da pri-
meira vìa ferrea de sua patria.
Robert Stevens. — Engenheiro americano. — In-
ventor» em 1830» do trìlho de sapata» hoje conhecido por
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74 mSTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO
trilho Vignale. — A linha na qual Stevens applicou o seu
trilho, fói a de Canden a Amboy, no Estado de New-Jersey.
RoGiER. — Esladista belga, ministro de Leopoldo I. —
£m 1 de Maio de 1834 referendou a primeira lei relativa
às estradas de ferro da Belgica.
Saint-Alvord (inglez). — (Vide Geddes).
Sazilly. — Engenheìro francez. — Inventor de um
interessante processo de consolidagào de taludes.
ScHEFFLER. — Engenhoiro allemào. Inventor de um
systema de via metallica, appUcado nas estradas de ferro
do ducado de Brunswick.
Seguier. — Engenheiro francez. — Poi quem primeiro
lembrou o emprego do trilho centrai, mais tarde carac-
teristico do systema Fell.
Seller. — Engenheiro americano. — Fez a primeira
applicacào, em 1848, do systema de via-ferrea actual-
mente denominado Fdl. A lìoha foi construida na Pen-
syl Vania.
Shuttleworth. — Engenheiro inglez. — Constructor
da primeira estrada hydraulica, linha de Dublin a Cork,
na loglaterra. Mais Iarde, Girard fez applicagào deste
systema com algumas modiQcagOes.
Smith. — Mecanico inglez. — Inventor de um systema
de freios continuos de vacuo.
Spooner. — Engenheiro inglez. — Constructor da E.
F. de Festiniog, o typo de estrada de bitola reduzida.
Stephenson (George). — Notavel inglez. — Consi-
derado o pae da locomotiva. Construiu a sua primeira
machina, a Blucher, em 1814, deslinada aos trabalhos das
minas de Killing-Wort. Foi, porém, em 1829, que o
distincto industriai apresentou a locomotiva Fuso ao
concurso de Rainhill, aberto pela directoria da E. de F. de
Liverpool a Manchester.
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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 75
Stephenson (Roberto). — Engeaheiro inglez, fllho de
Georgo Stephenson. — Dislinguiu-se muilo em materia de
via^ào-ferrea.
Stilmant. — Engenheiro francez. — Inventor de am
systema de freios, muilo usados nas estradas de ferro da
Franga.
Teichmann. — Engenlieiro belga, chefe do corpo de
pontes e calcadas. Foi qaera dirigiu em 1830 os esludos
da primeira via ferrea de sua patria.
Timotheo Hackworth. — Mecanico inglez ^qne em
1825 construiu a locomotiva Royal Georges, a qual apre-
senlava 2 embolos actuando sobre o mesmo eixo, porém
com cylindros verticaes. — Annos depois construiu a loco-
motiva Sem Rivai, que tomou parte no concurso de RainhilL
Trevithick. — Mecanico inglez que com o seu collega
e compatriota Vivian em 1801 construiram carros a vapor.
Em 1804 ensaiarara seus carros sobre trilhos na E. de F.
de Merlhyr-Tydwil, no paiz de Galles. Um dos carros
rebocou 10 toneladas com a velocidade de 18 kilometros
por bora, Foi a primeira applicagào do vapor à via ferrea.
Vallancb. — Engenheiro inglez que teve, em 1824,
a primeira idèa sobre o systema de estrada de ferro
atmospherica. Muilo mais tarde Glegg e Samuda estabele-
ceram a primeira linha por esse systema, na Irlanda, com
2.722 melros de extensào, entro Kingstown eDalkey.
Vignoles. — Engenheiro inglez. — Vulgarisador do
trilho de sapata ou patim, inventado por Steì^ens. Esìe
profissionai com Erickson,em 1830,tiraram na Inglaterra
privilegio para o emprego do trilho centrai, que mais
tarde constituiu o caracteristico do systema Fell.
Vergés. — (Vide Bayard de la Vingtrie).
Walter. — Engenheiro inglez. — Multo se distinguiu
no primeiro periodo da viagào ferrea na Inglaterra.
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76 HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL
Westinghouse. — Engenheiro americano. — Inventor
do celebre e couhecido freio aulomatico de ar comprimido.
Wktli. — E'.ngenheiro italiano. — Inventor do syslema
de estradas de ferro de cremalbeira helicoidal.
William Barlow. — Engenheiro inglez. — Inventor
do triiho que tinha por firn substiluìr a longarina de
madeira. Irilho de Barlow foi appiicado de {849 a 1850.
William Ghapman. — Mecanico inglez, que com seu
irraào Edward Chapman, em 1812, liraram privilegio para
conslruir um carro a vapor com 4 eixos, enlre os quaes
era Iransmillido o movimento por meio de rodas denladas.
Williams Reynolds. — Engenheiro inglez, que em
1768 empregou trilhos de ferro fundido, em substituigào
aos trilhos de madeira, até entào usados nas estradas de
ferro das minas de carvào da Inglaterra. Esse melhora-
mento havia sido ensaiado em 1738.
WooD. — Engenheiro inglez. — Multo se dislinguiu
pelos servicos preslados ao desen voi vi mento da viacào
ferrea na Inglaterra, no primeiro periodo. Foi um dos
juizes do importante Concurso de Rainhill.
Historico das estradas de ferro do Brazil. — Divi-
diremos o historico das eslr<jdas de ferro do Brazil, no
tempo do Imperio, em tres periodos: — Antes, durante
e depois da guerra do Paraguay.
i** periodo : — Antes da guerra do Paraguay
( 1835— 1865).
•
Na regencia do padre Diogo Antonio Feijó appareceu
primeiro acto officiai relativo a nossa viacào ferrea :
Lei n. iOi de 3i de Outubro de 1835. *
' Autorìsava o Governo a conceder pri?ilegio por 40 annos a ama
oa mais companhias qae constraissem estradas de ferro entro a capital do
Imperio e as promcias de Minas Geraes, Bio Grande do Sol e Bahia.
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HISTORIGO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 77
Em 20 de Selembro d'esse anno arrebenlou a revo-
lucao rio-grandense; de tal aconlecimento a regencia levo
nolicia em Outubro, e logo cogitou dos meios de rapida-
mente ligar a provincia revoltada, bem corno outras, ao
Rio de Janeiro.
Decorreu muilo tempo sem que a idèa recebesse
impulso, ainda que a 3 de Novembro de 1835 baixasse
um aviso do minislerio do Imperio sobre a formagào de
companhias européas emprebendedoras de construcQào
de vias ferreas no Brazil.
parlamento em Oulubro de 1838 approvou a lei
aceiUmdo a resolugào tomada pela assemblèa proviDcial
de S. Paulo, sobre a conslrucgào de urna estrada de ferro
n'essa provincia, cujo privilegio mais tarde caducou.
Em 1840 governo concedeu ao Dr. Cochrane privi-
legio exclusivo para a construcQào de uma estrada de
ferro que, partindo da capital do Imperio, fosse ter à
provincia de S. Paulo.
Surgiram immensas difQculdades; o concessionario
nào conseguiu realis^r o seu projecto.
Os capitaes brazileiros, apezar de pequenos, cumpre
dìzer, est:ivam infelizmente empregados no indigno com-
mercio de escravos da Africa. So depois de abolido o
trafico, esses capitaes comecaram a ter applicagào às
industrias honestas.
Emquanto o governo geral promovia os meios de
implaijj^r a via^ào ferrea no Imperio, a provincia do Rio
de Janeiro, em 27 de Abril de 1852, conlratava a cons-
IrucQào da E. F. Mauà.
decreto n. 987 de 12 de Junho de 1852 approvou
esse con tra to.
Os nossos estadistas comecaram a se convencer de que
era necessario garantir os juros dos capitaes embarcados
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78 HISTORIGO DAS ESTRABAS DE FERRO DO BRAZDL
nas emprezas de vias ferreas e trataram da Lei d. 641 de
26 de Jnnho de 1852, em vìrtude da qual foram concedidas
as estradas de ferro D. Fedro II e Recife ao S. Francisco.
Em 3 de Outubro de 1853 foi promulgada a Lei
D. 725, autorisando o Governo a conceder a E. F. da
Bahia ao S. Francisco.
A 29 de Agosto de 1852 leve comego a construcgào da
primeira via ferrea brazileira — a legendaria E. de F.
Maua ^ que abriu ao trafego a sua 1' secQao em 30 de
Abril de 1854.
É dever lembrar o nome do distincto rio-grandense
do sul, cidadào Irinéo Evangelista de Souza (Visconde de
Mane) que por conta propria, sem receber o menor auxilio
da Nacàio e da provincia, construiu a estrada de ferro
— ponto de partida do progresso material de nossa patria.
Em 1885, em um numero da Revista de Estradas de
Ferro escrevemos o seguinte, a respeito da linlia de Mauà :
4( Houve quem trocasse o nome da pequena via ferrea,
quem livesse tao triste lembranga...; mas, nào bavera
quem se esquega de que aquelles poucos kilometros
representam o esforco de um espirito superior. »
Ao inaugurar-se a primeira estrada de ferro do Brazil,
foram dirigidas ao Imperador, pelo illustre cidadào Irinéo
Evangelista de Souza, as seguintes palavras, que trans-
crevemos corno um dos mais nolaveis documentos da
via^ào ferrea brazileira :
« SENHOR. •
«f A directorìa da companhia — Navega^ào a vapor e estrada de ferro
de Petropolis — vem render gra^as a W. MM. pela honra que se digiiaram
conferir à estrada, vindo assistir à solemnidade da soa inaugara^ao. Vinte
mezes sào apenas contados desde que V V. MM. honraram com as soas
' Hoje 1* secfao da £• F. Principe do Grao Para.
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HISTORIGO DAS ESTRADÀS DE FERRO DO BRAZIL 70
augnstas presengas o prìmeiro acampamento dos operarìos da companhia ;
coube-me entao a distincta honra de depositar Das roSos de Yde 17 de Julho de 1871, concedendo
um credilo de 20.000:000$000 para a construc^ào do
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86 HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL
prolongamento da «E. F. D. Fedro II, e authorisando o
Governo a ilesponder 3.000:0008000 por anno com os
prolongamenlos das vias ferreas da Bahia, de Fernambuco
e de S. Faulo.
— Lei n. 2237 de 3 de Maio de 1873, isen-
lando de direitos de ìmportagào lodo o material flxo e
rodante, oombiislivel, machinas, ferramentas, eie, ne-
cessarios ao Irafego das vias ferreas conslruidas no Im-
perio.
— Lei n. 2397 de 10 de Setembro de 1873, con-
cedendo 40.000:000)!!000 para a conslrucgào da rede
commercial e estrategica da provincia do Rio Grande
do Sul.
— Lei n. 2450 de 24 de Setembro de. 1873, conce-
dendo garantia de juros sobre o capital de 100 rail contos
apidicjdo na conslruccao de estradas de ferro nas diversas
provinciifs do Imperio.
— Lei n. 3396 de 24 de Novembro de 1888, conce-
dendo garanlias de juros até 6 Vo, sendo 30 annos o prazo
maxime das concessòes e 30:000$000 o maximo custo
kilometrico, para a conslrucgào de varias estradas de
ferro.
Muitas estradas foram concedidas com garantia de
juros, em virtude das leis n. 2450 e n. 3396; e assim o
territorio hrazileiro recebeaum pouco de séiva, que forgo-
samenle ha de fazer a nagào progredir.
As concessòes se mulliplicaram e o numero de kilo-
metros entregucs ao Irafego attinge a milhares.
Depois da guerra do Faraguay — do comego de 1870
até a proclamagào da Republica — foram decreladas e
concedidas as seguintes vias ferreas, afóra as que jà
cahiram em caducidade :
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fflSTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 87
Eslradas de ferro concedidas pelo Estado e pelas
provincias com capilaes gararUidos
FroTucias Estradas de ferro Datas das concessoes
Paró. '. Bragan$a < 21 Mar^o 1879
Maranbao Caxiaa a Cajazeiros
Cearà Baturitó 3 25 Jalho 1870
Rio Grande do Norte. . Natal a Nova Graz 2 Julho 1 871
Parahyba Gonde d'Eu 22 Junlio 1872
Fernambuco Limoeiro •. 16 Julbo 1870
Alagòae . . . , Gentral d'Alagòas ^ 18 Cut. 1874
Bahia Central da Bahia *.. 28 Cut. 1874
» Nazareth 6 Jan. 1878
» Ramai do Timbó .7 Abril 1883
Espirito-Santo Itapemerim 15 Set. 1883
» St. Eduardo ao Gachoeiro 15 Dez. 1888
Rio de Janeiro Carangola 12 Abril 1872
» . Santa Isabel do Rio Preto.. . 23 Dez. 1876
» Macahó Serra do Prade 15 Dez . 1888
Minas Geraes Rio e Minas 22 Fer. 1875
» Juiz do Fora ao Pian 1 Set. 1880
» Sapucahy
S. Paulo S. Paulo e Rio de Janeiro 2 Marijo 1872
» Sorocabana 18 Jonho 1871
» Prolong. Sorocabana 24 Nov. . 1888
» Ituana 10 Cut, 1870
» Bragantina 15 Set. 1873
» Mogyana 19 Julho 1872
« Prolong. Mogyana 17 Fev. 1888
» Taubaté a Ubatuba 6 Jan. 1889
Paranà Paranaguà a Gurytiba 5 Cut. 1878
Santa Gatharina D. Thereza Christina 1 Junho 1874
Rio Grande do Sul. . . Rio Grande a Bagé 26 Gat. 1878
* Foi encampada pela provìncia.
3 Foi encampada pelo Estado.
^ iLm 24 de Maio foi autorisada està via ferrea : organisou-se nma
coropanhia que a construiu ató o Bebedouro, e caducou.
* A construc9ào foi autorisada em 16 de Junho de 1865; mas sé
em 1874, a companhia obteve garantia de juros.
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88 niSTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL
Bio Grande do Sul. . . Qaarahim a Itaqoi 15 Nov. 1881
» S. Paulo ao Rio Grande No?. I8b9
» Pelutas a S. Lourenjo 5 Jan. 1889
Estradas de ferro concedidas com subvengào kilometrica
ProTincias Estradas de ferro DaiM das conoessóes
Bahia Bahia e Minag 1 Julho 1880
Kio de Janeiro Bezende a Arèas 21 Fev. 1872
Minas Geraee Leopoldina 27 Mar^ 1872
» OesteeMinas 80 Abril 1873
» Prolong, da Oeste de Minas. . 4 Fev. 1881
E$tradas de ferro concedidas som garantia de juro$
nem mbvengào kilometrica
ProTindas Estradas de ferro Data da» oonoessoes
Bio de Janeiro Principe do Grao-Parà 28 Fev. 1879
Norte 4 Nov. 1882
» Bamal de Cantagallo 12 Mar^o 1872
• N . Macahó e Oampos 3 Fev. 1870
» Santo Antonio de Padna 11 Maio 1874
» Sant'Anna 28 Jnnho 1879
» Barao de Araruama 4 Dez. 1876
» Alcantara a Maricà —
'» ....... BiodasFòrea 26 Jnnho 1874
» Bio Bonito a Jutumahyba. ... 16 Nov. 1880
» Bamal Bananalense 31 Maio 1880
» Vassourense 1883
» S. Fidelis 8 Jnnho 1876
« Piedade e Theresopolis 1 6 Ont . 1880
S.Paulo... S. Carlos do Pinhal 4 Out. 1880
» Bamal do Bio Pardo 8 Abril 1884
» Santos a S. Vicente -
» S. Paulo a Santo Amaro. ...
Pemambuco Bibeirao ao Bonito -
Municipio Neutro .... Corcovado 7 Jan . 1882
.... Bio d'Ouro 22 Fev. 1876
» .... Botafugo a Angra 1889
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HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 89
Para terminar o historico das vias ferreas do Brazil
durante o Imperio, vainos dar as inauguragòes das pri-
meiras estradas de ferro nas diversas provincias :
Provineiaa Estradas de ferro Dalas daa ìnaagara^ffes
Rio de Janeiro Mauà 30 Abril 1854
Peraambuco Recife ao S Francisco 9 Per. 3858
Municipio Neutro* .... D, Fedro II 28 Maryo 1858
Bahia Bahia ao S. Francisco 28 Jauho 1860
S. Paulo Santos a Jundiahy 16 Fev, 1867
Alagòas Jaraguà a Bebedouro 19 Outu. 1873
Cearà Baturitó 30 Nov. 1878
Rio Grande do Sul. . . S. Leopoldo 14 Abril 1874
Minas Greraes Leopoldina. . 8 Out. 1874
Rio Grande do Norte. . Natal a Nova Cruz 28 Set. 1881
Parahyba Conde d'Eu 7 Set 1883
Parane Paranagaà a Curitiba 17 Nov. 1883
Santa Catharina D. Thereza Christina 1 Set. 1884
Para Bragan^a 10 Nov. 1884
Espirito Santa Itapemirim 15 Set. 1687
Feita a Republica, a Dictadura deu grande impulso às
Qossas estradas de ferro. Resolveu problemas urgentìs-
simos e laoQou as bases da futura réde de communica^òes
do Brazil.
No tempo do Imperio, o parlamentarismo foi o terrivel
empecilho que as grandes idéas encontraram. Muitas
vezes pensou-se em ligar o Rio de Janeiro com os mais
longioquos pontos do Brazil; a rhetorica parlamentar
teve meios de protelar sempre taes resoluQòes.
A Dictadura, podendo agir livremente, concedeu as
estradas de ferro iudispensaveis ao progressivo desenvolvi-
mento da Republica. Foi bem iospirada n'este ponto, aìnda
commettendo pequenos erros, que desapparecem ante a
magnitudo do conjuncto das medidas decretadas.
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00 HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL
ultimo ministerio da monarchia, cheio de iniziativa,
concedeu, com garantia de juros, a E F. de Itareré a
Santa Maria da Bocca do Monte (S. Paulo ao Rio Grande
do Sul), ficando o acto do governo dependente da appro-
vafào do poder legislativo.
A Dictadura comegou os seus trabalhossobre viagào
ferrea, decretando essa garantia de juros.
A estrada de ferro para Goyaz e Matto Grosso mereceu
a maxima attengào dos estadistas do Imperio; e nunca foi
decretada, porque faltou aos governos d'esse tempo,
relativamente à questào, a boa vontade do parlamento.
De todas as vias ferreasbrazileiras,esta é a mais neces-
saria, visto a posicào geographica dos Estados a que vae
servir. Matto Grosso, além de tudo,sofifreu immensamente,
por estar comò que desligado do Brazil, durante a guerra
do Paraguay. A communicagào para estes Estados far-se-ha
em breve por S. Paulo (prolongamento da Mogyana, até
Catalào) e por Minas Geraes (prolongamento da Oeste de
Minas, até Calalào). Do ponto de encontro destes dous
prolongamenlos partirla linha, que em menosde lOarmos
deverà altingira seus terminus; e partirà tambem a linha
que vae ter a Palmas, no valle do Tocanlins, que foi
concedida.
Para a ligagào da Capital Federai com o norte da
Republica, foi decretada a E. de F. de Petrolina a The-
rezioa, na qual entroncarà o prolongamento da E. de F.
de Baturité, ainda nào concedido, e a E. de F. do Caruarù
ao Grato, concedida.
A E. de F. Central do Brazil sera prolongada atè o rio
S. Francisco, a cuja margem esquerda Oca Petrolina.
Do There2ina, a réde terà ligacào para S. Luiz e Belém.
No Estado do Miranhào foi pelo governo federai
concedida uma importante via ferrea.
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HORARIO 01
Foram tambem decretadas, enlre outras vias ferreas,
as linhas de Peganha a Araxà, de Itabira a Jatobà, e do
Estreito a Chopim, que eomplelam a rède da Republica e
loroam facillima a satìida de mercadorias de immensa
zona para o liltoral.
Houve muila concessào de estradas de ferro com
^aranlia de juros; iste, porém, nào é cousa de ame-
drontar...; sào despezas reproductivas. Quando todas as ,
vias ferreas decretadas esliverem conslruidas, a Republica
tornare uoiavel desenvolvimento. A nagào, é muilo pro-
vavo!, nào fera nunca de pagar integralmente os 6 7o
garantidos; e o créscimento das rendas ha de por forca
chegar para as despezas a fazer-se com a viacào ferrea.
A réde de estradas de ferro do Brazil sera um forte lago
para a integridade da Republica e, tambem, poderoso
agente para o governo federai.
A Dicladura leve o bom senso de nomeiar a Commissào
de Viagào Geral, que fez aceurado estudo e apresentou
ao governo um plano do viacào, onde foram tragadas
todas as grandes linhas ferreas indispensaveis e necessarias
à Republica, bem comò aproveilados todos os rios nave-
gaveis e aquelles que podem ser facilmente desobstruidos.
decreto de 26 de Junho de 1890 descriminou a
competencia do governo federai e dos governos dos
Estados Unidos do Brazil em materia de viacào ferrea. —
[Vide: Competencia, etc]
Horario (Adm.) — Horaire. — Horary. — Fahrplan.
— Tabella contendo às horas de partida e de chegada
dos trens nas dififerentes estagòes da estrada de ferro.
Como documento historico bastante curioso, apresen-
ta mos em seguida o primeiro horario officiai de estradas
de ferro, extrahido de um dos numeros da revista technica
Engineering, publicada em Londres.
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01
HORARIO
Viagem pela E. F. de Liverpool a Manchester
Os directores tèm a honra de informar fto pnblìco qne— 'trens coni-
postos de varios carros — partem da esta^ào de Liverpool, rua da Coròa, e
da e8ta9ào de Manchester, rua Liverpool, na seguinte ordem :
HORAS DE PARTIDA
(Os trens de 2* classe estavam impressos em vermelho)
DE LIVERPOOL DE MANCHESTER
• Sute horn» Tr«*m de !• oluti^.
Sete horas- e om quarto..
Dea horaa.... „...
Dea e mela horati
Meio dia.. .„
Daas horas „..
Tre* horaa »
Qnatro horas ..,
lineo horas
Cince e ineia horas.. .....
de 2*
del»
de 2*
de 3"
del*
dea*
dea*
del*
dea*
Sete horas Trem de 1" classe.
Sete horas e nm qaarto..
Gito huras ^..
Dei horas
Meio dia
Urna hora.....
Duas horas.
Tres horas....
Ciuco horas ..
Ciuco e meia horas ..
dea*
dea*
del*
dea*
dea*
del*
dei*
del»
dea*
H. B. — Os nltimos trens, nos dias de feira em Manchester (ter^a feira e qointa feira)
partirSo de Manchester 4s seis horas e nào às cince » meia horas.
00MING08
Sete horas Trem de 2* classe. 1 Unco horas Tiem de 1* classe.
Oito Uoras „ de 1* , | Seis horas , de 2* ,
PREQ08
Em trem de 1* classe, carro de 4 logares dentro 6 sh. d.
» » » 6 » 5 sh. d.
Em trem de 2* classe, carros envidracados 3 sh. d.
> » > carros descobertos * 3 sh. 6 d.
Pre^o do transporte de um carro de 4 rodas 20 sh.
i » > » » 2 rodas 15 sh.
Recebem-se tambem passageiros e mercadorias no escriptorio da companhia
em Liverpool e Matichester para
WARRINGTON
4sh.
5sh.
Prece de Liverpool e de Manchester \ ^] ^^^^' ' ' '
LIVERPOOL A BOLTON
IloRAs DE Partida *. Orzc da manhà, cince e um quarto da tarde. Urna so
pallida aos domingos, is cince e meia da tarde.
PREgo : — Dentro, 5 sh. ; fora, 3 sh.
Escriptorio da Estrada de Ferro, Liverpool. 1852.
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HULHA-
HYGROMETRO
05
Hulha (carvào de pedra) — (Tecìm,) — Houille. —
Pit'CoaL — ^einkohle.
Hygrometro (tech.) — Hygroìnè're, — Hygrometer. —
Hygrometer. — Instriimeiilo servindo para medir o grao
de humidade da atmosphera.
Tabella para determinar a hamidafle relativa por melo do hygrro-
metro de eabello de Saassare (calcai, por T. Haegheus)
Hygrometro
de
Gabello
9
Hygrometro
de
Gabello
11
Hygrometro
de
Gabello
n
Hygrometro
de
Gabello
il
0^
26*»
16
60°
35
75«
62
l
2»
17
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36
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•21
12
46
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99
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98
100
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94 ILLUMlNAgiO INAUGURgXO DE UMA ESTRADA DE FERRO
I
IlIuminagSo (Tech.) — Eclairage. — Lighling. — Be-
leuchiung. — Nas estradasde ferro, as estafOes sào illumi-
nadas a luz eleclrìca, a gaz cu a kerosene. A illuminacào
(los Irens, em geral, ó feita a kerosene. Algumas vias
fcrreas da Europa illumìnam os carros a gaz.
Illuminag3o dos trens pelo freio Westinghouse. —
Ò freio WesUnghouse nào tem sómente a grande appli-
cacào que todos conhecem ; serve, ainda, para fornecer o
ar necessario a passar por pequenos reservatorios de
hydrocarborelo e a transformar-se em gaz de illuminagào.
Os reservalorios (neste systema) estao coUocados por baixo
dos carros, e o gaz percorre os tubos, tendo sahida por
bicos convenientemente dispostos. trem que tiver o freio
Westinghouse, nào precisa de canalisagào especial para o
gaz; aproveita a do freio e com iste faz grande economia.
Esle systema de illuminagào eslà ensaiado nas linhas
inglezas de Ioyi(fon Briglon and South-Coast. A luz pro-
duzìda è bòa; os reservatorios podem conter materia para
15 dias. Na exposicào de Pariz, em 1878, tratou-se de tao
curioso assumpto.
Imposta (Consi.) —, Naissance, — Springing ofa vault.
— Gewólbanfang, Kàmpfer. — Extremo do encontro,.do
pegao ou do pé direilo, onde tem origem a abobada.
InauguragSo de urna estrada de ferro (E. de F.) —
Ouverture à!un Qhemin de fer. • — Opening of a line. — .
Eròffnung einer Eùenbahn.
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INGLINCgÀO DOS TALUDES INJECTOR 95
Inclinag3o dos taludes (E. de F.) — Inclinaison des
talus, — Degrec ofslopeness. — BòschungsiOinkeL — [Vide:
Taludei.
Incrustagao (Tech. — Inscrmlation ou Mimeni. —
Scale ^ inscrmlation , sediment. — Kesselstein , Ffannens-^
teinuberzug. — Crosta calcarea que se fórma nas cal-
deiras das locomolivas, pelas substancias contidas nas
aguas da alimentafào. Adhere às paredes das caldeiras e
toma-se causa de explosòes e de maior consumo de com-
buslivel.
IndemnisaQSo (Adm.)— Indemnité. — Indemnily. —
Enlschàdigung.
Indicador de declividade (E. de F.) — Indicatcur de
declivité. — Gradienl'posL — Neigungszeiger, Gradienten-
zeiger. — Poste de madeira, fmcado no comego de urna
rampa ou de um patamar, tendo n*uma tabolota a indi-
cagào da declividade n'esse trecho de linha.
Indicador de velocidade . ( Tech. ) — [ Vide : Toco-
melró],
Indicador do nivel d'agua (Locom.) — Indicateur du
niveau de Veau. — Water-mark, waler-gav^e. — Was-
serslandszèiger. — Tubo de vidro, montado em dous tubos
metalhcos que penetram na caldeira. Tem por fim mostrar
ao machinista qual a altura da agua dentro da caldeira.
Està collocado na fronte da caldeira, à esquerda. —
[Vide: Abaixamento do nivel d'agiw],
Indigo (Tech.) — Indigo. — Indigo. — Indigo. —
Tinta empregada no desenho de aquarella.
Injector. (Locom.) — Injccteur. — Injedor. — Damfh
fstrahlpumpc, Injector. — Apparelho automolor que serve
para alimentar a caldeira da locomotiva, fazendo a agua
passar do tender para a machina. Ha de diversos auto-
res ; mais empregado é o de Giffard.
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96
INJECTOR
Damos em seguida urna seccào deste engenhoso ap-
parelhò. Ellecoramunica coma parie superior da caldeira,
onde recebe o vapui, e com o tariqne do tender, onde
recebe a agua. Por nieio de urna aguiha, movida por
manivella, faz-se chogar ao tubo da agua um pequeno
jacto de vapor ; produz-se o vacuo, e a agua desde logo
éaspirada. Depois, alravessando urna valvula, que scabre
com a forca da corrente liquida, a agua ebega à caldeira.
fkWk
Fig. 7 -« lujector Giffard
Formula de Giffard, relativa ao seu injeclor :
E-ÌJ8 4» l/IT
Sendo: E, quanlidade d'agua. em litros, por bora,
fornecida pelo injector, no maximo ; d, diametro minimo
do tubo divergente, em millimetros; n, pressào effecliva
do vapor na caldeira, em atlìmospheras.
Uma outra formula franceza, dando a quantidade de
agua fornecida pelo mesmo injector:
Sendo: Q, quantidade de agua, em litros, por se-
gundo ; K, coefiQcieute que varia de 0,90 a 1 ; s, seccào
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INTERCOLUMNIO SKCMÌÈ 97
minima do tubo divergente, em inillimetros ; p, pressSo
eflfecliva do vapor na caldeira, em kilogrammas por cen*
limetro quadrado.
Formulas de Mdesworth, relativas ao injeclor Giffard :
D= 0,0158 1/ -7=r
(ì-
:(.3,4D)y'
Sendo: Q, quantidade de agua injeclada, em gallOes
por hora ; P, pressào do vapor em almospheras ; D, dia-
metro do tubo em pollegadas.
Intercolumnio (Arch.) — ErUrecolonnement. —Inter"
columniation. — Sàulenweile. — Intervallo entre duas co-
lumnas.
Na ordem toscana é de 4 diameòros da eolamna
» » dorica » » 2 ^y^ » » »
» » jonica » » 2 Va ■ » *
Nas wdens corinthia e composita é de 2 diametrot.
Intradorso (Coostr.) — Intrados. — Intrados. — In-
nenflàche des Bogens. — Superficie interna da abobada.
Isolador (Tech.) — Isolateur, — Insulator. — Isolator.
Pega de louga ou vidro, que se colloca na extremidade su-
perior do poste telegraphico, para isolar o fio.
j
Jacaré (Ferr.) — Fiche ^ queu de morue. — FUling-
trowel. — FvgkeUe, Streicheisen. -^ Especie de colher de
Dlooionario 7
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98 J ANELLA JUNTORA
pedreiro, que serve para ìntroduzir argamassa nas junlas
das alvenarias.
Janella [Consl.)—Fenélre, croisée. — Window, Femter.
Jogo da via (E. de F. ) — Jeu de la voif. — . • . — Enbreù
terung der Spurweite.
Sendo : J, jogo da liuha ; b, bitola entre Irìlbos ;
f, espacamenlo entre as faces ìnlernas dos aros das
rodas de um mesmo eixo ; e, espessura do rebordo da
roda.
Jogo da linha é o espaco livre, existante entre o
rebordo da roda e o triiho, indispensavel para empedir
que rebordo attrite frequentemente contra a face interna
da cabota do trilho.
Jogo da locomotiva (Locora.) — Truck. — Truck. —
Truck. — Apparelho, munido de rodas, que, naslocomo-
tivas americanas e algumas europeas, suspeade a frenlc
da machina.
E' independentc do estrado da machina ; apresenla
Tantagens por diminuir a base rigida da mesma.
Jogo do mechanismo (Locom.) — Jeu du mécanmie.
— Slaking. — Folga que as diversas pegas do mechanismo
adquirem com a contiQuagSo do trabalho.
machinista deve evitar os màos eflfeitos produzi-
dos pelo jogo, apertando convenientemente as referidas
pegas.
Jonica (Xrch.) — lonique. — Ionie. — lonisch. — Ordem
architectonica ; dislingue-se pelas volutas do capile!. —
[Vide : Ordem].
Juntora (Ferr. de carp.) — Varlope à corroyer. — Joinr
ter. — Fiigebank, Stossbank.
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JUNTOKA JUNTAS EM FXISO 99
Juntora (Const.) -^Os pedreiros assim denominam a
pedra que atravessa a parede em loda a sua espessura, dei-
xando appareccr a ponla para fazer amarracào com outra
parede.
Jusante [4 — ] (Tech.) — Aval. — Downward, down-
slream. — Slromabwàrts. — N'um rio, una ponto està a
jusante de outro, quando occupa posicSb abaixo d'esse
outro.
Junta dos trilhos (E. de F.) — Joint des rails. —
Joint of rails. — Sckienemtoss. — As juntas dos trilhos sào
consolidadas por meio de talas. Reduz-se o numero de
juntas, empregando-se trilhos longos. Na Franca estào
adoplados trilhos de 11 metros, na Italia de 12 metros ; e
na Ingla terra foram onsaiados alguns de IS'^SO, dando
bom resultado.
Trilhos [Dllatacào nas juntas dos — ]. — Attendendo-
se à dilatando do metal, devida às mudanQas de tempera-
tura, OS Irilhos devem ser assentados com um espaco livre
entro si. A dilatacào dos trilhos é calculada pela seguiate
formula :
D = 0,01 18 (t — r) / + 0,002
Scudo : D, dilatacào em mìllimetros; t, maxima tem-
peratura provavel; t\ temperatura no momento em que
se assenta o trilho ; I, comprimento do triiho em metros.
A junta póde ser appoiada sobre o dormente ou ser em
falso.
Juntas em falso (E. de F.) —Joints en porte^-faux.
— Suspended joints. — Schwebender Stoss. — No assenta-
menlo dos trilhos, a junta em falso tem actualmente mais
aceitagào que a junta appoiada.
Apresenta as seguintes vantagens : as cabe^as dos tri-
lhos conservam-se mais, a passagem dos vehiculos toma-
se mais suave, etc.
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100 JUNTA LADRILHO
Junta (Consl.) — Joint. — Joint. — Page. — As jun-
tas das alvenàrias devem ser tomadas com argamassa.
K
Kilogrammetro (Tech.) — KUofmmmètre. — iCilo-
grammeter. — Kilogrammomeler. — Forga capaz de elevar
um kiiogramma à altura de um metro, D'um s^uado de
tempo.
Kilometro (Tech.) — Kilomètre, — KUomeler. — Ki-
lomeler. — Medida de exteosào igual a mil melros. Adop-
tada nas estradas de ferro do Brazil .
L
Lacrimai (Xrch.]—Larmier. — Corona, drip. — Han-
geplatte, Kranzleiste. — Corpo saliente n'um muro para
impedir que as aguas da chuva corram sobre elle.
Ladrilhamento (Const.) — Carrelage. — Flag-pavemerU,
— Fliesenpflastery PlaUenbelag. — Revestimento feito a la-
drilho.
Ladrilhar (Const. ) — Carreler. —To fhg.— Ppit-
tern.
Ladxilho (Const.) — Carreau. — Paving bridi. — Plas-
terziegely Fliese. — Fedra naturai ou artificial, cortada em
fórma de polygono e servindo para revestìr o sólo, etc.
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LAGE LANGIL 101
Lage (Const.) — Dalle.— Slab, tabk of itone, — Stein-
pialle, Steinftie$e. — Fedra de pequena espessura relativa-
mente ao comprimento e à largura.
Lage para capeamento (Const.)— ^jDalIe de couvertwre.
— Covering-slab. — Deckplalte.
Lageamento (Const.) — Dallage. — ToWe fioor. — Plot-
tenbeleg. — Resveslimenlo feito a lage.
LsgSo (Const.) — Lage 4e g^randes dipneqsOes. Para se
obter 1™' de lajOes para capa de boeiro, gastapd-se 1"*',80
de rocha e 7 horas de traballio de um canteiro.
Lambrequim (Copsl.) — Lambrequin. — label. — Be-
hànge, Lambrequin. — Enfeite de madeira, ferro ou zinco.
Empregado em beira de telhados, etc.
Lamiaador (Tech.) — Laminoir. — Ralling mill. —
Walzmrk, Wcdzhutte.
Laminar (Tech.) — Laminer. — To roU. — Atmoalzen,
Strecken.
Lampeoes de kerosene (^. de f.) — Sendo multo
empregado o kerosene na ìlluminacào dos carfos e està-
còes de estradas de ferro, achamos conveniente conseg-
nar aqui as precaugòes recommendadas por Sir Frederick
Abel:
1% reservatorio do lampeào ser^ de metal, sem ne-
nhuma abertura ; 2% A meqha deve ser de um tecido
frouxo, bem justa no porla-mecha, sem estar rauito aper-
tada. Deve estar perfeitamente secca. Nova, tocarà o fundo
do reservatorio ; 3% reservatorio deverà estar sempre
cheio no momento de accender-se o lampeào ; 4% Baixar a
mecha o menos possivel e com cuidado ; 5*, Para apagar,
baixar a meptia e ^m seguida soprar horizontalmente na
extremidade inferior da chaminé.
Lancil (Const.) — Pedra de cantarla, longa e de pouca
espessura.
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102 LANgO DE ESCADA LASTRO
Lango de escada (Const.) — Portée d'escalier. — Flight
of stair. — StiegenflùgeL — Parte comprehendida entre
dois patamares.
Lanterna da cauda de um trem (E. de F.) — Lanterne
de queue. — Tail Ughi. — ScMusssignaJJcUerne.
Lanterna de passagem do nivel (E. de F.) — Lan-
terne ou falot depa$sage à niveau. — Cressct. — Stocklanteme.
Lanterna àà locomotiva (E. de F.) — Phanal, lan^
terne. — Head light. — Lanterne.
Lantema-signal (E. de F.) — Lanterne signd. — As lan-
lernas-signaes téra as tres cores : branco, verdee encarnado,
cono as mesmas sigoiflcacOes das cores das bandeiras.
Laroz (Const.) — Chevron de croupe. — Jack-rafter, —
Schiflparren, — Pe^a do madeiramento. E' inclinada e parte
do meio do frechal do oitào do edificio, para ir ao extremo
da cumieira.
Lascas [de pedras para encher as juntas] (Goost.) —
Recoupes de moèllon. — Garretings. — Steinbrodien Zivickel.
Lastramento (E. de F.) — Balastage. — Ballasting. —
Beschotterwng. — AcQào de deitar lastro na liDha.
Lastre (E. de F.) — Baiasi, — Ballast. — Betlungstnate-
rial,Schotter. — Camada de terra, pedra,eto.,quefleasobre
a plataforma da lintia, garaotindo a posigào dos dormentes.
Actua muito na destruicào dos dormentes o man lastro
argiloso, geralmente empregado nas linhas brasileiras. —-
Quando chove a argila embebe-se de agua ; e conserva-se
dormente impregnado, ató que o calor solar opere a
evaporacào.
lastro de mac-adam é muilo vantajoso'; dà prompto
escoamento às aguas ; e, com elle, os dormentes, depois
das chuvas, seccam facilmente.
Um bom lastro deve satisfazer estes requisitos : sor de
cascalbo ou pedra brìtada ; nào center terra nem corpos es-
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LASTRO 105
tranhos ; nao formar poeira nos tempos seccos, nem lama
quando chover; dar rapido escoamento às agoas, etc.
Nos Estados-Unidos o lastro nunca passa da superflcie
superìor dos dormentes; e os lopos d'estes ficam quasi
sempre desenterrados. Lavoinne e Poiilzen, referindo-se a
este facto, escrevem o soguinte em seu trabaiho — Les
cheminsjie far en Aìnérique — : «...les ingénieures améri-
cains ne sontpas uniquement guidés par les considérations
iréconomie. Ils croient que la durée des traverses serait
sérieusement compromise, si les téles des traverses étaient
enterrées, surlout lorsque le ballast est lorreux et argileux,
ce qu'on ne pourrait souvent éviter qu'agrands frais. C'est
en vue d'assurer la conservation des traverses que les
règlements de certaines compagnies prescriverti de laisser
visible au moins Fune des létes des traverses. »
Em nossas vius ferreas adopta-se a pratica europèa ; os
dormentes fìcam completamente enterrados.
lastro, sob os dormentes, deve ter de espessura, pelo
menos, 0^,200.
Yamos trauscrever algumas linbas de uma noticia de
Bergeron, sobre estradas de ferro economicas : « On de-
mandait un jour à M. Betts, entrepreneur anglais, que est
le meilieur ballast à employer sur un cbemin de fer : C'est
colui que Von trouve sur place, répondìt-ìl. Getto maxime,
qui ù'est pas vraie pour Tespèce ou la qualité da balast, est
essentiellement juste pour Téconomie de la depense. Les
constructeurs de cbemins de fer écossais la pratiquent
avec le plus grand soin. Si la trancbée présente des déblais
d'une nature favorable ils uè se font pas faute d'abaisser
la piate-forme du chemiu, d'elargirla trancbée et de modi-
fier le profil, pour se servir, comme ballast de toat Texcé-
dant des déblais. La voie de fer, posée diQnitivement, sert
a les transporter ou loiu par locomotives, et il arrivo sou-
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104 LATXO IETTO DA ESTRADA
veot que le chemin est ballaste et pret à TexploitatìoD, dès
que les aqtres travaux d'art et de terrassemeots soot
achevés. »
Lat9o (Tech.) — Laiton. — Brau. — Mesting, Lattun.
— Liga, em geral, de 65 parles de cobre e 35 partes de
zinco. lalào empregado em algumas pecas das machinas
e locomotivas tem 90 parles de cobre e iO de zinco.
Latitud9 (Tech.) — Lalitude.—Latitude. — Breite. —
A latitude de um ponto determina-se pelo calcalo da
altura noerìdiana do Sol ou de urna estrelia de i* grandeza.
A longilude póde ser determinada por diversos pro-
cessos; mas o que geralmen|e se emprega é o dos chrono-
metros : — Tendo-se a latitude de um ponto, toma-se a al-
tura de um astro de 1' grandeza e por meio da formula
determina-se a bora exacta do legar. Do confronto da
bora acbada com a do cbronometro, regulado para um
determiuado logar, obtem-se a longitude em relagào a esse
legar. Formula que dà a bora no legar:
■4-*=-/
o os^S gen (S — a)
C08 / sen d
Sendo : a, altura verdadeira do centro do astro ; d, dis-
tancia pelar; //latitude do legar.
Os elemeotos da formula sào obtidos nas Ephemerides
do Observatorio a que se referem as longitudes, ou no Nau-
tical Almanack de Greenwich.
Latoeiro (Tecb.) — Ferblanlier. — Bra$sier. — Blei-
ch$chmied.
Latrina (E. de F.) — Cabinet d^aisance. — Water-do-
set. — Abtritt.
Leite da cai (Const.) — Lait de chaux. — Lime-woih. —
Kalkmilch.
Iieito d«L estrada (E. de F.) — [Vide : Piata-forma],
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LEIVAS UMPA TfUi^OS m
Leivas (Coost.) — Peda?08 de(errp vegetai, contendo pès
de gramma» capìm, etc. As empregaclas qos revestin^entos
dostaludes dos cortes e aterros, quando collocadas ao cbato,
devem ter as seguiiìles dimens5es : 0",33X0",33X0",8;
e, quando collocadas a tìcào, 0'',33 X0'",33 X 0",16.
Lenha (E. de F.) — Boi$ à brùier, — Pire wooi. —
Feuerholz. — Combaslivcl usado em algumas estradas de
ferro economicas.
Lente de algibeira (Tech.) — Loupe de poche. — Poc-
ket-glasses. — Taschenluppe. — Empregada ao se fazer com
cuidado a leilura no vernier do transito, eie.
Licenga (Adm.) — Congé. — Leave. — Urlaub.
LlCENgAS AOS EMPHKGADOS DO MINISTERIO d'aGRICUL-
TURA : Decreto n. 4484 de 7 de Marco de 1870. Circula-
res de 3 de Novembre de 4875; de 19 de Janeiro de 1877;
de 10 de Agosto de 1877; de 8 de Maio de 1880; de 4 de
Junho de 1881 e de 18 de Agosto de 1885.
Lima (Ferr.) — Lime. — File. — Feile. — Ferramenta
de ferreiro. Ha iimas: chata, circular, fina, de meia cana,
pontuda, quadrada, surda, trlangular, etc.
Limar (Tech.) — Limer. — To fUe. — Feilen.
Limador (Tech.) — Limeur. — Filer. — Feiler.
Limalha de ferro (Tech.) — Limaille de fer. — Iran
filings. — Eisenfeilspà/ne.
LimatSo (Ferr.) — Rape. — Rasp, — Raspel — Espe-
cle de lima de grandes dimensOes.
Limbo (Tech.) — Limbe. — Divided cirele. — Grad-
bogen, Limbus. — Circulo graduado dos tramitos, etc.
Limiar (Const.) — Seuil. — Door sili. — Thùrschwelle.
— Fedra que fica na base da porta.
Limpa trilhos (E. de F.) — Coto-catcher. — Cou)-
catcher. — Schienenràumer, Bahnràumer. — Egpecie de
grade pregada à travessa da frente da locomotiva, servindo
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106
UMPATRELHOS EUROPEO
para desviar da linha algum corpo que possa tornar-se
obstaculo. (Fig. 8). Ha limpa trilhos de ferro e de madeira.
Fig. 8 — Locomotiva com nm limpa-trilbos
InvenQSo americana. As locomolivas de suburbios, sào
munidas de dois limpa trilhos (Qg. 9). Isto dispensa o
gyrador para virar a machina.
Fig. 9 — LocomqtiTft com dooK limpa-triliioi
Limpa -trilho europèo (E. de F.)—Chasse-pierre. —
Hastes de ferro coliocadas na travessa da fronte da loco-
motiva e a pequena altura dos trilhos, a 0",07. Eis a opi-
niào de With, sobre o chasse-pierre : a Au fait, ces
soi-disant chasses*plerre oe chasseot rien, ils n'y font que
déplacer. Sur un chemin de fer étranger, un poteau télé-
graphique, tombe à la suite d'un ouragan sur la ligne» fut
poussé de coté par le chasse-pierre et colle contro les
rails. Il y eut un effroyable déraillement que ne serait pas
arrivé avec le chasse-vache américaìn... »
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UNGOETA DE FECaUDURA LOGXgXO 107
Lingoèta de fechadora (Const.)— Péne. —Boll.—
Riegei, Sclo$sriegeL
Linha (E. de F.) — Emprega-se muilo corno synonimo
de estrada de ferro, de via-permanenlo. A liiiha é consti-
tuida pelas duas fllas de trilhps.
Linha de cumìada (Tech.) — Ligne de partage des eaux.
— Water-spot. — Wafiserscheide, Scheidmgslinie.
Linha dupla (E. de F.) — [Vide : Via dupla].
Linha franca [signal de—] (E. de F.) — Voie libre. —
AWi rigfa, — Bahn-frei.
Linha perdida (E. de F.) — As lìnhas de exploracào
muitas vezes encontram obstaculos imprevistos e nào pò-
dem transppl-os ; sào os casos em que lornam-se perdidas.
Linha principal (E. de F.) — Voie primipak. —Main
line. — Havptbahnlinie.
Linha provisoria (E. de F.) — Voie provisoire. ~
Temporary railtmy. — Interimsbahn, Nothbahm.
Linha telegraphica (Tech.) — Ligne télégraphique. —
Telegraphic-line. — Telegraphenlinie.
Linhas de manobra [ nas estaQóes ]. (E. de F.) —
Voie$ de garage. — Side-track^ passing-place. — Nehengo-
leise, Seitengeleise.
Livrea [Escripturagào dos — de entrada e sahida do
material].— A viso de 24 de Abril de 1885.
LocagSo (E. de F.) — Trace des courbes et des aligne-
menls droits. — Location, — Aussteckung der Linie. — Im-
piantando do tracado no terreno.
Iragado consta de alinhamentos rectos ou tangentes
e de curvas. As curvas empregadas nas estradas de ferro
sào geralmente circulares : simples, compostas e reversas.
Nas curvas reversas deve sempre ha ver um aiinba-
mento recto entro os dous ramos consecutivos voltados
para lados oppostos.
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iOfi
LOCÀQiO
Ponto de curva é aqueUe em quo termina o alinha-
mento recto e cometa a curva ; ponto de tangente, aquelle
em que termina a curva e comega o alinhamento recto.
Sào indicados por PC e PT.
Nas curvas compostas, o ponto de tangente confi mum
às duas curvas denomìna-se ponto de curva composta; e
nas curvas reversas, o ponto de tangente commum às duas
curvas, ponto de curva rei^ersa. Sào indicados por PCC
ePCR.
processo de locar as curvas — preferido pelos nossos
engenheiros — é o dos angulos dedeflexào.
Elementos com que se entra em calculo no tra^ado das
curvas: — Angvio de deflexào, formado pela tangente com a
corda. — Angula centrai, formado pelos raioa, parlindQ para
OS extremos da curva. — Grdo da curva, angulo centrai
subtendido pela corda de 20 metros.
PT
Pig. 10 — Looft9So.
Sendo: R, raio da curva; C, corda; Q. grào da curva,
tera-se :
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LOCAgiO lOD
R ^^ i — 77"
sen. \ Q
angtdo de %ntenec(ào (angulo em I, flg. 10) dos ali-
nhamentos reclos que tétti de ser ligàdos ^mr tìirià ttìrva,
è igual ao angulo centrai (angulo em Q).
Indicando-se a dislancia que vae do ponto I ao PC ou
ao PT, pela tetra T, ter-se-ha :
T = R tang. -i-I
e
T
B<
tang. 'i 1
OU
R = Tcotang. -— -I
Agora ter-se-ha> fazendo-se a substiluigào na formula
do grào da curva :
10
Ben. ^ Q»
T. cot. i I
ou
3en..Q = l^Ì5flil
lOiang. II
sen. \ Q
angulo em I.como jà dissemos, é igual ao angulo em Q.
Dividindo-se o angulo centrai pelo grào da curva, obtem-
se numero de cordas de vìnte melros contidas na curva.
Si angulo centrai nào fdr multiplo do grào da
curva> resto obtem-se pela seguinte formula :
^ R sen. J Q
^ 2
Cumpre notar que n'esta ultima formula Q representa
resto da divisào do anguìo centrai pelo gràò da curva.
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Ilo uycKQlo
Nas curvas empregadas nas eslradas de ferro a diffe-
renga entre a corda de 20 melros e o arco que subtende è
muito insignificante ; de modo que o comprimento das
curvas é medido pelo numero d'aquellas cordas.
Locagàq das curvas : Nas plantas — sdo marcados os
PC e PT, calculadas as langenles e dados os gràos das
curvas» os raios e os angulos centraes. Por meio de nor-
maes levantadas no terreno, sobre a linha de exploraQào,
determinam-se exactamente os PC e PT.
Para locar-se urna curva, assenta-se o Iheodolito (tran-
sito) sobre o PC (centrando-o e o pondo a zero). Faz-se
com que a linha de colUmagào coincida com o^linhamento
recto. Dà-se para deflexào da 1* estaca a metade do grào
da curva,poisoangulo de deflexàoé metade do angulocen-
tral subtendido pela corda de 20 metros. Nas cadernetas de
campo ba tabellas de deflexOes para diversos gràos.
Seja a' + 6' a deflexào para a !• estaca.
Sobre a tangente, prolongada além de PC, dà-se essa
deflexào, afim de obter-se o primeiro ponto da curva.
Esse ponto fica determinado medindo-se 20 melros na
direcQào dada pela deflexào.
Para obter-se os 2^, 3® e 4^^ pontos etc., basta, com a
tangente, formar angulos com as deflexòes:
Si ao chegar à 4' estaca, por um motivo qualquer,
nào se puder visar a 5% muda-se o iostrumento para o
ponto em que foi era vada a 4' estaca.
N'esse ponto coUoca-se o instrumento a zero e na di-
recQào da corda de todo o arco locado até entào.
Sobre essa corda dà-se uma deflexào igual à somma
das deflexOes parciaes : 4 (a° + 6') ; e tem-se de novo o
instrumento na tangente à curva.
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LOCAi^O tu
D'esse ponto parte-se do mesmo modo que parlio-sc
do PC, dando-se novamente as deflexSes : '
a*» -h ^* 2 (a« -h y) 3 {ao + b*) 4 {a^ + b'} etc.,
ale encontrar-se o PT.
No PT centra-se o inslrumenlo, de novo somniam-se
as deflexòes, e entra-se no alinhamento recto.
A ultima visada quasi nuYica abrange urna corda de
20 metros ; muitas vezes o PT cahe em eslaca fraccionaria.
engenheìro, enlào, calcula a deflexào para o numero
de metros necessarios para lìgar a ultima estaca inteira da
curva ao PT. — [Vide : Cadernela de locafào].
Ha muitos problemas sobre localo, que se acham
perfeitamente resolvìdos na Cadernela de campo do enge-
nheiro Francisco Pereira Passos.
Na E. de F. Central do Brazil, as instrucQòes relativas
à locaQào das linlias sào as seguintes : — « Art. r. A
lìnha sere implanlada com estacas distantes entre si de
20 metros nos alinhamentos reclos. — Art. 2". Todos os
elemeutos das curvas exarados nas plantas, sào calculados
para a corda de 20 metros. — Art. 3\ As curvas de grào
inferior a 3" + 49' (300",30) serào locadas com cordas
de 20 metros; as de grào superior a 3'' +^9' e inferior a
6* + 22' (108-,08) serào locadas com cordas de 20 metros
e sub-cordas de 10 metros. — Art. 4'. Além das estacas
a que os arligos anleriores se referem, implantar-se-hào
todas aquellas que os accidentes de terreno exigirem.
— Art 5% As estacas cujas distancias ao zero da linha
forem multiplas de 20, serào designadas, segundo suas
respectivas posig^es, pelo termo correspondente da sèrie
naturai dos numeros. Todas as outras serào consideradas
e designadas comò inte'rmediarias. — Art. 6\ As estacas
que senrirem para a assignalag&o dos pontos de curva e
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112 LOCOMOgiO LOCOMOTIVA
tangente serSo lavradas etn daas faces : em urna d'ellas se
escreverà o seu respectivo numero e na nutra as letlras
PC e PT. — Art. T. Para corrigir diflferencas na implan-
tagào da linha, ter-se-ha muitoem vista nào modiQcarde
modo sensivel as condiQdes technìcas do projecto. »
LocomogSo (E. de F.) — Tradion et malériel rotdanl,
— Locomotion. — Ortsverànderung^ Ort^ewegung, Zughe^
fórderung. — Abrange tuào quanto concerne ao servilo
das locomotivas e à construccào» conservaQào e reparagào
do material rodante.
Locomotiva (E. de F.) — Locomotive. — Locomotive.
— Locom^tive^ Dampfwagerij Maschine. — Machina de alta
pressào — montada sobre um vehiculo, fazendo este
mover-se sobre trilhos — e deslinada a rebocar oom
grande velocidade carros carregados de passageiros, de
carga, de animaes, etc, etc.
A locomotiva compOe-se de 3 parles : — A caldeira,
onde é gerado o vapor. — mechauismo, que transmìtte
movimento às rodas motrizes. — vehiculo, que com-
pde-se do estrado e dos supportes.
CLAssiFiCAgio DAS LOCOMOTivAS.— E' fcita seguudo
numero de par de rodas, seus diametros e distribuito re-
lativa ao conjuncto da machina; segundo o isolamento do
eixo motor, ou o seu conjugamento com os oulros eixos ;
segundo a posicào dos cylindros : horizonlal ou inclinada,
externa ou interna.
A potencia da machina é expressa pela maior ou menor
extensào da superficie de aquecimento.
Em servilo adopta-se a seguinte classifica^ào :
i^. Locom^otivas de passagciros. — Velocidade de 40 a
100 kilometros por bora.
2^. Locomotiva^ de carga. — Velocidade limitada de
20 a 30 kilometros por bora.
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LOCOMOTIVA 113
5^. Locomolivas mixtas. — Velocidade- de 45 kilome-
tros por bora.
5^. LocomotivaS'tender. — Economicas e aleis em pe-
queno trafego.
4°. Locomotivas para fortes rampas, — Tendo grande
esforfo (le Iraccào.
Technologu da locomotiva. — Adherencia, admissào,
alimenlaciìo, apito, arieiro, aro de roda, bujào fusivel,
brago molor oii puchavanle, caixa de graxa, caixa da fu-
mala, caldeira, camara de vapor, camisa da caldeira,cin-
zeiro, conduclo de vapor, chaminé, conneclor, cylindro,
cubo, corpo cylindrìco, corredila, distribuicào, eslropo,
eixo, embolo, estrado, excenlrico, oscapamenlo, esforco
de traccào, expansSo, fornalha. freio. gavela, grelba, ìii-
jector, Indicador do nivel, limpa-lrllho, maiiga do eixo,
longerào, manometro, para-choque, parallelos, palìnacào,
regulador, roda, rebordo, superficie de aquecimento, ten-
der, tolda, liragem, tubos, valvula de seguranca, etc. —
[Vide estas palavras].
Carga que uma locomotiva póde rebocar {Formula
de Ledoux] :
r -\- tn
Sendo: C, carga rebocada; T, trabalho do vapor
sobre osembolos, por metro percorrido; R, resistencia do
machinismo ; r, resistencia por tonelada ao rolamento,
correspondente a velocidade do trem ; m, inclinacào da
linha, expressa em millimetros por metro; Q, peso total
da machina ; Q', peso do tender.
Vamos dar outra formula :
c= ^
?^ - 0,00484 N V-»
(2,27 + 0,094 V+ 1000 I)
Dlooionaiio
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114 LOCOMOTIVA
Sendo : C, carga que póde ser rebocada ; p, pressào
mèdia util do vapor em kilogrammas por ceDlimelro
quadrado ; d, diametro dos cylindros em centiraetros ;
I, curso dos erabolos em ceatimelros ; D, diametro das
rodas motrizes em centimelros ; V, velocidade em kilo-
metros por bora ; N, maior secgào transversai do Irem»;
i, rampa maxima da estrada.
Locomotiva [Avarias aa — ]. Ém servigo, as locorao-
tivas estuo siijeitas a soffrer as seguintes avarias :
— Na caldeira: Explosào, fugas na fornalha e em
outros pontos, fractura de tubos, quéda de barras da
grelha, combustào* no feltro da camisa, ruptara da cha-
mine.
— Nos accessorm da caldeira : Ruplura das molas das
valvulas, obstrucgào do tubo do nivel d'agua, fractura do
tubo do nivel d'agua, desarranjo no apilo, desarranjo nas
diversas torneiras ; desarranjo nas bombas alimentares,
desarranjo no regulador, fugas nos conduclos de dislri-
buigào, fiigas nos lubos ae escapamento.
— No machinismo : Rupturas nos embolos, rupturas
nas hastes dos embolos, rupturas nos cylindros, fugas ao
redor dos embolos, fraclura dos bragos motores, fractura
dos bragos connectores, fraclura dos eixos motores, forles
aquecimentos nos bragos molores, desarranjo no appa-
relho de distribuigào.
— No estrado e nos supportes: estrado póde apenas
soflfrer pequenos estragos, arranhaduras, eie. Os sup-
portes estào sujeitos a soflfrer : rupluras nas caixas de
graxa. aquecimento nas caixas de graxa, aquecimenlo
nos bronzes, aquecimento nas mangas^dos eixos, fractura
das molas de suspeusào, fratura dos aros das rodas, frac-
lura dos eixos das rodas.
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LOCOMOTIVA 115
Locomotiva [Peso da — ]. [Formula de Grove) — Com
tender separado : ^
G=,6 + 4-
Locomotiva-lender :
G=15-hO,8H
Sendo: G, peso da locomotiva em toneladas; H, su-
perQcie de aquecimeDto da machina em melros qua-
drados.
Locomotiva [Trabaiho produzido pelo vapor na — ].
D
Sendo: T, resislencia total do comboio, em kilogram-
mas; D, diametro das rodas motrizes, em centimetros ;
p, pressào mèdia util do vapor nos cylindros, por centi-
metro quadrado; d, diametro dos embolos,em centimetros;
I, curso dos embolos, em centimetros.
Locomotiva [Condigòes que devem ser altendidas
na conslracQào de uma — ]. 1', a superficie de aque-
eimento ser proporcional à tonfa de tracco; 2', o peso
da machina ser fixado e repartido sobre os eixos, nào
passando de 14,000 icgs. para cada um ; 3*, a base rigida
ser limitada de accòrdo com o raio minimo das curvas da
linha; i\ as rodas motrizes lerem o maior diametro
possivel, sem comprometter a estabilidade ; 5^ nSo haver
pegas em falso ; 6% nào se darem pulsa^des no machi-
nismo.
LocoMOTivAs [ConstrucQào das — J. {Regras de Lechor
telier).
ì\ numero de vollas das rodas motrizes, por segundo,
deve estar comprehendido entre 2^5 e 3.
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HO • LOCOMOTIVA
Sendo: V a velocidade da raachina, em kilomelros,
por bora : D, diametro das rodas motrizes, em metros»
leremos :
^""TóoiT ^ ^^^ X 3^ D X 2,5 ou 3
(0,036)
( 0,029 )
2*. Os cylindros devem ter dimemóes taes que o e$for(o
mèdio da tracgào exercida na cambota das rodas motrizes
seja igual d resistencia total encontrada pelo trem, machina
e tender comprehendidos.
3*. À adherencia deve s^r supposta igual a ije.
4'. A superficie de aquecimento da fornalha deve estar
para a dos tubos na razào de i : io.
5'. A rela^ào entre a superficie de aquecimento total e o
volume de vapor gasto por um passeio do embolo deve ser /,
ou muito se approximar de i,
LocoMOTiVAS [ProporQOes a dar às caldeiras das — ]. Dos
dados colhidos pela commissào da sociedade dos meslres
machinislas, apresentados no 12° meeting annual de
Richmond (Estados Unidos), em 24 de Maio de 1878,
resulta que as mais vantajosas proporQOes a dar às caldei-
ras das locomotivas, sob o ponto de vista da economia do
combustivel, sào pouco numerosas. As melhores machinas
guardam pouco mais ou menos as seguintes relaQdes:
Relagào enlre o numero de metros quadrados de
superflcie de aquecimento fda fornalha (nào comprehen-
didos OS tubos e a porta) e o volume t^ dos cylindros;
^-...50 a 55.
V
Relacào entre a superficie de aquecimento i dos tubos e
a da fornalha /*, com tubos de cerca de 3", 30 e de
0",050 de diametro, 4- = .'. 40 a 50.
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LOCOMOTIVA 117
Relagào entro o volume d'agua, com 0'",0I0 a 0",015
de carga acìma da fornalha, e o volume dos dous cy-
lindros... 20 a 25.
Relafào enlre o volume do vapor e o dos cylindros...
5 a 7.
Vaporisagào por 1 kilogramma de carvao... 6 a ki-
logrammas.
LocoMOTivAs EM SERvigo. — Arligos do Regulamento
para a fiscalisacào da seguran^a, cooservacào e policia das
eslradas de ferro :
« Art. 66. Nenhuma locomotiva podere entrar em
servilo sem que passe pelos examei e experiencias que a
cngeoharia aconselhar, em presenca do engenheiro fiscal
do Governo, ou de quem o mosmo Governo determinar, o
qual terà o direilo de exigir repetigào dos ensaios, ou
outros que julgar necessarios.
Art. 67. A opposi^ào por escripto do engenheiro fiscal
ou da pessoa commissionada, segundo o artigo antece*
dente, que assisliu à experiencia, suspende o emprego da
locomotiva ; mas a adminìstraf^Ao da estrada póde exigir
nova experiencia em presenta de arbitros, que decìdirào
sem appellacAo.
Art. 68. Sera aberto a cada locomotiva um registro
especial, do qual consto a data em que comegou a tra-
balhar, o seu cusio, a despeza que costuma a fazer por
dia ou por viagem, o numero de leguas que anda, a
qualidade, o tempo e o custo dos concerlos que tem lido,
e todas as cìrcumslancias que occorrerem na duragào da
machina.
Art. 69. Ninguem, excepto o machinisia e o foguista,
poderà subir à locomotiva ou ao carro das provisOes
(tender) sem licenza escripta de quem dirigir comò chefe a
circulagào da estrada. Excepluam-se o engenheiro fiscal
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118
LOCOMOTIVA
-^
CB
do Governo, ou quem suas vezes flzer, declarando os
motivos 80 chefe do comboio.
Art. 70. Cada comboio sera
movido por urna so locomotiva,
excepto nas rampas que possam
exigir machinas de reforgo.
Art. 71. A locomotiva ou lo-
rt s > i^ ~~gSA^f1 comotivas marcharào sempre na
I J^^^nj ED frente do comboio ; e so poderào
1 y^N ^^ ^^ relaguarda ou erapurrando
ft\\^ |i^y OS carros nas manobras das esta-
*^J-"l/ J *^9y • Còes, em casos de accidentes ou
por motivos imperiosos e impre-
KTY\ HxRl s ^'^^^^- Nestes mesmos casos so
kLW (^ j ^ poderào ir por està fórma ale à li-
• nha de desencontro (Joruot) mais
proxima, e a veiocidade nunca
excederà de duas leguas por bora.
Art, 72. Nos comboios bavera
um cbefe a que obedecerSo todos
OS oulros empregados. Bavera
lambem pelo menos um machi-
Disla e um foguista para cada mr.-
china.
Art. 76. De notte a locomotiva
terà um lampeào ou pharol de cor
que facilmente se distinga dequal-
quer luz ordinaria.
Estese outros signaes de qual-
quer natureza que sejam consla-
rào de um regimento proposto pela adminislracào, e ap-
provado pelo Governo, sem cujo accòrdo nào poderào scr
alterados. »
1^
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LOCOMOTIVA DE AR COMPRIMIDO LOCOMOTIVA DE CARGA HO
Locomotiva de ar comprimido (E. de F.) — Loco-
motive à air comprime. — Compressed-air locomotive. —
Comprimirt'Luft'Locomotive.
LocoMOTiVAs DE AR COMPRIMIDO empvegadas nos trabi-
Ihos da perfuragào do monte S. Gothardo. — Foram eoa-
siruidas pela fabrica do Creusot, percorriam urna linha
de 1" de bitola, linham 4 rodas conjugadas, e apreseft-
tavam as seguintes condigòes :
Diametro mèdio do grande reservatorio l" ,700
Comprìmento total )d » 8™ ,550
Capacidade » » » l^^ytOO
Diametro mèdio do peqneno reservatorio 0" ,820
Comprìmento total » » 0"" ,700
Capacidade » • • 0"3,320
Pressao maxima do grande reservatorio 12 kgs.
» mèdia do pequeno » 4 kgs.
Diametro dos cjlindros 0<n ,204
Corso dos embolos 0™ ,360
Comprìmento do bra90 motor 1 ,200
Distancia entro «ixos dos cylindros 1" ,350
Diametro das rodas 0"^ ,760
Afastamento int^rìor dos longeròes 0"^ ,874
» exterior » » 1"^ ,250
Comprìmento entre para-choques 4^ ,820
Distancia entre eixos dos para-choques 0™ ,670
Altura acima dos trilhos 2^ ,800
Peso 6.400 kgs.
Compòe-se de um estrado e de um mechanismo de
locomotiva. Em vez da caldeira tabular, tem um 'grande
reservatorio de ar comprimido. Por meio de um regu-
lador automalico, distribue aos cylindros — com cons-
tante pressào — oar comprimido.
Locomotiva de carga (li. de F.) — Locomotive à mur-
chandise. — Freight locomotive, — Frachten-Locomotive. —
Deve ser muito possante e ter grande numero de pares
de rodas conjugadas de pequeno diametro. Ha de tres.
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120
LOCOMOTIVA DE GARGA
de quatro e mesmo de cinco pares. Os lypos mais empre-
gados no Brazii sào — Mogul e Consolidation. [Vide :
Baldmn].
Vamos dar ligeira nolicia do lypo Decapod, o mais
possante da fabrìca de Baldwin.
A locomotiva Decapod é a segunda de uma nova classe.
{Vide Og. II, pag. 118). Foi conslruida para vencerasr
rampas da Serra do Mar, 2* seccào da E. de F. Central
do Brazii, rebocando por inteiro o trem de cargas.
PESO E DIMENSOBS PRINCIPAES
Bitola im,60
Peso da machina em serTÌgo (menos o tender} 65817 kilogs.
» Bobre as rodas conjugadas 58059 »
» calcnlado do tender, incloindo combostivel e
agua 36287 »
» calcnlado da machina com o tender em sern^o. • 101604 »
Cylindros 0^,569 XO^ ,660
fiodas, cinco pares conjngades, diametro 1 "1,143
Base de rodas, total % 7in,417
» das rodas conjugadas S'^ylSl
» rigida 3™,861
Caldeira de chapa de ferro de 5/8 de pollegada (16
millimetros) de grossnra^dìametro 64 poUegadas. ini,626
Altura da linha do centro da caldeira acima do
trilho 2m^l34
Pomalha 3»n,073 de comprimente e im,003 de lar-
gura interior.
Tubos,em numero de 268, com 2pollegadaB (0°i,051,
de diametro,e 12 pés e 9 1/2 poUegadas (3ni,899)
de comprìmento.
Superficie de aquecimento da fomalha 14"° ,2,854
» » » dos tubos 166m,2,640
» » « total 180n»,2,604
Capacidade do tanque do tendor. •.•••• 13251 lits
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LOCOMOTIVA DE MANUTENgXO
121
Forqa de tracgao em toneladas metricas^ de carros de carga^ em
patamares e em rampas de um a quatro por cento em tangente^
estando os trilhos e os carros em condigoes favoraveis.
PATAMAR
1 o/o
2 o/o
3 o/o
4 o/o
3658 tons
986 tons.
608 tonf.
825 tons.
824 tons.
A locomotiva póde Irabalhar em curvas de 100 me-
tros de raio. primeiro, o quarto e o quinto pares de
rodas conjugadas tém rebordos nos aros; o segundo e o
terceiró pares de rodas nSo os tém. Para reduzir o attrito
na passagem das curvas, as rodas conjugadas de traz tém
folga addicional. A base rigida ó, portante, praticamente
so a distancia entro os centros da primeira e quarta rodas
conjugadas, islo é, 3™,861, ou menor do que a de qual-
quer locomotiva Consolidation ou Mogul do typo ordinario.
Locomotiva de manutengio (E. de F ) — Locomotive
de manulention. — Especie de locomotiva de manobras.
Fig. 12 — LocomotiTa de manuteu^So.
Nas estagòes das linhas europeas, quando o movimento
diario dos Irens è de 150 a 300 vagòes, emprega-se a
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122 LOCOMOTIVA DE PASSAGEIROS
•
locomotiva de manutengào, manida de um guincho hori-
sonlal T a vapor, e tendo mui pequoria base rigida, de
modo a ser virada nos gyradores. Trabalha corno loco-
moli va, para rebocar e emparrar de urna so vez 8 carros
carregados ou 16 vasios; e trabalha corno inacliina fl&a
para, por melo do guincho, manobrar rapidamente muitos
carros.
A locomotiva de manutengào da Companhia do Norte, da
Franga, tem os seguintes elemeutos:
Superficie da grelha 0^^,49
. de aquecimento | Fornalha 3mM8 ) g,, 3^
/ Numero 56
Tubos < Comprimento 0™,600
( Diametro exterior 0^,055
^ , , . , ( Diametro Oni,989
Caldeira (ver- \ „ j v nm mi
. ,, ' < Espessura das chapas. . . .\ 0"^,011
'""'^ ìcarimbo 9 kg.
Cylindros.... M^'""'*''» «'"•'8<*
( Curso do8 embolos 0^,250
Diametro das rodas raotrizes 0^,620
Peso da machina em servipo 9"° ,950
Locomotiva de passageiros — (E. de F.) — Loco-
motive à voyageurs. — Passengen locomotive — Personen-
Zug Locomotive,— Xo principio entenderam que as grandes
rodas raotrizes resolveria o problema da velocidade das
locomolivas de passageiros. Appareceu o typo Crampton
com rodas de 2", 30, n'um eixo. Ficou reconhecido que
tal exageiro augmentava a instabilidade da locomotiva ; e
que era necessario conjugar as grandes rodas com as do
eixo proximo. Creou-se o lypo de quatro rodas conju-
gadas de 2", que dà magnifico resullado, e consegue
velocidades de 75 a 80 kilometros por bora. Ultimamenle
coaslruiram na Franga urna locomotiva, do systema Es-
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LOCOMOTIVA SEM FOGO E SEM FUMAgA 123
trade, de grande velocidade, com Ires eixos conjugados e
rodas de 2",50 de diametro. Nào deu resullado salis-
factorio. Na Inglalerra empregam locoraotivas de rodas
livres, que lem veloeidade de 90 a 100 kilometros por
bora, rebocando grandes trens.
Locomotiva sem fogo e sem fumaga, — Emprega-se
a soda caustica em soluQào para obter oaquecimento da
agua e tambem o vapor. Vamos transcrever o seguinle,
a respeito do assumpto:
<( Era Setembro de 1873 o Dr. Lamra empregou a
primeira locomotiva, conslruida segando os principios
por Perkins, jà em 1823, no tramway de Carrollon a New-
Orleans. Esses principios consistem em que a agua super-
aquecida debaixo de pressào, póde se converter em vapor
na razào da diminuicào d'essa pressSo. A caldeira tinha
urna camisa de materia isolante do calor e a locomotiva
pesava 4 tons. A carga era de 1.500 lilros com tempe-
ratura de 193° C, correspondentes a 13 atmospheras.
Segundo o relatorio do engenheiro Malézieux (1874), a
locomotiva percorria 5 kilometros em 25 minutos ; por-
tanto, com 12 kilometros de veloeidade por bora, com urna
economia de 76 7o» comparado com o trafego de trac^ào
animada, que n'esse tempo era effectivamènle caro.
systema de Lamm foi aperfeicoado pelo engenheiro
americano Scheffler, bem corno pelo engenheiro francez
Leon Francq, quo obteve os privilegios do Dr. Lamm para
todos OS estados da Europa. Esse engenheiro considera
(sem duvida, em vista do perigo da caldeira estacionaria
para produzir o vapor) a pressào de 15 atmospheras comò
maxima a dar-se ao reservatorio ; assira corno a de duas
atraospheras (ou 121 *" C.) corao minima, até onde ainda
se póde aproveitar uma carga ; e chega a concluir que
cada kilogramma de agua resfriada de 200" C. a 121* C.
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124 LOCOMOTIVA TENDER LONGERXO
produz um trabalho de 2.000 kilogrammelros. Tem-se,
pois, a seguinle equagào :
2000 P = Q(/L + H)
Sendo: P (kilos), o peso da agua do reservatorio antes
de aquecida ; Q (kilos), o peso a rebocar» incluindo o da lo-
comoliva ; L, o caminho a percorrer em njetros ; f, coeflB-
ciente de atlrito em palamares, que em tramways com
trilho cavado atlinge a 10 k. com trilho de cabefa a 7 k. por
tonelada. Se desigoarmos por a o alludido trabalho ma-
limo de 2.000 kilogrammas, resulta :
p
Sendo a estrada horizontal. ... La =
/Q
As distancias entro as esta^óes devem ser menores do
que as delermiuadas theoricamente, para se ticar ao abrigo
de imprevisto?, comò : defeito na machina, vento, excesso
de carga, eie. Para cada carga conta-se urna demora de
15 a 20 minutos. Se a demora (oas esta^des de carga) fòr
inferior a este tempo, tem-se de empregar outra loco-
motiva, eie.»
Locomotiva tender (E. de F.) — Locomotive-tender. —
Tender-locomotive or tank locomotive. — Tender-Locom^olive.
Locomovel (Tech.) — Locomobile. — Portable-engine.
— Locomobile. — Motor a vapor, montado sobre vehiculo
de traccao animai. — (Videfig. 13).
Lodo (Tech.) — [Vide: Vaso].
Longarina (E. de F.)—Longrinedevoie. — Longi-
tudinnl sleeper. — Langschwelle. — Pega longitudinal de
madeira onde assentam os trilhos nas pootes, etc.
Longer3o (Locom.) -^ Longeron. — Frame piate. —
Làngentràger des Rahmens. — Peca laleral do quadro que
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LONGITUDE LUBRIFICAgiO 125
suslenla o eslrado da locomotiva. Tambem ha longeròes
no tender. Os longeròes das locomolivas sào de ferro chato,
de chapas de ferro de O'",03 de espessura, inadeira reves-
lida de folhas de ferro e, raramente, de chapas de ago.
• Fig. 13 — LocomoTol.
Longitude (Tech.) — Longitude. — Longitude. —
Lànge. — [Vide: Lalitude].
Lotag3o (E. de F.j — Capacitò ^ tanìiage, exposant
de cliarge. — Barthen, tonnage or capacity. — Capacitai.
Lubrificador (Mach ) — Lubrificatmr. — Sdf-oil-
feeder. — Sclbslóler. •
Lubrificag3o (Mach.) — Lvòrilication. — Lubrifica^
tion, greasing, oiling. — Schmieren, Oelen. — Por muito
tenripo quasi todas as vias ferreas da Europa usaram a
graxa corno unico lubrificante dos eìxos dos trens, tanto
que houve a denominacào de caixas de graxa para os
apparelhos que hoje, muitas vezes, nào passami de caixas
de azeite, Na Inglalerra a graxa ainda è muilissimo usada.
Actualnoente ha na Europa os lubriQcantes liquidos, que
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126 LUBRIFICANTE LUZ ELECTRICA
tem tornado a primazia : — oleo animai, oleo minerai e
oleo vegetai. Nos Estados-Unidos lambem fazem uso dos
oleos. As linhas européas empregaram, ao abandonar a
graxa, oleo de colza puro; depois o misturaram com
oleos miueraes ; e actualmente muitas estradas lubriflcam
OS trens com oleos mineraes puros. Na mistura dos oleos
miueraes e vegetaes, estes entram geralmente na razào de
15 a 40 7o A réde de Parts, Lyon e Mediterraneo chegou
a conclusào de que os oleos mineraes a ugmentam de 10 7o
coefficiente de attrito ; mas que uas misturas onde o oleo
de colza entra na razào de 25 7oi a resistencia ao attrito
soffre quasi que nenhum augmento.
Lubrificante (Tech.) — Enduit, graisse. — Grease. —
Schmiere.
Luz electrica (Tech.) — Lumière électrique, — Elee-
trical'light. — Etektrischlicht. — Nas lampadas, ao passar
pelos vidros, a luz electrica perde muito mais forca do que
geralmente se suppOe. As experiencias feitas em Berlim
por Herr Herrabourg, de coilaboracao com Siemens,
deram os seguintes resultados: Ao passar por vidros
planos da melhor qualidade a luz perde 10 Vo da sua
forga. Com vidros planos de uso commum nas ianellas
perde 12 7o- Com vidros foscosde umlado perde 35 7o, de
ambos os lados a luz perde 40 •/« da forga. Os vidros com
estrellas e outros deseubos symetricos fazem perder até
60 Vo de luz.
As estacóes principaes das estradas de ferro da Eu-
ropa e dos Eslados-Unidos sào illuminadas a luz ele-
ctrica.
Ha muitos annos a estacào do Rio de Janeiro, da
Estrada de Ferro Central do Brazil, recebeu este impor-
tante melhoramento.
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MACACO MACHADO DE DOUS GUMES 127
M
Macaco (Constr.) — Vérin, cric. — Jack. — Puppe, Ha-
bestock, Hebe Scftraufce.— Appare! ho de levaiitar pesos.
Macaco a vapor (Constr.) — Vérin à vapeur. — Sleam
jack. — Dampf'Hebe-Schraube.
Macaco de arrancar estacas (Constr.) — Vérin ar-
rache-pieux. — Wilhàrawing-screw. — Pfahl Auszteh-
schraiibe.
Macaco de fuvar (Mach.) —Poingon. — Punchingbear.
— Apparelho empregado pelos caldereiros de ferro para
puntar chapas.
Macaco do bate estacas (Constr.) — Mouton de sm-
nete, belier, billot de batte. — Ram-block. — RammMotz,
Rammbàr. — [Vide: Bate^staca].
Macaco hydraulico (Mach.) — Cric hydraulique. —
Hydranlic jack. — Especie de prensa hydraulica, des-
tinada a levantar pesos.
Macadame (Constr.) — Macadam. — Mac-Adam. —
Macadam. — Pedras britadas, serviiido para lastre nas es-
tradas, ponles, ruas» etc. As pedras devem ter de lado
0"',02 a 0",06, e a espessura do lastro ser 0-, 15 a 0-,30.
Macete (Ferr. de carp.) — Maillet. — Malici. —
SchlàgeL
Machadinho (Ferr.) — Hàchereau. — Woodm^n't axe.
— Famtaxt.
Machado (Ferr.) — Hdche. — Axe. — Axt, Beil.
Machado de deus gumes (Ferr. de carp.) — Besaiguè.
— Twibil. — Queraxt Doppelaxt.
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128 MACHADO DE FALQUEJAR MACHINA DE DROGAR
Machado de falquejar (Ferr.) — Cognée. — Hatchel.
Zimmeraxt, Bundaxt.
Machina (Techn.) — Machine. — Machine or engine.
— Maschine. — Apparelho deslinado a augmentar ou regular
a acgao de urna forca, ou deslinado a produzir movimealo
com economia de tempo e de trabalho.
As machinas dividem-se em simples e composlas.
As simples sào: — alavanca, torno e plano inclinado.
As compostas sào as ronstituidas por duas ou mais
machinas simples, formando um conjuncto de orgàos
convenientemente combinndos entre si.
Segundo motor que ihes dà movimento, as machinas
dividem-se em : — pncumalicas, hydraulicas, a vapor e
eleclricas. •
Effeilo util de uma machina é o trabalho que ella
produz ; sempre menor do que a forca inicial que Ihe dà
movimento, visto ter a machina de vencer o attrito e a
ìnercia dos orgàos de que ella se compòc. Convém que as
machinas nào sejam complicadas.
Machina a vapor (Techn.) — Machine à vapeur. —
Steam engine. — Dampf maschine.
Machina de abrir enpaizes (Constr.) — Machine à
morlaiser, — ^ Morlising machine. — Stemmasdiine.
Machina de alta pressSo (Mach.) — Machine à haute
pression. — High pressure engine. — Hochdruckmaschine.
Machina de aplainar (Constr.) — Machine a planer ou
raboter. — Planing machine. — Hobelmaschine.
Machina de atarrachar (Constr ) — Machine à filiter.
— Screwing machine. — Schraubemchneidmaschine.
Machina de baixa press3o (Uach ) — Machine à basse
preision. — Low pressure engine. — Niederdruckmaschine.
Machina de brocar (Constr.) — Machine à percer. —
Drilling-machine. — Durchslossmaschine.
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MAGHfifA DE CURVAR MADEIRA -^— MACHINA DE LIMAR 129
machina de curvar madeira (Tech.) — Machine à
courber le bois. — Wood-bending-machine. — Holzbieg-
maschine.
Machina de curvar trilhos (E. de F.) — Machine à
cinter les raiU. — ... — Schienenbiegmaschine.
Machina de escariar (Tech.) — Machine a fraiser. —
Shaping-machine. — Frdsmaschine.
Machina-ferramenta (Tech.) — Machine-outU. — Ma-
chine-tool or tool engine. — Werkzeugmaschine.
Machina fixa (Mach.) — Machine fixe. — Fixed-engine.
— Fixe Maschine. — A machina flxa està presa ao solo.
Empregada nas offlcioas, nos planos iDcliQados* etc.
Fi^. 14 — Machina flxa.
Machina de imprimir bilhetes (E. de F.) — Machine
à imprimer les biUets. — Priniing tickets machine. — Billet-
druckmaschine.
Machina de limar. — Machine à limer. — Shaping
machine. — Feilmaschine.
Dlooioiuurio 9
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130 MACHINA DE PROMPTIDÌO MADEIRA
Machina de proiiiptid3o (E. de F.) — Machine tou-
jours en feu. — ... — Machine im Bereilschafls dienst. —
[Vide : Machina de soccorro].
Machina de soccorro (E. de F.) — Machine de
secours. — ... — Ililfsmaschine, Hilfslocotnotive. — Nos
deposilos deve haver sempre urna locomotiva prompta
para soccorrer qualquer Irem.em caso de accidente.
Machinista (Tech.) — Mécanicien. — Engineer or
engine-man. — Maschinist.
Machinista de [ocomotiva (E. de F.) — Mécanicien,
conducteur de machine. — Engine-driver , — Locomotive-
fùhrer.
Em todas as vias ferreas ha regulamentos mui dela-
Ihados para os machinistas :
Machinista de locomotiva. — Por dia um matchinista
póde executar o seguinte trabaiho :
KnometroB
Em trens de mercadorìas llOa 160
» • » passageiros 150 a 200
Em manobras póde trabalhar de 10 a 12 horas por dia.
maior percurso quo um machinista póde fazer em
um dia, è de-
sco kilometros em trens expressos.
400 » » » de passageiros.
200 » » » de carga.
Macho de abrir roscas (Tech.) — Taraud. — Screw-
tap. — Schneidbohrer.
Macho de torneira (Tech.) — Clefde robinel. — Plug.
— Hahn.
MaQo (Ferr.) — Baite. — Bamimr. — Ramme,
Schàgel.
Madeira. (Constr.) — Bois. — Wood. — Holz.
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MADEIRA BRUTA MADEIRA DE GONSTRUCglO 131
Madeira bruta (Constr.) — Bois en grume. — Undefi-
timber. — Randholz.
Madeira de construcgSo (Coastr.) — Bois de cons-
truction, de charperUe. — Timber. — Bavholz.
Madbiras do brazil rmprrgadas em construccóes cims :
— Abiurana, acari, acari-jarana, adorno, adiroba, angelim
auiargoso, angico, aparaju, aracà-piranga, arapary, ara-
ribà branco, araribà vermelho, araribà araarello, ara-
ticum, aroeira, barba-timào, bicubiba-assù, balsamo»
benjoim, braùna, cabreuva, cacunda, cangerana, camarà,
canella preta, canella capitào-mór, canella sassafràs,
carnaùba, cocào, condurli, coragào de negro, crumurim,
embaurana, grossahy-azeite» guarajuba, guarapeapunha,
guarauna, gitahy, ingà, ipé, iri, ilaùba, jacaranda, ja-
queira, jatobà, jequitibà, jurema, licorana, louro branco,
mangabeira, mangalò, niassaranduba, naerindiba, mai-
rapiranga, oili-mirim, oleo de copahyba, pào d'arco, pào
de raocó, pào ferro do Céarà, pào cruz,pào santo, pequià,
peroba parda, peroba rosa, pinho do Paranà, quiri, ra-
bugem, sucupira-assù,sucupira-amarella, sucupira parda,
taroborii, lapinhoan, latajuba, latù, urucurana, vinhatico,
violeta, etc.
Madeiras do brazil empregadas em obras internas : —
Abacaterana, abiurana, acari enarra, acari-uba, alcaguz,
alecrim, araribà proto, araticum pedra, aroeira, canella
amarella, canella cedro,' canella de veado, canella do
brejo, canella limào, cedro, copahyba, emburana, gua-
peba, ipé-noirim, mocilahyba preta, oleo de copahyba,
oleo vermelho, etc.
Madeiras do brazil proprias para vigas r frechaes :
— AraQà do malto, cabui pitanga, ingà, etc.
Madeiras do brazil proprias para obras hydraulicas :
— Acaricuara, acari-uba, angico, ara poca amarella, aroeira,
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)33 MADEIRA DB GUARNECIM£NTO HADfiIRAS
bacury, carne de vacca, copabyba, guarabù, ipé prato,
itapìcurù, itaùba.jacarandà'tan, jatobà, jundiahyba, loaro
vermeiho, oiti, oleo vermelbo, pào ferro do Cearé, péo
santo, sucopira-assù» tapinhoam-amarello, eto.
Madbìras db lbi: — Àcapù, aderno» ararìbà rosa,
araribà ròxo, balsamo, barba-timào, ipé, ipé amarello, ipé
tabaco, massaranduba, p^o de peso, pào santo, sucopira
amarella, sucopira assù, jacaranda cabiuna, jacaranda tan.
Madeira de guarnecimento (Constr.) — Bois de gar-
ni$$age, — Faeing board. — Blendholz.
Madeira de marcenarìa (Constr.) — Bois de menuise-
rie. — Joinery wood. — Tischlerholz.
Madbìras do brazil proprias para biarcbnaria: —
Acapù-rana, acende-candeia, amoreira, ararlbà amarello,
cabreùva, cabuf vinhatico, cejerana, cipó escada, genipapo
branco, gennaio alves, guarabù, jacarandà-cabiuna, jaca-
randa rdxo, jacaranda tan, jurema, muirapenima, oleo de
copabyba,oleo pardo,oleo vermelho, pào-brazii, pào d'arco,
pào setim,pào violeta, peqnià, pequià marOm,perobaparda,
peroba revéssa, peroba rosa,rabugem, sebastiSo d'arruda»
sobrasil, nbatan amarello, ubatan preto, vinhatico, eto.
Madeiras (Constr.) — No commercio as madeiras de
construc0o recebem diversos nomes, conforme as dimen-
sOes que apresentam, a saber:
Cougoeiras ì
9 pollegadas de largura.
8 a 6 » « espessnra.
» largura.
» espestnra.
/ 18 a 20 palmos de comprìmento.
\ 4
Barrotes j 4 pollegadas de largura.
( 9 » » espeBsora.
ÌfiO palmos de comprimento.
4 pollegadas de largura.
4 » » espessura.
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MiDEIRAMENTO MANGA DO EIXO 155
/ 20 palmos de comprìmento.
Pàos de prumo .\ 4 poUegadat de largora.
\ 6 • » espessnra.
Caibros Dìmensdes TamTeii.
!14 pét de comprìmento.
S poUegadas de largura.
Va • » espeisara.
ÌComprimento mnito variaTel.
8 a IS poUegadas de largura.
Va A 1 Va * * etpeisara.
Madeiramento (Gonstr.) — Charpente. — Timber fvork,
frame-work, charpentei^s work. — Holzwerk. — Conjiinclo
de pecas de madeira qoe entrain na construccéo de om
edificio.
Madeiramento de telhado (Gonstr.) — Canible. —
Roof, roofing. — Dachabbindtmg, Dachwerk. — Conjuncto
de pegas de madeira que entram na construc^ào do
telbado.
Technologu do madeiramento do telhado: — Asua,
barrote, boneca, caibro, chapuz, calheìro, contra-feito,
contra-oliveU copiar ou tergo* cnmieira, escóra, espigào,
frechal, laroz, mào franceza, olivel ou linha, péo de
flieira, pendural, ripa, tesoura, ter^a oa cinta, trava-
deira, etc. —[Vide estas palavras].
Madre (Gonstr.) — Poutre. — Girder, beam. -r-Balken.
— Pega de madeira de grandes dimensOes, que serve de
apoio ao vigamento do soalbo. Nas pontes sostenta o
estrado.
Malho (Ferr.) — Marleau à devant. — Sledge-hammer.
— Hauklotz, Wiu^hthammer.
Manga do eixo (E. de F.) Frnée d'euieu.—ÀxU^oumal,
neek. — Aeh$schenkel. — Parte do eixo que Oca dentro da
caixa da graxa e recebe o peso do vehiculo e de sua
earga. comprimente das mangas dos eixos varia entre
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154 MANGUEIRA MARCO DE BIANOBRAS
ì 3/4 a 2 1/4 vezes o diametro do eixo. Nas locomotivas
as mangas dos elxos sào em goral reclas; algans fabri-
canles fazem-nas biconicas, formadas de dous Ironcos de
cone ligados pelas bazes. — [Vide: Eixo de locomotiva].
Mangueira (Tech.) — Manche. — Hose, — Schlaiich.
— Cano de Iona oii sóla qiie serve para transporlar agua.
Manilha (Tech.) — Manille, buse — Shaclde. — liòhre.
Cano de barro cosido, ou de cimento. Póde ser vidrado.
Ha manilhas rerlas e curvas.
Manivella (Locom.) — Manivelle. — CrauL — Krum-
mzapfen. — Pega da locomotiva, deslinada a transformar
em circular o movimento rectilineo do braco molor e
vice- versa.
Manobra (E. de F.) — Mammvre. — Wtrking, ma-
nagement. — Manoemre.
Manometro (Mach.) — ManomMre. — Pressure or
steam gauge — Manometer, Dampfdruckmesser. Appa-
reltio deslinado a medir a pressào do vapor nas caldeiras
das machinas. Os manometros de mercurio e de ar livre
nào sào empregados nas locomotivas, onde so resistem os
metallicos, que se dividem em duas classes: manometros
de membranas e manometros de tubos.
MSo d'obra (Adm.) —Main d'wuvre. — Hand labour.
— Handarbeit.
M5o franceza (Constr.) -r- Aisselier. — Strul or brace.
— Bùge, franzosische Strebe. — [Vide: Escora].
Marcenaria (Tech ) — Menuiserie. — Joinery. — Baù-
tischlerei.
Marceneiro (Tech.) — Menuisier. — Joyner. — Tis-
chler ; ScHreiner .
Marco das manobras (Nas estagOes) — (E. de F.) —
Voteau d'arrét. — Mark-pile. — Markirpfahl. — Posle coUo-
cado nos extremos dos desvìos, entre as duas linhas.
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BIARCO DE REFERENCIA MANTINETE 135
a firn de marcar os pontos em que a enlre-linha cometa a
se estreilar.
Marco de referencia. — [Vide : Bench-marh].
Marco kilometrico. — [Vide: Poste kUometrico].
Marmore (Censir.) — Marbré. — Marble, — Warmor.
—Calcareo de grào fino e crystallino. Resiste às intemperies
e recebe poliinenlo. mais lindo marmore é o de Carrara,
extrahido da ilha de Paxos. Ha grande variedade de mar-
mores, apresentando diversas córes. Ò peso de 1 metro
cubico varia entre 2,800 e 3,200 kilogrammas.
Marne (Constr.) — Marne. — MafL-- Mergel — Sub-
slancia composta de argila e calcareo.
Marrio (Ferr.) — Batterand — Sledge-hammer. —
Wuchthammer.
Marreta (Ferr.) — Masse. — Small hammer. — Schldgel.
Martello (Ferr.) — Marteau. — Hammer. — Hammer.
Martello de cravar (Constr.) — Marteau à river, rivoir.
— Rivetting hammer. — Niethammsr.
Martello de pedreiro (Constr.) — Grelet, — Pick-axe or
gurlet. — Spitzhammer, Maurerhammer.
Martello de unhas (Constr.) — Marteau àdents. — Car-
penter^s hammer. — Splitthamm^r.
Martello dos calceteiros (Constr.) — Épingoir. —
Pavier's dressing hammer. — Pflasterhammer, Zùrich-
thammer.
Martello (Dos pedreiros que cobrem lelhados) (Constr.)
— Essete. — Small croked hatchet. — Dachsbeil.
Martinete (Tech ) — Marteau-pilon, marteau à vapeur.
— Steam-hammer. — Dampfhammer. — Grande martello
movidó a vapor. A potencia varia conforme o flm a que
elle se destina. peso do martello varia entre 50 kgs. e
50.000 kgs. ; a allupa da quéda do martello entre 0",150
e 3"',200; numero de pancadas por minuto, entre 400
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136
MARTINETE
(nos de martello mais leves) e 60 (nos de martellos mais
pesados).
A altura da quéda é dada pela seguiate fòrmula :
H= 0.025 [TG
i
-a
s
33
o
a
8
t
•e
I
I
i
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MASSA DB VIDRAGEIRO MATERIABS 157
Sendo: H, altura em metros, e G, peso do martello
com embolo e a baste do mesmo.
Nos grandes martinetes a baste do embolo tem para
diametro Vs ^ Vs ^^ diametro do embolo; nos pe-
quenos martinetes està rela^ào desce a Vai Vs» ® Vio ®
mesmo Vis-
Na pag. 135 apresentamos o grande marlinete da fa-
brica de locomolivas de Baldwio, que tem as seguintes
condicOes: Peso do martello = 3,175 kgs. Altura da
quéda = 1",37. Diametro da baste do embolo = 0",127.
E' de simples effeito.
Massa de vidraceiro (Const.) — Mastic de vitrier. —
Glazier's putty. — Glaserkitt. — Alvaiade e oleo de linba^a.
MasfiÌQo (Constr.) — Massif. — Stone-mcas. — Kern,
Mcmif. — Grande porcào de alvenaria ou cantaria.
Mastique (Constr.)— Mastic. — Mastic, cemerU. — Kilt.
Mastique de ferro (Const.) — Mastic de fer. — Iran-
rust-cement. — Rostkitt^ Eisenkitt.
Mastro de signaes (E. de F.) — MAt de signaux. —
,... — Signalmast. — [Vide: Semapharó].
MatacSo de pedra (Const.) — Gros moeUon. — Big
shiver — Bruchstein.
Materiaes (Constr.) — Malériaux. — Materials. —Ma-
terialien. — Os materiaes de construcQdo mais empregados
sàoos seguintes: Ago, adobo, ararne, ardozia, areia,
argila, basalto, barro, bronze, cai, calcareo, cascalbo,
cimento, chumbo, cobre, estanbo, feldspalbo, ferro, ferro
fundido, foiba de flandres, gèsso, granito, grès, gneiss,
ladrilho, madeira, marne, marga, marmore, pedra, pi-
^rra, pozzolana, porpbyro, quartzo, ripa, saibro, schisto,
telba, tijollo, tnrfa, vidro, zinco, etc. — [Vide estas
palavras].
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i38
MBTERUL DO TRAFEGO -
MATERIAL RODANTE
Peso mèdio por metro cabieo de diTorsos materiaes
de eonstrae^So
Nomea dos materiaes
Peso
éin kilogram.
Nomea dos m&teri es
Peso
em kilogram.
Gesso ordinario . . . .
Gesso fino
Gesso cosido
Telila ordinaria
Ardesia
Alven. de pedras irreg.
Alvenaria de tijolos. . .
Ptfdra de construc^ào.
Fedra de liós molle...
Granito, syenifeo^gneiss
Argamassa de cai e area
Argam. de cai e cimento
Cai viva
Cai bydratada..
Area para
Area terrosa
Area de rio, humida. . .
Pazzolana de Italia. . .
2168
2264
1200
2000
2600
1700
a 2300
1860
a 1890
2499
a 2713
2142
a 2284
2356
a 2956
1856
a2l42
1656
a 1718
800
a 857
1328
a 1428
1900
1700
1771
a 1856
1157
a 1228
Fedra de mós
Tijolo maito cosido. . .
Tijolo mal cosido
Gesso amass. , hamido.
Gesso amassado, secco
Terra vegetai
Terra argilosa
Terra misturada com
seixos
Terra mistarada com
calhàos
Turfa secca
Tarfa humida
Vasa
Greda
Marga
Scorias dos volcoes. . . .
Fedra pomes
2484
2200
lòOO
1571 a 1599
iB99al4l4
1400
1600
1910
2290
514
1214 a 1285
164 J
1906
1571 a 1642
785 a 1328
557 a 928
Material do trafego (E. de F.) — Matèrici d'exploi-
tation. — Circulation stock. — Betriebmaterid, — [Vide :
material rodante].
Material fixo (E. de F.) — Matèrici fixe — Railway
plant. — Licgcnde Material, Fixc Bahnm. — Consta do se-
guinte: agulha, almofada, contra-lrilho, contra-porca,
coracào, cruzamento, dormenle, grampo, gyrador, lala
de juncào, trilho, eie. — [Vide estas palavras].
Material rodante (E. de F.) — Materici roulant. —
Rolling- stock. — liollende Material. — Comp5e-se do ma-
lerial de tracgào: lor^motivas e tenders; e do material de
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MECHA MEDIDA 139
movimento: carros de passageiros e vagóes de carga, de ani-
maes, cfo.Nas vias ferreas de grande Irafogo a dura^ào das
locomolivas ó de 20 a 25 annos ; e a dos carros de carga,
de 15 a 25 annos, conforme a construcgào.
Material pam estradas de ferro (Gompras, encom-
mendas, eie.) Aviso de 5 de Marco de 18^4, circulares de
19 de Marco de 1883, de 25 de Fevereiro de 1885 e de
8 de Abril de 1885.
Mateaurs transportados para a construccào de es-
«
TRADAS DE FERRO *. —Avigos de 17 do Julho de 1882.
Mechà (Conslr.) — Tenon. — Tenon. — Zapfen.
MedigSo (E. de F.) — Memrage. — Measurement. —
Ausme$sii/ng. — [Vide: Cademeta de medisóes].
Madida (Tech.) — Mesure. — Measure. —Maass.
Conversào ile pezos e medidas inglezes e americanos em pezos
e medidtis do systema metrìeo
1 pé 0^,805
1 pollegada. 0^,025416
1 jarda 0m,91 5
1 milha 1609 metr.
1 pé quadrado 0ni2,098
1 acre 0»405 hect.
1 pé cubico °^,028
1 jarda cubica 0»n^766
1000 pés (board measure) 2^3,364
1 galào dos Estados Unidos 8 1^,766
1 galào de New- York 8»624
1 bushel dos Estados Unidos 35''S235
1 bushel de New-York 36"»,24d
1 libra avoir dii poids 0^g,458
1 quintal 60kg,80()
1 tonelada de 2240 libras 1016 kilogs.
1 tonelada de 2000 libras 906 kilogs.
1 tonelada a 1 milha 1635^9 a 1^
1 libra por jarda 0kff,496p. m.
1 libra por pollegada qnadrada 0^ff,07 p e. q.
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440 MEDIDOR MESTRE DE UNHA
Medidor (E. de F.) — Porte chaine. — Meoiaring-man.
— KeOmxiéheT. — Trabalbador que na explora^o e localo
faz a medi^ao com corrente ou Irena.
Medir (com a corrente) (E. de F.) — Chatner. — To
chain. — Mit der Kette messen.
Meia agua (Constr.) — Demi-comble. — Shed roof. —
Halbdach, Sheddach.
Memoria justificativa do projecto (Àdm.) — Me-
moire à Vappui du project — ... — Begrùndumfg (det Pro-
jectes).
Memoria descriptira (Adra.) — Memoire de$creptif. —
Descriptive memoir. — Beschreibung (de$ Projects).
Mercadoria (Àdm.) — Marchandise. — Marchandize
or good tvares. — Ware, Gut.
Mestre de linha (E. de F.) — Extraclo do Regulamento
da via permanente da E. de F. Central : « mostre de linba
exocutarà as ordens do cbefe de divisào, dentro da sub-
divismo a seu cargo. Sera incumbìdo do ponto goral de
todo pessoai que trabalhar effectivo ou prò visoria mente
na subdivisào. Percorrerà diaria e alternadamente a pé
pelo menos metade de sua subdivisào, examiuando mìnu-
ciosamente a linha, obras d'arte, edificios, linba telegra-
pbica, etc., providenciando sem demora sobre o que fór
mais urgente. Informarà em parte diaria ao cbefe de
divisào sobre o resultado de sua inspecgào, sobre todas as
occurreucias e necessidades do servilo e sobre o modo do
cumprimeulo de deverespor parte do pessoai da subdivìsào.
Estabelecerà e fiscalisarà o servilo das rondas, de accòrdo
comas instruccdes que receber^ficando responsavel por toda
e qualqiier irregularidade. Residirà nos limites da sub-
divisào e iiào se rotiraré,ainda que por horas,sem permìssào
do cbefe de divisào. Terà uma caderneta em que escreverà
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METAL 141
todas as occurrencias do servico e todas as ordens ou
esclarecimenlos dados aos feìtores» guardas, etc. Terà
tres caderDetas de ponto, de modo que esleja urna em
servilo, emquanto as oulras duas perroanecerem no es-
criptorio do cbefe da linha. Enviarà ao chefe de divismo,
no dia 1* de cada mez, sua caderneta e a de todos os
feitores. mestres de obras, etc. , para serem conferidas. Sera
responsavel pela guarda e conveniente emprego do ma-
terial em ser, ero sua subdivisào. Instruirà os feitores
sobre os detalhes de servilo, sempre de accòrdo com as ins-
IfucfOes em vigor. Escreverà nas cadernetas — de aviso —
dos feitores todas as ordens, esclarecimenlos e observagOes
sobre o servigo e mencionaré sempre na mesma caderneta
dia e bora de sua visita. Communicarà pelo telegrapbo
ou pelo melo mais conveniente ao seu alcance, ao chefe de
divismo, todos OS accidentes que interroroperem a circu-
iamo dos trens, esclarecendo minuciosamente sobre sua
natureza, auxilio necessario e-duracao provavel da inter-
rupgào. Em casos multo urgentes e na ausencia do chefe
de divismo, coromunicarà o occorrìdo ao cbefe da linha.
Examinarà com especial cuidado, uma vez por semana,
todos OS apparelhos de mudanga de linha, ficando respon-
savel por todos OS accidentes que se derero por defeito dos
mesmos. Terà um talào para os pedidos dos materìaes de
que carecer para o servilo de sua subdivisSo, devendo re-
metter ao chefe de divisào os pedidos, sempre que necessitar
material do deposito. Estes pedidos devem ser conferidos
mensalmente com a escrìpturagào da divismo. Lan^^rà em
um livro todo o material que receber do deposito da
divisào e que empregar nas obras da subdivisào, pres-
tando contas mensalmente ao respectivo chefe de di-
visào. »
Metal (Tech.) — Metal — Metal. —Metdl
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i42
METAL
Coeffleientes de elastleidade de dirersos metaes usuaes, em kilos
por milUmetros qaadrados
METAES
Cobra laminado
Ferro
Foiha de ferro..
Ferro em fio . . .
Ferro fondido..
A(o cementado ,
A 90 fandìdo.. . .
A90 em fio . . •
erti.
recosido .
Cobre em fio
Latào
Latao em fio
Bronze ( 8 cobre, 1 estanho ) .
Zinco rooldado
Chombo
Chumbo em fio
Estanho
■■!
COEFFICIENTE
Traccio om
compressio
CisAllia-
mento
•20000
7500
17500
6562
20000
7500
10000
3750 •
22500
8440
27500
10312
28000
—
10700
4012
10700
4012
12000
—
6400
2400
9870
—
6000
2587
9500
3562
600 '
187 5
700
26à 5
4000
1500
METAES — Ordem de dureza
CKnmbo 1
Estanho 2
Cobalto 3
Antimonio 4
Zinco 5
Curo 6
Bismutho 7
Prata 8
Cobre 9
Platina 10
Nickel 11
Ferro 12
Manganez 13
Palladio 14
Tungsteno 15
Digitized by LjOOQIC
METAL
143
Tabella da tenaeidade dos metaes mais nzados
HETAfiS
Peso supportado
por nm millim.
qnadrado no iast.
da niptara
39kg,l
a 46kg
40kg,8
37
,4
13
,70
24
,86
21
,10
13
,39
3
,32
1
,27
1
,35
Ferro foijado
Chapa de ferro no eentido da laraina^ao
Chapa de ferro perpendicalarmente ao sentido da la-
mioa^ao
Ferro fandido
Cobre batido
,1 laminado
„ fondìdo
Estanbo fandido ;
Cbumbo fandido
Chambo laroinado «
ClassifieaQSo dos metaes, segando a sua dnctibilidade, maleabi-
lidade, tenaeidade e eonduetibilidade ealorifiea e electriea
DnetibiUdade
HaleabUidade
Tenaeidade
Condnctibilidade
calorìfica
Condaetìbilidade
electriea
Platina
Ouro
Ferro
Ouro
Prata
Prata
Prata
Cobre
Platina
Aluminio
Aluminio
Aluminio
Platina
Prata
Cobre
Ferro
Cobre
Prata
Aluminio
Ouro
Nickel
Estanbo
Aluminio
Cobre
Zinco
Cobre
Cbumbo
Ouro
Ferro
Estanbo
Oaro
Zinco
Estanbo
Zinco
Ferro
Zinco
Platina
Zinco
Estanbo
Cbumbo
Estanbo
Ferro
Cbumbo
Cbumbo
Platina
Cbombo
Nickel
Mercurio
Potassio
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144 MEZAIimA MINÀS E SUBTERRANEOS
Mezanina (Arch.) — Mezzanine. — Mezzanina. —
Halbsikoc. — JaDella de pequenas dimensOes.
Mina (Tech ) — Mine. — Miae. — Mine. — A carga
da mina vana conforme a qualidade da rocba e segundo o
volume dos blocos que se quer extrahir. Em geral a carga
da polvora està entre 0^500 e 2 kilogrammas.
Em granito ou gneiss, para furar um cavouco de mina
de 0-,025 e 0-,030 de diametro e 1" de profundWade
gastam-se 4 boras de trabalbo de deus cavoqueiros.
Mina de areia (Const.) — Sablikrey sablomiire. —
Sand^piL — Sandgrube,
Minas e subterraneos [Artigos do Regulamento para
a flscalisa0o da seguran^a, conservagSo e policia das
estradas de ferro] :
Art. 122. direito de desapropriacào exercido por
qualquer empreza de estrada de ferro, individuai ou
coUectiva, estende-se nSo sómente aos terrenos e bemfei-
torias comprehendidas nas plantas, mas tambem às minas
de carvSo^de areia, eàs pedreiras, ou quaesquer mate-
riaes necessarios às construc^Oes situados nas visinbangas
da estrada.
Art. 123. Os proprietarios de taes minas poderào evi-
tar a desapropria^ào fornecendo os materiaes por a) uste
amigavel e pre(^s razoaveis, ou consentindo na sua ex-
trac^ao.
Art. 124. mesmo direito subsistirà, nào so durante
a construcQào, mas tambem durante as obras de conser-
va^ào e reparos que exigirem o emprego dos materiaes.
Art. 125. As pedreiras e minas sujeitas é explosào,
siluadas nas immediagOes de uma estrada de ferro em
efifectivo trafego, nào poderào ser aproveitadas sem as
cautellas que forem prescrìptas pelo Governo, ouvida a
admiDÌstra0o, em rela$ào à seguranga do trafego.
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MINAS E SUBTEaRANEOS 145
Art. 126. Se qualqner pessoa particular ou roesmo o
Estado abrir subterraneo por baìxo de urna estrada de
ferro, em busca d'agua ou exploraudo mina* ou abrindo
via de communicaQào, ou para qualquer outro firn, sera
obrìgado a fazer as obras de seguran^a necessarias; e no
caso de desastre, ou de deterioragSo causada pelo sub-
terraneo à estrada de ferro, sera responsavel nào so pelo
prejuizo immediato, mas pelas perdas e damnos resul-
tantes da interrupQào do trafego, Sendo pessoa parlicular,
prestarà prèviamente fianca a contento da administracao
da estrada de ferro, coro recurso para o Governo na corte
e para os presidentes nas provincias.
Art. 127. Aos mesmos onus fica sujeita a adminis-
tracao da estrada de ferro que, abrindo um subterraneo
para qualquer fim, prejudicar urna via de communicacào
ou outra obra publica, anteriormente existente.
Se, porém, o prejuizo fór causado à propriedade parti-
cular, bavera opcao entre a indemnisa^ào pelo damno
causado e a desapropriacào total, com approvacào do
Governo.
Art. 128. As minas de carvào que forem descobertas
dentro da zona de urna estrada de ferro, poderao ser explo-
radas além destes limites, embora penetrando em terrenos
de parliculares, pagando-se as indemnisacSes que forem
devidas, sem prejuizo do que a tal respeilo dispuzer a le-
gislacào que regular a exploragào e a lavra de taes mìnas.
Art. 129. A conc^ssào para lavrar, e approveitar as
dita$ minas e as de pedras preciosas, ouro ou qualquer
metal que forem descobertos nos exames preliminares, ou
nos trabalhos definitivos da estrada de ferro, sera regulada
pela legislacào concernente a este objecto, e pelos con-
tractos celebrados ou que se^ celebrarem com os respec-
Uvos emprezarios. »
Dicelonario 10
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146 BORA MOLA DG SUSPES^SiO
Mira (Tech.) — MirB. — LeveUing-staff. — Nivellir-
latte, Ableselatte. — Às empregadas dos nivelamenlos das
nossas vias ferreas, sao formadas de tres pegas qne, se
encaixando umas nas outras, formam, quando se quer,
um pequeno volume, muito commodo para ser trans-
portado. Sao dìvididas de 5 em 5 millimelros, e tem 3 e
4 metros de altura. A mira para bem funccionar deve ser
resguardada da humidade. Para os niveis francezes, as
miras tém os algarismos invertidos.
ModilIiSo cu cachorro (Arch . ) — Corbeau. — Corbel
— JSCrogfstem. — Ornamento de pedra, madeìra ou ferro,
saliente no paramento de urna parede, serviodo para
sustentar vigas, traves, pedras, etc.
Modulo (Arci).)— Module. — Modide. — Modul — Raio
do fusto da columna na extrcniidade inferior. Ao modulo
referem-se todas as medidas da ordem archi tectonica.
Moinha (Tech.) — Charbm de terre en Ipoudre, menu
du charbon. — Coaldmt. — Kohlenneste.
Mola (Tech.) — Ressort. — Spring. — Feder.
Mola de suspensSo (E. de F.) — Ressort de suspension,
— Bearing-spring. — Trag feder. — Em geral é formada
de folhas sobreposlas.
Para igualar o effeito do choque e para melhor repartir
a carga, as molas das locomotivas sao ligadas entro si por
melo de balancins longiludinaes. Algumas vezes se col-
locam OS balancins traasversalmente, quando se quer
igualar as cargas sobre às duas rodas de um mesmo eixo.
Formulas relativas ao assampto :
K nbh^ 6P/ /•_ « P^
' i
al Kbh^ 'E nbh^
Sondo: P, carga actuando em urna das extremìdades
da mola ; U semi-comprimento da mola ; n, numero de
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MOLDAR MOTOR 147
folhas da mola ; ò, largura das folhas ; h, altura das
folhas no ponto de engastamento ; K, carga em kgs. por
millimelfo quadrado ; f, flecha da mola ; E, modulo de
elasticidade da materia que compOe a mola. As molas dos
carros devem ser de aco ou de borracha. As melhores
molas de suspeusào sào de ago, compostas de folhas de
0",013 de espessura. Nào devem ter para comprimeoto
menos de 1",5, nos carros de passageiros, e menos de
1 metro, nos de carga.
Moldar (Tech.) — Mouler. — To modd. — Formen.
Molde (Tech.) — Moide. — Mould. — Form.
Moldura (Arch.) — Moulure. — Moulding. — Gesims.
Molinete de Woltmann (Tech.) — Moulinet de WoU
tmann. — Sail-wheel of Woltmann. — Woltmann'sche
Flùgel. — Instrumenlo destinado a medir a velocidade da
agua nos rios, eie. Formula de Baumgarten:
V = 0,3595 n^^n^ A +B
Sendo: V, velocidade da corrente; n, numero de
voltas por minuto ; A e 6, constantes relàtivas a
cada molinete, determinadas, movendo-o em agua tran-
quilla.
Montagem (Tech.) — Montage. — ErecUng. — Au
fsleUung.
Montante [A] (Tech.) — En amonl. — Up stream. —
Stromaufwàrts. — A montante de um poeto, é a parte do
rio acima d'esse ponto.
Mordente (Tech.) — Mordanl. — Mordant. — Bciz-
mitlel.
Motor (Tech.) — Moteur.— Motor. — Motor, Beweger.
— Agente que produz movimento.
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148
MOVIMENTO-
MOVIMENTO DE TERRAS
CLASSIFIGAgÀO DOS MOTORES, SEGUNDO RaNKINB '.
« i^ Potenda muscular, applicada pelo homem às
machinas de todas as especìes; e pelos animaes, especial-
mente aos trabalhos de tracgào e de transporte.
« 2\ Peso e movimento dos fluidos, actuando nas ma-
chinas de pressào d'agua, às rodas e oulras machinas
hydraulicas, e aos moinhos de vento.
<( 3\ CaloTy oblido pelas combinagOes chimicas e ap-
plicado em produzir mudangas no volume e pressào dos
fluidos, de modo a mover machinas, principalmente ma-
chinas a vapor.
« i\ Eleclricidade, obtida geralmente por meio de
combinaQòes chimicas e applicada é producQào ou alte-
ra(ào da for^a magnetica, de modo a dar movimento a
machinas. )>
Movimento [de urna Estrada de Ferro] (Adm.)— Mou-
vement. — Menagement. — Fahrplan.
Movimento de terras (E. de F.) — Travaux de ter rosse-
m^ent. — Earthwork. — Erdarbeiten. — [Vide: aterro e corte].
A classificagào dos materiaes exlrahidos dos cortes
é a seguinte:
Areia.
Terra vegetai.
Argila,
Barro.
Lodo.
Pi^arra.
Casoalho.
Pedregulho, etc.
Materiaes eztrahidos a pi- / Pédras on rocha em
careta, alavanca, bimbar- 1 pedala, schistos,
ra, canha, etc., etc. Ha < etc, tendo am vo-
casoB em que se emprega I lame menor qae
a polTora. \ 2m',5.
rp ^ Materiaes extrahidos a pà,
\ enxada e picareta.
Pedras soltas..
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MOVIMENTO DOS TRENS MUDANgA DE VIA m
ÌMaterìaes exirahidos a poi- l Pedras, tendo mn
vora, dynamite, etc, (mina < volume snperìor a
e fogo). ( 2m3,6.
N. B. — Algons engenheiros e empreiteiros tèm querìdo sabdivìdìr
a 1* classe em terras e pigarras; a snbdivi^So nao tem sido acceita.
Movimento dos trens (E. de F.) — Momement des
traim — Train's motion. — Zug^lan.
Movimento lateral de vai e vem (Locom.) — Mouve-
meni de lacet. — Irregviar osciUaling motion ofa locomotive
tail motion ofa locom>otive. — Schlingern.
Movimento longitudinal (Locom.) — Mouvement de
tangage ou de galop. — Pitching motion. — Stossbewegung.
Mudangademardha (Locom.) — Changemsnt de marche.
— Reversing motion. — Gangànderung. — E' feila por meio
da corredila de Stephenson, Allan, etc.
Mudanga de via (E. de F.) — Changemmt de voie. —
Turn-out or changing-place. — Weichestelle, Àusweichplatz.
— Apparelho dèslinado a permittir um carro, urna loco-
motiva OQ um trem passar de ama linha para OQtra. —
[Vide: agulhay cruza-vias, gyrador].
Mudanga de via com agulhas fixas e contra-trilhos
moveis (E. de F.) — Changement à aiguilles fixes et contre-
rails mobiles.
Mudanga de via com trilhos moveis (E. de F.) —
Chagement d rails mobiles. — Foi o meio primitivo para
fazer-se um trem passar de ama linba para outra.
Os pedacos de trilho, ab, ab, (Fig. 16) gyram pelo
extremo sobre a linha commum V ... V, e podem se diri-
gir para o prolongamento da linha commum vp, vp ou
para a linha desviada vd, vd. Hoje esle apparelho é so-,
mente usado nas linhas provisorias ou de trabalbos de
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180
MUDANgA DE VIA
construcgào. Produz facilmeate descarrilhamentos de
trens.
Fig. 10 — Mudanfa de yia com trilhos moveis.
Mudanga de via de trilhos duplos moveis (E. de F.)
— Changement à dovbles rails inobUes. — Dous pedacos de
trilho fixados a chapas de ferro, gyram ao redor de um
parafuso collocado no eixo do desvio, e dirigem os treas
Tig, 17 — Mndan^a de via de trilhos dnploe moreis.
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MULTA MURO' DE ARRIMO OU DE APOIO 154
para o prolongaroento da linha comronm ou da linha
desviada. Este appareiho lambem póde produzir moitos
descarrilhailìeQtos, e para que isso nao se de, colloca-se
ao lado do trilho interno ab (Fig. 17) um conlra-triiho de
nivel superior ao do Irilbo movel. Tero applicagào em al-
gumas estradasse ferro de pequeno trafego.
Multa (Adm.) — Àmende, peine pécuniaire. — Mula.
— Strafe.
Hurallia (Constr.) —MuraiUe ou Mur étendu. — Long
wcdl. — Wall. — Mauer.
Muro (Constr.) — Mur. — Wall — Mauer
Muro de arrimo ou apoio (Constr.) — Mur de soutè-
nement. — Brea$t-wall or Betaining-wall. — Stùtzmauer.
— Molesworth dà para espessura dos muros de arrimo 1/4
da altura; ou, entào, divide a altura do muro em tres
partes, e na primeira parte, junto à sapata, dà para
espessura 1/3 ^a altura, na parte media, dà 1/4, e na parte
superior, dà 1/8.
Nào tendo sobre-carga, ou sondo està apenas de um
metro, a espessura dos muros de arrimo é dada pela se-
guinte formula :
H = 0,4d8 + 02A
Sendo : E, espessura em metros ; /i, altura do muro
em metros.
FORMULAS DO ENGENHEIRO DUBOSQUE
Muro de paramentos verticaes sem sobìemrga :
Sendo: E, espessura do muro; h, altura do muro; (f,
peso de 1"' de alvenaria do muro; d, peso de 1™' da
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153 MURO DE ARRIMO OU DE APOIO
terra suslODtada; a, angulo formado pela veritcal com o
talude naturai das terras.
Muro vertical stistentando aterro com sobrscarga:
Sendo: p, sobrecarga.
Muro com taludes exterior e interior sustentando aterro
Sem sobrecarga :
Sendo : —, talude do paramento exlerior do muro.
—, talude do paramento interior do muro.
Muro Sem sobrecarga com talude exterior :
Muro sem sobrecarga com lalude interior:
Muro com taludes interior e exterior^ suslmlando aterro
com sobrecarga :
Muro com talude exterior, sustentando aterro com
sobrecarga :
Muro com talude interior, sustentando aterro com
sobrecarga :
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MURO DE REaipRgO NEMBO 153
Muro de reforgo (Constr.) — Contremur. — Coun-
terwaU. — Gegemoall, Gegenmauer. — [Vide : Contra-
forte].
Muro de revestimento (Constr.) — Mur de revétement.
— Flankrwall or Revetment-wall. — • Verìdeidungsmauer.
— (Formula de Poncdet). — Paramentos verticaes :
jr^ 0,285 (H4-^)
Sondo : x, espessura do muro ; H, altura do revesli-
mente; /i, altura da sobre-carga.
N. B. — Nos muros de pedra secca toma-se mais 1/4
da espessura achada pela formula acima.
Muro que limita ou fecha terreno (Constr.) — Mur
de clóture ou d'enceinte. — Close walL — Ringmauer. .
Muro taludado (Constr.) — Mur tduté. — ^oped-wall.
— Talutmauer, Bòschmauer.
N
Nega [das estacas defundagao] (Constr.) — Refus. —
Set. — Àufsitz. — Limite de penetracào da estaca no
terreno. Em goral considera-se a estaca bem fincada
quando, depois de uma batida de 10 pancadas, tendo o
macaco do bate-estacas para pes,o 600 kgs. e cabindo de
3%6 de altura, ella nào penetra mais de 0'",01.
Nembo (Constr.) — Massigo entro os vàos das janellas
e das porlas.
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154 NERVURA DE ABOBADA NIVEL
Nervura de abobada (Arch.) — Nervure de votile,
nerf. — Ribe, nerve. — Rippe, Gewòlbrippe.
Nicho (E.de F.) — Niche. — Niche.—Nische. — Nas clau-
sulasque regulam as concessòesde estradasde ferro encon-
tra-se o seguinte: «... haverà de distancia em distanda,
no interior dos tunneis, nichos de abrigo. »
Estes nichos sào cavados nas paredes dos tunneis e
devem ter o espaco necessario para abrìgar um ou dous
homens.
Nivel (Tech.) — Niveau. — Level. — Léelle, Nivellirim-
trument. — Inslrumento que serve para determinar a difle-
renga de altura entre dous ou mais pontos. Nos trabalhos
de estrada de ferro o nivel mais empregado é o de Gurley.
Ao comecar uro nivelamento, deve-se praticar no nivel
as seguintes correc(des: 1*. Fazer a linha de collima^So
coincidir com o eixo do oculo. 2\ Tornar o nivel de bolha
d'ar parallelo à linha de coUima^ào. 3*. Por a linha de
collimaQào perpendicular ao eixo vertical. Estas tres cor-
recQOes estào perfeitamente explicadas nas cademelai de
campo,que geralmente acompanham os engenheiros du-
rante servilo de exploraQào e locacao.
engenbeiro F. P. Passos, sobre este instrumento,
dà OS seguintes conselhos : « Na escolha de um nivel
deve-se examinar com cuidado o tubo de bolha de ar, de
cujas boas condigOes depende principalmente o resultado
das operagòes. vidro deve ter o mesmo diametro em
todo comprimeuto, o que praticamente póde-se verificar,
notando-se a expansào da bolha, quando submettida a
duas temperaturas differentes, é a mesma dos dous lados
do tubo. A curvatura da parte interna do tubo deve ser
tal que a bolha tenha sufficiente sensibìlidade, nSo mo-
vendo-se multo, rapidamente, nem tao pouco multo vaga-
rosamente.
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NIVELAMENTO iStt
Quando, para graduar-sa a distancia focal para a
visao distìDcta, move-se, corno nos niveis modernos
inglezes, o tubo que contém os ritìculos e o ocular, ou
comò nos niveis americanos, o tubo que conlém o obje-
tivo, acontece em alguns iostrumentos que às lìnha de
\isada aparta-se da borizontal, por desequilibrar-se o
oculo ou nào ser perfeitamente recto o respectivo tubo.
Deve-se rejeitar os iostrumentos que apresentam esse
defeito. »
Nivelamento (Tech.) — Nivellement. — Levelling. —
Nivellirung, Nivellement. — Oblengào das alturas — : refo-
ridas a ura plano de comparacào — de diversos pontos do
terreno, determinados anteriormente. Em geral o plano
de comparaQào é o mar. Quando nào é possivel tomar esse
plano de comparagào, dà-se ao ponto de partida do nivel-
lamento urna cóta arbitraria ; mas que seja superior às de
todos OS outros pontos a nivelar, aflm de nào apparecerem
quantidades negativas. nivelamento é que dà ao enge-
nbeiro a conformagào do terreno por onde deve ser tracada
a estrada de ferro ; deve, pertanto, ser executado com teda
a precisào. systema de nivelamento preferido na enge-
nbaria brazileira é o americano, muitissimo exacto e expe-
dito. Jà apresentamos, emjoutro lugar, a cademeta de nive-
lamento. Uma simples observagào d'esse modelo, orienta o
engenheiro no servilo. nivelamento da exploragào e da
locaQàoabrangem todas as estacas implantadas pélo transito,
e todos OS pontos do terreno em que houver depressOes que
chamem a attencào do nivelador — (margens de corregos,
grotas, leito de cursos d'agua, etc.) nivelador deverà
tambem tomar a cóla das maximas encbentes, pelos
signaes deixados no terreno. nivelamento deve ser
veriflcado [vide : Contrornivelamento] em todas as estacas,
sondo està operagào praticada por outro engenheiro e nào
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1^
NIVELAHEmX)
pelo que fez o nivelameato primitivo. Admilte-se para
dififerenca entre os dous nivelamentos até 0"",02 em cada
kilometro, sendo essa quantìdade, ora para menos, ora
para mais, nào passando, porém, de 0°',05 para um
trecho de 10 kilometros.
CorreoQfto derida & canratiira da terra e à refraeQio
atmospherica
D = dUtancia do/iivel d mira.
C= altura d subtrahir da indicada pela mira.
D
C
D
C
D
C
100
0.0007
400
0.0106
700
0.0323
110
0.0008
410
0.0111
710
0.0333
120
0.0009
420
0.0116
720
0.0342
130
0.0011
430
0.0122
730
0.0352
140
0.0013
440
0.0128
740
0.0361
150
0.0015
450
0.0134
750
0.0371
160
0.0017
460
0.0140
760
00381
170
0.0019
470
0.0146
770
0391
180
0.0021
480
0.0152
780
0.0401
190
0.0024
490
0.0158
790
0.0412
200
0.0026
500
0.0165
800
0.0422
210
0.0029
510
0.0172
810
0.0433
220
0.0032
520
0.0178
820
0.0444
230
0.0035
530
0.0185
830
0.0454
240
0.0038
540
0.0192
840
0.0465
250
0.0041
550
0.0200
850
0.0477
260
0.0045
560
0.0207
860
0.0488
^70
0.0048
570
0.0214
870
0.0499
280
0.0052
580
0.0222
880
0.0511
290
0.0055
590
0.0230
890
0.0523
300
0.0059
600
0.0237
900
0.0534
310
0.0063
610
0.0245
910
0.0546
320
0.0068
620
0.0254
920
0.0558
330 •
0.0072
630
0.0262
930
0.U571
340
0.0076
640
0.0270
940
0.0583
350
0.0081
650
0.0279
950
0.0595
360
0.0085
660
0.0287
960
0.0608
370
0.0090
670
0.0296
970
0.0621
380
0.0095
680
0.0305
980
0.0634
390
0.0100
690
0.0314
990
1000
0.0647
0.0660
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NIVELAMENTO BAROMETRICO i57
Nivelamento barometrico (Tech.) — Nivellement feo-
rométrique. — Baromelrical levdUng. — Barametrisehe
Hòhenmessung.
Formula de Saint Robert :
i = 5S,S °-^
H
T -f 273 t -^ 278
Sendo : dy differenza de nivel entro as duas esta^des ;
H, altura do barometro na estacào ìnferior; h, altura do
barometro na estagào superior; T, temperatura centigr.na
estaQào inferior ; t, temperatura centigr. na estagào su-
perior; T+273 e f+273, temperaturas absolutas, isto é,
medidas a partir do zero absoluto, supposto em — 273'C.
Formula de Laplace:
D = 18393 (l + 0,002887 cos 2 lFi 4- i^±i)1 log -5.\
SeodorD, distancìa vertical entro os dous lugares
cuja diflferenca de nivel se deseja ; Hj altura do baro-
metro na estaQào inferior; h, altura do barometro na
estafào superior; T e «, as temperaturas do ar corres-
pondentes a cada observagao; L, latitude.
Na latitude de 45% sendo cos. 2 L=Oy a formula se
transforma em :
Formula de Babinet :
Para alturas que nao excedem a 1.000 metros.
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158 NIVEL DE ASSENTADOR DE LINHA OBRAS D'ARTE
Às letras tém os roesmos valores que na formula de
Laplace.
Nivel de assentador de linha (E. de F.) — Niveaude
poseur. — Plate-layer level. — Schienerdegwaage.
Nivel de carpinteiro (Const.) — Niveau de charpen-'
tier. — CarpenXer'% level. — Zimmermanmwaage.
Nivel de pedreiro (Tech.) — Niveau de magon. —
Ma$on'$ level. — Maurersetzuxmge.
Nivel de Stampfer (Inslr.) — Niveau de Stampfer. —
Slampfcr level. — Slampfef$ Nivellirinstrument. — Emo
n. 19 da Revista de E$lrada$ de Ferro encontra-se um
minucioso artigo do Dr. Antonio de Paula Freilas, dando
completa noticia sobre o nivel de Stampfer.
Nonius (Inslr.) — Noniu$. — Nonius. — Nonius. —
Vernierci rcular. — [Vide : Vernier].
Obra (Tech.) — Ouvrage. — Work. — Werk.—QnH"
quer construccào de alveoaria, de madeira ou metal-
lica.
ObRAS CONTRACTADAS pelo MINISTERIO DA A6RIGULTURA :
Circular de 4 de Junho de 1868.
ObRAS DECRETADAS pelo MINISTERIO DA A6RIGULTURA :
Aviso de 24 de Abril de 1871 .
Obras d'arte (E. de F.) — Ouvrages d'art. — Cons-
tructive Works. — Kunstbauten an einer Eisenbahn. — As
obras d'arie, nas estradas de ferro, constam de boeiros,
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OBSERVAgOES METEOROLOGIGAS 159
pontilhOes, pontes, vtaductos, passagens superiores, passa-
gens inferìores, tunneis, galerias de abrìgò contra-neve,
contra aareia,etc.
* Os muros de arrimo e os de reveslimeoto tambem sào
considerados obra$ d'arte.
Os desenhos das obras d'arie constam de : — elevagào,
plantas e cortes.
As escalas variam, conforme as dimensOes reaes das
obras projectadas, de 1:50 a i:200.
Os desenhos devem ser convenientemente cotados,
de modo quo dém com precisao e presteza todos os*
detalbes da obra.
As fundaQOes s3o indicadas de accòrdo com os estados
feìtos no terreno. — [Vide : Typo$ de obras d'arte]. .
Obras d'arte [ Prova de solidez das — ] Nas clausulas
que acompanham os decretos de concessào de vias-ferreas
enconlra-se o seguinte :
« Antes de entregues à cìrculagào, todas as obras
d'arie serao experi mentadas, fazendo-se passar e repassar
sobre ellas, com diversas velocidades, e depois de estacio-
nar algumas horas, um trem composto de locomotivas ou,
em falta destas, de carros de mercadorìas quanto possivel
carregados. As despezas destas experiencias correrào
por conia da companhia. »
Observagoes meteorologicas (Tech.) — Nas prin-
cipaes estagoes das estradas de ferro do Brazil encontram-se
apparelhos indispensaveìs às observacOes meteorologicas,
a saber: barometro, thermometro, psychrometro, hygro-
metro, anemometro e pluviometro.
No Annuario do Observatorio Astronomico ha todas as
labellas necessarias ao calcalo das observagOcs.
Yamos dar o modelo do mappa das observacSes men-
saes, usado em nossas vias-ferreas :
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160
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OCULO OlTiO 161
Oculo (Pont.) -^ OeU-de-porU. — Bridge-eye. — Brik^
kenloch. — Abertura circular feita acima dos pegdes e dos
tympaDOs das abobadas das pontes, afim de tornar a obra
mais leve e de augmentar a vasào em casos de en-
cheDtes.
Officina (Tech.) — Atelier. — Workshop. — Werhr
stolte. — Às officinas de uma estrada de ferro devem
ser montadas de modo que possam ter em reparagOes
25 •/. das locomolivas da raesma estrada, 8 •/. dos car-
ros de passageiros e 3 •/• dos carros de carga. Devera
poder, além disto, abrìgar 5Vo da totalìdade dos vehi-
culos.
Às grandes offlcinas das estradas de ferro se compOe de :
officina de repara^ào das locomotivas» officina dos tor-
neiros, officina de reparagào das rodas» forja, officina de
caldeireiro, fundigSo em bronzo e latoeiro, officina de
reparacSo do^ vagòes, depositos para a revista dos vagdes,
officina de carpinteria e marceneria, officina de cruza-
raenlos, coragOes, mudangas de vìa, etc, armazens,
officina de pintura, etc.
Officinas [Pessoal das — ]. — Nas estradas de ferro da
Europa estào adoptadas as seguintes rela^/Oes:
!Por locomoti?a com Bea tender 1 operano
Por carro de passageiro 0,26 „
Por carro de carga 0,60 „
Pelas installa^es mecanicas 0,14 „
Total 2 operarios
Ogiva (Arch.) — Ogive. — Groin-rib. — Gratrippe. —
Arco diagonal da abobada gothica.
Oitao (Constr.) — Parede externa de um edificio, per-
pendicular à direcQào da cumieira.
Diooionario 1 1
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162 OLARIA ORgAMENTO
Olaria (Constr) — Fabriqae de briques. — Potter* s-
work'house. — Ziegdfabrik, Ziegelbrennerei.
Oleo de colsa (Tech.) — Iluile de colza. — Rape-seed^
oil. — KohUaatól.
Oleo de linhaga (Constr.) — Huile de Un. — Lin-ieed-
oU. — Leinól. — Muito empregado na pintura, etc.
Olhal. — [Vide: Vào de ponte].
Olho de manivella (Tech.) — Encoche. — Eye ofcrank.
— Kurbelloch.
Olivel (Constr.) — Entrait. — Tie beam. — Zugbdkm.
-r Pe^a de madeira ou ferro que fórma a base de urna
tesoura de madeiramento. Nj olive) assentam as asnas.
Atravessa o vào do edificio e fixa as extremidades sobre
as paredes. olivel tambem se chama: linha^ tirante e
trave.
Olivel [Contra — ] (Constr.) — Fam enlrait. — Strai-
nin^'fill, top-òeajn. — Hàngebalken.
Orgamento (Adm.) — Devi$. — Estimate. — Voraus^
maas Kostenvoranschlag. — Calculo approximado da des-
peza a fazer-se com a execugào de qualquer traballio.
ORfAMENTO GERAL DE UMA VIA FERREA DEVE CONSIGNAR
DETALHADAMENTE TODAS AS VERBAS, A SABBR :
Estudos e trabalhos preliininares:
Reconhecimento (metros correo tes) $
Eiploracào ( „ „ ) $
Locagao ( „ „ ) S
Destocamento (metros quadrados) S
Ro^ado ( „ „ ) S
Caminhos de servilo (metros correntes) .... $
l'otal.
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ORgAMENTO 165
Moviraenlo de lerras:
Terra excavada (metros cubicos) $
Fedra solta ( „ „ ) $
Rocha extrahida ( „ „ ) $
Vallas lateraes (excava^oes) (metros cubicos). $
Alargamento da plataforma para esta^oes,
desyios, etc. , (metros cabicub^ $
Total.
Muros de arrimo, de revestimento e enrocamentos :
Excavagoes em terra (metros cabicos).. $
pedra solta ( „ » ).. S
n rocha ( „ » )•• S
Arenaria com argamassa ( „ » )•• $
„ de pedra secca ( „ » ) • • S
Eorocamento com pedra jogada (metros cubicos) $
„ com pedra armmada ( „ „ ) $
Total
Obras d'arte:
Boeiros
Excavagào para funda^des (metros cubicos). $
9 para erapedraniento ( „ n )• S
Àlvenaria com argamassa ( „ n )• S
„ de lajoes { „ „ ). $
Empedramento ( „ n )• S
Rejantamento com argamassa (metr. quadr.). $
Superstractura de madeira (metro cubico). $
Total.
Pontilhoes^ pontes e viaductos
Excava^ào em terra (metros cubicos). $
„ em pedra solta ( „ » )• $
„ em rocha ( „ „ ). $
Al?enaria ordinaria com argamassa (metros
cubicos)
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164 ORgAMENTO
Alvenarìa de apparelho (roetros cubicos). ... $
Cantaria com argamassa de cimento e areia
(metros cabìcos) $
Rejantamento (metros qnadrados) $
Saperstnictara de madeira (metros cabicos). $
„ de ferro batido (kilogrammas). $
„ de ferro fundido ( „ )• $
Total S
Tunneis
Perf uranio (metros correo tes) incloindo re-
vestimento, etc $
Drenos (metros correntes) $
Total 8
EslacOes :
Edificios, annezos, mobilias, etc $
OfQcinas, deposilos para material rodante etc :
Officinas para grandes repara^os $
„ para pequenas „ S
Depositos para locomotiyas $
„ para carros e wagòes S
Reservatorios para agaa e eucanamentos. .. $
Totol S
Via permanente:
Trilhos $
Talas, grampos, parafasos, etc. S
Apparelbos de mQdan9a de via $
Dormentes $
Gyradores e craza-rias $
Lastro $
Assontamento da yia $
Mastros de signaes, etc $
Casas para as tarmas de trabalhadores $
„ para engenbeiros, etc $
Total $
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ORgAMENTO
165
Material rodante:
Locomoti?a8
Carros de passageiros de 1* classe,
de 2* „ .
WagSes de carga
„ para animaes
n para lastre
Gaindastes moTeis
Trollys para o servilo
Total. . .
Telegrapho e telephone
S
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$
3
$
S
s
Besiuno do ornamento
SspecifieaQào das Terbts
Estndos e trabalhos preliminares. . . .
Desaproprìa^des
Movimento de terras
Mnros e enrocamentos
Obras d'arte
Estacdes
Officinas e depositos
Via permanente
Material rodante
Telegrapho e telephone
Direcgào technica dos trabalhos
Beneficio do empreiteiro e jaros d<
capital empregado
Administra^ào da companhia
Eventnaes 10 %
Total
Prego de
Prego
cada Terba
kilometrioo
S
$
%
S
$
S
S
$
$
s
s
$
s
s
s
$
$
s
s
s
$
s
%
s
%
$
$
$
s
$
$
$
Além das despezas consignadas» ha outras que dizem
respeito à oblengao do privilegio, forma^ao da compa-
nhia, etc.
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166
ORDEM
Ordem (Arch.) — Ordre. — Architedural order. —
Sàulenordnung. — Em architectura é o coQj aneto do
pedestal, da columna e do entabla mento.
Tabella eomparatlva das proporcoes das partes prineipaes das
ordens archlteetonlcas
DESIONA^AO DAS PARTES
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3 ' O
^ , * ° I «
Cornija...
Entablanento^f Friso....
I Altura ...
Saliencia..
Architrave
Capite!....
Colunina < Faste. .
Base..
Pedestal...
Baso..
Altura
; Altura.
Saliencia
Altura
Saliencia
Altura
^ Diametro super.
r N. de canelluras.
Altura.
Salienda..
Corpo..
; Altura
' Saliencia «obre o
tante,.
Altura...
Saliencia.
Do entabl amento
Da columna
Do pedestal
, Da ordem
Entro colui'nio de eixo a eixo ..
Distancia de eizo a eixo
Abertura do arco entro os pò»
direitos.
Distancia vertical da chave da
arco acima da architrave. .
Distiincia de eixo a eizo. . . .
Abeitura do arco entro os pés
direitos ....
Distancia verticni da chave do
arco acima da architrave . . .
Altura total..
Portico sem
podestal
Portico com
pedestal
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2
1
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12
2
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1
4
1
12
1 18
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15
1
1
1
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1.95
4
4
10
18.85
1
1
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10
10
10
10
5.15
12
14
16
9
1
12.4
1
14
1
16
1,24
20
20
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ORDEM DE SERVigO PANELLA 167
Ordem de servi go (Adm.) — Ordre de service — ....
— Dienstordre.
Orientar urna pianta (Tech.) — Orienter un pian.
— Indicar-lhe a posifào dos ponlos cardeaes. Colloca-se-
Ihe urna flexa, tendo a ponta para o norie.
Ornamento (Arch.) — Ornament. — Ornement or
dress. — Ornament, Verzierung.
OmamentagSo (Arch.) — Omammtaiion. — Orna-
menlation, dressing. — Omamentirung.
p
Pà (Ferr.) — Pelle. — Spade, shovel — Schaufel, Schippe.
Panella (E. de F.) — Cloche en fonte. — Greaveh pot-
sleeper. — Muschel. — Supporte de trilhos isolado. Com-
poe-se de um calotte espherico óco, do ferro fundido, com
ligacOes transversaes.
Foi applicado nas nossas estradas de Mauà e de Sanlos
a Jundiahy, onde ainda se encontram, no Irecho de Sanlos
à raiz da serra do Cubalào. Os calottes esphericos desta li-
nha tenfi para diametro 0", 5, e pesam, cada um, 37*8^,6;
as ligacòes sào feitas por barras de ferro transversaes
que pesam i3i^^,& cada urna.
As panellas nào tém dado resultados satisfaclorios.
Em 1874, Debauve escrevia o seguinte sobre està
especie de dormente: « On congoit que le supporl Greave,
bien encastré dans le ballast, ne doil se dèplacer facile-
ment et esl susceptible de donner une voie solide ; l'ex-
perience lui a été favorable. Dans les Indes et sur le
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168
PANTOGRAPHO
chemin de fer d'Alexandrie à Suez, les traverses en boìs
ne poiivaient étre adoptées, car elles se détruisent en
quelques mois sous Tinfluence d'un climat chaud et hu*
mide; la cloche de Greave a rendu la de sérieux ser-
vices. Il en est de méme au Brésìi, dans la République
Argentine. Mais ce genro de support exige un ballast
special, de sable fin Constant, comme celui des alluvìons
du Nil. »
Fig. 18 — Panella.
No calotte espberìco està fixa a almofada, que recebe o
trilho. Perto da almofada ha um orificio, por onde se faz
a soccagem do lastre que fica dentro do edotte.
Pantographo (Tech.) — ParUographe. — Pantograph.
— Pantograph, Storchschnabel. — Instrumento destinado a
copiar desenhos na escala que se quìzer.
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PANTOMETRO PARA-CHOQUE
Pantometro (Tech.) — Panlomètre. — Siirveying cross.
— Panlometer. — Instrumento que serve para medir an-
gulos no terreno. E' empregado com vantagem nos reco-
nhecimentos, no tra^ado das picadas de secQdes transver-
saes, etc. Ha pantometros munidos de oculo, sobre cavai-
lete, e de sector vertical graduado. Estes podem subslituir
clinometro do levantamento das sec(des traosversaes.
Padìola de carregar pedra (Constr.) — Bard. —
Stone-barrow. — Trage^ Steinbahre.
Pào de prumo (Conslr.)— Peca de madeira, tendo em
goral 3",96 a 4metros de comprimente e 0",41x0",45 de
esquadria.
Papel de desenho (Tech.) — Papier à dessin. — Drch
wing-paper. — Zeichenpapier.
Papel tela (Tech.) —Papier toHe. — Tracing^loth. —
Zeichenkaltun. — Emp regado para copiar desenhos.
Papel quadriculado (Tech.) — Papier qmdrUlé. —
Rotde^aper. — Geteiltes Papier. — Empregado no desenho
de perfis, secgOes transversaes, eie.
Papel sem firn (Tech.) — Papier sans fin. — Conti-
nuous dramng paper. — Papier ohne Ende. — Empregado
no desenho da pianta goral da estrada de ferro, etc.
Para-cheque (E. de F.) — Tampon de choc. — RaUway-
buffer. — Buffer. — Apparelho destinado a diminuir o
effeito dos choques produzidos pelo enconlro dos vehi-
culos entro si, durante a marcha dos trens e por occasiào
das partidas e paradas. Ha para-choques nas locomotivas,
nos tenders e nos carros. Quasi sempre sao de ferro fun-
dido. Consta o para-choque de uma caixa, presa à tra-
vessa do vehiculo, e da bucha que trabalha dentro da re-
fenda caixa, em contacto com a mola (de ago ou de bor-
racha) que serve para amortecer os choques.
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170 PARA-CHOQUE DE RODELLAS PARAFUSO DE FIXAR
Nas curvas quando os para-choques interiores se en-
contram, os exteriores se affaslam ; esle affaslamento é
dado pela seguiate formula :
m=:-
B
Sendo: m, afifastamenlo ; /, distancia que separa dous
para-choques do mesmo lado do vagào ; R, raio da curva ;
d, distancia enlre eixos dos para-choques.
Para cheque de rodellas de borracha (E. de F.) —
Tampon à rondelles de caoiUchom. — India ruhber buffer.
— Kautschukbuffer.
Para-cheque das estagòes (E. de F.) — Tampon
stalionnaire, heurtoir. — Buffing stand. — Bufferslànder. —
Collocado nas estacdes terminaes, ou no firn das linhas
que nào se lìgam a outras.
Parada (E. de F.) — Malte, arrél. — Hait.—Halt. —
Ponto de pouca importancia,onde o trem péra, afim do re-
ceber passageiros e cargas. Em goral tem piata-fórma e
alpendre. — [Vide: Abrigo].
Parafuse (Constr.) — Vis. — Screw. — Schraube.
Parafuse de fixar trilhes aos dermentes (E. de F.)
— Tire-fond. — Screw for rails. — Schraubenbolzen zum
Befestigen der Schienen aufden Schwellen, — Tem cabega
polygonal, munida de pequenina pyramide,que serve para
mostrar que foi^ eravado no dormente por meio de rotagào
e nào a martello, o que é muito prejudicìal. compri-
mento dos parafusos é de 0^,17 a 0°",18. diametro,
junto à cabega, è de 0",019; e, na penta, de 0"*,010.
Ha parafusos de ferro galvanisado e de aco. Em goral o
peso de um parafuso é de 0^^,320. Os parafusos de ago
devem ser alcatroados, afim de resistirem à oxydagào. Nas
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PARALLELAS PARA-RAIO 171
estradas de ferro do Brazil dà-se preferencia aos grampos
para fìxar os Irilhos aos dormentes.
Na figura 19 a letra D eslà sobre o parafuso e a le-
Ira E sobre o grampo.
Fig. 19 — D, parafhso ; E, grampo.
Parallelas [Regoas] (Tech.) — Règie à paraUèles. —
Parallel vale. — Parallellineal, — Instrumento de desenho,
servindo para tirar parallelas.
Parallelos (Locom.) — Glissières, —Slide, guide. —
Gleitbahn,— Pegas de ferro batido enlre as quaes trabalha
a cabega do embolo. — Tém urna das extremidades fixada
por meio de castanhas e parafusos à lampa do cylindro, e a
oulra flxada a chapa dos parallelos.
Paramento (Constr.) — Parement. — Facing, — Slirn-
fioche. — Face do um muro, parede ou pedra.
Parapeito (Constr.) — Carde- fon, garde corps. — Fa-
rapet, slide raii — Gdànder, Drustung, Brmlwehr.
Parapeito de janella (Arch.) — Appui de croisée,
accoìidoir.—Breast'Work, parapet, prop.—Femterbrùstung.
Para-raio (Tech.) — Paratonerre. — Conductor of light-
ning. — Blitzableiler. — Apparelho destinado a preservar
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172 PAREDE
OS edificios dos effeitos do rato. Ck)[Dpde-se de urna baste
metallica de O^.SS de comprimento, terminando em
penta, e de um conductor de cabo de ararne de cobre,que
liga a baste ao sólo. CondigOes necessarias a um para-
raio: tara penta da baste (de platina) muitissimo aguda;
ter conductor communicando com o sólo, sem apre-
sentar em toda a sua extensào a menor solugào de conti-
nuidade. Um para-raio bom preserva as pessoas e os
objectos que se acbarem dentro do circulo, cujo raio fór
urna distancia dupla da altura do para-raio.
Parede (Constr.) — Mur ou muraille. — Party waU. —
Mauer, Wand. — Póde ser construida de cantarla ou de
alvenaria de pedra ou de tijollo.
Para determinar a espessura das paredes existem as
seguintes fórmulas de Rondelel:
Paredes mestras de casas sem divisOes, sendo de
conslrucQSo ligeira :
Idem, idem, de construcQào mèdia :
4<i
Idem, idem, de construc^ao solida:
E=:?i±^+0m,054
4o
Paredes mestras de casas com' divisOes, sendo de
construcQdo ligeira :
48
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PARTIDA DOS TRENS 175
Idem, idem, de conslrucgào mèdia
4o
Idem, idem, de coDstruccào solida
Paredes divisorias em casas de um pavimento :
Paredes divisorias em casas de dous ou mais pavi-
menlos :
/' 4- h*
E = -— -+0'n,014n
Sendo: E, espessura da parede ; 2, largura do edificio
entro as paredes mestras ; A, altura das paredes ; l\ espa^o
a dividir entro duas paredes ; h\ altura das paredes divi-
sorias; n, numero de andares.
Paredbs aacuLARES.— Formula de Rondelel :
y^
+ H«
Sendo : E, espessura da parede ; r, raio de curvatura
da parede ; H, altura da parede.
Partida dos trans (E. de F.) — Départ des trains. —
Departure of the traim. — Abgang des Zuges. — E' aiinun-
ciada aos passageiros por melo de badaladas da sineta da
esta^ao Um Irem nào parte de uma esta^ào para ou tra
sem ter licenza d'està outra, e sem que haja certeza de que
a liuha esteja desempedida.
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174 PASSADIQO DE LOCOMOTIVA PASSAGEM DE NIVEL
Passadìgo da locomotiva (Locom.) — Espago ao lado
da caldeira» onde os foguislas transitarli, em vìagem,
quando inspeccìonam e lubrifìcam o machinismo.
Passageiro (E. de F.) — Voyageur. — Passenger. —
Reisende.
Passageiro kilometro (E. de F.) — Unidade de tra-
fego dos passageiros. E' o passageiro que percorre um
kilometro.
Passageiros que percorrem toda a linha (E. de F.)
— Voyageurs à parcours total. — Though passengers. —
Reisende auf der ganzen Lànge, Durchreisende.
Passageiros que percorrem parte da linha (E. deF.)
— Voyageurs à parcours partici . — Way passenger s. —
Reisende auf theilstrecken.
Passagem de nivel (E. de F.) — Passage à niveau. —
Level'Crossing. — Niveauùbergang . — No cruza mento de
urna via ferrea com urna estrada de rodagem ha tres casos
a considerar: ou a estrada de ferro ó estabelecida em plano
suporior a de rodagem ; ou è estabelecida em plano infe-
rior; ou, Qnalmente, sào ambas estabelecidas no mesmo
plano. Esle ultimo caso é chamado passagem de nivel. Nas
passageos de nivel, junto aos trilhos, pelo lado interno, ha
ranhuras por onde passam os rebordos das rodas das
locomotivas e dos carros. As ronhuras ficara entre os
Irilhos e os contra-lrllhos; e lem para largura 0",05. Os
exlremos dos contra trilhos sào curvados para dentro da
linha. As passagens de nivel em geral sào munidas de
cancellas, de vera ser calcadas e planas, para cada
lado do eixo da linha, n'uma exlensào igual a urna vez e
meia o comprimente das carrogas ou carros (com animaes
atrelados) que fazem a travessia n'esse ponto. As passagens
de nivel dividem-se em guardadas e nào guardadas. As
primeiras sào munidas de cancellas que reclamam a pre-
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PASSAGEM DE NIVEL
175
senga de empregados [guardai] para manobral-as antes e
depois da passagem dos treDs.
As segundas tém caDcellas manobradas a distaDcia
pelos guardas da passagem de nivel visinha (aclualmenle
multo uzadas na Europa), ou sào abertas e fechadas pelos
proprios transeunles.
Nas vias-ferreas do Brazil estas ultimas sào as mais
encontradas.
Ha varios typos de cancellas, sendo multo usados os
seguintes :
Cancella de madeira, com dom bqtentes. — Encontrada
em geral dentro de cidades.
Tem apenas alguns tiranles de ferro e as compelentes
ferragens.
E' munida de pequenos portOes, que dào passagem
às pessoas que Iransitam a pé.
Os pequenos portòes sào automalicos e nào deixam
OS animaes penetrar na linha.
Este typo lem a vantagem de fechar a estrada de ro-
dagem ou a rua, emquanlo abre a via ferrea, e vice-versa.
/■■Th!«Tft^^^^gnnnnnnnnnnnnn .1 i-x
Fig. 20 — Cancella de madeira com dona batentes.
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176
PASSAGEM DE NIVEL OBUQUA
Cancella de ferro, com baterUe. — Na Europa empregam
muìto as formadas de Irilhos e de barras, consliluindo
trelica.
Fig ai — Cancella de ferro, com batente.
Cancella de ferro, de correr. — Tambem se empregam,
nas vias-ferreas da Europa, cao'^ellas de ferro de correr,
munidas de rodeles que gyram longitudinalmente no
cavado de urna barra de ferro em U.
Fig. 28 — Cancella de ferro, de correr.
Passagem de nivel obliqua (E. de F.) — Passage à
niveau oblique. — Level-crossing on the $kew. — Schràge
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PASSAGEM DE NIVEL RECTA PASSÀGCM DE TANGENTE 177
■
Schiefe, Niveauiibergang. — Nào deve a estrada de ferro
formar com a de rodagem anguìo menor de 45^
Passagem de nivel recta (È. de P.) — Passage à
niveau droite. — Level-^ossing in righi angle. — Rechtwin-
kelige Niveauiibergang.
Passagem inferior (E. de F ) — Passage en dessous,
passage inférieur. — Crossing under the railway. — We-
ganterbruckung. — Eoconlro da estrada de ferro com a de
rodagem, passando està por baixo, e a de ferro por cima,
em ponte. Em geral adopla-sa a ponte de trave recta, que
póde ser de ferro ou de madeìra.
Passagem supeHor (E. de F.) —Passage par dessus,
passage superieur. — Crossing over the railway. — WegU'
berbruckung. — Enconlro da estrada de ferro com a de
rodagem em planos dififerenles, passando a via-ferrea por
baixo, pelo córte, e a estrada de rodagem por cima, pela
ponte. typo de passagem superior que dà melhores
resultados é a ponte de encontros perdidos.
Passagem de tangente para curva (E. de F.) —
Sobre este assumpto vamos transcrever o que disse o
Dr. Benjamin Weinschenck, em seu Manual do engenheiro
de estradas de ferro : a Aflm de que se obtenha, na pas-
sagem de recta para curva, a diflferenga de nivel dos trilhoà
mais de accòrdo com a theoria, usa-se na Europa, quasi
em todas as estradas de ferro, incluindo as de segunda
ordem, intercalar uma parabola do terceiro grào entro a
curva e a recta. Àcha-se da seguinte maneira a equacào
d'essa parabola : seja h a sobre elevacào do trilho exterior
em qualquer ponto P da curva ero raio de curvatura
n'este ponto, tem-se:
h = ou « == -r -
Diooionaiio 12
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178 PASSAGEM DE TANGENTE PARA CURVA
Seodo: 8, distancia transversai de meio a meio do
trilho; v, velocidade do trem em metros por segando;
j = 9°,79;4-» declive por metro, e considerando-se
Fig. SS— Pa^sagem de tangente para eorra.
a origem das coordenadas (fig. 23), a? a abissa do ponlo P,
segue-se:
1 ^x dx^
\"" [-(IJ)-]'
Desprezando (-j^) Por seu valor em rela^ao a 4 ,
temos :
d'onde
ffX^ x^
porque g,$,i^ì) sào grandezas coohecidas. Na pratica é
permittido considerar-se DB = OB= 0B\ ponto A fica
no meio, entre principio e firn da parabola ; o comprimento
d'eslairi = -^- A tangente OU dista da outra DT de
4/3 AE Oli de 4/4 Ji- Nas curvas de raios menores, a
distancia DO attinge valor bastante grande para ser
tornado em consideragào na locacSo primitiva )>.
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PASSE PATINA^XO
179
Passe (Adra.) — Permis de circulation. — Pa$$. —
Passirsehein. — Cartào que dà direi to ao portador a tran-
sitar gratuitamente nos trens da estrada de ferro.
Passeio do embolo (Mach.) — C assim chamado, em
Portugal, curso do embolo.
Patamar (E. de F.) — Pdier. — Level-road or horizon-
talness. — HorisorUale Slrecke. — Trecbo de linha completa-
mente horizontal. Nas estradas de ferro, entro duas rampas
de senlidosoppostos, ha sempre uid patamar, que deve ter
pelo menos a extensào do maior trem que percorrer a estrada.
Patamar de escada (Constr.) — Paiier ou repos d^es-
calier. — Landing-place. — Ruheplatz. — Plano horizontal
comprehendido entre deus lances de urna escada.
Patinag3o (Locora.) — Patinage. — Sliding. — Galop-
piren der Ràder. — Por falta de adherencia, às vezes, as
rodas das locomotivas gyram, mas uào avan^am; diz-se,
entào, que a machina patina. manhinista, quando se
Aà patinaQóo, abre o arieiro ; cahe areia adiante das rodas
motrizes e a machina pOe-se cui marcha.
Patinajao da locomotiva. — As rodas dos eixos mo-
tores da fronte das locomotivas patinam em curva. en-
genheiro Pochet depoìs de muitas experiencias organisou
a seguinte tabella :
SBLA9A0
pua a
PATINA^AO (porkilomttro)
Raio = 800m
Baio = 1000m
0.800
0.900
0.950
0.990
0.999
17?40
27.50
40.50
93.70
293.30
5"30
8.20
12.20
28.10
88.00
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tao PATTA DB LEBRE PÈQAS DE PONTE OU TRAYESSAS
Patta de lebre (E.de F.) — Patte de libere. — ... — Zie-
genfuss. — Trilhos especiaes que se usam nos apparelhos de
mudanca de via e nos cruzamentos. Estdo coUocadas ao
lado do coragào. — [Vide: Coragao].
Pé de cabra (Ferr.) — Pied de biche. — Spike-drawer.
— Gemsfuss. — Especie de alavanca de ferro.
Pé de encontro das abobadas (Gonstr.]— Claveau de
nauiance. — Springer. — Kàmpfer.
Paga de engate (Locom.)— Pièce d'aiteltage. — Pw-
Wn^j. — Barra de ferro cyiindrica, munìda de manillia,
onde se prende a corrente de engate. E' flxa i (fa vessa
da frente da locomotiva. Ha outra qae se Qxa à tra vessa
trazeira do tender.
Paga de machina (Mach.) — Pièce de machine. —
Piece ofa machine. — Maschinentheil.
Pegas de ponte cu travessas (Pont.) — Poutres en
travers. — Cross-girder. — Qaertràger. — Pe^as do ferro,
occupando posigào transversal, fortemente Iravadas às
vigas da ponte. Cada pega de ponte esli sujeita, além do
proprio peso, a daas for^^s que sSo transmittìdas pelas
longarinas, trilhos, etc., nos pontos de apoio das louga-
rinas. A fòrmula que dà com approxima(ào o valor de
urna d'essas for^as (cumpre notar que sào iguaes] é a se-
guiate :
D = /l.lO + 0,055 -^\p.
Sondo : D, valor da forfa ; P, pressào exercida por
uma roda das locomotivas ; d, distancia dos eixos; I, dis-
taucìa das travessas entre si.
peso de uma pega de ponte é com approxima^o
dado pela fòrmula :
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PEDESTAL PEDRA CALCAREA 481
. Sendo : P^ peso em kilogrammas ; s, espessur^ em
mìllimetros da alma cheia ; b. compriipento total d^ pega
de ponte ; h, altura da peca de ponte ; a, dìstancia entre
urna viga da ponte e a longarina mais proxìma, em
metros ; e, comprìmento da pe^a de ponte, entre as lon-
garinas, em metros; D, forga vertical que actùa nos
extremos da pe^a de ponte» em toneladas ; K, coefficiente
de resistencia, em toneladas, por centi metros qnadr^dos.
No ferro lamìnado o coefGciente de resistencia é de 600 e
700 kiiogs. por centimetro quadrado, conforme às velo-
cidades dqs treps de 90 a 20 kilometros por bora.
Pedestal (Arch.) — Piédestal. — Pedestal. — Piedestaly
FussgeUell. — A ordem architectonica comp6e-se de po-
destà], columna e entabalamenlo. pedestal compOe-se
de base, dado e cornija.
Pé direito (Constr.) — Pied droit. — Pier. — Pfeiler.
— Enconlro, parede, pilastra ou pegào^ onde assenta um
arco ou abobada. Tambem se chama pé direito a altura de
um pavimento de edificio.
Pé do aterro (Constr.) — [Veja-se : Baz6 do talude].
Pedra (Constr.) — Pierre. — Stone. — Stein.
Pedra apicoada (Constr.) — Moellon piqué. — Hani'
mered shiver. — Hauitein.
Pedra artificial (Censir.) — Pierre artificielle. — Ar-
iifidal stone. — Kvnststein, Krmstiicher Stein. — TijoUos,
blocos de concreto, etc.
Pedra britada ou quebrada (Constr.) -^Pierre cassée.
— ... — Schìàgektein. — Para se obter um metro cubico
(Je pedia britada, gastam-se 0"^,380 de rocha e 40 horas
de Irabaiho de um servente. Empregada em lastre, etc.
Pedra calcarea (Constr.) — Pierre (ialcaire. — Calca-
reonS'Stone. — Kalkstein.
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18) FEDRA DE AMOLAR FEDRA DE CONSTRUCgÀO
Fedra de amollar (Tech.) — Pierre à aiguùer. —
Grinding-stone. — Schleifslein.
Fedra de construcgSo (Tech.) — Pierre à bàlir. —
Building stone. — Bausteine. — Em geral sào proprias para
coQStruc(So, as pedras de grande peso especifico, grà fina e
cor uniforme. As pedras de grà grossa, cheias de manchas,
veìas, ou de cor variada, nào prestam; decompOem-se facil-
mente. As melhores pedras para fortes obras immersas ou a
secco, sào: granito, gneiss, basalto e porphyro. Em obras
leves podem ser empregadas as pedras calcareas e o grès.
Rondelel, na sua importante obra Art de bdtir, esta-
belece os seguinles principios :
a !•. Dans toutes sortes de pierres, la pesanteur, la
force, la dureté, la nature du grain, la contexture plus
ou moins serrée, sont dcs qualitésqui semblent se déduire
Ics unes des autres.
a 2*. Les pierres doni la couleur tire sur le noir ou le
bleu, sont plus dures que les grìses, et celles-cl que les
blanches ou rousses, et qu'en general celles qui ont les
couleursles plus claires sont ordinairement moins fortes
et moins pesantes.
« 3*. Les pierres dout le grain est homogène et la
texture uniforme, sont plus fortes que celles dont le
grain est mélange, quoique ces dernières soient quelquefois
plus dures et plus pesantes.
<( 4*. Les qualités des pierres influent aussi sur la ma-
nière dont elles s'écrasent: celles qui ont le grain fin, la
texture homogène et compacte, et qui rendent un son
clair lorsqu'on les frappe, se divisent en lames ou aiguilles ;
les plus fières se brìsent tout à coup et avec bruii, et se
réduisent en poudre.
« 5*. Les pierres dont le grain est moins fin et qui ne
résonnent que peut ou poinl, se déconoposent en pyra*
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FEDRA DE PAHAMENTO FEDRA MIUDA i83
mides ayant pour base les surfaces du solide, de manière
que les pointes se réunissent au centre où la pìerre se
réduit eri poussière; les deux pyramides ayant le dessous
et le dessus du solide, chassenl celles du tour; ces der-
nières se divisenl par fentes verlicales.
« 6*. Toules les espèces de pierres éprouvées ont
diminué sensiblemenl de bautcur avant de s'écraser et
méme de se fendre. Cotte diminution a élé plus codsì-
dérable dans les pierres qui se dècoinposont en pyra-
mides.
«•7*. Lorsque les pierres avaienl en hauteur plus de
deux fois la largeur de leur base, les parties comprises
entre les pyramides formées, se fendaient verticalement
en se divisant en lames ou en aiguilles.
« 8*. On a éprouvé encore qu'il faut moins de force
pour faire fendre les pierres vives que pour les écraser,
tandis que les pierres molles s'écrasent plutòt qu'elles ne
se fendent.
a 9*. La force des pierres du méme genre est à pen
près comme le cube de leur pesanteur spécifique. »
Segundo as especificagdes para as empreitadas de cons-
trucQào das estradas de ferro do Estado — « A pedra a
empregar, quer nas cautarias, quer nas alvenarias, terà a
necessaria resistencia. Sera expurgada de crosta decom-
posta e de qualquer outra parie menos resistente, devendo
ser de bòa qualidade, si e isenta de defeitos. Sera assen-
tada segundo o leito naturai da pedreira».
Pedra de paramento (Conslr.) — Pierre de paremerU.
— Faeing stone. — Blendsleinj Verblendungsstein.
Fedra dura (Constr.) — Pierre dure, pierre vive —
Hard itone. — Hartstein.
Pedra miuda (Constr.) — BlocaiUe. — Rubble-sUme.
— Futhteine.
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184 PEDRA FUNDAMENTAL PEGlO
Fedra fundamental (Gonstr.) — Pierre fondamentale.
— Foundatwn^stone. — FundamenMeien.
Fedra mó (especie de grès). (Conslr.) — Meulière. —
Kind of lime-itone. — Miihlslein.
Fedra molle (Couslr.) i— Pierre tendre, pierre mdle.
— Soft'Stone. — Weicher ttein.
Fedra para calgamento (Constr.) — Pierre àpavé. —
Paving stone. — Pflatterstein.
Fedra rustica (Constr.) — Pierre ruslique. — Rough-
bossed stone. — Bo$sagesteine.
Fedregolho (Constr.) — Caillou, galel. — Pebble. —
Rundschotter, RoUschotter. — Cascalho grosso.
Fedreira (Constr.) — Carrière. — Quarry. — Stein-
bruch, Steingrube. — Rocha d'onde se exlrahe pedra.
Extracgào de l"' em pedreira a céo aberto :
Trabilho de caYoqaeiro 1 dia
PolYora 0]cg,8
Eetopim im,8
Ferramenta... 5 o/o das outras despezas.
Extrac(ao de 1"°^ de granito i cunba :
Trabalho de cavoqaeiro 2 dias
Ferramentas... 5 ^fo dos jomaes dos ca?oqaeiro8.
Pedreiro (Tech.) — Magon. — Mason. — Maurer
Féga da argapiassa (Constr.) — Prise du mortier. —
Holding, cementing, hardening. — Bindung, Binden. —
[Vide: Argamassa],
Péga lecita (Comtr. ]~Pri$e lente.— Slgwlyhardfnif^'
— Langsamet Binden. — [Vide: Argamassau
Pepa rapida (Conslr.) — Prise rapide. — Quickly
hardening. — Schnelles Binden — [Vide : Argaffìa$$fi].
fe^^^ (Pont.) — ^j'k. — Pier. — ^r^fkenpfei^er. —
MaciQo de alvenaria, co islruido . dentro d'^gff^, ou
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PBGÀO DE MADEIRA OU FERRO PEGOES OSCILLANTES 185
mesmo fora» aQm de servir de ponto de apoio é abqbada
OU à trave da ponte oa do viaducto.
EsPESSURA DOS PEGOES DAS PONTES DE PBDRA :
E » 2,50 e + 0,10 h
Sendo: E, espessura do peg3o; e, espessura da abo-
badano fecho; h, altura ou distancia vertical entro a
parte superiordas fundagòes e a imposta do arco.
Espessura dos pbgòes das pontes de viga recta,
sujeitos sómente a pressòes vertigaes :
ìi — hd
Sendo: e, espessura do pegao; P, peso das vigàs
sobre o pegao ; R, resistencia por metro quadrado da
alvenarìa do pegào; h, altura do pegSo; d, peso de um
metro cubico da alvenaria do pegao.
Ottlra fòrmula ipuito usada :
E = 0m,762 + 0,147 h
j/x
Sendo: E, espessura do pegao na extremidade supe-
rior; h, altura do pegao; v, distancia entro o eixo vertical
de um pegao e o de outro, que Ibe seja vìsìnho.
Aos altos pegOes, deve dar-se um taludamento de
1 1
20 ^ 12 .
FegSo de madeira ou ferro (Pont.) — Palée. —
Pile-pier. — Briickenjoch. Pfahijoch.
FegSp ex^contro (Pont.) — Pile culée. — Aìmtment
pier. — Widerlager, Landpfeiler.
Pegdes oscillantes das pontes de ferro. — Em al-
guns vìndnctos da Noruega e ultimamente no viaducto
do valle de Oschiilz, perto de Weida (Saxe), foram
empregados pegOes .oscillantes. Estes pegòes sàq arli-
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186 PENDURAL PERGURSO KILOMETRIGO
culados e podem acompanhar o movimento longitu-
dìnal das vigas, provocado pela passagem dos trens cu
pela dilataQào. Gonvem apresentar aqui a opinido de Croi-
zette-Desnoyers : « N3o é prudente fazer circolar sobre
estes viaductos trens maito carregados, passando em
grande velocidade )^ e a de Morandière: m Estas disposi^Oes
de pegOes oscillantes sào pouco cmpregadas, e é provavel
que receio de nma facii destruicào total da ponte,
impedisse e impela, na maior parte dos casus, a appli-
calo d'este systema.a um tempo engenboio e economico.)^
Pendural (Constr.) — Poingon, aiguille pendante. —
Kin^'post. — Hàngesàule. — Pega da tezoura do telhado.
Feneira de pedreiro (Constr.) — Tamis de passage. —
Screm. — Durchwurf, Sandsieb.
Penna de desenho (Tech.) — Piarne à des$iner. —
Drawing-pm. — Zeichenfeder.
Parcinta metallica (Constr.) — Frette métaUique. —
MetaUic hoop. — Metcdlband^ MetaUgùrtel.
Percurso (Tech.) — Parcours.—Trip.—Lauf, Allauf.
Percurso kilometrìco (E. de F.).— Percurso kilome-
TRico DAS LocoMOTivAS. — Nos Estados-Unidos urna locomo-
tiva faz annualmente um percurso mèdio de 42.000
a 54.000 kilometros. Os effectuados pelas locomotivas
das eslradas de ferro das principaes nagOcs da Europa
estuo consignados na seguintc tabella :
AUemanha .. ]8.618 km.
Aiutrm 21.725 «
Belgica 25.800 „
Dinamarca 27.748 „
Italia 27.880 «
Noraega 25.887 „
EoUanda 27.899 „
Boomania 19.898 „
Suecia 80.068 „
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PERGURSO KILOMETRIGO
187
Suìssa. 28.409 km.
Norte 12,010 „
Leste 21.617 „
Pn.n^i. joeste 26.181 „
franca... ••< ^ , ^. ,^«
] Orleans 21.153 „
Mediterraneo 21.158 „
Sul 22.715 „
Great Northern 82.522 „
I London and North Western .... 23 . 845 „
Inglaterra..{ Middland • 29.785 „
' North Western 28.828 „
QreatWestem 27.731 „
No artigo Vtilisagào das locomotivas nas estradas de
ferro do BrazU, que publicamos no livro Varios Estudos,
encontra-se a seguinle tabella :
H.d»
ordem
ESTBADAS DE FEBEO
PBBCUB80 MEDIO
de tmift locomotiva em
1886
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
18
14
15
16
17
S. Paolo e Bio de Janeiro.
Mogyana
Stntos a Jondiahy
D. Fedro II
Bahia ao S. Francisco. . . .
Bio Grande a Bagé
Leopoldina
Becife ao S. Francisco. . • .
Cantagallo
BioeMinas
donde d'Ea
Limoeiro
Central da Bahia
Sobral
Central de Alagoas
Paranagoà a Cnritiba. . . .
Batnrité
40.661k
87.792
84.019 ,
25.827 .
25.818 .
18.956 .
18.641 .
17.642
15.532 .
18.775 ,
18.019 .
12.922 .
12.733 .
12.653 .
11.988 .
10.915 .
10.884 .
.812».
766„
240 „
.408 «
►777 „
812»
000 „
200 „
947 „
857^
338 „
785 „
400„
754 „
875 „
930 „
833»
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188 PERFIL DE PROGRESSO PERFII, LONGITUDINAL
Perm 4e progresso (E. de F.) — Perfil longiMidinal
da linha , desenhado na escala de i .2000 para as distancias
horizoDtaes e i:200 para as distancias verticaes, onde se
indica mensatnoenle o eslado das obras, durante o correr
da constraccào. N'elle tambem se registra a natureza do
terreno em cada córte. movimento de terras deve ser
marcado com tintas differentes para cada mez, de modo
que urna simples inspecgào do perfil mostre a marcha dos
trabalbos.
Perfil longitudinal (Tech.) — ProfU longitudind, —
Longitudinal'$ection. — LàngenprofU, — perfil longitu-
dinal da linha da 6xplora(^o é feito, com as alturas obtidas
pelo nivelamento, na escala de 1/1000 para as distancias
borizontaese 1/200 para as distancias verticaes. D^'esse
perfil é tra^ado o nivel das maximas enchenles dos cursos
d'agua atravessados. Os dados para o perfil longitudinal
do projecto sào lirados da pianta onde fór Iragada a linha
a locar-se. Obtém-se as cotas dos pontos de intersecgào
do traodo com as curvas de nivel e tomam-se na pianta
as distancias horizontaes enlre esses pontos. Escala:
1/lOUOpara as distancias horizontaes e 1/200 para as
dislancias verticaes. Este perfil serve para avallar o
volume de terra provavel a excavar. Depois da lipha
locada» faz-se o nivelamento da mesma; e, com as alturas
obtidas, desenba-se o perfil longitudinal da construcgào.
N'elle é Iracado o grade e sao indicadas as cotas de todas
as estacas, as declividades dos diversos trechos, as cotas
dos pontos de passagem e de lodos os pontos importantes
da linha E' costume abaixo do perfil tra^ar-se um dia-
gramma contendo: as distancias kilometricas.as extensdes
das curvas e das tangentes, dos patamares, dos declives
e das rampas. No perfil da construc^ao sào mar-
cadas todas as obras d'arte, tunneis, esta^Oes, etc.
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PERFIL TRANSVERSAL PERFORADOR 189
A linha do perfii do terreno é tracada a nankim, e a liiiha
do grade, a carmim. Com este perfll longiludinal e os
perfis transversaes faz-se a cabacao exacta do volarne de
terras a excavar. Depois de coostruida a linha, faz-se o
perfii goral, na escala de 1/4000 no sentido horizontal e de
1/400 no sentido verlical, com lodas as indicacOes indis-
pensavclà ao trafego e é conservagào da via permanente.
Perfii transversai (E. de F.) — Profil en travers. —
Lateral sectioìi. — ProfiL — Os pcrfls transversaes sào
construidos com os aponlamentos tomados has secQòes
transversaes da locagào. Servem para se obter as areas
transversaes dos cortes e alerros em todas as estacas da
linha, aQm de se obter a cubagào das terras. perfii trans-
versai póde ser em aterro ou em córte; ou, simultanea-
mente, em córte e aterro. — [Vide : Oubagàó].
Perfii typo (E. de F.) — Representagào graphica de
uma sec^ào normal ao eixò da estrada de ferro, contendo as
seguintes indicagOes: — bitola da linha, banquetas do
lastro, entre-via (nas linhas duplas), banquetas da piata-
fórma, inclina^ào do talade do lastro, inclinagSo do talude
do aterro ou do córte, valletas, cercas, etc. Ttìdo deve ser
convenientemente cotado. perfll typo é de grande ne-
cessidade durante a construcQào, e tambem durante o tra-
fego, afim de ha ver conveniente conservalo.
Perfurador (Constr.) — Perforateur.— Rock drill. —
Bohrer.Sleinbohrer. — Machina destinada a fazer buracos
do mina, empregada principalmente nos tfabalhos de
tunneis. Os perfuradores sào movidos a mào, a vapor, por
melo d'agua e por meio de ar comprìmido. Ha de per-
cussào e de rotagSò. Os perfuradores a mào servem para
rochas lenras: — gesso, calcareo, ardozia, etc. Nos tunneis
empregam-se de preferencia os perfuradores de ar com-
prìmido. Em n. 40 (Agosto de 1887) da Revisla de Es,
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190 PERNÉTE PERSEVEJO
troiai de Ferro, o eogenheiro Dr. Antonio de Paula
Freitas, publicou, a nosso pedido, am detalhado estudo
sobre perfaradores, que termina do seguinle modo :
«Comparando os differentes typos de perfaradores
enlre si. póde-se estabelecer as seguinles regras:
Nào è indifferente empregar um ou oulro typo.
Nas rochas tenras ou perfaradores de rotacào sào
preferiveis, por serem mais expeditos e economicos a todos
OS respeitos: os de percussào nada fariam, porque a ponta
do florete penetraria profuodamente na rocha, e depois
exigiria um esforco consideravel para sahir.
Nas rochas duras, a escolha nào é absolutamenle
determinada, ainda que os perfuradores de percussào
sejam preferidos.
Os perfuradores de percussào dào lugar a alguns acci-
dentes, a grandes despezas de conservagào, a uma renda
mecanica fraca, porque os choques absorvom uma grande
parte da forga viva : produzem entretauto uma desaggrega-
Qào intermittente na rocba, que se nào poderia obter com
um esforQO continuo ou com os perfuradores de rotagào.
Dos perfuradores conhecidos, os de Burlesgh e suas
variantessào os mais reeommcndados, pois que prestam-se
a todos OS geoeros de trabalhos, ao ar livre, ou nos tua-
neis. Sào os unicos que tém sido ensaiados no Brazil para
OS trabalhos de rochas. »
Pernète (Tech.) — Clou barbelé. — Spike-nail. — Wi-
dernagd.
Perpiano (Constr.) — Parpaing. — Trough-slone. —
Durchbinder. — Fedra de dous paramentos.
Persevejo (Tech.) — Punaise. — Fastening tacky dra--
wing pin. — ReismageL — Pequeno prego de cabega chata,
servindo para segurar sobre a plancheta o papel em que
se desenha.
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PESO ESPEaFICO !01
Peso especifico (Tec\ì.)—Poidse!ipecifique. — Especifie
weight. — Spezifìsche Geimhi,
Peso especifico de elgmts materiaes de construcgào:
A^ dmentado 7,3 — 7,80
» commam 7,5 — 7,81
» fandido 7,83—7,92
Bronzo 8,80
Oobre fandido 8,80
» laminado 8,88
» om ararne 8,95
Chnmbo fandido .. 11,36
» laminado 11,38
9 emarame 11,40
Estanho fandido.. 7,28
» batddo 7,81
Ferro batido.. 7,60 — 7,89
» fandido 7,0 —7,50
» em arame 7,60 — 7,76
LaiSo fandido 8,44
» laminado 8,60
» em arame '. 8,54
Zinco fundido 6,90
» laminado 7,12 — 7^17
9 emarame 7,14
Areia fina e sécca 1,60
» » homida 1,90 — 2,10
» grossa, sécca 1,43
Argila homida 2,60
» secca 1,80
Barro 1 ,60
Basalto 2,72—2,86
Gal queimada 1,55 — 1,80
Cimento 2,72 — 8,05
Féldspatho 2,54
Gneiss 2,4 —2,71
Granito 2,6 —8,06
Grès 2,80
Marmore 2,65
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IW PESO MORTO PESO UHL
Fedra calcarea (densa) 2,40
» de constrac^ao (em mèdia) 2,50
Qoartzo 2,50
Terra hamida. 2,06
» secca. 1,65 — 1,90
» argilosa, bécca 1,50
TijoUo commam 1,40 — 2,20
a prensado 1,60
» refractario 2,12
Argamassa de cai e areia 1,64
» prensada^ de cai e areia. 1,89
» de cimento 1,46
o » prensada 1,66
Concreto 1,68
Madeira secca (mèdia) 0,66
1 bnmida (mèdia) 1,11
Peso morto (E. de F.) — Poids mori. — Dead-weigla,
— Eigengewicht.
Peso util (li. de F.) — Poids net. — Net weight. —
Nettogewicht.
Peso dos trens : Nos trans de estradas de ferro ha
Ires pesos: — Peso utU: Tolal dos pesos ùoi passageiros,
animaese mercadorias transporlados. — Peso morto: Peso
dos vehiculos que constituem o trem. — Peso bruto:
Somma dos pesos util e morto.
material rodante das vias-ferreas reseute-se do
grande peso morto. Em 1866, o estadista francez Rouher,
Iratando d'este assumpto, proferiu a seguinte verdade:
<( Pour l'industrie des transports, par chemia de fer, la
grande plaie, je vais le dire en termos tectiDigaes, c'est le
poids m4)rt ».
Os fabricantes de carros de passageiros e tagGes de
carga tém prbcurado diminuir o peso dos vehictilos, em-
pregando materiaes mais leves; comtudo, aihda nào
conseguiram grande desideratum.
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PESO DOS TRENS 103
peso nas locomotivas construidas n'estes ullimos
tempos lem sido muitissìmo augmenlado. A Decapai —
possante locomotiva da E. F. Central do Brazil— tem para
peso da machina e tender, em servilo, i 01*^,604 kgs.
EX Gobernador, que perlence à Central Pacif Railroad,
dos Estados-Unidos, lem para peso total da machina e
tender, emservico, 107*^,683 kgs.
Nas vias-ferreas dos Estados-Unidos a rela?ào entre o
peso morto e o peso util nào se mostra pequena, comò se
ve dos dados de algumas linbas, que em seguida apre-
senta mos.
Peso morto por viajante transportado :
LÌDha principal da E. F. Pensylvania 3^,1
E. F. Philadelphia Erie 4 ,1
E. F. Pittsburgo, Fort Wayne e Chicago 4 ,3
E. F. Lake Shore e Michigan Soathern 4 ,3
E. F. Atlantic e Great-Westem 4 ,5
E. F. Louisville-Nashville 4 ,5
Peso morto por tondlada transporlada :
Linha principal da E. F. Pensylvania 3^,8
E. F. Philadelphia Erie 3 ,2
E. F. Pittsburgo, Fort- Wayne e Chicago. . . 1 ,8
E F. Lake Shore e Michigan Southern 2 ,6
E. F. Atlantic e Grcat Western 2 ,2
E. F. Louisville-NashviUe .... 2 ,8
Os carros de passageiros das linbas americanas sào
mais espacosos que os carros europeus. Tem muilo mais
altura quo os carros francezes. Lavoìnne e Pontzcn dao os
seguìnles detalhes :
Altura interior no meio das caixas dos carros:
Nos Estados-Unidos 8ni,04
Na Franca l^fiò
Di£f6ren9a a faror dos carros amerìcanos. lin,09
Diooionarlo 18
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iU PESO DOS TRENS
Numero de logara de passageiros por metro quadrado
de caixa:
No8 EstadoB-Unidos lP,dl
Na Pranza 1P,84
Differenza a faror dos carros americanos 0^,63
Peso do carro por logar de passageiro :
NoB EstadoB-UnidoB 293 kg.
Na Fran^ 287 kg.
Differenza a favor dos carros francezes 5 kg.
As vantagens que apresentam os carros americanos
compensam perfeitamente o excesso de peso sobre os
carros francezes.
Nos wagòes de carga americanos o peso morto é
de 85,5 7o do peso util; nos francezes é de 59,5"/,.
qae eleva extraordinariamente o peso morto dos
trens sào os wagóes mal aproveitados, carregando menos
que a lotaQào marcada, e os wagOes vasios, quaudo o
movimeoto de mercadorias nSo é o mesmo em ambos os
sentidos da linha.
Muitas vezes parte um wagào da estagào inicial da
estrada, com a maior parte da carga remettìda para uma
proxima estacào e com o resto destìnado a um dos uUimos
pontos da linha. Isto obrìga o wagào a fazer grande
percurso, guardando mui desfavoravel relagào entre o
peso util e peso morto.
Compete i reparti^ào do Trafego de cada estrada
estudar sèriamente a importando e a exportagào de todas
as estagOes, afim de obter uma boa composi^ào de trens.
Os wagOes destinados a mercadorias especiaes sào os
que mais complicam o problema.
Em nossas vias-ferreas a rela^ao entre o peso util e o
peso morto é multo desfavoravel.
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PBSSOAL TEGHNIGO PHAROL DA LOCOMOTIVA 195
Pessoal technicD das estradas de ferro do estado.
— Porlaria de 26 de Fevereiro de 1876; idem de 19 de
Maio de 1876 ; idem de 31 de Agosto de 1876.
Fetroleo (Tech.) — Pétrole. — Petroleum. — Petro-
leum. — Tem para caler de combastào 12 calorias. Em-
pregado pelas vias ferreas da Russia corno combustivel,
nas locomotivas. apparelho que realisa a combustào do
petroleo, faz com que esle seja atravessado por urna cor-
rente de ar ou de vapor, em jactos mui finos, de modo
a mistural-o, em fórma de chuvisco, com o ar da for-
nalha.
Petticoat (Locom,) — Termo inglez, adoptado na
engenharia brazileira. Para que o leilor conhega-o com
teda a precisào, vamos transcrever um trecho de Richard e
Blaclé: « Avec un tuyau d'échappement débouchant dans
l'axe de la chaminée, à peu près au niveau de la rangée
supórieure des tubes, il arrive que le jel de vapeur aspire
l'air plus vivement dans les tubes du haut que dans les
tubes inférieures. Dans les machines américaines, la tuyère
d^éctiappement débouche tout au bas de la botte à fumèe,
— le plus souvent par deux conduits, un pour chaque
cyliudrc — dans une sorte de chaminée ^uxiliaire qui va
depuis rorifice de la tuyère jusqu'à quelques cenlimètres
de Torigine de la vèritable chaminée. Cette chaminée
auxiliaire, que les Amèricaius désignent sous le nom de
petticoat, parco que sa base couvre le débouche de la
tuyère comme une sorte de jupon, a pour eflfet de régula-
riser le lirage, qui s'exerce alors, par les deux extrémités
du petticoat, à la fois sur les rangées inférieures et supé-
rieures des tubes. Get appareil ne s'est pas répandu en Eu-
rope, bien qu'il soit utile et simple ».
Pharol da locomotiva — [Vide : Lanterna da loco-
motiva].
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196 PliO DO TRUCK OU DO JOGO PINO
Pi5o do truck cu do jogo (Locom.) — Pe?a de ferro
fundido, em fórma de argola, existente no centro do
truck, sobre a qual assenta outra pe^a semelhante exis-
tente na fronte da locomotiva.
Um pino de ferro balido atravessa estes dous oriflcios,
e liga a machina ao trnck, deixando livre articulagào.
Ficada (E. de F.) — Passagem eslreita,aberta no mato.
Ha picadas de loca^ào, de exploragào e tambem de sec?5es
transversaes.
Ficadeira de grelha (Mach.) — Ringard à crochet. —
Slice. — Feuerhacke. — Ferramenta com que o foguista
limpa a grellia.
FicSo (Ferr.) — Fioche à pie. — Pick<ixe. — Spilzhaue.
FicSo de lavrante (Ferr.) — Épingoir. — Pavier^s
dressing-hammer. — Pflasterhammer.
Ficar cu apicoar a superficie de urna pedra (Coostr.)
— Délarder une piene. — To hew with the pick-hammer. —
Bespitzen.
Ficareta (Ferr.) — Fioche. — Long-pick. — Kreuz-
haue.Spitzhaue.
Figarra (Constr.) — Schiste fin. — Stony substance. —
Fe$ter Thonboden. — Especie de saibro, contendo frag-
mentos de pedra mais ou menos volamosos.
Pilastra (Arch.) Pilastre. — Pilastcr. — Pilaster. —
Columna de quatro faces planas.
Fincel (Tecli.) — Pinceau. — Pendi. — Pimel.
Pinnula (Tech.) — Pinnule. — Sighl-vane. — Diopter,
Àbsehvorriehtung. — Fenda rectangular, atravessada ver-
ticalmente por um flo, servindo para dirigir a visada
do observador que trabalha com o pantometro, etc.
Fino (Locom.) — Bouton, iourrillon. — Pin. —
Warze. — Pequena peca cylindrica de ferro batido, ser-
vindo para ligar duas outras pe^as por articulafào.
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PINO DO BRAgO MOTOR PINTURA A OLEO 197
Pino do brago motor (Locom.) — Tourillon de la
bielle motrice. — Connecting rod pin. — Arlicula o brago
motor à cabega do embolo.
Pino da baste da gaveta (Locom.) — Tourrilon de la
tige du tiroir. — Slide rod pin. — Arlicula a baste da
gaveta à manìvella do balango, nas locomotivas ame-
ricanas.
Pino do engate (Locom.) — CheviUe d'attelage. —
Pmhing pin. — Serve para ligar a locomotiva ao tender,
alravessando-lhes os eslrados e a barra do engale.
Pino do jogo (Locom.) — Atravessa o estrado da
locomotiva e o piào do jogo, liga-os articulando.
Pino do quadrante (Locom.) — Tourrillon du cou^
lisseau. — Link block pin, — Articola o cepo do quadrante.
Pinos de manivella das rodas (Locom.) — Tourrilons
de manivelle de roues. — Crank pins. — Estào fixos às
rodas ; n'elles se articulam os connectores.
Pintura (Tech.) — Peinture. — Plainting. — Malerei.
Pintura a colla (Tech.) — Peinture à la colle. — Plain-
ting with glue-ìvater-colours or Size colours. — Limfar-
benmalerei.
Pintura a oleo (Censir.) — Peinture d l'huHe. — Oil
plainting. — Oelmalerei. — Na pintura do ferro, para que
a tinta nào se desprenda em camadas, a Revue métallur-
gique ensina que se lave a superficie a pintar e que se
passe depois sobre ella oleo de linhaca quente. Os ob-
jectos pequenos e que supportam calor, sào aquecidos ale
que oleo de linhaga de sua superficie comece a fumegar,
e levam depois nova camada de oleo e sào resfriados,
flcando assim nos casos de receber pintura. Quando os
objectos sào mui volumosos e nào podem ser aquecidos, o
oleo de linhaga deve ser applicado bem quenle. Penetra
em todos os póros, faz desapparecer a humidade, e adhere
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198 PINTOR PLANO GERAL DE VIAglO DO BRAZIL
de tal modo qae nem a chuya,Dem o vento podem tiral-o.
As superflcies do ferro revestidas de oleo recebem e con-
senam a pintura perfeitamente. mesmo processo é com
vantagem applicado à pintura de madeiras que Gquem
expostas ao ar.
Pintor (Tech .) — Peintre. — Painter. — Makr.
Fistio.— [Vide : Embolo].
Fistolet (Desen.) — Pistolet. — Irregular curves. —
Curvenlineal. — lostrumento para tramar curvas irregu-
lares. Està adoptado o termo francez.
Placa gyrante (E. de F.) — [Vide: Gyrador].
Plaina (Ferr.) — Rabot. — Piane. — Hobel.
Plaina mecanica (Tech.) — Machine d raboter. — Pia-
ning machine. — Hobelmaschine.
Planalto (Tech.) — Plateau. — Table-land.— Plateau.
— Superficie mais ou menos plana no cimo de uma mon-
tanha ou de uma serra.
Planimetro (Tech.) — Planimètre. — Planim^ter. —
Planimeter. — Inslrumento que serve para medir a area
das figuras. mais empregado é de Amsler.
Plano geral de viagSo do Brazil. — A Dictadura
creou a commissào de via^ào geral; e està organisou o
plano, aproveitando as vias ferreas em trafego e em cons-
trucQào, bem comò os cursos d'agua navegaveis.
Poi adoptada comò principal arteria da rede brazileira
uma linha centrai na direccào geral E 0, desenvolvendo-
se sobre o mais notavel divisor d'aguas do nosso systema
bydrographico. Està linha,partindo de uma dasestacdes da
E. de F. Central do Brazil, irà ler à Bolivia, locando em
Catalào,na capital de Goyaz, no rio Araguaya, era Cuyabà e
S. Luiz de Cacéres. Ligar-se-ha, em seu terminus, com os
estados do Amazonas eParà^pela navegaQào do Guaporé.
estrada Madeira e Mamoré e pela navegagSo do Madeira e
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PLANO GERAL DE VIAgìO DO BRAZIL 100
do Amazonas ; e, ao Para, ainda mais directamente, pela
navega^So do rio das Mortes, do Araguaya, pela estrada
de ferro de Alcobaga e pela navega^ào do baixo Tocantins.
Cono systema de via^ào do Norie da Republica, ligar-
se-ha a refenda arteria — pela E. F. de Catalào ao Tocan-
tios, pela navegacào d'esse rio e por urna estrada de ferro
que locare em Porto Franco, vindo de Therezina por
Gaxias ; e lambem pelo S. Francisco, ao qual se ligarà
pela E. de F. Central, ou, mais dìreclamenle, pela linha
que, parlindo do tronco e desenvolvendo-se pelo valle do
Paracalli, attingir àquelle rio.
ramai de Ouro Preto, da E. de F. Central do Brazil,
prolongado até Pecanha, estabelecerà communicagào para
a capital do Estado do Espirito-Santo, encontrando a via-
ferrea da Victoria a Natividade, que tambem se desenvol-
verà até o prolongamento d'aquelle ramai.
A grande linha N S, ligando o systema de viagào do
Norteao do Sul, sera o rio S.Francisco, que dà navegagao
eutre Paracatù e Petrolina, ponto de partida do systema de
via§ào do norte e, tambem, localidade que flca fronteira
a Joazeiro, * ponto terminal da E. de F. da Bahia ao
S. Francisco.
De Petroli na, ha de se destacar uma linha com destino
a Therezina, linha que receberà os prolongamentos das
vias ferreas de Baturité e Garuarù.
prolongamento da Caruani se bifurcarà, para li-
gar-se à E. de F. de Paulo Affonso, e assim proporcionar
mais directa communicagào entro os estados de Per-
nambuco,daParahyba e do Rio-Grande do Norte com o rio
S. Francisco.
Partirà de Therezina a lìuha em demanda do Araguaya,
passando por Porto Franco à margem do Tocantins, e
pondo-se em communìcagào com S. Luiz do Maranhào,
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200 PLANO GERAL DE VIAQXO DO BRAZIL
pelo rio Itapicarù. Em ponto conveniente, està iinlia se
bifurcarà, afim de attingìr à Belém, capital do Estado
do Para.
estado de Sergipe ficarà ligado ao systema de viagào
do Norte, pelo prolongamento da E. de F. de Aracajù a
Simào Dias, até Timbó, no estado da Bahia; e, tambem,
por um ramai que irà de Aracajù a Piranhas-
A estrada de ferro que parie actualmenle da Capital do
Estado de Alagòas sera prolongada até Piranhas, ponto de
partida da E. de F.de Paulo Affonso, linha que liga o baìxo
ao alto S. Francisco.
No Amazonas, pelo valle do Rio Branco, sera construida
a estrada de ferro de Manàos a S. Joaquim.
Para a regiào do Sul, a arteria centrai ligar-se-ha a
navegagào do Paraguay e Jahurù ; à fronteira do Paraguay,
ao Sul de Matto-Grosso, pela linha de Coxim em direccào
a Nioac; ao systemo de viagào dos estados de S. Paulo,
Paranà, Santa-Catharina e Rio-Grande do Sul, pelas vias
ferreas Mogyana e Sorocabana, que se ligarà A estrada de
Itareré (em S. Paulo) a Santa Maria da Bocca do Monte,
estafào da E. de F. de Porto-Alegre e Uruguay^na.
Està ultima via-ferrea irà ter à fronteira da Republica
Argentina (Uruguayana) ; e jà tem trafego até Taquary,
d'onde ha navegagào franca para Porto-Alegre.
De Uruguayana dirige-se a E. de F. de Quarahim
a Itaquì, de um lado, para Quarahim, na fronteira da
Republica Orientai; e, d'outro lado, a Itaqui, S Borja, etc.
Ainda farào parte do systema do Sul os ramaes que, de
Cruz Alta, se dirigirem às fozes dos rios Ijuhy, Piquery,
Piquery-Guassù e a linha de Guarapuava à foz do Iguassù,
em nossas fronteiras.
A linha de Itaréré a Santa-Maria da Bocca do
Monte ligar-^se-'ba as linbas de Ponta Grossa a Coriliba
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PLANO AUTOMOTOR 201
e Paranagué. e a do Ghopim ao Estreito (em Santa-
Catharina).
Outras linhas de menos importancia completarào o
plano, cujo objeclivoé ligar todos os estados enlre si
e à Capital Federai.
Plano automotor (E. de F.) — Pian automateur. —
Doublé acting inclined piane. — Selbstwirkende^schiefe Ebene,
oder Rampe, (im Kohlenbergbau :) der Bremsberg. — Systema
especial de locomocào. Consta de um plano inclinado
com trilhos, no alto do qual ha urna polla, onde se enrola
cabo em cujas extremidades se prendem os vehiculos.
rootòr é a accào da gravidade. A iiuha ou é dupla, ou
tem OS indispensa veis desvios para evitar o oncontro dos
vehiculos em marchas oppostas.
peso do carro que desco, para dar movimento ao
cabo, deve ser superlor ao do carro que sóbe.
Este systema so é applicavei em pequenas extensOes,
e, quando o ponto mais elevado ó o que fornece maìor
peso de cargas a transporlar; quando é, por exemplo,
urna pedreira, ardoseria, mina de carvào, etc.
Havendo quéda d'agua consideravel no allo do plano,
este póde funccionar, mesmo que faltem cargas para a
descida. Euche-se o carro com agua ; e, d'este modo,
dà-se movimento ao cabo. Para maior seguranca, nos pla-
nos automotores, intercala-se na linha uma cremalheira,
onde eogrenam rodas dentadas dos carros.
Yamos dar ligeira noticia do mais notavel plano auto-
motor até hoje construido :
E. de F. Gies$bach. — Rampa rectilinea de 0",028,
com 860" de extensào. A linha é munida de cremalheira ;
OS trens sào rebocados a cabo. trem que desco dà movi-
mento ao que sóbe. A forca motriz é fornecida pela tor-
rente de Giessbach. Quando a carga do trem que tem de
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20Ì - HJU^O mCLINADO
descer nào é bastante para fazer o outro subir ; enchem-se
OS tanques dos carros com agua, ale obter-se o peso
desejado. Chegando o Irem embaixo,abrem-seas valvulas
dos tanques ; e os carros ficam leves para a subida.
Plano inclinado (E. de F ) — Pian incline. —Inclined
piane. — Schiefe Ebene, SeUebene. — A locomotiva de
simples adhereucia póde ser empregada excepcionalmente
para vencer rampas até de 0™,070 e mesmo de 0™,090,
corno na E. de F. de Baturité, ramai da Àtfandega, cujo
tra<;ado foi ultimameale methorado. plano automotor so
póde prestar servi^os nas linbas de diminuto trafego. Em
outras condifOes, recorre-se, desde que se faz uso de pla-
Dos iDclinados, ao auxilio das machiuas fixas e dos cabos.
No BraziI encontra-se um dos mais bellos exemplos de
planos inclinados, na subida da serra do Gubalào, E. de
F. de Santos a Jundiahy. Os planos sào quatro, com
a extensào total de 8 kilometros, a saber:
!• plano 1905 metroB
^ n 1774 „
8« n 2085 „
4* „ 2236 „
A declividade maxima éde 11 °/o;eoraio minimo das
curvas, de 603". cabo, de ararne de ago, constituido por
42 Bos, tem para diametro 0"',34. As polias tém por dia-
metros 0'",225 nas curvas, e O^'.SOi nas tangentes. A trac-
Qào é fella por machinas flxas, de 150 cavallos.
A estrada de ferro do Vesuvio é tambem um curioso
typo de planos inclinados. Tem para extensào 800""; e a
declividade varia entre O^.OiS e 0-.060.
Resistencia nos planos inclinados, devida ao attrito
das curvas :
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FLANOS E DESENHOS DE DETALHES DE OBRAS D'ARTE 203
Seodo: R' resistencia em kilogrammetros ; T, teosào
do cabo em kilogrammas ; /, coefficiente de attrito na
circumferencia das polias=0,02; L, comprimento da
curva; R, raio da curva.
Planos e desenhos de detalhes de obras d'arte. —
Nas clausulas que acompanham os decretos de concessào
de vias-ferreas com capitaes garantidos encontra-se o
seguinte :
a Os planos e mais desenhos de detalhes necessarios à
construccào das obras de arte, taes corno: pontes, via-
ductos, ponlilhOes, boeiros, tunneis, ou os de qualquer
edificio da estrada de ferro, bera comò os necessarios ao
material fixo e rodante, serào sujeitos à approvagào do
fiscal por parte do governo um mez antes de dar-se cpmeijo
à obra, e si, findo este prazo, nào ti ver a companhia
soluto do fiscal, quer approvando, quer exigindo modifi-
ca^Oes, serao elles considerados corno approvados.
No caso de serem exigidas modificagOes pelo fiscal do
governo, a companhia sera obrigada a fazel-as, e si o nào
fizer, sera deduzìda do capital garantido a somma gasta
na obra executada com a modificacAo exìgida.
g 2°. Si alguroa alteracào fdr feita sem o consentimento
do governo, nos dilos estudos, jà approvados e compre-
hendendo planos, desenhos, documentos e requisitos
necessarios à execugào de todos os trabalhos, quer digam
respeilo ao leito da estrada, quer às suas obras de arte, edi-
ficios de qualquer natureza, ou se refiram ao material fixo
e rodante desta e a linha telegraphica, a Companhia per-
derà diretto à garantia dos juros sobre o capital que se
tiver despendido na obra executada, segundo os planos,
desenhos, documentos e mais requisitos assim alterados.
Si, porém, a alteragào fór feita com approvagào do
governo e della resultar economia na execuQào da obra
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204 PLANTA PIANTA
construida segando a dita alteragào, a metade da somma
resultante desta economia sera deduzida do capital
garantido. »
Pianta (E. de F.) — Plan. --Pian —Pian.— Entwnrf.
— Com OS dados da exploragào é desenhada a pianta
contendo a linha polygonal e as curvas de nivel, os cursos
d'agua, e todas as construccOes exislentes dentro da zona
esludada. A linha polygonal è tragada no papel com o
auxllio do transferidor ou, para maior exaclidào, pelo
processo baseado uà relagào cxistenle enlre a corda e o
raio do circulo. Nas caderuetas dos engenheiros Passos e
Lacerda encontram-se laboas, contendo cordas de arcos
desde 0** até 90'.
Sobre a pianta, assim construida, é tragada a linha do
projecto, tendo as curvas todas as suas condicOes te-
chnicas: — raios, gràos, angulos centraes e tangentes.
Tanto a linha de exploragào (a traco preto) quanto a
linha de projecto (a trago de carmim) tém as eslacas mar-
cadas; e, tambem, a linha do projecto tem todas as dis-
tancias kilomelricas indicadas.
Na pianta sào Iragadas cuidadosamenle as normaes à
linha da exploracào, que vào ter aos ponlos de curva e de
tangente da linha do projecto, com as compelentes dis-
ta ncìas.
Pepois da locacào,sào feilas na pianta as modificagòes
que resultarem do trabalho de campo, visto ser impossivel
implanlar-se no terreno com loda a precisào a linha do
projecto ; e sào indicadas as obras d'arte, as oslagòes, as
tomadas d'agua para asmachinas,etc.,etc. — [Vide: Perfil
longitudinal e Sec^óes transversaes].
Pianta (Tech.) — Coupé ho montai — Pian. — Drau-
fuchi. — Representagào graphica da projecgào vertical de
urna obra d'arte, edificio, eie, sobre um plano horizontal.
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PLATA-FORMA DA LINHA PLATA-FORMA DA LOCOMOTIVA 205
Piata-fórma da linha (E. de F.) — Plataforme.'--Sur'
face of formalian. — Planum (die Bahnflàche unter dem
BettungsmaterialJ. — Superficie dos cortes ou aterros,
onde assenta o lastre.
A largura da piata-fórma varia conforme a bitola da
linha. A E. de F. Central do Brazil, no trecho de bitola
de 1",60, conta :
Em vìa singella :
Nos cortes 6nJ,5
No8 aterroB 4«»,5
Em via dupla :
Nos cortes 9^^\
Nos aterros 8%1
No trecho de bitola de 1", quer nos cortes quer nos
aterros, a piata-fórma é de 3",60.
Na E. de F. de Santos a Jundiahy (bitola de 1",6) :
Em via singella :
Nos cortes 6^,96
Nos aterros 4™,67
Em via dupla:
Nos cortes 9m,76
Nos aterros 7^,77
Nas estradas de bitola de 1" a largura da piata-fórma
varia entre 3'",6 e 4" para os cortes; e, enlre 3" e 3",6
para os aterros. Na E. de F. Oeste de Minas, cuja bitola é
de O^'je, a largura da piata-fórma é de 3™,4 a 3",50.
Piata-fórma da locomotiTa (Locom.) — Plaieforme de
la machine. — Foolr-plate. — Fussplatte. — Espago existente
entre a caldeira e a tra vessa da fronte da locomotiva.
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206 PLATA-FORMA DE ESTAgiO PLUVIOlfBTRO
Piata-fórma de estagSo (E. de F.) — Plate-forms,
quai à voyageurs. — Plaiform^ poisengen plalform. —
Einsteigeplalz, Aussteigeplatz, Personenperron. — Deve ter a
largura necessaria para dar franca passagem aos passa-
geiros nas occasiOes de parlida e chegada dos trens, e
prestar-se, dos armazens, ao rapido embarque e des-
embarque das cargas e bagagens.
A largura da piata-fórma costuma ser de 7",5. Nas
graudes eslagOes, convém ser maior.
A altura vae de 0^,201 a 0"*,380, acima dos trilhos.
comprimento, nas pequenas estagòes, é de 50 a
100°*; e, nas grandes, de 150 a 500".
Nas clausulas que acompauham os decretos de con-
cessào de vias-ferreas ha o seguinte : « Os edificios das
estaQdes e paradas terào do lado da linha urna piata-fórma
coberta para embarque e desembarque dos passageiros».
Platebanda (Arch ) — Piate-bande. — Plat band. —
Band, Bort, Bunde. — Abobada recta, formada de cunhaes.
Serve para fechar pequenos vàos de portas, de janellas, etc.
a -f 5 . 3 (a* — e')
'--uT ^==— 2i —
Sondo : e, espessura da platebanda ; a, semi-largura
do vào ; h, distancia do ponto de concurso de todos os
planos de juotas ao intradorso da platebanda.
Platina (E. de F.) — Selle, platine. — Reil-plate,
ground-piate. — Stuhlphtte. — Chapa de ferro que — em
algumas vias-ferreas — fica entre o trilho Vignale e o dor-
mente. Nào é uzada nas estradas de ferro do Brazil.
Vlinio [\rch.)—Plinthe.—Plinth.—Plinthe.—}Aemhro
que forma a parte mais baixa da columna, do pedestal, etc.
Pluviometro (Instr.) — Pluviomètre. — Rain gauge.
—Regenmesser. — lustramento destinado a medir a quan-
tidade de agua que cahe por occasiSo de chuva.
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POgO POLVORA 207
Fogo (Techo.) — Puit. — Weel — Brunnm. — Fòr-
mula de Perlhuis, para determinar com exactidào suffi-
ciente a profundidade provavel de um poco, quando se
conhece urna fonte na visinhanga :
^^H j—
Sendo: x, profundidade approximada do pogo; H,
dififerenga de nivel entre a fonte visivel e o ponto om que
se quer abrir o poQO ; D, dislancia do poco à fonte; h,
dififerenca de nivel entre a fonte e um ponto bastante
proximo, onde se faz urna sondagem até o leito da fonie ;
h\ profundidade do buraco d'esla sondagem ; d, distancia
d'esteburaco à fonte visivel.
Nas uossas estradas de ferro enconlram-se muitos lan-
ques de alimentagào que recebem a agua de po^os, onde
ha bombas que fazem a mesma subir.
Fogo de extracgao (Tunnel) — (Censir.) — Puit.—
Shaft. — Auszichschacht. — [Vide : Tunnel].
Fodometro (Tech.) — Podomètre. — Podometer. —
Schrittmesser. — lustruraento empregado na contagem dos
passos do homem e dos animaes de montarla. Presta multo
bons servigos no reconhecimento de estradas de ferro.
Folla (Techn.) — Poulie. — Pulley. — Rolle, Fiasche,
Kloben, Rolkloben.
Folia doida (Techn.) — Poulie folle, — Loose pulley. —
Lose Rolle oder Scheibe.
Folias do excentrico (Locom). — Poulies de hxcen^
trique. — Excentric pulleys. — Pegas de ferro, flxas ao
eixo motor, por melo de parafusos e chavelas, e abra-
gadas pelos collares do excentrico.
Folvora ( Techn. ) — Povdre. — Gunrpowder. —
Pulver.
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208 PONTA DE GORAgXO PONTE
Ponta de coragSo (E. de F.) — Pointe de mur. —
Point, frog. — HerzspUze. — [Vide : Coragàó].
Ponta de Pari» (Constr.) — Pointe de Paris. — Wire-
tack. — Drahtstift, Drahtnagel, Pariser Stifl.
Ponta de trado (Tech.) — [Vide: Mosca do trado].
Pontalete (Constr.) — Blochel. — Hammer-beam. —
PUchbalken. — Peca do madeiramente do telhado.
Ponte (Pont.) — Pont. — Bridge. — BrOcke. — Obra
d'arte destinada a vencer cursos d'agua e bragos de mar
que tenham mais dequatro metros de largura.
Nas estradas de ferro, as pontes sào de madeira, de
pedra e, mais geralmente, de ferro.
Ultimamente està sendo muito empregado nas super-
stvnclnvd^soagomalleaveldoce. — [Vide: AgomaUeavel].
Pelos calculos de M. Barbet, chega-se ao seguiote re-
saltado, muito satisfactorio para o ago :
de 100™ pe«a tanto quanto mna de ferro de 50™
r> 160m „ „ „ „ » „ » 76tn
Urna Yiga de a^o { „ 200™ „ „ n n » « « 100™
800™ „ „ „ „ ^ „ „ 130™
400™ „ „ „ „ „ „ „ 160™
Quando se tem de construir uma ponte, procura-se a
parte do rio que apresenta mais vantagens, que seja mais
estreita e tenha melhor fundo para receber os alicerces dos
peg5es e dos encontros.
Estuda-se covenientemenle a seccào de vasào do rio
no ponto que lem de ser atravessado.
Faz-seopossivel para que o eixo da ponte seja per-
pendicubr à direcQào da correntoza do rio.
Sobre pontes ha magniflcos tratados, que o leitor
deve consultar. dosso livro nào comporta estudos muito
longos; damos sobre o assumpto aquilio que se deve pro-
curar n'um diccionario.
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PONTE 209
Technologu da ponte: — Abobada, arco de ponte,
cantoQeira, carga move), contraveQlamento, dilatagào,
duplo T, enconlro, enrocamento, estrado, escóra, flecha,
jusante, loDgarina, madre, malha de treliQa, mesa, mon-
tante, oculo, olhal, pegào, pegso-encontro, pegào de
madeìra ou de ferro, placa de dilatagào, parapetto, pe(a de
poote,rebitagem, rebite, ròlo das aguas ou repreza, ròlo de
dilalacao, sob-vìga, sobre-carga, tirante, trave, travessas,
secolo de vasào, talha-mar, tympano, treliga, vasào, vào,
viga, etc, — [Vide estas palavras].
Carga movel sobre uma ponte db estrada de ferro.
— .Na Franca admitte-se 4"^ por metro corrente, na Iq-
glalerra 3*^3 e nos Estados-Unidos de 3"^ a 4^ . peso do
material rodante, por metro corrente, em bitola larga, é
mais ou menos o seguiate:
LocomotÌTa com tender separado 4^,80
LocomotiTa-tender 5 ,00
Garros carregados 2 ,67
DisposigAO DA PONTE, n'um trecho curvo da estrada
— eixo da ponte nào coincide com o eixo da estrada ;
determina-se a posicSo mais conveniente do eixo da
estrada sobre o da ponte com as formulas seguiutes :
Sondo : a^ea^ distancias do eixo da estrada, no melo
da ponte, à viga do lado concavo e à do lado convexo ;
r, raioda curva ; ò, distancia de centro a centro das vigas ;
/, distancia entro os apoios.
Dlooloiurto li
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210 PONTE
E sendo d, e d, as distancias de abscissa x, contada
do meio da ponte, tém-se :
<^\ =" ^< - ^
X*
^'2 = ^i + -^
FOKgA CENTRIFUGA NAS PONTES EM CURVA. — E' dada
pela formala :
Sendo: G, forQa centrifuga por metro corrente: p,carga
movel por metro corrente, exercida pelos trens velozes ;
gf, acceleracao da gravidade ; r, raio da curva ; e, velo-
cidade por segando.
FoRfA DO VENTO. — A fórmula quo nos dà està for^a é
a seguiate:
W = 0,00012 v»
Sendo : W, a forga em tonelladas por metro quadrado e
t;, a velocidade do vento em metros por segando, variando
de 5 a 48 metros.
No calcalo das pontes basta tornar W = 0'' ,17, para
quando houver vehìculos sobre a ponte, e W = 0*^,27,
para quando nSo houver. Gom a àrea da face vertical
apresentada ao vento, é que se calcula a pressào do
mesmo, nas pontes de alma cheia ; e com o duplo d'essa
àrea, nas pontes de treliga.
PrOVAS por que DEVE PASSAR UMA PONTE. — Na pa-
lavra ohra diarie jà consignamos alguma cousa a este
respeito. Vamos agora Iraduzir o que prescreve o governo
francez, sobre o assumpto :
<i A ponte sera submettìda a duas especies de provas ;
urna de carga permanente e oatra de carga movel.
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PONTE DE CAVALLETES PONTE DE FERRO 211
No caso de vigas continuas, um trem odo cobrirà mais
de dous vàos successivos. peso do trem deverà ser pelo
menos igual dquelle de um trem do mesmo comprimento,
composto de urna locomotiva, pesando (com o tmder)
72^ e de uma sèrie de carros de carga, pesando cada
um 15*^.
trem estacionarà — pelo menos — durante duas
horas, depois dos recalques haverem terminado.
Nas pontes em arco carregar-se-ha prioieiramente
todo comprìmento e depois so a metade.
A prova com carga movel terà logar com uma velo-
cìdade de 25 km. por bora, si fòr trem de carga, e de
50 km. por bora, si fór trem de passageiros.
Nas pontes de linha dupla, a prova de cada linha sera
feita separadamente, e depois simultaneamente. »
Ponte de cavalletes (Pont.) — Pont de chevdets. —
Trestk-bridge. — Bockbrtkke. — Em geral sào de madeira.
Usadas nas vias ferreas economicas.
Ponte de descarga (nos alerros) (E. de F.) — Pont de
décharge. — Baleine. — Ladebrucke. — [Vide : Descarga].
Ponte de ferro (Pout.) — Pont en fer. — Iron-bridge.
— Eiserne Briicke.
Formula dando a altura das vigas :
h = 0,092 / + 0,20
Sendo: h, altura» em metrqs; l, comprimento da viga
em metros.
Ajvcoragkm das pontes. — Nas vigas continuas a an-
coragem é feita no pegào do meio. Nas vigas simples bori-
zontaes é feita em uma das extremidades, dando-se a
dilatacào na outra. Nas vigas inclinadas è feita na extre-
mìdade mais baìxa, dando-se a dilatacào na extremidade
mais alta.
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212
PONTE DE FERRO
GaRGA PERMANENTE DAS PONTSS DE VI6AS RECTAS. —
Suppóe-se a ponte para vìa-simples; e» no caso de via-
dupla, OS numeros iodicados devem ser dobrados.
Tigat eheliiBi 6tinMl« taf#ri#r
Cargo pennanente por metro de vao, em kilogrammoi
li
Conttnic^
2
610 k
8
610
4
670
5
62<)
6
6dO
8
660
10
790
12
980
14
1020
16
1140
18
1580
Ki^pfsadaB
Consinicf 6m Um$
lograminas
610
Idlograniiiias
»
450
n
n
600
n
r»
550
n
n
560
•
n
600
n
ti
700
n
n
840
n
n
950
ìì
n
1060
n
n
1410
rt
Tlgas clieliis, estrado inférior
Gorga permanente por metro de vSo, em kilogrammoi
Constrac^oes
pesadas
Constrocfoes
leves
740 kgs.
780 „
870 „
S aa
0, o
14
16
18
Constrac^oes
pesadas
Constracfoes
t leves
6
8
10
12
840 kgs.
950 „
970 „
1090 „
1150 kgs.
1220 „
1320 „
1060 kgs.
1100 „
1200 „
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PONTE DE FERRO
313
Tigas paniboliCM, Tigaa de Sehwedler e de Piiuli
Carga permanente par metro de vàOy em kilogrammas
l\
Construc^Ses
pesadas
Constroc^des
leves
70
Construc^Ses
pesadaa
Construc^Ses
leves
25
1220 kgs.
1090 kgs.
2560 kgs.
2310 kgs.
30
1480 „
1320 „
80
2780 ,
2710 „
40
1640 „
1460 „
90
3270 „
3080 „
50
1760 „
1550 „
100
3760 „
3870 „
60
2320 „
2080 „
DlLATAgAO MAXIMA DAS VIGAS:
Sendo: d, dilatacào em milimetros; G, coefficiente
de dilatacào. para o ferro = 0,0000118; t, a maxima
differenca de temperatura, que do Brazil é de SS"";
L, comprimento da viga.
GOEFFICIENTB DE TRABALHO POR MILLIMETRO QUADRADO.
— Nào deverà passar de 1,5 kgs. para o ferro fundido
trabalhando em extensào dìrecta ; 3 kgs. para o ferro
fundido trabalhando n'uma pega flexida; 5 kgs. para o
ferro fundido trabalhando a compressào ; 6 kgs. para o
ferro forjado ou lamioado.
PeQAS SUBMRTTIDAS A ESFORCOS DE C(»IPnESSA0 :
Em pe^as de extremidades rectangulares trabalhando
em compressào :
5,6
1 +
L«
40.000 R«
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214 PONTE DE FERRO
Pecas trabalhando em c^mpressSo, articuladas em uro
extremo, e tendo o outro extremo em secQào rectangular:
5,6
1 +
^=— L«
80.000 R*
Pegas trabalhando em compressào, articuladas nos
dous extremos :
6,6
^ = — "n:^
^ ■*" 20,000 K*
Sendo: p, carga de compressao maxima tolerada, em
kgs. por millimetro quadrado de seccSo trans versai ;
L, comprimento da pega comprimida, em millimetros;
R, raio de gyragào minima de sua secQào, em millimetros.
Peso proprio das pontes de vìa singella, por metro
corrente: Sendo: l, distancia entro os apoios ; p, peso por
metro em toneladas.
Pontes de vigas recUu continuai :
/<26- 0.98 + 0,0262/
v^-flw . . ^ 1 — 0,00126/
/>26- 1.20 + 0,0176/
^^ ^ 1-0,00126/
Pontes de vigas parabolicas :
f ^ «rm 0i88 + 0,0288 /
/<26™...., P =» ^ r-
^ ^ 1 — 0,00156/
/>05«n J.07.-H0.0175/
^ ^ 1 — o,iao6/
Pontes de vigas de alma cheia:
/<.26- ^^035-^0,027/
^ ^ 1—0,004/
/>25» ^^0.98 4-0.21/
^ l— 0,0042/
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PONTE DE FERRO 215
Pontes de vigas recta$ de titelicas :
/<25 0.96 + 0.0247/
^ ^ 1 - 0.00170 /
1,16 + 0,0168/
^ ^ 1 — 0,00170/
N. B. — Estes pesos sSo para bitola larga ; para bitola
de l'", convém mulliplicai-os por 0,65, e para bitola de
0™,75 por 0,50.
Placas db DiLAgÀo. — Sào eropregadas qos v3os me-
nores de 30" (pontes de vigas reclas de ferro).
Formulas :
b = 1,60 b'
e = 0,82 -h 0,007 /. . . Tigas slmplos
e = 0,27 H- 0,006 /• . . nas exfcreroidadefl, vigas continnas
e = 0,46 4-0,010/. .. no pUar do raeio, „ „
<i = 40 -h 0,9 /
Sendo: 6, largura da placa; tf^ espessura da mesa da
viga ; e, comprimeato da placa em roetros ; d, espessura
da placa ; I, distancia entro os apoios.
RÒLOs DE DiLATAgAO. — Sào emprogados nos vàos
maiores de 30" (pontes de vigas rectas de ferro) :
<i = 100 + L \
e = 100 + 0,7 L /
J 60 P / Ancoragem no extremo da viga.
n = — r- \
e [Ty? d )
Em pontes continuas, a ancoragem é feita no pegao
centrai, e n, (numero de ròlos) é dado pela fòrmula :
100 p
c\rwd
Sendo : d, diametro do rólo (cylindro) ; L, compri-
mento da viga em metros; P, pressSo total exercida sobre
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316 PONTE DB FERRO EM CHAPAS
•
ròlo, em tonelladas ; K, coefficiente de resistencia em
toDelladas, por centimetro quadrado ; o, comprimento do
rólo em millimetros.
SOBRE-CARGA DAS PONTES DE FERRO. — CSforCO ma-
ximo devido i sobre^carga de locomotivas se realisa
quando a origem da sobre-carga està a urna dislancia x
da origem da trave, determinada pela seguinte fòrmula :
'(-■f)
Sendo : /*, comprimento occupado pelas locomotivas
que estào servì odo de sobre-carga, cujo peso é supposto
repartido uniformemeule ; d, distancia do ponto consi-
derado; /, vao da ponte.
SOBRB-CARGA DAS PONTKS DE FERRO EM ARCO, — FÓf-
mulas de Heinzerling :
Para vaos entro 10 e 50 metros:
p == 4«07 L + 795 kilogrammas
Para vàos entre 50 e 100 metros:
p ^ 8,65 L + 575 kUogrammas
Sendo: P, sobre-carga em kilogrammas; L, vào da
ponte.
Ponte de ferro em cliapas (Pont.) — Pont m tóle. —
Sheet iron bridge. — Blechbrùcke. -
Vigas de alma chela. — As vigas rectas sào em fórma
de duplo T.
duplo T se compOe de : — alma (parte verlical) ;
mezai (partds horizontaes superior e inferior) ; e canUmeiras
(que unem as mezas & alma).
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PONTE DE FERRO PONTE DE MADEIRA 2i7
MezoB. — A largura nao deve ser inferior à encon-
Irada pela seguinle fòrmula :
^ = 16 + 0,6 /
Sendo : b, largura em cenlimelros ; l, distancia entro
OS apoios
rigfa. — A distancia I entre apoios determina-se ap-
proxìmadamente pela fòrmula :
/ == 101 /' + 0,42
Sendo : I, distancia em metros ; l\ distancia a vencer
em metros! [Vide: Cantùneiras].
Alma. — A espessura è dada pela formula :
E > Q
— asoD
Sendo: E, espessura em millimetros; Q, forga vertical
actuando sobre a viga ; D, distancia entre os centros de
gravidade das duas mezas (superior e inferior).
Na pratica o valor minimo de E nunca deve ser in*
ferior a 0™,007. (Vide tabella da pagina 218 )
Ponte de ferro fuadido. — Poni en fonte. — Cast
iron bridge. — Gusseiserne Briicke. — Nào tem applicagào
nas estradas de ferro.
Ponte de madeira. — Pont en charpente. — Timber
bridge. — Holzbrucke. — Muito usadas nas estradas de
ferro economicas.
De vigas simples e rectangulares. — A largura e altura
da viga sào determitiadas pelas formulas :
b = 0,707 h
»/ 6M
y 0,707 K n
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218
PONTES BE GHAPAS DE FERRO
PesM dM snperstmetarM (tegiuido Croizette-Desnojers)
Comprimento
mèdio daa traves *
PONTES DB CHAFAS DE FESSO
i;b»> do kbtbo uhkab
Pmo por metro
np niobi
VU dnpU
TU •imples
5 metros.
1.156 knogr.
635 kilogr.
144 kilogr.
10 „
1.425 „
786 „
i78 „
15 „
1.716 ,
943 ,
214 n
20 ,
2.029 ,
1.116 ,
253 ,
25 »
2.359 „
1.296 „
295 „
30 „
2.703 „
1.485 „
337 ,
35 „
3.061 „
1.682 .
382 „
40 „
3.429 „
1.884 ,
428 ,
« «
3.807 „
2.092 „
476 „
60 „
4.195 ,
2.305 „
624 „
66 ,
4.590 »
2.522 .
573 ,
60 „
4.990 „
2.742 ,
623 „
65 „
5.396 ,
2.966 „
674 „
70 „
6.808 „
3.191 „
725 „
75 ,
6.224 „
3.420 ,
777 ,
80 „
6.643 „
3.650 „
880 „
85 „
7.063 ,
3.881 „
882 .
90 ,
7.491 ,
4.116 ,
936 ,
95 ,
7.919 „
4.351 ,
989 .
100 ,
8.350 ,
4.588 ,
1.043 „
106 „
8.783 „
4.826 „
1.097 „
"0 ,
9.218 „
5.065 „
1.151 „
116 „
9.657 „
5.306 ,
1.206 .
120 „
10.095 „
6.647 ,
1.261 „
125 „
10.636 „
5.789 ,
1.316 „
130 „
10.976 ,
6.030 „
1.371 „
135 „
11.422 ,
6.276 ,
1.426 „
140 „
11.864 „
6.519 „
1.481 „
US „
. 12.310 ,
6.764 „
1.537 „
160 „
12.766 „
7.009 ,
1.593 ,
156 „
13.204 ,
7.266 ,
1.649 ,
160 „
13.652 „
7.601 „
1.705 „
* 0>comprim«ntos
«8 Ti«s Httm.
alo tomidcm «itre «• ptrunentos d«s «noonti
roB e dot pogSoo. BI»
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PONTE DE FEDRA il9
Sendo : M, o momenlo maximo das for^as exteriores ;
n, numero de vigas da poQte; h, largura da viga;
/i,allura da viga; k, carga admillida por unidade dearea,que
dSo deve passar de 600 tonelladas. Em vigas refor^adas
deve ser no maximo de 400 tonelladas.
Ponte de pedra (Pont.) — PotìX en piene. — Slone-
bridge, — Steinbrikke.
CondicOes principaes, segundo Humbert, que devem
ser attendidas para assegurar a eslabilidade de uma
ponte :
« A). — Les épaisseurs de maconnerie doivenl étre
réglées de telle sorte que, à toute hauteur, le coefRcient
de eslabililè (a) pour la rósistence au renversement soil au
moins égal à 1 ,5 pour les culées et i pour les piles ; B. —
Les joints des voùtes el de leurs pie droils doivenl étre
dirigés de manière à empécher tout glissement» et, pour
assurer celte condition, il faut que la resultante des pres-
sions qui s'exercent sur un joint quelconque ne fasse
nulle part avec la direction de joint un angle plus petit
que 63*^; C — La pression par unite de surface ne doit,
ea aucun point, dépasser le 10* de la charge qui produirait
Técrasement des matèriaux employés.
Pour realiser cette condition, il est necessaire :
i\ De s'attacher, autant que possible, à faire passer
la resultante des pressìons sur un joint eutre le tiors et les
deux tiers de la longueur de ce joint ;
2*. De ne compier comme longuer utile da joint pour
les voùtes et les culées que le triple de la dislance qui
séparé le point d'application de la resultante des pressions
de Taréte la plus voisine ;
(a) On entend pour coefflcieDt de stabilite le rapport entre le mo-
ment de résistence et le moment de renversement.
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220 PONTE DE SERVigO PONTE DE TREUgA
3'. De no pas porter à plus de 20* de la charge d'écra-
semeot la pressioa moyeoQe compté sur la longaer utile
de chaque joint;
4*. De cbercher d rendre égales entre elles les pressious
moyennes dans un méme ouvrage, parlout où on y em-
ploie les mémes matériaux. )>
FORMULAS DE MOLESWORTH RELÀTIVAS A PONTES DB
PBDRA PARA BSTRADAS DB FERRO :
Para vàos entro 25 e 70 pés :
Vio = 8 Plecha=4-
o
EspesBura do arco = -rr-
lo
S S
Espessnra dos encontroe.... — a —
Q S
Espesenra dos pegSes.... ---- a -—
7
Talnde dos muros... 1" : V
Ponte de servigo (Pont.) — Pont de servke ou pas-
$ereUe. — Foot bridge. — Laufb bruche^ Steg.
Ponte de taboleiro ou estrado inferior (E. de F.) —
Pont à tablier inférieur. — Over-grade or troiAgh bridge. —
BrOckemit unterer Fahrbahn.
Ponte de taboleiro ou estrado superior (E. de F.) —
Pont à tablier supérieur. — Under grade or deck bridge. —
Briicke mit oberer Fahrbahn.
Ponte de treliga (Pont.) — Pont de treiilis. — Lattice
bridge. — Gitterbrucke. — Inclinacào das barras de
Ireliga: — No systema de triangulo isoceles, a inclinacào
è de 45'; no de triangulos rectangulos, varia entre
AH' e 54\
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PONTE ESCONSA PONTE GYRATORIA 221
Dimensòes das malbas. — Empregando-se barras rec-
taogulares:
m = 0,94 + 0,04 h
Empregando-se cantoneiras :
m = 0,86 + 0,14 h
Sendo: m, largura da maiha; h, altura da viga.
Vamos dar algumas formulas de W. T. Doyne :
= S no centro.
8D
W
■; , A - (Lr — Jf*)*=8>*»>>. n'om ponto coja distancia para o encon-
tro = X.
-^ ^ DL
para viga triangular simples. Para viga triaogular com-
posta, divide-se pelo numero de séries de triangulos.
EsforQO em todas as trelì^as :
2D
Sondo : W, peso distribuido ; S, esforQO nos centros
das mesas superior e iuferior ; x, distancia de um ponto
para os encoq^os; y, esforgo em qualquer treliga;
a, distancia entro o centro de qualquer trelica e o centro da
viga ; {, comprimento de qualquer treli(a ; L> vSo da viga ;
D, altura da viga; u?, peso applicado no meio da viga;
$\ esforco em todas as treli9as.
Ponte esconsa (Pont.) — Pont biais. — Skew bridge.
— Schiefe BrOcke. — Àquella que nSo é perpendicular às
margens do rio.
Ponte gyratoria (Pont.) — Poni tournant. — Recol-
ving bridge. — Drehbrucke. — Empregada sobre rios onde
ha navega^ao, a que tem de dar passagem.
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M2 PONTE liOVEL VERTICAL
Em geral é composta de tres vìgas, sendo movel e
continua a do centro, qae prende-se ao pegào centrai e
tem OS extremos apoiados aos oulros pegdes contiguos,
quando fecbada.
A viga movel tem rotagao sobre o pegào, que é
circular. N'elle assenta urna coròa de rolamento (cujo
diametro chega a ser de 9", 16, comò na grande ponte
Rariian Bay), onde gyram os rodeles. No centro do
pegdo ha urna cavidade conica, que recebe o piào da
viga.
Possanle apparelho, composto de manivellas e rodas
dentadas, que torna a forca de um homem quarenta vezes
maior, dà movimento à viga.
Nas grandes pontes gyratorias emprega-se o vapor e a
agua comprimida para se obter a rotacSo.
Formulas de Shaier Smith:
E = 0,007 P n = 0,00056 ED
Sendo: P, peso total da viga movel; E, resistencia
total a vencer, tangencialmente à circumferencia dos
rodetes ; D, diametro do circulo ou corda de rolamento ; n,
numero de mìnutos necessarios para se operar a rotacSo.
Ponte movel vertical (E. de F.) — Poni à soidevement
vertical, pont levant. — Lift bridge. — Nos Eslados-Unidos
ha uma destas pontes, em estrada de rodagem, sobre o
canal de Erié a Utica. Em Pariz, na estrada de ferro de
cintura, sobre o canal de Ourcq, existe outra, porém
dando passagem a estrada de ferro. estrado, por meio
de correntes, prende-se a allos arcos e é equilibrado por
contra-pesos. A manobra, na subida, é feita a mào; na
descida, é ajudada pelo peso da agua com que se enche o
interior do estrado movel.
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PONTE PENSIL PONTILHXO
225
Ponte pensil (Pont.) — Pont suspendu. — Suspension-
bridge. — Hàngebrikke. — Actualmente nào lem appli-
cafSo nas estraclas de ferro. Recommendamos ao leitor o
magniflco artigo, tratando destas pontes, do Diclionnaire
des mathématiques appliquées^ de H. Sonnet.
Pontes americanas. — Sao caracterisadas pela ele-
gancia, regidez, economia e facilidade de montagem. Entro
OS systemas mais notaveìs, enconlram-se os de Linville, de
Post, de Fink, de Bolmanriy de Warren, etc, que eslào
perfeitamente estudados na obra de Gomolli : — les
ponls de VAmérique du Nord, e na de Lavoinne e Pontzen :
— Le$ chemins de fer en Amérique.
BelftQio entre a altara e o eomprimento das Tlgas
das pontes americanas
COMPRIMENTO
EMPÉS
ALTURA EH
PÉS
REI.ACÀO
100
17
'k
160
21
Vy
200
26
Ve
250
28
Vo
300
30
Vio
400
40
V^o
Vamos apresentar um dos maisbellos typos de pontes
americanas, a que atravessa o Colorado, na California,
Estados-Unidos, construida pela Phoenix Bridge Company.
— [Vide pagina 224].
Pontilh3o (Pont.) — Ponceau, pontceau, — Small-
bridge. — Kleine Briickc^ Offener Durchlass. — Ponte de
pequeno vào (até 4 melros). Às vigas dos pontilbSes quasi
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224
PONTILHiO
sempre sao de chapas de ferro
batido, em duplo T, tendo em
lodo comprimento a mesma
secjào.
Formulas empregadas no
calculo das vìgas :
a
> Q
350 A
. E + k'
* = — a—
Sendo : M, momento ma«
ximo absoluto ; d, espessura
da alma da viga, em centi-
melros; H, altura da viga,
em centimetros; h\ altura da
alma da viga,em centimetros;
h, mèdia arithmetica destas
aituras ; I, momento de iner-
cia da secQào, relativo ao eixo
neutro ; Q, maxima forga
transversai ; K, coefficiente
de resistencia ; b, largura das
mesas das vigas ; a, mela al-
tura da viga; t^ espessura das
mesas da viga.
Os encontros dos ponti-
Ihoes sào calculados do mes-
mo modo que os das pontes.
[Vide : Encontro].
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PONTO PONTO MORTO 285
Ha tambem pontilbOes de alvenaria. typo mais adop-
tado e qae apresenta maior numero de vantageiis é o de
abobada de enconlros perdidos.
Ponto (Adm.) — Point. — Time. — Presenznote. —
Prova de que o empregado comparecèu ao servilo.
Ponto de chegada (E. de F.) — Point iParrivée. —
Sloping. — Endpunìa.
Ponto de curva (E. de F.) — Commencemmt de la
courbe. — Point of curve. — Anfangspunkt der Curve. —
Ponlo em que cometa um alinbaraento curvo- — [Vide:
Seguran^ da linha].
Ponto de parada (E. de F.) — Point d'arrét. — Slop^-
point. — Haltepunkl.
Ponto de partida (Tech.) — PoirU de départ. —
Starting-point. — Ausgangtpunkt.
Ponto de passagem (E. de F.) — Point de pasiage. —
.... — Ubergang$punkt. — Encontro da linha do perfil do
terreno com o grade. Ponto em que a cota vermelha lem
mesmo valor que a cota preta. Para um lado do ponto
de passagem ha córte, e para o outro lado aterro. For-
mula para determinar a situaQào do ponto depasmgem:
hd
h-i-k'
Sendo : x^ dìstancia a contar da eslaca que precede o
ponto de passagem; A, A', cotas vermelbas das estacas
elitre as quaes deve estar o ponto de passagem: d, dis-
tanza entro as duas estacas.
Ponto de tangente (E. de F.) — Principio de um
alinhamento recto.
Ponto morto (Tech.) — Point mort. — Dead-point.
— Todte Punkt. — SituacSo em que se acha a mani velia
da roda motriz de uma machina, quando o embob està
Diooionario 16
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M« PONTO MORTO DA ALAVANa\ PORTA MIRA
DO firn do seu carso. N'essa occasiào a baste do embolo, o
bra^ motor e a mani velia estuo cm urna mesma linha rccta
que passa pelo eixo do cylindro. Nas macbìnas de um
cyliDdro ha o volante para destruir o effeito do ponto
morto.
Ponto morto da alavanca de marcha (Locom.) —
Ponto do sector em quc a alavanca de marcha toma a
posicSo vertical e fecha a communicagào da caixa de
distrìbuigào ou gaveta com o cylindro.
Ponto obrig^do (E. de F.) — Point force. — Obliged
point. — Forcirte Punkt. — N'um tragado é a localidade
que por motivos commerciaes, polilicos oa estrategicos
deve ser servida pela estrada de ferro.
Por fogo às mìnas (Tech.) — Faire sauter les mines,
— To fire ihe $hot$. — ErUziinden der Minen,
Pòrca (Tech.) — Ecrou. —Nut. — Mutter. — Pe^a
complementar do parafaso. Serve para conservar apcr-
tado corpo que fór posto eotre ella e a cabe^a do pa-
rafuso.
Porta (Const.) - Porle, — Door. — Thure, Pforte.
Porta da caixa de fumaga (Locom.) — Porte de la
boite à fumèe. — Sfnoke-box-door. — Rauchkammerlhure.
— [Vide : Caixa da famaga].
Porta da caldeira (Mach.) — Trou d^homme. — Mann
holenloor. — Mannloch, Einsteigeloch. — [Vide: Caldeira].
Porta da fornallia (Mach.) — Porte du foyer. — Fire-
box'door. — Feuerungsthùre. — [Vide: Fomalha].
Porta de corrediga e roldanas (Constr.) — Porle à
coulisse. — Draw door. — RolUhùre, RoUthor. — Empre-
gada DOS armazens de estradas de ferro e dos vagOes de
carga.
Porta mira (Tech.) — Porte-mire. — LeveUing-staff"
man or staff-holder. — Figuranl, LaUenmann. — Traba-
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PORTA-SIGNAES POSTE KILOMETRIGO 227
Ihador qae carrega a mira, colloca ndo-a sobre as eslacas
que tem de ser niveladas.
Porta-signaes (Locom.) — Porte-signaux. — Na frente
da locomotiva deve haver supportes para as bandeiras e
lanlernas. Alraz do tender tambem bavera identìcos
supportes.
Portico (Arch.) — Portique. — Portico. — Porlikus.
— Enlrada de edificio, mais ou menos samptuosa.
Portinliola (E. de F.) — Portière. — Waggon door. —
Wagenschlag, Wagenthùre. — Existe nos vagOes inglezes
de passageiros.
Poste (Tech.) — Poteau. — Post. — Stènder, Sliei ^
Pfosten.
POSTES DE MADEIRA PARA TELEGRAPHO. — Gilda i(Ìlo-
metro de linha requer de 10 a H posle.^. As madciras
mais usadas sào :
Canella preta.
Sacnpira.
Canella vermelha.
Piana.
Massarandaba.
Ipè.
Oleo vermelho.
Peroba vermelba.
Jatahy
Sapucaia.
Canafistola.
Piiiuinha, etc.
Devem ser isentas de defeitos, serradas e falquejadas.
Dimensdes dos postes :
Sec^ao da base 0in,19 X 0^,19
„ no alto 0»,14X(>",14
Comprimento 6^,60
Os posles roliQOS tambem sào usados ; mas de cerne e
coro 0"J9 de diametro na base e 0",14 no allo.
A parte dos posles que Oca implanlada, e até 0",20
acima do solo, deve ser carbonisada.
Poste kilometrico (E. de F.) — Indicateur de dis-
tances, poleau kilométrique. — Section mark. — Kilome"
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tSB POSTIGO PRANGHiO
— — ^ — — — »
terpfoslen. — A partir da origera, toda a estrada deve ter
om cada Sdì de kilometro um poste de 0°,75 de allara,
de pedra, madeira ou ferro, com a indicao^o da distancia
D'esse ponto.
Postigo (Arch.) — Guiehet. — Wieket. — SchaUer,
Guckfensler. — Deve dar para o veslibulo da esta^ao o
postigo em que se faz a venda dos bilhetes de passagem.
Potencia calorifica do combustivel(Mdcb.) — Porgào
de calorias prodazidas por i^^ de combustivel. E' dada
pela seguinte formula :
8080rC4-4,8 ^A- A\1
Sendo: C, quantidade de carbono contida n'um kilo-
gramma de combustivel, h, quantidade de bydrogeneo,
0, quantidade do oxigenéo.
Potencia de vaporisaQSo (Mach.) — Formulas rela-
livas ao assumpto :
Q
V' = VX/ v =
688,6
^ ■*■ 536,6
Sendo: /*, factor de evapora^ao; V, peso da agua em
kilogrammas que póde ser vaporisada por um kilogramma
de combustivel ; X\, temperatura inicial da agua de ali-
mentagào; f^, temperatura de saturando correspondente a
pressao em que se faz a vaporisagào ; Q, potencia calo-
rifica do combustivel. — [Vide està palavra].
Pozolana (Const.) — VmzzoXtk'M. — VutKÀùim. —
Vuzzo\an, — Especie de cimento. Materia volcanica.
Usada na Europa.
PranchSo (Const.)— Jfcfadrter.—rAtck-fcoard. — V^ofie,
fio/il6.— -Taboa de grande grossura, de madeira de lei.
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PRANCHiO PRESSiO DO VAPOR 229
-^-—~ — - — —— — »» *
PranchSo (para fanda^ào), estaca prancha (GoQStr.)
— Palplanche. — Plank-pile. — Bohlen.
Prego (Adm.) — Prix. — Price. — Preis. — Os
pregos no Brazil yariam muilo de urna para outra loca-
lidade, visto a eileosào do territorio e os difficeis melos
de transporte.
Quando se tem de coostruir ama via-ferrea, deve-se
obter com a maior exactidào os salarios dos traba-
Ibadores e operarios nas localidades atravessadas pela
via-ferrea, bera corno os pregos elemenlares dos diversos
materìaes a empregar. Depoìs disto, os engetiheiros
organisarào a tabella de precos. (Vide tabella à pags. 230
e 231).
Pregos elementares (Tech.) — Prece de unidade
dos materiaes e jornal dos trabalhadores e operarios.
Pr£Cos elementares das obras : — Gircular de 28 de
Maio de* 1869.
Pregar (Tech.) — Clouer. — To spike. — Nageln.
Prègo (Const.) — Clou — Nail. — Nagel. — com-
primente do prego deve ser tres vezes maior que a espes-
sura das pegas que se vào pregar .
Prensa de datar bilhetes de passagem (E. de F.) —
Presse à dater les billels. — Ticket date slamp. — Fahr-
karten Datumpresse.
Prensa *de crivar bilhetes de passagem (E. de F.) —
Presse à perforer les billets de voyages. — Perforating press
tickels. — Durchschlagstempelpresse. — Està prensa data
OS bilhetes por meio de oriflcios.
Prensa hydrauliea (Tech.) — Presse hydraulique. —
Water-press or hydraulic press. — Hydraulische Presse. —
Empregada na prova das caldeiras das locomotivas.
PressSo do vapor (Tech.) — Pression de la vapeur.
— Steam-pressure. — Dampfpressung. — [Vide: Vapor].
Digitizec^by VjOOQ le
230
PRKgOS
Tabella de pre^os
1
9
10
11
12
13
14
16
16
DESlGNAi^O DOS TRABALHOS
TRABALHOS PREPARATORIOS
Bogado em capoeirào de machado
Bogado em matta virgem
Destocamento
KXCAVAClO A CÉO ABERTO COM 180" DE TRAM»-
PORTE MÈDIO
Terra
Fedra solta
Pedreira
OBRAS DE ARTE
Cantarioi medidoi em óbra^ $em tramporte
1* classe, com argamassa de cimento paro
2* classe, com argamass% de cimento paro
Alvenarioi de pedra
Al? enaria de apparelho com argamassa de
2 yolames de cai e 3 de areia
AWenaria ordinaria com argamassa de
2 do cai e 3 de areia
Alvenaria de pedra secca
Alvenaria de lajdes
Alvenarias de tiiolot
Alvenaria de tijolo comraam com arga-
massa de 2 de cai e 3 de areia
Alfenaria de tijolo prensado com arga-
massa de 2 de ca! e 3 de areia ......
TUNNEIS
ExcttvoQffo (sera detertninado o pre^ para
cada caio etpecial)
Enchimento de y&os com pedra secca
miada
Enchimento de vàos com pedra miada e
argamassa de 2 de cai e 3 de areia. . . .
PRBCO POR METRO
8
s
s
S
$
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PREgOS
231
Tabella de pre^os (Contìnoa^o)
a
§
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
80
81
82
33
34
35
36
87
88
39
40
DESIGNAi^O DOS TRABALHOS
TRABALHOS DIVEB80S
Apparelho em alvenarìa de pedra (a en-
copro)
Dito, dito (a picSo)
Rejantamento com argainassa de 2 de cai
e 3 de areia
Dito, dito, de cimento paro
Concreto n. 1 para fnnda^&o de edifìcios
em terreno nnmido
Dito n. 2 para funda^oes de boeiroe e
pontilboes
Dito n. 3 para funda^des de pontes em
terrenos permeaTeis com grande pres-
82o de agoa
Empilliameato de pedras em montes re-
gnlares
Qnebramento de pedras para lastro
Revestiniento de talndes com leita. . . .
Argamassa de cimento paro
Dita de 2 volnmes de cimento e 1 de
areia
Dita de 1 de cimento e 1 de areia. . . .
Dita de 2 de cimento e 3 de areia
Dita de 1 do cimento e 2 de areia
Dita de 1 de cai e 1 de areia
Dita de 2 de cai e 3 de areia
Dita de 2 de cimento, 2 de cai e 8 de
areia
Dita de 1 de cimento, 2 de cai e 8 de
Embolo e rebòco com argamassa de 2 de
cai e 8 de areia
Dito, dito, com argamassa do 2 de ci-
mento e 3 de areia
Transporte por cada 10 nietros para os
materiaes provenientes das escava^oes
e pedras dcstinadas às alvenarìas, etc,
por m^
Enrocamento
Empedramento
PBECO POR METRO
I
co
i
3
s
$
$
$
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232 PR£SSXO DAS GALDEIRAS PROVA DAS CAIìDEIRAS
PressSo sob a qual dere fdnccionar urna caldeira
de locomotÌTa (Locom.) — Na palavra caldeira apresen-
tamos a formula mais conhecida para calcular essa
pressào; agora daremos outra:
DE
Sendo : P, pressào effectiva do vapor em kìlogrammas
por centimetro quadrado ; D, diametro da caldeira em
cenlimelros ; E, espessura das chapas em cenlimetros ;
R, resisteucia pratica, em icilogrammas por centimetro
quadrado.
A espessura das chapas é calculada pela formula :
Projecto (Tech.) — Projet. — Project. — Project.
— Esludo detalhado de urna obra d'arte, acompanhado
de desenhos, or^amentos, eie.
projecto de uma estrada d^ ferro é o esludo do
tra^ado, das obras d'arte» emfim, de tudo quanto diz
respeito à estrada. — [Vide: Tragado].
Prolongamento. — Nome dado às estradas de ferro
que partem de poutos terminaes de outras.
Prova (Tech.) — Epreuve. — Proof. — Probe.
Prova das caldeiras (Mach, e Locom.) — Faz-se com
agua fria, por melo de bomba de compressào. Cheia a
caldeira que està a prova, dà-se movimento a bomba,
ÌDtroduz-se mais agua e observa-se a pressào maroada no
manometro. Faz-se uso da seguìnte formula para ter-se a
pressào de prova :
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PRUMO QUEDA D'AGUA 253
Sendo: P, pressào de prova, e p^ pressào absoluta
do vapor.
Prumo (Fio a—) (Tech.) — FU à plomb. — Plum-
line or Plum-mel. — Senkfaden.
Prumo do transito (Tech.) — Plomb. — Plumbob, —
Senkbler.
Pua (Techn.) — [Vide: Arco de pud].
PungSo (Ferr.) — Poingon. — Punch. — Stempel —
Ponteiro de ago temperado com que se furam chapas, por
ineio de machina, cu com auxilio do martello.
Pulsometro (Locom.) — Pulsomètre. — Apparelho
(especie de bomba) que conduz agua para o tender, sendo
posto em accào pelo vapor da propria locomotiva. Dis-
pensa em prego de reservalorios elevados nas estaQdes,
pois que desco ao pogo, ao rio, ao a^ude, eie, de onde
lem de relirar a agna. eraprego do pulsometro é muito
vantajoso nas linhas de pequeno trafego. Eotre os mais
aperfeigoados, distinguem-se os de UlricH, de Greeven, de
Hall e de Boioin.
Quéda d'agua (Tech.) — Chute £eau. — Fall — Gè-
falle. — Nas estradas de terrò, havendo perto das ofQcinas
uma bòa quéda d'agua, deve-se aproveital-a para mover
as machinas-ferramentas.
Em algumas vias-ferreas funiculares da Europa os
cabos sào movidos por meio d'agua, que toma-se motór
muito economico, desde que ha quéda importante.
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254 QUEDA DE PRfiSSiO NOS GYUNDROS BAIO DE CURVA
A forca motriz de urna quéda d'agua é dada pela
seguiate formula :
p_1000QH
76
Sendo: P, forga,em cavallos vapor; Q, volume d'agua,
em nietros cubicos por segundo; H, altura da quéda, em
metros.
Quéda de pressio nos cylindros (Locom.)— C/iute
de premorì aux cylindres. — vapor ao passar da caldeira
para o cylindro perde parte da pressào, por causa das
resisteocias que encontra no regulador, nos conductos e
nas aberturas de admissao do espeiho da gaveta.
R
Rabote (Ferr.) — Rabot. — Jackflane. — Hobel. —
Plaina de grandes dimeusOes.
Raio de curva (E. de F.) — Rayon de courbe, — Ror
diu8 of curve. — Curvenradius. — Nas estradas de ferro de
bitola larga — de primeira ordem — os raios minimos go-
ral mente empregados sào os seguintes :
Em terreno plano 10001°
„ „ poueo accidentado 600™
„ „ montanhoso 800™
Nào é permittido o emprego de curvas que tenham
raio menor de 180".
Nas linhas de segunda ordem— de bitola larga— o raio
mioimo desco a 150" e mesmo a 120'".
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RAIO DE RODA RAMPA 235
Nas linhas de bitola estreito, de 1"^, o rato minimo
póde ser de 100" ; e so em casos excepcioDaes deve em-
pregar-se curvas de 80" de raio. Apezar da pratica Iiaver
demoDstrado as inconveniencias das curvas fortes, ha
estradas de bitola estreita que empregam o raio minimo
de 30". — [Wiùe.Base rigida, resistencia devida às curvas,
comprimento virtìml].
raio minimo das curvas, em relacào ao material
rodante, é dado pela seguinte formula :
R=»9WG
Sendo : R, raio ; W, base rigida maxima dos vehiculos
que transilam na estrada; G, bitola da estrada.
Raio de roda (Tech.) — Rai. — Àrm of wheel,
spoke. — Radspeiche, Radarm. — Convèm ter urna sec^ào
transversai crescente — em largura e espessura — a partir
da cambota para o cubo.
Ramai (E. de F.) — Embranchement. — Branch-road^
branch line. — Ztoeigbahn, Nebenbahn. — Linha ferrea
que se destaca de outra.
Rampa (E. de F.) — Rampe. — Ascending gradient. —
Anstieg, Anfslieg, Steigung. — Trechode linha em subida.
— [Vide: Declimdade maxiìna].
Rampa fundabiental db uma estrada de ferro :
Sendo: S, rampa fundamental; s, rampa maxima da
linha ; e, resistencia devida à curva de menor raio situada
n'essa rampa maxima.
Rampa mais conveniente: Entre dous pontos, a rampa
mais conveniente é aquella onde a relacào entro a carga
util que por ella transita e a extensao é a maior possivel.
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330 RAMPA
ÀGREsano DEViDO Às RAMFAs. — eQgeDheiro Atniot,
.depois de sórios estudos que fez, conciaio que um kilo-
metro deverà ser contado :
Por 1000 m. em rampa de a 6 "^/m
„ 1900 ^ ^ , ^ 6,1 a 10 „
» 1400 „ , „ , 10,1 a 16 ^
n 1600„ , . , 16,1 a fio „
« 1800, . , , 20,1 a 96 „
„ 2000, . , „ 26,1 a 30 „
« 2200 , , , , 30,1 a36 „ .
RÀMPAS EQuiYALENTEs A CURVASI engenheìfo allemào
Roekl admitte. sob o ponto de vista de resistencia, a equi-
valeocia entro as curvas e as rampas seguiules:
Baio dM cnrru Kampas eqxiiTal«Bt6«
800m, 0,00626
860.. 0,00580
460 0,00867
640.... 0,00240
360 0,00143
Acima de 750. 0,00000
MédiA àuÈ rela^Ses entre o pezo dft looomotiTa e o pezo l»nit# que
ella póde rebocar em rampaa de 0"),005 a 0<",060 por metro
BampM Yeies o peto da
looomotiTa
Om,006 20
0m,007 18
0m,0l0 • 10
0^,015 6
0«,020 6
0m,025 4
0«n,030 8
0ni,085 2,5
0in,040 2
V OnJ,060 * . . . 1,6
,060 1
Digitized by VjOOQ IC
RAMPA
237
Ao eogenbeiro allemào Bwdecker deve^se a tabella que
em seguida publicamos :
BUOS nA>
«UBYAS
BAUPàS EQUITALENTI8 A CUBVAS
Afk«taneiit« dot «ixoe
S metrot
AHutwMiito du «Un
«-,86
300 metro»
2.60 millimetroa
8.06 millimetros
360 ,
2.19
2.60
400 ,
1.90
2.26
460 „
1.67 , .
1.99
600 ,
1.88 „
1.63
660 ,
1.20 „
1.47
600
1.12
1.86
650 „
0.89
1.18
700 ,
0.88
1.06
760 „
0.77
0.98
800 ,
0.72
0.92
900 „
0.64
0.81 ,
1000 „
0.88
0.72
1100 „
0.87
0.66
1200 „
0.87
0.46
1800 ^
0.86
0.46
1400 „
3.86
0.42 ,
1600 ,
0.28
0.86
2000 „
0.26
0.81
0.19 „
0.28
affastamento dos eixos exerce mui sensi vel in-
fluencia sobre a resislencia devida às curvas ; por isto
Bcddecker organisou a tabella para os dous afaslamentos
mais em uso. — [Vide: Comprimento virtud].
Para organìsar esla tabella Bwdecker admiltio :
V. Gonecidade dos arosdas rodas, de—.
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238 RANCHO IIEBITAGEM
2\ Jogo entre o rebordo da roda e o trìlho, compre-
hendido entre 10 e 25 millimetros.
3*. Goefflciente de attrito do aro da roda sobre o
trilho, de -7-
Rancho (E. de F.) — Casa de pallia» fella no matto^
para morada de engenheiros e Irabalhadores durante o
servilo da construcgào da estrada de ferro.
Rascunho (Tech.) Croquis, — Sketch. — Entwurf^
Skizze. — Desenho felto a olho.
Raspador (Ferr.) — Ripe. — Thootlxed scraper. —Krat-
zeisen.
Reharba (Tech.) — Bavure. — Seam. — Gussnaht. —
Saliencìa de metal que fica na pega depois de fun-
dida.
Rebater um prègo (Const.) — Reballrc un clou. —
To clinch a nati. — Nennageln, Narhnageln.
Rebitagem (Locom.) — Rivure — Rivetting.—Nieten.
— Nas caldeìras as chapas sào juxtapostas. A rebitagem
é simples quando consta de urna carreira de rebites, e
dupla quando tem duas carreiras, sendo entào os rebìtes
dispostos em zig-zag, aflm de tornar a ligaQào das chapas
mais estanque. Formulas sobre rebitagem :
<f = 001,004X1,5 e f=15i
p « Dm ,010 X 2 4 P = On>,010 X 2,6 d
Sendo, em millimetros: d, diametro do rebite; e,
espessura das chapas de ferro; z, distancia do eixo do
rebite a borda da chapa ; p, distancia de eixo a eixo, eutre
OS rebites, na rebitagem simples; P, distancia de eixo a
eixo, entre os rebites, na rebitagem dupla.
diametro da cabeca dos rebites, em geral, é ìgual
a 5/3 de d; e, a altura da cabeca, a 2/3 de d.
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UEBITAGEM ' :*59
Nas especificaQdes para o fomecìmento de superstruc-
luras de ferro para pontes, encontra-se o seguinle: « Os
rebiles serao de ferrò, da mesma qualidade dos empre-
gados nas caldeiras de locomolivas. ferro sera ductil e
tenaz, em relacào i contestura, fibra e pureza e apre-
sentarà loda a apparencia do ferro mais resistente.
Cravafào. — Os rebiles a cravar serào levados à tem-
peratura do verraelho cereja e applicados com essa tempe-
ratura» completando-se a operaQào na temperatura do
vermelho escuro.
Os rebìtes serSo fortemente rccalcados contra as pegas
a reunir e as cabe^as deverào assentar em toda a sua
superficie.
Os furos relativos a um mcsmo rebìte oas chapas e fer-
ros superpostos deverào corresponder-se exactamente. Sera
permiltido em todo o caso uma tolerancia de 1 millimetro de
excentricidade, que deverà desapparecercom oalargador.
A cravacao sera precedida do aperto das pecas umas
contra as outras; deverà, além dìsso, ser praticada a nào se
darem inclinaQoes ou enjambramentos no corpo dos
rebites ou na cabota da cravacao.
Os rebites serào preparados com um diametro de 1/20
menor dos que os furos.
As cabegas dos rebites serào bem centradas, a de
cravagào sera bem recalcada na base e achatada depoìs;
nào deverà apresenlar rachas ou fendas.
A cravacao sera feita com eslampa, tendo o encon-
trador no minimo 9 kilos. Permitlir-se-ha tambem a
cravagào a machina. A cravacao feita cxclusivamente com
martello de caldeireiro nào é permittida.
Resistenda da cravagao. — esforco capaz de pro-
duzir a ruptura nào deverà ser menor do que 36 kilos
por mm* da secgao rompida. »
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240 REBITE RBCETTA LIQUmA
Rebite (Const.) — Rivet. — Rivet. — Niei. — Especie
de prègo com que se lìgam chapas de ferro GoropOe-se da
hasle e de urna cabega em cada exlremo. — [Vide: Rebi-
tagem].
Reboco (Const.) — Enduit. — Plaiaer. — AbptUz.
Rebolo (Tech.) — Meule. — Grindstone. — Schlei-
fslein. — Apparelho que serve para amolar ferramentas.
Rebordo das rodas (E. de F.) — Boudin dei roues. —
Flange. —Spurkranz, Rand, Kragen. — Saliencia exis-
teole nos aròs das rodas das locomotivas e dos carros,
afim de nào deixar as rodas sahirem de sobre o trilbo.
A folga entro o trilho e o rebordo da roda nào deve ser
menor que O'",010 nem maior que 0",025. Nas rodas
centraes das machinas de tres eixos, a folga póde attìngir
a 0"»032. Todas as rodas das locomotivas em geral lem
rebordos* A altura dos rebordos é de 0",025 pelo menos.
Recalque das terras (Const.) — Tassemenl de$ terres.
— Sinking of earths or settling. — Senkung, Sackung.
— [Vide: Àbatimento das terras].
Receita (Adm.) — Recelte. —Receipt. — Einnahme. —
Rendimento do traifego de urna estrada de ferro.
Receita bruta (Adm.) — Recetle brute. — Gross-
receipt. — BruttoeinaJime. — Rendimento do trafego de
urna estrada de ferro, sema deduccsio da despeza.
Receita kilometrica (Adm) — Rereite kilométrique.
Kilomelrical receipt. — Kilometereinnahme. Receita
bruta kilometrica é a receita bruta dividida pelo numero
de kilometros que a estrada tem em trafego ; receita
liquida kilometrica é a receita liquida dividida pelo nu-
mero de kilometros que a estrada tem em trafego.
Receita liquida (Adm.) — Recettc nette, — Neat re-
ceipt. — Reineinahme. — E' a receita bruta menos a
despeza.
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REGONHECIMENTO 241
Reconhecimento (E. de F.) — Reconnais$anc€. — JRe-
conmissance. — Operafào prelirainar do estudo e cons-
trucQào de urna via-ferrea.' iDvestigaQ^o mais ou menos
rapida que o engenbeiro faz no terreno conipreheodido
entre os pontus extremos da linha a construir.
Pelo reconhecimerUo fórma-se idèa approximada dos
accidentes que determi nam a mais vanlajosa directrìz da
estrada em projecto. Fica-se conhecendo as passagens
mais convenientes para o tracado da liolia, as montaohas
a atravessar, as correntes d'agua a vencer, os valles a
seguir, etc., etc.
Para obter-se resultado satisfactorio, convém observar
OS seguintes preceitos, durante o reconhecimento:
— Percorrer algumas vezes a zona comprehendida
entre os ponlos extremos, em varias direcQ5es.
— Obler dados estalisticos dos logares atraves-
— Golher os dados technicos indispensaveis, etc.
Os moradores das regiOes em reconbeci mento podem
prestar muitas ioformaodes de utilidade sobre as maximas
cbeias observadas, etc; cumpre, porém, dar algum des-
conto aos exageros dos sertanejos, que muitas vezes se
entbusiasmam e ultrapassam os limites da verdade.
Do campo, depois do reconbecìmento, o engenbeiro
deve trazer, mais ou menos determinadas :
A directriz da linba, a sua extensào, e as alturas dos
pontos mais elevados do percurso reconhecido.
A directriz è obtida pela bussola de algibeira, to-
mando-se todos os rumos entre os pontos notaveis.
A extensào é avaliada pela marcba do animai em que
engenbeiro vae monlado. Em gerai um bom cavallo
percorre 100" em um minuto. De modo mais exacto» as
distancìas sào marcadas pelo podometro,
Diooloaarlo 10
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ut RECTlFIGAgXO DE INSTRUMENTOS
As alturas dos pontos principaes sào tomadas a
aneroide. N'esta especie de b|romelro, cada millimetro de
descida na escala indicadora da pressào athmospherica,
corresponde & elevagào vertical do observador de 10",6.
Gom OS dados obtidos no reconbecìmeoto, feitas as
correcQdes que o tino pratico do engenheiro acoose-
Ihar, deve ser constraida uma pianta approximada de
toda a zona percorrida, bem corno o perfil longitudinal da
linha percorrida.
Divel de Stampfer é o instrumeDto mais appropriado
a um bom reconhecimento ; com elle so o engenheiro póde
obter todos os dados technicos necessarios.
Regras de Brisson, applicaveis aos Irabalhos de reco-
NHEGMENTO :
1'. A crisla de uma raonlanha desenvolve-se mais ou
menos em recta parallela à linha do thalweg, e tendo sobre
horizoote inclinando no mesmo sentido que o ihalweg.
2*. No ponto de encontro de uma crisla principal e
duas secundarias ha um maximum de altura.
3\ No ponto da crista eoconlrado por dous thaiweg$ (de
Tertentes oppostas) ha um minimum de altura.
Esse ponto é conhecido pela denominalo de gar-
ganta.
4*. Quando dous thalwegs parallelos (em vertentes op-
postas] dìvergem» no ponto em que elles prolongados
encontrariam a crista, ha forcosamente um minimum de
altura.
5*. Dous thalu)egs parallelos,porém inclinados em sen-
tidos oppostos, formam, na crista que os separa, um
minimum de altura. — [Vide: Thalweg],
RectificagSo de instrumentos (Tech.) — Rectiftca-
tion. — Adjustment. — Rectifizirung. — [Vide : Nivel e
transito].
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REDE DE ESTRADAS DE FERRO REXUNTAMENTO US
Rede de estradas de ferro (E. de F.) — Ré$eau. —
Sìjilem of rail-roads. — EiseTibahnnetz. — Conjancto de
estradas de ferro ligadas entre si.
Referencia de mvel (Tech.) — [Vide: Bench-mark].
RefràcsSo (Tech.) — Réfraction. — Refraction. —
Brechimg, — [Vide : Nivelamento].
Registro (Locom.) — Regislre. — Regùler. — RegiOer.
— Valvula com que o machìDista gradua a tiragem.
Registo das bagagens (Adm.) — Enregistrement de$
bagages. — Registering of baggages. — Gepàckaufgabe.
Regoa (Chata e larga, dos marcineiros) — (Tech.) —
Limande. — Broad and fiat piece of wood. — Richtsdieit.
Regoa de pedreiro (Tech.) — Règie de magon. —
Rule. — MaurerkMe.
Regoa para sobreleTasSo (E. de F.) — Règie de sur^
haussement^ règie à dévers. — Rule for élevation of ihe
raiU. —Schabloìie fw uberhòhung.
Regoas para tragar as curvas do projecto (E. de F.)
— GabariU des courbes. — RaU-road regular curves. — Cwr-
venlineale. — Estas regoas tém em si marcado o grào da
curva.
Regulador (Locom.) — Régulateur. — Regulator. —
Regtdator. — Apparelho com qae o machinista, por meio de
urna barra, augmenta ou diminue, segundo as circums*
taDcias, a entrada e sahìda do vapor da caldeira para o
cyliodro. — [Vide figura da palavra Caldeira].
Regulamento (Adm.) — Règlement. — Slaiement. —
Vorschriflen. — Nas estradas de ferro em trafego ha regu-
lamentos impressos, marcando descriminadameote as at-
tribuiQdes e os deveres de todo o pessoaL
Rejontamento (Const.) — Rejoinloiement. — Rejoin-
ting.—Fugenverslrich. — Tomada das juntasdas alvenarias
com argamassa, em goral de cimento.
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244 RELATORIO RESGATE
Relatorio (Adm.) — Rapport. — Reporl. — Bericht.
Relogio (Tech.) — Horloge. — Clock. — Uhr. — Os re-
logios de todas as estacOes de urna mesma estrada de ferro
devem seracertados pelo da estacào principal.
ReparagSo (E. de F.) — Réparation. — Repair.— Aus-
bessemng.— Concerto feito no material rodante ou na linha.
As grandes reparagOes das locomotivas e dos carros
sdo executadas nas officinas especiaes da estrada; as
pequenas reparacOes sào feitas mesmo nos depositos.
Reprehens9o (Adm.) — Réprimande. — Repriimiid.
— Vemeis.
Repuzo (Ferr.) — Repoussoir. —Punch.— Stemmmeissel.
Resalto (Const.) — Saillie, graditi^ rmaut. — Res-
$aut. — Risalita Vorsprung.
Reservatorio d'agua (E. de F.) -r Réservoir £eau. —
Tank. — Woi^erkaslen. — [Vide : Alimentagào e tanque].
Resgate [De urna E. de F.] — (Adm.) — Rachat. —
Repurcha$e. — Rùckkauf. — Entre as clausulas que acom-
panham as concessOes de estradas de ferro encontra-se a
seguiate :
<( governo terà o direito de resgatar a estrada que
se refere à presente concessào depois de decorridos
30 annos desta data.
prego do resgate sera regulado, em falta de accòrdo,
pelo termo mèdio do rendimento liquido do ultimo quin-
quennio e tendo-se em consideracào a importancia das
obras, material e dependencias no estado em que esti-
verem entào, nào sendo esse prego ioferior ao capital
garantido se o resgate se effectuar antes de expirar o
privilegio.
Se resgate se effectuar depois de expirado o prazo do
privilegio, governo so pagarà à companhia o valor das
obras e material no estado em que se achar,comtanto que
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RESIDENCIAS RESKTENCIA DOS TRENS A TRAC0O 248
a somma que tiver de despender nào exceda ao que se
tiver effectivamenle empregado na construcgào da mesma
estrada.
A importancìa do resgate podere ser paga era titulos
da divida publica interna de 5 ^o de juro annual.
Fica eatendido que a presente clausola so é applica vel
aos casos ordinarios, e que nào abroga o direilo de des-
apropriafào por utilidade publica que tem o estado. »
Residencias (E. de F.) — A estrada de ferro no pe-
riodo da construccào è dividida em secgóes e estas sSo
snbdivididas em residencias. Cada residencia, conforme
as difficuldades do tracado, tem de 6 a iO kilometros, que
sào entregues à direccào de um engenheiro.
Resistencia dos trens à tracgio (E. de F.)— Formulas
deduzidas por varios engenheiros.
Resistencia dos trens em rampa. — Formula de Ran--
kine:
R = 1,83 (T + E) [0,00268 (1 + 0,0003 V«) + i]
Sondo: R, resistencia do trem em alinhamento recto;
i, declividade em millimetros ; T, peso do Irem em tone-
ladas metricas ; E, peso da machina em toneladas me-
trica»; Y, velocidade em kilometros, por bora.
RESISTBNaA DOS TRENS EM PATAMARES E RAMPAS, EM
TANGENTE. — Formulas do Baum:
Em patamar e tangente:
R = P (2 + 0,06 V) + M (4,6 + 0,16 V)
Em rampa ou dedive, em tangente :
R = P(2 + 0,06V±j) + M(4,6 + 0,16 VifcO
Sondo: R, resistencia, em kilogrammas por tonelada;
V, velocidade, em kilometros, por bora ; t, declividade em
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2^ RESISTENGIA DOS TRENS À TRACgìO
millimetros; P, peso do trem em loneladas; M, peso da
machina em toneladas.
ReSISTBNCIA DOS TRENS EM RAMPA E CURVA. — FonnulaS
de Honorio Bicalho :
Em estradas de ferro de bitola de 1*,44 (e tambem nas
de 1 "",60, bemapproximada mente, comò material rodante
actual), declive de % millimetros por metro e curvas de
raio R, a resistencia total dos trens, em kiiogrammas por
tonelada de carga bruta rebocada, encontra-se pela se-
guiate formula:
R' = — (9,20 + 0,20 V + 0,00185 V*) + -^^ + t
p R
Sondo: Em rampa + i; em declive — i; em patamar
t=0; em tangente R=x ; V, velocidade, em kilome-
tros, por bora; p, toneladas do peso bruto do trem, por
eixo.
HoDorio Bicalho observa que està formula tem appli-
ca^So aos trens de todas as especies e com qualquer quan-
tidade de carga, com a condigdo sómente de nào exceder
a velocidade a 40 kilometros por bora.
Para trens leves, de velocidade superior a 40 kilo-
metros (trens de passageiros] o illustre engenheiro apre-
sentou a seguinte formula :
1 sn V
R'= — (7,5 + 0,16 V + 0,00185 V>) + -=^ + i
P ^
Formula de Abt:
Sendo: R, resistencia total por tonelada; v, velo-
cidade ; X, rampa ; h, coefflciente de augmento de resis-
tencia devido às curvas; a, coefficiente = 0,001 7; 6, co-
efficiente =0,00008 (trens de carga).
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RESISTENOA DOS TRENS À TRACgìO 247
Os valores de k, indicados por Abt, sào :
Bftio de euTts Volorte d« k
200 metros 2,80
260 „ 2,50
300 „ 2,25
400 „ 1,90
600 „ 1,30
Acima de 800 metros 1,00
Resistenoa DOS TRKNS NAS cuRVAs. — FormuIa da E. F.
de Orleans:
B=1000-^n
Sondo: R, resistencia do trem, em kilogrs., por tone-
lada ; r, caio de curva em metros ; V, velocidade, em kilo-
metros por bora ; n , oumero de vehiculos atraz do
tender.
Formala de Von Róhl :
P 0,6504
r — 56
Sendo: R, resisteacia em kilogrammas por kilogramma
do pezo bruto ; r, raio da curva em metros.
ReSISTBNOA DOS TRENS BM TAN6BNTES E PATAMARES. —
Formula de Pambour :
R'=/l +-y-) (6 M+ 0,002687 Sv«) + R
Sondo: R', resistencia do trem em libras inglezas;
M, peso dos vehiculos e do tender em toneladas inglezas;
R, resistencia da macbina, que é avaliada em 15 libras
por lonelada de machina ; v^ velocidade em milbas, por
bora ; S, superficie de resistencia do ar. Està resistencia é
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348 RESlSTENdA DOS TRENS À TRAG0O
igual a 70 pés quadrados, mais tantas vezes 10 pés qua-
drados quanlos forem os vebiculos dos treas.
Formulas das estradas de ferro do Hannover:
P
Quando a velocidade està entro 6 ^^5 e 11 ks. por bora B =
Quando a velocidade està entro 84 e 40 ks. por bora B =
592
P
465
Sendo: R, a resìsteocia do trem inteiro em kilo-
grammas; P, peso do trem em kilogrammas, compre-
headido o peso da locomotiva.
Formula de Clarck:
«=p(«+-^)
Seodo: R, resislencia do trem em libras ioglezas;
P, peso do Irem em toneladas ìDglezas, entrando a ma-
china ; V, velocidade do trem, por horay em milhas ia-
glezas:
Formula de Koch :
R= P(l + 0,04 V) +PÌÌ2 + 0,0044 V*)
Sendo : R, resistencla do trem em kilogrammas ; P, peso
do trem em toneladas, nào entrando a locomotiva e o
tender; p, peso de uma machina de tres eixos conjugados,
em toneladas; V, velocidade por hora, em kilometros.
Formula de Gooch e Sewel:
R = P /e + -~-\ + ? (5 + -|- + 0,00004 PvA +0,00002Vv«
Sendo: R, resistencla do trem em libras inglezas;
P, peso dos vehiculos, nào entrando a machina e o tender.
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RESISTENOA DOSTRENSÀ.TRACgìO 340
cm loneladas ; p> peso da machina e tender em toneladas ;
V, volume do trem em pés cubicos inglezes; v, velocidade,
por bora, em roilbas.
Formqlas de Vuillemin Dieudonné e Guébhard:
Trens de carga :
Lnbrìficagio com gran R = (2,3 + 0,05 v) P.
, „ azeite R = (1,6 + 0,06 v)P.
A velocidade v està comprendida eotre 12 e 32 kilo-
metros por bora.
Trens de passageiros, com velocidade comprehendida
entro 50 e 65 kilometros por bora :
B = (1,8 + 0,08 V) P + 0,006 Av«
Trens expressos, com velocidade comprebendida entre
70 eSOl^ilometros:
R « (1,8 + 0,14 V) P + 0,004 Av3
Sondo em todas as formalas: R, resistencia do trem em
kilogrammas ; P, peso do trem em toneladas, nSo compre-
hendidos a locomotiva e o tender ; v, velocidade do trem,
por bora, em kilomelros; A, superficie da fronte do trem,
em metros quadrados.
Formula de Harding :
R =» «,72p + 0,094 Yp -H 0,00484 nV*
Sondo: R, resistencia total do trem em kilogrammas;
\, velocidade. do trem, por bora, em kilometros; p, peso
do trem em toneladas metricas; n, maior sec^ao do trem
em metros quadrados, em goral igual a 5 ou 7 para
e%fTe$$o% e 14 para outros trens.
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250 RBSISTENOIA DOS TRENS À TRACgXO
Formula de Redtenbacher :
E = P (3,11 + 0,077 Y)+p (7,25 + 0,577 V) +
+ 0,0704 V* A + -^
4
Sondo: R, resistencia do trem em kiiogs.; P, peso dos
carros, em toneladas ; p, peso da locomotiva e do tender;
n, numero de vehiculos do trem ; a, secgào de face de um
vehiculo, em metros quadrados; A, secQào de face do
trem ; V, velocidade em metros por segando.
Formula empregada em varias estradas de ferro da
Europa :
p
R = 0,0848 V + 2,34-
200
Sondo : R, resislencia em kilogrammas, por tonelada ;
V, velocidade, por bora, em kilometros; P, peso do trem,
em toneladas.
Està formula satisfaz quando o valor de P està entro
80'^ e 120'^ e o valor de V entro 40 e 80 kilometros
por bora.
Rbsistencu DOS TRENS. — Formula goral adoptada pela
sociedade allemà Butte :
Sondo : W, resistencia do trem inleiro, em kilogrammas ;
w, coefQciente de resistencia total do tender e dos wagdes
(comprebendida a resistencia do ar) em kilogrammas por
tonelada, isto é, em-— . w\ coefficiente de resistencia da
00 I Q
locomotiva sera tender em-rr-; L,peso total da locomotiva,
vv
som tender, em toneladas ; G, peso total do tender e dos
carros do trem.
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RESISTENdÀ DOS TRENS A TRACgìO
251
Os coefQcientes de resisteocia total ti? e t^;' se deoom-
pdem pelo segainte modo :
Resotekcia Opposta ao Motimerto
paraG
PARA L
Em tangente e patamar
±5
±5
Em coTTa de raio r
Em rampa de s
Total
W
w'
Os valores raédios dos coefficieates de resisteocia sao
dados pelas formulas coDlidas no seguinte quadro:
Bitola da linha
W^em-^-
^'-i
^'•-(i
Linhas
prìncipaes
Linhu
•ecnndur.
l-,485al»460.
1»»
1,5 + 0,001 V«
1,7 + 0,0013 V«
2.0+ 0,0016 V>
4v^ + 0.002 va
4 v/«+ 0,0026 V«
4v^ + 0,008 V«
675
r — 80
600
r — 60
476
r-ao
870
r — 10
0».75
Nesta tabella : Y, representa a velocidade em kilome*
tros por bora ; n, o numero de eixos motores da locomotiva ;
r, raio da curva.
N. B. — \ resistencia varia de modo notavel coma
rela^ào exislente eolre o diametro das rodas e o das mangas
dos eixos» com o affastamento dos eiios, com o numero
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352 RB5PALDAMENT0 RETIGULO
dos eìxos, com a posigao do centro de gravidade dos
wagOes, eie., por isto os resultados obtidos por meio das
formulas devem ser considerados approximados.
As experieocias sobre a determinagào da rosisteacia sào
ainda iDSufficieotes, sobre tudo nas linhas de bitolaestreita.
Estas formulas dSo levaram em conta a resistencia do
vento, quo nào é proporcional ao peso do Irem, e sim às
superficies da frente, de traz, ou às latteraes, segando o
vento aclùa n'uma d'essas direccOes. No caso do vento
soprar de lado, é preciso ainda levar em conta a resistencia
occasionada pelo attrito centra os trilhos, produzida pelos
aros das rodas oppostas à direc^ào do vento.
Resistencia dos carros. — Formala de MolesworUi :
R=/(W+M')+ (wF-—)
Sendo : W, peso do vehiculo, afóra rodas e eixos ;
w, peso das rodas e eixos ; D, diametro das rodas ; d, dia-
metro das mangas dos eixos ; F, coefflciente de attrito do
eixo, seja 0,018 com azeite ou 0,035 com graxa ; f, coeffi-
ciente de attrito de rolamento, seja 0,001 ; R, resis-
tencia do vebicolo.
Resistencia de uh carro em curva. — Formula de
Redtenbacher:
2 a
Sendo : f, coefflciente de attrito de escorregamento dos
aros das rodas sobre os trilhos; I, afastamenlo dos eixos;
6, bitola da linba ; r, raio da curva ; Q, peso do carro.
Respaldamento (Const.) — ArasemerU. — Levelling.
— Au$gleichm, abgkichen.
Reticolo (Tecb.) — Réticde. — Hair-cross or crois.--
Wires. — Faden-Kreuz.
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REVESTIMENTO DOS TALUDES ROGHA 253
Revettimento dos taludes (E. de F.) — Revétement
des talus. — Revetment of the slopes or soiling of the $lope$.
— Bekleidung der Bóschungen. — Os talades dos aterros
e dos cortes sào revestidos de pedra, de leivas ou gramados.
conforme a natureza das terras. Algumas vezes exigein
muros, que podem ser de pedra secca ou de alveaaria
com argamasa. — [Vide: Muro de reveaimentó].
R6Yolug9o na caldeira (Mach.) — Prqjection d'eau.
— Priming. — Aufwaìlen (im Kes$el).
Rins (De ponte). — Reins. — Spandrel. — SpandriUe,
Gewólbzwickd.
Ripa (Const.) — Latte, — Lath.^ — Latte.
Rìpado (Const.) — Lattis. — Lath-work. — Lattung.
Rogado (Const.) — Abatage — Holding-up ^hammer.
— Fallu/ng. — Córte e derrubada do matto esistente no
terreno. Està operagào é praticada depois de locada a
linba, aQm de flcar preparada a facba de terra onde mais
tarde serao executados os cortes e aterros.
RogADO £M cAPOEiRAO. — Em 9 horas de servico, uma
turma de seis trabalbadores, cince com fouces e um com
machado, limpa 2400°"' de terreno em capoeirào.
R05ADO KM MATTA viRGBM. — Em 9 boras de servilo,
nma turma de oito trabaihadores, seis com fouces e dous
com macbados, limpa 2000°"' de terreno em matta virgem.
Rocha (Tecb.) — Roche. — Rock. — Gestein. — Clas-
siQcacSo das rocbas, segundo Evrard:
V classe : rochas campactas (muitissimo duras). — Eu-
ritos, arkoses, quartzitos de gràos unidos e flnos, etc.
Requerem o eroprego de polvora e dyoamite.
2' classe: rochas duras. — Porpbyros, granitos, eie.
Requerem polvora e dynamite.
3* classe: rochas mais ou menos duras. — Calcareos,
scbistos, etc. Requerem polvora.
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3SU
RODA-
• RODA con DISCO DE MADEIRA
4' classe : rocha$ moìles. — Schistos pouco duros, etc.
Reqoerem picareta.
5* classe: e$broadi{a$e de$agregadas. — Mlaerios de
alluviào. Requerem picareta.
Roda (F4. de F.) — Roue. — Wheel. — Rad. — As rodas
dos carros de estradas de ferro e das locomotivas tém
para caracteristicos a cooecidade dos aros e os rebordos.
As melhores rodas sào as de a^o.
Tkchnologia da roda. — Rebordo, aro de roda, cam-
bota, cubo, raio, cooecidade do aro, etc. — [Vide estas
palavras].
Roda chela (E. de F.) — Roue à disque^ roue pleine. —
Disk wheel. — Scheibenrad. — Multo usada nas machiuas
de carga, e nos carros de passageiros, de carga, eie.
Fig. 26 — Soda clirà».
Sào muito empregadas nos Eslados-Unidos rodas
cheias, com discos de ferro e aros de ago cavilbados,
proprias para transilarem sobre a aeve.
Fig. 26 — S6C9S0 de umft roda ebeU.
Roda com disco de madeira (E. de F.) — Roue en
fc(H5. — Wooden disk wheel. — Holzscheibenrad. — Nào tem
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RODAS GOM RAIOS RODA MOTRIZ 255
emprego nas locomolivas. Poi ensaiada na Inglaterra ; deu
mèo resultado.
Rodas com raios (E. de F.) — Roues avec rais. —
Wheds with spokes. — Speichenrad. — Apresentam o in-
conveniente de produzirem muita poeira. Os raios actuam
corno ventiladores.
Rodas coiyugadas (Locom). — jRot^e^ acouplées. — Con-
nected-wheeU. — Verkuppelte Ràder — [Vide: Brago connector]
Roda da frante (Locom.) — Roue d'avant. — Leeading
ijoheel. — Vorderrad.
Roda detraz. — (Locom.) — Roue (Tarrière. — Hind
wheel or trailing wheel. — Hinterrad.
Rodas (para vagoes) com discos de papel (E. de F.) —
Nos Estados-Unidos o papel comprimido tem sidoapplicado
na fabricac^o de discos de rodas para vagoes. Existe em
Nova-York um grande estabelecimento com o seguìnle
litulo: American Paper car Wheel Company, que fornece
rodas, com diametros ale 1",07. As rodas sào formadas
de discos de papeU comprimidos dentro de aros de ferro.
Os discos submettidos à pressSo de 400 toneladas, ad-
quirem grande dureza.
A companhia dos Pulmann car$ emprega de preferen-
cia rodas de papel; e attribue à elaslicidade d'està materia
a grande duracao de certos aros de rodas. Ha rodas de
discos de papel e aros de aco fundido que, tendo feito sob
um vagào-dormitorio 525.000 kilomelros de percurso,
apenas passaram uma vez pelo torno. A espessura do aro
das rodas permitte duas passagens pelo torno. Elias
podem efifectuar um percurso total de 650.000 kilometros.
Além disto, disco de papel é tao forte que póde ser apro-
veitado em um segundo aro, depois de gasto o primeiro.
Roda motriz (Locom.) — Roue motrice. — Driving-
wheel — Treibràdery Triebràder. — A que recebe directa-
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mò RODA MOTRIZ
mente o movimenlo do brago motor. diametro varia
conforme a velocidade qae as m^icbioas devem desen-
volver.
Para trens de velocidade de :
25 km. por bora. . - 0",900
80 » » » / 1»,100
46 » » » 1-200
De mais de 45 km 1",500
Nas locomotivas dos trens expressos> o diamelro das
rodas motrizes chega a {""^SO e mesmo a 2",30.
Apresentemos um trecho de Debame, contendo codsì-
dera(^es mui judiciosas : a Les roues d'un diametro exa-
géré soni exposées, malgré le mentonnet, à passer par-
dessus les rails; d'autre part, si on augmenle le diamètre
D, il faut, pour conserver Tefforl de traction T, augmeoler
le volume (ndJ) du cylindre, ce qui conduit à des di-
mensions défavorables. »
Segundo Redtenbacher, as rodas motrizes nao devem
ter diamelros menores de
nem maìores de
8.46 Vj/-!-
Sondo : Y, velocidade, em melros, por segando;
I, compressào das molas, pelacarga; 9, acceleracSo da
velocidade pela gravidade.
Diametro que devem ter as rodas motrizes para prò-
duzirem urna certa velocidade :
V
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RODAS
i57
Sendo: D, diametro proourado; V, velocidade em
metros, por segundo ; N, numero de voltas das rodas, por
segundo.
PrBSSÀO EXERaDi PELA RODA MOTRIZ SORRE OS TRILHOS.
— E' dada pela formula :
P = 6,261^
Sendo: P, pressao ; K, coefficiente de resistencia do
material do trilho (para ferro = 750 kg. e para o ago
= 1.000 kg.) por centimetro quadrado; I, momento de
inercia da sec(ào do trilho, refendo ao eixo neutro;
a, distanoia da fibra mais afastada do eixo neutro ; l, dis*
lancia entre os apoios dos trilhos.
Fig. 27 — For^ftndo aa rodas motrizes.
Àpresenlamos na figura 27 o maio mais empregado nas
fabricas de locomotivas para introduzir o eixo nas rodas
motrizes. — Vé-se pelo desenho qua o trabalho é feito a
malho.
Rodas (Contra-peso das — de locomotiva). — [Vide :
Contra^esó],
Diceionaxitf. 17
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RODA DENTADA
Noi locoìnotivas de rodas livres:
Na$ locomotims de rodas conjugadan:
p = -^r«.m-i-H-B-^4- (n - 1) ^'J
Sendo: p, poso approximado do coDtra-peso; r, raio
da maDivella; d, distancia do centro de gravidade da
manivella é linha centrai do éixo motor; R, distancia
(a maior possivel] do centro de gravidade do contra-peso a
liniia centrai do eixo ; m, peso da manivelia ; B, peso do
braQO motdr ; 6, comprimento do bra^ molór.; l^ distancia
do centro de gravidade do brago motór ao centro da cabega
do embolo; n, numero dos eixos conjugados; b, peso dos
eixos conjugados ; b\ peso de um brago de connexSo.
Roda dentada (Mach.) — Roue denUe ou, d'engrenage.
— Toolhed wheel. — Zahnrad. — Dados praticos :
Numero (n) de dentes :
8,1415 D
n —
P
Velocidade (V) na cìrcuroferencia :
60
Numero de voltas (G) por minuto :
G== ^ V
8,1416 D
Diametro (D) da roda :
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RODETE RONDA 3»9
Yelocìdade (V) angalar :
V
V' =
8,1416 D
Eifor^o (P) a transmiUir, em kilogrammas :
P==764
Sendo: N, forga em cavallos ; p, passo dos dODtes.
Rodete (Tech.) — Gala. — Roller. — Bolle. — Roda
troDconica de peqaenas dimeosOes, usada dos gyrado*
res, etc. Tambem ha rodetes circulares.
Ròlo (Pont.) — Remous. — Shoot. — Kolck. — Rodo-
moinho das aguas, formado em redor dos pegOes de ama
poDte, produzido pelo estreitamento da secQdo do canal.
Formulas relalivas ao assumpto :
H = (0,066 V* + 0,016) (-^ - \\
V = l,10— V
Sendo: H, altura do rolo; A» area da sec0o primitiva;
a, area da sec^io estreitada ; v, velocidade da agua antes
do estreitamento; Y» velocidade da agaa depois do es-
treitamento.
Ròlo de dilatagSo (Pont.) — Roleau de dUaUUum,
glissiére. — Roller. — DilalatiomplaUe. — [Vide : Ponte de
ferro].
Ronda (E. de F.) — Garde ligne. — Rail^way guard. —
Bahnwàehter. — Thibalhador da via permanente que per-
corre a lioha» examinando-a com teda a minncia, afim de ver
se existe algnm obstacnlo a passagem dos trens. ronda
deve andarmunido de bandeiras (signaes) durante o dia e
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160 ROSGA DE PARAFUSO SALA DE ESPERIA
de laDlerna durante a noite. Havendo algum perìgo na
linha^o ronda irà incontinente esperar o treno, apresentando-
Ihe bandeìra encarnada. No caso de estar tudo etn ordeno,
quando o ronda encontrar o Irem, desenrolarà a bandeira
branca. A' noite farà os signaes com a lanterna, que deve
ser de tres faces, tendo cada urna a sua cor (branco,
verde e encarnado), mostrando a face que o caso in-
dicar.
Rosea de parafìiso (Tech.) — FUet de vis. — Sùrew-
thread or screw worm. — Schraubengewinde, Drall.
Rosilhio (Arch.) — Rosace. — Roee-mndow. — fltifk?-
fenster. — Ornamento multo empregado no estylo gothico.
RotundA (E. de F.) — Remite à locomotives, Rotonde.
— Locomotive engine-home, round home. — Locomo"
tiveremtse, Lokomaimchuppeny Maschinenhaus. — Depo-^
sito de locomotivas, de fórma circular, tendo no centro
um gyrador que communica a estrada com as linhas
internas. — [Vide: Deposito de loconudivas].
Rustico (Arch.) — Ruslique. — Rustie. — Rustik. —
Estylo empregado nas estacdes secundarìas.
s
Sacada de janella ou yaranda (Gonst.) — Raicon de
fenétre. — Ralcany ofwindow. — Bàlkon.
Saibro (Gonst.) — Gravier. — Gravd. — Groie Sand^
Grus^ Kies. — Areia grossa.
Sala de espera (E. de F.) —Sulle d'attento. ~ Wai-
ting^oom. — Wartesad* — A sala de espera das estagOes
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SAPATA DE ESTACA SE3GT0R DA ALAVANGA DE MARGHA 961
deve ter franca sahida para o vestibulo e para a piata-
fórma de embarque.
Nas pequeoas esta^es o proprio veslibulo coniUtue
sala de espera.
Sapata de estaoa (CoDSt.) — Sahot de piea. ~ Pile
shoe. — Pfahhohuh.
Sapata de muro (Gonst.) — EmpaUement. — Footing.
— Afilage, LaUche.
Sapata do trilho (E. de F.) — Palin du raU. —
Rail fooU paUen. — LaUche, Sehienenfuu. — Parte do
trilho Vignole que assenta sobre o dormente.
Sargento (Ferr. de carp.) — SargetU, Cramp. —
Cramp.
Sarrafo (Gonst.) — Latte. — Lath. ~ Latte.
SecgSo de yasSo (Gonst.) — Seetion traniver$ale
mouiUée. — Seetion ofunUer way. [Vide: Vatòo].
Secsdas transTersaes (E. de F.) — ProfUt en travers.
— Tramversal-frofiles — Querschnitt.
SBcgOBS TRANSYBRSABS DB BXPLORAQAo. — Durante a
exploracào faz-se o estudo do terreno em 80 a 100 metros
para cada lado da linha. Em todas as estacas levantam-so
normaes (seccOes transversaes) i linha e abrem-se picadas.
A clinometro sào lomadas as inclinagaes das differentes
secQOes. Nos angulos as sec^es sào levantadas na direcQào
das bissetrizes. — [Vide: Cadernetade %ecfòe% trannoertaet].
Sbccóes transvbrsabs db LOCAgAO. — Sào levantadas
normalmente a todas as estacas da locaoSo. Tomadas a
regna. Servem para fazer-se a cubacào previa das terras.
Dào OS perfis transversaes do traodo.
Baotor da alayanca da mudanga de marcha (E. de F.)
— Secleur du levier de ehangement de marche. — Seclor oj
the revening-lever. — Fiihrungtbogen. — [Vide : Alavanca
demareha].
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262 SE6MENT0S OU MOLAS DO EMBOLO SERRA
' ■' \ ' ' • ...
Segmentos cu molas do embolo (Locom.) — Seg-
mento du pi$Um. — Pistotirrings, pUtan-pouMng. — Kol'
benpaekung.
Seguranga da linha -^ (Instrucgóei teehnieat da E. de
F. CerUrd do Brazil) : « A linha sere segura em todos os
pontos de carva e langeole, assim corno em todos os
poDtos de passagem.
« Cada am d*esses pontos sere seguro por duas linhas
de estacas, cruzando-se sobre elle em angulo recto.
<( Cada urna d'essas linhas de seguran^a conterà, pelo
menos, qnatro eslacas, dispostas duas a duas, symetrica-
menle» em relagào ao eixo da linha ferrea.
« Essas estacas serào laxeadas e sua posiQJo, em
relaQào ao eixo da linha, sera determinada a transito e a
corrente com toda a eiactidào.
a As estacas de seguranga serào enterradas e sua
presenta assignalada por outras, em cujas faces se es-
creverà a lelra — S.
a As estacas de seguran^a serào collocadas a conve-
niente distaùcia da linha» de modo que nào sejam cobertas
pelos aterros, etc., e n&o soflfram com as derrubadas e
queimadas que teoham de ser feitas para o servilo da
linha. »
Seizos (Gonst.) — CaiUoux. galleU. — Flint-itoim,
pebUes. — Nào sào empregadas na construccào das al-
venarias.
Semaphoro (E. de F.) — Setnaphore. — Semaphor. —
Oplisehe TeUgraphensignal. — Mastro de signaes munido
de bra^os. A' noite emprega lanlernas.
Sepia (Tech.) — Sepia. — Sepia. — [Vide : AquaréUa].
Serie de pregos (Adm.) — Serie de priees. — Prices
li$l. — Preiiverzeidiniis. — [Vide Prefo*]. •
Serra (Ferr. de carp.) — • Spie. — Sojw. — Sàge.
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SERRA GIRGULAR
963
Serra circular (Ferr. de carp.) — Sete circulaire. —
Circular $aw. — Circidarsàge. — Consta que foi Branel o
iQventor de tiio util machina-ferramenta. Existe em todas
as ofScinas de estradas de ferro. Os discos dentados cos-
tumam ter diametros que vào de ccnlimetros a mais de
um metro, conforme a applicagao da serra. movimento
póde ser dado por melo de machina a vapor cu por meio
hydraulìco. Ha serras circulares que tambem servem para
corlar trilhos.
Fig. 38 — S«m dreiilMr.
As officinas do Cremot possuem urna destas machìnas,
cujo disco tem para diamelro um metro e para espessura
0-,00275, com dentes de 0-.02 de largura e 0-,009 de
saliencia. disco faz perto de 850 rota(Oes por minuto.
Serra «rgular para cortar metaes a quentb. —
Diametro 0™,8 a 1",2. A velocidade circumferencial com-
porta 60 a 80 metros por segundo.
Serra qrcular para cortar metaes a frio. — Quando
diametro vae até 0",1, a serra tem para espessura
0%001 e um passo de 0",003. As serras de diametro
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S84 SERRA DE VOLT/I SIGIf AL ACUSTICO
superior a 0",500, podem ter 0",0045 de espeseara. Os
doDtes sao disposlos alterfìativamente de um lado e d'ootro
do disco e tem 0",0015 de espessura. passo é de O",005
a O'^OIS. A velocìdade da circamferencia comporta O*,220
por seguDdo. avangamento varia de 0"'«00135 a O'^^OO^S
por segundo.
Serra de folta (Ferr, de carp.) — Scie à chantoumer.--
Tennon mu). — Laubsàge.
Serralheria (Tech.) — Serrurerie. — Locksmiih^s u)ork.
— Schlosserarbeiten.
Serralheiro (Tech.) — Serrurier. — Locksmith. —
Schlos^er.
Serrar (Const.) — Seier. — To taw. — Sàgm.
Serrote (Ferr. de carp.) -^Scie à main. — Hand-saìc.
— Handsàge.
Serrota de costas (Ferr. de carp.) — Scieà dos. —
Backed $aw. — Deutche Fuchsschwanz.
Serrote da penta (Ferr. de carp.) — Seieàguichet.—
CompasS'Saw. — Lochsàge.
Signal (E. de F.) — Signal — Signal. — Signal. —
Nas estradas de ferro os signaes sào classificados em tres
classes: 1% signaes moveis; 2% signaes fixos; 3% sigDa6
do trem.
Signaes moveis : Bandeiras, lanteraas, bombas ex»
plosivas, trompas» apitos, sioetas, etc,
Signaes fixos : — Discos, semapboros, electro-seroa-
phoros» appar)3lho6 Tyer, signaes de passagem de Dive,
laboletas de aviso, signaes de bifurcagao, etc., etc.
Signaes do trem : — Nos trens sào usadas lanternas^
bandeiras.
Signal acustico (G. de F.) — Signal acousUque. -
Acoustie signal. -*^ Ahutische Signal.
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SIGNAL AVÀNg ADO SIMPLES MS
Signal ayangado (E. de F.) — Signal à diilanee. —
Distant $ignal. — Distanzsignal.
Signal a noite (E. de F.) — Signal de nuit. — Night-
signal. — Nachlsignal.
Signal da linha (E. de F.) — Signal de la vote. —
Railway-signal. — Linieiignal.
Signal de dia (E. de F.) — Signal de jour. — Day-
signal. — Tagsignal.
Signal de partida (E* de F.) — Signal de dipart. —
Down-signal.
Signal de ramai ou de agulha (E. de F.) ~> Signa
de branehement. — Switch-signal. — Weithmmp^.
Signaaa do trem (E. de F.) — ^ Signaux du train. —
Train signals.
Signaea fizoa (E. de F.) — Signam fixes. — Fia^
signals.
Signaes moTeie (E. de F.) — Signaux mobiles. —
Movable signals.
Signaes [Encarregado dos — ] (E. de F.) —Signaliste.
— Signal-man. — Zeichengeber.
Simples (Censir.) — Cintre. — CetUre. — Lehrbogen.
-^ Armac^o de madeira» sobre a qual é construida
a abobada. Deve ser retirada depois de haverem seccado
bem as alvenarias da abobada.
Excesso de altura dos simples para conlrabalan^ar o
recalque das abobadas de vàos maiores que 12 metros:
Nas construcQdes ordioarias :
B = 0,019 (y^/)
Nas conslruc^Oes regulares :
E = 0,010 (V — /)
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366 SINET A SOBRELEVAgiO
Nas coastruc^des eiecutadas cono esmero:
E = 0,006 (v—/)
Sendo : E, excesso de altura ; v, v9o da abobada ;
f, flecha da abobada.
Sineta (E. de F.) — aoehette. — Beli. *- Glocke. —
Nas estagOes» a sineta serve para avisar aos passageiros a
sahida dos trens.
Scalilo (Const.) — Plancher. — Fìoor. — Didang.
Sobre-carga (Tech.) — Surcharge. — Overeharge. —
Ueberlatt.
SobreleyafSo (E. de F.) — Surélivation, dhers. —
Cani or super-elevation oflhe outer rail. — N^igung der
Schienm. — Altura que se dà ao trilho eiterior das curvas,
aflm de destrair os eflfeitos da for^a centrifuga na marcba
dos vehiculos.
SoBRBLKVAgAO NAS cuRVAS. — Formula ingleza:
Sondo : S, sobrelevasio do trilho exterìor, em polle*
gadas; V» velocldade, em milhas, por bora; W, bitola da
linha em pés; R, raio da curva em pés.
Os inglezes possuem outra fòrmula, porém mais com-
plicada :
e [0,782V«(NDW)1 — 4PB
^^ NDB
Sondo: D, diametro das rodas dos carros em pés; P,
jogo da linha, em pés; -~-, rela^ào da inclina^ào do aro da
roda. As outras letras tém a mesma significalo apresen-
tada na fòrmula precedente.
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SOBRELEVAglO 967
Urna das fórmulas mais adoptadas é a seguiate:
Sendo: S, sobreleva^ào do trilbo exterior; B» bitola
a linha; R, raio da curva; g, accelera^So da gravidade;
% Telocidade media dos trens» por segundo.
Na réde Parù-Lyon-MedUerranée, na FrauQa» esU ado-
lada està fòrmula :
Sendo: V, velocidade maxima dos trens, em kilo-
letros» por bora; R» raio da curva em metros.
Formula de Varroy e Bauer:
o 20 + 0,012 v«
B
Sendo : S, sobrelevac^o em metros ; V, velocidade em
ilometros, por bora ; R, raio da curva, em metros.
Formula de Kaven:
-/
8ys«
Sendo: S, sobreleva^o em millimetròs; $, bitola da
nha em metros; v, velocidade dos trens em metros;
, accelerac§o de gravidade.
engeoheiro Jorge Rademaker publicou em um dos
iimeros da Revi$ta de E$tradat de Ferro a seguinte nota :
a SOBRELBVA(AO DO TEILHO BXTBRIOR NAS CURVAS DB ES-
lADAs DB FERRO. —A formula QUO dà essa sobrelevagao é :
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MS SOBREUSVAOXO
no qual L, represeDta a largura da liaht ; V, a velocìd^
dos trens em kilometros e por bora, e R» o raio da m
em metros.
A relagào entro urna corda C» de urna circumfereiKÌ
de raio Rea respectm flecha F, é:
e* = 4 F (2 B — F) = 4 (2 EP — P«)
Para C, muì peqaeno relativamente a R» o termo
póde ser desprezado e teremos :
C« = 8RF
d'onde
F = -^
8B
Da formula [i] resulta que para urna mesma velocid*
as sobrelevagOes sào inversamente proporcionaes aos m
e teremos :
S : 8' : : E' : R.
Da formula (2) resulta que para C, constante, as flec^
sào tambem inversamente proporcìoqaes aos raios,el
remos :
F : F' : : R' : E.
Porlanto, dados os valores de V è de C, as sobreW
serào proporcionaes às flechas da corda C, e se igaalarfl
entra si os valores de S e de C, leremos urna cxpresèo'
qual deduziremos os valores de C, cujas flechas ^
iguaes às sobreleva§Oes correspondentes às velocidate^
e leremos:
Tr'^TsTr.
d'onde
e =0,261 v/r
expressào nolavel por ser independente do raio.
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SOBRELEVAgiO EH AUNHAMENTO RfiGTO — ^ SOLDA S60
Para L== 4",00. leremoa C==0'",251 V, e para
= i,60. bilola da estrada de ferro D. Fedro II, teremos:
C = 0-,3175V.
ÀppucAgAO. — Determinar o valor da sobrelevagào do
ìlho exterior para a velocidade de 40 kilometros por
ora e para uma linha de l'^.OO de largura.
Teremos :
e = 0»,951 X 40 = I0«",a4, seja 10"»,00
Tomam-se sobre o eìio do trìlbo exterior duas dislan-
ias ac = 06= 1/2 C = 5"*,00* A perpendicular abaixada
ponto a sobre a corda bc, que se póde obler por melo
e um cordel estendido entre os pontos 6 e e, sera a
)brelevacào que se procura. »
SobrelevagSo em alinhamento recto (E. de F.) —
luando entre duas curvas voltadas para mesmo lado, ha
m alinhamento recto de menos de 40 metros» a sobre-
^vagào das curvas estende-se pelo reterido alinhamento.
Sobresalente (Tech.) — Pièce de réchange. — Spare-
ear. — Ersatz$tuck.
Sobre-posta (Mach.) — Couronne de pi$lon. — Jun-
ring. — Pega que cobre as molas do embolo.
Sóca do8 dormentes (E. de F.) — Bourrage, — Tamp.
- [Vide: Dormentes].
Socadeira (E. de F.) — Fioche à bourrer. — Pick axe.
— Krampe. — Ferramenta com que os assentadores da
ìnha soeam lastre sob os dormentes.
Secar 08 dormentes (E. de F.) — Bourrer \e% tra-
ìersei. — To ballast the sleepert. — [Vide : Dormentes],
Sòcco (Arch.) Socie, de. — Footing, sode. — Sockei
Sólda (Tech.) — Soudwe. — Solder or welding. —
Lóthzmny Sddagloth. — Metal que funde facilmente e que,
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STO SOIAVANGO SONDAGEM DO TERRBK)
no estado liquido, posto entro doas outros metaes os lig;
ao resfrìar-se. A sólda mais empregada é composta di
doas partes de estanho e urna de charobo.
Solavanco (Tecb.) — Cahotage. — JoUing. — Ruttdn
SolBÌra da porta (Consl.) — Seuil. ~ Door^siU. -
Thùrtchwdle.
Soltar freio^ (E. de F.) — Deserrer le$ freins. — T
slacken. — Lósen.
Sonda (Ck)nst.) — Sonde. — Borer. — Bohrer. — Ap
piireiho com quo se conhece a nalureza do sub-sólo.
Sondagem do terreno (Coost.) — Sondage. — Baring
— Erdbohren. — Operaio praticada nas eslradas de ferro
quando se trala de conbecer a natureza do terreno em qa(
se vae executar alguroa funda^o de obra d'arte ou abrìi
algum tunneL
Em goral a sondagem nào desco a profandidad^
superiores a 20 metros, e os furos praticados sdo quas
sempre verUcaes. Estes furos, por melo de apparelhos e fi^-
ramentas apropriados, sào abertos com todo o coidado, t
d'elles sSo extrahidas as amoslras das camadas atraves-
sadas.
Os apparelhos e ferramentas trabalham oa superficie
do sólo, ao longo do furo e no fondo d'este. CkMistam do
seguinte : Ferramentas perfurantes :
Trados de colher ) , „
Trado, de ratea l^''^ »«"'«°^ '™'"^-
Trepanot, para terrenos resistentes.
Nas grandes sondagens empregarse sempre o trapano.
Para executar-se a extraccSo das amostras do terreno
ha um grande numero de ferramentas e accessorìos da
sonda, que muitas vezes sio todos empregados em urna
so operacào. Ennmeremos: Ha$te$. — Siqiplementos. —
Cobo de tonda. ---Chave de esperà. — Chave de (feiotorro-
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SONDAGEM DO TERREMO 271
char. — Manivella de nf^anobrar. — E$garavatador. —
Chapeleta àeparafmo. — Gaucho de oaracol, — Sacalrapos.
-r Tubo$ de revestimerUo^ ctc.
apparelho geral è preso a urna Irìpe^a, durante a
operoQào, Dàs pequenas profundidades ; e a urna cabrea,
si OS furos sào profundos.
Quando se opera ein rios, em lagos ou no mar, é neces-
sario um barco para servir de ponto de apoio ao appa-
relho. N'esles casos, algumas vezes, obtém-se urna boa
platafórma por meio de andaimes, que devera ter a base
no fundo do rio ou do mar.
A introduc^ao do trado e dos tubos no terreno éfeita sìm-
plesmente a bra^os, até a profundidade de 8 a 10 metros;
d'ahi em diante empregam-se apparelhos movidos a bra^o»
a animai ou a vapor. A marcba da operagio é de simples
bom senso ; deve haver todo o cuidado em nào trocar as
amostras extrahidas. Durante a operaio o engenheiro to-
rnare apontamentos em uma cademeta, contendo as se-
guintescasas:
Numero do furo. — Profundidade a contar do sólo. —
Especie de ferramenta perfurante. — Natureza da camada
do terreno. — Numero de trabalhadores. — Numero da
amostra. — Observa^Oes» etc.
Rbvestimbnto DOS FUROS. — Quaudo terreno atra-
vessado pela sonda mostra-se esbroadl^» reveste-se o furo
com tubos de folbas de ferro ou com madeìra.
Os tubos coslumam ter 2 metros de comprimenlo cada
um e 0",14 de diametro exterior e 0",13 de diametro in-
terior, com um annel de ligaQdo no extremo de 0",14 de al-
tura e 0*,15 de diametro exterior. Depois de enterrado o
prìmeiro tubo, faz-se no annel a liga^ào do segundo ; pro-
cede-se a crava^So d'este,e assim por dianle até chegar-se
à profundidade desegada. trepano atravessa os tubos.
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273 STADU SUPERFICIE DE AQUBCI1I£I9T0
leitor eocontrarà grande cópit de ìnformagdes nt
obra de Degoussée e Laurent* — Le guide du imdeur oq
Traile ihéorique et pratique dei $ondage$.
Stadia (Tech.) — Stadia. — Stadia. — Instromeoto que
serve para medir distancias, Divelar, e medlr angulos ver-
ticaes e horizontaes. À melhor é a de Reichenbach.
Superficie de aquecimento (Locoro*) — Surfaee de
chauffe. — Heatingmrf^ifìe.--*Feuef fioche^ HmjWche.~Sa-
perficie da fornalha (oéo da fomalha) que recebe a ac$So
das chammasesuperQcie interna dos tubos da ealdeira.
— [Vide: Caideira tubular],
Formulas relativas ao assnmpto :
Oli Ql 1
«•"Io t^-lo «" = •««'
Sendo : S, superficie total de aquecimento ; S', super-
ficie de aquecimento da fornalha ; S", superficie de aque-
cimento dos tubos; I, ctirso do embolo; d, diametro do
embolo.
H = — - Fv. . • para locomotifas de «ipi^essos
H = ^-Fv ,. » » d« pasaAgeiros
H = Y^Fv — .... » » de carga
H == j^ Fv » » de fortes rampas
Sendo: H, superficie total de aquecimento em metros
quadrados ; F, for^a de tracgào necessaria para rebocar
um comboio ; i>, velocidade do trem, em metros por se-
gundo.
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SUPERINTENDENTE TABELLA DAS CURVAS 273
Na Franca estao adoptadas as seguinles rela^Ses :
Saperficìe de aquecimento da fomalha ~008H
Superficie de aqaecimento do8 tubos ~ 0*92 H
Superficie total de aquecimento ... , = H
Superintendente (Adra.) — Surintendant. — High-
commissionery superintendant.
Superstmctura (E. de F.) — Superstructure. — Su-
perstructure. — Oberbau. — Conjaoclo dos seguinles tra-
balhos : via-permanente, estacdes, edificios, officinas,
linhns de manobra, depositos de carros e de looomotivas,
reservalorios d'agua e de combuslivel, eie. A infraslruc"
tura comprehende a lerraplenagen] e as obras d'arte.
Supportes da caldeira (Locom.) — Supportsdelaclinu-
dière. — Boiler holders. — Kmelstùlzen.—lYide: Caldeira],
Suta (Ferr. de carp.) — Fau$$e éguerre. — Bevel. —
Schràgwinkel.
Sutamento [de ura muro] — (Const.) — Fruii. —
Slopeness. — Verjùngung, Anlaufen. — Talude dado ao
paramento do muro.
T
T [Esquadro era T] — (Tech.) — Équerre en T, Té. —
T'Square. — Reissschiene.
Tabella das curvas (E. de F.) — Tableau des courbe$.
— Curve-tahle. — Curvenlafel. — A repartigào da via-
permanente de cada estrada de ferro deve fornecer a todos
OS mestres de linlia urna tabella de lodas as curvas da
estrada, com os respectivos raios e sobrelevaQóes.
Biooionarlo. 18
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«74 TABOA TALA DE JUNCgÀO
Taboa (Const.) — Planche. — Board. — Bret.
Taboleta de aviso [Nas passagens de nivel] (E. de F.)
— Tableau d'avis. — Notice. — Wamungsiafel.
Taboleiro de ponte. — [Vide: Estrado],
Tacha (Consl.) — Clou à téle large, broquette. — Stud,
tack. — Zwecke.
Tacometro (Tech.) — Tacomèlre. — Taco^neter. —
Tacometer. — Apparelho de medir a voìocidade das loco-
motivas. CompOe-se de iim pendalo conico formado de
qualro molas com pequenas espheras de cobre deslinadas
a augmentara forga centrifuga. Poe-se em movimento por
intermedio de uma correia, quo do apparelho passa a um
dos eixos da machina e transmitte o movimento por um
machinismo de relogio a uma aguiha que registra a
velocìdade, marcando linhas interrompidas, que sobem ou
baixam, segundo augmenta ou diminue a velocidade.
Tala de juncQ5o (E. de F.) — Eclisse. — Fish-plate.
— Lasche. — Chapa de ferro ou de ago com que se cod-
solidam as juntas dos trilhos.
Ha planas e curvadas ; estas sào preferiveis.
Gomprìmento das talas (em bitola larga) O^AO a 0".50
Oomprimento das talas (em bitola estreìta) 0".28 a 0>".237
Espesiiira no maio O^.OIO a 0™.016
Peso (em bitola larga) S^fi.f» a 5kg
Peso (em bitola estreita) lJ<p.7 a 1 kg.7
Cada tala é flxa aos trilhos por
quatro parafusos de 0'",019 a 0",025 de
diametro (em iiuhas de bitola larga) e
0".014 a 0"^,016, nas linhas de 1 me-
tro ouO", 75 de bitola.
\ As porcas dos parafusos das talas
«g.if.-Triadejimovso. ^q juncfào ficam no lado interno da
lioha e, pelo menos, a 0^,038 abaixo da cabeca do Irilho.
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TALA DE JUNCgÀO DE MADEIRA TALUDE 275
Talas de juncgSo de madeira (E. de F.) — Éclmse
en bois. — Splice-block, — Usadas nas eslradas de ferro eco-
nomicas dos Eslados-Unidos.
Talas [Assentamento das — de juncgào] (E. de F.) —
Éclissement, éclmage. — Fishing. — Verlaschung.
Talhadeira (Ferr.) — Ciscau. — Chizel. — Meissel,
Beissel, Beilel.
Talha-mar, talhante (Pont ) — Avant-bec, arrière-bec.
— Starling, break-umter . — Pfeilervorspitze, Pfeilersterz.
-^ Macisso de alvenarìa que guarnece a lesta do pegào a
montante, com o firn de protegel-o contra os choques
de corpos acarrelados pela correnteza do rio, e diminuir a
refrega das aguas. A secQào Iiorizonlal do talha-mar póde
ser triangular, ogival, semi-circular ou semi-elliptica. Està
ultima apresenta mais vantagens que as outras. A altura
do talha-mar deve exceder a das raaximas enchentes.
A jusante do pegào o talha-mar lem a mesma fórma.
Facilita a passagem das aguns, que assim nào encontram
resìstcncia.
pegào de ponte escousa tem para secQào do talha-
mar uma curva composta por dous arcos de circulo,
tangentes as faces lateraes.
Talha {Tech.)—Moulle. — Tackle. — Flaschenzug.
Talude (Consl.) — Talun. — Slope, — Dó$chung. —
Inclina(;ào dada iis paredes dos cortes e dos alerros e aos
muros, etc.
Formula relativa a taludes:
"" m — n
Sendo : x, base do talude; A, altura do córte ou do
aterro no ponto mais alto ; m : 1 , declividade do terreno ;
w: 1, declividade do talude.
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276
TALUDE TAMANCO DO FRHO OU CEPO
Iiiclina<^o dos taludes dos cortes e dos aterros em rela(^
& Tertieal
TERRAS
Indina^ao
Bela9So
' eoo
r.1,70
64°
1:1.34
16° a 470
i:i,a5
350
1:0.60
450
1:1,00
Areia fina e secca.
Terra hamida
Terra secca em pò.
Terra densa, ......
Terra mèdia
Tabella dos angalos correspoudentes aos taludes mais
emprej^ados na pratica.
TALUDES
Angnlos
1/4 para 1 750 58'
m n »
2/8 „ „
8/4 „ ,
1 n n
11/4 „ „
11/2 „ n
I3M n
2 » H
63 26
56 19
53 8
45
38 40
33 49
29
44
26
84 ,
18
26
14
2
11
]9
9
27
Taludar (Const.) — Taluter. — To dope. — Bóschen.
— Dar lalude às paredes dos cortes.
Tamanco do freio oa cepo (Locom. e carros). —
Sabot. — Brake-block, — Bremsbacke. — [Vide : Freio].
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TAMPA DE CYLINDRO TARUGO 277
Tampa de cylindro (Mach ) — Couvercle du cylindre.
— Cylinder cover — Cylinderdeckel. — [Vide: Cylindro],
Tangente — [Vide : Alinhamento recto],
Tanque (Tech.) ~ Caisse à eau. — Tank, — A espes-
sura das chapas de ferro batido dos taogues é dada pela
seguinle formula :
E- ^^
Sendo: E, espessura ; H, pressào da agua por unidade
de superQcie; D, diametro do tanque; R, esfor^o admet-
tido 110 material das chapas por unìdade de àrea.
Os tanques sào de fórma cylindrìca, com fundo es-
pherico. Os maiores tanques tem 150"'.
Tanque do tender (Locom.) — Carne à eau du tender.
— Tank ofthe tender.
Tarifa (Adm.) — Tarif. — Tariff, price list. — Pre^os
eslabelecidos para o transporte de passageiros, animaes,
carros, mercadorias, etc. A tarifa geral é aquella em que
ofrete é proporcional ao percurso. Ha tarifas especiaes e
outras. Sobre esto assumpto recommendamos ao leilor a
obra de Gustave Fóolde — Des transporls par chemim
de fer.
Tarifa differencial (Adm.) — Tarif différenliel, —
Differential tariff, — Aquella, cujo frete kilometrico, para
aunidade de carga, diminue quando o percurso augmenta.
Tarracha (Ferr.) — Tarand. — Screw4ap. — Seh-
neidbohrer.
Tarracha. (Ferr.) — Filière, — Screw pkte^ — Ferra-
menta para abrir rosea nas cavilhas e para fazer parafusos.
Tarugo( Const.) — ErUretoise. — Pega de madeira as-
sentada entre os barrotes do soalho.
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278 TBCTO TELEGRAPHO
Tecto (Const.) — Plafond. —Ceiling. — Plafond, Deche.
Telegramma (Adm.) — Télégramme. — Telegram,
lelegraphic dispatch. — Tclegramm.
Telegraphista (Adm.) — Tèlégraphiste. — Telegraph
man. — TelegraphisL — Empregado do lelegrapho incum-
bido de passar telegrammas.
Telegrapho (Tech.) — Télegraphe. — Telegraph. —
Telegraph. — Enlr e 2iS clausuìas que acompanham os de-
crelos de concessào de estradas de ferro encontra-se a se-
guinte : « governo poderà realizar em loda a exlensào da
estrada as construcQòes necessarias ao eslabelecimento de
urna linba telegraphica de sua propriedade, usando ou
nào, corno nìelhor Ihe parecer, dos mesmos posles das
linbas telegraphicas que a companhia é obrigada a cons-
truir em loda a extensào da estrada, responsabilisando-se
a mesma companhia pela guarda dos fios, postes e appa-
relhos electrìcos que perlenccrem ao governo.
Emquanto islo nào se realizar, a companhia è obrigada
a expedir telegrammas do governo com 50"/. de abali-
menlo da tarifa eslabelecida para os telegrammas par-
ticulares. »
Dados TFXHNicos. — Numcro dos elemenlos para urna
pilha :
Linbas de 100 kiloiuetros 30 elementos
Linbas de 200 „ 50 „
Linhas de 500 „ 100 „
As pilhas locaes precisam de 6 a 8 elemenlos.
Os flos sào de ferro galvauisado; e, quando eslicados.
devem guardar entro si a distancia de 0",3.
A espessura do fio varia entro 0"",003 e O^.OOI.
A tensào maxima para os fios de 0",003 é de 60 kgs.,
e, para o de 0'",004, de 90 kgs.
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T£LEGRAPHO 270
peso por metro corrente é de O^g, 10 para o fio de
0™,003 de diametro e 0''^^6 para o de 0-,004.
A flecha em 100 metros è de l'",25. A dlstancìa entre
OS postes. para linhas de menos de 6 flos, é de 90 metros,
e, para linhas de maior numero de fios, de 70 metros.
Akphabeto telegraphico. — Nas estradas de ferro do
BraziI està adoptado o alphabelo Morse, onde as letras
sào indicadas por pontos e linhas.
AL
PHABETO MORSE
a . _
n «- •
b
o
e — . — .
p .— — .
d
q _ — • -.
e .
r • .. •
f
m . . .
«
t —
n • • • •
u • • «•
i ..
V • • • ..
j
w • ..«•
k
x .. • • ..
1
y — • — —
m _ _
ALGARISMOS
1 .
^P ^mm • • • •
«.
9
«» • • • «MB «MB
8
4 • • • • «MB
9.. — ..
5
O....^
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S80 TELEPHONE TELHADO
ApPARELHOS de UMA BSTACAO TELBGRAPHIGA. — Um3
pilha, contendo numero de elementos relativo à dìslancìa
qua telegramma tem de percorrer.
A pilha é apparelbo quo produz a etectricidade.
As pUhas do systema Leclanché sào as mais usadas nas
estradas de ferro. Usam-se pilhas horizonlaes ou verticaes.
— Duas bussolas, tendo por Qm accusar a direccào e
a intensidade das correntes.
— Manipukdor, apparelho com que se traosmittem
OS telegrammas.
— Receptor, apparelho que serve para receber os
telegrammas.
— Campainhas de avi$o. — As mais empregadas sào
de systema Paure.
— Pararaio, destinado a preservar o apparelho tele-
graphico e os lelegraphistas.
— Cammutador, apparelho que póe um mesmo flo
successivamente em rela^ào com muitos outros.
Telephone (Tech.) — Comp5e-se do transmissor, do
receptor e do apparelho de chamada.
Elementos Leclanché empregados :
Para tympanos de chamada, ezternos 24 a 30
Para tympanos intemos 4 a 6
Para cada telephone em serrilo. 2a 4
Os fios empregados sào de aco ou bronzo phospho-
retado de 0-,001 a 0»,0015 de diametro.
Espaco entro os fios, O^^as a O^^iO. Distancia das
linhas telegraphicas, 3 metros.
Telha (Const.) — Tuile. — Tile, — DachziegeU Da-
chstein*
Telhado (Const.) — Toifure en tuUes. — Tiling. —
Zi^eldach. — Gobertura de um edificio feìta a felhas. Em
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TELHADO 281
ger«l (liz-se lelhado qualquor que soja a especie de cober-
tura empregada.
Telhado de ardozu. — Pouco empregado no Brazil.
As ardozias devern ler 0",003 de espessura. Um metro
quadrado pesa 25 kgs. A inclinalo deve estar entre
25* e 30*.
Telhado db chapas de cobre. — Um metro quadrado
p.'sa de 6^^,30 a 7^^,70. A espessura das chapas varia
entre 0",00068 a 0-,00070. A inclinacào deve ser de
20* a 25*.
Telhado db chapas de ferro. — Empregam-se cliapas
chatas ou onduladas da espessura de 0°',00035. Um metro
quadrado pesa cerca de 8^^,80. Inclinacào do telhado,
to'" a 25^ Muito usado na Inglaterra. As folbas sào ondu-
ladas e preparadas em alcatrào ou em azeite de baleia,
aflm de melhor resistir aos effeitos da ferrugem. Recebem
quatro màos de pintura a eleo, quer interior, quer exte-
riormente. Nào tem dado resultado satisfactorio. Tam-
bem se usam chapas galvanisadas.
Telhado de chumbo. — Pouco usado. Em sua cons-
truc0o empregam-se folbas de 3",9 X 1".9'^ X 0",0035
a 0",0045. peso de um metro quadrado é de 40
a 53 kgs. A inclinacào varia entre 20' e 25^
Telhado de papelào alcatroado. — Bastante empre-
gado nas estofóes das estradai de ferro das margens do
Rheno. Mui leve e de pequeno custo; a sua dura^ào ainda
nào se acha determiuada.
Telhado de telha francrza ou tblha chata. —
metro quadrado pesa 81 kgs. A inclinagao deve ser
de 29*.
Telhado de telha redonda. — E' o mais encontrado do
Brazil. Deve ter para inclinaQào 24". Um metro quadrado
pesa de 50 a 60 kgs.
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288 TELHEIRO TENDER
Tklhado db zinco. — E' a cobertura metallica mais
usada. Apresenta facilidade no assenlamento, grande
duragào e solidez. telbado de zinco lem para inclinagào
maxima 15". Póde ser formado de folhas ou lelhas de
phanlasia. As folhas geralmente lem 1" X 2", 25. peso
do zinco empregado em telhas é de 8^«' ,08 por metro
quadrado. metro quadrado de cobertura, incluindo
pregos, etc, pesa 10 kgs. As folhas oa telhas de zinco sào
pregadas com pregos tambem do mesmo metal. Nas es-
tradas de ferro ha muitos ediflcios cobertos de zinco.
Telhado [Pressào do vento sobre o — ]. Admitte-se que
vento actue sobre o telhado seguindo uma direccào que
fórma angulo de 10* com a horizootal. A pressào do vento
é dada pela seguinte formula :
2h
F = p aen* a = p sen* (b + 10°) Bendo : tang. b = —
Sendo: P, pressào vertical do vento por metro qua-
drado da projecQào horizonlal do telhado; s, projecgào
horizontal de uma ajua do telhado; p, pressào do vento
por metro quadrado sobre uma superfìcie normal a sua
direcQào; h, altura do telhado; a, angulo que fórma o
vento com a superficie do telhado ; b, angulo da indi-
naQào do telhado com a horizontal.
Telheiro (Gonst.) — Appentis, hangar. — Shelter. — •
Anbau^ Schauer.
Tempera (Tech.) — Trempe. — Temper. — Hàrlegrad.
Tenaz (Ferr.) — Tenaille. — Tong. — Zange.
Tender (E. de F.) — Tender, dlège. — TenA&r. —
Tender, Munitionswagen. — Carro que acompanha a loco-
motiva, levando agua e combustivel. — Os tanques
contèm de 8 a 11"' d'agua. As caixas de carvào carregam
de 3.000 a 4.000 kgs. tender é sempre munido de freios
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TENDOR THALWEG 283
e de um cofre de ferramentas. As partes mais elevadas
dos tanques nunca devem estar a mais de 2™,750 acima
do nivel dos trilhos. tender na parie de traz deve ser
munido de apparelhos de trac<;ào e de para-choques.
Tendor (E. de F.) — Tendeur. — Coupling screw. —
Kuppelschraube, — Peca de engalar os carros.
Terga cu cinta (Coast.) — Panne. — Purlin. —
P felle, fette, — Pega do madeira mento.
Terraplenagem (E. de F.) — Terrassemenl. — Earth-
work. — Erdbau. — Conjuncto dos trabalhos de terra :
alerros, córles, etc.
Terreno (Tech.)— Terrain. — Ground. — Erde, Grund,
Boden.
Terreno arenoso (Const.) — Terrain Sablonneux. —
Sandy ground. — Sandige Boden.
Terreno compressive! (Const.) — Terrain compres-
sibte. — Compressible soU. — Sich setzende (Zusammen-
drùckbare) Boden.
Terreno pedregoso (Const.) — Terrain pierreux. —
Stony ground. — Sleinige Boden.
Tesoura (Const.) — Ferme. — Truss. — Dachgebìnde.
— Armacào de madeira, de ferro ou mixta, composta de
ama$, linha e escoraa. No angulo saperior da tesoura
apoiam-se a camieira do telhado e asterfos. Ha diversos
typos de tesouras, sendo muito empregado nos ediflcìos
de estradas de ferro o typo mixlo Polonceau.
Testemunha, cene testemunha (E. de F.) — Témoin,
cane en terrain. — Witness, old-man. — Maasskegel^ Erd-
kegel. — Maeisso de terra em fórma de cone truncado,
que se deixa dentro dos cortes, quando se faz a exca-
vacào, aQm de servir de gaia na cubagào final.
Thalweg (Tech.) — Thalweg. — Thalweg. — Thalweg.
— Palavra allemà adoptada pela engenharia brazileira;
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284 THBODOUTO TINTA
significa : — linha que pas$a pelos pontos mais baixo$ de
um valle.
Theodolito [Tech.) — Théodolile. — TheodoUte. —
Instrumento topographico destinado a medir os angulos
formados pelos alinhamenlos reclos. Nas eslradas de
ferro empregam-se os de Gurley. -^ [Vide : Transito].
Thermometro (Tech ) — Thermomètre. — Thermo-
meter. — Thermoìneter. — Instrumento qne marca o grào
do calor atmospherico. Ha de diversos aatores. Aliante
damos a tabella (pag. 285], para a Iransformacàodas es-
calas dos principaes thermomelros.
Tijolo (Const.) — Brique. — Brick. — Mauerziegel^
Barren, Ziegelstein. — Geralmente os tijolos empregados
em obras de estradas de ferro lem as seguintes di-
mensdes :
0m,27 X 0m,l3 X 0^,06
Devem ser duros, sonoros, bem queìmados, nào vitri-
ficados, de fórmas regulares, de areslas vivas e de faces
planas.
A argila empregada no fabrico dos tijolos deve ser
magra econter um pouco de oxido de ferro.
Um tijolo leva de argila 1,25 vezes o seu volume.
A argila plastica necessita de 20 a 25 % de areia para
poder entrar no fabrico dos tijolos; e està areia devo ser
Qna elimpa.
Tijolo òco (Const.) — Brique creuse. — Hallow brick.
— Hohlz Ziegd.
Tijolo refractario (Const.) — Brique refradaire. —
Pire brick. — Feuerfeste Ziegel.
Tina de pedreiro (Const.) — Bayard. —Han-barrow.
Tinta (Const.) — Covleur. — Colour. — Farbe.
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TH£RMOMETRO
285
Tabellii para a transformacào das escalas dos thermometros
Centigrado, Béaamnr e Fahrenheit
!
1
I ?
e
1
*5
i
2
o
o
o
.,
o
— 20
— 16.0
- 1.0
+ 29
+ 23 2
19
15.2
2.2
30
24
18
14.4
-h 0.4
31
24.8
n
13.6
1.4
32
2r..6
16
12 8
3.2
:<3
26.4
15
12.0
5.0
34
27.2
14
11.2
6.8
35
28.0
13
10.4
8 6
3R
28.8
12
9.6
10.4
37
29.6
11
8.8
12.2
38
30.4
10
80
14.0
39
31.2
9
7.2
15.8
40
32.0
8
6.4
17.6
41
32 8
7
5.6
19.4
42
33.6
6
4 8
21.2
43
31 4
5
4
2J.0
44
35 2
4
3.2
24.8
45
36.0
3
2.4
26.6
46
36 8
2
1.6
28.4
47
37 6
- 1
- 0.8
30.2
48
38.4
0.
32.0
49
39.2
+ 1
+ 0.8
33.8
50
40.0
2
1.6
;tó.6
51
40.8
3
2.4
37.4
52
41.6
4
3.2
39.2
53
42.4
r>
4.0
41.0
54
43.2
6
4.8
42.8
55
44
•7
5.6
44.6
56
44 8
8
6.4
46.4
57
45.6
9
7.2
48.2
58
46.4
11)
8.0
50.0
59
47.2
11
8.8
51.8
60
48.0
12
9.6
53.6
61
48.8
13
10.4
55.4
62
49.6
14
11.2
57 2
63
504
15
12.0
59.0
64
51.2
IC
128
60 8
65
52.0
17
13.6
62.6
66
52.8
18
14.4
64.4
67
53.6
19
15.2
66.2
68
54.4
20
16.0
680
69
55.2
21
16.8
69.8
70
56.0
22
17 6
71.6
71
568
23
18 4
73.4
72
57 6
24
19.2
75 2
13
584
25
20.0
77.0
74
59.2
26
20.8
78.8
75
60.0
27
21.6
80.6
76
60.8
+ 28
+ 224
+ 82.4
+ 77
+ 61.6
+
84 2
86
87.8
89.6
91.4
93.2
95
96.8
98.6
100 4
102.2
104.0
105.8
107.6
109.4
111.2
113
114.8
116 6
U8.4
120 2
122.0
123.8
125 6
127.4
129.2
131.0
132.8
134.6
136 4
138.2
140.0
141 8
143.6
145 4
147 2
149-0
150.8
152.6
154.4
156.2
158.0
159.8
161.6
163.4
165 2
167.0
168.8
I- 170 6
+ Tf8
79
80
81
82
83
8t
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
103
104
150
160
170
180
190
200
220
840
250
260
280,
300
325
350
375
400
450
500
610
710
+ 810
+ 62.4
63.2
64
64 8
65.6
ti6 4
67.2
68.0
68 8
69.6
70.4
71.2
72.0
72.8
73.6
74 4
75 2
76
76.8
77.6
78.4
79.2
80.0
88.0
96.0
104.0
112.0
120
128
136
144
152
160
176
192
200
208
224
240
260
280
800
320
360
400
488
568
+ 648
•s
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«
2
•3
+ 172.4
174.2
176 V
177 8
179.6
181.4
183 2
185
186.8
188.6
190.4
192.2
194
195.8
197.6
199 4
201.2
203.0
201.8
206.6
208.4
210.2
212
230
348
266
284
302
320
338
356
374
392
428
4&1
482
500
536
572
«17
662
707
752
842
932
U30
1310
+ 1490
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286 TTRAGEIi TORNEIRO
Tiragem (Mach.) — Tirage. — Draught. — Zug. —
Quantìdade de ar que atravessa o combuslivel na unidade
de tempo, durante a combustalo. — [Vide: Chaminé].
Regna pratica de Rankine: Para assegurar a melhor
tiragem atravez de urna chaminé, a temperatura do ar n'essa
chaminé deve ser pouco mais ou menos capaz de fandir
chumbo.
Tira-linha (Tech.) — Tire-ligne. — Drawing-pen, —
Reissfeder.
Tirante (Const.) — Tirant. — Truss^od. — Zugs-
tange.
Tirante de connex3o das aguUxas (E. de F.) —
Tringle de connexion des changetnents de voie, — Switch-
rod. — Verbindungsstange einer Weirhe.
Tiro de pà (Const.) — Jet àia pelle. — Throw, —
Eine Schaufel voli.
Tolda (Locom.) — Palier couvert. — Abrigo, em geral
envidracado na frente e lateralmente, onde o machinìsta
se resguarda das ìnlemperies. machinista tem ao
seu alcance, dentro da tolda da locomotiva, as se-
guinles pegas: — manometro, balangas das valvulas,
alavanca de regulador, lorneiras de prova, de descarga, do
nivel, do injector, do ventilador, bem corno a lorneira que
regula a entrada da agua do tender nos encanamentos da
machina. Estas pe^as estào todas flxadas a caldeira. Em
outros pontos tèmo sector, a alavanca de marcha. as
alavancas das lorneiras de purga^òes, dos cylindros, de
prova das bombas, do escapamento, do arieìro e da aber-
tura das portas do cinzeiro.
Tomar as juntas da alvenaria com banho de arga-
massa (Consi.) — Coulerlapierre. — To groiU masanry.
— Amfugen.
Torneiro (Tech.) — Tourner. — Turner. — Dreher.
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TORNEIRA TRABALHOS DE TERRA 287
Torneira (Tech.) — Robinel. — Cock, — Hahn, — Nas.
locomotivas encontram-se as seguintes: — torneira da
prova, torneira de purga^ào do nivel, torneira do venti-
lador, torneira de descarga da caldeira e torneiras de pur-
gacào dos cylindros.
Torno (Const.) — Tour. — Tarn. — Tour, Drehung.
Tomo de bancada (Const.) — Étau. — Vice. — Sch-
rauhstock.
Torno de pé (Const.) — Tour au pied. — FootAalhe.
— FussdrehbanJi.
Torno mecanico (Const.) — Tour mécanique. —
Lathe. — MoAchinendrehbank.
Tòro (Arch.) — Tore, boudin. — Torus. — Stab.
Torquez (Ferr.) — Tricoise. — Pincer. — Beisszari^e.
Toscana (Arch.) — Toscan. — Tuscan. — Toskanùche.
— Urna das ordens archilectonicas. Distingue-se pela
simplicidade. — [Vide: Ordom architectonica].
Trabalho total, em kilogrametros, de um trem
(E.de F.) — E' dado pela seguinte formula de George Marie
(machina e tender incluìdos) :
Sendo: P, peso do trem; p, peso da machina com o
tender; /, extensào em kiloraetros do trecho pereorrido
pelo trem ; ff, differenza de nivel em metros dos pontos
extremos; r, coefficiente de resistencia.
Trabalhos de campo (E. de F.) — Trabalhos exe-
culados no terreno.
Trabalhos de escriptorio (E. de F.) — Constam
de plantas, perfls, projectos de obras d'arte, cubaQòes, or-
?amentos, etc, etc.
Trabalhos de terra. — [Vide: Terraplenagemy córte e
alerro].
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TRABALHOS PRÉPARATORIOS TRAgADO
Trabalhos preparatorios (E. de F.) — Travaux pré-
paratone. — Preliininary iDork$ ofa railway. — Vorar-
beiien zueiner Eisenbahn. — Conslam do reconhecimento
e da explora^ào.
Trabalhador (Adm.) — Ouvrier. — Workman. — Ar-
beiter.
Trabalhador de aterro (E. de F.) — Terrasner. —
ErcavaJor. — Erdarbeiter.
Tragado (E. de F.)— Traci. — DiredionAine of a raU-
way. — BahrdiniCy Bahnnchtung. — Serie de alinhamenlos
reclos e curvos que constilue a lioha ferrea. Enlre doas
ponlos ha muìlos tra^ados possiveis; a escolha do mais
vanlajoso é feila de accòrdo com as coodifOes commer-
ciaes, politicas e, muitas vezes, cstrategicas que a estrada
tenha de attender, e com a situaQào dos pontos obrìgados.
Às condiQdes technicas adoptadas e os accidentes do
terreno influem immensamente na direc(do do tragado.
Na Europa, os engenbeiros projectam as vias-ferreas
nos mappas, que s3o organisados com a maior minacia ;
nós ainda temos necessidade de fazer reconhecimento e
exfloragào.
Na pianta da exploracào, representando urna facha de
terreno de 160 a 200 melros de largura e contendo carvas
de nivel distanciadas de metro em metro, o que dà idèa
exacta dos accidentes do terreno, projecta-se a via-ferrea,
determina-se o Ira^ado mais conveniente, servindo a
todos OS pontos obrigados.
trabalho de escriptorio, relativo ao tra^ado, faz-se
por tentativas, procurando-se projectar a linha que melbor
attenda as condìQOes technicas eslabelecidas.
Da intersecQào do tragado com as curvas de nivel
oblém-se os dados para organisar-se o porfll e fazer-se a
cubagao prèvia.
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TRAgADO 289
I — ■ — • — ~~— — — — ~-^-—
projecto de urna estrada de ferro exige serios cui-
dados. Muitas vezes o eogenbeiro julga haver conseguido
um tragado conveniente — por ofiferecer pequeno movi-
mento de lerras e pouco desenvolvimento — e nào attende
às futuras despezas do trafego, que tornam-se conslantes
eem pouco tempo absor vera as economias realisadas durante
a construccào. Deve, porlanto, o engenheiro que projecla
procurar sempre — por meio do calculo de comprimento
Virtual — Iracado que dér menor coefficiente virtud.
Conforme a importancia do trafego futuro da via-ferrea
faz-se a distribuicào dos alinhamentos e das rampas. Nas
linhas de primeira ordem, nas que exigem grandes veio-
cidades, convém dar-se ao tragado extensos alinhamentos
rectos, curvas do grandes raios e rampas fracas; as des-
pezas do trafego serào diminuidas,o que compensare uma
construccào mais dispendiosa. Nas linhas secundarias —
de bitola estreita — empregam-se curvas e declividades
mais fortes sem inconveniente, visto nào haver necessi-
dade de rapidez excessiva na marcha dos trens.
engenheiro que projecta uma via-ferrea deve ter em
vista seguinte : Evitar, quanto possivel, o emprego da
declividade maxima permeltida e da curva de raio mi-
nimo. Nunca, n'um mesmo trecho, empregar simultanea-
mente a mais forte rampa e a curva de menor raio.
Empregar o mais possivel as declividades fortes em alinha-
mentos rectos ou curvas de grande raio. Collocar sempre
um alinbamento redo entro duas curvas de sentidos op-
poslos, e um patamar entro uma rampa e um dective con-
secutivos. Procurar estabelecer compensacào entro os
cortes e os aterros. Evitar, quanto possivel, as grandes
pontes, viaductos e tunneis. Tramar a linha de modo que
nào seja attingida pelas maiores cheias. Escolber trechos
rectos e de nivel para as estacOes. Attender à alimentacào
Dicolonarìo 19
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290 TRACgXO
das locomolivas. Nào quebrar, nas subidas ou descidas,
a declividade por moUvos de pequena monta. Diminuir a
declividade nos lunneis, cujo terreno mais ou menos
humido é nocivo à adherencia das rodas motrizes das
locomotivas. Reunir, quanto possivel, as fortes rampas
n'um unico trecho da linha, em que se empregarà loco-
motivas possantes. Etc, eie.
Vamos apresentar os importantes principios estabele-
eidos por G. Vose, que realmente sào de ulilidade para
OS engenheiros que dirigem exploragóes, bem comò para
aquelles que. projectam: « As linhas ferreas traca(i:is a
margem dos grandes rios corlam muitos afOuentes, o que
eleva extraordinariamente o numero das pesadas obras
d'arie.
« As linhas que se desenvolvem pelas encostas das
monlanhas estào mais sujeitas aos escorregameutos de
terras do que as que percorrem valles e planallos.
« As linhas que cortam sormalmeole os contra-fortes
de uma mesma serra, galgando osprincipaes cursos d'agua
que elles separam, sobrecarregam-se de rampas, o que
torna o trafego munissimo oneroso. )>
Maximo dksknvolvimento dr um TRA5AD0 de estrada,
ENTRE DOUS PONTOS, ADOPTANDO-SK UMA CERTA DECIJVI-
DADE MAXIMA :
Sendo: x, desenvolvimento niaxìmo entro dous pontos;
d, declividade maxima do projecto; à\ declividade do
terreno; /*, distancia entro os dous pontos, em linha recta.
TracgSo (Tech,) — Tr action. — Traction. — Zug.
Tracgao (Tech.) — Traction, — Traction. — Ziehen.
— Nas estradas de ferro servigo de tracgào comprehende
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TRAgO DE SOMBRA TRANSFERmOR 291
ludo que diz respeilo a locomolivas. No Brazil, nas es-
Iradas de ferro do Estado, deriomina-se Locomogào a re-
partigào que se incumbe das locomotivas e do material
rodante.
TRAcgAO [Modulo de — das locomotivas]:
Sendo: M, modulo de Iraccào; rf, diametro dos cy-
lindros; /, curso dos embolos; D, diametro das rodas
molrizes.
Trago de sombra (Tech.) — Hachurc. — Hatching.
— Schrafjiruììg,
Trado (Const.) — Tarière, — Auger. — Stangm-
b'ìhrer, grosse Bohrer.
Trado de colher (Const.) — Tarière à cuiller. —
Sliclì -anger. — Lùjfelbohrer.
Trafego (E, de F.) — ExploitatÌQu. — Woi^king. —
Hctvieb. — Os servigos do trafego geral compreheiidem as
seguinles secgòes :
1*. Trafego (servigo centrai e das eslagOes).
2". Movimento (servigo dos trcns).
3'. Telcgrapho (servico lelegraphico).
Trafego [Entregar ao] — (E. de F.) — Livrer à Vcx-
ploUalion. — To open for drcidalion. — Dcm Verkehr
ubergeben.
TransmissSo (de movimento) — (Mach.) — Trammis-
Sion. — Trammission. — Uebertragung, Lcitung.
Transferidor (Tech.) — Rapporleur. — Protraclor. —
Tramporteur, Gradbogcn. — Instrumento de desenho, des-
tinado a tragar angulos. Os melhores sào de marfim. Uà
com vernier.
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TRANSITO
Transito (Tech.) — Théodolite. — Transit. — lustra-
mento de mcdir aDgulos no terreno.
Vamos transcrever o que o engenheiro F. P. Passos,
em sua Caderneta de CampOy diz sobre o transito : «Esle
inslrumento, chamado pelos norte-americanos Rail-road
Transit, nào lem comò o theodolito inglez o circulo ver-
tical ligado ao eixo horizoQtal do oculo, e portanto nào se
presta corno este a medida dos angulos de elevagào e
depressào. Tem, porém, outras vantugens qae o tornao)
preferivel para os trabalhos de estrada de ferro.
l\ Toda a construcQào é muito mais solida e o instru-
raento ofiferece loda a flrmeza desejavel para as observa-
Qòes; 2% a chapa que contém os indices do circulo azi-
muthal cobre a graduaeào deste, deixando-a sóroenle
apparecer em frenle dos nonius, que sào cobertos de vìdro»
disposiQào que preserva da poeira e da humidade os dous
limbos e a respectiva superficie de contacio ; 3% o dia-
metro do circulo gradaado ó maior; 4% os Ires brafos
munidos de parafusos e a pega triangular independenle,
que no theodolito inglez cx)nstituem a base de todo o appa-
relho, sào aqui substìtuidos por dous discos parallelos
atravessados por quatro parafusos, formando om todo
muito Orme e sufficientemente resistente para os trans-
portes de urna eslacào para oulra. »
transito para medir com precisao os angulos é neces-
sario que :
l^ eixo azimuthal, ìslo è, o eixo em torno do qual
gyra o limbo horizoatal, esteja perfeitamente vertical ;
2% a liiìha de visada avanle fique no mesmo plano da
linha de visada a ré, isto é, a linha de coliimaQào seja
perpendicular ao seu eixo de rolagào ; S\ a linha de colli-
magao fique n'um mesmo plano vertical nos seus movi-
mentos acima e abaixo do horizonte.
Digitized by
Got>gle
TRANSPORTE EU GARRINHO DE MÌO i95
Na Cadernela de Campo enconlra-se detalhadamente o
processo empregado nestas rectifica^joes.
Transporte em carrinho de mSo (E. de F.) — Trans-
pori à la brouette. — Carting. — Karrentransport.
Transporte de terra em carrinho de mSo, em car-
roga (E. de F.) — Tramport à la brouette, au tombereau.
— Carting, wheeling, cartage. — Anund Abfuhr mit dem
Karren, Karrentransport. — No transporte de terras dos
cortes empregam-se carrinhos de mào, até a distancia de
40"". Garrogas empurradas a mào, até 450". Garrogas
puchadas por um so animai, até i.400". Yagonetes» sobre
Irilhos provisorios, puchados a animai, de 750' até 5. 000™,
quando o volume de terras a transportar é pelo menos de
40.000"'. Locomotivas puchando vagonetes quando a dis-
tancia é de 5 kilom. e o volume de 100.000"'.
Prejo de l'Vde terra transportado em carrinho de
mào, em plano borizontal :
2PD
1000
Sendo: x, prece ; D, distancia percorrida; P, jornal
do carregador.
Prece de um metro cubico de terras transportadà em
carroca, puchada por animaes:
^ p(2D+d)
^~ le
Sondo : x, preQo de um metro cubico transportado ;
p^ jornal do carroceiro e aluguel diario da carroca ; D, dis-
tanza a percorrer; d, distancia correspondente ao tempo
perdido em carregar e pdr-lhe os animaes; I, distancia
percorrida em um dia de 10 boras de trabalbo; e, cubo
de carga da carroQa,
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294 TRANSPORTE MÈDIO DAS TERRAS TREM
Transporte mèdio das terras de um córte (E. deF.)
— E' dado pela seguinte formula:
^~ Y
Sendo: D, Iransporle mèdio; V, volume total do
córle; t?,, i?2, Vy..., volumes parciaes; dj, d„ d,..., dis-
lancias percorridas pelos volunies parciaes.
Travadeira (Ferr.) — Outil pour écari&i^ lez derUs des
$cie$. — Saw-seL
Trave (Consl.) — PotUre. — Guard, team. — Balkm,
Tràger. — [Vide : Viga].
Travejamento em cruz de Santo André (Const.) —
Contreventement. — Bracing.
Travessa (Const.) — Traverse, — Cross-beam. —
Querholz.
Travessas. — [Dormentes, em Portugal].
Trecho de linha (E. de F.) — Troncon de vok. —
Portion of a line. — Bahn$trecke, Schienemlrang, Zweigbahn.
Treliga (Const.) — Treillis. — Lattice, — Gitler. —
[Vide: Ponte de treliga].
Trem (E. de F.) — Train. — Train. — Eise^nbahnzug,
Wagenzug, Zug. — CDiijuncto de carros puchados a loco-
motiva.
OrGANISACÀO DOS TRKNS DR PASSAGEIROS. — SegUndO
Congresso de Estradas de Ferro, eflfectuada em Milào» em
SeteàTibro de 1887, os treiis das estradas de primeira
ordem, devem ter a seguiate divisào:
^^ Trem rapidon, deslinados a ligar cidades impor-
tantes, situadas a grandes distancias urna da entra, e a
manler relacOes internacionaes.
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TREM GORREIO TREM DE PASSAGEIROS 205
2*. Trens expressos, pondo em communicagào todas
as graDdes cidades de urna mesma linha e garantiodo o
servico do correlo.
3*. Trens directos^ pondo igualmente as grandes ci-
dades em commiinicacào, no servilo de passageiros de
todas as classes. Esles trens fazem tambem o transporte
de mercadorias com grandes percnrsos.
4'. Tren$ omnibus, que param em todas as eslacOes.
5\ Trens mixtos, que transportam passageiros e cargas
e complelam muitas vezes o servico dos trens omnibus nos
trechos de linha pouco importantes.
6*. Em cerlas linhas de grande trafego as admi-
nistragùes comecam a fazer circalar alguns trens ligeiros
— tramways — com pequeno pessoal, aflm de completar a
organisacào do servico dos subarbios dos cenlros de popu-
lacào secundaria.
Trens de carga. — Dividem-se em : directos, semi-
directos e omnibus.
Os trens directos param sómente nos pontos terminaes
dos percursos.
Os trens semi-directos param nas priocipaes localidades
da lioba.
Os trens omnibus param em todas as eslagOes.
Tram correio (E. de F.) — Train postd. — Mail-
train.
Trem de lastre (H. de F.) — Train de ballast. — Bai-
last'train. — Està a cargo da repartigào da via permanente.
CompOe-se da locomotiva e de carros abertos para carregar
terra cu pedra quebrada.
Trem de mercadorias (E. de F.) — Train de mar-
chandises. — Goods-train, — Guferzug.
Trem de passageiros (E. de F.) — Train de voya^
geurs. — Passengers4rain. — Personenzug.
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296 TREM DE PASSEK) OU DB RECREK) TRILHO
Trem de passalo ou de recreio (Ei de F.) — Train
de plaisir. — Excursion train. — Vergnùgungszug,
Trem especial (E. de F.) — Train $pecial. — Special
train. — Extrazug.
Trem espresso (E. de F.) — Exprèt^ train exprk. —
Express. — Eilzug, Schnellzug.
Trena (Tech.) — Traine, meiure en ruban. — Mean^
rir^ tape. — Messband. — As de a^o sao as que apre-
sentam mais vantagens, nao alteram sensivelmente o
comprìmenlo ; tém, porém, o defeito de se partirem com
facilidade no servilo.
Trapano (Ferr*) — Trépan. — Earthborer. — Erd-
bohrer. — Ferramenta de furar.
Triangulo de rsTersSo (E. de F.) — Triangle de re-
broussement. — SubsUtue-se o gyrador, em algumas liobas,
pelo triangulo de reversào, formado de tres curvas de
grandes raios» tendo urna agulba em cada vertice. Dm dos
lados do triangulo é a linha da estagào. Nos outros lados
a machina faz a manobra^ subindo — de cauda — por um
d'elles e descendo — de frente — pelo outro, ale apanhar
a linha da esta(£lo.
Esle meio de virar a locomotiva, dispensando o
gyrador, é muilo empregado nas vias-ferreas dos Estados-
Unidos e da Russia.
Debarme, referindo-se ao assumplo, diz: « Ce procède
est très cber comme premier établissement, mais il ne
demando pas de personnel accessoire, le chauffeur pou-
vant très bien faire Tofflce d'aiguilleur. »
Triglipho (Arch.) — Trigliphe, — Trigliph. — Tri-
glyph, — Ornamento do friso da ordem dorica grega.
Trilho (E. de F,) — flati. — RaiL — Schiene. —
Barra sobre a qua! gyram as rodas das locomotivas e dos
carros. Ha trilhos de ferro e de a90. Estes, actual-
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TRILHO 197
mente, sSo os mais empregados. Existe grande variedade
de typos, sendo mais encontrados os typos Vignale e dupla
cabefa.
Alma dos trilhos. — A espessura (d) da alma varia
conforme a altura (h) dos trilhos. Em geral adopta-se o
seguinte :
d = 0,UQh
Altura dos trilhos. — Nas linhas de bitola larga e
de grande Irafego é de O"",!!? a 0",145. Nas linhas de
bitola de um metro è de 0°",H0 a 090, e, nas de bitola
de 0^75, de 0",093 a 0"^,070.
Gabbca DOS TRILHOS. — Nas estradas de bitola larga de
primeìra ordem, a largura da cabeca do trilho varia entre
0",057 e 0'",070; nas de segunda ordem, entro O^^SO
e 0"',055. Nas linhas de bitola estreita de um metro a
largura està entre 0'",48 e 0",055 ; e, nas de bitola de
bitola de 0",75, enlre 0-,0375 e 0",039. A altura da
cabega do trilho é muito variavel; vae de 0",009 a C'^OSO,
conforme a importancia da estrada de ferro.
CoMPRiMBNTO DOS TRILHOS. — Considerando-se a linha
com juntas em falso collocadas entre dormeutes distantes
de 0",600, comprimenlo é dado pela formula:
.. oia,800 + ,/ Oi«0OP4-0,09p
Sendo: P, carga do eixo da locomotiva; p, peso do
trilho por metro corrente; x, comprimento do trilho.
Na Franga estào adoptados trilhos de 11 metros de
comprimento; na Italia tem-se empregado ale de 12 me-
tros; e, na Inglaterra, \à se attingiu ao comprimento
de 18'",28.
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S98
TRILHO
TnbellR psra »
enrratara do8 trllhoi
(«)
Flecha no meio do comprimente dos
Orio da corra
Baio da corra
trilhosde
em.eo
6",80
6»0
t
'
9.16
123.79
44 «n/m
40 «>la
36 ">/„
9.
127.46
« ,
39 „
35 „
8.40
132.35
41 »
37 ,
34 ,
8.20
137.63
40 „
36 .
33 , ,
8,
143.36
38 ,
35 „
31 . .
7.20
156.37
35 „
31 „
28 „
7.10
160.00
34 „
30 „
27 „ !
6.40
171.98
32 „
29 „
26 „
6.
191.07
29 ,
26 „
'24 „
S.40
202.30
27 „
25 „
22 „
5.20
214.94
25 „
23 „
21 „
6.
229.26
24 »
22 ,
20 ,
4.40
245.62
22 „
20 „
18 „
4.30
254.71
21 .
19 „
17 ,
4.20
264.51
20 „
18 „
16 »
4.
286.51
19 ,
17 »
15 ,
3.40
312.58
17 „
16 ,
14 .
3.30
327. i5
17 „
15 ,
14 .
3.20
3^3.82
16 ,
14 „
13 „
3 10
361.91
14 ,
14 »
12 „
2.50
40t.i8
13 „
12 „
11 »
2.40 .
429.76
13 n
ii n
11 n
2.30
458.40
12 „
11 »
10 „
2.20
491.14
11 »
10 „
9 ,
2.10
528.92
10 „
9 „
8 »
2.
572.90
10 »
9 „
8 „
1.50
625.07
9 ,
8 „
7 ,
1.30
763.97
7 «
7 ,
6 n
1.20
859.46
6 „
6 .
5 .
1.10
982.23
6 „
6 .
s „
: 1. 8
1
1011.120
5 „
5 ,
5 „
(a) A cnryatara deye ser onifonne em toda a extensSo do trilho.
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TRELHO 299
Curvatura dos trilhos. — Póde ser calculada pela
seguìnte formula :
^"~ 2R ""8R
Sendo: C, ordenada do meio do trilho; I, compri-
mento do trilho ; R, raio da curva.
Nas curvas de raio superior a 220" os trilhos sdo
curvados a alavanca, na occasiào de serem assentados
sobre os dormenles.
Nas curvas do raio i iferior, sao cun^ados antes do
assentamento, pelo processo de fazel-os cahir de urna
certa altura sobre dormentes espagados de seis metros, atè
obter-se no meio do trilho a flecha indicada na tabella
à pag. 298.
Encurtamento da fila interior de trilhos de uma
CURVA :
Sendo: D, o encurtamento em millimetros da fila
interior de um comprimento ; L, em metros ; $, distancia
enlre eixos dos trilhos em millimetros ; R, raio da curva
era metros.
Por exemplo :
R = 250« s == 1000"", L = 9»
D= 1^9 = 36-.
Gasto DOS TRILHOS. — Seguudo OS resultados conhe-
cidos, gasto de um millimetro — em espessura — de
cabeQa de trilho é determinado pela passagem do peso
bruto de 10 a 20 milhOes de toneladas sobre o trilho,
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800 TROiHO
na8 linhBs de fraca declivìdade (menos de 0"",006 por
metro) e de curvas de graodes raios.
que fica dito se refere aos trechos de linha onde os
freios nào trabalbam.
Nas llnhas de curvas suaves, porém de declividades
de 0'"»007 a O^^OOS por metro e nas quaes ha emprego de
freios, gasto de 0",00i de cabota de trilho é produzido
pela passagem de 6 a 7 milbòes de tonebdaSi
Nas linhas de 500" de raio e declividades de 0",OiO
a 0",0i7 por metro, o gasto é produzido pela passagem
de 4 milbòes de loneladas*
Nas lìnbas com rampas de O'.OSS por metro e cunras
de 200^) a passagem de 1 a 3 mìlhOes de toneladas deter-
mina gasto de 0"^,00i de cabeca de Irilbo.
iNCLINAgÀO DOS TRILHOS PARA DENTRO DA UNHA. — Dcve
ser pelo menos de 1/20 de sua altura. dormente deve
ter entalhe com a referida inclina^^o.
Momento de inercia dos trilhos. — Formula de
WinMer:
I = (OjfiO b^ h^ -h 0,04 ^i h^ H- 0»15 b^ h^) A»
Sondo: A^ altura da sapata; h^, altura da alma;
A,, altura da cabota; b^, largura da sapata; 6,, largura da
alma; 6,, altura da cabota ; h, altura total do trilho.
Nos trilhos de a^o, cujas cabe^as sào mais baixas,
convém substituir os coefBcienles 0,20 e 0,15 por 0J8
e 0,17.
Peso dos trilhos. — Formulas de Moletworih:
W = 12L W = 10,08P
Sendo : W, peso do trilho em libras por jarda ;
L» maior carga de uma roda molriz da locomotiva em
toneladas ; F, secgào do trilho em pollegadas quadradas.
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TRILHO 301
Peso dos trilbos em kìlogrammas, por metro corrente,
nas priDcipaes vias-ferreas do Brasi) :
Ditola larga
E. F. Central do Braiil 81,0
E. F. Santos a Jandiahj 82^0
E. F. Becife ao S. Francisco 89,0
Ditola estreita
E. F. Sobral. 22,6
E. F. Baturité 26 e 28
Prolongamento de Pemarobaco 95,0
E. F. Caruarù 25,0
E. F. Central do Brazil 29,7
E. F. Taquary a Caceqni 20,4
* E. F. Conde d'En 24,8
E. F. Limoeiro 24,8
E. F. Central d'Alagòas. . 22,0
E. F. Central da Bahia 20,0
E. F. Carangola 20,0
E. F. Bio e Minas 25 e 20
E. F. S. Paalo e Bio de Janeiro 22,8
E. F. Mogyana 19,5
E. F. D. Thereza Christina 20,0
E. F. Bio-Grande a Bagé 20,0
E. F. Braganga 20,0
E. F. Santo Amaro 22,0
E. F. Nazareth 24,0
E. F. Santa Isabel do Bio Proto 20,0
E. F. Soroeabana 20,0
E. F. S. Leopoldo 20,5
E. F. Macahé e Campos 20,0
E. F. S. Carlos do Pinhal 19,0
E. F. Natal a Nova Craz 24,0
E. F. Valenciana 20 e 22
PoNTOs DB APOio DOS TRiLHos. — A distaiìcia cotre OS
poDtos de apoio do trìlho è dada pela formula :
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OJ TRILHO BARLOW TRILHO DE AgO
Sendo : i, dislancia ; K, coerOcicnlc de rcsislencia do
material do Irilho (para ferro =. 750*^^' e para o aco lOOO*'*)
por centimetro quadrado; P, pressào exercida por urna
roda motriz do locomotiva ; I, momento de inercia da
secfào do trilho, refendo ao eixo neutro; a, distancia da
fibra mais afastada do eixo neutro.
Prova dos trilhos. — Os trilhos antes de serem rece-
bidos da fabrica devem passar por provas estatisticas e
dynamicas, que sào estipuladas nos contro tos.
Resistenda DOS TRILHOS. — Os trìlhos dcvcm com
loda a seguran^a» em qualquer ponto de seu comprimente,
resistir a uma carga movel ou immovel de 7.000 kgs.
Formula Ae Conche:
R =1 0,192 — —
Sendo: R, resìstcncia em kiloyrammas, por millimetro
quailrado; P, carga transmittida por uma roda, supposta
no meio do espago exislente entre dous dormenles visì-
nhos; a, afastamento normal dos dormentes; I, momento
de inercia da secQào do trilho; n, dìslancia do eixo neutro
ù fibra mais afastada da secQào do trilho.
engenheiro Sévène tem a segniiitc upiniào sobre o
assumpto : « Le meilleur calculaleur do la rèsistance des
rails, c'est Texperience. C'est elle qui a determinò, par
une succession d'accroisements reconnus nécessaires, le
profiil adoptó; c'est elle aussi que le justiQo. »
Trilho Barlow (E. de F.) — Rad lìarlow. — Barlow's
rati, — Barlowschiene.
Trilho Brunel (E. de F.) — Rail Brunel. — Bmml's
rati, bridge raii — BrOchchkne.
Trilho de ago (E. de F.) — Rail en ader. — SteeU
rail. — Stahischiene. — trilho de ago Besseìuer tende a
substituir trilho de ferro.
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trìlho de aqo
303
Tabella comparatiTa de dlTersos typos de trilhos de a^o, empre-
gados em diversas estradas de ferro, segando M. J. Michel
TYPO DOS TBILHOS
Altura
LABOUBA
1
6
1
1
Sapata
Alma
Oabe9a
FRANfA
Trilhos { ^^^\ f -^^ ^''''''
^""""•f Typo L-P (uovo)..
Novo trìlho do Norte
m
140
0.142
0.142
0.141
0.145
0.1387
0.14127
0.135
0.1302
0.143
0.127
0.127
0.127
m
0.130
0.130
0.134
0.180
135
0.102
0.102
0.102
0.102
0.102
127
0.127
0.127
m
0.014
0.014
0.015
0.0135
017
0.020
0.0174
0.020
0.0174
0.020
0175
0.0135
0.0127
m
0.060
0.066
0.060
0.060
0.072
0.060
0.070
0.069
0.067
0.067
0.067
0.065
065
kg.
43 5
47.0
43.2
44.2
62.7
40
42.7
41.7
40.6
42.2
44.6
42.4
39.7
n « Lèste
BELGICA
Estradas do Estado
HOLLANDA
E. F. do Estado Neerlnndcz ....
INGLATEIIRA
/ Great Western....
Trilhos de \ North Western...
dupla cabe^a) Great Northern. . .
( Midland .. .
ESTADOS UNIDOS
Formula de Winkler:
3
Sondo : A, altura em millimetros ; C, carga maxima de
uma roda ; /, distancia enlre os eixos de dous dormentes
consecutivos.
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304 TRILHO GHATO TRILHO DE DUPLA GABECA
N.B. — A altura fc é a que o triiho deve ter quando
gaslo; quando elle fór empregado deve apresentar mais
alguns millimetros.
Triiho chato (E. de F.) — Rati piai. — Piate rail. —
Plattschiene.
Triiho cortado (E. de F.) — Rail coupé. — Fragment
ofraU. — Schtenenstiicke. — Nas curvas e nos desvios è
sempre necessario o emprego de trilhos cortados. Os
cortes sào feitos a talhadeira ou contra-frio. A sec^ào pro-
duzida pelo córte deve ser preparada a lima e talhadeira.
Os furos para receberem os parafusos das talas de juDC^o
sào eiecutados a catraca. Nào se deve deixar arestas vivas
na parte superior da cabe^a do triiho cortado.
Triiho de dupla cabega (E. de F.) — Rail à doublé
champignon, — Doublé headed rail. — Doppel-TSchiene.
— Formado de alma e duas cabe^as. Assenta sobre
almofadas. Muito usado nas estradas de ferro da Inglaterra.
Inveutado com o fim de ser virado, quando tiver urna
das cabe^as estragadas. Nào tem dado bons resultados.
Està sendo subslituido pelo triiho Vignole,
Fig. 80 — Triiho dupla cabefa — B, triiho ; A, cnnha ; C, almofada
DURAgiO DE UM TRILHO DE DUPLA CABEQA DEPOIS DE
usADO DE UM LADO. — Sobre este assumpto, damos a
seguinte nota do engenheiro Bernard :
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TRILHO DO MEIO DE UM GRUZAMENTO TRILHO VIGNOLE 508
« Quand un rail peul étre retoarné sens dessus des-
sous, la durée du npuveau champignon est d'environ un
qaart moindre que la durèe du primier. Si l'on tient
compie de ce que beaucoup de rails (corame ceux de
3ikg25 de la lìgne de Namur à Liège) sont aplatis au poiot
de ne pouvoir caser le champignon retourné daus le cous-
sinet, eldece que d'autres ne peuvent y élre conveua-
blement coincés parco qu'ils ont pordu tout un coté» on
arrivo à ce rèsullat que Ton ne peut guère coler la valeur
du nouveau champignoo qu'à la moitié de celle de l'an-
cien. )>
Trilho do meio de um cruzamento (E. de F.) — Rail
du mUieu £un crommerU. — Point-r&U afa siding. — Mit'
telschiene einer Kreuznng.
Trilho em H (E. de F.) — RaU mH — Channel rail.
— Rinnenschiene. — Empregado com vanlagera nas linhas
de bonds.
Trilho exterior [mudanga de via] — (E. de F.) —
Rail exterieur. — Wing rail. — Divergirend Schiene^
Trilho fixo [mudanfa de viaj (E. de F.) — Rail fixe.
— Main-rail^ stock-^ail of a stvitch. — Feste Schiene einer
Weiche.
Trilho movel [das agulhas] (E. de. F.) — Rail mobile.
— Slide-raU, moveable rail. — Weichenschiene.
Trilho Vignole (E. de F.) — RaU à patin. — Foot-
rail. — Vignolesschiene. — Formado de alma, cabota e
sapata. Àctualmenle è o typo mais empregado.
Alha DO TRILHO. — A ospessura varia entro 0",0!2
e0",015.
Cabe^a do trilho. — Vamos dar as convengSes tech-
nicas da Uniào das estradas de ferro allemàs relati vasà con-
slracgào dos trilhos: « A cabega dos trilhos (Vignole) deve
ter* uma largura de 0",055 pelo menos ; e deve apre-
Diooionavio SO
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506 TRITURAR CIMENTO TROLHA
sentar urna superficie plana oa curvada s^[undo um
raio minimo de 0",200.
« A cabota dos trilhos a fabrìcarem-se para o futuro
deve ser arredondada lateralmente, segundo um raìo
de 0-,014. »
. Fig. 81 — Trilho rignol9 — A, sapaU ; B, alma ; C, cabala
Sapata do trilho. — Deve ter de largura 8/iO da
altura do trilho, se a linha fòr assentada sobre dormenles ;
e nunca menos de 7/10, sendo assentada sobre lon-
garinas.
A espessura da sapata nos extremos é dada pela se-
guinte formula :
à' = 0.6 à
Sendo: A\ espessura da sapata ; d, espessura da alma
do trilho.
No melo da sapata a espessura é de 1,9 i\
Triturar o cimento (Const.) — Conca$$er le ciment. —
To pownd. — Zerstampfen.
Trolha (feraraenta de pedreiro) — TrueUe. — Troùxil.
— Kelk, Mauerkelle.
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TROLLY TUBO DA CALDEIRA 307
Trolly (E. F.) — Wagonet. — Trolly. — Draisine. —
Pequeno carro, composto de plala-fórma e de dous pares
de rodas. Desmonta-se com facilidade. Serve para traos-
portar os engenheiros e mestres de linha nas vìagens de
iospeccào da via-permaneote* Nos Estados-Unidos usam-se
trolys — movidos a mào, com rodas de discos de madeira
e aros de ago — para auxiliar as manobras dos carros,
dentro das estagOes.
Fìg. S2 — Trolly de manobra, americano
Truck (E. de F.) — Truck. — Truck. — Truck [Vide :
Bogie.]
Tvho da caldeira (Mach.) — Tube. — Pire tube. —
Siederóhre. — Às caldeiras das machinas de alta pressSo
sSo atravessadas por tubos, afim de haver aùgmeolo da
superficie de aquecìmenlo. [Vide : Caideira tubular.]
Os tubos sia de latSo ou ferro» e algamas vezes de
cobre ou de ago. diametro exterior varia de 0",040
a 0",052 e a espessura da parede de 0™,002 a 0",003,
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308 TUBO DA CALDEIRA
numero de lubos de urna caldeira de locomotiva vae
de i 50 a 300. Os lubos sào collocados de modo que seos
centros se achem u'um exagono regular, do qual deus
lados sào vertìcaes. Apreseotam comprimeotos que vào de
3",50 a 5-, 36.
Os tubos curtos fazem com que os gazes saiam multo
quentes; o combustivel é mal uUlisado e a caixa da
fumala destróe-se em pouco tempo. Os tubos muito longos
produzem pouco vapor e dào graodes comprimeotos e
pesos à machina, sem proveitos reaes.
espago entre os tubos vae de 0",015 a 0"*,023.
Formula de Clark:
E= «-
10
Sendo : E, espago em millimelros (borda a borda) ; N,
numero de tubos da caldeira.
Eotre OS tubos extremos da carreìra superior e a chapa
do corpo cylindrico da caldeira deve haver um espaco
livre igual, pelo meoos, a i/16 do diametro da caldeira.
Na Frao^a nào ha regra precisa sobre este ponto, o
espa^-E- tem para valor 0™,0!5, mais ou meoos, para
os tubos de 0™,050 de diametro exterior.
Sào de Fairbairn as seguintes formulas relativas aos
tubos das locomolivas:
P =
L D.»>278
E.a»08i
L.0»564 D.0.889
Sendo: P, pressSo effecliva, em kilogrammas por cen-
timetro quadrado, que produz o esmagamento do tubo;
Er espessura do tubo em millimetros; L, comprimente
em centimetros ; D, diametro em centimetros.
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TUNNEL 309
Tunnel (E. de F.) — Tunnel — Tunnel — Tunnel. —
Orificio pralicado atravéz de urna montanha ou por baixo
d'agua, servindo para dar passagem aos trens.
Technologia do tunnel. — Abobada, ar comprimido,
aduella, buraco de mina, calcada do tunnel, céo da
galeria, cbapa da abobada, dynamile, desmonte de pedra,
desmoronamento, entrada oa bocca do tunnel, escora-
menlo, esgotamento, estoplm, excavaQào, eixo do tunnel,
exlraccào das terras, galeria de avanfo, infiUracào, nicho
de abrigo, pé direito, perfuracào do tunnel, perfurador,
polvora de mina, poco de extracQào, revestimento de
madeira, revestimenlo de alvenaria, simples, secgao,
strauss, tiro de mina, valleta, vasa, ventilacào, ventilador,
etc. [vide estas palavrasl.
Abobada. — Os tunneis abertos em rocha que se de-
compòe exposta ao ar, exigem abobadas de re vestimento,
que, segundo Mìnard, devem ter de 0",20 a 0",30 de es-
pessura.
Os tunneis abertos em terra devem ter para espessura
da abobada de 0"™,70 a um metro, sendo a largura do
tunnel de 5 a 8 metros.
Alvenaria de Tuaos dos tunneis. — M. Haupt nas
especificagòes para construccào de tunneis, que teve occa-
siào de escrever, recommenda o seguinte sobre as alve-
narias de tijolo : — tijolo pouco afttes de assentado deve
ser mergulhado n'agua ; a argamassa de cimento deve ser
pouco espessa e preparada pouco antes de ser empregada ;
as juntas da albahnwagen. — Carro desti nado ao transporte de merca-
dorias, de animaes, eie. Compde-se de estrado, eixos.
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33i WAGXO de BAGAGEM WAGÀO PARA CAVALLOS
rodas, caixas de graxa, molas, apparelhos de engale, para-
choques ecaixa (Vide eslas palavras).
Quando se encommenda um carro é necessario dar a
fabrìca as seguintes indica^des: comprimente interior da
caixa, largura interior da caìxa, altura interior da caixa,
comprìmento do estrado, material empregado no estrado,
comprimento entro para-choques, afastamento de eixo a
eixo e altura dos para-choques, afastamento das correntes
de seguran^a, numero de eixos, afastamento dos eixos
extremos, diametro das rodas.
WagSo de bagagem (E. de F.) — Fourgon. — Bag-
gage-waggon^ van. — Packwagen. — Recebe as bagagens,
e tem compartimento para osempregados do trem.
WagSo de carga (E. de F.) Wagon à marchandise$
— Goods waggon — Giitterwagen — E' de caixa fecbada,
com portas de correr; de caixa, com cortinas lateraes, ou
simples piata-forma.
Wagào de carregar terra (E. de E.) — Wagon de
terrassement. — Earih-truck. — Erdwagen. — Nào tera
caixa fecbada e sim composta de pequenas paredes, sondo
as lateraes de abrir e fechar.
Wag5o de carvSo (E. de F.) — Wagon à houille. —
Coal'Waggon. — Kohlenwagen. — E* o raesmo que o wagào
de carregar terra.
WagSo de gado (E. de F.) — Wagon à be^tiaux. —
Cattle-waggon, — Vichwagen. — Tem compartimentos se-
parados, que recebem o gado em pè.
WagSo de lastre (E. de F.) — Wagon d*emablemenl. —
Ballant waggon. — Kieswagen.--E' o wagào de carregar terra.
WagSo fSreio (E. de F.) — Wagon-frein. — Brake-
van. — Bremmagen. — Aquelle que é munido de freio.
WagSo para cavallos (E. de F.) — Wagon écurie .—
Morse box. — Pferdewagen.
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WAGÀO CHATO OU DESCOBERTO WESTINGHOUSE 333
WagSo chato ou descoberto — (E. de F.) — Wagon
plate-forme. — Open good$^waggon. — Blockwagen. — Em-
pregado no transporle de pedras, carvào, terra, etc.
WagSo correio (E. de F.) — Wagon-poste — Post-
waggon. — Pontwagen. — E' munido da mobilia neces-
saria ao tra balbo do correio em viagem.
Wagonete (E. deF,)— [Vide: Trolly]. — Especie de
Irolly usado nos Irabalhos de terra. Além da piata-fórma,
tem caixa sera tampa, onde carrega a terra.
Westinghouse [0 Freio — melhorado] — Hoje o freio
aiUoìnatico Westinghouse é o que ero todo o mando
tem maior numero de applicagOes a trens de passageiros e
de cargas. Tornou-se o mais importante gracas à presteza
com que è posto em acgào, ao seu automatismo e a es-
tender seu grande poder a muitos carros ao mesmo tempo.
CompOe-se de urna bomba de ar adaptada à loco-
motiva, de um reservatorio principal e do manipulador
do freio, que é manobrado pelo machinista.
Um tubo liga todos os carros, aGm de receberem a
acQao do freio.
Cada carro possue: reservatorio auxiliar, valvula
triplice e cylindro. ar conlido nos reservatorios auxi-
liares exerce sobre os embolos dos cylindros a forga que é
transmillida aos balancins e destes aos lamancos ou cépos
do freio, por intermedio de alavancas.
A bomba é de acgào directa e a vapor (corno se observa
nas locomotivas da E. de F. Central do Brazil) ; impelle
com 90 libras de pressào o ar para o reservatorio prin-
cipal. Essa pressào fica reduzida a 70 libras ao passar
pela valvula do manipulador do machinista, conser-
vando-se as 20 libras no reservatorio principal, excesso de
presàào sobre a existente nos tubos dos carros, e que
serve para fazer afrouxar o freio com presteza.
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WESTINGHOUSE
trabaltio da bomba è automatico e contrabalaogado
por um regulador que corta o vapor quando a pressào de
70 libras existe nos tubos dos carros, corno indica o poa-
teiro do registro.
Fig. 84 — Yalvula triplice de ac9Ìo rapida
Noventa libras de pressào no reservatorio principal e
setenta no tubo do tremo reservatorios auxiliares,.sào
pressOos consideradas normaes. Urna retlucgào na pressào
do ar no tubo, obriga a valvula trìplice a dar passagsm
(lo reservatorio auxiliar para o cyiindro, que està embaixo
do carro, e aperta os cépos do freio. Està reducgào é feita
à vontade do machinista, que a pralicarà em sentido con-
trario quando quizer afrouxar os freios.
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WESTINGHOUSE 335
No caso de descarrilha mento de algum carro ou de
raplara do tubo de engate entre os carros) os freios
actuam inslantaneamente sobre todo o trem.
Os freios, sobre as rodas motrizes da machina e as
rodas do tender, applicam-secomo fazendo parte do trem.
Em 1887 Mr. G. Westinghouse inventou a valvuh de
descarga igualadoura do manipulador do machinista, que é
um grande melhoramento da primitiva.
A manobra dos freios pela nova valvula opera-se soa-
vemente ou, em caso de perigo, bruscamente.
No mesmo anno o referido inventor apresenlou a
valvula triplice (Fg 34) denominada de acgào rapida. Com
ella consegue-se grande augmento na rapidez do tra-
balho.
Eis ligeira descrìpQào d'este accessorio : — Brusca
reduccao de ar nos lubos do Irem, seja operada pelo ma-
chinìsta ou por um accidente qualquer, reduz a pressào
na parte inferior do embolo (5), dà movimento à valvula
(3) de modo a abrir a entrada que comm unica com o
embolo (8), que em virtude da sua grande area faz abrir a
valvula (10) e permille que o ar exìstente no lubo (18)
abra a valvula (15) e se precipite no cylindro, produzindo
rapida pressào e um augmento de 10 libras no cylindro,
sobre o antigo systema triplice. A pressào no reserva torio
auxiliar é empregada na mesma occasiào e pela fórma
ordinaria.
Com freios de accao rapida, applicados a 50 carros, o
effeilo faz-se sentir em dous segundos, em um Irem de
600 metros de comprimenlo. freio antigo exige 18 se-
gundos.
Um trem de passageiros, com velocidade de 64 kilo-
metros por bora, pararà, em caso emergente, depois de
aperlados os freios, tendo percorrido 150 metros.
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336
WESTINGHOUSE
A fig. 35 represenla a valvula triplice tal qual é appli-
cada aos carros do carga ; islo é. iiiu conjunclo do cylin-
dro» do reservatorio auxìlìar e da valvula trìplice em lình j.
Fig. 85 — YaltruU triplice d« carros de carga
Em bìtola larga, nos carros de passageiros, a valvula é
aparafusada ao cylindro e o reservatorio auxìliar collocado
ern separado. Para os Irens de passageiros, iias eslradas
de bllola eslreita, o arranjo roiisla da fig. 35.
Fig. 3G — YalTola de r«t«iifSo do ar
.\ fig. 36. mostra a valvula de releundo do ar, mai
simplex e propria para rampas superiores a 3 7*- Habilita
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WESTINGHOUSE 357
machinista a carreg^r de novo o apparelho e o reser-
vatorio aaxiliar, sera afrouxar os freios.
Quando em accào, a alavaQca conserva-se em posi^So
horìzontal.
ar descarregado do cylindro do freio, é levado
pelo conducto b debaixo da valvula que se acha car-
regado com 15 libras por pollegada quadrada, de sorte
que pressSo alguma abaixo de 15 libras é conservada
pela valvula no cylindro do freio, permittindo ao ma-
chinista manter constantemenle pressào e marcha rega-
lares.
Em pataroares ou nos trecbos onde nào é necessaria a
acgào dessa valvula, a alavanca conserva-se na posi(ào
vertical e a descarga do ar que vera do cylindro passa li-
vremente pelos oriflcios 6 e a, procurando a atmosphera.
Estas valvulas s3o coUocadas nos tectos dos carros de
cargas e nos extremos dos carros de passageiros, de modo
a serem accessiveis aos guarda-freios.
Os cuidados necessarios ao freio Westinghouse ci-
fram-se principalmente : — na limpeza das valvulas tri-
plices, urna vez de tres em tres mezes, e lubrificagào dos
cylindros dos carros de carga, tarabem de tres em tres
mezes, e dos carros de passageiros urna vez por mez; em
conservar de tres pollegadas o curso do embolo do freio
das rodas molrizes da machina, e de 5 a 8 pollegadas, dos
embolos do tender e dos carros; em dar movimento à
bomba lentamente, empregando a menor qnantidade pos-
sìvel de lubrificante ; em empregar a menor quantidade
possivel de ar ao fazer parar o trem.
A experiencia tem demonstrado que o poder dos freios
deve ser de 90 7o do peso dos carros de passageiros e de
70 V. do peso dos carros de cargas.
Diocionario. %%
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538 ZARGÌO ZIG-ZAG
cylindro do carro de passageiros, com 10 polegadas
de diametro e 00 lìbras de pressào efifecliva de ar,
sendo de 70 libras a pressào no tubo principale tem urna
forga de 4.700 libras. Um cylindro de 8 pollegadas, nas
mesmas condigOes lem urna forca de 3.000 libras. Com o
yelho systema triplice, esse resultado é respectivamenle
de 4.000 e 2.500 libras.
z
ZarcSo (Tech.) — Minium. — Red lead. — Mennige.
— Oxido vermelho de chumbo. Serve na pintura do
ferro, etc.
Zinco (Tech.) — Zinc. — Zino. — Zinc. — Metal cla-
zento azulado, de estructura lamellosa ou granulada. Den-
sidade 6,8 ou 7,1, conforme é fundido ou laminado.
Oxìda-se facilmente em contacio com o ar humido. Ma*
leavel na temperatura de ISO"* a 150"; quebradigo na
temperatura de 205'; funde-se na de 410". Encontrado no
commercio em folhas ou em barras. Empregado (em
folhas) na cobertura de ediQcios.
Zinco laminado (Tech.) — Zinc lamine. — Sheet-zinc.
— Zinklech.
Zig-zag (E. F,) — Nas estradas de ferro adopta-se
algumas vezes o tragado em zig-zag para se vencer grande
altura n'uma encosta de montanha , onde nào seja possi?el
dar desenvolvimento à linha, empregando-se alinhamentos
curvos. Na E. F. Uniào Mineira, actual ramai da Serra^
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ZONA PRIVILEGIADA 359
ria da E. F. Leopoldiua ha um Irecho de linha onde foi
empregado o zig-zag com vantagem.
Zona privilegiada (E. F.) — A quesUo de zona
privilegiada lem sido mai discutida, apresentando sempre
margem para interessantes controversias. No Primeiro
Congresso de Eslradas de Ferro do Brazil, dislinctos pro-
flssionaes se Qzeram ouvir sobre o assumpto; e, depois de
porfiada lata, flcou estabelecido o seguinte :« Zona pri-
vilegiada das eslradas de ferro, Primeiro Congresso
das Eslradas de Ferro do Brazil é de parecer: I. Que
fica respeitada a zona privilegiada de urna estrada de ferro
desde que nem urna eslagào de outra possa ser estabelecida
a menor dislancia da melade da mesma zona total, con-
tada em linha recta e horizontal do eixo da primeira
estrada, excepto nas exlremidades, d'onde atè poderào
partir novas linhas ferreas em sentidos diversos. II. Que
nas futaras concessòes : 1 .' — Se procure de preferencia
marcar a zona pelos accidentes naturaes do terreno, e, so
quando isso nào fòr possivel, seja a zona a gerada por urna
recta, movendo-se normalmente ao eixo da estrada e
tendo de cada lado um comprimento igual a melade da
largura total da zona que se quizer conceder; 2.* — Se
resguarde, nas extremidades das eslradas de ferro e em
torno das cidades de populacào superior a vinte mil almas
e dos portos de mar e rios, uma zona neutra circular de
raio igual à metade da largura total da zona privilegiada
da estrada ; 3/ — Se torno bem darò que o privilegio da
zona so tem em vista impedir que se desviem da estrada
passageiros e mercadorias, e nào obstar o estabelecimento
de prolongamenlos e ramaes convergentes com esta^òes
na propria zona privilegiada. »
parecer nào tratou do seguinte ponto, que foi indi*
cado mui criteriosamente pelo distincto engenheiro
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540 ZONA PRIVILEGIADA
Fernandes Pinheiro, no discurso inaugurai do Con-
gresso : — « Nào parece mui acertado qua a concessào da
zona privUegiada preceda a approvagào do tragado de-
finitivo. y>
Em que se baseiam os governos federai e estadoaes
para determinar a maior ou menor largura da zona? Em
dados incompletos e com mais ou menos arte arranjados
pelos peticionarios.
Depois de feitos os esludos de urna linha, ha grande
somma de exactos conhecimeQtos da regiào que ella lem
de atravessar ; e, n'este caso, é menos difficil delermi-
nar-se até onde póde prejudical-a o estabelecimento de
oulras vias-ferrea na mesma regiào.
Na lei n. 641 de 26 de Junho de 1852 enconlra-se
pela primeira vez — em actos offleiaes — a determinacào
de zona privilegiada.
Eis § 4' do art. 1* da refenda lei : « Durante o tempo
do privilegio nào se poderi conceder outros caminhos de
ferro qae fiqaem dentro da distancia de cimo leguas tanto de
uniy corno de outro lado e na mesma direcgào d^este, salvo se
houver accordo com a companhia. »
art. 9* § l*" do regulamento que acompanha o de-
creto n. 5.561 de 28 de Fevereiro de 1874 marca o
maximum de zona privilegiada em 30 kilometros de um e
outro lado de eixo da linha e na mesma direcQào. Deter-
mina tambem que outras vias-ferreas, embora partindo
do mesmo ponto, mas seguindo direcgOes diversas, podem
crazara zona privilegiada, comtanto que dentro d'ella.nào
recebam cargas nem passageiros.
A clausula XXI, das que que baixaram com o
decreto n. 7,959, de 29 de Dezembro de 1880, regolando
as concessdes de estradas de ferro geraes, é do seguinle
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ZONA PIUVILEGIADA 341
leor : « Durante o tempo da concessào o governo nào con-
cederà outras estradas de ferro, dentro de urna zona de
20 kilometros rio maximo, limitado por daas linhas parai*
lelas ao eixo da estrada.
« governo reserva-se o direito de conceder outras
estradas que, tendo o mesmo ponto de partida e direccSes
diversas, possam approximar-se e até cruzar a linha con-
cedida, comtanto que, dentro da refenda zona, nào re-
cebam generos e passageiros. »
Està ultima parte foi batida pelo Congresso de Estradas
de Ferro, comò se ve no parecer que acima publi-
camos.
A zona privilegiada ficou determinada pelo governo
goral, no maximo. em 20 kilometros, o que é muito» na
maior parte dos casos.
Vejamos quaes tém sido as zonajs privilegiadas para
cada lado do eixo da linha, concedidas a diversas estradas
de ferro.
E. P. Natal a Nova Cruz 30 km.
E. F. Conde d'Ea 20 „
E. F. Bedfe ao S. Francisco 5 leguag
K. F. Limoeiro. • 20 km .
E. F. Central d'Alagòas 20 „
E. F. Sjmao Dias 7 „
E. F. Bahia ao S. Francisco 5 leguas
E. F. Central da Bahia 6 „
E F. Bahia e Minas 40 km.
E, F. Cachoeiro do Itapemirim 20 „
E. F. do Corcovado 1 „
E. F. do Norte 10 „
E. F. Principe do Grao Para 18 „
E. F. Carangola 25 „
Bamal ferreo de Cantagallo 16 „
E. F. Uniao Yalenciana 2 legnas
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342 ZONA PRIVILEGIADA
E. F. Macahé e Campos 20 km.
E. F. Santo Antonio de Padaa...*.... 15 „
E. F. Pirahyense 16 „
E. F. Barào de Araruama 20 ^
E. F. Rio das Flores 10 „
E. F. Bezende a Areias 6 „
Bamal Bananalense 15 „
Linba do Centro.... 6 ^
Uniao Mineira 20 „
E. F. Leopoldina ^ Pirapetinga 8 ^
Alto Moriahé 80 ,,
Kamal do Snmidonro. 5 „
E. F. Rio e Minas 20 „
E F. do Pian 80 „
E. F. Oeste de Minas 30 „
E. F. S. Paolo e Rio de Janeiro 81 »
E. F. Paolista.. 5 legoas
E. F. Sorocabana 82 ìan.
E. F. Ituana 81 „
E F. Mogyana 80 „
E. F. Rio Claro 80 „
E. F. Paranagué a Coritiba 20 .
E. F. Qnarabim a Itaqni 10 „
A maior zona privUegiada é a da E. F. Bahia e Minas,
quo altinge a 40 kilometros para cada lado do eixo da
linha ; a menor, é a de E. F. do Gorcovado, quo apenas
conta 1 kilometro para cada lado.
Comprehende-se tal differenga, desde qae a Bahia e
Minas se desenvolve em terras mais ou raenos virgens e
que a Corcovado està dentro de urna das maiores cidades
do mundo.
que nào se comprehende, porém, é a variedade de
tamanhos de zonas privilegiada$; parecendo isto ser de-
terminado a capricho das autoridades, que sem estudo
prèvio da regiào que a estrada vae servir, marcam um
certo numero de kilometros.
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ZONA PRIVQiEGIADA 343
Em um paiz novo comò o Brazil nào se deve conceder
tamanhos privilegios de zonas, que mais tarde embaragam
a administra^ào publica e créam obslaculos ao deseQvolvi-
mento da viagào ferrea.
Nas estradas de S. Paulo as zonas privilegiadas sào
immensas — de 30 kilometros para cima, para cada lado
do eìxo da linha — ; o que nào convém a um estado em
que ha tanta iniciativa particular.
Ahi, póde dar-se o caso de zonas privilegiadas de duas
estradas se encontrarem e formarem uma facha de terra de
60 kilometros, que ficaré sujeita a u§o poder receber uma
via-ferrea.
N'esses 60 kilometros é naturai que baja centros
populosos necessitando communicagOes ; e nào poderào
elles estar a vontade de duas companbias senboras
da zona.
Àdmitte-se privilegio de zona de alguns kilometros ;
isto mesmo de accordo com o desenvolvimento das loca-
lidades servidas pelas vias-ferreas.
decreto n. 7.959, determinando que a zona privi-
legiada nào poderà — no maxime — ser maior de 20 kilo-
metros (10 kilometros para cada lado da linha), revogou a
clausula do Regulamento que acompanhou o decreto
n. 5.561 de 28 de Fevereiro de 1874, marcando um
maxime de 30 kilometros para cada lado do eixo da
linha.
maximum, actualmente tolerado, ainda ha de ter
reduc^ào
Julgamos nào ser de boa pratica levar o poderio das
emprezas de vias-ferreas a muitos kilometros dos eixos das
linhas; é principio contrario ao estabelecimento de novas
estradas de urgente necessidade.
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544 ZONA PRIVILEGIADA
Enleodem os nossos estadistas que a zona privilegiada
das estradas de ferro da Na^ào é indeQnida ; iste é, sus-
ceplivel de alargar-se oa reslringir-se, comò aprouver ao
governo.
Achamos pouco liberal este principio ; entendemos qae
governo poderà restringir a zompriviiegiada das vias-fer-
Teas da Na^ào ; mas deve ter o maximum marcado pelo
decreto 7.959 e oào poder amplial-o.
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